Os últimos (e primeiros) três meses

Eu acabei largando isto aqui às traças virtuais, mas na verdade, desta vez, eu tenho bons motivos!

Em junho eu descobri… que estou grávida!!!

Desde então minha vida deu uma reviravolta e se eu já andava ocupada, sem tempo de sobra pra escrever, aí é que ficou ainda mais complicado – tá vendo só, não é a habitual procrastinação, nem as reclamações rabugentas sobre a vida que virginianos costumam fazer.

De qualquer modo, apesar de ter repensado este blog para escrever mais sobre filmes ou séries, já deixo avisado que este post é bem pessoal, mas fazer o quê, se nossa relação (quer dizer, pelo menos a minha) com qualquer obra também tem uma influência muito do pessoal. Afinal, quantas vezes um filme não acaba “falando” de forma diferente com a gente, dependendo do que estamos vivendo naquele momento? Pelo menos no meu caso em particular o cinema sempre – ou quase sempre – conversa comigo como se fosse uma mensagem especial do universo/tempo/espaço única para mim, para aquele momento.

Dizem que os três primeiros meses é de maior risco de aborto, então esperamos algum tempo para começar a contar para as pessoas.

Comecei a passar mal, fiz umas contas e fiquei desconfiada, fiz o teste de farmácia, procurei uma obstetra aleatoriamente pela internet, fiz um primeiro ultrassom que já deu pra ouvir o batimento do coração do bebê (não imaginava que dava, tão cedo assim!), e como tenho diabetes é uma gravidez de risco, então começou uma bateria de exames e tive que ir em vários médicos nas semanas seguintes.

Claro que ainda continuei indo ao serviço, mas foi realmente uma maratona! Com enjoos mesmo tomando remédio pra enjoo, e muito, muito sono, eu praticamente só ia ao serviço, voltava pra casa e dormia.

E assim foram passando as semanas, antes eu só media a glicemia em jejum ao acordar, passei a ter que medir umas cinco vezes por dia (muitas vezes sem sucesso); eu tomava uma dose baixa de insulina e passei a ter que tomar bem mais, duas vezes por dia, fora o outro tipo de insulina, não de longa duração, mas a regular/rápida; indagações frustradas de como poderia me alimentar melhor pra manter os níveis de açúcar no sangue bons – desafio quase que causa perdida, considerando esta minha rotina de vida nada rotineira…

Nessas, eu acabei vendo “O bebê de Bridget Jones” (2016)**, que tava ali de bobeira no Netflix, só pelo momento que eu vivia em si, não tanto por essa franquia que eu já considerava falida antes mesmo do carisma da Renée Zellweger falir com o passar das plásticas /dos anos. Sem o Hugh Grant, acharam um outro carinha das comédias românticas como filler, o Patrick Dempsey, e apesar de ter graça a cara da Emma Thompson como obstetra indiferente, a trama é uma bobagem (camisinhas veganas?) e a gente sempre soube de quem seria o filho de Bridget, não é?

Pensando bem, do ano passado pra cá até que andei vendo vários filmes sobre “mamães”. O Maior Amor do Mundo (2016) **, que junta vários nomes famosos, como é costume do Garry Marshall, não é tão emocionante; tem um outro título parecido, que mistura vários casos de grávida, O que esperar quando você está esperando (2012) ** tem uns momentos até mais engraçados – nunca vou esquecer daquela mulher que queria muito engravidar e a realidade detona com ela, não é nada daquela sensação de sonho que ela imaginava… uma grávida do cinema que sempre vou lembrar também é Juno (2007)*** e essa sim dá mais gosto de ver, gravidinha mais cool. E quem se lembra de Junior (1994) **?! É, aquele do Arnold Shwarzenegger grávido com o Danny DeVito… quanto impropério o cinema consegue produzir… falando em comédias, eu não cheguei a ver Perfeita é a mãe! (2016) com mamães que vão pra farra, mas quem sabe no futuro eu dê uma chance…

***

Bem, nesses meses que passaram eu pude conferir uma série que até me surpreendeu (eu não achei que ia gostar, sinceramente), The Boys, Primevideo. São um bando de heróis que na verdade são muito falhos nos bastidores, algo meio sinistro, uma heroína novata que ainda é inocente, um carinha nerd cuja noiva morre e ele se junta a um brutão que também quer vingança e acabar com esses seres aparentemente melhores que o resto de nós mortais… sim, tem personagens que colidem e não são desinteressantes nessas relações, tem misteriozinho sobre a origem dos herois e um passado, tem direito a crítica política, social, comercial, religiosa… apenas 8 episódios da primeira temporada, deu pra ver tudo em 3 noites, vai lá conferir se ainda não foi. Eu só não gosto muito do lado gore, aquele sangue jorrando na nossa cara, mas um dos criadores também é de Supernatural (também não sei se isso diz alguma coisa?)

Eu também vi rapidinho em algumas noites (esta é a minha nova moda, nada de séries infinitas!) Switched, de adolescentes e japonesa, sobre troca de corpos – quem não já viu esse filme? A garota gordinha e isolada da escola troca com a mais bonitinha e popular da sala… parece previsível? Mas também tem o lado obscuro dessa troca, e a gente fica contente com a amizade verdadeira, com a gordinha ficando mais simpática e em tempos de bullying, entender como se chegar a um limite de nem ver graça em viver para também amolecer com a mãe que parecia tão “madrasta má”…

Vi mais uma temporada de Bojack Horseman, mas esse ganha post só dele, né, gentem. E Master Chefe (ah, eu gostava muito da Lorena, o Helton surpreendia no começo, mas ainda tem aquele ar arrogante de jovem, né, vamu admitir? E eu achei que desta vez estavam bem profissionais na final!). Por influência, até arrisquei outra série de culinária, Todos contra o chefe (é gostoso ver os participantes que representam suas origens e o desespero do chefe observando seus aprendizes, mas tem sempre um episódio que é só propaganda do restaurante e os participantes só ganham um troféu…?)

Ai, é… teve também o final de Game of Thrones nesse hiato, né? Mas tanta gente já deu seus pitacos, cada um reescreveu o final como achava melhor – ei, com alguns eu até concordei mesmo – e a gente não precisa mais escrever sobre isso, né não?

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Deixa ver… no cinema, é claro que fui lá conferir Aladdin (2019) ***, que era um dos meus favoritos quando criança, eu adorava a vontade da Jasmine de sair e conhecer o mundo. Claro que alguns elementos das animações Disney dessa leva já estão datados, então concordo com alguma atualização, e confesso que me surpreendi, porque jurava que seria uó o Will Smith como gênio da lâmpada, mas não é que ficou legal? Agrabah ficou muito mais colorida nesse desenho de produção, vistosa; e os atores estão bem, o Sultão menos bobão e a Jasmine, linda, como todos imaginariam uma princesa. Mas posso falar? Pelo menos pra mim, achei bem forçada essa questão da Jasmine, só porque agora tá na moda o girl power, empoderamento feminino e tal. Tudo bem, a princesa não precisa ser salva por um príncipe (Jasmine na verdade nunca precisou, nem no desenho, e era isso que eu gostava nela e também na Bela); mas que achei forçação de barra, achei.

E como boa simpatizante Disney que sou, não podia deixar de falar um pouquinho de O Rei Leão (2019) ***, é claro, né… Lembro que quando vi Mogli, o menino lobo (2016) *** eu falei, “puxa, eles podiam chamar esse diretor pra fazer a versão em live action de O Rei Leão”… e não é que de vez em quando eu consigo prever essas mentalidades hollywoodianas? A transposição da versão animada desses personagens animais ficou ótima, a África está perfeita – e claro, como não podia deixar de ser, bem mais realista. Se o visual enche os nossos olhos, e as atualizações aqui também estão valendo (coisas dos anos 90 que já nem funcionavam bem na época, imagina agora), por alguma razão, este aqui não me emocionou tanto? Eu me lembro de ter me acabado em lágrimas com a morte do pai do Simba no desenho (ei! eu já falei que este blog não acredita em spoilers. E 25 anos depois? Pelamor).

Já nas telinhas… Andei vendo umas coisas só porque o Keanu Reeves anda na moda, como o crush da internet – hahaha! E até parece que algum dia ele deixou de ser? Nem precisava de John Wick, a gente sempre gostou do cara, achando ou não que ele não sabe atuar, se simpatizando ou não com o “sad Keanu”, querendo ou não um novo “Bill & Ted”…

Só pra mencionar, dei uma espiada, também porque estava ali no Netflix por acaso (eu sou daquelas que passa mais tempo adicionando títulos na lista do que vendo coisas), A escalada (2017)**, francês, baseado num caso real em que o rapaz sem muita experiência decide escalar o Everest e impressionar uma garota, e vai relatando para uma rádio, e ganha a torcida de um monte de gente pra que ele chegue até o final. Eu gostei porque a gente realmente vê como é escalar o monte, sem as firulas de suspense ou ação, gostei do coadjuvante carismático que quer ouvir o romance até o final.

Na verdade, ter as adaptações da Disney no cinema me fizeram ir conferir de novo Mulan (1998)***, que me pareceu até melhor do que eu lembrava – o dragão do Eddie Murphy nem me incomodou tanto. É legal a sequência de treinamentos e também no castelo do imperador. Quem sabe de repente eu pegue Pocahontas (1995) pra rever um dia desses. E quem falou que eu não me diverti com a cena das princesas em Wi-fi Ralph (2018)***? É claro que dou risada com as alfinetadas, mas poxa, isso é porque eu cresci vendo essas animações e vi o mundo mudar… fico imaginando o que meus filhos vão ver? Bem, sempre teremos a Pixar pra nos salvar, eu acho.

Ai, é. Eu fui sim, não podia deixar de ir conferir o mais novo do Tarantino & Leo DiCaprio (com bônus do Brad Pitt cinquentão e ainda sarado – xenti! como consegue?). Mas esse também acho que merece um post especial.

Por enquanto, vou continuar pesquisando na internet a cada semana de gestação o que devo tomar cuidado, e me preparando… eu nunca achei que ia ter filhos porque sempre pensei que “eu nem sei cuidar de mim, imagina educar um outro ser humano?”; sem falar que eu pensava que o mundo já tem 7 bilhões de pessoas, não precisa mais, né… mas acabou sendo incluído esse ato neste roteiro da minha vidinha, e o que eu posso fazer? Vou colocar Ennio Morricone pro baby ouvir na barriguinha.

 

 

 

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Um jardim especial (2015)

um filminho da Sessão da Tarde…

João Leno & Deni Yoko

(by Yoko)

E lá se vai acabando mais um mês… confesso que gostaria de conseguir postar com mais frequência, e pra mim – gosto de estar meio desligada e em paz – é uma luta, mas vou realmente me esforçar para me conectar mais e pelo menos compartilhar mais no Insta, que é mais rápido do que escrever no blog – mas hey, eu gosto de escrever de vez em quando.

Nos últimos meses também tenho sofrido com uma dor incessante no braço, procurando tratar disso, e do cansaço constante. Desde o ano passado tenho estado muito doente sempre, vamos ver se conseguimos ser mais saudáveis.

E neste mês que passou, teve um dia de folga que eu estava de bobeira e estava passando na TV uma dessas comédias românticas, na Sessão da Tarde. Aliás, já comentei como acho interessante que o tipo de filmes da Sessão da Tarde mudou…

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Game of Thrones – season 07

Já estamos na reta final da última temporada de Game of Thrones, e por inúmeras razões eu ainda não tinha postado por aqui a que foi em 2017 (!) Sim, tivemos um hiato de um ano de espera para ver como tudo vai acabar, eu acabei postergando para rever antes da temporada final, e faz dois meses que estou com tendinite, mudamos de casa, aquela bagunça pessoal que não tem nada a ver, é imperdoável não postar, mas enfim. São pouquíssimos os que me visitam por aqui, mas fica o registro pra no futuro eu relembrar esta época – era legal ter expectativas sobre LOST? Mas a série que eu não conseguia parar de ver era mesmo Battlestar Gallactica. E eu não consigo acompanhar uma mesma série por muito tempo, geralmente dropo na terceira ou quinta temporada… por isso não continuei The Office, 30 rock, House, Big Bang Theory… Friends até que deu. E neste ano parece que tantas produções vão finalmente acabar, até parece o final de uma era… será? Na minha jornada pessoal nesta terra também, bem que podia, né?

Bem, deixemos as divagações de lado. Revendo a temporada 7 eu percebi que muita coisa já tinha sido “prevista”, ou tínhamos a “dica” do que viria agora, interessante. Volto a postar ainda o último post para esta série quando finalmente acabar a oitava, certo? (sem apostas, sem xingar os produtores/roteiristas que não se igualam ao George R. R. Martin). Mas ainda considerando a frase do Hound Clegane como a melhor – todo mundo reunido ali e ele solta um “credo, isso até parece um casamento!”, bem como finalzão de novela, uai.

*****

Ep. 01 – Dragonstone

Já começamos uma nova temporada com uma boa dose de mortes, relembrando como Arya cresce como uma assassina fria, não bastando cortar a garganta do líder assim como cortara a da mãe, vingança boa é sangue nos óio, morre geral. Bran finalmente chega à Muralha, enquanto o exército dos mortos vivos marcha. Jon envia os rebeldes para tomarem conta de alguns castelos e avisarem quando se aproximarem, Sansa tem divergências sobre os castelos das casas que os traíram na batalha com Ramsay, mas a irmã reconhece que Jon é um líder nato e o adverte para não subestimar Cersei. Caminhando sobre o mapa dos reinos, Cersei aponta para todos os traidores que os cercam, Jamie tenta colocar senso na cabeça da mulher, que dá a indicar que ela pensa, sim, em aliados. E chega a frota de navios de Euron Greyjoy, que quer uma rainha e entende bem que ela só precisa da armada dele, então ele fica de lhe trazer um presente como demonstração que não irá traí-la. A rotina na Citadela é bem cansativa para Sam, servindo os velhinhos, mas ele pode ter acesso a livros e informações restritas, mesmo com o Arquimeistre sabiamente alertando que todos sempre pensam que o mundo acabará, mas eles são a memória. Sam rouba alguns livros e descobre um lugar cheio de vidro de dragão, que pode matar de vez os Caminhantes Brancos. Arya encontra um grupo de soldados (participação especial do Ed Sheeran?!) que lhe informam como Kingslanding está terrível. O Cão Clegane ainda está com o grupo de Dondarrion e pergunta por que o Senhor da Luz continua revivendo-o; é solicitado a olhar para o fogo e vê milhares de mortos passando pela Muralha. Daenerys chega até a terra de seus ancestrais, a fortaleza de Dragonstone.

 

Ep. 02 – Stormborn

Sob uma tempestade como àquela em meio à qual ela nasceu, Daenarys contesta a lealdade de Varys, que defende o povo injustiçado e não a um rei específico, mas como a escolheu, lhe promete que servirá bem e dirá na sua frente caso ela esteja decepcionando o povo (e ela promete que se Varys a trair, o queimará vivo).  Recebem Melisandre que fala da profecia em que acredita que a Mãe dos Dragões e Jon Snow também tem um papel importante; com aconselhamento de Tyrion, enviam um corvo para chamar Jon a vir até Dragonstone. Enquanto isso, Cersei argumenta sobre a força de Daenarys ao recrutar aliados, Jamie procura convencer Tarly a lutar até contra a casa Tyrell – Olenna, que junto com Yara Greyjoy e a senhora de Dornne decidem apoiar Khaleese nos planos de tomar Casterly Rock e Kingslanding. Verme Cinza admite que tem medo para Missandei e os dois acabam fazendo sexo (apesar daquela questão delicada…). Qyburn mostra a arma construída para ferir e até matar um dragão, com Cersei acertando em cheio a cabeça da carcaça do dragão que ajudou a conquistar os reinos antes do rei ficar louco. Sor Jorah está na Citadela com escamagris, o Maister não acha que terá cura e que perderá a consciência em 6 meses, mas Sam descobre que é um Mormont e descobre um procedimento, vai às escondidas, vai ser dolorido, Jorah toma rum e nem pode gritar! Na estalagem em que encontra um velho amigo padeiro, Arya descobre sobre a Batalha dos Bastardos e que Jon Snow retomou Winterfell; no caminho, é cercada por lobos e Nymeria? (“tudo bem, não é você, sou eu”). Jon decide ir com Sor Davos até Dragonstone ao saber sobre vidro de dragão, deixando o Norte nas mãos de Sansa e avisa Lorde Baelish para não tocar nela. Os navios de Yara são atacados de surpresa pelo tio Euron, as filhas da Areia são mortas tentando proteger a mãe; Theon acaba pulando do navio vendo que não havia mais jeito e o tio tinha capturado a irmã.

 

Ep. 03 – The Queen’s justice

Varys pergunta a Melisandre por que ela não vai reencontrar Jon e Davos, ela responde que já fez sua parte e vai para Volantis, até retornar para sua morte. Jon e Davos chegam a Dragonstone, reencontram Tyrion e veem os dragões pela primeira vez, Daenarys é anunciada pelos seus muitos nomes e já pede para que se ajoelhem admitindo que ela é a rainha, ela conhece a história e pede para continuar fiel à antiga promessa das casas, Jon diz que ele não pode culpa-la pelos erros do pai e nem cumprir uma promessa do passado, ambos tem argumentos como líderes merecedores, Jon tenta convencê-la de que precisam se unir para vencer outro inimigo maior, os mortos-vivos e o Rei da Noite. Euron retorna e entrega os prêmios a Cersei; Yara Greyjoy, a mulher de Oberyn e sua filha; selando a aliança e trazendo satisfação da vingança a Cersei pela filha Myrcella morta, envenenando a filha para a mãe testemunhar essa morte. Depois de mais uma noite com o irmãozinho que voltou, o banco de Bravos também vem cobrar e ela garante que devem apostar nos Lannister. Conversando com  Tyrion, chegam a um meio termo, Daenarys aceita dar o vidro de dragão para Jon. Bran chega a Winterfell e Sansa não entende muito bem o que significa ser o Corvo de Três Olhos. Na Citadela, o tratamento de Sam dá certo e Sor Jorah pode ir, sem mais a infecção. Tyrion conhece uma passagem subterrânea para adentrar Casterly Rock com os Imaculados; porém já tinham previsto e Jamie lidera os exércitos para vencer os Tyrell, Olenna admite seus erros e percebe como Jamie realmente a ama, que ela será o fim dele, apesar das ideias monstruosas de Cersei, Jamie dá veneno a Olenna e ela confessa que foi ela quem matou Joffrey (e não Tyrion, como todos tinham pensado).

 

Ep. 04 – The spoils of war

Com o ouro saqueado de High Garden, os Lannister podem pagar Bronn e o Banco de Ferro. Baelish Mindinho dá a adaga de aço Valeriano que mataria Bran, Meera vem se despedir, e ele mais uma vez parece indiferente, a ex-acompanhante lembra dos irmãos que morreram e Summer, ele afirma que não é mais Bran Stark. Arya chega em Winterfell e os guardas não acreditam nem querem deixá-la passar, Sansa reencontra a irmã na cripta, depois vão até Bran na árvore, que dá a adaga para Arya. Brienne fica contente em ver a reunião das filhas, pois era a promessa feita a Catelyn, quando treina Podrick, Arya pede para treinar também e mostra o quanto evoluiu. Em Dragonstone, Jon mostra a caverna cheia de vidro de dragão e marcas dos Filhos das Florestas para Khaleesi, como pictóricos do passado em que os primeiros homens lutaram contra os caminhantes brancos; Daenarys diz que apoiará caso Jon se ajoelhe, dizendo que o povo vai aceitar se o líder escolhido deles aceitar; pouco antes de ela receber a notícia que perdeu os aliados e querer partir com os dragões, mas Jon diz que se usá-los assim, ela será igual aos outros tiranos que massacraram inocentes. Theon, resgatado por um último barco, chega à Dragonstone e Jon só não o mata porque o Greyjoy também salvou Sansa de Ramsay. Os exércitos dos Lannister que retornam da Campina estão tranquilos, sentem aproximação estranha e fazem a formação, mas são atacados pelos Dothraki e o dragão… fogo ateado, cavalos atingidos (nãooo!), e Bronn consegue chegar à arma secreta de Qyburn, um lançador gigante, que realmente fere o dragão; Jamie ainda avança contra Daenarys, mas Bronn o puxa para caírem no lago pouco antes do fogo lançado pelo filho que a defende os atinja.

 

Ep. 05 – Eastwatch

Bronn diz que até que ele receba sua recompensa, ninguém mata Jamie, só ele; Jamie reconhece que deve alertar Cersei sobre o poder dos dragões. Khaleesi oferece a eles que se rendam ou morram, Tarly declara que já tem uma rainha que é das terras de Westeros e não uma estrangeira com um bando de selvagens como exército, pai e filho são queimados vivos. Khaleesi volta e Jon toca no dragão (!), que parece se confortar com isso; Sor Jorah também reencontra a musa, curado. Jamie volta e conta a Cersei sobre o poderio do inimigo, mas Cersei já decidiu que não vai se render, vai lutar e morrer. Bran voa como corvo e vê os mortos em Eastsend, se aproximando da Muralha; na Citadela os Maisters recebem um mensagem, mas também poderia ser uma armadilha para que o território do sul esteja vazio e seja mais fácil para a Rainha dos Dragões tomar a terra; Sam tenta convencê-los, mas não escutam, e ele mal sabe que também receberam a notícia da morte de sua família, mas o Maister não teve coragem de lhe contar. Jon quer voltar ao Norte, Tyrion sugere que Cersei veja um dos White Walkers para perceber que esse inimigo é real; para isso Tyrion parte com Davos para persuadir Jamie a solicitar uma audiência com Cersei; e Jon e Jorah vão buscar um White Walker além da Muralha. Enquanto Tyrion consegue conversar com Jamie, Davos busca Gendry, eles tem um contratempo para despistar os guardas; mas Gendry dá um jeito, inclusive de já deixar claro para Jon que ele é o bastardo de Robert Baratheon. Cersei aceita um possível entendimento com a Mãe dos Dragões, para poderem ganhar tempo, pede para que Jamie nunca o traia novamente e se declara grávida. Sam rouba alguns manuscritos e decide fugir da Citadela. Arya observa Mindinho e descobre um pedaço de papel, mas aparentemente eram os planos dele. Na Muralha, Tormund questiona por que Davos não o convence a deixar de lado essas ideias idiotas; descobrem que os da Irmandade também querem ir, inclusive Thoros, Dondarrion e Hound; apesar das desavenças (Gendry tinha sido vendido para outra que serve o Senhor da Luz), precisam se unir contra outro inimigo e partem sob a nevasca.

 

Ep. 06 – Beyond the wall

O grupo segue pela neve, retomando conversas, e Jon até oferece a espada Garra Longa para Jorah, pois seria de direito dele, mas ele recusa, dizendo que não a merece; Tormund conta a Hound que quer ter filhos enormes com Brienne; Dondarrion diz que já renasceu várias vezes, mas também não sabe o que o Senhor da Luz quer, apenas quer Jon vivo e a morte é o inimigo. Arya confronta Sansa sobre o bilhete que escrevera no passado, causando a morte de Robb e do pai, Arya supõe que Sansa teme que isso seja ruim para ela caso os senhores do Norte descubram; Sansa conversa com Baelish sobre temer o que Arya acha, Mindinho sugere que Brienne a proteja. Ao receber um convite para ir a Kingslanding, Sansa envia Brienne dizendo que ela tem guardas leais. Arya pega Sansa bisbilhotando em suas coisas e encontrando os rostos, fala sobre o jogo dos rostos. Daenarys comenta com Tyrion que heróis acabam fazendo coisas estúpidas, como Drogo, Dario, Jorah e até “esse tal de Jon Snow”, Tyrion aponta que todos se apaixonaram por ela; além de discutirem sobre possível armadilha e estratégias, até mesmo a sucessão do trono. O grupo na neve encontra um urso de olhos azuis e Thoros de Myr é atacado; logo eles avistam alguns White Walkers e tentam pegar um deles numa emboscada; Jon envia Gendry para Eastend para enviar um corvo para Daenarys porque ele é o mais rápido; eles são cercados por milhares de mortos vivos que não conseguem atravessar porque caem na água do lago congelado que se desfaz (?). Thoros morre e Dondarrion se pergunta se eles não estão vivos para poder matar o Rei da Noite; Daenarys contraria Tyrion, que diz para ela não ir ao norte gelado, pois ele já errou antes; Clegane joga pedras e percebem que conseguem atravessar pois o lago congelou novamente, eles até aguentam lutar por um tempo, mas tudo parece perdido mesmo, até chegam os dragões; daí tudo parece salvo, quando o Rei da Noite pega uma lança e acerta em cheio um dos dragões, estão para jogar mais uma lança, Jon grita para irem embora, cai no lago, sobrevive e Tio Benjen aparece à cavalo para salvá-lo antes que os mortos vivos o peguem. Khaleesi está para ir, quando Jon chega inconsciente na Muralha; quando acorda, pede desculpas pelo dragão, ela se compromete a ajudar na guerra do Norte e Jon aceita que ela é a rainha, jurando lealdade. Com os milhares de mortos vivos, o Rei da Noite puxa para fora do lago o dragão – que agora tem olhos azuis…

 

Ep. 07 – The dragon and the wolf

Bronn vai receber a caravana que traz o morto-vivo para mostrar a Cersei; Brienne reencontra Hound e informa que Arya está viva; Tyrion reencontra Podrick; mais Jon, Jorah e alguns Dothraki, todos seguem para uma espécie de arena. Cersei, acompanhada por Montanha, Jamie e guardas, Euron, aparecem. Por fim, Daenarys com sua usual entrada triunfal no dragão. Euron Greyjoy até tenta causar, chamando Theon a se entregar em troca de Yara, mas a própria Cersei manda ele calar a boca; Clegane traz a caixa e abre o White Walker, que vai direto em direção a Cersei, cortam pelo meio e ainda continua se movendo e rastejando, até que Jon demonstra como podem matar as criaturas, com vidro de dragão ou fogo. Euron decide levar a armada de volta à sua ilha, já que os mortos vivos não nadam e ainda recomenda que Daenarys faça o mesmo, quando o inverno acabar, só sobrarão os dois. Cersei concorda com o armistício, contanto que o Rei do Norte continue no Norte e não tome lados; e Jon bobo honesto como é, tem que declarar que já jurou lealdade à Targaryen… Cersei só diz então que os mortos podem pegá-los primeiro e ela lidará com o que sobrar. Tyrion pede para ir conversar com Cersei, ela já dispensou a conversa com Jamie; raivosa, Cersei o acusa de sempre ter desejado destruir a família, Tyrion se oferece para que ela o mate; discutem arrependimentos e perdas, Tyrion intui que ela está grávida. Os Lannister voltam e Cersei declara que os exércitos deles vão ajudar na grande guerra. Mais tarde, quando Jamie prepara as tropas, Cersei abre os olhos do irmão, não vão apoiar os inimigos, sobre Euron ter ido atrás dos mercenários para ajudarem na guerra em Westeros, Jamie diz que deu a palavra e parte. Sansa é levada a pensar, por intermédio de Mindinho, que Arya acha que Sansa pode ser uma traidora da família e querer matá-la e então se tornar Lady of Winterfell. Sansa confunde Baelish, chama Arya, mas na verdade é o próprio Mindinho que é acusado de assassinato e traição, expondo os crimes dele em manipular famílias, inclusive a tia e a mãe, assim como tentou induzir Sansa e Arya, ou mesmo falando que a adaga era de Tyrion, mas era dele próprio, ele tenta fugir, negar, mas é condenado e Arya corta-lhe a garganta num golpe. Theon chama Jon para conversar, que Jon sempre soube o que fazer, Theon quer resgatar Yara, tem que lutar contra o líder dos homens de ferro para que apoiem ir atrás de Yara. Samwell Tarly chega em Winterfell e conversa com Bran, que nos relembra sobre a verdadeira origem de Jon, Sam comenta do casamento de Raeghar e Lyanna, os dois se amavam. Jon também procura Daenarys enquanto navegam, o verdadeiro nome de Jon é Aegon e tem o direito legítimo ao trono de ferro. Arya e Sansa relembram o pai, “no inverno precisam se aquecer, o lobo solitário morre, a matilha sobrevive”. E no Wall, aproximam-se os mortos vivos, inclusive com gigantes, seus cavaleiros e o Rei da Noite com o dragão que solta fogo azul… e consegue queimar o gelo, abrindo caminho pela Muralha.

Dia da Mãe Terra e Fashion Revolution Day — João Leno & Deni Yoko

(by Yoko) Ufa! Eu ia postar nosso carnaval Beatles, com o bloquinho do Sargento Pimenta, mas mudamos de casa e tudo o mais… e já passou até a Páscoa! Mas continuo querendo compartilhar por aqui algumas coisas boas pra vida – e, por conseguinte, boas para o planeta. Esta semana foi o Dia da Terra […]

via Dia da Mãe Terra e Fashion Revolution Day — João Leno & Deni Yoko

O gato da Capitã Marvel e os loopings de vida

Sim, sim, eu não esqueci que finalmente Game of Thrones vai acabar (e Supernatural!), e que estou devendo o post da temporada 7, que me decepcionou um pouco, mas a gente já chegou até aqui, então vamos relembrar o que é preciso e acabar logo com isso!

Mas antes, vamos comentar um pouco das últimas semanas, só pra desencargo… No início de março fui para um evento especial no Chile, e logo veio a mudança de casa, e passou o mês todo e acabei não arrumando nada do mesmo jeito… Assim, acabei nem postando nada por aqui, mas que fique registrado:

– uma cena que deveria ficar guardada como aquelas cenas em que o cinema mostra como é a sociedade de determinada época: quando Ralph descobre os comentários ruins que rolam nas redes sociais e que a internet não é tudo isso de bom…

– a coisa que mais gostei em Capitã Marvel não foi uma heroína, uma mulher f0d@ que tava faltando pra Marvel em resposta à Mulher Maravilha da DC (mas a Gal Gadot tem mais classe e elegância, e um histórico mais interessante… ou não?). O que mais gostei… foi do gato! Claro!!! Flerken! Macho da raça humana, perigo nenhum. Já o Flerken?

– e esse montão de produções que copiam o mote de reviver o mesmo dia várias vezes, à la Feitiço do Tempo? Virou gênero? Quem diria, hein, Bill Murray. Eu queria ver aquele filme em que a menina tem que descobrir quem a matou (já esqueci o nome desse filme), e surgiram várias outros trabalhos parecidos e confesso que isso me desanima. Tipo quando saiu Birdbox e eu fiquei “é bem parecido com Um lugar silencioso, não?” – e, senhoras e senhores, pasmem, mas não vi Birdbox. Mas eu vi Boneca Russa, são poucos episódios e rápida duração, acho que até dá pra dar uma conferida. É uma mulher p0rr@ louca que morre várias vezes, daí lá pelas tantas tem um outro carinha que enfrenta isso também, algumas pessoas começam a desaparecer e tem a questão do referencial, tempo/espaço, até que é legalzinha.

De fato, existem tantas produções novas saindo toda hora, e eu sou só uma e tenho pouco tempo e acabo pensando que eu deveria escrever só quando vejo algo que gosto muito… que tal?

Mas estou divagando aqui, na verdade eu ia falar desses loopings de vida. Acho que todo mundo já quis voltar em algum ponto da vida e existem várias obras que trabalham esse voltar no tempo, muitas só pra mostrar pra gente que certas coisas são inevitáveis, a gente tem que passar, ou que apenas quando conseguimos mudar de verdade é que nosso destino muda.

Nos últimos (vários) meses, crise de meia idade, aquela coisa, eu estava pensando sobre isso. Como eu gostaria de voltar no tempo e não ter feito mais um ano de cursinho vestibular, mas ter continuado o curso de teatro pra então tentar a carreira em dublagem; ter feito o curso de japonês numa faculdade estadual em vez de ficar batendo na tecla do audiovisual, achando que eu “tinha que decidir o que fazer pro resto da vida naquela época” – não, não tinha! – e só depois desse curso, já trabalhando com traduções, eu faria a facu de cinema, com horários mais flexíveis, pra então poder trabalhar com edição de vídeos.

Ufa! Essa seria a vida que eu teria escolhido? Ou voltar pra Disney e morar lá pra sempre? O fato é que, parando pra pensar melhor, eu na verdade fiz um pequeno curso de dublagem. E estudei um pouco de japonês. E trabalhei com traduções. E até fiz um pouco da facu de cinema. E até que trabalho um pouco com edição – claro que não é exatamente o trabalho ideal, mas qual emprego é, realmente? Pois é. Acontece que tive a boa venturança de realmente experimentar tudo isso em que, por algum instante, eu pensei que queria “ter feito diferente se pudesse voltar no tempo”.

Na verdade, eu tive a oportunidade, mesmo sem terminar por completo, de experimentar tudo isso ao que eu tinha me proposto.

Não é interessante? E se a gente mudar o ângulo de visão, o referencial, e não pensar em tudo o que não fez, mas nesta outra linha de tempo e espaço, nesta aqui agora, tudo o que pudemos fazer? O que realmente fomos capazes de pensar, experimentar, realizar?

Eu não preciso voltar no tempo. Esta é a realidade da linha temporal que eu precisava ter vivido e é por isso mesmo que a estou vivendo.

Oscar 2019 – o meu mais musical

É, parece que neste 2019, meu ano realmente só começa depois do Carnaval. Quem sabe eu escreva no outro blog a primeira vez em que fui num bloquinho: que toca músicas dos Beatles no ritmo carnavalesco! Sim, achei um bloco de carnaval pra chamar de meu.

E logo no dia seguinte, temos o Oscar com sambinhas – agora sim começa meu ano? Espero que sim, porque foi uma correria desses primeiros meses, logo que saíram as indicações no final de janeiro eu pensei: “este ano tá fácil, já vi metade dos indicados a melhor filme!” e achei mesmo que iria ver vários de outras categorias… até parece, né.

A questão é que todo início de ano temos um treinamento espiritual no templo, entre outras atividades, o que acaba consumindo muito mais tempo e energia do que poderia se esperar (e ainda existe o fantasma de querer uma outra vida me assombrando). Não consegui então fazer os posts para cada filme ou mesmo o dos meus votos antes da festa, mas o que seria mais perfeito pra mim do que cinema e música para acalentar o coração?

(os oscarizados deste ano em negrito e alguns comentários também, porque é disso que a gente gosta, não? Oscar todo mundo consegue comentar : )

Atriz coadjuvante: Regina King (Se a Rua Beale falasse) – ah, eu achei muito decente e belo vestido.

Documentário: Free Soloera o favorito, não?

Maquiagem e cabelo: Vicemeu voto também, é o que mais gente viu, e impecável mesmo, não? Adorei as transformações, não só para Dick Cheney, mas Bush e até a esposa envelhecendo.

Figurino: Pantera Negra – ah, valeu, né? O primeiro filme de super-herois no Oscar não fez feio, misturaram referências africanas e tecnologia (aliás, o que eu mais gostei nesse filme foi imaginar que a África abrigaria na verdade a terra e o povo mais rico e avançado do mundo) 

Desenho de produção: Pantera Negra – meu voto era Roma, com a reconstituição da época, do cinema, do campo com as crianças, da maternidade, do protesto… de traduzir em imagem as memórias do diretor.

Fotografia: Romameu voto também, belíssima, com as texturas e o sentimento de um tempo que fica e até parece homenagem a um italiano, pra fazer jus ao título.

Edição de som: Bohemian Rhapsodymeu voto era Um lugar silencioso, só porque é um filme bom mesmo e a gente presta atenção demais nesses sons?

Mixagem de som: Bohemian Rhapsodye daí a gente sabe que misturar a voz do Rami com a do Freddie e… a gente aceita bem, certo?

Filme estrangeiro: Romameu voto era Um assunto de família, porque o filme do Koreeda realmente toca fundo para uma sociedade em que as relações familiares podem ser bem difíceis e estes tempos de dureza… E daí eu poderia dar voto de melhor filme pra Roma, hehe.

Montagem (edição): Bohemian Rhapsodyconfesso que só estava torcendo pra Vice não ganhar… eles querem fazer uma edição “espertinha”, mas tem hora que eu acho exagero.

Ator coadjuvante: Mahershala Aliera o favorito, mas pior que eu gostei mesmo do trabalho dele em Green Book; não deve ter sido uma composição simples, tem as sutilezas e é um personagem fascinante.

Filme animado: Homem-Aranha no Aranha Versopoucas surpresas neste Oscar, né? A verdade é que não tínhamos tão boas seleções assim de 2018, então ficou o que impressionou mais pela técnica, eu acho. É divertido a possibilidade de vários universos e o Homem-Aranha de meia-idade, haha, mas não tocou na alma e tenho a impressão de que logo vou esquecer dele.

Curta animado: Baopois é, né, acho que foi o que o pessoal mais viu e acabou sendo esse mesmo. Mas eu também queria ser igual essa animadora, que fazia storyboards de Divertidamente e agora taí ó; ai, ai, essa vida que eu queria e nunca foi.

Curta de documentário: Absorvendo o tabudesculpem minha ignorância, agora é que descobri o que é a “igualdade menstrual”. Então parabéns às meninas, porque a mensagem taí no mundo.

Efeitos visuais: O primeiro homempra mim esse foi surpresa, achei que iam dar pro Guerra Infinita!

Curta: Skinconfesso que nunca consigo ver os curtas, os caras pareciam bem surpresos também! 

Roteiro original: Green Bookpode soar muito explícito entregar uma fala como “é preciso coragem para mudar o coração das pessoas”; mas essa narrativa combina momentos mais cômicos, realidade regional, algumas liberdades e faz a gente torcer pelos personagens. Não tá bom? Lembre-se que tem mãos do Peter Farrelly (gente, o cara do Debi & Lóide 2!) e vocês vão se sentir gratos pelo roteiro ter saído bonitinho assim.

Roteiro adaptado: Infiltrado na Klanparece que o povo ficou meio surpreso, mas não valeu a pena o Samuel L. Jackson animadão pra anunciar e o Spike Lee pulando pra abraçar, terminando o discurso com Do the right thing (é, título daquele filme dele lá…)? Ah, e vamos combinar foi uma história bem legal pra se adaptar pras telas, adorei conhecer esse caso do infiltrado e as reuniões da KKK; ainda mencionando o cinema como motivador das massas (Nasce uma nação virou ícone na história do cinema, mas todos concordam com esse lado terrível da obra); e a ligação com fatos recentes para estarmos alertas e não achar que isso “foi coisa do passado”.

Trilha Sonora: Pantera Negrae os memes com a Gretchen, hein? Uhu. Na verdade eu tinha gostado da do Desplat com toques japoneses, mas esse novato também une a música clássica e ritmos africanos, tudo bem.

Melhor canção: Shallow (Nasce uma estrela) – não tinha como, gente, não tinha.

Melhor ator: Rami Malektá, temos os SAGs e os termômetros do Oscar, mas no fundinho eu tava torcendo pro William Dafoe finalmente levar um, contra tudo e todos.

Melhor atriz: Olivia Collmanopa, eu jurava que seria a Glenn Close! E seu vestido dourado ma-ra, fabuloso. Bem, o discurso da Olivia valeu a pena, foi muito autêntica, “It’s hilarious!”. 

Diretor: Alfonso Cuarónpoxa, o cara fez tudo, tinha que levar, né? E o todo ficou belíssimo, dá pra sentir que foi trabalho de muito afeto para encantar o mundo. Fofo do Guillermo entregando, mexicanos dominando nos últimos anos!

Filme: Green Bookhmmm. Vi gente mencionando Crash (e eu lembro desse Oscar também, credo, ficando velha. Percebo que conhecia mais nomes do In Memorian do que 10 anos atrás, ficando velha).

* * *

Muito rosa nos vestidos, laços, o tapete vermelho foi divertido, já fazia tempo que precisavam de um boost? Inclusive com gente vestindo metade smoking metade saiona. Não teve praticamente surpresa alguma sobre os que levaram a estatueta, mas a propaganda de cerveja inovou sem ficar repetindo a mesma frase, não teve politicagem chata, não teve piadinhas prontas, achei que ia dormir no meio, mas aguentei sim – a festa em si até que foi legal.

Como sempre, o cinema é consolo pro meu coração – lembram-se de que eu estava falando em incluir mais música na minha vida?

No ano de Oscar sem host não teve distribuição de comidinhas e começamos com Queen, melhor Oscar ever (não, o vocalista não é bom, mas o resto… é o Queen, gente, o Queen tava lá, e até o Javier Bardem tava curtindo!). Aliás, creio que você que acompanha Oscar faz algum tempo já deve ter parado em algum momento pra pensar como eu: “eles precisam mesmo de um host? Pra que serve?” – e não é que muita gente aprovou? Festa mais rápida, com um monte de comediantes se dividindo pra apresentar as categorias. E não teve número musical, e nem musical concorrendo, mas…

… teve a Lady Gaga e o Bradley Cooper cantando a música que ficou na nossa cabeça (e certeza que ele coordenou o pessoal das câmeras pra que a gente se sentisse assistindo a um filme, ao mesmo tempo que fez jus ao próprio filme deles, intimista e envolvente).

Por isso, este 91st Oscar vai ficar lembrado por mim como aquele que foi o mais musical. Vou até querer ver Quanto mais idiota melhor.

Como “Nasce uma estrela” me ajuda neste final de ano (que vamu combiná, foi do cão)

É, vem chegando mais um final de ano e eu nem sei o que dizer a vocês. Eu queria escrever pra todo mundo, como de praxe, amigos próximos ou que ficaram mais distantes, familiares, conhecidos, todo mundo; mas, como de praxe, muito trabalho no final de ano e sem tempo nem pra trocar a fotinho do perfil do whatsapp (sim, meu cabelo cresceu desde o ano passado!)

No horóscopo chinês, este ano é do cachorro, e eu esperava que fosse ser um ano muito bom pra mim (que nasci no ano do cachorro, meu ano!), assim como 1994 foi bom, e 2006 foi excepcional. Porém, eis que… é, pois é, não é.

2018 foi do cão mesmo. Dá até uma alegriazinha que tá acabando – porque a gente quer é mudar, quer partir pra novos tempos. Talvez eu deva encarar assim, como um ciclo de 12 anos se fechando, que tal?

Aliás, eu queria ter escrito por aqui, eu gostei de “Ilha dos cachorros” (2018)***! Ignorando quaisquer controvérsias, a trilha remetendo ao taikô (os tambores japoneses), as diversas cutucadas políticas figuradas, o visual sempre peculiar e engraçado, nem as metragens típicas do Wes Anderson me incomodaram. E olha que eu vi numa telinha na poltrona de um voo longo do Japão – quando o filme é bom não importa onde ou em qual tela você esteja?

E é claro que eu poderia escrever nem que fosse parcas palavras sobre alguns que não ganharam texto por aqui, mas obviamente me apeteceram: Jumanji, Um lugar silencioso, Corra!, Me chame pelo seu nome, Trama fantasma, Vingadores: Guerra Infinita, Viva!, Jogador No. 1, até que foi um ano bem legal para o cinema, com filmes que realmente gostei – até Bohemian Rhapsody, que é só porque está mais recente na memória e deu vontade de cantar todas as músicas do Queen a semana inteira. (não, eu não gostei da dentadura do Rami Malek, embora admita que ele trouxe uma energia incrível pro projeto)

Mas, embora eu tenha me emocionado muito, se eu for escolher um título pra falar que me surpreendeu e realmente acalentou este ano de 2018, foi “Nasce uma estrela” (2018)***. E, talvez, pra isso, coubesse eu voltar até John Carney, que só com dois filmes já entrou na lista dos diretores do coração (com Sing Street e Mesmo Se Nada Der Certo). Porque de vez em quando a gente precisa se reinventar, né. Desde que me conheço por gente eu sempre quis fazer cinema, e me perdi nas estradas da vida, e confesso que este ano foi bem complicado.

Sofri um momento de grande depressão e quis mesmo jogar tudo pro alto, nem que fosse pra vender tapioca na rua ou ir pro Japão de novo, só trabalhar numa fábrica, sem maiores preocupações sobre o sentido da vida. E me senti tão cansada, e fiquei doente tantas vezes – o que simplesmente atribuo a expressões externas pelo corpo do que não tava muito bem internamente, na alma.

Nos filmes citados do Carney, os personagens encontram um quê a mais na vida, ou para se reerguer, pela música. E quando o personagem do Bradley Cooper canta “maybe it’s time to let the old ways die”, isso ressoou na alma, em especial, neste ano. É aquela sensação de “basta” – talvez de outra maneira, mas até nas eleições sentimos isso? A gente quer fazer algo diferente, a gente quer mudar. Já faz 9 anos em janeiro que estou neste serviço e, creio que é natural desta geração, destes tempos, não se conformar simplesmente em como está.

Cooper me surpreendeu de verdade – e não é que o rapaz sabe dirigir? Até forçou a voz e tem aquela brincadeira interna com o Sam Elliott; e esse tema que se liga à própria experiência, de drogas e álcool. Eu fui pesquisar, as outras versões do filme são completamente diferentes – resolvi até assistir ao Espelho tem duas faces (1996)** da Barbra Streisand porque eu não queria ver Nasce uma estrela em si e estragar a outra versão, mas queria ver algum dela que eu nunca tinha visto… e é bem engraçado, achei até moderno, com a inversão dos papeis, é o cara que não quer sexo, e diferente de outras comédias românticas, ele gostava mesmo é da mulher mais “ao natural” dela – adorei.

Outra pra quem eu não tinha dado chance, Lady Gaga nunca me pareceu tão humana e tão talentosa – depois fui até assistir ao documentário sobre ela no Netflix. O personagem dela, a Ally, também me toca lá no fundo porque eu também queria ter tido essa “sorte”, eu também um dia tive um sonho de artista, e além de conseguir explorar um talento inato, encontrar o amor – assim como um dia eu já sonhei com o DiCaprio? ehehe. Mas eis que ela acaba se deixando levar e o próprio Jack perde a direção quando percebe o quanto mal está fazendo… ai, vai dizer que só eu chorei?

A química foi ótima, o visual, o clima de bastidores, de exploração da mídia, os coadjuvantes, a fotografia, a trilha, tudo funcionou.

2018-astarisborn_scene

Bem, mas o que eu queria mesmo dizer é que eu pretendo incluir mais música na minha vida. Já faz muitos anos que eu queria isso, e mesmo para ajudar contra a depressão. Eu não entendo nada de música, só conheço Legião e Beatles, mas sinto que preciso fazer algo diferente e ter novas aspirações. Não, não é que eu queira ser famosa como a Ally, eu só quero fazer mais algo que eu goste. E quem sabe com isso eu também não consiga aquela velha meta – de ter mais contato com os amigos, levar a vida mais de boinhas…

Os ensinamentos budistas que sigo falam que o mês de dezembro não é o final, mas consideramos como mês de “partida” para novos tempos. Neste mês eu já comecei a cuidar mais da diabetes e pretendo continuar, para esse novo momento da minha vida que eu quero ter. Com mais saúde. Física e mental. Também já tenho conseguido mais de algo que há tempos eu queria: saber mais de iniciativas conscientes sobre o meio ambiente. Existe um blog que encontrei que divulga posts quase que diariamente sobre o assunto (Life & Soul Magazine) – e eu acho isso muito legal. Na alma, é isso o que eu queria também: divulgar mais as coisas boas pra vida.

Então, não sei ainda se até mesmo o blog vai encarar por aqui alguma mudança, ou se vou acabar me dedicando mais a essas coisas por outros meios… mas ainda acredito nos ensinamentos budistas – vocês sabem que o Bertolucci que eu admiro não é por “O último tango em Paris”, certo? E também não é por “O último imperador”, sorry.

Por agora, o que posso dizer é um muito obrigado aos poucos leitores que me visitam, e que desejo a todos as mudanças quando elas forem necessárias; que consigam também se reerguer se caírem – porque as quedas e arranhões também são necessários pra depois a gente dar valor à bem-aventurança; que possamos começar de novo Mesmo Se Nada Der Certo; desejo felizes festas a todos, sabendo que Nasce uma Estrela a cada vez que você sorrir (ou que a lágrima cair também, dependendo da lágrima ;)

Tell me somethin’, girl
Are you happy in this modern world?
Or do you need more?
Is there somethin’ else you’re searchin’ for?
I’m falling
In all the good times I find myself
Longin’ for change
And in the bad times I fear myself
Tell me something, boy
Aren’t you tired tryin’ to fill that void?
Or do you need more?
Ain’t it hard keeping it so hardcore?
I’m falling
In all the good times I find myself
Longing for change
And in the bad times I fear myself
I’m off the deep end, watch as I dive in
I’ll never meet the ground
Crash through the surface, where they can’t hurt us
We’re far from the shallow now