Game of Thrones – season 02

Sim, pois é, pois é. Cá estamos nós, firmes e fortes maratonando Game of Thrones. Eu já falei que demorei pra pegar a série, e um dos motivos lá atrás, eu lembro que também era que pareceria difícil demais acompanhar todos os personagens e as diversas famílias genealógicas… mas sabe que agora que estou escrevendo, não está tão confuso assim? De qualquer forma, você também esqueceu de algum nome, queria rever “aquele” episódio e não lembra mais qual era? Parabéns, chegou ao lugar certo, porque a dona deste blog tem memória bem falha e com certeza vai servir de algo no futuro.

E o que eu posso dizer da segunda temporada, no geral? A qualidade continua, acrescentando mais núcleos e desenvolvendo os outros que já existiam, com cada personagem nunca ficando parado e no final de cada episódio a gente sempre se surpreendendo. Eu torço pela Arya, pela Daenerys, pelo Tyrion. Quero ver os dragões crescerem, quero ver o que os White Walkers querem! Vamos lá, ainda temos uma longa jornada.

 

E01 – The north remembers

Joffrey aprecia um embate de cavaleiros e Sansa recomenda que um bêbado seja melhor como bobo da corte; Tyrion chega para ser a nova Mão do Rei, e a irmã Cersei não parece muito feliz, ele traz consigo Shae, enquanto a rainha demonstra seu poder mesmo a Baelish. Em Winterfell, Bran tem o sonho recorrente de como se fosse um lobo, e tem que ouvir aos camponeses locais, pois é o Stark mais velho que sobrou ali. Daenerys tem um deserto vermelho enorme pra enfrentar e os dragões são muito novos ainda, perde o cavalo branco primeiro presente de Drogo e envia três cavaleiros um em cada direção em busca de cidade ou rio. Ao norte, chegam até a casa de Crestar, que tem várias mulheres porque ele se casa com as próprias filhas; ele concede estada aos patrulheiros contanto que ninguém se meta com as moças. Somos apresentados a um novo núcleo, de Stannis Baratheon e uma espécie de profetisa e feiticeira ruiva, seu leal amigo Davos Seaworth, queimando imagens e prontos para entrar numa guerra pelo devido lugar ao trono; Stannis pede para enviarem uma carta a todos contando a verdade sobre Joffrey não ser o herdeiro real, e ficamos sabendo que o irmão Renly já se autoproclama rei. Numa conversa entre Robb e Jaime, realmente parece que o lobo vai arrancar a garganta do loiro; depois ele envia o mensageiro Alton para negociar com os Lannister em Kingslanding; o acolhido Greyjoy vai partir em busca da ajuda do pai embora Catelyn não confie neles. Cersei é afrontada por Joffrey sobre um “boato” entre ela e Jaime, Joffrey pergunta sobre outros filhos de Robert, bastardos; logo os cavaleiros da patrulha da cidade vão sair para matá-los, inclusive um bebê que reside no vestíbulo de Baelish e conseguem a informação de que outro bastardo partiu para servir a Patrulha do Norte.

 

E02 – The night lands

Os cavaleiros de Kingslanding encontram o grupo que vai para a muralha no norte, mas o líder não entrega o bastardo Gendry e Arya ainda está se passando por menino, conversa com três prisioneiros, acha que estavam atrás dela; mais tarde Gendry diz que sabe que ela é menina e ela conta quem é. No conselho, Tyrion percebe que não tem muita voz, com a rainha nem dando ouvidos sobre a resposta aos Stark ou sobre a Patrulha da Noite ao norte; ele decide tomar algumas medidas: primeiro, num jantar a princípio amigável, substitui Lorde Janos como chefe da Patrulha da Cidade por Bronn, seu fiel mercenário. O gordinho Sam diz que uma das filhas de Craster, Goiva, está precisando de ajuda para fugir, mas Jon Snow se recusa a ajudá-lo, sabendo das consequências. Ros ainda está abalada com o bebê morto, mas Bailish lhe conta sobre uma moça que não dava lucros. Theon Greyjoy chega de navio (com uma prostituta, claro, quando esta série perde a oportunidade de mostrar sexo e mulheres peladas?) e depois ganha carona de cavalo até Pyke, pra ter uma conversa não muito amigável com o pai, que acha que ele está do lado dos Stark, e descobre que o pai confia mais na irmã Asha agora. Davos negocia um acordo com um pirata, para terem navios e atacar Kingslanding (Porto Real) e é confrontado pela sua fé nos deuses; a bruxa ruiva também seduz Stannis com esse papo de deuses. Jon Snow segue Craster, que leva um bebê menino para a floresta.

 

E03 – What is dead may never die

Craster descobre Snow e expulsa todos do lugar, Snow descobre que ele oferece os filhos para os selvagens oferecerem aos seus deuses; pela manhã Sam dá para Goiva uma lembrança de sua mãe. Bran sonha e conta a seu Meistre sobre a história que ouviu de pessoas mágicas que podiam viver em corpo de animais; ele mostra um elo em sua corrente de aço valoriano, que demonstra que ele estudou mistérios “superiores” e apesar de todo garoto querer ter poderes especiais, ele próprio nunca teve. Catelyn chega bem após uma luta entre dois cavaleiros e o “rei” Renly aceitar Brienne of Tarth (que mulher grande! o.O) na Guarda Real; somos apresentados a sua recente esposa, Margaery Tyrell; que logo descobrimos ser irmã do cavaleiro das flores Loras e não se importar com o casinho de Renly. Em Pike, Theon até tenta argumentar que podem ser aliados dos Stark, mas o pai o relembra do lema da casa, “tomamos o que é nosso, seu tempo com os lobos o deixou fraco”, porém Theon os lembra que ele foi levado, não foi sua escolha. Mesmo tentando escrever uma carta a Robb, ele a queima e passa por um tipo de “batizado”. Para uma Sansa pressionada sobre o casamento com Joffrey, e uma Shae entediada, a amiga de Tyrion acaba sendo designada sua criada, mesmo sem parecer saber fazer isso. Enquanto isso, Tyrion continua seus estratagemas, diz uma coisa para Lord Varys, outra para Baelish, outra para Pycell, sobre um possível casamento de Myrcella para formar aliança com outra casa do reino; logo é contestado pela rainha sobre o assunto e descobre que realmente não pode confiar em Pycell, mandando Bronn prendê-lo. O anão não gosta de charadas, e Varys lhe concede uma resposta “o poder está onde acreditamos, é uma sombra; um homem pequeno também pode criar uma sombra grande”. O acampamento dos recrutados para a Patrulha da Noite é invadido pelos da Patrulha da Cidade atrás do bastardo, o recrutador é morto e Arya acaba indicando a eles que o bastardo também, apontando para um jovem morto que tinha o tal capacete com chifres ao lado.

 

E04 – Garden of Bones

Robb ataca mais um grupo dos Lannister massacrando-os e conhece uma moça que parece ser bem forte, amputando a perna de um e contestando essa guerra sem oscilar. Joffrey continua sendo repugnante, em frente a toda corte quase fere Sansa senão fosse Tyrion intervir; mais tarde o anão envia duas prostitutas para seu quarto apenas para elas sofrerem uma tendo que machucar a outra. Baelish faz uma visita a Renly, oferecendo um acordo para quando chegarem a Kingslanding; também em busca de uma troca entre Jaime e as meninas ele procura Catelyn, trazendo consigo uma urna. Renly e o irmão Stannis se encontram em campo aberto, mas ambos continuam clamando o trono para si. Prisioneiros, Arya e Gendry veem outros serem torturados em um local fétido e derretido antigamente pelo fogo dos dragões. Quando Gendry está para ser torturado, Tywin chega e bota ordem no chiqueiro, diz para colocar os homens para trabalhar, vendo que Arya está vestida de menino admite sua esperteza e a designa sua copeira. No meio do deserto, um cavaleiro retorna com notícias de Qarth, que a “mãe dos dragões” será bem recebida, mas Jorah alerta que ao redor existe o Jardim dos Ossos, o destino final caso Qarth feche seus portões. Diante desses portões, Daenerys se encontra com os Treze, e apesar de quase a deixarem para fora à mercê da morte, ela tem pulso firme e clama que quando os dragões crescerem destruirão tudo o que lhes foi contra; um dos Treze fica responsável pelo grupo e podem adentrar Qarth. Tyrion recebe o primo que traz ordens de Cersei para que liberte Pycell, ele expõe o rapaz e sua relação com a rainha, fazendo-o prometer que vai lhe trazer informações sobre Cersei. Stannis pede ao fiel Davos que volte a ser contrabandista e ele leva a mulher de vermelho pelo mar até um local escondido, para ela revelar uma barriga de grávida e depois parir… algo que não parece humano.

 

E05 – The ghost of Harrenhal

Catelyn tenta dissuadir Renly a um acordo com o irmão, para testemunhar o seu assassinato pelo espectro criado pela ruiva e ajudar Brienne a fugir, pois todos a culparão. A frota de navios de Stannis se aproxima e Sir Loras também é apoiado por Baelish e a irmã a fugirem, não se pode vingar do túmulo. Tyrion tenta alertar a irmã sobre o iminente ataque de Stannis a Kingslanding, fica sabendo por Lancel que estão fabricando “fogovivo” para jogar na frota, e ainda tem que ouvir pela cidade que ele é um macaco demoníaco. Mais tarde, visita um senhor que produz o tal fogovivo, depois da morte dos dragões, os Targaryen usaram essa arma também, mas Bronn fica incrédulo, acha que os melhores homens estão com o exército de Tywin e na confusão a cidade também queimará. Theon vê que a tripulação do seu navio não lhe respeita nem um pouco, mas tem a ideia de atacar outro lugar além da vila de pescadores, a Praça Torrhen. Arya ouve Tywin conversar sobre as habilidades de Robb na guerra e ao ir buscar água para seu novo senhor reconhece um dos prisioneiros a quem ajudou que agora é cavaleiro, ele promete matar até 3 pessoas que ela queira. Arya escolhe o homem que torturava a todos e acaba conseguindo o que quer. Ao norte, Sam lembra que passam por terras históricas, antes dos Targaryen, dos ândalos, dos Westeros, o Punho dos Primeiros Homens; Snow acha que eles fugiram e ouvem o som dos chifres, esperam um segundo toque para saber se são inimigos, Sam leu um livro em que dizia que um terceiro toque seria dos White Walkers, mas avistam o grupo de Qhorin Meia-mão. Este mostra o grupo de Mance, que reuniu selvagens e está ensinando a eles a se organizarem melhor e lutarem; quer ir até lá matá-lo e Snow consegue permissão do comandante para ir ser um patrulheiro, com Sam se voluntariando para assumir suas funções como intendente. Brienne e Catelyn se dirigem ao acampamento de Robb e Brienne jura servir a Cat contanto que ela não impeça Brienne de matar Stannis quando chegar a hora. Em Winterfell, Bran continua tendo sonhos estranhos, com a cidade invadida pelo mar, e pergunta a Osha sobre o significado de um corvo de três olhos; recebe notícias da invasão à Praça Torrhen e permite que reúnam 200 homens para enfrentar. Daenerys participa de uma recepção onde tem que repreender um dos dothraki que queria roubar ouro, conhece outro dos 13, o imortal Pyat Pree; uma mulher avisa Jorah sobre o perigo da cobiça pelos dragões; Xara Xhoan Daxos logo percebe que Jorah é apaixonado por Daenerys, diz que sabe o que os homens querem e Daenerys tem claro que o trono de direito é seu objetivo; Daxos também sabe o que quer e oferece exércitos caso Daenerys se case com ele, mas Jorah é contra e aconselha a jovem a conseguir seu próprio navio, para ir buscar ajuda em Westeros.

 

E06 – The old gods and the new

Winterfell é invadida por Theon Greyjoy, que faz Bran admitir na frente de todos que está entregando as terras contanto que ninguém se prejudique, mas acaba condenando Rodrik à morte por orgulho, só para fazerem outros o respeitarem – e como? Nem consegue cortar a cabeça do coitado de uma vez só. Nos aposentos de Tywin, Arya passa por um sufoco, pois depois de esculachar um encarregado ele recebe a visita de alguém que conhece a menina bem, Baelish; embora mesmo com ela derrubando vinho nele, a conversa a ajuda a se esquivar. Após ter que explicar a Tywin como aprendeu a ler, a garota rouba um papel que menciona seu irmão, mas caindo nas mãos erradas, ela corre para nomear uma segunda morte prometida. No norte nevado, Snow e Qhorin encurralam um grupo de selvagens, mas Snow não tem coragem de matar uma moça enquanto seus colegas seguem em frente, ela foge e ele consegue capturá-la novamente, para dormirem de conchinha (e ele ainda pedir para ela parar de se mexer! Haha). A família real de Kingslanding vai se despedir de Myrcella, enviada para outras terras por estratagemas de Tyrion, mas na volta ao castelo há uma rebelião e Sansa é quase estuprada se não fosse pelo Hound; nem Joffrey enviou alguém para salvá-la mesmo com Tyrion argumentando que era a única moeda de troca para terem Jaime de volta. Já recuperada, finalmente solta que ninguém odeia mais Joffrey do que ela para a criada Shae, que a recomenda cautela. Daenerys vai até a casa de um rico comerciante pedir por navios, sem sucesso; depois comenta com Daxos indicando que solicitaram ajuda a outros, mas todos se recusaram. Robb reencontra Talisa Maegyr (que amputava uma perna) quando sua mãe retorna ela o lembra que ele deverá se casar por uma promessa e mais tarde recebem notícias da invasão em Winterfell. A selvagem Osha oferece seus serviços a Theon e depois sorrateiramente ajuda os dois filhos Stark a fugirem. Em Qarth, Daenerys tem seus dragões roubados.

 

E07 – A man without honor

Theon acorda para comandar uma caça em busca dos fugidos – e o modo como ele bate e chuta um dos subordinados só demonstra sua fragilidade. Meistre Luwin tenta convencê-lo que as crianças lhe valem mais vivas, acabam encontrando um rastro e Theon envia o velho de volta para Winterfell. Jon Snow acorda para ser atiçado pela prisioneira que se diz uma mulher livre enquanto ele fez um juramento estúpido, e que eles é que invadiram as terras; caminhando, conta que escolheram Mance porque ele também queria ser livre e se oferece a ensinar “como é que se faz”. Ainda o provocando enquanto caminham, a selvagem acaba levando Snow para uma armadilha. Tywin acredita que tentaram lhe matar, após ordenar mortes, faz Arya comer carneiro e conta sobre Harrenhal, construída para suportar ataque pela terra e não pelo ar, descobrindo que a menina sabe bastante sobre Aegon e as irmãs que montavam dragões, e também aproveita para corrigi-la no modo de falar caso queira se passar por plebeia. Sansa cruza com Hound e quer lhe agradecer, mas ele fala do prazer em matar e premedita que ela precisará dele ainda apesar de lhe parecer detestável. Sansa acorda para ser uma mulher e apesar da ajuda de Shae, a rainha acaba sabendo; novamente nos surpreendemos com um Lannister neste episódio, Cersei pede para Sansa não amar ninguém, apenas os próprios filhos. Robb recebe o mensageiro Alton de volta, que conta que a carta pedindo negociação foi rasgada; quando Talisa pede por suprimentos, Robb pede para que ele a acompanhe. Alton é deixado junto de Jaime, conta sobre quando foi escudeiro e Jaime – mais uma vez sem um mínimo de coração – o mata para poder pegar o carcereiro e fugir. Mais tarde é pego e um senhor Karstark quer vingança, debate com Catelyn, que pede para esperar pelo retorno do “rei do norte” Robb que foi ao Despenhadeiro. Daxos quer oferecer ajuda a Daenerys para recuperar os dragões, mas ela está muito transtornada, mesmo com a volta de Jorah, ela repudia a confiança e oscila sobre quem é seu povo; Jorah quer ajudar e ela pede para que recupere seus dragões. Enquanto Jorah visita a mulher misteriosa que o alertara, Daenerys presencia Daxos se autoproclamar rei diante dos Treze, com ajuda de um truque mortal de Pyat Pree (eita, por essa eu não esperava!), que diz estar com seus dragões. Tyrion conversa com Cersei e finalmente ela admite que não consegue controlar Joffrey, chega a confessar que muitas vezes teve dúvidas sobre ela e Jaime, embora Tyrion aponte mais uma vez que os Targaryen também se casavam entre irmãos (mais uma vez, ill…), que talvez Joffrey ser tão cruel seja um castigo pelos pecados (eu particularmente acho Jaime bem cruel). Já ao final do episódio, vendo as brigas e que Jaime não durará a noite, Lady Stark vai lhe visitar e ele mais uma vez discursa bem: sobre os tantos juramentos que os cavaleiros fazem e, resumindo o episódio, duvidando dessa tal honra, e desse esquema de reis e respeitos, mas claro que Jaime passa do limite lembrando-a que ele tem mais honra que seu ex-marido, que lhe trouxe um bastardo do norte. Theon reúne o povo de Winterfell para provar que sua palavra agora é lei, exibindo dois corpos de crianças queimados.

 

E08 – The Prince of Winterfell

A irmã de Theon chega, mas não com os 500 homens pedidos, ela veio buscar Theon porque agora todos no norte vão querer matá-lo e ela pretende levá-lo de volta a Pyke. Robb conta a Talisa que está prometido a casar, quando lhe chegam notícias da “fuga” de Jaime e ele deixa a mãe sob vigia, considerando que ela os traiu, já que ela deixou o Lannister com Brienne para tentar trocá-lo pelas filhas. À noite, ele recebe a visita de Talisa, desabafando sobre tudo que está acontecendo com sua família e ela também conta um pouco de sua história, acabando os dois sendo tomados pela paixão, digamos assim. No norte, Jon é levado pela selvagem graciosa Ygritte até o líder e ela o defende, que Mance vai querer interrogar Snow; Qhorin conta que os outros morreram porque os selvagens os encontraram enquanto buscavam o rastro de Snow. Enquanto isso, seus colegas de patrulha catam fezes para fazer fogo e encontram pontas de lança que Sam julga ser vidro de dragão. Jorah acha muito perigoso Daenerys realmente ir até a Casa dos Imortais, mas ela implora porque considera mesmo que os dragões sejam seus filhos e os únicos que terá. Arya ouve mais uma conversa de Tywin, que parte para lutar contra os Stark, e a menina procura Jaqet para dar outro nome, mas não o encontra a tempo; quando o encontra, dá o nome dele mesmo e ele pede para retirar, ela o faz contanto que ele ajude ela e os amigos a fugirem dali. Tyrion planeja a defesa de Kingslanding com Varys e Bronn, que ironiza falando para ele pode jogar os livros em cima do inimigo; ao jantar, argumenta com Cersei que o exército lutará melhor com o rei, quando a irmã o lembra que machucaria alguém que ele ama, pois ele está tentando atingir Joffrey e afastou Myrcella; ela traz uma prostituta – mas é Ros. Apesar de fingir na frente da irmã, depois ele sai correndo para encontrar Shae bem. No mar, Stannis tem uma conversa sobre a honra e lealdade de Davos a quem colocou para comandar a frota, e ele pede para que seja a Mão do Rei quando ele tomar Kingslanding. Em Winterfell, Meistre Luwin descobre que Osha esteve ajudando os meninos Stark a se esconderem ali mesmo.

 

E09 – Blackwater

Davos conversa com o filho, esperam vento a favor. Cersei consegue com Pycell um veneno. Bronn se diverte cantando, bebendo e com mulheres, quando Hound aparece e quase brigam, são interrompidos pelo alerta de que os navios inimigos estão chegando. Tyrion se prepara com uma armadura. Sansa beija a espada de Joffrey, que se irrita por ela sugerir que seu lugar é na vanguarda. Na escuridão da baía, Davos se pergunta onde estão os navios de lá; Tyrion dá um sinal e Bronn lança uma flecha de fogo que cai na água para acertar a trilha verde de fogovivo; explosão enorme e barcos destruídos. As mulheres, enquanto isso, estão presas num quarto escondido, Cersei bebe muito e chama Sansa diversas vezes para conversar, repreendendo-a inclusive por rezar, finalmente conhece Shae e envia Lancel para chamar Joffrey. Quando a tensão pesa mais, Shae ajuda Sansa a sair dali, a moça encontra Hound, que lhe diz estar indo embora e se oferece para levá-la para o norte, mas ela recusa (burrra, burrra!!!) Os homens que sobraram continuam de barcos pequenos até chegar na praia, onde “chove fogo” com flechas em chamas; Hound deixa de lutar e Joffrey cede indo se esconder; Tyrion acaba discursando para que todos lutem pela sua cidade (não por algum rei). No calor da batalha, Tyrion é atacado por um dos cavaleiros Lannister e só não morre porque o fiel Podrik atinge o cavaleiro por trás (mas eu juro que achei que ele tinha cortado metade da cabeça do Tyrion! Só que não, Tyrion ainda terá nariz). Cersei está pronta para usar o veneno com o filho mais novo, quando avista adentrando o castelo o cavaleiro Tyrell e… seu pai, Tywin.

 

E10 – Valar Morghulis

Tyrion acorda enfaixado com a notícia de que ele não será mais Mão do Rei, seu pai Tywin é nomeado oficialmente e Baelish poderá ficar com Harrenhal por ter conseguido os Tyrell como aliados; o rei Joffrey concede a Loras o que ele quiser e este propõe que Joffrey se case com sua irmã; vários argumentos são dados isentando o rei de qualquer compromisso com Sansa e ele aceita Margaery; por um segundo Sansa fica contente, apenas para Baelish lhe lembrar que Joffrey não descarta tão fácil seus brinquedinhos. Lord Varys tenta ganhar mais uma aliada em Ros. Brienne e Jaime se encontram com alguns homens que defendem os Stark, mas acabaram com três meninas penduradas numa árvore, e ao desconfiarem do par, Brienne acaba com eles, pois ela serve “Lady Catelyn, não os Stark”. Catelyn alerta Robb sobre Frey, cuja filha estava prometida a casar com Robb, mas o filho acaba se casando em segredo com Talisa. Stannis questiona o tal deus da profetisa de vermelho, e ela pede para ele olhar para o fogo, não sabemos o que ele vê, mas parece que ainda veremos traição e ele ainda terá que penar muito. Theon Greyjoy está abandonado e Luwin o aconselha a ir para a Patrulha da Noite, mas o jovem é ambicioso demais para isso, tenta discursar aos homens que vieram consigo, mas leva um na cabeça e eles se vão de Winterfell. Os meninos Stark saem do esconderijo para encontrar Luwin caído, nas últimas o Meistre aconselha a irem para o Norte, procurar Jon. Tyrion recebe a visita de Varys para encarar sua nova realidade, e Shae também, mas ela se dispõe a se manter ao seu lado. É momento de Arya se separar de quem tanto a ajudou, Jaqet vai para Bravos e a convida a ir junto, mas ela recusa (o que é que há com essas meninas Stark?), então ele lhe deixa uma senha quando precisar: “Valar Morghulis”, e troca de rosto. Qhorin busca uma briga e Jon Snow o mata, sendo levado à cidade dos selvagens para encontrarem-se com Mance. Daenerys finalmente chega à Casa dos Imortais, cheia de ilusões; Jorah acaba ficando pra fora, ela encontra várias portas e entrando por uma, vê o salão do trono em Kingslanding abandonado e sem teto; por outra porta, reencontra Khal Drogo e seu filho; finalmente encontra os dragões, presos por correntes. Pree aparece, a prende em correntes também, com intenção de mantê-la ali até os dragões crescerem, porém basta uma palavra e os dragões a ajudam a acabar com aquilo. Depois, ela vai atrás da riqueza de Daxos, mas não há nada em seu cofre e eles saqueiam o lugar, prendendo sua ex ajudante e Daxos no cofre. Sam e outros dois vagueiam pela neve, quando ouvem 3 vezes as cornetas… os White Walkers estão vindo, e Sam tenta se esconder, mas vê bem os olhos azuis de um que parecia líder.

Café Society

Muitas vezes eu me arrependo de algo que falo logo após sair de uma sessão. Acho que sou uma pessoa mais lerda, preciso de um pouco mais de tempo para digerir as coisas.

Tudo bem, realmente continuo achando super chato eles terem acendido as luzes da sala antes de começarem a subir os créditos (e isso foi no Espaço Itaú Augusta, que costuma respeitar mais os cinéfilos). Mas se a princípio eu achei “bem mais ou menos” este novo do Woody Allen, sabe que pensando melhor, passo a gostar mais dele?

Quem conhece um pouco de Woody Allen sabe que o cara desdenha Hollywood e sua indústria do cinema e acho que nunca antes ele tinha sido tão explícito quanto à essa sua “birra” como neste filme. A gente já sabe de seu amor por Nova Iorque, do seu histórico judeu, do seu amor por jazz – e tá tudo aqui. Na verdade, poderíamos chamar este filme dele até de seu testamento, agora ele pode morrer, porque falou o que queria e é prova de quem foi no mundo.

Fico imaginando como deve ter sido divertido para ele recriar junto com o departamento de arte todo o glamour de uma era de Hollywood, e os figurinos “sapecas” da Kristen Stewart no início? (não vamos nem mencionar Lolita aqui, ok?). E como ele deve ter gostado de escolher aquelas bandas de jazz e os “cafofos” simples que dão muito mais prazer ao personagem de Eisenberg do que toda a chiqueza dos salões. Também recriar um jantar simples em família do núcleo judeu. E por ter ao seu lado um experiente diretor de fotografia, Vittorio Storaro (O último imperador, Apocalipse Now, Último tango em Paris). Se ele se divertiu tanto, por que nós também não? Talvez apenas por aquele gostinho um pouco amargo de anos vividos e escolhas, repensando que talvez não há mais nada a fazer, ou simplesmente perdidos – e aí até parece que o filme acaba de repente, mas a vida não tem resposta certa.
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(Café Society / 2016) ***
:D – o diálogo com a garota de programa acaba sendo hilário mesmo.

– quando a fotografia de Storaro relembra pra gente os filmes dessa época em que as “divas” do cinema tinham uma aura esfumaçada.

– dar mais valor às coisas simples, e Bobby contestar Vonny sobre o que ela se tornou.

– quando a gente se surpreende que o Phil realmente tinha intenções sinceras com a mocinha, não era enrolação.

D: – desculpem, mas Kristen Stewart não me convence como o “anjo que caiu do céu”.

– não gostei tanto de querer contrastar tanto a ensolarada Califórnia, pra mim ficou laranja demais…

– no final, Bobby também se esbalda em luxo e ostentação, a violência dos atos do irmão mafioso servem apenas para o cômico, e o discurso de ironia desses universos tão apartes perde um pouco de força.

The Burger Map

Então vocês acharam que só apareceria por aqui agora os alimentos saudáveis que pretendo incluir na minha nova tentativa de dieta contra a diabetes. Mas… é simplesmente muito divertido experimentar um hambúrguer diferente pela cidade por mês.

A hamburgueria da vez foi o The Burger Map, localizada em Santo André. Dependendo de onde estiver, é um pouco longe e meio difícil chegar lá. Nós pegamos o trem até a estação Prefeito Saladino, depois andamos um bom pedaço.
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Quando visitamos o website deles, sabemos um pouco como criaram seus hambúrgueres: inspirados em uma viagem pelos Estados Unidos em que experimentaram lanches dos diversos estados, cada um com suas peculiaridades. E adaptaram para criar o menu que podemos ver pelo website mesmo, aliás, super ponto positivo que incluíram também os preços, seria legal que outras casas fizessem o mesmo e não tivéssemos uma surpresa ao chegar no local.
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A decoração da casa conta, obviamente, com elementos norte-americanos, talvez até angariados durante as viagens? Tem cueca com desenhos de hambúrgueres e, claro, o bonequinho do Dudu, aquele personagem do Popeye que está presente em várias hamburguerias.
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Um item interessante foi ver um quadro daquela delicatessen famosa em Nova Iorque, considerando que eles são especialistas em pastrami, e a Burger Map traz pro cardápio um sanduíche com pastrami e pastrami fries! Lógico que essa foi a entrada que pedimos.

A Pastrami Fries deles é gostosa, com um cheddar que é consistente (não aqueles molhos baratos que tem por aí), mas acho que ainda prefiro as da Z Deli.
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Para beber, eu quase pedi a pink lemonade deles, porque adoro experimentar lemonades, mas vai ficar para uma próxima visita. Eu queria algo diferente e pedi a soda caseira sabor abacaxi e jalapeños! Como no website deles não tem a carta de bebidas, posto aqui pra darem uma olhada nas opções, dá pra escolher uma boa cerveja pra acompanhar os burguers.
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A soda com sabor de abacaxi tem mesmo a nota acentuada de jalapeños. Exótico.

Inclusive, no menu, eles indicam o melhor tipo de cerveja para combinar com o lanche. Nós sentamos no balcão, onde podemos fazer os pedidos dali e um funcionário foi bem simpático para recomendar uma boa cerveja, embora tenhamos recusado por não saber ainda o que pedir.

O problema é que são tantas opções de burguer que a gente fica meio perdido, e pode demorar um tempinho – principalmente pessoas indecisas como eu… Mas, ao final, o que escolhemos:

O Sunnyside Burger (com requeijão de corte, bacon, cebola caramelizada e ovo frito). Super bonitão e com a gema naquele ponto ainda molinho que vai se espalhar quando você apertar o burguer (adoooro).
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E o Blue Ring Burger (com molho barbecue, bacon, onion ring e queijo gorgonzola). Eles aproveitam o círculo da onion ring para colocar o gorgonzola, e o queijo vem como deveria – cremoso, diferente daquele lanche seco do Wendy’s. Eu não sei se estou desacostumando de comer essas coisas super calóricas, mas achei um pouco forte demais na gordura. Faltou uma folha de rúcula ali pra balancear. Aliás, nenhum lanche da casa tem muito dessas frescuras (no máximo alface e tomate), então já saibam quando forem lá.
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Mas no geral, é bem saboroso. Um ponto negativo é que não perguntam pra gente como queremos a carne, embora no menu esteja escrito qual é o ponto da casa. Talvez, se a gente quiser algo diferente (bem passado ou mal passado), podemos pedir?

 

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o hambúrguer deles ao ponto

E o que achei mais legal foi isso:
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Outra coisa que todas as casas deveriam adotar. É um tipo de amparador. Colocam embaixo do hambúrguer, de modo que facilita a gente pegar o lanche da cestinha. Muito legal.

 

Pra terminar, a sobremesa que sempre pedimos e é diferente sempre: o cheesecake com calda de frutas vermelhas. Olha, taí, acho que encontrei o cheesecake verdadeiro, a receita como deveria ser. Gostei muito dele, a massa do “biscoito” é fina, a parte do creme não tem gosto acentuado de queijo e é aeradinha, a calda não tava doce demais, um azedinho leve para contrastar. Perfeitinho.
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Não sei se posso dizer que vale a pena dar uma voltona na cidade pra ir até o Burger Map, depende de cada um. Eu gosto de conhecer novos lugares e voltaria lá, com certeza, pra experimentar o tal burguer com pasta de amendoim ou o de molho de pimenta verde. E o cheesecake realmente fechou bem nossa empreitada!

Game of Thrones – season I

Pois é, eu demorei pra ver Game of Thrones. E não é só que eu não ligue pra modinhas, Os Sopranos todo mundo fala que é um clássico e eu não vi. Breaking Bad fez todo mundo pirar e eu não vi. Mad Men tá cheio de prêmios e eu (ainda) não vi.

Mas eu também só fui pegar pra ver os dois últimos da trilogia de O Hobbit esses tempos. Não sei, assisti à primeira parte da trilogia e não me empolguei tanto quanto à época de O Senhor dos Anéis. Talvez eu precisasse de um tempo dos épicos.

O que eu me lembro é que alguns anos atrás eu cheguei a ver o primeiro episódio da primeira temporada. Meu irmão tava empolgado, já tinha 3 temporadas, e eu torci o nariz. Então era aquilo que eu ia ver nessa série? Mortes e violência, um monte de mulher pelada e, talvez o que mais me incomodara, algo que um diálogo vem explicitar pra gente só lá no finalzinho da temporada. Lady Stark confronta Jaime Lannister

(parênteses pra explicar que este blog não acredita em spoilers. Uma coisa é saber o fato do que vai acontecer, a outra é ver e sentir que Sean Bean sempre morre e querer torcer pela Daenerys)

Eles falaram sobre injustiças. É, minha gente, o mundo é injusto. Mas foi terrível ver o Viserys falando pra irmã que deixaria mil caras fod3r3m com ela pra ganhar o trono, e, principalmente, um casal incestuoso empurrar uma criança da janela sem um pingo de hesitação. Putz, eu não queria ver uma série assim. Eu gosto das coisas felizes e fofinhas!

E assim como o mundo é injusto, também às vezes temos que enfrentar o que a gente não gosta. Aqui vou eu dar uma chance pra outro épico adaptado de livros… será que chego até o inverno?

 

E01 – “Winter is coming”

Desertar ou enfrentar fantasmas na neve? Somos apresentados ao austero Ned Stark e sua família: a fiel e querida esposa Catelyn; a garotinha Arya que tem mais dom pra viver aventuras de garoto; a donzela Sansa que sonha em se casar com o futuro rei; o filho bastardo Jon Snow que tem coração leal e valoroso; o jovem Robb, sucessor de direito; o hábil em escaladas Bran. Recepcionam a família do Rei Robert beberrão, que é casado com a ardilosa Cersei Lannister, e vem acompanhada dos irmãos Jaime (ele não parece o príncipe encantado de Shrek?) e o perspicaz anão Tyrion, e do filho que deverá casar Sansa, abominável Joffrey – todos esses adjetivos vão nos acompanhar durante essa primeira temporada. Também somos apresentados ao problema da Daenerys Targaryen, jovem (que claro, ganharia a atenção de todos os machos aparecendo peladona logo de cara) que deve se casar com o líder de uma tribo forte, Khal Drogo, que poderá oferecer um exército para o irmão Viserys recuperar o trono perdido pela sua espécie. Destaco aqui a festa do casamento, que mostra bem a diferença de culturas, não é preciso dizer em palavras, mas vemos todo aquele movimento, a imagem criada para Daenerys, como uma fada delicada e a bruteza no corpo grande de Drogo, ótimo contraste.

:D: cada episódio de Game of Thrones me parece conter muita coisa, é como se fosse um filme mesmo em cada um, só que com continuação. Já escrevi acima o que não me deixou empolgada a continuar a ver a série, mas uma coisa fica clara: eles não estão pra brincadeira, dá pra ver logo só pelo esmerado trabalho de arte e foto para criar aos nossos olhos e sentidos esse universo, nos envolvendo em suas tramas. Imagino que esse ótimo trabalho continue até o final e é um inegável ponto positivo.

 

E02 – The Kingsroad

Diante da ameaça ao Rei Robert, Ned (Eddard) Stark acaba aceitando ser a Mão do Rei – basicamente quem realmente cuida dos afazeres “sérios” enquanto o rei pode se esbaldar em fanfarras. Catelyn passa todo o tempo ao lado do filho Bran, até vê-lo ser ameaçado e depois defendido pelo lobo que o acompanha; mais tarde descobrindo que o dono da adaga é Tyrion. Snow parte para fazer parte da Patrulha Noturna na Muralha (The Wall), junto do tio Benjen. Daenerys conhece uma ex-prostituta que vai lhe ensinar a ser uma amante melhor (ótimo ela perceber que não deve se comportar como qualquer uma, agora ela é rainha). Arya tinha ganhado uma espada Agulha do irmão Snow e enquanto treinava, para defendê-la do pentelho Joffrey, seu lobo o ataca e ela tem que deixar o lobo fugir para a floresta; claro que a rainha Cersei vai convocar o pai pra não deixar isso barato (e Sansa perde sua loba).

 

E03 – Lord Snow

Ned Stark chega no palácio em Kingslanding, logo vai conhecer o conselho: Lord Varys (um eunuco que parece um daqueles monges sábios ou quer se passar por um); Renly Baratheon, que também poderia querer o trono para si; Baelish “Mindinho” que já conhecia a esposa de Ned; o velho de correntes Grande Meister. O pequeno Bran diz não lembrar de nada após acordar, e gosta das histórias de terror no norte. Na gélida Wall, o anão Tyrion faz Jon perceber que ele é melhor na espada pela própria origem dos outros rapazes recrutados para servirem ali; mas Tyrion ouve histórias do inverno e um apelo para que a patrulha esteja melhor equipada quando o inverno chegar. Na tribo dos Dothraki, Daenerys tem em Jorah um bom conselheiro e está grávida. Após se despedir da esposa que tinha vindo até Kingslanding em segredo, Ned observa Arya tendo aulas de espada.

 

E04 – Cripples, Bastards and Broken Things

Tyrion passa em Winterfell e oferece um esboço de sela especial para Bran. Snow acaba ajudando um gordinho que veio ser membro da Patrulha da Noite, ficando de vigia acaba sabendo que o pai obrigou-o a vir; convence os colegas a ajudarem, forjam amizade. A ex-prostituta descobre que Viserys nunca viu um dragão; Daenerys não quer que o irmão fique com o trono. Mesmo não querendo um festival, haverá um para a Mão do Rei; Ned consegue um livro antigo com Meister sobre a história das Casas dos 7 Reinos e uma dica com Baelish, que parece ter muitos informantes pela cidade; encontra o bastardo de Rei Robert, seguindo as investigações da ex Mão do Rei. No festival, Sir Hugh morre atingido por Montanha (irmão do Hound, cuja história ouvimos Baelish contando a Sansa). Em seu caminho, Tyrion descobre Catelyn e ela faz todos os aliados de seu pai ajudarem-na a prender o anão por tentar assassinar seu filho.

:D – uma das coisas legais da série é conseguir nos surpreender e o gancho para o próximo episódio realmente funciona, deixando a gente morrendo de vontade pra ver o que vai acontecer. Nessa última cena, Catelyn começa pacata e aos poucos vamos percebendo no que aquilo vai dar, até que todos sacam suas espadas.

 

E05 – The Wolf and the Lion

Continuando o festival, o Cavaleiro das Flores vence Montanha, que quer brigar e matá-lo, mas é impedido pelo Cão (the Hound) e o Rei. O grupo de Catelyn é atacado, mas ela segue para levar Tyrion até a irmã em Eerie, que era casada com o Rei Louco; parecendo mais louca ainda com um filho bizarro que ainda mama em suas tetas, ela envia Tyrion pra uma “cela do céu”, aberta aos desfiladeiros. Bran estuda as Casas e seus lemas, Greyjoy se gaba de sua linhagem e vemos que gosta da prostituta Ros. Arya ouve que pretendem assassinar a nova Mão do Rei de novo, só que Ned tem outros problemas, Robert comanda que se mate a jovem Daenerys porque ficou sabendo que essa última descendente dos Targeryan está grávida e teme um futuro ataque com o exército dos Dothraki. Numa conversa com Cersei descobrimos que a loira até que gostou dele um dia, mas entendemos bem a dinâmica desse casamento. Após renunciar ser a Mão, Ned é emboscado por Jaime e ferido.

 

E06 – A Golden Crown

Robert faz Ned aceitar o título de Mão. Daenerys faz um teste colocando um ovo de dragão que ganhou de casamento no fogo e percebe que não pode se queimar; a ex-delicada moça ainda prova que tem muito estômago comendo um coração de cavalo e causando inveja no irmão sobre sua popularidade com a tribo. Bran se empolga na cavalgada e é pego por selvagens na floresta, mas a vida de uma é poupada. Numa segunda tentativa, Tyrion consegue negociar que o carcereiro mande um recado à Lady Arryn; confessando seus “pecados” ele acaba exigindo um combate e o mercenário que os acompanhava aceita lutar pelo anão, vencendo com vontade. Ned percebe que todos os homens da casa Baratheon tem cabelos negros, diferente de Joffrey. Viserys fica louco na festa dos Dothraki e pede pela coroa de ouro, conseguindo, sem um pingo de remorso da Khaleesi (Daenerys), pois um dragão não pode ser morto por fogo…

 

E07 – You win or you die

É comum, para manter a linhagem pura, que Lannisters tenham filhos com o próprio irmão (minha cara de “ill…”) e ficamos sabendo disso quando Ned demanda que Cersei deixe Kingslanding, mas “no jogo dos tronos você ganha ou morre” e já vemos as peças do tabuleiro se posicionarem para o final da temporada – inclusive o diálogo seguinte enquanto a prostituta Ros “treina” no vestíbulo do Beilish, suas reais intenções transparecem (“não vou ganhar no jogo deles, vou fod3r com eles”) – cena de impacto e muito bem construída; num ritmo sincronizado entre o diálogo e a ação paralela. No Wall, Jon Snow esperava ser patrulheiro, mas é designado intendente pessoal do Comandante Mormont, quer ir embora, fica, convencido pelo amigo que poderá suceder o comandante; eles fazem seu juramento. Jorah salva Daenerys de ser envenenada por vinho e Khal Drogo decide enfrentar os mares para dar o trono ao filho que “cavalgará o mundo”. O Rei Robert é ferido durante a caçada e antes de morrer assina um papel com Ned, nomeando-o regente até que o herdeiro possa assumir – esse papel não valerá de nada, queimado por Cersei. Ned é traído por Baelish também.

 

E08 – The Pointy End

O professor de esgrima de Arya luta contra cavaleiros dos Lannister e a menina foge; Ned Stark recebe a visita de Varys no calabouço e Sansa é forçada a escrever uma carta para o irmão Robb vir; que não se rebaixa a um guerreiro veterano e se despede de Bran. Quando fica sabendo das notícias, Catelyn também parte para encontrar Robb no caminho. Na gélida muralha, recebem corpos mortos e apesar de Snow não se dar bem com o comandante, salva sua vida de um morto que tinha olhos azuis com ajuda de seu lobo. Os Dothraki precisam de dinheiro pra navios e saqueiam uma vila de criadores de ovelha, Daenerys salva algumas mulheres, o que causa briga entre um líder e Khal, que se machuca. Junto do amigo mercenário, Tyrion se depara com guerreiros selvagens e promete a eles armamentos se chegar até o pai Tywen; esse lhes garante o pagamento caso o filho anão junte-se a eles na guerra contra os Stark. No acampamento, Robb precisa decidir se ataca Jaime ou Tywen, e deixa um espião vivo para contar ao inimigo que eles têm 20 mil homens. Em Kingslanding, Sir Barriston se recusa a apenas “se aposentar” e Sansa pede misericórdia pelo pai caso ele confesse os crimes do qual é acusado.

 

E09 – Baelor

Para cruzar o Tridente, é preciso passar pelas torres Twin, negociar com um senhor Walder de modos rudes e Catelyn Stark tem a missão de mediar o acordo: um dos filhos será escudeiro de Robb, Arya terá que se casar com outro e Robb se casará com outra filha dele. Snow ganha uma espada de Mormont; descobre que o Meistre da Cidadela é Aemon Targaryen. O mercenário arranja uma bela Shae para fazer companhia a Tyrion no acampamento, o anão não descobre muito sobre ela com um jogo de vinho, porém ficamos sabendo da ex-esposa dele. Apesar de inapto, Tyrion lidera os selvagens e sobrevive à batalha, mas os Lannister foram enganados, apenas parte do exército tinha ido combater Tywen, Jaime torna-se prisioneiro dos Stark. Já no acampamento dos Dothraki, Daenerys faz de tudo para salvar Khal, mesmo com Jorah dizendo para que ela fuja; aceita pagar com vida uma bruxaria – vai-se o cavalo e o próprio filho. Como o ancião Targaryen já tinha apontado na conversa com Snow, Ned terá que escolher entre a honra ou a família; é exposto ao povo e acaba assumindo o que não é verdade, apenas para não ganhar misericórdia do enfant terrible e novo rei, Joffrey.

 

E10 – Fire and Blood

Arya é pega por um dos patrulheiros do norte, que corta seu cabelo e vai levá-la consigo e os “recrutados”, inclusive o bastardo de Robert está indo com eles e vê que a garota tem uma espada, sem se deixar intimidar para uns meninos que a importunam. Bran desce para a cripta com a escrava que lhe falava dos deuses e encontra o irmão mais novo contando-lhe sobre um sonho em comum. Enquanto Robb e Catelyn lamentam a morte de Ned, a peste do Joffrey corta a língua de um trovador e não tem piedade alguma de Sansa, mostrando-lhe cabeças em espeto (do pai e da ama), e ela quase o empurra de uma ponte não fosse o Hound. Os guerreiros juram lealdade a um Rei do Norte (Robb) e não mais responderão ao rei em Kingslanding; Catelyn confronta Jamie; Tywen pede para que Tyrion seja a Mão do Rei. Snow tenta sair de Wall para ir se juntar a Robb, mas é lembrado do juramento pelos colegas da patrulha noturna. Daenerys percebe que errou achando que salvara a vida da bruxa, a vida de Khal já não vale mais e ela termina tudo com um travesseiro; acende uma pira em seu nome e também para queimar a bruxa, entra na pira e acordarmos com 3 ovos de dragão chocados.

 

Desafio Dr Rocha I – comparando almoços

Sou cobaia assumida e aqui compartilho meus testes com vocês.

Um diabético comum mantém o controle do açúcar no sangue através de um aparelho que mede a glicemia. Eu media de vez em quando com o aparelho da minha mãe, mas no último mês de agosto resolvi finalmente comprar um pra mim. Outro dia eu ouvi uma outra polêmica, sobre como os aparelhos erram, parece que apareceu na TV que a mesma moça mediu em vários e todos deram resultados diferentes. Pela minha experiência pessoal, digo que pode ter alguma variação, mas bem pequena. Eu medi, por exemplo, com o da minha mãe e tinha dado 167; depois com o meu, 170. Não sei a opinião de vocês sobre o assunto, mas milhares de diabéticos dependem desses aparelhinhos para regular com insulina, então vamos ficar de olho.

Bem, minha ideia foi de medir a glicemia antes e depois do almoço, em diferentes dias, com almoços diferentes.

Vocês já sabem que o primeiro ponto apontado pelo Dr. Rocha é cortar os carboidratos. Se for arroz, no início, ele pede para ser 3 colheres de sopa no máximo, e vai representar apenas 1/3 do seu prato. O que vale também para os tubérculos (batata, cenoura, mandioca…) e até o feijão. O resto do prato vai ser preenchido pelo que ele chama de alimentos amigos e melhores amigos: hortaliças, carnes, peixes, entre outros.

Vamos às comparações:

1 – Um dia em que comprei uma dessas marmitex, com bastante arroz e feijão (se fôssemos contar, umas 10 colheres de sopa?), purê de batata (3 colheres de sopa), peixe frito e uma porção pequena de alface com tomate e cebola. Glicemia antes: 153. Glicemia medida 1 hora e 30 min depois: 316! Ou seja, a diferença = 163.

2 – Aqui em São Paulo existe uma cadeia de fast food popular importada do Japão, o Sukiya. São pratos bem simples, é uma tigela de arroz com carne temperada por cima. Há opções de acrescentarmos alguns ingredientes (queijo, molho de tomate) ou em vez de carne ser frango, frango frito. É barato e gostoso, gohan! Eu adoro gohan (o arroz grudadinho japonês). Eu comprei um pequeno (deve vir o quê, umas 8 colheres de arroz), com carne acebolada (4 colheres), creme de queijo e milho, cogumelo shitake. Glicemia antes: 195. Glicemia depois: 385. Diferença = 190!

3 – E se eu for num desses restaurantes por kg, tentando seguir a indicação do Dr Rocha sobre 1/3 do prato? Pois muito bem. Era dia de bife à parmegiana, algo que adoro…
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Tudo bem que tem ali a farinha do bife, que já não deveria existir no meu prato. O arroz é integral. Mas vamos ver as medidas? Glicemia antes: 127. Glicemia depois: 235. Diferença = 108.

4 – E agora, o último teste que fiz: almoço com quinua substituindo o arroz. Porque o Dr Rocha incentiva isso, já que a quinua tem muitas características nutritivas boas e traz saciedade. Realmente é verdade, eu não preciso comer um monte de quinua pra ficar bem por pelo menos 4 horas, mas se fosse porção de arroz comum, logo dá fome de novo. Aproveitei que minha mãe está empolgada com a dieta e fazendo quinua para trazer de casa o meu almoço – sim, porque não é qualquer restaurante por aí que vai te dar essa opção. Mas vamos aos números? Um dia em que comi quinua com brócolis, carne moída e jalapeño; glicemia antes: 121. Glicemia depois: 169. Diferença = 48. Não satisfeita com esse resultado, decidi medir outro dia. Quinua (umas 4 colheres de sopa), carne moída com uma mistura de pimentão, repolho, cenoura, couve.
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Glicemia antes: 188. Glicemia depois: 223. Diferença: 35!

Pessoal, eu definitivamente quero adotar esse almoço pra mim! Não tem nem comparação… Tudo bem que o prato não é tão vistoso quanto à parmegiana lá em cima, e temos o trabalho de ter que cozinhar (mas quinua não é tão complicado assim, vai…). Porém, é muito mais saudável pra mim, economizo, e ainda posso usar estas coisas bonitinhas:
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Desafio Dr Rocha I – carboidratos

No último post eu falei de maneira bem simplória sobre a diabetes Tipo 1 e Tipo 2, mas acho que deu pra entender um pouco. Aqui, eu me proponho ao desafio de ir contando algumas coisas desta vida de diabético, mas sempre falando fácil. E como vou quase sempre falar de comida, não crio uma categoria diferente, mas vai ficar na categoria :D e as comidinhas mesmo.

Então, talvez você se pergunte se vale a pena adquirir o tal curso do Dr Rocha e vou mencionar algumas coisas por aqui, mas cabe às suas próprias condições e seu próprio bom senso julgar se realmente vale a pena para você. Eu vi vários vídeos e acho que ele repete muita coisa (embora isso também seja por didatismo, quando a gente repete, o conhecimento fixa mais). Mas caso você queira entender a fundo a proposta e o programa dele, é preciso mesmo adquirir o programa. E como eu já disse aqui antes, não estou sendo paga para escrever nada, então não me cobrem algo, por favor.

Pra começar, o primeiro – e eu diria o maior – desafio da proposta do Dr Rocha é cortar os carboidratos refinados. Tudo que venha do trigo, açúcares, massas. Arroz é permitido só um pouquinho. Claro, faz todo o sentido. Tanto para o Tipo 1 ou 2, nós sabemos que o problema é o açúcar no sangue. Se carboidratos como esses representam açúcar no sangue, vamos “cortar o mal pela raiz”, cortar o máximo que for possível deles, oras pois.

Parece uma solução simples, não? A preocupação que a maioria da população deve ter, acho eu, será sobre “mas como é possível viver sem carboidratos?”. O Dr Rocha defende que é possível, mas ele traz diversos outros “ingredientes” à receita, e não se esqueçam que existem os carboidratos fibrosos!

O problema para nossa sociedade ocidental atual é que já estamos tão acostumados com esses carboidratos “do mal” que fica quase impossível evitá-los por completo. Pensem bem: o pastel da feira, o bolo e os docinhos do aniversário, a pizza de sábado, a macarronada (ou o miojo) de domingo, a coxinha na rua, o pão-nosso-de-cada-dia! Como é que faz, meu povo? Ainda mais pra quem trabalha fora, ou mesmo no serviço tem aqueles momentos de comer “por social”, sabe? É MUITO difícil. Não digo que é impossível, mas vamos admitir, é, sim, muito difícil cortar tudo. E eu ainda sou japonesa, a gente come gohan (o arroz japonês branquinho e grudadinho) de tigela, com curry, no sushi… ai, ai…

Porém, eu também sou uma pessoa muito curiosa, que adora experimentar algo novo, e fui fazer uns testes de almoço… que estão no próximo post.

 

 

Minha diabetes e a polêmica do Dr Rocha

Este post não tem nada a ver com cinema (aliás, alguém lembra de um personagem diabético em filmes?), mas este é um blog pessoal e eu escrevo sem receber nada por isso, então, que sejam posts que eu acho interessante, né? Cope with me. Mais uma vez, repito, quem sabe não sirva de algo para algum leitor por aí afora?

Pois bem. Este é um post longo, sem fotos, desde já aviso. E é sobre a diabetes.

Eu digo que a diabetes é um carma porque ela é uma característica que é transmitida na minha família. Não significa que fizemos algo errado pra merecer isso, mas simplesmente que é algo recorrente com o qual temos que lidar. Temos que trabalhar para melhorar. No Budismo que sigo, falamos de carma positivo e negativo. Claro que podemos herdar coisas ruins de nossos ancestrais, mas também coisas boas. E podemos tentar “purificar” o lado negativo, transformando nossas vidas.

Minha avó tinha diabetes e teve que amputar as duas pernas antes de falecer. A filha dela, minha mãe, descobriu a diabetes após a gravidez do meu irmão mais novo (já faz mais de 20 anos). E da parte do meu pai, as duas irmãs dele também sofrem da doença. Ou seja, era inevitável que eu, como mulher, herdaria esse “carma”.

Agora, o que fazer? Se deixar abater porque não pode comer mais nada, porque tem que tomar remédios e num futuro insulina, porque provavelmente terei o mesmo destino de milhares de diabéticos com a doença em estado avançado, sofrendo de problemas na visão, nos rins, em outros órgãos, na disposição de espírito…?

Acho que foi em 2003 que descobri ter um nível de glicose alto no sangue. Na época, ainda diagnosticada como “pré-diabética”, eu deixei quieto e segui comendo normalmente. Em outro momento, tentei ir ao médico, ele me disse pra cortar praticamente tudo da minha alimentação e quando retornei, falou pra eu continuar por mais 2 meses com aquela dieta. Como não consegui, não voltei mais. Então, um médico receitou um remédio, que começou a me dar efeitos colaterais, ânsia de vômito e outras tremedeiras, no que eu desisti de novo.

E a diabetes é essa doença silenciosa, nem sempre os sintomas são perceptíveis, a gente pode ir enrolando e nada muito grave vai acontecer. Até você sentir muita sede, muita vontade de urinar, muito sono e cansaço, tonturas e outros sintomas que já são indicativo de um estado muito ruim. Porque quando chegam os sintomas é porque já tá mal mesmo.

Até que no ano passado, já agora com mais de 30 anos, decidi enfrentar esse bicho mais uma vez. O médico me receitou um monte de remédios – e não são baratos não! – e durou alguns meses, mas tem uma hora que a gente olha pra tudo aquilo e fala: “puxa, será que realmente eu preciso de tudo isso?”. Ainda mais eu, que nunca gostei nem de tomar remédio pra gripe… tudo isso de coisas artificiais entrando no meu corpo não me pareceu certo.

E eu desisti de novo. Mas dali alguns meses, mais ou menos na mesma época em que eu pensei em tentar só com dieta e exercícios, minha mãe também estava procurando por algo mais eficaz no seu próprio tratamento (minha mãe já tomava insulina 2 vezes ao dia e mais um remédio). E ela viu a reportagem na Record e decidiu dar uma chance a esse tal Dr Rocha – que ela já tinha visto antes, mas tinha achado que era só propaganda enganosa pra ganharem dinheiro.

Ok, agora sobre a polêmica do Dr. Rocha. Poucas semanas depois dessa reportagem no canal da Rede Record, veio o Fantástico, da Rede Globo, fazer uma matéria sobre ele também. Num jornalismo beirando ao sensacionalismo, a reportagem era como uma denúncia. As duas reportagens estão disponíveis online, inclusive também a resposta do próprio doutor, e percebe-se uma diferença gritante.

Como quase profissional da imagem que sou (só fiz 2 anos de faculdade audiovisual), fico impressionada como uma emissora do porte da Rede Globo pode induzir o grande público a pensar o que ela quer. É incrível como numa era como a nossa, com tanta informação disponível, eles ainda querem impor opiniões assim… É visivelmente perceptível como quiseram induzir o telespectador, com informações simplistas. Se fossem imparciais, por exemplo, além de mostrar o depoimento de alguém contra, procurariam um depoimento de caso bem sucedido. Não cortariam o convidado apenas falando “e o colesterol?” (e quem viu os vídeos do Dr Rocha sabe bem que ele não se esquece do colesterol). E nós sabemos bem de outros cortes de informações que podem ter entrado ali.

Claro, eu não estou aqui apenas para defender o tal médico, tem coisas que eu não concordo também. Realmente, não se pode falar de “cura” da diabetes, porque até agora isso não existe, em lugar algum do mundo. A diabetes não vai sumir como que por milagre, se a pessoa não continuar tratando, a diabetes continua existindo e sofre-se as consequências. O que podemos falar é de tratamento, é que o programa dele ajuda a controlar a diabetes, isso sim.

Podemos falar que ele tem embasamento em pesquisas e que há muitos casos para quem realmente esse programa deu certo. Mas devemos admitir que não serão todas as pessoas que vão se adaptar ao que é proposto e, portanto, o tratamento não terá eficácia. Além disso, é óbvio que, se o pâncreas de pacientes do tipo 1 não produz insulina, eles vão ter que tomar alguma dose de insulina, ou algo que reponha ou faça a glicose entrar lá na célula e não ficar boiando pelo sangue.

A maioria dos pacientes, porém, é do tipo 2, e pra eles o tipo de alimentação proposta pode funcionar bem. E podem mesmo reduzir a medicação, por vias mais naturais. Eu entendo bem esse sentimento, de querer poder se tratar sem tantos efeitos colaterais. Tudo o que nós queremos é uma esperança, mas claro que não somos tão ingênuos para sermos enganados por um “milagre”que pode só estar se aproveitando dessa nossa vontade para ganhar dinheiro.

Pelo meu histórico, vocês devem imaginar que já li várias coisas sobre diabetes e cresci entendendo pouco a pouco a doença. Não vou me deixar enganar, mas estou disposta a arriscar esse plano, pois concordo com muitos pontos que o Dr Rocha aborda. Eu tenho acompanhado com minha mãe, e acho interessante que os familiares próximos do diabético tentem também acompanhar, para entender algumas mudanças no próprio estilo de vida da pessoa.

Eu me proponho a também tentar esse “projeto” como Dr Rocha diz, e talvez eu escreva posts por aqui sobre como isso vai se dar no geral. Por enquanto, deixo a critério de vocês pensarem – porque isto aqui não é Rede Globo de Televisão. Ainda bem que hoje temos vias livres de expressão.