“Desencantada” – com várias coisas…

Ai, esta crise de meia idade, né. Se eu já era rabugenta naturalmente, uma velhinha em corpo de menina, como a Sophie de “O Castelo Animado” (2004)****, imagino que a partir desta quilometragem vou assumir de vez a velhice, começar a ficar remoendo o passado como todos os velhos do mundo, porque a vida atual não parece lá tão empolgante.

Logo que vi “Encantada” (2007) ***, eu fiquei muito entusiasmada, eu me diverti “à beça” (sim, vamos sempre usar expressões datadas por aqui. Não sei usar “shippar” ou “lacração”, embora eu me identifique com “tá na Disney”). Foi muito divertido imaginar como seria se uma princesa Disney caísse na real, principalmente euzinha tendo crescido com as princesas na retomada das animações Disney anos 90, com técnica preciosa, personagens carismáticos e canções maravilhosas – não essa coisa xoxa e pavorosa das live actions caça-níqueis que invadiram nossas telas nos últimos anos.

Daí me chegaram com esse “Desencantada” (2022) *, e confirmei o que já sabia, que iam desandar a poção mágica. Claro, Amy Adams continua talentosa (e todo mundo falava do Leo, mas quando será que essa mulher vai levar um Oscar?), e a premissa não era ruim, aqui na realidade não existe um “felizes para sempre” como nos contos de fadas. Mas confiam em um montão de efeitos estrambóticos, as canções não empolgam, a trama a gente já sabe no que vai dar… E tem um bocado de referências às outras produções Disney, sendo citados nomes mesmo em canções, mas principalmente “A Bela e a Fera” (naquele passeio pela cidade da Morgan, no café da manhã com os objetos de cozinha falantes) – também pudera, o compositor é o mesmo, Alan Menken; e referências à Cinderela (versão Disney, claro, com vestido azul pra Morgan, a madrasta tem que ter um gato e não um ratinho). Mas nem merece um post de “coisinhas divertidas a notar”, porque nem é tão divertido assim.

Enfim, passamos as eleições – e, xenti, como assim o Lula foi convocado para (e compareceu) a COP27 antes mesmo de assumir a presidência? E, xenti, que que é isso no QG? Mas “passou raspando” e nem podemos exatamente respirar aliviados, temos é aquele medinho, desencantados com tudo o que vem acontecendo no mundo. Ainda existe salvação mesmo para esta humanidade?

E a Copa, como chega aí pra vocês? Eu já estou é com o pezinho no clima de Natal, escolhendo uns filmes de fim de ano e pensando qual panetone comprar, mas pela primeira vez acho que vou conseguir ver os jogos, depois de muitos anos sem conseguir acompanhar direito. Eu me surpreendi muito com a vitória do Japão sobre a Alemanha, time que sempre considerei mais forte – e talvez inclua-se aí o traumazinho deixado pela goleada naquela final contra o Brasil, 7 a 1 inesquecível! Uma Copa meio engraçada.

Devo deixar registrada por aqui também a segunda temporada de Fleabag, que me agradou um pouco mais do que a primeira, talvez por não se basear tanto no sexo, com mais situações inusitadas e totalmente imprevisíveis da protagonista que tem que lidar com a perda da melhor amiga e a dor da culpa de tê-la magoado. Aqui, a vida tem que seguir, e isso serve para a irmã que tem que enfrentar o marido e lutar pela própria felicidade, e também para Fleabag, que tem que aceitar o casamento do pai e que o ex-namorado realmente já está em outra vida, que é questionada pela fé e moral, envolvendo-se com um padre (!). Um dos meus momentos favoritos foi a participação da Kristin Scott Thomas, num diálogo no bar, ela resume sobre toda a dor que nós mulheres já carregamos desde o momento em que nascemos. Sublime. E simplesmente explicando a recusa do flerte como “estou cansada”. É, chega uma idade em que a gente não precisa mais, sabe? Dar-se ao trabalho.

E eu ando meio que assim também. Me perguntando por que eu me dei tanto trabalho quando jovem? Nessa última viagem solo que fiz, eu li todo o meu diário. Não as agendas em que registro compromissos e pensamentos diários, mas um diário de vida, que de tempos em tempos paro para escrever algo. Percebi como eu me apaixonei, tantas vezes, tanto, e depois sofri, como sofri, tanto… e pra quê? E os sonhos? Sempre falando sobre meus sonhos, de querer ser escritora, de querer fazer cinema, de querer “mudar o mundo”. Nada, nada, e acaba na praia. Ou, na verdade, é que as ondas são assim mesmo, é o oceano da vida. Não é culpa de ninguém, nem mesmo minha.

Mas ando meio assim, desencantada. Pensando que dediquei dez anos da minha vida para algo e agora tenho que recomeçar, do zero. E este ano todo em dúvidas sobre minha escolha de ter um filho, eu nunca quis ter filhos, daí a gente pensa neste mundo louco, no meio ambiente, e penso em como eu não tenho vocação pra ser mãe, sou uma mãe ruim. Não tenho vocação pra ser dona de casa, não faço nada direito (lavar, cozinhar etc, na visão de todas as visões de mundo como o conhecemos – até agora, ainda), odeio ver meu companheiro todo estressado achando que eu tenho metade da culpa nisso, e agora, que larguei tudo e não sei fazer nada da vida?

Daí me lembrei de um outro filme que vi este ano e ia deixar pra comentar num post futuro, como um dos meus favoritos do ano, “Sob o Sol da Toscana” (2003)***. Esses tempos Netflix lançou uma série de comédia, “Blockbuster”(2022) e logo no primeiro episódio já fazem referência a vários filmes, mas um dos recomendados para um cara que precisa superar uma separação é esse filme com a Diane Lane, ela acaba comprando uma propriedade na Toscana para uma nova vida. Ela vive uma escritora que vive adiando também seu livro, lembrou-me um pouco de quando eu lia “Comer, Rezar, Amar”.

Às vezes eu me imagino assim, mudando de país, de vida. Será que daria certo? Ou meus problemas continuariam os mesmos? No filme, sendo romântico, ela volta e meia está envolta por um possível pretendente – desde o corretor imobiliário, passando por um caso de litoral, até poder realmente terminar os trabalhos na casa e estar pronta para um novo amor. Homenageiam também Fellini, com uma madame imitando a famosa cena na fonte de “A doce vida”, e com certeza, se tiver condições, a Itália é um país que gostaria de visitar um dia e não deixaria de provar o famoso gelato original. Por se tratar de um ambiente totalmente diferente, o filme caminha como um passeio, leve, sem afetações e acontecimentos mais interessantes do que previsíveis – como a carta para a mãe de um turista, enquanto quando visitam locais com o grupo de casais gays, os trabalhadores que não falam a língua dela para a reforma do local e os almoços maravilhosos, o “sinal” para a senhorinha concordar em vender a propriedade, o velhinho na estrada que finalmente a cumprimenta.

Será que eu conseguiria, agora (na suposta maturidade) conseguir viver mais leve? Levar a vida mais leve? Conseguiria me desprender das tensões do passado e das impostas obrigações pra vida que segue?

Eu também andei vendo a primeira temporada de “Guia astrológico para corações partidos” (2021), pretendo continuar até terminar os 12 signos do zodíaco, mas a descrição de Virgem não me cai exatamente muito bem: alguém que gosta de fazer a mesma coisa, dia após dia? Eu? Que queria era morar num motor home aposentada, viajando e conhecendo lugares e pessoas diferentes até o fim dos meus dias? Talvez seja o ascendente Sagitário falando mais alto. A série em si até que é bem engraçada, italiana, sobre uma assistente de produção libriana de coração partido. No primeiro episódio a cena de tudo dando errado, ela toda doida, pegando chuva, a saia improvisada para uma reunião importante e conhecer um novo chefe lembrou Bridget Jones. Depois ela vai conhecendo vários caras, com informações de diferentes signos pelo “bidu” amigo “fluido”. Aliás, algo que aprecio dos tempos modernos é a possibilidade de tantas produções de lugares diferentes, e eu simplesmente adoro ouvir outros idiomas. Vi o primeiro episódio de “A imperatriz” e de uma série coreana… e comecei “Manifest” – talvez caiba-me bem esta agora, com a sensação de ter perdido anos de vida, embora eu sempre adiei ver esta série pelo ranço de achar que me lembrava muito “Lost” (avião, mistérios, ir conhecendo cada passageiro…).

Flanando pela vida e também pelas séries? Será que eu tenho salvação? Ou vou sempre estar na Disney, sem desencantar da vida que se queria ter vivido?

Alguns filmes de terror

Está chegando aí o Halloween e confesso a vocês que nunca liguei muito para essa festividade – nem depois da primeira temporada de “How I met your mother”? Não. Nem depois das fantasias em “The office”? Não. Na verdade, passei uns bons 30 anos sem nem ligar muito pra filmes de terror – que muita gente, principalmente adolescentes?, ama. Acho que o mais perto que cheguei a realmente gostar relacionado a terror, quando era um xóvem antes da maioridade foi “O estranho mundo de Jack” (1993/A nightmare before Christmas)*** (e eu adorava que Tim Burton tinha nascido no mesmo dia que eu!).

Depois dos 20 anos, tendo condições de ver mais filmes (no Japão não dava pra alugar sempre), cheguei a ver alguns clássicos, aqueles que quem gosta de cinema tem que ver pelo menos uma vez na vida. Mesmo assim, até hoje foram poucos. Daí, este mês, decidi pegar uma lista do tipo, dos títulos de terror que seriam os “must see”, encontrando uma lista no site Omelete com 31 títulos para o Halloween – acho que a ideia era ver 1 por dia do mês, mas claro que não tenho toda essa banca toda não.

Mas não é que me surpreendi? Até que eu tinha visto uma boa quantidade da lista, nem imaginava. Não completei a lista toda, mas deixo abaixo alguns comentários ao lado dos títulos.

Antes, porém, um adendo pessoal… como eu queria mesmo ter o Food Film Festival (que aconteceu em São Paulo) por aqui, em vez dessas séries requentadas! Sério, vi “Anéis do poder”, que só me deu vontade de ver de novo a trilogia do Peter Jackson (a primeira, não a de “O hobbit”, blergh). Vi um episódio de “She-Hulk” e não me empolguei, como ela pode ser mais forte do que o próprio Hulk?! Não quis ver “Casa do Dragão”, porque se vocês não se lembram, GoT eu demorei pra engrenar porque não apreciava tanto as polêmicas sexuais e violentas, nem quero voltar. Daí eu fui ver Fleabag. Sim, eu sei, o mundo todo já falou que é genial e ganhou um monte de prêmios e tal, mas eu ainda não tinha conferido. Talvez porque eu tenha visto o primeiro episódio só sem me identificar muito com a protagonista? Ela é meio err obcecada por sexo, eu acho (e eu às vezes me indago se sou assexual…?) Sim, a quebra da quarta parede é bem engraçada, ela é bem desbocada, e ajuda que seja uma série curtinha, só 6 episódios, meia hora. (ainda estou aqui ensaiando pra ver Sopranos!)

E o que mais? Por que raios eu vejo tanta coisa ruim, não é? Lá fui eu conferir “A escola do bem e do mal” (2022), que tem 2 horas e meia! Não sei nem se é legal para adolescentes, que perda de pipoca. Lawrence Fishburn me enganou, que desperdício de Charlize Theron… E “Royalteen” – um filme sueco, sobre a relação tóxica de jovens e adolescentes, com direito a um “twist” – mâs… well, não sou mais adolescente, mesmo.

Ah, ando vendo umas coisas com crianças, tipo “A creche do papai” (2003), que até que se saiu bem, achei, com boas risadas na relação com as crianças e o Steve Zahn fãzão geek. Ou “Olha quem está falando” (1989), esse primeiro até que foi divertido, apesar de cenas bizarras dentro do útero, tem o bebê com voz original do Bruce Willis, John Travolta não estava muito bem na carreira e deu a volta por cima, as questões de mãe solteira vivida por Kirstie Alley com vários momentos identificáveis. Agora que sou mamãe fui conferir se entendo melhor haha.

Deu pra pegar uma animação também, “A fera do mar” (2022), com ótimas cenas de ação, uma dinâmica interessante entre uma menininha e um caçador de “monstros” e ainda incluindo a questão da coragem de indagar sobre o que é história real e o que nos foi imposto como verdade…

Só pra concluir, vi 1 só episódio de Halloween do “Mandou Bem”, gostei da ideia da Netflix aproveitar suas produções de sucesso. Como ainda não vi “The witcher”, fiquei com os donuts mal feitos homenageando “The umbrella academy”. É, eu também sou ruim na cozinha, imaginem vocês se não adoro ver os comparsas.

***

Segue a lista do Omelete, sendo que deixei pra ver “Halloween” no dia 31. Os títulos sem comentários é porque não assisti.

O exorcista (1973) **** = o primeirão, né? Clássico dos clássicos, todo mundo que gosta de cinema acaba vendo esse, tem que ver. Ouvi dizer que foi o primeiro do gênero a ser indicado a melhor filme no Oscar (levou roteiro e som), além de ter sido a maior bilheteria por muitos anos. Quando vi (há uns 20 anos?) não me impressionei muito com os efeitos, embora eles ainda funcionem, e é notável, considerando a tecnologia disponível hoje em dia. Fiquei com nojinho dos vômitos, mas também tentei imaginar o impacto do filme para sua época – cenas polêmicas, cabeça girando, descida bestial pela escada… Toda a aura cristã, o terror de imaginar forças demoníacas dominando uma menina inocente. E ainda o questionamento do ofício pelo padre, isso sim me impactou mais, pelos meus próprios questionamentos pessoais.

Suspiria (1977) ** = este já vi mais recentemente, acho que estava disponível no streaming em plenos tempos pandêmicos, dei uma chance pro tão falado Argento. Senti uma grande vontade artística no projeto, nesta história de uma bailarina que acaba descobrindo um por trás de cenas macabro na escola nova. Também me chamou a atenção o trabalho com sons incômodos, estridentes, direção de arte trabalhosa.

O massacre da serra elétrica (1974)

A bruxa (2015) ** = Robert Eggers se baseia em relatos de época para criar seu terror e para mim isso contribuiu muito para ficar entrarmos na história de forma orgânica. Logo estabelece existir sim uma bruxa e forças sobrenaturais, mas a tensão vai crescendo à medida que a jovem Thomasin (Anya Taylor-Joy, bem) se envolve com acontecimentos sinistros e ganha desconfiança dos pais – todos os elementos tem seu papel nesse crescendo, o sumiço do bebê, os gêmeos que falam com o bode preto, o irmão perdido na floresta e possuído, e a própria questão religiosa da família, de já se acreditar nascer pecador.

O sexto sentido (1999) *** = nossa, tenho boas lembranças deste, um dos poucos que vi em um cinema no Japão; e na volta, estava escuro e eu na bicicleta desconfiada se eu também não via espíritos pela rua sem saber (!). Ainda continua sendo meu favorito do M. Night Shyamalan, mais do que “Corpo Fechado” (2000)*** e outras incursões pretensiosas do diretor. Adoro o então menino, que à época achei talentosíssimo, com sua relação misteriosa com o psicólogo vivido por Bruce Willis; bem feitas as cenas – não se esquece aquele momento em que o garoto fica preso no armário, né? E, claro, adorei ser levada por essa história e me surpreender com a mudança de perspectiva no final.

Arraste-me para o inferno (2009)

Psicose (1960) **** = como não? Hitchcock é o mestre do suspense, mas merece um lugarzinho na lista de terror também, vai. Este eu aluguei sem saber muita coisa, apenas conhecendo a famosa cena do chuveiro – que anos mais tarde eu teria que replicar num exercício de edição para a faculdade de audiovisual (quem quiser conferir, meu trabalho ainda está lá publicado no meu canal do YouTube, porque apesar de ter sido bem laborioso mesmo, também foi um dos que mais gostei de fazer). A história parece bem simples, um moça num hotel de estrada vazio, gerenciado por um jovem aparentemente dócil apesar de carente, mas assombrado por uma mãe meio histérica. Mas nós sabemos que há algo errado, gosto bastante do estranhamento quando vemos os bichos empalhados e, claro, a descoberta da mãe.

Hereditário (2018)

Tubarão (1975) **** = êta lista boa, e eu nem sabia que era terror quando vi. Uma das maiores bilheterias da história do cinema, um jovem Spielberg que nem entendia muito de filmar na água, mas arrebatou o mundo, que por um tempo ficou com certo medinho de ir à praia, após essa trajetória de ataques de uma mandíbula enorme rondando pelo mar. Trilha sonora inconfundível que ficará marcada para sempre; uma lição de cinema que todos do gênero deveriam saber – às vezes o medo é maior exatamente quando não vemos; prende nossa atenção do início ao fim. Ah, e claro que fui no ride do parque Universal Studios Japan, me divertindo horrores.

Invocação do mal (2013)

O babadook (2014)

Jogos mortais (2004) *** = ok, este eu vi agora neste mês, por causa da lista e porque gerou mais um monte de sequências, qual seria o motivo? Pois não é que entendi (os diversos meios horrendos pelos quais um louco pode levar alguém a se matar), e gostei? Dá pra ver que neste primeiro a produção tinha um orçamento modesto, mas toda a situação criada vale nossa atenção. Dois homens acordam num lugar estranho acorrentados e devem descobrir como sair daquilo; a condução da narrativa é bem pontuada por novos elementos em paralelo com flashbacks, ver o personagem do policial se deteriorar, o trabalho de fotografia para os diferentes ambientes e as imagens de câmera, Zep do Michael Emerson (pré-Lost!) convence como um vilão, apenas para podermos nos surpreender com a conclusão sobre a identidade do Jigsaw.

Carrie (1976) ** = este virou cult depois de alguns anos? Não sei por quê, fiquei com essa impressão. Eu mesma, quando vi não sabia quem era Brian DePalma, ou mesmo que se baseava numa história do Stephen King. De qualquer modo, um terror adolescente um pouco diferente do comum, com a jovem Carrie envolta por toda a religiosidade e ao mesmo tempo “bullying” dos outros colegas, finalmente liberando poderes fora do comum.

O iluminado (1980) **** = outro dos mais referenciados em todo lugar, por um diretor bem sério (e perturbado? Sério, “Laranja mecânica” também é bem aterrorizante para mim), que sabe muito bem trabalhar cenas emblemáticas: as duas meninas, Johnny no triciclo, o quarto da banheira, o machado quebrando a porta. E cenas bem complicadas, como a perseguição na neve… Um homem (Jack Nicholson) se muda com a família para cuidar de um hotel em um lugar ermo e vai deixando a loucura tomar conta. Com toda essa abundância de quadros interessantes, sempre vou lembrar do detalhe em um quadro na parede.

O brinquedo assassino (1988) ** = ixi, este daqui eu vou ter que rever, pois foi numa daquelas exibições tarde da noite em TV aberta que vi, numa época em que todos os jovens colegas comentavam que dava medo… Como cresci, talvez não faça nem cócegas? A ver.

Predador (1987)

Sexta-feira 13 (1980) ** = vocês acreditam que foi só agora que eu finalmente fui ver este aqui? A origem de tudo, desta série famosa e emblemática de terror slasher, cujo principal “ser do mal” nem é o que ficou famoso depois, o tal Jason. Meu esposo é fã do Jason, e ele já tinha me avisado que neste o assassino é outro e Jason aparece com um saco na cabeça em outro filme, antes de ganhar a máscara que o caracteriza. Tudo bem, até que não foi de todo mal, deu pra conferir o Kevin Bacon jovenzinho, está lá o acampamento, os jovens que querem é saber de “oba-oba”, as mortes seguidas sem medo de mostrar sangue. Aproveitei e vi também o episódio dedicado ao filme na série “Filmes que marcaram época” e achei bem engraçado o relato do cara responsável pelos efeitos especiais, além de me surpreender com o nível de “amadorismo” kk, parece que nada foi muito planejado… Adorei a cena do barquinho na água do lago ao final com a descrição da sobrevivente no hospital.

À meia-noite levarei sua alma (1964) = eu não vi este filme, só aqui um comentário que tenho mesmo que me redimir e encarar alguns filmes do Zé do Caixão – é uma figura imprescindível do cinema brasileiro. Fiquei sabendo que até candidato a deputado ele foi!

O despertar dos mortos (1978)

Mártires (2008)

O bebê de Rosemary (1968) ** = nem me lembro direito por que foi que acabei vendo esse, mas compreendi que Roman Polanski segue um outro tipo de terror, mais psicológico, sem aquelas sanguinolências. Um casal num prédio novo, a mulher fica grávida e desconfia dos vizinhos, meio doida, mas ao final mãe é mãe e vai querer cuidar do filho, independente de que filho seja… Depois de experimentar a gravidez, realmente acho este um horror.

O silêncio dos inocentes (1991) *** = outro que eu nem sabia que era terror… mas faz um bom tempo que vi e se tivesse chance, gostaria sim de uma revisão. Do pouco que lembro, ficam as cenas tecnicamente precisas na condução acertada de Jonathan Demme, a apreensão sensível na interação com o prisioneiro Hannibal Lecter (Anthony Hopkins, que é ótimo, mas sempre será lembrado mais por este papel) cujo conhecimento deve ser de ajuda para a policial Clarice, e a engenhosidade da sequência final.

Evil Dead II (1987)

A mosca (1986) ** = gente, imaginem uma adolescente que se encantou por “Jurassic Park” aos 11 anos, vendo o Jeff Goldblum se transformar em uma madrugada. David Cronenberg vive na minha memória afetiva como um cineasta de coisas nojentas, sendo que se você for pra filmografia dele, nem é. Goldblum vive um cientista cujo experimento não dá muito certo.

Hora do pesadelo (1984) *** = aha! Finalmente consegui também “matar” esse haha. É, aproveitando esta minha onda de ver esses que deram sequência a tantas continuações, descobri a fascinação por Freddy, outro personagem emblemático na história dos filmes de terror. Como o assassino que vive em pesadelos, mas mata na real, imagino como deve ter feito muitos não conseguirem dormir. Tem alguns efeitos bem legais, quando Freddy aparece com braços super compridos, cenas terríveis de sangue (só podemos imaginar aquele quarto!), um jovem Johnny Depp como namoradinho da final girl que é uma das melhores, estava certa o tempo todo embora ninguém acreditasse e enfrenta o carma vilão da mãe com todo o fogo. Destaque para a nuance de dúvida do que seria sonho ou realidade, e aquela cena realmente assustadora na banheira, credo.

Corra! (2017) *** = eu queria ter dado o Oscar para este filme, kkk. Eu vi sem esperar tanto como o pessoal todo tava elogiando, mas não é que o negócio deu certo mesmo? Mistura de crítica social com situações suspeitas e sinistras até chegar num horror real, com direito a caçada e mortes também, por que não. Inteligente e sem precedentes.

A bruxa de Blair (1999) ** = lembro de como este título foi comentado na época do seu lançamento! Um grande burburinho, pude conferir somente anos depois pra constatar o que eu já sabia: nem era tudo isso não. Porém, era uma inovação naquele momento, feito como um falso documentário, que depois levou a outros títulos no mesmo estilo. A proposta em si é bem interessante, estudantes que se perdem na floresta investigando sobre uma bruxa e vemos imagens que eles supostamente gravaram.

Alien: o oitavo passageiro (1979) *** = Sigourney Weaver sempre será lembrada como a Ripley e Ridley Scott pode até tentar voltar a esse universo, mas nunca conseguirá tal proeza de impacto deste primeiro filme. Outro filme que gera outras sequências, mas eu adoro ver esses filmes de origem e geralmente são os que eu acabo mais gostando mesmo (então, dificilmente vejo as continuações, embora aqui tenhamos uma por aí do James Cameron!). Uma tripulação no espaço é atacada por uma forma de vida ainda desconhecida; aos poucos vamos descobrindo mortes e sobre essa criatura. Ah, nem me perguntem de Alien x Predador, quero nem pensar.

Pânico (1996) ** = e não é que também tem um meio comédia na nossa lista? Fazendo homenagem aos slashers do início dos anos 80, Wes Craven traz aqui uma fantasia de Halloween muito amada e o ponto mais legal que são as referências a filmes de terror. Divertido, também pensamos quem será o próximo a morrer, também levou a continuações, Drew Barrymore é meio que uma ponta, de tão curta sua aparição, tem a Mônica da série Friends em alta nos anos 90 (e também o marido na época como policial), entretenimento de primeira.

Enigma de outro mundo (1982)

Halloween (1982)

***

Bônus: não sei por quê, achei que tinha “Hellraiser” (1987) na lista e acabei vendo também, tava ali disponível pelo Primevideo. Argh, lá vem aquelas cenas que eu não gosto, nojo – a reconstrução de um esboço de corpo com o sangue do marido, e o cara querendo a mulher sem pele ainda? Somos apresentados a uma mulher que mata para reconstruir o amante que desvenda um cubo e vai parar numa terra de cenobitas, onde dor e prazer se confundem. Não é um tipo de filme que aprecio, onde não há “moral” alguma – se bem que em filmes de terror geralmente não há, existe o “mal” e morre um monte de gente, né. Talvez por isso eu tenha gostado mais de “Corra”, esses títulos mais recentes incluem algo além ali nas entrelinhas. Provavelmente não vou querer conferir o remake ou outros do Pinhead.

40, e eu achava que ia ser diferente

A rainha morreu. Minha gata morreu. Godard morreu! Tudo bem, todos estavam bem velhinhos já e tiveram um bom tempo aqui na terrinha pra aproveitar a vida como pudessem.

Mas estas últimas semanas eram para terem sido diferentes, ou assim eu achava. Eu voltaria super bem de Gramado, para onde fui conferir pela primeira vez o Festival de Cinema deles, após dois anos sem evento presencial por causa da pandemia, e escreveria um post registro por aqui, e bye bye tristeza porque o inferno astral já tinha passado aeô.

Eis que volto e me vejo envolta numa aura de tristeza, tão, tão grande. Cheguei e senti como se não tivesse uma pessoa que me amasse verdadeiramente para me dar um abraço de feliz aniversário. Cheguei e me senti uma inútil, que não faz falta a ninguém (pior coisa que pode-se dizer a um virginiano!). Minha gata esteve internada durante a minha viagem e eu já pressentia há algum tempo que sua hora estava chegando. Quando retornei, ela também voltou para casa, e eu até me espantei. Voltei e tentei arrumar alguma coisa em casa, de limpeza mesmo. Coisas pra colocar em ordem, um montão de roupas pra lavar – que ainda nem terminei de lavar tudo.

Depois, minha pequena veio na sexta-feira com uma tosse e dito e feito, nos dias seguintes ficou com febre; eu ainda tomei muito sol a pino sem beber água e sofri de madrugada – não sei ao certo se em parte foi insolação ou desidratação, acabei também com a garganta ruim e febre, terça muito mal de cama e o resto da semana de molho junto com a pequena. Muita dor no corpo, cansaço e moleza, não acho que foi covid porque ainda sentia gosto e cheiro. E este tempo precário de Brasília, faz mais de 200 dias que não chove! Está muito quente e está muito seco. Pensando que eu poderia estar me sentindo bem melhor no Canadá (sabe, fazendo aquele College Program em pós-produção de audiovisual).

E quando eu parecia estar me recuperando, daí, minha gata morreu. A minha companheirinha, que se mudou tantas vezes de casa comigo, nesses 15 anos. Quando eu me imaginava uma velhinha solitária escritora, ela estava do meu lado – que bobo, é lógico que ela não viveria assim tanto tempo quanto eu. Se bem que eu sempre imaginei que ia morrer cedo, sempre quis, tipo com uns 50 e poucos anos. Se bem que isso era naquele meu plano original da infância, quando eu ganharia um Oscar aos 18 e seria até presidente do Brasil em algum ponto. E Godard, que cansou de viver. Entendo-o, acho que eu já tinha cansado de viver aos 20 e poucos.

Lá pelas tantas, já no final, Elvis diz: “eu estou com quarenta anos”, em “Elvis” (2012) *** E ele diz como se ele não tivesse feito nada de importante. A gente pensa, “é claro que fez, pô”, Elvis nunca será esquecido, foi marcante na história e na música, mas talvez ele diga isso por todo o potencial que tinha, pra fazer ainda mais. Porém, ali foi o resumo perfeito do meu sentimento atual no geral.

Quando minha gata voltou, eu fiquei me perguntando por que nós ficamos, às vezes mais, outras menos, por que continuamos vivendo mais um pouco. Eu já tinha conversado com ela, disse que ela poderia ir para o outro plano de existência, que eu não queria que ela sofresse em sua passagem. E eu, nesses tempos, assim com essa crise existencial, também me perguntando o que ainda estou fazendo por aqui. E o Leonardo DiCaprio, que dispensou outra modelo antes dos 25 anos – não que isso seja assim tão relevante, mas, pôxa, as coisas não mudam? Eu achava que ia ser diferente.

Ou talvez, eu quisesse que as coisas fossem diferentes. Mas não são. É a vida. Como cantaram os grandes poetas de todos os tempos, a vida é assim. E mesmo eu querendo estar contente, afinal, não me falta nada, tenho onde morar, tenho o que comer, nada falta à minha filha; mesmo assim, talvez eu precise mesmo deste momento de luto. Que a vida está me impondo neste instante. Eu queria estar me sentindo mais feliz, como tantas vezes eu já quis. Nem posso dizer que foi porque eu tive que encarar a realidade e desistir de ser guia espiritual, depois de 10 anos de serviço budista. Nem posso dizer que é porque aquele curso de cinema nunca deu certo pra mim. Ou trabalhar com dublagem, ou tocar música, ou aprender japonês pra valer. Talvez seja um conjunto de tudo isso. Um luto por tudo o que não foi, e não será. Às vezes a gente precisa se permitir ficar triste também. Porque isso também faz parte da vida.

Talvez a partida da minha gata, de certa forma, represente o final de uma era. Era de quê, eu não sei. Não sinto vontade de fazer muita coisa. Talvez seja o final de um tempo em que tive que “sobreviver” de alguma forma, aos trancos e barrancos; e finalmente agora posso me dedicar de outra forma à vida. Sem falar que tenho agora outra criaturinha cuja vida foi confiada a mim para apoiar em sua jornada até se tornar independente por ela mesma. Quem sabe, o tempo dirá. O texto de Gramado deve vir, sim, quem sabe algum post sobre “Sandman”, Agatha Christie, os Emmy, “Anéis do poder”, a segunda temporada de “Starstruck”, por que não me interessei por “She-Hulk”, nem achei graça o último “Thor”… Quem sabe venham os roteiros e textos loucos que eu invencionava desde criança? Talvez não haja muito mais o que fazer agora. Talvez eu escreva, ah, que saudades da minha moradinha no Jardim Secreto… Quem sabe. Por enquanto, me deixo estar um tantinho. De luto.

Severance e The White Lotus

Vieram as indicações ao Emmy e até parece que estou sendo influenciada por isso pra escolher séries? Hmm, nem tanto.

Ruptura” eu já tinha conferido há algum tempo, tinha uma época que eu era quase fã do Ben Stiller – próximo de uma época em que sofri um desastre de crush num profi da faculdade, quem eu achava parecido com ele. Sendo assim, já vi vários filmes do Ben, sempre achei muito louco que a esposa da vida real era aquela moça do “Zoolander” com quem fez ménage com Owen Wilson (!xenti!), mas esta direção realmente me surpreendeu. Um trabalho mais sério e bem complicadinho, mas ele se sai muito bem. E que legal o Gaveta ter ganhado comentário dele, que Ben queria saber português pra entender o vídeo! O vídeo do Gaveta aborda a direção de arte que, dou mão à palmatória, foi muito bem concebida.

A narrativa geral é sobre um rapaz que aceita trabalhar numa empresa passando por um procedimento de corte da memória: enquanto está no trabalho ele não se lembra da vida pessoal, e quando está em casa, não se lembra de nada do trabalho. Sim, poderia até ser uma solução, não levar o estresse do trabalho para casa, nem deixar suas questões pessoais interferirem no trabalho. Mas é claro que ao desenvolver a ideia nos seus diversos desdobramentos, a coisa não é tão simples assim.

A série vai crescendo com o decorrer dos episódios, conforme vamos descobrindo mais sobre os personagens e alguns podres ou erros, tem algo de muito errado com aquela empresa, aquela família empreendedora dona de tudo tem um quê de culto sinistro, quão horrível seria a “vida” de um “eu” que só vive preso num escritório sem nada além de corredores fechados e brancos, vendo números misteriosos que dão medo o dia inteiro? As tensões vão se acumulando por um ou outro motivo e acabamos a temporada com a curiosidade de querer saber no que todo aquele caos construído vai dar – o que vai ser desses três que saíram, o que vai ser dali pra frente, será que vamos descobrir o que essa empresa faz realmente?

Alguns destaques dos quais me lembro agora:

Ep. 01 – “Good news about hell” – contratam uma pessoa nova, que acorda numa sala e tem de responder a perguntas, confirmando que não se lembra de nada. Na verdade, ficamos sabendo que é a primeira entrevista depois de Mark (Adam Scott) ser promovido, com a saída do seu melhor amigo do escritório. Conhecemos os colegas de trabalho Irving (John Turturro) e Dylan (Zach Cherry) e sua chefe pouco amigável Cobel (Patricia Arquette); lá fora, a irmã de Mark, alguns amigos do casal e…

Ep. 02 – “Half Loop” – Helly (Britt Lower) faz várias tentativas de sair dessa, apesar de ter visto o vídeo da sua “externa” afirmando ter escolhido esse procedimento. O assistente Milchick (Tramell Tillman) propõe um jogo da bola, Dylan conta que seu prazer é ganhar os pequenos brindes por um trabalho bem feito, Irving passa por uma sessão de “bem estar” com frases aleatórias sobre como é o seu “externo”. Mark é solitário após a morte da esposa e sai em um encontro com a doula da irmã, decide faltar e ir encontrar o ex-colega Petey, e…

Ep. 03 – “In perpetuity” – parece que Mark que não vai conseguir descobrir muita coisa com a menteconfusa do ex-colega Petey, que diz ter revertido o processo de “ruptura”. Descobrimos que Cobel também tem que responder a uma supervisora. O grupo faz uma visita a um museu sinistro dos fundadores da empresa, uma família que é dona de muita coisa, há muito tempo… Apesar de ter se livrado de uma primeira vez no “break room”, Helly enfrenta o desgastante castigo de repetir frases até o arrependimento real.

Ep. 04 – “The you you are” – e então o cunhado de Mark é um escritor (subversivo?)! enquanto os três da Macrodata visitam o departamento de “Optics e Design”, Helly acha um cortador e pede uma câmera para gravar um vídeo exigindo sair dessa vida; refutada pela sua externa e aqui começamos a nos perguntar por que Helly “externa” não quer de jeito nenhum desistir desse processo… Lá fora, Mark comparece ao velório de Petey, conhece a filha dele e nós temos a confirmação de que Harmony Cobel (Patricia Arquette) realmente sabe tudo, dentro, fora e mais um pouco (como retirar um “chip” a la Macgyver!). E que raios, Helly realmente conseguiu arranjar um jeito de se suicidar!?

Ep. 05 – “The grim barbarity of Optics and Design” – Mark encontra Helly dependurada no elevador. Aparentemente, todos vão acabar lendo o livro do cunhado de Mark, e só quando sai do trabalho é que fica sabendo que sua irmã já começou o trabalho de parto. É um local com vários chalés e Devon (Jen Tullock) acaba conhecendo uma ricaça em busca de café (! nãooo, grávidas não devem tomar café!). Irving descobre uma imagem aterrorizante, embora, pra falar a verdade, sempre achei todos os quadros muito sinistros… Dylan fala de um mito de que um departamento trucidou o outro na história, e após Irving ter descoberto que há muito mais pessoas nesse departamento de “artes”, decidem tirar a limpo. Aliás, muito interessante essa relação criada, o interesse de Irving por Burt (Christopher Walken). Mrs. Casey é designada a observar Helly e para dar um descanso, Mark diz que vai mostrar as tampas de canetas, e mesmo terminada a temporada não descobrimos do que se trata esse departamento de filhotinhos que encontram…

Ep. 06 – “Hide and seek” – Cobel não gosta dos passeios do pessoal, que visita novamente “Optics & Design” e começam a trocar informações para descobrir mais sobre o que está acontecendo na empresa. Apesar de Mark ter sentido pela sra. Casey, ele também acaba ganhando uma visita à “sala de intervalo”. Lá fora, Cobel se passa por uma senhorinha que sabe cuidar de bebês para ajudar Devon, e em um novo encontro, Mark acaba num show meio punk da filha de Petey, do pessoal que é contra a “ruptura”. Após ter jogado fora, Mark recupera o celular de Petey (que ainda funciona!) e vai encontrar uma pessoa que poderia ajudá-lo a entender.

Ep. 07 – “Defiant Jazz” – num encontro inesperado, a mulher acaba matando o capanga de segurança da empresa, sr. Graner (Michael Cumpsty), Mark tem que limpar os vestígios e faz como orientado, de deixar o cartão de segurança no bolso para seu “interno”. Novos elevadores com trava são instalados. Dylan fica perturbado pois foi “acordado” enquanto estava fora da empresa por Milchik e descobriu que tem um filho. Como recompensa por um bom trabalho, os colegas podem ter um momento de “jazz”, que não acaba bem, mas com o novo cartão podem ir ver como é a sala de segurança, conseguem um livro de instruções para poderem “acordar” alguém lá fora. Burt vai ser aposentado e estão dando uma festa no departamento. À noite, a ficante de Mark o deixa, ele recompõe uma foto da ex-esposa e descobrimos que ela também está na tal empresa Lumon (e por que euzinha já tinha adivinhado quem era? Engraçado).

Ep. 08 – “What’s for dinner?” – Helly precisa bater uma meta e consegue, com uma animação bizarra no final do Kier como um Deus que a parabeniza. Mark vai para uma última sessão com sra. Casey, que foi despedida, e o mais estranho é o interesse de Cobel pelo casal, e ainda na sessão usam a vela que a chefe roubou da casa de Mark… É a noite dos waffles em comemoração e Mark escolhe Dylan para o tratamento especial – que é uma apresentação de dança bem bizarra, algo tipo seita erótica do mal. Todos se prepararam para serem “acordados” e procurarem alguém de confiança, com um esquema de Dylan fugir e ir até a sala de segurança. Cobel é mandada embora após descobrirem que ela escondeu vários fatos. Lá fora, Mark vai para um jantar de leitura do livro do cunhado, e conta para a vizinha (Sra. Selvig/Cobel) que está querendo mudar de vida.

Ep. 09 – “The we we are” – fantástico descobrir finalmente quem é Helly fora da empresa! E essa Helena está justo numa festa aparentemente importante, com gente importante (incluindo aquela grávida esposa de um senador). Irving também descobre que seu externo fica assombrado pelo corredor do “break room”, pintando essa imagem todos os dias, e vai atrás de Burt, descobrindo que ele tem um parceiro. Mark continua na festa e tem que perspicazmente descobrir quem é a irmã, quem é o bebê, e tal… mas quando ele responde “…sra Cobel”! a gente solta aquele “ai…..!”. E todos estão prestes a serem “desligados” em momentos desesperadores.

***

Já “The White Lotus” realmente foi uma escolha movida pelo Emmy, e tô com vontadezinha de também fazer maratona de “Succession”, que cheguei a ver alguns episódios da primeira temporada, tinha curtido, mas acabei não continuando. Esta aqui se passa em um hotel de luxo no Havaí, nós acompanhamos a estadia de um grupo de hóspedes e sua interação entre si e com alguns funcionários. Não me empolguei muito, diria até que pode ser considerada chata por alguns, tem o lado cômico, mas não é um riso fácil, exige um pouco do espectador.

Porque a série trabalha com aquela sensação de vergonha alheia, mas não é do tipo absurda e fofa, como em “Quem vai ficar com Mary?” (1998) ***, nem tão divertida quanto “The office” (2000)****, é uma vergonha do tipo: “como esse cara pode conversar disso com o filho?”, “como esse gerente de hotel pode fazer isso?”, “como essa personagem pode pensar assim?” – e o pior é que pode, sim, existem pessoas que são assim mesmo como nos é mostrado, e é horrível, se pararmos pra pensar.

Eu não devo assistir a temporadas futuras – até porque, a princípio, ela foi planejada para ser uma mini-série ou limitada a uma temporada mesmo. Mas devo admitir que tem uns diálogos bem afiados, conta com um elenco que está muito bem, cada um em seu papel e representatividade – de verdade, não consigo pensar em nenhum ator que esteja mal, principais ou coadjuvantes; tem uma fotografia linda (aula de foco naquela palmeira!) e a paisagem exuberante do Havaí pra nos embalar; tem uma trilha maravilhosa também contando com canções havaianas. É um achado de série, diferentona, que cutuca feridas sociais, bem feita, mas como disse, não é algo que quero ver sempre (aliás, apesar dos elogios, o mesmo vale para “The boys”, pra mim).

Alguns destaques que me lembro agora:

Ep.01 – “Arrivals” – aquela moça grávida no primeiro dia de trabalho, meldels, como? O gerente Armond tendo que lidar com um hóspede mimado cuja mãe tinha reservado outra suíte (supostamente a melhor do hotel); a Tanya (Jennifer Coolidge) que precisa desesperadamente de uma massagem.

Ep. 02 – “New Day” – o pai da família Mossbacher, Mark (Steve Zahn!), descobre que não tem câncer testicular; a jovem jornalista Rachel tem seu texto detratado pela mulher que admirava, a empreendedora Nicole (Connie Britton, que realmente estudou cultura asiática e fala chinês na vida real!), que achou o texto ofensivo como se ela não tivesse lutado para chegar em sua posição. Olivia (Sydney Sweeney) e Paula, filha e sua amiga, ficam doidonas e acabam deixando a mochila cheia de “medicinais” na praia.

Ep. 03 – “Mysterious Monkeys” – agora Mark fica perturbado por descobrir que o pai morreu de AIDS e não de câncer; Armond (Murray Bartlett) se vinga arranjando um passeio de barco “romântico” junto da senhora que vai jogar as cinzas da mãe no mar.

Ep.04 – “Recentering” – e não é que a mãe de Shane (Jake Lacy que já foi rival do Andy no “The Office” e usa um boné de Cornell ;) veio “visitar” a lua de mel? Belinda (Natasha Rothwell) finalmente estava com esperanças de ter um negócio próprio, mas Tanya está mais interessada num outro hóspede do hotel. E não é que Armond conseguiu drogas, Dillon do coque de cabelo sua tara e ainda ser pego por trás – ou, enfim, sem trocadilhos infames.

Ep.05 – “The lotus-eaters” – o título e Armond fazem referência a um poema que tem a ver com um poema sobre um pessoal que come uma planta e fica meio “letárgico”, meio que no mundinho próprio – bem apropriado para o pessoal retratado nesta série, né? Paula (Brittany O’Grady, muito bonita) arma contra os Mossbacher para seu ficante local ter uma chance de ir contra o sistema; mas justo quando vão finalmente mergulhar, aquela confusão – muito engraçado o Kai na hora se passando por ladrão!

Ep.06 – “Departures” – Rachel (Alexandra Daddario, realmente uma beldade) decide desistir do casamento por não querer ser esposa troféu, enquanto Armond chuta o balde geral sabendo que será demitido e caga pro Shane (literalmente!). Mas finalmente descobrimos de quem é o corpo embarcando no avião, visto no início da série. E tudo acaba como tinha que ser, praticamente todos os ricaços brancos ilesos – enquanto os “subalternos”… Apenas Quinn (Fred Hechinger), que aprendeu à força a largar os eletrônicos, decide por uma mudança.

***

E o que isso tem a ver com budismo?

Talvez o mais óbvio seria eu mencionar e falar sobre a flor de lótus, que é símbolo budista. Mas existem outros pontos que achei mais curiosos. Quando Kai, um dos locais havaianos, conta algo da sua história, eu me deparei surpresa por já ter ouvido falar do tal rei Kamehameha em uma das palestras do nosso fundador e mestre… Mas algo mais divertido ainda foi a personagem da Tanya interessada num cara e ter explicado para Belinda sobre ser um processo demorado e cansativo até a outra pessoa descobrir realmente o que tem lá no fundo, passando todas as camadas externas – como um cebola. E não é que em outra palestra dos meus estudos budistas, houve uma comparação com a cebola e suas camadas? Que poderíamos imaginar nossos níveis de consciência como as camadas, que vão da mais interna até a mais profunda, o âmago, o cerne, que talvez ninguém consiga ver, é difícil descamar/descobrir. Temos a consciência dos sentidos, moldada pelo nosso mundo físico e nossas impressões pelos nossos cinco sentidos corporais (visão, audição, olfato, paladar, tato); mas existem o “sexto sentido”, o “sétimo sentido”, que se referem a outros tipos de consciência… é algo meio complicado, mas fica aí o pensamento.

Tudo em família – season 7

Aproximando-me de um marco na idade desta vida terrena, decidi fazer uma retrospectiva de alguns trabalhos do Leonardo DiCaprio. Quem já me conhece há muito tempo sabe que sempre me moveu um grande amor pelo Leo, quase que inexplicavelmente, afinal, já faz quase 30 anos que acompanho sua trajetória, praticamente desde que me entendo por gente. E apesar de tantos acontecimentos – profissionais, pessoais, são tantos momentos melancólicos meus e tantas modelos dele – sempre continuei tendo o Leo como “companhia” para meus próprios devaneios. Talvez isso continue até o fim da minha vida, bem como as imaginações de fazer cinema em Hollywood que provavelmente nunca acontecerão concretamente, mas sempre existirão enquanto eu viver, aparentemente. Portanto, nada mais apropriado esta “retrospectiva”, como se eu revesse assim minhas próprias desventuras; além de se configurar num projeto pessoal meu que não cabe (não sei?) muito bem explicar por aqui.

Desse modo, lá no início da carreira, ainda adolescente jovenzinho, Leo participou de muitos testes, chegou a fazer propagandas, algumas pontas em séries como “Roseanne” e teve um papel em “Parenthood” (a primeira versão em série), e um outro em destaque na última temporada de “Growing Pains”. Essa série fez muito sucesso em seu canal, mas depois de 6 temporadas naturalmente já tinha perdido muito da audiência e decidiram incluir um personagem novo. Porém, o próprio ator que faz o Ben (Jeremy Miller) admitiu uma vez que não via sentido em inserirem outro da mesma idade que ele – e pra mim fica claro que ele deve ter reclamado na época, porque depois de um grande destaque de Luke, tem aquele episódio que é todo voltado para Ben, e tem até mesmo diálogo explícito de Ben reclamando que o garoto veio e estava ganhando atenção que deveria ser dele.

Enfim, a série terminou na sétima temporada – esta última; e eu realmente pulei todas as outras temporadas porque eu queria ver o Leo, haha. Eu já tinha visto alguns episódios perdidos aqui e acolá na época em que morava no Japão e passava num canal aberto. Aliás, interessante que eles tinham já o sistema SAP lá, e eu ouvia em inglês, sem legendas. Mas agora eu realmente consegui ver todos os episódios da última temporada inteira. E como é tudo bem situacional, a gente nem precisa ter visto as outras temporadas para entender a série e a dinâmica da família.

Acho que o Leo está bem, seu personagem é até bem denso para uma série familiar dos anos 80/90, ele faz o filho adotivo da família Seaver, um garoto que vivia nas ruas. Lá pelo final, a produção deixou ele sair para poder fazer o primeiro filme importante na carreira dele, “O despertar de um homem” (This boy’s life/1993)***.

A série sempre tratou sobre as dificuldades de criar os filhos, mas com bom humor; com a mãe Maggie (Joana Kerns) que era jornalista e nesta temporada volta à carreira; o pai Jason (Alan Thicke, que no Canadá já era conhecido e me surpreendi com sua veia para comédia física também); o irmão mais velho que só apronta, Mike (Kirk Cameron, que foi o que ficou mais popular com a série); a irmã inteligente demais, Carol (Tracey Gold, que no final desta temporada ficou afastada de alguns episódios para tratar da anorexia); o irmão mais novo Ben e a caçulinha Chrissy (Ashley Johnson).

Parece que o diferencial desta série é que o casal principal realmente aparecia como um casal afetuoso, em que um ama e respeita o outro. Li uma curiosidade de que na China fez muito sucesso porque era bem diferente da realidade dos casais de lá e foram tidos como um casal modelo, pais que todos queriam ter. Isso me lembrou até “Friends”, que também o pessoal fala que são os amigos que gostaríamos de ter em NY. Bem, não sei se posso dizer isso, mas é uma série leve, agradável e tranquila de ver, com algumas pequenas surpresas aqui e ali. Os atores principais fizeram duas outras “reuniões” como os Seaver anos depois.

***

Ep. 01 – Back to school

Carol está de mudança para morar no dormitório da faculdade, é o primeiro dia de aula para Chrissy e Ben tenta dar umas dicas, Mike aceita a oferta do pai em dar aulas em vez de pegar o crédito em Psicologia como o pai. No final do dia todos reclamam com a mãe que foi o pior dia, inclusive Ben na linha de frente dos nerds comendo gelatina verde, e Mike quer largar o serviço de professor, porque os alunos fizeram ele de bobo ao falar de gravidade. Porém, no dia seguinte ele consegue entender como uma pena pode cair na mesma velocidade de uma moeda provando o experimento junto com o garoto que o desafiara várias vezes no dia anterior, Luke (Leo!!! Yey!).

Ep. 02 – Stop, Luke and Listen

Mike tem um jantar marcado com a família e a namorada modelo, a mãe está desde as 5 da manhã preparando um pão e a namorada até interrompe uma aula em dúvida sobre o melhor vestido, que acaba sendo igual ao da mãe dele (aliás, que vestidos horríveis usavam nessa época, hein). Mas Mike acaba envolto com outro problema, descobre que Luke não tem onde morar e estava dormindo na escola, roubando comida com avental de uma lanchonete; perde o jantar, em que a namorada acaba tendo uma dieta estranha de não comer nada, nem o pão com fermento nem água da torneira, nem nada que tenha rosto (e eu pensei: “e aquelas batatas smiley?” hahaha) – mas foi engraçado a irmãzinha mais nova perguntando de onde vem os alimentos. Também engraçado o diálogo em que o diretor da escola está falando do gato, e comenta “mas aqui é uma escola, não podemos ter crianças aqui!”. Mike acaba levando Luke para a casa dele, acordando Carol, que ainda não consegue entrar no próprio quarto da faculdade.

Ep. 03 – In vino veritas

Apesar de ser contra a princípio, Carol tem coração mole e acaba deixando Luke ficar uns dias na casa, até que encontre pais adotivos novos. Luke faz panquecas, lava bem o carro, e nós testemunhamos o ataque de Ben ao cão de pelúcia da Carol, sendo que a cada interação com um membro da família, ele conta uma história diferente sobre sua infância; até que encontram várias garrafas de vinho vazias no lixo… Enquanto Ben tenta entrar numa sessão de cinema proibida pra sua idade, vão ter uma conversa com Luke, que finalmente é sincero ao contar sobre o padrasto alcoólatra e abusivo (xenti! Dá até vergonha, ver o Leo novinho fazendo uma cena tão gratuita assim!)

Ep. 04 – Paper Tigers

Jason aparece na TV por ter participado de um caso famoso e recebe a proposta de uma coluna no jornal. Acontece que Maggie conhece o editor e quando vai negociar melhor os termos do contrato de Jason, Doug oferece a ela uma coluna sobre eletrodomésticos. Devido a problemas de orçamento só um dos dois vai poder ficar com a coluna e a competição acaba deixando-os nervosos a ponto de cada um dormir do seu lado da cama no chão! Enquanto isso, Ben experimenta o charme de Clark Kent de óculos, a família tem que comer um montão de waffles  porque Maggie tem que experimentar os aparelhos para escrever.

Ep. 05 – The young and the homeless

Mike tem um pequeno papel numa novela na TV e está prestes a conseguir um papel maior, com falas. Surpreendentemente, Ben acompanha a novela, como Carol nem liga, Mike pede para ela opinar sobre sua atuação, e quando as meninas amigas da colega de quarto que gostam de novelas ficam sabendo, Carol acaba espalhando o nome do assassino que era para ser secreto. Depois de conhecer os Kimball, que parece ser um casal ótimo para adotar Luke, o garoto tenta fugir para a Flórida (escondido no banheiro do ônibus!), porém Mike prefere perder sua chance na TV do que o amigo, e vai até ele, procurando convencer a mãe que Luke deve ficar – e estragando todo o esquema de Carol levando as amigas pra ver a gravação do episódio da novela.

Ep. 06 – Jason sings the blues

Luke tem medo de médicos e Jason descobre que tem hérnia, precisando passar por uma cirurgia justo no final de semana em que precisa organizar um jantar de gala para um médico que ele admira muito e deve ser o homenageado da noite. Mike fica encarregado de ligar para todos os fornecedores, por sua vez passando as tarefas para Ben e Luke – que quase se esquecem no empreendimento de se barbearem! ha! Mesmo com Jason de volta em casa, ele não consegue ligar, pois Maggie faz questão que ele descanse e todos jantam na sala após seu show de comédia física. Desse modo, os músicos clássicos são substituídos por mariacchis que também sabem se apresentar em bar mitzvahs, apesar dos smokings e vestidos longos, a comida é costeletas com milho e purê de batatas; e pra completar a noite desastrosa, Jason toma dose dupla do remédio e fica todo tonto, canta e faz piadas idiotas no palco…

Ep. 07 – The kid’s still got it

os garotos estão se preparando para um final de semana livre de todos assistindo a qualquer bobagem na TV e comendo porcarias, quando… a irmãzinha mais nova é “devolvida” por ter contraído piolhos e daí eles ficam com a missão de limpar a casa toda e inclusive lavar e girar cada ovinho dos cabelinhos cacheados dela… Enquanto isso, Maggie tem como companhia Carol, pois Jason não quis visitar um retiro “para velhos” sobre o qual a esposa precisa visitar e avaliar; e justo neste final de semana está acontecendo um encontro para jovens, então Maggie é paquerada por um jovem tímido, mas que é muito bom de dança. Carol quase cai na lábia de um conquistador barato e Jason se lembra de que às vezes temos que fazer coisas que não gostamos muito para vermos quem amamos felizes.

Ep. 08 – There must be a pony

Os Seaver estão com novos vizinhos, que parecem ser bem de vida – e arrogantes, mas mesmo com a vizinha não sabendo que fogão tem que ser limpo, Maggie diz a Jason para irem na festa à fantasia que vão dar. É o primeiro dia de Luke numa escola regular e Mike pede a Ben para ficar de olho, enquanto precisa aprender a fazer um monte de doce até o final de semana. Eis que Luke é bem popular, ganhando sorriso da Sasha (Hillary Swank!) e parça do valentão da escola que questiona Ben sobre seu voto para o baile na escola, sendo que ele é o presidente do clube de xadrez e não está muito animado com sua posição nessa festa. Chrissy reclama com os pais que ela quer ficar acordada, tem até um pesadelo em que todos se divertem muito com roupas de boneca, comendo bobagem e um pônei (!), então Jason tem a ideia de deixá-la acordada para ver que nada demais acontece à noite. O problema é que justo na noite em que ela fica acordada, tudo casa de acontecer: Mike percebeu que fez doces demais e o evento era em outra data; os vizinhos com fantasias da festa ao lado vem pedir para usar o banheiro (inclusive fantasia de pônei!); Luke acabou armando para que o pessoal concorrendo à vaga de show de talentos na escola viesse para ganhar voto do Ben… e pelo jeito Chrissy nunca mais vai dormir cedo!

Ep. 09 – The big fix

Jason lembra Ben de sua obrigação em limpar o quintal de casa das folhas, mas como quer ir com o amigo ver um filme pela sexta vez, decide usar um aspirador de pó que sua mãe trouxe para testar e escrever sua coluna – claro que vai dar ruim. O amigo ajuda a consertar o aspirador, mas quando Maggie vai testar, a potência é muito fraca e nem consegue sugar uma bola de boliche nem tirar o pó do carpete. Enquanto isso, Mike tenta dar um conselho a Luke, que está interessado numa garota, mas nunca teve um encontro antes na vida. Na sorveteria, o garoto acaba inventando várias mentiras – de dono de iate a príncipe da Mongrávia. Até que Jason faz Mike perceber que Luke não precisa se esconder do passado e ter orgulho de quem pode se tornar. Mais uma vez o amigo de Ben mexe num aspirador, mas era um novo que Maggie tinha pegado e a potência fica tão forte que destrói a parede da casa. O editor do jornal explica que não pode explicar a crítica negativa de Maggie e ela decide participar de um programa de TV para denunciar essa grande empresa, finalmente Ben percebe que não tem jeito e conta a verdade para Maggie, que acaba transformando a reportagem em uma propaganda do aspirador.

Ben: que este poder nunca seja usado para o mal!

Ep. 10 – Home Malone

A família está na casa da mãe de Maggie, para arrumar as coisas para venderem a casa, contando com a “assombração” do falecido marido. Enquanto Jason se atrapalha com os vários consertos pela casa, Carol fica procurando um lugar sossegado pra dormir, Mike tenta levar a namorada para passear (com Jason percebendo logo de cara que ele não se machucou) e ela se magoa ao saber que a carta escrita pelo avô não era real; a mente da avó parece estar muito bagunçada até mesmo para morar sozinha na Flórida. Até que Luke prova que ela consegue consertar uma torneira sozinha e a avó toma coragem e se sente confiante para continuar na casa.

Ep. 11 – Bad day cafe

Mike fica sabendo que o pai de Luke reapareceu e quer levar o garoto para rodar as estradas com ele; depois da tentativa de Ben se passar por um frágil rapaz e uma conversinha com o pai, Mike leva Luke para ver o pai. Luke tinha criado uma imagem de um agente secreto, ou algo do tipo, alguém que tinha algo importante para fazer e não apenas um inconsequente (é ótimo ver Leo tendo a chance de atuar trabalhando com algo mais complexo, falando de como tinha medo nas ruas e então recusando ir com o pai).

Ep. 12 – B=MC2

Ben fica chateado que ninguém o acha inteligente o suficiente para tentar uma espécie de teste mais avançado para uma futura universidade; incluindo o diretor da escola, o próprio pai e Carol, num ataque de nervos infundado por causa de Dwight, o carinha que dançava bem naquele hotel que ela visitou com a mãe. O rapaz se mudou para ficar na mesma vizinhança de Carol e eles se dão super bem, até ela levar muffins na manhã seguinte e dar de cara com uma bela moça na porta (que era a irmã do rapaz). Mike consegue tirar foto do diretor em roupa colante amarelo banana, enquanto Luke se prepara para ficar com o quarto de Carol, cuja colega de quarto decidiu ir trabalhar na África. E Ben consegue afinal fazer o teste – que não tinha a ver com strippers, mas bombas?

Ep. 13 – It’s not easy being green

Carol fica com ciúmes da nova assistente do Dwight, e entre outros comentários, leva Mike a ficar com ciúmes de Kate e o fotógrafo para uma capa de revista, com sessão vestindo biquini – a conversa de Ben e Luke: “queria ser é esse cara que passa óleo”/”queria ser esse óleo”! Jason é muito meticuloso em relação à árvore de Natal, engraçado a mãe dizendo pra Chrissy que ela fala que quer salvar o mundo, com a pequenina podem plantar depois (sim, um pensamento mais ecológico no Natal, gostei, mães sempre tentam, né). Mike acaba indo pra Jamaica e ganha um soco do fotógrafo, enquanto o outro da escola terá que enfrentar crianças com serras elétricas (!? whaat? que horror!). Mas finalmente o doutor Seaver cede nas decorações para unir a família e Carol e Mike fazem as pazes com os respectivos parceiros.

Ep. 14 – The call of the wild

Mike não quer deixar Kate pagar pela viagem para esquiar e acaba concordando em pegar um lugar para 20 pessoas por um quarto de graça; com a ajuda de Ben ele acha que conseguiu o time de xadrez e faz Dwight concordar em dirigir um ônibus levando Carol com ele. O problema é que Ben na verdade chamou um outro grupo pra se divertir que é super bagunceiro, Carol torce o pé e não pode ajudar a cuidar do pessoal, não há neve suficiente para esquiar, e tem um carinha da língua verde que dá em cima de Kate! A vigília de Mike nos dormitórios com o abre e fecha das portas com meninos e meninas querendo cruzar o corredor e ir para os outros quartos até que é engraçada, mas Kate definitivamente não conseguiu seu final de semana diferente e romântico… Pra completar, no dia seguinte neva um monte e não conseguirão voltar, sendo que por mais uma noite o hotel vai cobrar e Mike vai ter que pedir dinheiro emprestado pra Kate…

Ep. 15 – Honest Abe

Por acaso, Luke encontra na estação de trem um conhecido da época das ruas, e os outros rapazes da família descobrem que ele fará aniversário (mesmo dia do Abraham Lincoln!). Então a família decide dar uma festa, apesar da relutância do garoto: Chrissy  escolhe uma faixa do pequeno pônei, Jason arranja uns chapéus em promoção nada a ver, Mike traz de presente o amigo das ruas como convidado. Barney mostra um truque de cartas, ia sair correndo pra fazer as necessidades quando Maggie diz que pode usar o banheiro no segundo andar; Luke o peta mexendo na caixinha de joias e se envergonha por acusar o amigo de algo. No início do episódio vimos Chrissy brincando com um anel para sua baleia, então fica a dúvida, mas quando some o anel da família de Maggie, Luke não tem dúvidas e diz até que vai chamar a polícia, Barney diz que ele não é um filho verdadeiro, nem vai conseguir ir pra faculdade, vai acabar voltando pras ruas. Luke ganha o anel de volta no jogo de cartas, sendo esperto e desbancando o trapaceador de modo que a família não perceba a trapaça. Ao final, depois de vários presentes legais, incluindo fitas do Ben, walk-talk (ah, os anos 90!), um desenho da família de Chrissy, um livro filosófico de Dwight (que passa o episódio com saudades de Carol, que viajou para pesquisas na Inglaterra), e… uma poupança para guardar grana pra faculdade.

Ep. 16 – Vicious cycle

Luke começa um novo emprego e o “chefe” dá carona com sua moto rock’n’roll; como anda chegando tarde os Seaver estabelecem um limite de horário para ele chegar à noite. Usando metáfora de cavalos, Mike tenta ajudar os pais a entenderem que essas proibições não estão com nada, até que ele acaba por ajudar Luke a fugir do castigo para ir a uma festa e o próprio Mike fica só imaginando os perigos do que pode acontecer. Engraçado eles encenarem mesmo: Luke no hospital coberto por penas, num bar todo bad guy bebendo cerveja e jogando sinuca, na prisão falando com o padre que entrou pra uma vida de crimes… Quando volta, Mike o deixa de castigo de verdade, por um mês, enquanto os próprios pais que voltam de um jantar teatral deixariam só 2 semanas; mas todos ficam com dó: Maggie traz sobremesa a mais, Jason uma TV portátil, Mike aparece na janela!

Ep. 17 – Menage a Luke

Ben idolatra Sasha, uma garota da escola, quem gostaria de levar ao baile, enquanto despreza outra garota, Cheryl, com quem deve fazer um trabalho de história. Mas quando Luke se dá bem com Sasha conversando sobre Cristóvão Colombo (! é até engraçado mesmo, imaginar um talk-show), e ela diz para Ben que prefere ir ao baile com Luke, e Sasha o dispensa na frente da escola toda, Ben fica com ciúmes e começa a brigar com Luke até por cogumelos – até que Luke ouve Ben reclamando que finalmente achava que iria sair da sombra do irmão e surge esse carinha que é mais inteligente, parece melhor no suéter e ganha conselho de Mike… Quando Cheryl aparece novamente e Ben fica sabendo que Luke a dispensou, os dois garotos conversam e fazem as pazes, Ben diz que Luke não precisa retribuir, que é parte da família. Enquanto isso, Chrissy também tem sua primeira tarefa escolar, de contar sobre a profissão dos pais, e claro que faz uns desenhos e muita confusão!

Ep. 18 – The five fingers of Ben

Ben está cansado de ser importunado por um valentão que ficou com seu boné, Razor, e decide fazer aulas de karatê – só não entendi por que a bandeira da Coréia?! O legal deste episódio é que vai imaginando Ben em cenas parecidas com aqueles filmes de luta asiáticos cuja dublagem sempre fica fora de sincronia! E daí tem umas lutas com efeitos bem podres, ou parodiando mesmo. É engraçado também quando Maggie realmente dá um soco e acaba machucando Ben, que quase desiste, mas depois de continuar as aulas, e o tal do Razor querer azucriná-lo e roubar sua jaqueta, Ben consegue se controlar sem parecer um covarde e também sem ceder à violência.

Ep. 19 – Don’t go changin’

Ben ficou encarregado de fazer um vídeo para enviar a Carol, que está passando alguns meses na Inglaterra. Ele filma Maggie fazendo comida e Chrissy contando que foi ver “A bela e a fera”, mas a primeira versão do vídeo fica cheia de cenas inseridas de clássicos (bem legal, pra quem gosta de edição!). Daí a mãe pede para ele ler a carta de Carol. Mike também está recebendo um amigo de adolescência, Eddie, com quem já aprontou muito. Só que agora Mike já fica temeroso por ele ser uma má influência para Luke. Quando conseguem entrar numa boate com identidades falsas, Mike vai buscar Luke e acaba ofendendo Eddie, que mais tarde admite, numa conversa mais séria, que gostaria de já ter se encontrado na vida… Os dois acabam jogando basquete só com roupa de baixo num super frio, e Ben faz um vídeo mais afetuoso para Carol.

Ep. 20 – The truck stops here

O pai de Luke decide vir visitar o filho, após muitos cartões postais não respondidos; Mike receia que George queira levar Luke embora, mas o próprio desdenha bastante o pai. Quando as costas de George emperram, fazendo a família descobrir que ele não deveria mais dirigir caminhões, por um lado Jason e Ben saem pra entregar a carga de tomates; e por outro, Luke tem a chance de botar tudo pra fora conversando com o pai: o que havia de errado, que George estava fugindo da realidade assim como fez com o filho… Na manhã seguinte, após Jason e Ben terem retornado do seu banho de tomate, Luke anuncia que convenceu o pai a vender o caminhão e trabalhar numa parada na estrada, contanto que Luke passe alguns meses junto. E a família se despede do filho adotado.

Ep. 21 – Maggie’s brilliant career

Maggie vê uma notícia de que uma ex-colega vai ganhar o prêmio Pullitzer e se enraivece porque não entende como chegou tão longe enquanto ela não conquistou nenhuma realização “importante”. Decide pegar um item de uma lista antiga com objetivos que ela tinha quando jovem, para sair da sua zona de conforto: rapel na montanha! E vai levar Jason com ela! Enquanto estão fora, Mike quer aproveitar para ganhar dinheiro alugando a casa para uma equipe de filmagem, e Ben quer dar uma super festa… Nesse embate dos irmãos em enganar os pais (Mike sem sucesso também em ganhar grana do pai para cobrir um livro perdido porque Ben chegou primeiro), nenhum consegue o que quer. Luke liga contando um pouco do café na estrada que o pai está arrumando – sem falar a verdade, que a espelunca está desabando… E depois de se agarrar na rocha com medo, se enroscar e Jason ter que descer para ajudar, Maggie consegue afinal descer a montanha; para chegar em casa e admitir que, diante da morte, o que lhe é mais importante ela tem de tudo – carreira e família.

Ep. 22 – The wrath of Con Ed

Carol está de volta e conseguiram convencer Mike a um jantar dos dois casais, quando chegam na casa de Dwight, é tema medieval. A babá de Chrissy cancela e Ben tem que ficar para cuidar da irmã em vez de uma corrida num carro irado. Maggie e Jason saem para uma noite romântica, só que cada um preferia ficar em casa com seus devidos afazeres, mas não querem magoar o outro. Nessas, ocorre um blackout e cada par fica preso tendo que lidar com suas diversas situações. Kate não pode comer o prato principal do jantar, apesar de Dwight ter cortado a cabeça fora quando Carol disse que ela não comia nada com um rosto, acaba comendo muita sobremesa cheia de álcool e adormece; está ficando frio e vão pendurar cortinas de tecido, Mike e Carol discutem por que um não pode aceitar o parceiro do outro; Dwight vai tocar algo e todos cantam juntos até que volta a luz e a porta elétrica se abre. No caso de Ben, Chrissy o culpa pela falta de energia e não entende que o aquecedor não pode ser ligado, nem a Tv, Ben a enche de roupas, mas ela precisa ir ao banheiro; mas quando a luz volta, ela prefere continuar perto do irmão. E os pais ficam presos na estrada, brigam porque nenhum dos dois queria sair, relembram o primeiro encontro e finalmente aproveitam o tempo sozinhos…

Ep. 23 – The last picture show – Part I

Penúltimo episódio da série toda! A conclusão foi dividida em duas partes. Nesta primeira, Maggie conta a Jason sobre uma proposta que ela recebeu, para uma senadora, que seria uma chance única na vida; porém, para aceitá-la, eles precisarão se mudar para Washington DC. Jason fala para ela que ela já se dedicou por muitos anos à família e que agora talvez seja a hora de se dedicar em algo para si. Eles vão conversar com toda a família para ver a opinião dos filhos. E assim, conforme cada um pensa sobre a situação, vão relembrando alguma cena engraçada do passado. Ben é o primeiro a ser contra a mudança, diz que vai ficar na casa do amigo Stinky até terminar o ensino médio, quando Mike vem conversar que numa escola nova ninguém já vai conhecer os “esquemas” que o próprio Mike já aprontou. Carol diz para Chrissy que elas ainda vão se ver muito, mas depois admite para a mãe que é uma mentira e provavelmente vão se distanciar na realidade até que elas vão até esquecer do aniversário! Entre outros comentários, além da negação inicial de Ben, Maggie fica sentindo que não está pensando na família, somente nela própria, apesar de Jason argumentar para que ela aceite, fica balançada sobre a decisão.

Ep. 24 – The last é o último episódio da série, Maggie realmente decide pela mudança – com Ben ganhando um carro!? Com a notícia, Mike meio que surta e pede Kate em casamento pelas razões erradas, tendo que se desculpar depois vestido de presente! Ele e a irmã Carol também conversam e sabem que apesar das picuinhas podem contar um com o outro. Dentre todos os momentos relembrados, pudemos rever cenas de Ben, Mike e Carol mais jovens ou ainda criança. E na casa já vazia, os Seaver vão ter sua última refeição juntos naquela sala, as meninas estendem um pano no chão e os garotos trazem pizza, cada um relembra algum momento vivido ali. É a despedida, da casa e dessa família quem o público da época acompanhou por vários anos.

“Hello, there”; The umbrella academy; Starstruck… e Dix pour cent!

E lá se foi o mês de junho e eu também queria ir ao cinema vestida de terno preto, posso? Mesmo sendo velha? Aliás, que delícia saber que o primeiro filme visto pelo filho do Tarantino é do Gru e seus amiguinhos amarelos, eu também já vi Peppa Pig com minha filhinha, Taranta.

Por incrível que pareça, nesse mês que passou deu para eu ver algumas séries! Honestamente, não sei como, não sei explicar o que aconteceu. Porque a minha filhinha ainda continuou doente com as viroses, foi pouco na escola, teve até infecção de ouvido e um exame de eletroencefalograma que tivemos que ir quatro vezes lá, porque a criança precisa estar dormindo e ela não dorme mais tão fácil não… E, mesmo assim, consegui ver algumas séries. Não vou deixar todos os detalhes de cada episódio aqui, mas só alguns breves comentários, como registro particular mesmo.

(! E, portanto, lembro mais uma vez que este blog não acredita em spoilers)

Obi-Wan Kenobi – season 1

Ai, meus santinhos, que os fãs de Star Wars sempre podem querer me linchar, mas eu não sou tão entusiasta assim desses derivados de Star Wars. Tudo bem, adorei as duas primeiras temporadas do Mandaloriano, minha pequena de 2 anos e meio já sabe falar “Grogu”. E talvez o problema seja que eu estava com uma expectativa mais alta quanto a esta série, porque ia contar com o Ewan McGregor – que me parece não ter sofrido alterações digitais de idade. Daí, já viu, desgostei bastante. Pra mim, tem vários buracos aqui e ali na trama, não entendo como um senador pode ter a filha sequestrada e não poder contar com nenhum exército ou mais ninguém para resgatá-la exceto um exemplar de uma classe banida e perseguida… E por que o poderoso Vader deixaria de realmente matar algumas pessoas, por que a Terceira Irmã não concordou com Obi-wan se o que ela queria era atacar Vader, por que ela foi atrás do filho e como ela sabia exatamente qual e onde estava o fazendeiro, por que várias coisas… ai, que preguiça.

Sim, achei graça do Haja do Kumail Najiani se passar por jedi, gostei da garotinha que faz a Leia (e fiquei com invejinha porque eu bem que queria ter passado uma infância naquele lugar espetacular), gostei de finalmente Obi-Wan entender que Anakin estava morto e que foi morto por Vader. Ou seja, não foi uma perda total. Mas digamos que eu poderia dizer que o melhor da série pra mim foi ver ele dizer para o jovenzinho Luke, “Hello, there” – pra felicidade geral da legião de memes também.

The umbrella academy – seasons 2 e 3

Nem lembro se cheguei a comentar por aqui sobre a primeira temporada desta série, porque tem algumas que a gente vê de supetão e daí nem tiramos nota. Mas desta vez eu me superei e vi praticamente seguidas as duas últimas temporadas. O que eu lembrava da primeira é que tinha uns personagens muito interessantes – Cha Cha e Hazel (que fofo, apaixonado pela senhorinha das rosquinhas!), Cinco garoto velhinho super descolado, Pogo macaco que superou a minha decepção com “Planeta dos macacos”, irmãos adotados poderosos; tinha viagem no tempo, mas era legal, não uma bagunça generalizada que o tema pode causar, e lembrava da Vanya com seu violino e o fim do mundo.

Daí, a segunda temporada também foi uma belezura, ótimas cenas de ação, e apesar de uma repetição no tema de fim do mundo, todo o modo como foi contada e mostrada a trama para nós valeu a pena: no contexto da luta dos negros por um lugar (muuito boa a noite do protesto na lanchonete onde vimos Allison chegar e ver a plaquinha de que só serviam brancos ali); Klaus como um guru espiritual (e quem não era nos anos 60? hahaha) e deixando Ben “possuí-lo”; Diego encontrar uma doidinha pra fazer par com ele e, por que não, já que voltaram no tempo, evitar o assassinato de um grande líder?; o tema da homossexualidade com a descoberta de uma Vanya sem memória (e isso conversa muito com a vida real da ex-Ellen, hoje Elliot Page); as lutas clandestinas de um desacreditado Luther; um personagem novo louquinho – o carinha da loja de TV; outro que ganha nossa torcida – Herb; um reencontro com o pai (que tinha falecido na primeira temporada); paralelos às tramóias da The Handler pelo poder, com seus segredos; e claro, Cinco espetacular – xenti, aquela matança do conselho diretor! Pra, no final, os irmãos desandarem todo o acordo… O final da temporada também foi merecedor de palmas, com a surpresa dos poderes de Lila, os acontecimentos e de repente a pequena volta, um monte de agentes e suas maletas espalhados pelo chão…

Temporada boa demais, até os irmãos suecos foram bem aproveitados. Pra então chegar agora em 2022 e desandar o caldo. Pois é, né, é o que ficou pra hoje. A terceira temporada teve muito mais enrolação, e nem sempre por boas causas. Os irmãos vão parar em outra realidade, onde existe outra academia de heróis, os Sparrow (e todos os créditos iniciais agora incluem os símbolos para as duas casas), o pai ainda está vivo e mais tarde, descobrem que eles nunca nasceram. Parece uma boa premissa, mas não apreciei tanto a condução. Aqui gasta-se bem mais tempo em certas situações e me pareceu ter mortes gratuitas, os temas abordados de contexto também não são tão interessantes.

Allison tá uma louca porque só sofre perdas (e não se cansam de fazer ela repetir isso a temporada inteira); não existe mais o Ben pelo sacrifício do outro, daí nos sobrou um Ben dos Sparrow bem mais chatinho e que só irrita a gente, não acrescenta muito; Lila dropa um filho falso pra Diego por bobagem – se bem que gostei dela punk; Luther encontra o amor (tudo bem, até que é bonitinho mesmo e eles querem unir os irmãos e talz); alguns cortes de cabelo pra mostrar transformação interna de personagem, Vanya->Victor; um buraco negro que a mãe robô crê ser Deus, o que mais? Ah, o treinamento do pai com Klaus até que foi legal, claro que ele sempre teve poderes e potencial pra fazer mais, oras. Teve o personagem do Harlan que era bom e morreu inutilmente. Como outros irmãos Sparrow também. Sério, olha minha desanimação, até Cinco parecia estar de férias, com a cena mais interessante dele encontrando ele próprio velhíssimo numa câmara (e sem um braço, notem!). Ah, claro, a direção de arte foi acertada trabalhando os elementos dos dois hotéis, do Oblivion e os samurais guardiões. O embate de dancinha Footloose no início foi uma piada, mas já deu a deixa pra todo o resto: divertido, mas sem tanta graça quanto pretendiam.

E quase esqueci de comentar! Como achei fantástico que as ilustrações das HQs originais são de um brasileiro, Gabriel Ba! Lembrei de um outro artista que conheci anos atrás, que chegou a fazer animação até e fui atrás pra saber como andava, está é mochilando pelo mundo, fazendo tatuagens na Tailândia! Xentiii! Que tudo, ele sempre fez várias coisas que eu queria ter feito (inclusive trabalhar numa videolocadora), living the dream.

Starstruck – season 1

Só para dar uma aliviada no baixo astral que a terceira temporada me deixou, deixa eu comentar um pouquinho desta série de comédia romântica – sim, elas existem! É diferente de novela, é série, mas não é sério, é comédia, mas é… romântica, hehe.

Acho que a atriz que faz a protagonista Jessie, Rose Matafeo, deve também ser comediante standup? Ela também é a criadora da série, que se passa na Inglaterra, e sua personagem também é neozelandesa (ou estou confundindo? Porque a atriz é, mas em certo episódio ela avalia um sotaque australiano – e, euzinha, tão humilde, nem consigo identificar a diferença dos sotaques… T.T).

Só por esses detalhes eu já acho interessante acompanhar, mas a narrativa fala comigo por um motivo de projeto meu particular. A historinha é de uma garota que se apaixona por uma celebridade do cinema; ela trabalha como babá e num cinema – e como assim não reconheceu então o famoso ator, não é mesmo? Culpando o álcool… O tema já foi tratado em “Um lugar chamado Notting Hill” (1999)**, que eu até gosto, só não gosto muito da Anna ser meio que casada e não ter muita explicação sobre isso, o personagem do Hugh Grant vai lá no set de filmagem e ela nem aí, ao que parece.

Nesta série, o assunto é abordado com boa dose de realidade, e muito humor, o que torna acompanhar os episódios bem mais prazeroso. Os diálogos são bem divertidos e reais, a protagonista não tem nada de padrões de beleza hollywoodianos, e gosto que o ator seja famoso e confrontado pela agente por essa expectativa da sociedade. Os personagens coadjuvantes também tem um quê cômico acertado, como a colega de apartamento e o carinha que trabalha junto e tem uma paixão platônica pela Jessie – muito bom a solução de ele listar todos os defeitos dela!

A série é curtinha, 6 episódios de 20 poucos minutos na HBO Max, dá pra ver de boinhas. Por falar nisso, adoro esta onda atual de menos episódios – eu não tenho mais paciência pra 20 e tantos episódios de 1 hora ou mais para uma temporada – sim, senhoras e senhores, não vi e nem verei a última de Stranger Things, pelo menos por ora.

Dix pour cent – um episódio!

Outra indulgência da semana passada, como estou planejando pegar um pouquinho só do Festival de Gramado este ano (50 anos!), queria ver algo de festivais de cinema, e vi um vídeo do Pablo Villaça em Cannes, daí pensei: por que não? Por que não pular a temporada toda que trata de uma agência de talentos para um episódio que mais me chamou a atenção? Eu vi o “Juliette”, sexto da segunda temporada. É uma série francesa, não sei, mas parece que já tem até versão em inglês da série (assim como “Betty, a feia” já foi refeita múltiplas vezes em diferentes idiomas e países). Eu quis ver a original, pelo simples gosto de ouvir esse outro idioma que acho lindo, o francês. Neste episódio, o pessoal da agência vai a Cannes, e nesse suposto ano Juliette Binoche, super dama do cinema francês e internacional, é quem vai abrir o festival. Bem engraçado, no IMDB é um dos episódios mais bem avaliados. Nem conheço direito os personagens, mas deu pra sentir alguns dos dramas deles, da agente grávida do chefe que não sabe o que fazer à secretária que desiste de uma viagem e sofre porque a esposa estará na área, da jovem recepcionista que só quer saber de aproveitar ao máximo a croisette à jovem assistente encorajada pelo pai a encontrar seu caminho de volta, todo o burburinho desse que é um dos mais importantes festivais (senão “o” mais), é um deleite. E Juliette está maravilhosa como sempre, até como ela mesma, que preferia um terninho, tem que defender o papel das mulheres nesse mundo e dar um discurso digno de estrela. Merveilleuse!

Joe contra o vulcão

(Joe versus the volcano/1990)**

Historinha: Joe descobre que só tem 6 meses de vida e aceita a proposta de um milionário para pular em um vulcão.

Taí um filminho meio bizarro, que às vezes erra o alvo nas suas tentativas cômicas, mas também consegue gerar algumas risadas – melhor do que muitas das comédias românticas que já vi por aí…

No início, a realidade patética de Joe (Tom Hanks) me fez até acreditar que aquele seria um futuro distópico, com aquele monte de gente vestida igual deixando rastros de lixo. E todo o decorrer da trama sempre me deixou com um pé atrás se no final da jornada ele não acordaria em sua cama – muitos momentos parecem indicar coisas fora da realidade que só aconteceriam num sonho – mas cabe ao espectador concluir isso por conta própria, se quiser.

Fora alguns momentos bobos (como aquela cena da pescaria), até que é bem divertido acompanhar essa aventura: o motorista dando dicas enquanto o leva às compras por Nova York, e quem compraria aquelas malas trombolhos, mesmo tendo dinheiro? (é que elas viriam a calhar!); Joe comentar com a amada que parecia já conhecê-la antes – engraçado porque as garotas principais são todas interpretadas pela mesma atriz, Meg Ryan; um diálogo com uma jovem meio perdida na vida, “não sei o que te responder”; o fato da tribo da ilha gostar de refrigerante de laranja (?!) e ter Nathan Lane dando gritos de guerra em um idioma incompreensível; Joe afirmando que nunca teve um ato corajoso assim em vida e precisa pular, Patricia querendo casar à beira do abismo e os dois sendo expelidos pelo vulcão!

Aliás, um ponto que é engraçado, mas imprevisto à época, como hoje que conhecemos a carreira de Tom Hanks, vejo relação com outros de seus trabalhos; ele à deriva com queimaduras do sol me lembrou “O náufrago” (Cast away/2004)***; e fiquei imaginando Nora Ephron vendo esse filme e descobrindo que esse seria um casal ideal para “Sintonia de amor” (Sleepless in Seattle/1883)***.

O diretor e roteirista John Patrick Shanley é bem artístico em algumas cenas, como a da grande lua, ou no quadro na saída da consulta com o dr, também já estabelecendo elementos aqui e ali, como o abajur e os romances que antecipam os acontecimentos futuros, e o constante raio que atinge o “average Joe”.

E o que isso tem a ver com budismo?

Em uma cena no barco, numa conversa entre Joe e Patricia, ela comenta sobre um pensamento do pai dela, de que todos estão dormindo e apenas algumas pessoas estão despertas e elas vivem em constante e total “perplexidade” (amazement). Associei essa fala ao estado de um Buda, que é alguém que ,”despertou” para algumas verdades do mundo e busca um estado de “nirvana”, uma espécie de felicidade plena, ainda neste mundo.

Taí, não é que eu surpreendentemente gostei um bom bocado desse filme mais antigo e menor?

Coisinhas divertidas pra se notar em “Tico e Teco: Defensores da Lei”

Todo ano é a mesma coisa… depois da maratona para o Oscar eu fico sem vontade alguma de conferir os novos filmes de Hollywood e quero é ver algum filme bom, mas divertido, que talvez seja mais antigo, mas eu acabei deixando passar.

Mas não é que um lançamento do canal de streaming Disney+ me deixou animadinha pra vir aqui e registrar algo? Que filmes de super-heróis que nada, minha gente, eu tô ficando velhinha – será que vem por aí outra crise de meia-idade? – e não tenho vergonha de me entregar à nostalgia. Se alguém por aí me conhece bem, sabe que um dos meus filmes favoritos é “Uma cilada para Roger Rabbit” (Who framed Roger Rabbit? / 1988)****, e como esse filme, que traz de volta a turminha de pequenos detetives aventureiros sensação para as crianças dos anos 90, bebe daquele – e também homenageia, que bom! O próprio Roger Rabbit estava no auge da fama nessa época e aparece dançando num clube, mas essa não é a única referência…

Aliás, que abundância de referências!!! Imagino que eles conheçam o pessoal que faz vídeos mostrando detalhes e easter eggs dos filmes, que devem pausar frame a frame… Meu povo, pra quem gosta de Disney ainda por cima, como estazinha aqui, e como a Disney hoje é dona de metade do mundo do entretenimento (incluindo aí Fox…), haja olhar para perceber e identificar tudo! Por isso, nada mais justo do que este post – mas com certeza vai faltar ainda coisas que não notei (ou não soube o nome), então se você estiver passando por aqui e lembrar de algo, deixe nos comentários que eu quero relembrar!

***

(Chip n’ Dale: Rescue Rangers/2022) ***

Historinha: assim como no filme do Roger Rabbit, imaginamos um mundo em que os desenhos convivem com os humanos, e Tico e Teco são atores que tiveram muito sucesso com sua série de detetives algumas décadas atrás, mas muita coisa mudou, e se veem envoltos num mistério para salvar um amigo em comum.

-primeiramente, os dubladores de Tico e Teco daquela época também trabalham aqui, embora nas vozes de outros personagens (se bem que a Geninha era mesmo dublada pela Tress MacNeille e o Corey Burton também fazia o Zipper). Aqui, os esquilos são atores velhos, então ganharam vozes de homem (kkk), dos comediantes Andy Samberg e John Mulaney.

-aliás, o diretor deste longa já teve outros trabalhos com Andy Samberg e estabelece logo de cara o tom de comédia para a produção.

– na vinheta da Disney, o castelo sofre umas transformações de algumas partes, em referência à máquina de transformar os estilos de animação – ah, se fosse fácil assim mudar os estilos das animações, né? kkk

-Teco (ou Dale, em inglês) acaba optando por uma série em que ele estrearia como espião; existiu mesmo uma possível série semelhante, que acabou sendo cancelada (mas não para o personagem do Teco).

-muito divertida a convenção à la Comic Con, mas com a possibilidade de encontrarmos os desenhos – gostei que o Balu é uma estrela (com o reboot em CG e por isso mesmo Teco fez uma cirurgia pra passar de 2D para 3D… não gostei muito, pra ser honesta, tem muita coisa que sou antiquada e prefiro em 2D) e ri muito quando apareceu o Sonic feio! (se bem que a piada repetitiva dos dentes não funcionou tanto pra mim).

-as comidinhas no congelador do Tico! Tem a comida congelada do herói Gelado (ou Frozone), de “Os Incríveis” (2004) ***, e sorvete da Frozen…

-que bela sacada de trama, alguém sequestra desenhos antigos para fazer versões “falsificadas” de animações famosas! Existem tantas dessas por aí que penso existir mesmo um público que consome isso, mas sempre me perguntei por quê, “no, God, no, why? No!”

-quando Tico anda pela calçada da fama, podemos ver estrelas com nomes como Lula Molusco e Chun Li. E o outdoor com o novo filme da Meryl Streep? Uma versão dela homem, assim como Robin Williams fez “Mrs. Doubtfire” (“Uma babá quase perfeita”) e ela fez um filme chamado “Dúvida” (Doubt).

-mas por que um filme Batman x ET? Competem pela lua?

-a recriação da Main Street (referência aos parques da Disney) como uma aparência de fachada! Com negócios escusos por trás, como briga de Muppets!

-“Monterey Jack é o nome de um queijo!” kkk Para o rato que não pode comer queijo…

-os gatos do detestado “Cats” no “Uncanny Valley”! E os “olhos do Expresso Polar”! kkk E olha, filme do mesmo diretor do Roger Rabbit, hein (Robert Zemeckis).

-eu podia jurar que o vilãozão Sweet Pete seria aquele vilão do Mickey (Bafo de Onça, em português, que até tem uma ponta numa das produções falsificadas), mas daí eles quebram nossa perna trazendo um Peter Pan velho! Tá, uma pergunta: desenhos não envelhecem – eles também não morrem… – como que Peter envelheceu? Voz de outro comediante: Will Arnett.

-são espertos em fazer piada com alguns clichês – como Tico querer limpar a privada antes de cair nela; querer que bichinhos fofinhos façam rap; fazer a gente desconfiar da policial;

-o banho do tio Patinhas é em moedinhas, claro!

-ponta do Paul Rudd como se ele fosse fazer um filme como “aunt man”.

-na convenção; o urso da Coca animado com o colega urso; Tico voltando ao look da série após tomar banho de loja do Indiana Jones (é claro que o visual dele é baseado no Indy, Spielberg foi produtor de vários desenhos, inclusive o deles e do Roger Rabbit); quando o capanga viking cai aparece Pumba versão CG, que também tinha a voz do Seth Rogen (aliás, nessa cena ele faz a voz de todos que aparecem).

-se como no universo do Roger a morte de um desenho seria água rás, uma borracha deve servir para tortura mesmo!

-os fogos de artifício formam uma carinha de Mickey! (hidden Mickey)

-engraçada a luta da policial com o chefe, que é feito de massinha

-após transformado, Pete fica com a cara de gato (na série o vilão era o Gatão, Gato Gordo), braço de Detona Ralph, pé de Transformer, calça do Mickey(?) e sei lá mais o quê.

-a piada dos passarinhos! No filme do Roger Rabbit, o coelho ganha pancada na cabeça, mas precisa de estrelas ; aqui os passarinhos são chamados ao trabalho!

-ok, algo meio bizarro foi a Geninha com Zipper (Bzum) e 42 filhos…mas fazer o quê

-créditos finais legais, a voz do Darkwing Duck é do Jim Cummings, que fez aqui e fazia a voz do Gato Gordo. Darkwing é o que resultou do cancelamento de uma série de pato espião, pois os direitos de “double-0” pertenciam a Ian Flemming (criador do 007).

No geral, o filme em si acaba não sendo tão original, assim como eles próprios apontam das tantas produções atuais. Aproveitam-se da nostalgia mesmo, então talvez um público novo nem vá gostar muito (e eu não recomendaria para crianças pequenas, apesar da indicação Livre), mas pra mim foi bem divertido tudo isso!

Modern Family – season 1

No final de 2021 eu me propus a fazer maratona de alguma série de comédia bacana. Como o Netflix ia tirar do catálogo “Modern Family”, foi a escolhida. Embora, realmente eu não tenha conseguido, pois afinal são onze temporadas, fica aqui o registro ao menos da primeira, que eu estava anotando enquanto via.

Aliás, aquele meu plano de ver “Fresh Prince of Bel Air” em homenagem ao Will Smith foi por água abaixo depois do Oscar, como vocês devem imaginar, depois daquele vexame desanimei total. E tinha cogitado maratona de “Todo mundo odeia o Chris”, o que também perdi a vontade no momento… Estou pensando em “Brooklyn 99”, porque Terry Crews é muito bom! Ou “A Maravilhosa sra Maisel” – mas eu já vi a primeira temporada, daí teria que rever tudo e me dá uma preguiça… Ai, ai.

Daí também chegaram as segundas temporadas de “Upload” e ” Boneca Russa”, mas eu também tô com uma preguiça de lembrar como foram as primeiras… Ai, ai. Sim, desde sempre eu soube que meu maior pecado é mesmo a preguiça – e depois a gula.

Bem, ficamos com este post só pra desovar os rascunhos inacabados e não postados!

Conhecemos uma família moderna. Um pai, Jay, é casado com uma imigrante colombiana bem mais jovem, Gloria, que já tem um filho de outro, Manny. Jay já tem outros filhos mais velhos do primeiro casamento: Mitchell, gay que já está há 5 anos com o parceiro Cam e estão adotando uma bebê do Vietnã, Lily; e Claire, casada com Phill há 16 anos, que por sua vez tem três filhos. A mais velha de 15 anos, Hailey, que só quer saber de curtir; a do meio, que é muito inteligente e estudiosa, Alex; e o mais novo, Luke, que apronta trapalhadas inusitadas.

S01e01 – Piloto

Manny quer deixar o futebol e se declarar para uma menina mais velha enquanto Jay é confundido com a velha guarda que caminha no shopping. Phil usa óleo de bebê para tirar a cabeça de Luke do corrimão e acaba se acidentando ao tentar bancar um pai ameaçador diante do primeiro garoto que Hailey traz pra casa. Destaque para a apresentação de Lily à família no estilo Rei Leão, depois de comentarem que Cam é dramático!

S01e02 – Ladrão de bicicleta

A confusão de roubos da bicicleta para Luke, e Cam não se aguentando e querendo dançar no grupo de pais.

S01e03 – Venha voar comigo

Jay acertando Phil de propósito com o aeromodelo, e Manny sendo melhor ouvinte do que um terapeuta para Claire.

S01e04 – O incidente

A mãe de Mitchel e Claire aparece dizendo que quer se desculpar com Gloria. E a canção do Dylan que ficou na cabeça de todo mundo no final!

S01e05 – Golpe do baú

As bobagens do Luke que ousa perguntar “por que não?”. O embate entre Claire e Gloria durante o churras em que Jay e Cam adoram futebol (adorei! Ele é gay e pode gostar de futebol sim)

S01e06 – Corra pela sua mulher

Baby Lily vestida de famosos pop e o desespero dos dois para abrir o carro! O poncho e a flauta sendo demais. A Hailey não conseguindo parar para a polícia.

S01e07 – Em guarda

Claire e Mitchell fazendo a rotina de patinação artística, Luke ajudando e depois arruinando uma venda do pai, Manny sendo encorajado a vencer a final da esgrima até que os pais descobrem que a oponente é órfã, tem amigas de cadeiras de roda e é diabética!

S01e08 – Grandes expectativas

A amiga loucona de Mitch e Cam, Sal, com ciúmes do jeito dela (afinal, eles a carregavam dormindo, ouviam ela chorar…). Claire tentando compensar Phil pelas surpresas de aniversário de casamento, contrata um músico (Edward Norton, minha gente!) da suposta banda que toca a canção do primeiro beijo deles. Manny a fim de Hailey tomando um expresso enquanto ela quer ir pra festa, e Jay sabe de todas as táticas e Luke acha que o avô está pra morrer.

S01e09 – Fizbo

Várias possibilidades de riscos para um membro da família estar no hospital: querendo recompensar Luke pelos aniversários anteriores muito ruins, Phil contrata um muro de escalada, Jay dá de presente um arco e flecha que acaba atingindo o pula-pula inflável, Hailey solta um escorpião venenoso com ciúmes do namorado, e tem ainda a tirolesa que Manny usa para ir salvar seu crush e o cachorrinho de bexiga que Fizbo (Cam vestido de palhaço) fez. Aliás, Phil tem medo de palhaço embora não tenha medo de muita coisa e tenha visto muitas vezes filmes assustadores como “Os caça-fantasmas”! Mas foram mesmo as miçangas de Claire na sua proposta de artesanato que fizeram Luke escorregar e quebrar o braço, ganhando um gesso e seu melhor aniversário!

S01e10 – Desenfeitando tudo

Episódio de Natal, Cam e Mitchell acabam fazendo um papai-noel feio ser demitido, com remorso o convidam para jantar, ele fala para Cam perdoar seu antigo grupo de coral, mas dá um soco no cara ruim e foge. Jay tem dificuldades em incluir tradições colombianas, mas cede com os fogos de artifício. Uma marca de queimado no sofá quase faz os Dunfy cancelarem o Natal.

S01e11 – Noite em claro

O pai aventureiro de Manny acaba “seduzindo” Jay com o baseball. Phil está com pedra nos rins e Claire se arruma após chamarem os bombeiros sexy; no hospital ele faz truques de mágica com cartas. Mitch e Cam discordam de deixar Lily chorando até dormir, mas concordam em chamar os bombeiros.

S01e12 – Na minha casa, não

Luke foi quem leu o diário de Hailey e Phil quem tinha foto de mulher pelada no computador, e o menino perguntando do tempo no final? Cam é altruísta demais e até promove uma reconciliação de casamento, eu particularmente acho também que Lily é muito nova pra um show de fantoches russos, e os dois levam embora o mordomo cachorro de Jay que Glória odeia, com as orelhas ao vento…

S01e13 – Quinze por cento

O encontro de Manny é uma garota bem mais velha que recebe uma repaginada de Glória. Claire não sabe usar eletrônicos e Phil acaba apostando que consegue ensinar Hailey (o filho mais bobo?). Mitch se vinga porque o pai chamou Cam só de um “amigo”, e Jay perde 20 mil quase insultando o amigo Shorty que parece muito gay.

S01e14 – Alunissagem

Claire vai se encontrar com uma antiga colega (Minnie Driver!) que parece ter se tornado muito bem sucedida, e ela quer lhe mostrar a família, encontrando: Phil preso no banheiro químico com bigodão após terem pichado sua propaganda, Hailey e Dylan no meio de uma briga e reconciliação, Luke após ter se sujado de bebida e Alex atrás de um rato saído das garrafas doadas pra reciclagem… Jay e Cam competem no racketball e tem um pequeno incidente no vestiário, enquanto Manny disfarça pra dedurar para Mitch sobre a péssima motorista que é a mãe. Phil faz referência ao filme do John Cusack, mas Dylan continua “dizendo qualquer coisa”! Mas a referência de Claire na troca de sapatos e “Working girl” é a minha favorita.

S01e15 – Dia dos namorados

É o dia do Santo Valentino, romance no ar para Cam, mas Mitchell está preocupado demais com um caso que ele perde, recompensando sua frustração ao defender Manny na lanchonete de milk-shakes onde seu amor platônico da vez está com o garoto que roubou seu poema. Ao ver o grande quadro que Dylan dá pra Hailey, Phil decide fazer algo diferente e brincam de fingirem serem estranhos que se conhecem num bar, até que as coisas vão mal, quando o casaco de Claire fica preso na escada rolante e eles encontram um monte de gente. A salvação é o casaco de Gloria, que acaba de sair de uma apresentação de comédia que Jay tinha insistido em ir, até que ele próprio vira o alvo dos risos pela diferença de idade.

S01e16 – Medos

A cara do Cam depois de dizer algo romântico e não ser correspondido; e como eles ficam sentidos que Lily diz “mamãe” para a médica asiática! Gloria leva Jay e Manny para pescar e vão na montanha-russa. Hailey desesperada no teste de habilitação deixa o carro sem pará-lo. Phil e Luke imaginando o que tem no porão e Phil afirmando ser um herói.

S01e17 – Que a verdade seja dita

A ex-namorada do Phil realmente dando em cima dele e passando as coordenadas do hotel; Alex sendo ruim de novo e fazendo Luke acreditar que seria levado pela mãe “verdadeira”. Mitch pedindo demissão e depois entrando em pânico. Jay dizendo que a tartaruga perdoa Manny no funeral e depois dando o fatídico quadro do que te faz mais forte para Mitch.

S01e18 – Noite estrelada

Alex descrevendo sintomas de TDHA para Luke e a gente vendo Phil se distrair até se acidentar. Ótimo corte de Van Gogh para Mitch gritando desesperado (e de novo o guaxinim ataca!?), também o vestido que ele acaba usando. Sabíamos que Cam não ia aguentar a pimenta colombiana, né. E Hailey tentando armar para a mãe?

S01e19 – Virada de jogo

É o aniversário do Phil e claro que Claire acaba dormindo de novo no sofá, e justo quando achava que ia conseguir, Mitch tenta imitar a técnica do pai num fura-fila, sendo expulsos. Gloria é muito melhor no xadrez do que Jay! Cam ouve o caso de um vizinho pela babá eletrônica. Dózinha do Phil dando risada sem ligar pra mais nada depois de uma festa surpresa no campo de beisebol da história que ele sempre conta, mas afinal ele consegue seu ipad.

S01e20 – No banco

Mitch não aguenta mais a vida doméstica e quer matar Dora, a exploradora! E Cam não quer admitir, mas sente muita falta de ser quem cuida da casa; acabam numa festinha de um ricaço arrebentando o carrão com a pista giratória e aceitando o emprego. Ninguém gosta do técnico de basquete e Jay gosta de se intrometer, mas acaba cedendo o lugar de técnico para Phil. As crianças crescem, até Alex já está adolescente, enquanto Gloria e Claire paparicam Lily e vão tomar sorvete.

S01e21 – Viagem com Scoug

O pai de Phil, que adora ficar fazendo piada, traz consigo um cachorro que vem pra abalar Claire, e como conseguiram colocar Luke naquela grade!? Jay leva Manny para ver o filme de um antigo amigo do filho, só que é terror e Manny fica muito impressionado, ainda mais com a campainha quebrada e o ator batendo na janela mostrando o facão! A banda de Dylan precisa de um baterista substituto para não perder o próximo show, Cam se empolga e fica muito tempo no seu solo…

S01e22 – Aeroporto 2010

A técnica cômica de repetir realmente funciona com Gloria até o final falando “surpresa” para Jay, tornando os planos de viagem de aniversário dele cada vez mais frustrantes; “e de onde as pessoas acham que vem o dinheiro da Gloria?”. Mitch esquece a carteira e Phil o leva, e ainda descobrem que esqueceram a chave – não é que conseguem mesmo abrir, inclusive seu coração, não tinha ficado claro que estava pedindo ajuda a Cam? Enquanto Hailey se engana com um rapaz que parecia charmoso na espera para o embarque, Dylan tem que fugir da casa dos Dunphy.

S01e23 – Havaí

Phil quer fazer da viagem a lua de mel que não tiveram, mas Claire não consegue relaxar, para ela é só trabalho. Manny expulsa Luke do quarto, cada um com suas manias, e o paletó todo amassado do garoto? Hailey acaba saindo com amizades desconhecidas e fica bêbada, Mitch quer ver o campo de lavandas e Cam admite que não é aventureiro, ensinando o parceiro a relaxar com drink e massagem, mas os dois perdem Lily no elevador! (E depois no bananal onde ela vai relembrar o Vietnã!?) O irmão de Jay liga falando que agora é da idade do pai e Jay quer se cuidar, mas acaba entravado numa rede com Phil… A renovação dos votos foi bem fofinha.

S01e24 – Retrato de família

Claire tenta consertar o degrau da escada que Phil está desde o início da temporada repetindo que vai consertar, quebra de vez e precisarão tirar a foto na casa de Jay. Mitch acaba sozinho em casa enquanto Cam vai cantar Ave Maria num casamento, lutando contra um pombo. Gloria e Phil são pegos de surpresa que o jogador famoso responde, levando Manny e Alex num jogo de basquete, e aparecem na câmera do beijo. Luke aceita a versão do Elvis sobre a vida do avô nos anos 60 – e adorei que os roteiristas brincaram com a própria fórmula deles para alguns episódios, zoando essa de terminar com alguma reflexão mais emotiva…

94th Academy Awards

(!) Este post foi atualizado em 03 de abril, bem depois da cerimônia do 94th Academy Awards no domingo 27/03… (comentários atualizados em laranja) Os que levaram o Oscar estão com asterisco na frente.

Ufa! Este ano até que consegui fazer vários posts para o Oscar – teve um feriado de Carnaval aí no meio que me ajudou a ver os filmes com antecedência, teve a minha filhinha que voltou à escolinha e eu pude tirar algumas semanas para escrever, coisa que sinto falta, nem sempre consigo, e me desafiei mesmo, porque eu queria ver se consigo escrever um pouco todos os dias. Como já andei comentando tudo antes, vou deixar os links para redirecionarem aos devidos posts aqui do blog e aqui vai como ficou a lista final: meus votos sublinhados. Mais uma vez lembrando que não são minhas apostas, são aqueles em que eu votaria. E na categoria de melhor filme estão por ordem de preferência (como fazem os membros da Academia): 1 o que menos gostei, 10 o que mais gostei (minha opinião pessoal mesmo). Boa festa para todos nós! E será que vai ter mesmo clipe da “Cinderella” com a Camila Cabello? Pessoal da Academia vai se contorcer e dizer “tá vendo o que dá, termos um voto popular?” hahaha

***

MELHOR ANIMAÇÃO EM LONGA METRAGEM
* Encanto
Flee
Luca
A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas
Raya e o Último Dragão

MELHOR ANIMAÇÃO EM CURTA METRAGEM
Affairs of the Art
Bestia
Boxballet
Robin Robin
* The Windshield Wiper

MELHOR CURTA METRAGEM EM LIVE-ACTION
Ala Kachuu – Take and Run
The Dress
* The Long Goodbye
On My Mind
Please Hold

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA METRAGEM
Audible
Lead Me Home
* The Queen of Basketball
Three Songs for Benazir
When We Were Bullies

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM LONGA-METRAGEM
Ascension
Attica
Flee
* Summer of Soul (… ou Quando a Revolução Não Pode Ser Televisionada)
Writing with Fire

MELHOR FILME INTERNACIONAL
* Drive My Car (Japão)
Flee (Dinamarca)
A Mão de Deus (Itália)
Lunana: A Yak in the Classroom (Butão)
The Worst Person in the World (Noruega)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
* Kenneth Branagh, Belfast
Adam McKay, Não Olhe Para Cima
Zach Baylin, King Richard: Criando Campeãs
Paul Thomas Anderson, Licorice Pizza
Eskil Vogt & Joachim Trier, The Worst Person in the World

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
* Siân Heder, No Ritmo do Coração
Ryûsuke Hamaguchi & Takamasa Oe, Drive My Car

Jon Spaiths, Denis Villeneuve & Eric Roth, Duna
Maggie Gyllenhaal, A Filha Perdida
Jane Campion, Ataque dos Cães

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
* Patrick Vermette, Duna
Tamara Deverell, O Beco do Pesadelo
Grant Major, Ataque dos Cães
Stefan Decbant, A Tragédia de Macbeth
Adam Stockhausen, Amor, Sublime Amor

MELHOR FIGURINO
* Jenny Beavan, Cruella
Massimo Cantini Parrini & Jacqueline Durran, Cyrano
Jacqueline West & Robert Morgan, Duna
Luis Sequeira, O Beco do Pesadelo
Paul Tazewell, Amor, Sublime Amor

MELHOR CABELO & MAQUIAGEM
Um Príncipe em Nova York 2
Cruella
Duna
* The Eyes of Tammy Faye
Casa Gucci

MELHOR FOTOGRAFIA
* Greig Fraser, Duna
Dan Lautsen, O Beco do Pesadelo
Ari Wegner, Ataque dos Cães
Bruno Delbonnel, A Tragédia de Macbeth
Janusz Kominski, Amor, Sublime Amor

MELHOR SOM
Belfast
* Duna
007 – Sem Tempo Para Morrer
Ataque dos Cães
Amor, Sublime Amor

MELHOR TRILHA SONORA
Nicholas Britell, Não Olhe Para Cima
* Hans Zimmer, Duna
Germaine Franco, Encanto
Alberto Iglesias, Mães Paralelas
Jonny Greenwood, Ataque dos Cães

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Be Alive”, King Richard: Criando Campeãs
“Dos Oruguitas”, Encanto
“Down to Joy”, Belfast
* “No Time to Die”, 007 – Sem Tempo Para Morrer
“Somehow You Do”, Four Good Days

MELHOR EDIÇÃO
Hank Corwin, Não Olhe Para Cima
* Joe Walker, Duna
Pamela Martin, King Richard: Criando Campeãs
Peter Sciberras, Ataque dos Cães
Myron Kerstein & Andrew Weisblum, Tick, Tick… Boom!

MELHORES EFEITOS VISUAIS
* Duna
Free Guy: Assumindo o Controle
007 – Sem Tempo Para Morrer
Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis
Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Jessie Buckley, A Filha Perdida
* Ariana DeBose, Amor, Sublime Amor
Judi Dench, Belfast
Kirsten Dunst, Ataque dos Cães
Aunjanue Ellis, King Richard: Criando Campeãs

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Ciarán Hinds, Belfast
* Troy Kotsur, No Ritmo do Coração
Jesse Plemons, Ataque dos Cães
J.K. Simmons, Apresentando os Ricardos
Kodi Smit-McPhee, Ataque dos Cães

MELHOR ATRIZ
* Jessica Chastain, The Eyes of Tammy Faye (é a que deve levar)
Olivia Colman, A Filha Perdida
Penélope Cruz, Mães Paralelas
Nicole Kidman, Apresentando os Ricardos
Kristen Stewart, Spencer

MELHOR ATOR
Javier Bardem, Apresentando os Ricardos
Benedict Cumberbatch, Ataque dos Cães
Andrew Garfield, Tick, Tick… Boom!
* Will Smith, King Richard: Criando Campeãs (é o que deve levar)
Denzel Washington, A Tragédia de Macbeth

MELHOR DIREÇÃO
Kenneth Branagh, Belfast
Ryûsuke Hamaguchi, Drive My Car
Paul Thomas Anderson, Licorice Pizza
* Jane Campion, Ataque dos Cães
Steven Spielberg, Amor, Sublime Amor

MELHOR FILME
1 – O beco do pesadelo

2 – Belfast

3 – King Richard: criando campeãs

4 – Licorice Pizza

5 – Não olhe para cima

6 – Amor, sublime amor

7 – Ataque dos cães

8 – Duna

9 – Drive my car

* 10 – No Ritmo do Coração

Xenti… que coisa horrível esse Oscar. Demorei até pra voltar aqui e comentar alguma coisa, porque perdi total a vontade. Mas como estes posts ficam na verdade como registro para minha própria memória, então tive que reunir algumas forcinhas extras para últimos comentários.

Nem vou falar dos meus votos que não vingaram, porque eu já sabia que ia “errar” muita coisa, praticamente todos os prêmios técnicos foram para “Duna”, mas eu fiquei feliz com as estatuetas pro Riz Ahmed, pro documentário “Summer Soul”, pra maquiagem (porque ouvi falar que contribui muitíssimo para ver a trajetória da personagem). Os que acertei eram previsíveis de levar, dessas coisas eu não reclamo não.

A cerimônia, no geral, realmente não foi agradável. Ainda não acho que é necessário ter um “host”, aqui trouxeram 3 mulheres, sendo que nem foi assim tão engraçado. Tiraram categorias para serem entregues antes, pra então ter um número musical de canção que não foi indicada (embora eu tenha gostado bastante de todo o colorido e uma versão animadinha feita só pra festa do Oscar), e mostrarem a cena do Flash do Zack Snyder como um dos momentos de tirar o fôlego do cinema (mas não era pra ser só filmes de 2021!?). Que coisa mais chata foi o DJ cortar o diretor japonês – imaginem, voar do outro lado do mundo, provavelmente nunca mais na vida vai ter a chance de estar num palco daqueles… pôooxa.

O que salvou a noite foram algumas homenagens – reunindo atores de alguns filmes icônicos para apresentar (“Homens brancos não sabem enterrar”, “Pulp Fiction”); montagens para 007 e “O poderoso chefão”. Foi muito belo o momento em que Troy Kotsur sobe ao palco e discursa, anunciado pela “vovó” de “Minari”; a Lady Gaga e a Liza Minelli pra apresentar o último, e posso falar? Gostei sim que “CODA” ganhou, apesar de tanta gente reclamar e já comentei porque eu mesma gostei bastante desse.

Mâs….. claro que o Oscar 2022 vai ficar na nossa lembrança como aquele do tapa do Will Smith no Chris Rock (por uma piada idiota que envolveu a saúde da esposa do Will). Nem preciso dizer que isso, pra mim, além de toda a bagunça da noite, foi uó. Que coisa terrível – nunca, nunca, nunca vou ser a favor de qualquer tipo de violência, não foi pra isso que evoluímos.

E é isso, viu. Eu sou o reflexo do público em geral, que veio diminuindo a audiência do Oscar nos últimos anos vertiginosamente, caso vocês queiram ver gráficos, há por aí. Talvez, em parte esses números baixos se devam ao próprio desenvolvimento tecnológico, tanta coisa acontecendo no mundo, dá pra ver live com comentários no dia seguinte, ou as partes mais legais da cerimônia em qualquer outro dia, pra quê ficar varando madrugada? Bem, taí, pra mim sempre foi uma diversão, tipo final da Copa pra maioria dos brasileiros, saca? Mas tô ficando desanimada. E reconsiderando se sequer vou acompanhar assim nos próximos anos (muito provável que não).