Stranger Things

Stranger Things é uma série recente da Netflix que ganhou o público, pessoal viu rapidinho a primeira temporada e elogiou, bombou. Eu, como boa filha dos anos 80, claro que também adorei acompanhar a saga dos meninos perdidos nessa trama de mistérios, aventura e tudo que a gente gostava quando via na “Sessão da Tarde” (verdade que a Globo vai acabar com a Sessão da Tarde? Dorzinha no coração); nesse mundo em que as crianças são mais espertinhas do que os adultos descomedidos e incompetentes.

É, nós crescemos e lembrar dos anos 80 agora já é nostalgia. Toda hora vejo estampado referências a E.T. – o extraterrestre (1982) ****; Os Goonies (1985) ***; aqui e ali tem Conta Comigo (1986)*** e outros exemplares. Na trilha eletrônica, aparece bem os sintetizadores. E alguém lembrou de John Carpenter ou de outros filmes de terror?

Eu não sei bem como o povo que não era criança durante os anos 80 encara a série (porque pra mim essas referências foram boa parte da diversão! Steven Spielberg é meu padrinho de coração), mas mesmo pra quem não tem boas memórias dessa época, acho que no geral ela consegue envolver com seus mistérios, personagens e problemas.  O elenco mirim é de arrasar, eles nos divertem e nos preocupam como crianças devem fazer, tendo uma boa química de grupo. Algo que não me agradou muito foram muitas cenas escuras (às vezes, mesmo à noite e fechando portas e janelas pra evitar luz externa, ainda fica difícil de ver). Contudo, os momentos plásticos de El naquele cenário de um negro vazio fizeram bem o seu papel. Tem alguns momentos “ah, não, isso é muito impossível”. Mas se a gente lembrar que mesmo certos exageros – seja em acontecimentos, personagens, trilha sonora – também fazem parte desse “ode”… quem sabe você também não se encante com esse estilão peculiar de entretenimento?

Mas e aí? Pronto pra entrar no Delorian? (Lembrando que este blog não acredita em spoilers, porque nos anos 80 ainda não existia essa palavra).

 

Capítulo 01: O desaparecimento de Will Byers

Tudo bem estabelecidinho logo de cara: fotografia, figurinos e cabelos reproduzindo com esmero os anos 80, o título com formato de letras dos livros de Stephen King, os garotos se divertem com “Dungeons & Dragons” e Will logo anuncia que o Demogorgon o pegou. É isso a série, minha gente! Os meninos são meio nerds, tem os caras fortes da escola que importunam eles e ficam contentes com o novo equipamento de rádio, mas a amizade é o que importa mais. Tem também a adolescente certinha que se envolve com um bonitão que pode levá-la para o mau caminho; o xerife que fugiu para essa cidade do interior só para encontrar um caso ainda mais desafiador a resolver; uma instituição misteriosa e uma garotinha perdida que poderia ser um alien disfarçado só com aquela cara braba dela. Ah, e claro, Winona Ryder locona como a mãe do garoto desaparecido.

 

Capítulo 02: A estranha da Maple Street

Os meninos encontram a garota misteriosa e ela não parece saber muita coisa do mundo, mas reconhece Will; Jonathan lembra do irmão e vai procurar o pai; os policiais descobrem o grandão do diner que tinha dado comida pra garotinha; Barb leva a amiga Nancy pra uma festa só pra sangrar e desaparecer. Ah, e claro a Winona Ryder locona querendo outro telefonema que acaba com a luz da casa.

 

Capítulo 03: Caramba

Nancy facinha enquanto Barb tá na pior; Hop e os policiais visitam uma instituição que está mentindo sobre as câmeras de segurança leva a uma pesquisa melhor; flashbacks da Eleven sobre seus poderes que podem machucar pessoas e o “papa”; os rebeldes sem causa quebram a câmera de fotos do Jonathan; os garotos buscam por Will, mas veem os policiais tirando o corpo do lago. Ah, e claro, a locona da Winona Ryder fazendo Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977)*** com luzinhas de natal.

 

Capítulo 04: O corpo

Mike e os garotos descobrem que Eleven não estava mentindo, e decidem levá-la até a escola em que o equipamento de rádio é melhor – e que peruca bizarra! (aliás, por que a irmã tinha uma peruca?) Muito melhor a Milly Bob Brown careca, que inclusive raspou a cabeça inspirada na Charlize Theron de Mad Max: estrada da fúria (2015)****, olha que legal. Nancy preocupada com o sumiço de Barb pede ajuda a Jonathan; um menino babaca se mija todo; mais flashbacks de experimentos e Hop descobre o corpo fake! Ah, claro que a locona da Winona Ryder sabe que o filho não morreu (mãe é mãe, né, gente).

 

Capítulo 05: A pulga e o acrobata

Hop é pego invadindo a instituição para acordar e buscar escutas em sua casa. Os garotos perguntam ao professor sobre outras dimensões e ele explica que a pulga pode ir “upside down”, e a acrobata precisaria de um portal; e aquela cena de Conta Comigo nos trilhos do trem, hein? Nancy e Jonathan se armam para procurar o monstro que levou Barb.

 

Capítulo 06: O monstro

Nancy consegue entrar nesse mundo paralelo por um buraco, Jonathan a salva e passa a noite em sua casa. Hop acredita na locona da Joyce (Winona Ryder), entendem pelo desenho de Will (whaaat?!) que Hop estava atrás de outra criança e vão procurar uma mulher cuja filha também desapareceu para uns experimentos loucos dos anos 70. Eleven está sozinha porque os meninos brigaram e achavam que ela tinha traído eles, Mike acredita que ela os protegeu e tenta fazer as pazes com Lucas, El pega waffles. Nancy e Jonathan compram muitos armamentos (como?! pra menores também é fácil assim?!), entram numa briga porque Steve estava achando que ela tava dando mole pro outro e vão parar na delegacia. O menino que se mijou quer vingança e manda Mike pular de um desfiladeiro, mas Eleven é praticamente uma Fênix.

 

Capítulo 07: A banheira

Lucas entende que o pessoal do departamento de energia elétrica é do mal e avisa os meninos, na fuga das bicicletas El mostra sua força de novo (eu jurava que as bicicletas iam voar!!); da delegacia, Hop, Joyce, Nancy e Jonathan vão para a casa e conseguem contato com os meninos escondidos no ferro velho, Hop os resgata. Todos juntos entendem que El precisa ir procurar Will de novo, para isso montam uma câmara de privação sensorial na escola com muito sal e uma piscina infantil (eee Mcgyver também volta em breve, calma que ele tá vindo). The Clash nunca foi tão cantado numa série, e Hop, e claro, a locona da Joyce, vão invadir a tal instituição de nonvo.

 

Capítulo 08: De ponta cabeça

Hop e Joyce conseguem um acordo com o “Papa” e poderão entrar pelo portal para a outra dimensão, em troca da informação sobre Eleven. Na casa, Nancy, Jonathan e Steve preparam uma armadilha para o monstro; e botam pra pegar fogo, mas é o fim dele? Na escola, os garotos encontram pudim de chocolate; Will e El tem seu momento “eles não são jovens demais pra isso?” (pelo menos na minha cabeça); o Papa chega com seus capangas, mas El tem mesmo é que enfrentar o monstro. No mundo invertido, Hop relembra da filha que perdeu para uma doença; e finalmente, com a locona da Winona Ryder, resgatam Will. Tudo se resolve… embora Hop ainda guarde alguns waffles.

 

 

Não quero a Wendy’s brasileira

Eu quero a Wendy’s de NY! Buááá.

Ok, isso não são modos de se começar um post. Pra quem nunca tinha visitado este blog, só pra constar, eu gosto de experimentar hambúrgueres pela cidade e gosto daqueles bem suculentos, de carne mais alta (que dá pra gente pedir “ao ponto”) e também de experimentar alguma combinação diferente. Mas eu entendo que existem redes de fast food, o Mac, o Bob’s, o Burger King, até o Giraffas. E que nessas redes a história é diferente.

Pois é. Eu conheci o Wendy’s lá fora, em terra gringa estadunidense, e o maior barato era justamente porque era um fast food gostosinho e… maior barato. Só que daí eles decidiram abrir uma casa aqui em São Paulo, e já vou falando de cara o que não gostei. Na tentativa de aproveitar a onda de hambúrgueres gourmet, decidiram incorporar um pouco dessa frescura, e… sinceramente, não deu certo não.
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Av. Presidente Juscelino Kubitschek, 1201 (perto da estação de trem Cidade Jardim)

Logo que a gente entra, entregam os cardápios e podemos fazer o pedido nestes postos de atendimento.
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O menu até que parece interessante, tem opções diferentes, como o pão francês pros burguers e batata com chili e cheddar.

Nós fizemos o pedido e subimos para o segundo andar, que tem um ambiente gostoso, tudo bem até aí.
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A área para as crianças tem pebolim

 

Deram pra gente a senha pra esperarmos o pedido vir até nossa mesa e tem uns molhinhos de pimenta além dos tradicionais maionese, ketchup e mostarda.
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Aqui, um problemão de atendimento – mas imagino que isso possa ser porque a casa ainda esteja só começando. Nós fizemos os pedidos separadamente, daí a moça veio entregar um dos lanches, mas faltou o shake. A moça disse que ia trazer os 2 shakes. Dali a pouco veio o meu lanche, com o meu shake. E passa mais um tempo, vem uma moça com os 2 shakes… e ela ainda solta um “é esse aqui vai pro lixo”. Tipo, como se fosse nossa culpa? Eles dão um número personalizado para cada cliente, e erram os pedidos? Sim, porque o lanche que veio primeiro também tava errado…

Bem, deixando essa confusão de lado, os nossos pedidos foram:
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Fritas com chili e cheddar. Não estavam ruins, mas nada excepcional.
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Bacon Cheeseburguer com o pão integral e milk shake de banana (que tava doce demaaais)
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Bacon & Blue e milk shake Berry Mix.

Calma, eu não achava que ia ser um super hambúrguer delicioso. Sabia que a carne era achatada como das outras cadeias de hambúrgueres. Eu escolhi esse pensando que seria uma boa combinação, mas a verdade é que o lanche tava seco demais. O pão francês não parecia francês, tava mole e não tava fresquinho, a gorgonzola deveria estar mais cremosa e pra “molhar” o lanche colocaram um molho nada a ver ali. O milk shake de berry não tava tãaao doce, mas mesmo assim era mais açúcar que sabor. Em nenhum dos lanches deu pra sentir a qualidade “angus” fazendo diferença.

Honestamente? Foi um pouco decepcionante essa visita. Nem o cheeseburger ganha do Burger King e nem conseguiram um lanche diferencial. Mas os preços… tão bem pra hamburguerias. Ou seja, a gente sai sem um nem outro.

Eu preferiria muito mais que o Wendy’s tivesse sido mais humilde e apostasse em lanches gostosos e mais em conta do que invencionisses… mas, enfim, experimente você e forme sua opinião. Eu é que não volto mais.

 

Aconteceu naquela noite

(It happened one night / 1934) ****
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Existem alguns filmes que viram referência. Eu sou bem conhecedora das comédias românticas (sim, esse gênero desprezado pela maioria dos cinéfilos), e vejo que este filme serviu de inspiração pra praticamente tudo que a gente já viu por aí nos últimos anos. Desde a situação de duas pessoas muito diferentes terem que conviver, de uma viagem forçosa que aproxima duas pessoas, de pessoas de diferentes classes sociais, de pessoas que não se entendem muito bem a princípio, até cenas específicas de confusão, de um ato de gentileza, de um momento musical, de fingir que se é um casal, de segredos revelados, de perder tudo e ter que se virar, de desencontros, de fuga de noiva, daquele famoso clímax em que algo dá errado e separa os dois, apenas para se resolver tudo no final.

Sim, amigos, Aconteceu naquela noite é a rainha das comédias românticas. E sabe o que é pior? Foi há tanto tempo, e já vimos tanta coisa parecida, mas é divertido à beça acompanhar o filme mesmo hoje.

Historinha: uma moça rica quer se encontrar com um noivo que o pai discorda e é ajudada por um jornalista.

:D – a carinha da Claudette Colbert finalmente comendo a cenoura no carro…

– quando a moçoila pula do navio, o que ela gasta e perde a mala sem nem perceber, ela indo pra fila do chuveiro, aprendendo a molhar rosquinhas no café; apesar do orgulho, correndo de noiva; e, claro, ensinando Peter a pedir carona.

– quando o mocinho vai ajudar com um cara inoportuno, quando ele tem seu dinheiro dado para o garotinho no ônibus, como ele dá a volta nos policiais e se finge de mafioso, quando ele sai correndo para escrever a matéria do ano, quando ele canta ópera, quer só aquele exato montante de dólares; e, claro, as muralhas de Jericó!

– adoro que aqui já a mulher está de igual para igual com o homem, seja na resposta engraçada ou se dando melhor até para alguma solução.

– pra que enrolar o espectador? Mise-en-scène clara, arte adequada, montagem simples, atores em boa forma, o roteiro te entrega o que se propõe. Tudo certinho, filme feliz.

Good morning call

Em meio a tanto produto cheio de sexo e violência, como é bom ver que uma novelinha ingênua e de adolescentes ainda pode ser divertida de acompanhar… Eu peguei do nada ali no Netflix e fui assistindo sem parar.
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Historinha: uma adolescente tem que dividir o apartamento com um cara que é o mais bonito e popular da escola.

:D – aquela trilha sonora engraçada que chega quando surge algum problema na vida de Nao!

– me deu vontade de comer esse tal pudim de leite.

– o bolo de morango no Natal!

– o aquário e o bonzinho do amigo Daichi… puxa, será que alguém ainda é assim? Mas não adianta, no coração ninguém manda, né, Nao.

– as cenas no parque de diversões Fuji Q (o hospital mal assombrado em que Abe dá em cima das personagens, a confusão na roda gigante); as cenas da viagem para as águas termais (como Uehara acaba decidindo ir, a caçada ao tesouro no escuro, o combate de ping pong, o medo de Nao e Uehara de que “algo” aconteça…)

– a mãe de Nao ensinando a fazer bolinho de carne

– proposta de casamento? hahaha E eles mudando pro apartamento novo.

– o desenvolvimento do relacionamento dos dois. Apesar de bonitão e popular, Nao não gosta nada de Uehara no início, depois vai ficando sonhadora e apaixonada… a indagação se ele ainda gosta da mulher que casou com seu irmão ou se ele sente ciúmes, alguns atos doces que ele faz apesar de por fora tentar se manter durão, os desencontros que sofrem, a descoberta de sentimentos, a preocupação com o bem estar do outro.

D: – eu não sei se o mangá é datado, mas apesar de tão moderno, mostra bem como é machista e conservadora às vezes a sociedade japonesa. Tanto o escândalo na escola por morarem juntos, quanto o modo rude como Uehara trata Nao a princípio, ou até mesmo o fato de ela cozinhar um monte pra ele (poderia servir de alvo para críticas como “lugar de mulher não é na cozinha não”), pode parecer estranho aos olhos ocidentais, mas pode realmente acontecer nessa sociedade ainda.

– dózinha do Issei, que parece ser um cara tão legal e gostar da Nao de verdade…

 

***

No Budismo “S” que sigo, uma das coisas que falam muito é colocar o conceito em prática. E um dos conceitos principais é de pensar sempre no próximo, o que deixaria a outra pessoa feliz? Durante a novela, há muitos momentos assim – até o Uehara, por exemplo, pensa em dar um presente apesar de Nao nem ter comentado antes que era aniversário dela… E o Daichi? Que apesar de ser apaixonado pela Nao, quer vê-la feliz, então aceita que ela goste do Uehara e até briga com o Hisashi quando pensa que ele está a tratando mal.

A prática é para ser feita no dia a dia, pois a sociedade é nosso local de treinamento também. Mas podem ser coisas simples, como lembrar de se oferecer para carregar uma sacola, por exemplo, oferecer uma comida gostosa, ouvir o amigo que está precisando…

Uma cena: Esquadrão Suicida

(Suicide Squad / 2016) **

Hoje é aniversário da Viola Davis, e por que não aproveitar para escrever algum post, mesmo de um filme que eu não tenha gostado muito? (e por que eu não gostei? Porque sou maria-vai-com-as-outras e li críticas por aí?). E não que a Viola seja crucial pra este filme, enfim, David Ayer tenta, mas talvez não adianta se estressar, não é só pressão de estúdio, talvez… você não seja um bom diretor? Desculpe, falei demais, ignora. Geralmente os filmes ainda em cartaz no cinema ganham fotinho aqui e não fazem parte de “Uma cena”, mâs…

Historinha: vilões são recrutados para lidar com ameaças fora do controle da polícia comum.

D: – lembra de como você se divertiu assistindo a Capitão América: Guerra Civil (2016) ***? Agora pense nas piadas forçadas deste filme e vai perceber que não são risadas honestas como as da Marvel.

– Por que raios o sonho da Arlequina é ter um casamento estilo comercial de margarina?! Era pra ter sido uma piada? Mas os sonhos dos outros personagens eram sonhos “sérios”… Harley Quinn, pela suposta personagem que é, jamais teria um sonho assim! Mesmo que todos os homens do mundo achem que no fundo todas as mulheres do mundo tem esse sonho, ela não é qualquer mulher… catzo.

– É óbvio que o plano da Amanda Waller não daria certo. É óbvio que Coringa ia aparecer de novo. É óbvio que um filme blockbuster tenha motivações tão ruins, exposição exagerada e não inteligente, tanto espaço pra única garota sexy em tela e um Boomerang que só serve pra fazer rir dos unicórnios? Não, não é, e me cansa.

– Sim, eu gosto das canções da trilha sonora, elas estariam no meu playlist. Mas… e a combinação da trilha com a imagem, cadê?

– Gente, nem precisa falar que um Joker como o do Heath Ledger nunca mais na vida vai acontecer, precisa? Deixem o Jared Leto em paz, ele só gosta de figurinos diferentes.

:D – pra não dizer que não gostei de nada, eu gostei da cena em que vemos a transformação da June em Enchantress pela primeira vez, quando vemos o detalhe da mão escura invadindo por baixo e virando tudo.

– também gostei do personagem de El Diablo. Pra mim é o personagem mais coerente e ninguém imaginava o que ele realmente poderia virar no final. O Deadshot do Will Smith também é sério, mas ele continua com uma cara de coitado e não me animou muito. Coitado mesmo é o cara que faz o Killer Croc, com toda a maquiagem e protética.

 

***

E pra não dizer que não falei de Budismo… no Ensinamento “S” que sigo, o principal texto do Buda em que nos baseamos é o Sutra do Grande Nirvana, últimos ensinamentos deixados pelo Buda antes de partir deste mundo. Um dos pontos principais é de que todas as pessoas possuem uma natureza inata para o bem, ou a “natureza búdica”.

Tudo bem que ninguém quer um filme com vilões que, ah que lindo, descobrem que são bonzinhos no fundo e se unem numa panelinha. Não, mas dizem que a natureza búdica são nossas qualidades boas e todos as temos. Alguns tem talentos que outros não têm, e acho que essa é que deveria ter sido a parte divertida de Esquadrão Suicida, ver os talentos desses vilões se unindo – embora, neste filme… qual é o talento da Harley Quinn mesmo? Ser louca?

 

Momo Lamen

E a onda de casas de lámen em São Paulo não páaara. Pois então vamos nós. Esta casa fica ao lado daquela “padaria” famosa na Liberdade, a Itiriki (que imita as do Japão, é exatamente assim que compramos pães artesanais por lá). Lugar relativamente novo e pertinho do metrô, pode encher de gente, certo? Fomos um pouco cedo e sem espera de fila num sábado, meio-dia.
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Esses são os menus (verso e frente), conseguiram separar em grandes categorias conforme o tempero do caldo: shoyu, shio (sal), misso branco e vermelho, além do adicional “tsukemen” (aquele em que o caldo vem separado do macarrão). Também tem uns clássicos japoneses como o “gyoza” e “ebi tendon” (!), o udon com tempurá de camarão. O atendimento foi tranquilo e o rapaz até estava pronto para nos explicar algum item do menu e indicar o melhor lámen para nós.
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De entrada nós pedimos o gyoza, simplesmente porque… quem não gosta de gyoza? Até hoje ainda não achei um melhor que do Rong He, mas até que tava bom. No ponto da grelha, recheio satisfatório, sem desmanchar demais, vem com seu próprio molhinho.

Os lámens foram:

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Karage Lamen

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Momo Lamen


De quem foi a ideia de colocar karage (frango frito de casquinha) no lámen?! Não tava tão ruim, mas o legal do karage é sentir a crocrância e a suculência do frango por dentro. O frango em si tava bom, mas eu particularmente prefiro fora do caldo.

O lámen que eu pedi foi o Momo, combinação original da casa. Ele vem com missô branco, shimeji, milho, ovo, fatias de carne de porco (chashu). Pra ser bem sincera, eu não sou tão fã do missô (pasta de soja), prefiro um lámen mais “leve”. Mas tirando isso, achei a combinação um pouco exibida, o shimeji meio que se perdeu ali e era muita informação. Talvez eu devesse ter pedido uma versão mais basiquinha e ficado mais feliz.

À noite também eu tive dor de barriga – o que espero não ser por causa dos lámens especificamente -, mas fato é que não fiquei com as lembranças mais felizes do Momo. Talvez ele mereça uma outra chance? Embora, pelos preços, eu esperaria o hype do Jojo baixar e voltaria é lá.

 

 

Boku no Hero Academia – season 01

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Eu nesse perdido sobre o que ver – por quê, por quê não volto a ver filmes bons? Eu não sei gente, estou num hiato, deixa eu – acabei assistindo à primeira temporada deste animê  (é rapidinho, 12 episódios só, 20 min cada, queria que todas as séries fossem assim). Fazia muito tempo que eu não assistia um anime, agora tô assistindo a um dorama, o próximo passo é voltar a estudar japonês (a esperança NUNCA morre mesmo).

Algo que desconfio é que o autor deve ser bem fã daqueles super-heróis de quadrinhos norte-americanos, sabe? Porque me parece que ele bebe muito da fonte daqueles heróis, às vezes fazendo referência, às vezes homenagem. Fora isso, a série é bem divertida, a gente ri e chora pro fracote do Midoriya realmente conseguir se tornar um herói.

A historinha se passa num futuro em que é normal termos super poderes, só algumas pessoas não tem. E o tal Midoriya não tem e quer ser super-herói mesmo assim. O ídolo dele é um tal de “Allmighty” que por acaso estava procurando um sucessor – e eu rio muito todas as vezes em que ele se transforma num magrelo desses que parece um perdedor fumando num beco. Mas me empolgo também quando ele fala “não se preocupe, eu cheguei” (“watashi ga kitta!”), ecos de Chapolin Colorado.

Para poder ser o sucessor do All Mighty, o jovem Midoriya precisa treinar, malhar, ele até limpa a praia – adorei, serviço voluntário! Daí ele consegue entrar pra escola de heróis, já com um professor bem loco, cheio de faixas (e um ótimo poder!). E tem um amigo de infância que o odeia seja lá por qual razão e explode as coisas; o nerd certinho que é super rápido e se empolga (nem todos os heróis precisam ser marginais); e tem o personagem que congela, mas que também esquenta (hello X-men, tão perdendo!); a mocinha que faz as coisas levitar (mas não é tão chata quanto a Jean); a sapinha (que é engraçada, não nojenta e tem habilidades melhor que uma aranha); a professora cujo poder é do buraco negro (e me lembrou o Baymax!)… Fora isso, tem um super embate com vilões num complexo de treino, um deles é fumaça, outro tem mãos na cara (what?!). É muita diversão.

Pra fugir um pouco dessa rixinha besta Marvel x DC. Super preferi (e não, nem vou comentar os filmes de heróis que estrearam este ano, já perderam a graça).