Acabou o Fies, e outras considerações de dezembro

Chegou dezembro! E eu raspei meu cabelo, nem tanto pela Eleven, mais pela Charlize Theron em Mad Max: Fury Road (2015)****, mas já tô torcendo pra ele crescer só mais um pouquinho pro ano novo. Que venho me sentindo estranha, será que é a falta de cabelo?

Juntei dinheiro e finalmente quitei o Fies. Era a única meta que eu tinha traçado pra cumprir neste ano – e apesar de termos um casamento ali pelo meio do caminho -, eu deveria estar feliz, certo? Hip hurray!

E quem disse que virginianos são pessoas fáceis assim? Tudo bem, nunca vou acabar mesmo uma faculdade de cinema, e tenho algumas lembranças que nem são tão boas assim desse curso. Mas… talvez eu esteja lembrando a mim mesma que meus sonhos originais não eram exatamente apenas a faculdade. E, por outras razões de ultimamente, também tenho enfrentado últimos tempos desalentados.

O que fazer da vida? Aquele vazio por dentro que a gente nem consegue explicar. Só trabalhar, não tá bom? Por que você não quer mais esse emprego? Só porque passou anos e você sente necessidade de fazer algo diferente? Não acredita mais no que faz? E o que vai fazer então?

Um dos segredos da felicidade é sentirmos contentamento e gratidão pelo que temos. Mas somos humanos. O que eu queria? Eu queria nada, não. E então, essa inquietude no estômago? Se eu não fizesse nada da vida, não trabalhasse, eu estaria feliz? Creio que não. Porque somos humanos, talvez nosso dever seja sempre aprender, evoluir, e ficar parado também não nos satisfaz?

E é incrível como o cinema conversa comigo, ainda (sempre). Estava vendo “O escafandro e a borboleta” (2007)*** só porque fazia 10 anos desse filme, e o tal do Bauby não ficou parado, mesmo só podendo mover um olho. E outro dia, peguei o Inside Llewyn Davis – a balada de um homem comum (2013)**, com aquele cantor que não consegue ser bem sucedido, num círculo de, digamos, má sorte. Daí, esse documentário que todo mundo tá falando vem com um Jim Carrey (que a gente sabe, lá no background dos pensamentos, sofre de depressão) dizendo que não quer mais nada da vida.

Fiquei pensando: sabe quando a gente tenta ao máximo, dá o que pode de si, e aí tudo acaba? E aí?

Sim, eu queria escrever post sobre “Jim & Andy: The Great Beyond – Featuring a Very Special, Contractually Obligated Mention of Tony Clifton” (2017)*** (eu copiei e colei esse título). Assim como as três primeiras temporadas de Black Mirror que consegui terminar este ano. E filmes do Makoto Shinkai. E até mesmo A liga da justiça (2017)*** que não foi tão ruim quanto eu tinha pensado que seria… E a segunda temporada de Stranger Things, por que não?

Porque chegou dezembro. E esta época, em que eu eu deveria poder descansar depois de um ano de trabalho árduo, é cheia de… trabalho, pra mim. E eu já me sinto tão cansada (parece que só sei repetir isso, né). Desculpe. (igual aquele cara que fica pedindo café aos gritos e, de repente, “desculpe”).

Então, não sei se ainda vamos ter posts por aqui. Vou ver filmes bobos de Natal – xenti, como tem filme de Natal no Netflix! E em mais um ano, puxa, gostaria de ter passado mais tempo com os amigos. De ter conversado mais com os amigos, tido notícias, tal. Nem ligo pra essa rixa Trump x Coréia. Nem sei mais o que acontece na política do Brasil (sério, o que acontece? xenti.) Nem consegui cuidar da diabetes direito. Mas talvez meu filme do ano tenha sido What the health (2017)***? Não, definitivamente, Before the flood (2016)***. Estranho, não? Documentários nunca pintam por aqui. Mas neste momento, tudo o que eu queria era ter uma vida com o Leo DiCaprio. (vocês já sabem, né? Em que eu teria feito filmes, em que teria significado para o universo, lutar pelo meio ambiente, em que eu viajasse muito e conhecesse pessoas diversas, em que  as coisas fizessem sentido – até andar de bicicleta faria sentido).

Fazer o quê? Esta aqui é a vida que eu tenho.

 

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Existe vida budista em “Não me abandone jamais”?

(Never let me go / 2010) **

Ai, gente. Que filme mais triste. Doído. Um dos roteiristas deste filme é também autor de romances, inclusive “A praia”, que ganhou aquela adaptação risível do Danny Boyle. E mais recentemente contribuiu com “Sunshine”, “Ex machina”. Mas e daí? Daí que um ponto em comum no trabalho de Alex Garland que identifico é a possibilidade de uma realidade “alternativa” que é meio perturbadora.

Na historinha, começamos sendo apresentados para uma espécie de orfanato, com várias crianças diferentes convivendo. A narrativa vai se desenrolando e vamos descobrindo mais aspectos daquelas vidas que nos assombram. Uma professora explode e escancara que aqueles jovens terão todos o destino de servir apenas para doarem seus órgãos. E nesse meio vemos surgir uma paixão ingênua de uma garota que ganha uma fita com a canção que dá título ao filme, depois tem o garoto que gosta “roubado” pela colega, e a gente acha que isso vai passar, pior que não, eles continuam se relacionando já pós adolescentes, até que ela decide se voluntariar para ser cuidadora – o que não é nem melhor, porque mais cedo ou mais tarde ela será ativada para também se tornar doadora. É uma jornada doída, e sentimos por aquela garota, que poderia ter estado mais tempo com seu amor.

Dou palmas a quem escolheu o elenco, porque a garotinha que depois será vivida por Carey Mulligan é muito igual a ela mesmo! As opções em fotografia e desenho de produção também são coerentes, com aquela realidade meio “estranha”, nunca sendo muito colorido, mas bucólico e cheio de luz com a gente torcendo para que Tommy (Andrew Garfield) revele seus verdadeiros sentimentos. É até bobo no que Tommy acredita que fosse a seleção dos trabalhos de arte, mas talvez até pelo carisma desses dois atores juntos, nós também temos esperança de que exista outro destino para esse casal. A gente também fica com raiva da outra rapariga (Keira Knightley), e acaba chorando mesmo com sua tentativa de redenção – ou seja, isso deve significar que a direção trabalhou bem.

 

E o que o budismo tem a ver com isso?

Acho que todos nós já nos perguntamos de que vale a nossa vida? Quer dizer, o que estamos fazendo aqui? Um ensinamento básico para praticarmos pelo budismo que sigo é a importância de pensar no próximo. Ter ações altruísticas, pelo bem de outras pessoas. Vocês já imaginaram esse tipo de vida do filme, em que eles só servirão ao propósito de servir para ajudar outros desconhecidos? Será que nós conseguiríamos viver bem assim? Mas e por que não? E se nossa existência humana for realmente só uma passagem, para aprendermos e evoluirmos, e isso envolva uma compreensão que só é possível realmente doando-se pelo outro e entendendo e valorizando o que o outro também nos possibilita?

No final do filme Kathy se pergunta se as pessoas que receberão o benefício seriam diferentes, nós temos só este tempo de vida, afinal. E o que vamos fazer com ele?

Thor: Ragnarok

Acho que eu já escrevi por aqui a vontade que eu tinha de não me preocupar em procurar fotos para ilustrar os posts… Às vezes eu também só queria escrever tão logo assisto a algum filme, porque depois, se o tempo passa, acabo esquecendo das coisas… pois bem! Inauguramos aqui os posts sem eira nem beira; não acredito que alguém que me visite vai achar que vou fazer resenhas super elaboradas e técnicas, mas caso esse paraquedista exista, avisamos:

!Este blog não acredita em spoilers. E também não se leva a sério.

Sendo assim, desculpa aí, povo que achou um ótimo entretenimento este “Thor: Ragnarok” (2017)**.  Mas que bela porcaria, hein. Tudo bem, eu não sou fã desses filmes de super-heróis, acho que tô ficando saturada (mas eu gostei de um ou outro X-men: primeira classe, Homem de Ferro, Os vingadores…).

Eles gastam milhões de dólares, então nem precisa comentar que é lógico que a parte dos efeitos e direção de arte tem que ser apresentável. E o resto?

D: então tem esse super diabo Surtur das profundezas com poder de acabar com Asgard, mas o Thor fica debochando dele, dependurado e ele lá aguentando? (ah, claro, é filme da Marvel, tem que ter piadinha)

D: tudo bem, o pessoal não tem os direitos do surfista prateado, até que combinar a história do Hulk num outro planeta parece uma boa ideia, já que não iam mesmo fazer um “Planeta Hulk”. Mas ainda é difícil pra mim, engolir um Hulk bebezão que faz birra com Thor e… perde do Thor numa batalha em que Thor na verdade não teria poderes porque teoricamente ele acredita que seus poderes vinham do martelo?

D: ok, não tem nada a ver o que vou dizer, mas eu torcia pra Viúva Negra e pro Hulk como casal, que triste imaginar que ele viveu como Hulk por todo esse tempo sem lembrar dela… (bem, como disse, minha memória é fraca demais, então eu tinha outra ideia da relação Banner/Hulk no final daquele outro filme lá…)

:D sim, ponto positivo. Até que gostei da participação especial do Dr. Estranho. Idris Elba, o cara que está em tudo quanto é grande produção ultimamente, está OK. Cate Blanchett nem precisa se esforçar para ganhar dinheiro com personagens fantásticos, vida fácil. Mas por quê Korg ficou tão bobão? (ah, claro, filme da Marvel, tem que ter piadinha…)

D: não, não gostei do Loki simplesmente ter tomado o reino fácil, deixado o poderoso Odin num asilo e Odin ter aceitado ficar lá e virar poeira cósmica depois de ter seu reino invadido por Hella. E o-di-ei ele ter que voltar como em O Rei Leão pra dar liçãozinha no Thor – sério, precisava daquela cena?

D: só arranjaram um lobão negro sem explicar nada pra ter com quem o Hulk lutar? E os mortos-vivos (tipo exército do Senhor dos Anéis, essa estratégia foi velha, hein! A Galadriel deu a dica?)… morrem… por quê? (desculpe a ignorância)

D: “você é Deus do quê, Thor?” – sério???!!! depois de ficarmos o filme inteiro ouvindo piada sem graça sobre o senhor do trovão? E só aí que ele percebe o poder dele? Meus-deuses-vikings.

D: “Asgard são as pessoas” – sendo que um dos governantes é o deus da trapaça, a outra deusa da morte… hmm. Mas essa eu dou mão à palmatória, quando que os governantes representam o povo, certo? ;)

D: tá, admito que até dei risada com o Stan Lee loucão pra cortar o cabelo do Thor. Dei mais risada com a caracterização de Jeff Goldblum como Grandmaster e a nave da orgia. Só que… pra um filme cheio de gracinhas, acho que me divertir só com isso foi um ponto negativo, não? Piadas um pouco forçadas demais (pois é – não, Marvel, não precisa de tantas piadinhas).

The good place – Season 1

Taí uma série pra mim! Nós estamos falando de uma série de comédia, toda bonitinha, que também consegue discutir conceitos de espiritualidade e “o que é ser bom”, com tiradas impagáveis que incluem diversas referências do mundo moderno, num ótimo timing de praticamente todos os atores do seu elenco. Vocês queriam mais? Final de temporada com reviravolta que a gente não esperava e dá ótimas novas possibilidades pra uma segunda temporada, esta com outro olhar.

O criador é o Michael Schur, responsável também por Brooklyn Nine-nine, Parks and Recreation, colaborador de The Office e Saturday Night Live.

Eu não tinha lido nada sobre esta série e quando vi o trailer no Netflix achei que podia ser bem bobinha, mas podia ser engraçadinha, então dei uma chance. E eram episódios curtinhos, 20 min em média, 13 eps numa temporada… Agora que terminei todos os episódios (embora eu fale aqui só da primeira temporada, que vi tudo um atrás do outro, só porque é feriado), vejo que pipocam textos por blogs e sites elogiando o trabalho. E eu assino embaixo!

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Não teve um episódio em que eu não tenha me surpreendido com alguma piada que eu não esperava, ou mesmo com algum detalhe de personagem. Adoro froyo (algo que as pessoas acham que adoram, mas é mais ou menos), bom que eles citem Kant, Socrates, Buda… amo a Janet (melhor recurso narrativo que faz todo sentido existir ali) e a Janet do mal, gosto do Ted Danson velhinho fofinho, de como dá raiva mesmo toda vez que a Tahani se gaba de alguma celebridade que ela conhece, amei o casamento do Jianyu, de como eles são tão humanos e a Kristen Bell arrasa sendo mó podrona. Fora que adoro temas metafísicos, e lembro de uma peça na faculdade em que eles enclausuravam alguns personagens num quarto no…

 

! Atenção. Este blog não acredita em spoilers. Uma coisa é você saber o que vai acontecer, outra é dar risada durante a jornada e não conseguir parar de ver e ainda dar mais risada no primeiro episódio da segunda porque vale muito a pena não morrer de curiosidade e continuar assistindo!

Ep 1-“Tudo está bem”

Somos apresentados a Eleanor, que vai parar no “lugar bom” após a morte, sendo recebida por Michael, uma espécie de criador desta vizinhança e ela também conhece Chidi, que seria sua suposta alma gêmea. Acontece que parece que houve um erro no sistema do “céu” e Eleanor não é a pessoa filantropa que eles acham, confessando isso a Chidi, contestando se ela seria tão ruim para ter que ir para o “lugar ruim”, embora a vejamos invejando a mansão vizinha, ficando bêbada e roubando um monte de camarões – o que resulta numa invasão de camarões gigantes pelo bairro na manhã seguinte.

 

Ep 2-“Voar”

Após a normalidade voltar, os habitantes do “lugar bom” podem voar! Mas Tahani, que sempre parece perfeita e maravilhosa, sugere limparem o bairro junto com alguns voluntários; como Chidi ainda está em dúvida se ajuda Eleanor, esta é uma boa chance para ela provar que pode fazer algo para o bem de outras pessoas sem pensar só em si – enquanto no flashback vemos que ela nunca dirigia e levava o pessoal bêbado do happy hour pra casa, quando isso quase aconteceu, largou todo mundo para ficar com o bartender… Michael consegue encontrar sabedoria com Jianyu apenas tocando seu coração! Hahaha Depois de esconder o lixo pra poder voar, e causar uma tempestade de lixo que assusta todos, Eleanor se redimi um pouco indo limpar a cidade na madrugada.

 

Ep 3-“Tahani Al-Jamil”

Depois de receber um bilhete dizendo que ela não pertence àquele lugar, Eleanor suspeita de Tahani, apesar de a ricaça entregar uma plantinha de amizade vizinha – que representa a relação das duas e chega a queimar! Enquanto isso, Michael tenta convencer Chidi a ter um hobby, como explorador (e ele sem noção nenhuma de direção), jornalista ou mesmo serralheiro, até jogar na cara do pesquisador que o trabalho da vida dele é incompreensível. No flashback de Eleanor, com um ex-namorado na Terra que tentou fazer algo certo apenas quanto à escolha de um café (mas que terrível, apesar de hilário o caso de assédio do dono do café!), entendemos que ela tenta se defender quando está perto de pessoas que podem ser melhores que ela. No final do episódio ainda, que gancho: Jianyu também é um “erro”!

 

Ep 4-“Jason Mendoza”

O monge budista que fez voto de silêncio na verdade era um DJ na Terra, e só não foi pego antes por esse silêncio acordado com Michael. Eleanor conhece o “cafofo” montado por ele escondido de Tahani, e vemos no flashback do filipino que ele sempre viveu à sombra e queria reconhecimento. Enquanto isso, Michael pede para Tahani organizar a primeira noite de um restaurante novo, eles servem o prato favorito e o da suposta Eleanor é quando ela fez greve de fome para protestar contra tráfico de mulheres na Bolívia! Hahaha Bem na hora que Jianyu quase vai falar algo sobre seu prato favorito, uma cratera gigante se abre no chão, com Eleanor abrindo um buracão no bolo feito com todo amor pela chefe do lugar. Depois de uma conversinha, Jianyu também aceita ajuda de Chidi que vai ensinar ética para eles provarem seu valor – e, pela primeira vez, Eleanor é a mais inteligente da turma, hehe.

 

Ep 5-“Crise de emergência do juízo final”

Eleanor fica super contente porque teve uma atitude naturalmente boa, sem prender a fila de frozen yogurt (e que sabores inspirados! Celular carregado?!), ficando animada para mais e mais aulas, mas Chidi está cansado – só que os dois acabam presos em casa, ainda recebendo a estadia temporária de um detector de mentiras e uma terapeuta de casais. Tahani descobre um ranking de pontos dos moradores e não se conforma em como pode estar em posição tão baixa; no flashback da altona vemos como ela sempre foi um pouco pior que a irmã Kamilah. O buraco que não parava de crescer é resolvido e os moradores são liberados, Eleanor tenta proporcionar a Chidi um momento de “paraíso”, com poesia e passeio de barco – e claro que ele não sabe remar.

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Ep 6-“O que devemos uns aos outros”

Eleanor nomeou os bizarros palhaços que decoram sua sala, e troca um pelo carteiro sexy; ela está nervosa porque Michael pediu para ela assisti-lo na tarefa de descobrir o que há errado com a vizinhança. Tahani planeja um dia de casal num spa, mas para ajudar o amigo Jianyu a não dar bola fora, Chidi vai junto – man… Já Eleanor leva Michael para um dia de esfriar a cabeça, incluindo karaokê (que realmente não faz sentido nenhum!) e jogos diversos, enquanto vemos um flashback na Terra em que ela prometeu ajudar uma amiga e foi um desastre com um cachorro gordo demais por causa da Rihanna. Chidi ajuda Jianyu a entregar um presente bom para Tahani, um quadro impressionista. Bônus para quem gosta de séries: Michael viu a série “Friends” e fica fazendo referência, como aquela temporada em que Joey e Rachel não fazia sentido… hahaha

 

Ep.7-“O grito eterno”

Após Michael concluir que o problema todo da vizinhança é ele, que como arquiteto não deveria ficar tanto tempo com os humanos, Tahani decide dar uma festa de despedida para ele ir para a aposentadoria, quando descobrem que esse destino não é tão bom assim, com pedaços de alma pros sóis e outras torturas de “grito eterno”. Para evitar a partida dele, Eleanor decide desligar Janet, a super software que conhece tudo do universo e arranja tudo que os habitantes locais precisam; Chidi acaba apertando o botão após um diálogo divertidíssimo (e muito talento da atriz que faz Janet), na tentativa de evitar que o bobão do Jianyu fizesse exatamente isso – e no flashback de Chidi sabemos que não contar uma verdade para um amigo foi um tormento de vida inteira. Janet é reinicializada, mas Michael faz o discurso na praça de que não é só culpa dele, Eleanor toma coragem e se entrega.

 

Ep.8 –“Jogador que melhorou”

Michael conversa em particular com Eleanor, com Janet produzindo muitos cactos e um cubo da verdade. Depois conversa com Tahani, cita Buda com Jianyu (que não precisa proferir palavra e ainda ganha um cacto), e não chega em Chidi, porque Janet consegue a ficha de Eleanor, que no flashback vemos como acabou com o vestido de uma amiga, fez camisetas sobre sua reputação e com o dinheiro ainda foi à desforra… Michael chama o pessoa do “lugar ruim” para buscar Eleanor, só a viagem naquele trem parece um inferno, mas Chidi convence Michael que Eleanor melhorou bastante, param o trem e eles ainda tem a “verdadeira” Eleanor boazinha. (Mas então, iam voltar no trem com ela a bordo? Há!)

 

Ep.9-“…um membro como eu”

No flashback, Eleanor nunca foi a favor de fazer parte de nenhum “grupo”, seja na escola, numa empresa legal – e aí a gente entende ela aceitar o emprego deplorável de mentir para velhinhos. Michael pretende negociar com o pessoal do “lado ruim”, que faz uma bagunça na casa de Tahani. Num jantar, a verdadeira Eleanor se prova uma pessoa exemplar e Eleanor deixa Chidi ter um tempinho com ela; enquanto isso, Jianyu se aproxima mais de Janet, que o ajuda e ele também explica coisas para ela, mais tarde ele vai ser confrontado por Tahani sobre a verdade. Michael fala com confiança que o pessoal do lado ruim não vão levar ninguém.

 

Ep.10-“A escolha de Chidi”

Jianyu tenta se explicar classificando os filmes da franquia “Velozes e Furiosos” :) Para a vinda do juiz Shawn, até a “verdadeira” Eleanor entra como advogada para defender o caso, e aponta que a “falsa” Eleanor está apaixonada por Chidi. Desde criança, Chidi sempre teve dificuldades em fazer escolhas, para escolher jogadores no time da escola, ou na organização do casamento do amigo; quando Eleanor e Tahani se declaram para ele, ele entra em desespero e Michael conversa com ele dando exemplos com os frozen yogurts (“isso funcionou?” hahaha). Tahani e a “falsa” Eleanor fazem coisas juntas para serem mais amigas e são surpreendidas pelo casamento de Jianyu e Janet! Xenti!! Chega Chidi e as duas o dispensam, percebendo que não é amor de verdade, mas Tahani pensa ter uma solução pro caso de Eleanor.

 

Ep.11-“Qual é a minha motivação”

Eleanor ganha um cronômetro de pontos, se conseguir muitos pontos positivos, terá uma chance de ficar no Lugar Bom. Michael tenta passar Jianyu pelo questionário pra saber se ele foi bom ou não na Terra, mas é muito pior que Eleanor! Red Hot Chili Peppers, placa de carro personalizada? No flashback, ele e o melhor amigo tentaram roubar um restaurante e ele acabou morrendo sufocado no cofre, que não tinha entrada de ar, e eles iam depois desinstalar o cofre! Hahaha Depois de segurar portas e pedir desculpas para os cidadãos que se acham prejudicados, Eleanor finalmente percebe que suas ações não tinham a motivação correta. Chidi não consegue dizer que ama a “verdadeira” Eleanor, quando descobre a intenção da “falsa” Eleanor, mas todos só veem ela, Janet e Jianyu roubando o trem do juiz Shawn para irem para um lugar “médio”.

 

Ep.12-“Mindy St. Claire”

Vemos como foi a morte de Eleanor, com seu terrível comportamento no supermercado – na fila de menos de 10 volumes! – e finalmente chegam a um lugar desértico, até irem encontrar a única pessoa que mora no Lugar Médio, Mindy St.Claire, uma viciada em coca que fez uma última grande ação altruísta antes de morrer e por isso mereceu estar ali. O juiz Shawn quer ouvir às opiniões dos envolvidos no caso de Eleanor, mas precisam falar sem emoção, senão ele entra num casulo! Hahahah, ótima sacada! E quando o juiz vai ver os pontos negativos de Eleanor na Terra? Colar chiclete em local público, espirrar no buffet de salada, mostrar “O iluminado” para uma criança de 9 anos… muito bom! XD Eis que o juiz usa a Janet do mal como porta-voz para todos os lugares, e avisa que se ninguém voltar, os dois amigos, Chidi e Tahani, vão pro Lugar Ruim no lugar deles. Mesmo com um Jianyu relutante, justo quando ele e Janet estavam quase lá, Eleanor os convence, e sabemos que ela se emancipou dos sórdidos pais bem cedo e não quer mais culpá-los pelas próprias ações. Os três voltam, mas o tempo tinha acabado segundos antes.

 

Ep.13-“O plano de Michael”

Juiz Shawn deixa para eles decidirem quem é que vai para o Lado Ruim. Vemos o flashback do Michael! Quando ele foi promovido a arquiteto, e desejou fazer um projeto diferente dos outros. É claro que na discussão sobre quem vai para o Lado Ruim, com diversas possibilidades, tudo vira uma confusão e eis que Eleanor entende tudo, chama o juiz e Michael e expõe a verdade: eles já estão no Lugar Ruim. Os planos de Michael eram um experimento, de fingir que estavam no paraíso, mas os humanos escolhidos propositalmente levariam um ao outro à loucura, seria um tormento pela eternidade. Mesmo Tahani e Chidi, que pareciam ser muito bons, tinham suas razões para estarem ali: Tahani só queria ser melhor que a irmã, e Chidi com sua insegurança fez muitas pessoas sofrerem. Michael diz que vai apagar a memória de todos e vão tentar tudo de novo, Eleanor esconde um bilhete na boca da Janet porque ela tem certeza de que poderão desvendar essa trama de novo. Mais uma vez acompanhamos Eleanor conhecendo o tal Lugar Bom, até que Janet lhe entrega o bilhete, que diz para procurar Chidi.

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Arrumando a casa dos blogs

Recentemente eu criei e excluí um blog. Pois é. O blog que excluí era apenas para desabafos pessoais, principalmente tinha ideias românticas, sobre algumas coisas que eu passava no campo amoroso, e acho que esse tempo da minha vida passou. Agora que casei, começa uma outra época, né, pensar em casa, talvez filhos, outra vida.

O blog que criei é para focar sobre algo que veio se tornando um assunto importante pra mim: comidinhas e diabetes. Talvez seja um blog que não apenas me ajude nos meus próprios registros, mas acabe inspirando a mim mesma e outras pessoas na caminhada com essa doença. Fica aqui neste mesmo condomínio: https://denidiabetica.wordpress.com

Assim, vocês não vão ter que ficar mais me aguentando falar por aqui do assunto. Quem tiver interesse nesse lado também pode visitar o blog novo. Talvez eu passe alguns dos posts daqui pra lá, ainda não é certeza.

E talvez eu dê uma limpada neste próprio blog aqui, hora de apagar umas coisas antigas. Gostaria de comentar aqui apenas sobre filmes, séries e afins. Não vai ter mais posts de “comidinhas”, algumas categorias vão sumir, como “Diários de classe” (que desisti mesmo da faculdade), e “aventuras na Terra”. E, talvez, quem sabe, eu escreva em outro lugar sobre os lugares e as comidinhas novas que conheci.

De qualquer modo, este ainda é um blog pessoal. Não é pra fazer propaganda, nem ganhar dinheiro. É só pra escrever. Obrigada a todos que me visitam!

 

 

Momo – o retorno

Vem chegando o verão e provavelmente vou passar longe das casas de lámen por um tempo, mas em setembro eu resolvi dar uma segunda chance ao Momo, que fica ali pertinho da Praça da Liberdade, em São Paulo.

Então tá. Vamos começar pelo menu. Eles souberam fazer um cardápio com as variações básicas do caldo (na base de sal/shio, shoyu/molho de soja, ou missô/pasta de soja) e gostei que ficou bem organizadinho.

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Fora os lámens, a casa também oferece algumas outras opções de pratos, como o Udon, e pra sobremesa ainda tem umas opções diferentes (fiquei com muita vontade de provar!).

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Notem que o oniguiri está no preço honesto, metade do Bueno!

Mas, desta vez, num almoço pra dois sem fila de espera na quinta-feira 12:30… resolvemos não arriscar e pedir o tradicional. Eu, pelo menos, agora que já provei alguns lámens na vida paulistana, me convenci que gosto mesmo é do caldo de shoyu, então fui nesse.

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A opção mais popular, mais simples. E tava muito saboroso. A massa do macarrão caseira faz diferença e nos lámens com caldos menos encorpados eles usam um macarrão mais fino. Já no de base de missô, o macarrão é mais grosso. Concordo, acho que combina assim mesmo. O maridão pediu o “missô tyashu”, que vem com acréscimo das rodelas de carne de porco. Dá pra ver também que o ovo foi “curtido” no shoyu.

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É um bom lámen, que tá pau a pau com o Kazu, inclusive considerando os preços. Mas se bate o Jojo? Hmmm… ainda prefiro o “tyashu” deles, mas este daqui é realmente o tradicional do Japão. E desta vez não deu dor de barriga como na outra visita! hahaha.

Cabana Burger

Acho que vou fazer um blog só sobre “desafios diabéticos”, que tal? Comer fora e pela cidade de São Paulo com o desafio de comer bem como diabética. Bem, enquanto este tempo não chega, vamos aos nossos posts usuais de comidinhas (que é só eu registrando pra lembrar tempos depois como era gostoso comer em tal e tal lugar – ou não).

A Veja recentemente lançou sua lista de melhores comidinhas em São Paulo, e o Cabana Burger entra como um dos “bom e barato”. Será que é verdade mesmo? Tantas hamburguerias na cidade…

Fomos num feriado, chegamos relativamente cedo (19h e pouquinho) e sem fila de espera.

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Uma das coisas que me chamou a atenção no website do Cabana foi que o menu deles é muito parecido com o do Shake Shack, uma rede de búrguers que conheci recentemente, quando viajei este ano para NY. Depois, vendo alguns blogs realmente parece que eles gratuitamente se inspiraram no Shake Shack mesmo! Dá pra ver o cardápio completo, inclusive com preços, no site deles.

Para começar – e sem pensar em restrições glicêmicas, porque viemos mesmo para experimentar, fomos de uma porção de Truffle fries e pedimos bebidas. Meu irmão pediu o Hibiscus Pink Lemonade e eu o Chá de Melissa com Capim Santo.

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As batatas estavam gostosas, com o parmesão dando um toque especial, mas nada de tão excepcional. A pink lemonade ganha o rosado dela aqui pelo hibisco, o que foi interessante (não as frutas vermelhas como amora, framboesa ou morango, como é de costume).

Agora, aos burgers. Existem algumas opções do cardápio que são mais sofisticadas, digamos assim, o que eleva o preço para outros exemplares de outras hamburguerias de renome por aí. Pra comparar, pedi um simples, uma opção mais barata (mesmo assim, só o sanduba é 19 reais), o Sunrise:

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E meu irmão pediu a opção mais cara do burger com cheddar, o Melted, que aliás foi recomendação do atendente da casa.

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Certa diferença, né? No preço também: o Melted já fecha em 33 reais.

Já o maridão pediu o Bacon Blast, olha só este bacon!

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Se os lanches são gostosos? São, sim. E pedimos no ponto, o que eles tentam, vai, mesmo no burger mais fino.

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Mas pra dizer a verdade, o que mais gostei foi o que fechou a noite. O cheesecake!

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Eu até que sou uma pessoa fácil de agradar quando se trata de cheesecake, mas digo que já comi vários que não chegavam “lá”. Pois é, este do Cabana é do jeitinho que gosto, a crosta crocante e macia ao mesmo tempo, o gosto do azedinho da calda de frutas vermelhas contrastando com o cremoso da massa, mas sem exageros, e só um cheirinho de queijo também, nada tão acentuado. Pra mim tava ótimo.

Então, se vale a pena? Olha, não acho que seja tudo isso que o povo anda falando, burgers Ok, nem é tão barato assim… O atendimento foi ótimo, a gerente até deu uma passadinha simpática na mesa pra ver se tava tudo bem. Mas acho que o bom e velho St Louis, o Holy Burger ou a Z Deli, ainda ganham pelo lanche.