Stan Lee e a “limpa” do próximo mês no blog

Puxa, eu queria escrever um post mais decente no blog, algo bem legal para o Stan Lee. É uma daquelas mortes que a gente não espera, mas na verdade não me surpreendeu tanto assim – 95 anos e pra mim, ele se divertiu um bocado e aproveitou bem a vida aqui na Terra. Horas depois que fiquei sabendo no dia, fui ver e já pipocavam listas na internet das pontas que o criador de quadrinhos mais famoso da atualidade fez nos filmes relacionados à Marvel. E não é? Uma das coisas mais divertidas era ficar esperando pra ver onde é que o Stan Lee ia aparecer!

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Seja como um Larry King, um Hugh Hefner, pra cortar o cabelo do Thor, como DJ…e eu meio que fiz uma “homenagem” à minha maneira revendo “Big Hero 6“, pra mim é o melhor cameo! Ele mesmo é um herói (e não é na vida real mesmo? Só por ter criado tantos supers pra gente) e até ensina o filho a usar a cueca eco-friendly hahaha. Lembro-me quando Robin Williams partiu eu fiz um post especial para ele, desta vez estou menos inspirada, mas com certeza teríamos uma daquelas conversas divertidas que eu costumava fazer anos e anos atrás…

***

Sim, por falar nisso, este mês recebi a notícia de que o Flickr vai mudar. É uma plataforma que eu uso para fazer meu próprio “álbum de figurinhas” com os cartazes dos que vi no cinema, e também ilustram os posts por aqui, eu tava super tranquilona com meu 1 tera de espaço até que… bem, decidiram limitar se não pagarmos por um plano, e com quase 10 anos desde meu registro, eu tenho umas 1.300 fotos por lá… Resultado: vou ter que sair apagando várias coisas.

Este ano também mudaram a questão do compartilhamento dos posts, do WordPress para o Facebook, a vida de blogueira não anda fácil… daí, claro que passa pela cabeça alguns pensamentos existenciais, “pra que eu faço isso mesmo? será que continuo com o blog?”, eu poderia simplesmente largar mão de tudo. Na verdade nunca fui muito de usar o Facebook (e faz anos que não entro), nem na época “áurea” do Orkut eu usava muito Orkut… Hoje em dia tem muita gente que ganha algo por ser blogueiro, o que não é o meu caso. E se depois de tantos anos com sites e blogs ainda estou neste patamar, é porque eu não devo ser muito boa nisso, acho que não sirvo bem pra isso também…

(não me espanta que essa seja meio que a lógica de eu querer largar meu serviço)

E eu confesso a verdade para vocês: tenho medo de largar o serviço e entrar numa depressão ainda mais profunda e pior, com a sensação de ter absolutamente nada para fazer desta vida, que pouco importaria esta existência.

Pois aí é que está. Mesmo sem as fotos pra dar um “tchã” no visual, eu prefiro escrever. Eu preciso escrever. Eu já contei para vocês que quando estava no segundo ano da escola ganhei um prêmio de uma das melhores redações do ano? Depois no quarto ano, a professora também leu uma minha em voz alta e os outros colegas gostaram muito, imaginando quem é que tinha escrito.

Quando eu morava no Japão eu fingia que estava me preparando para escrever roteiros para cinema, quando eu fiz cursinho eu escrevia poemas, quando eu fiz faculdade, não tinha problemas nos trabalhos e eu também me aventurava em alguns contos de vez em quando.

Mesmo que seja a mais ínfima possibilidade de algum leitor perdido por aí no cyberspaço ler algum texto e se comover, só essa esperança já me deixa me sentindo melhor. Mesmo que eu não ganhe nada com isso.

Algumas pessoas, como o Stan Lee, são tão boas e sabem explorar bem os seus talentos, ficam conhecidas e ganham voz no mundo. Mas assim como enfatizam em Nasce uma estrela (A star is born/2018) – quanta gente talentosa existe por aí afora e acaba nunca sendo conhecida, certo? Não significa que cada um de nós não tenha algum talento em especial. Cada um de nós tem uma qualidade única, ou talvez várias – esse é um ensinamento budista em que eu acredito de verdade.

Mesmo que eu nunca ganhe voz no mundo como a Ally, como eu escrevi em algum post recente, é imprescindível que a gente se permita tirar um tempo e fazer algo que gosta.

Tanta ladainha pra…? É, o blog continua. Mas nas próximas semanas vou dar uma “limpa” em alguns posts. Sei que tem pessoas que visitam os posts sobre os lugares de comidinhas, de hambúrgueres, mas como esses posts também ficam defasados, eles vão ser retirados aos poucos. Os comentários dos filmes por um tempo virão sem foto alguma, os posts que já tinham o poster para ilustrar também ficará só o texto. O blog que eu tinha criado só para falar da diabetes já foi desfeito, não só porque eu não estava dando conta de ficar escrevendo, mas o propósito de me ajudar no controle também não estava dando certo. Ainda vou pensar em alguma solução para os relatos de viagens, pois são os que mais me tomam espaço de fotos.

É claro, eu poderia adquirir um plano pago para o compartilhamento de imagens, mas no momento minha situação financeira está um pouco incerta.

O blog continua, mas talvez seja mais um dos sinais dos tempos de que eu preciso mudar. De alguma forma. Mais um ponto de virada na vida, partir para outra grande aventura, porque foi uma longa jornada dos anos de 2007 pra cá, e já faz um tempo que eu venho precisando mudar e me reinventar. Será que vai continuar só na teoria, ou realmente vou conseguir realizar alguma coisa?

Outro dia estava lá esta frase na rua: “Se você não muda, tudo se repete”.

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3 faces e as pequenas loucuras da Mostra…

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Hoje termina a 42ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, e eu fico pensando na época em que eu fazia aquelas loucuras. Não só de ficar o dia todo em sessões de cinema, passando de uma sala correndo pra outra, planejando os filmes que dava pra pegar e os lanchinhos que dava pra fazer, isso é de praxe. Mas e aquelas sessões que eram canceladas? Eu já peguei caso de atraso porque a lata do filme não tinha chegado, e quando acabou a luz no tal cinema? E quantas vezes não passei raiva porque não consegui a sessão que eu queria, uma vez ficando desde cedo na fila, antes de o cinema abrir, pra chegar perto da hora e vir um carinha monitor da Mostra avisar que tinha ingresso só pra metade daquela fila…

É, eu já desisti tantas vezes do cinema e acho que tô ficando gato velho escaldado, porque, honestamente, tá dando mais onda pra mim não. Em outros tempos, eu teria ido lá passar frio no Vão do Masp pra ver alguma sessão qualquer (e engraçado como sempre faz frio em algum dia da Mostra, e sempre chove em algum dia da Mostra…), só para ter o prazer coletivo de não pagar ingresso pra estar num cartão postal da cidade prestigiando cinema, apesar das luzes e buzinas dos carros atrapalhando, e um ou outro bêbado gritando no meio da sessão (sim! Mostra SP).

Em outros tempos eu teria ido ontem à exibição especial de “Central do Brasil” (1998) ****, em que prometeram presença do Walter Salles e elenco – gente, 20 anos! E pensar na minha felicidade e orgulho ao ver um filme brasileiro estar em cartaz em cinema japonês. Sim, nessa época em que estreou no Japão, eu morava por lá, entendia menos ainda do que hoje de cinema, mas tinha achado lindo.

Em outros tempos, eu teria me esforçado para ir neste último dia de Mostra, apesar do toró que caiu em Sampa, lá no Ibirapuera, fechar com chave de ouro esta temporada de filmes com “Roma”, do Cuarón. Mas vejam só, senhoras e senhores, se a gente não comete nem uma loucurinha? Não consegui pegar ingresso online para “Assunto de família” do Koreeda, e dei um jeito de sair mais cedo para ir até o CineSesc – claro que sem pretensões reais de conseguir um ingresso – mas, não contente, ainda andei (sim, encarei essa caminhada de 40 minutos) até a Cine Sala, lá pelos lados da Fradique, pra descobrir que “Infiltrado na Klan” do Spike Lee também estava esgotado. Claro, claro, um vencedor de Cannes e os dois indicados pelo Guia da Folha? Mas do que adianta a gente procurar escolher algo bom entre os 300 e poucos filmes da Mostra, não é mesmo? A Mostra é pra quem compra pacote, quem se planeja lá atrás, cinéfilo de carteirinha, se você só quer ver um filme “alternativo” tem que se contentar com pouco ou não esperar nada – Mostra é pra mostreiro.

Então, eu optei por escolher minha própria saúde – pelo menos desta vez, pelo menos este ano – e só vi um filminho só. Porque foi o que deu, e tá bom, porque afinal de contas, muita coisa acontecendo na vida por aí, né, fazer o quê.

***

3 Faces (Se rockh /2018) ***

 

Daí me lembro também de que, num passado longínquo, quando eu ainda acreditava que um dia eu poderia ser cinéfila, eu achava demais ouvir que alguém tinha visto um filme iraniano. Eu pensava “que cult, um dia vou ser assim”. Pois bem, pelo menos uma vez na vida posso dizer que vi um filme iraniano. hahaha (mentira, que em algum momento da vida a gente já deve ter visto Kiarostami ou Farhadi, certo?)

Aliás, é impressão nossa ou as estradas aqui também homenageiam um pouco Kiarostami? Bem, bem, vamos lá.

Historinha: um diretor e uma atriz vão até um vilarejo constatar se um suposto suicídio de uma jovem é verdade.

: D – Aqui, as pessoas da vida real retratam a si mesmas, coincidindo o nome dos seus personagens. E não podemos ignorar que o diretor e um dos personagens principais está na verdade impedido de sair do país (e até de filmar?). Se pensarmos então quem são as 3 faces – uma aspirante a atriz, uma atriz famosa e uma artista do passado, quase esquecida/escondida no meio do nada… não é também interessante pensar que o próprio diretor se mescla com essa terceira face nesse quesito de estar escondido para fazer sua arte? E pensar em como cada um aparece, “dá a cara”; todos mais jovens usam seus celulares, inclusive para persuadir ou mostrar o que quiserem, uma figura pública tem outras preocupações.

: D – e quando os cidadãos percebem que eles não vieram ali para ajudá-los, que ninguém se importa com eles mesmo, perdidos ali no meio do nada, quase sem nem o básico (energia elétrica ou abastecimento)… não é um tapa na face, de quanto a gente dá voz ou importância a certas coisas e outras não?

: D – é esperta e aprovamos a transição de uma cena, quando o irmão está com uma pedra na mão e depois vemos aquele vidro quebrado… às vezes a gente não precisa dizer nada, só observar pra ver no que vai dar.

: D – “e vocês teriam vindo?”, apesar de estarmos com raiva por ela ter usado de subterfúgios, a gente sabe que não teriam não.

Um comentário interessante que ouvi foi que existem alguns momentos em que “dá medo” – aquela mulher andando sozinha à noite e sendo convencida a ir na casa das pessoas, ela não vai ser roubada ou pior?, o boi no meio do caminho não é um golpe? Talvez nós estejamos tão acostumados a estarmos desconfiados de tudo (assim como a gente já começa o filme desconfiando daquele vídeo, junto com Jafari), que não consigamos perceber o que na essência é o lado bom do ser humano? Sua genialidade, sua qualidade, sua pureza… E o que isso tem a ver com budismo? Na linha budista que sigo, sempre dizemos que qualquer pessoa tem o potencial dentro de si para despertar para as verdades que libertam dos sofrimentos. Quando falamos de “desapego”, isso pode significar às vezes deixar de lado alguma “maldade” que vemos, por exemplo, para descobrir a verdadeira essência boa existente em tudo. Mesmo nas pessoas mais difíceis, mesmo nas situações mais limites, mesmo em meio a algum problema.

Os últimos meses, e ai, já chegou a Mostra

Gente… é, já estamos chegando no segundo turno das eleições – e depois de não acreditar que o Trump foi mesmo eleito, o que mais eu poderia esperar deste mundo que virou de cabeça pra baixo?

Os últimos meses foram difíceis e bem cheios, tanto que acabei me afastando dos blogs – e isso me faz uma falta! Mesmo que seja para escrever bobagens, minha terapia é escrever. Eu até consegui alguns objetivos a que tinha me proposto este ano, terminei os livros que há tempos queria publicar, fui para o Japão novamente no último mês de setembro, mas do final de julho até início de setembro estava super atarefada e trabalhando muito para terminar umas aulas para a escola do budismo que frequento, e… fiquei muito esgotada com tudo. Até a viagem não foi tão bem desta vez, foi mais “pesada” do que eu tinha imaginado que seria.

E, claro, como sempre, estou falando do peso na alma. Eu sou uma pessoa que sofre de leve depressão, que de tempos em tempos volta – e acredito realmente que em parte é por esta vida de tempos modernos, que a gente deveria é trabalhar menos e ter mais tempo para fazer o que gostamos, para estar com a família e amigos, ou só pra sentir, pra respirar, mesmo. Mas, enfim, já escrevi muitas vezes aqui no blog como desabafos, e o fato é que voltei do Japão e passei umas semanas bem ruins, realmente sem vontade de fazer nada.

A minha reabilitação é procurar pensar de modo positivo. Procurar pensar em maneiras de manter uma boa saúde – porque, no final, ninguém vai fazer isso por você, você mesmo precisa se cuidar. E uma das questões de saúde para mim, fora a diabetes, é ter menos estresse e me preocupar menos, pensar em coisas boas e me distanciar do que me faz mal, manter a mente e o espírito saudáveis também.

Esses foram meus últimos meses emocionalmente, e acabei não escrevendo por aqui, mas vejamos… o que andei fazendo?

Teve uma época em que eu estava testando vários joguinhos para celular. Por uns dois anos eu só tive um joguinho, que era o da Disney, dos Tsumtsums – acho que eles me pegaram com o evento de personagens do Star Wars (ganhei o Yoda, o Chewie, a Princesa Leia, e derrotamos as invasões do império) e daí não parei mais, até ganhar os personagens de Monstros S.A., Baymax, Toy Story, a Dory, Pocahontas, Mulan, mas… tem uma hora que o jogo em si enjoa. Daí experimentei aqueles jogos de fazer comida, Cooking Mamma dá muito trabalho, desisti; peguei aquele jogo de carrinhos de corrida que roubam dinheiro; aquele que a gente junta florzinhas e vai decorando o jardim; testei vários até chegar naqueles de buscar objetos na cena. E fiquei com June’s Journey. Eu queria até fazer um post sobre como é legal o modo como eles bolaram: a pessoa pode ir passando as “fases” (que são capítulos da história) sem muitas dificuldades, ir decorando a propriedade com o dinheiro que ganha (gosto de imaginar que sou rica milionária e criativamente ir criando os espaços na ilha), tem prêmios recorrentes (os baús que o jogador pode abrir quando preferir, energias inesperadas) e coleções da estação. São várias maneiras prazerosas de manter a gente querendo continuar o jogo.

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E como boa descendente de japoneses, claro que de vez em quando surge algum anime na nossa vida, certo? Ano passado eu gostava daquele de super-herói e da escola de culinária bem competitiva, nestes últimos tempos eu adorei “Hataraku Saibo“. A narrativa é das células do corpo humano como um mundo normal – são como pessoinhas trabalhando aqui e ali conforme sua função, a principal personagem é um glóbulo vermelho que sempre se perde, sem achar o caminho certo pelas regiões do corpo, e a função dela é levar nutrientes… Daí vem uns monstros (tipo vírus, alguma doença) e o mundo fica a perigo, com alguns personagens lutando para salvar o mundo – no caso, o corpo humano. O desenho é muito divertido, com todo o visual das animações japonesas (caprichado) e uma super pesquisa sobre o funcionamento do corpo humano para criar os conflitos, as plaquetas são fofinhas, um simples espirro é como lançamento de mísseis e uma gripe vira uma loucura caótica nesse universo.

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E as séries? Sim, muita Netflix quando a gente não sabe muito o que fazer na vida e não quer pensar nos próprios problemas. Eu vi inteira “O vazio” (The hollow / 2018), sobre uns adolescentes que acordam em um lugar estranho, vão descobrindo poderes, ultrapassando desafios, só que é bem previsível, a gente logo percebe que tudo parece muito com fases de video-game. Vi um episódio só de “Legion”, vi toda a “Fugitivos da Marvel” (2017) que até é interessante, são adolescentes envoltos numa trama que a princípio não faz sentido, tem um culto religioso, uma adolescente que se suicidou, os amigos que voltam a se reunir, um clima meio estranho e a gente quer ver aonde vai dar, até que é bem feitinha. Agora, “The Marvelous Mrs. Maisel” (2017), da criadora de “Gilmore Girls”, pra mim foi excepcional, gostei de verdade e queria escrever um post só pra ela. Tem a mulher que tem talento pra comédia e busca fazer stand up, lidar com a separação do marido, a NY dos anos cinquenta, a vida dos judeus ricos, trilha sonora e visual bem bom da época. Aliás, pretendo dar um post só pra “The good place”, temporada 2, e neste final de ano fazer maratona de “Bojack Horseman”.

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Esta última é mais porque, ultimamente, o que tem me animado é imaginar a vida em Hollywood. Eu sei, eu sei, já sou velha, mas às vezes os sonhos são apenas para serem sonhos, para nos manterem seguindo em frente e não desistir de vez da vida. Sim, nos últimos meses eu tenho pensado muito nos diversos arrependimentos da vida e se eu voltasse no tempo o que teria feito diferente (teria feito o curso de teatro em 2003, teria feito USP Letras japonês, teria procurado trabalhar com dublagem, voltado à Disney, feito Senac audiovisual logo depois).

Já desisti vezes demais do cinema. Não quero mais desistir de mim. Quero fazer mais as coisas que eu gosto – e eu não ligo tanto para dinheiro, para essa questão material, estou falando de felicidade, apesar das adversidades. A gente tem que buscar incluir mais o que a gente ama na nossa vida.

Claro que as coisas nunca vão acontecer do jeito que a gente gostaria ou imagina. E o que deu errado também é a parte importante dos nossos aprendizados. Eu não quero mais fazer uma faculdade de cinema, eu não penso mais em ser diretora. Mas eu ainda gosto do cinema.

Então, os filmes? Ai, ai. Sim, teve os filminhos dos voos de mais de 20h. Teve as Sessões da Tarde, e percebi que hoje em dia isso mudou, né? Não é mais aquelas tardes cheias de aventura, dos filmes “produzidos por Steven Spielberg”, acho que o público desse horário mudou, as crianças e adolescentes de hoje tem cursos à tarde e não tem mais tempo pra bater figurinha, andar de bicicleta ou jogar bola na rua? A maioria dos filmes da Sessão da Tarde agora são comédias românticas… hmmm. Bem, eu fiquei sabendo que Shyamalan vai fazer uma espécie de continuação de “Fragmentado” (2016) *** que resgata o personagem de “Corpo Fechado” (2000) *** e eu revi os dois, foi legal fazer isso, eu já nem lembrava deste último e eu também quis escrever sobre ver os dois filmes juntos, mas… é, percebi que eu tenho que escrever logo, assim que vejo o filme, enquanto ainda está “fresco”, tô realmente pegando idade.

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Um filme que eu vi mais recentemente e me indignou muito foi “Caminhos da Floresta” (2014) – e olha que eu gosto de comédias românticas e contos de fada, mas xenti, que coisa terrível. Terrível, terrível. Tipo, vergonha alheia constante, sabe? Comecei e recomecei umas quatro vezes até que finalmente decidi ir até o final. Procuraram misturar as histórias da Chapeuzinho Vermelho, da Cinderela, da Rapunzel, do João e o Pé de Feijão, já imaginaram a bagunça, né? Me admira que tantos famosos entraram nessa roubada, e a Meryl Streep até foi indicada ao Oscar de novo (pelamor…), a sequência de maior vergonha alheia é quando o príncipe da Cinderella e o da Rapunzel se encontram e debatem quem sofre mais, no meio da cachoeira, abrindo a camisa pra mostrar o peito… Tudo bem, eu admito que eles buscaram incluir momentos cômicos propositalmente, mas simplesmente não deu certo. O filme não sabe o que quer ser, não é infantil, não é romance, é um musical bem capenga, a maquiagem é por vezes ruim, dá impressão que perceberam que já estava tudo perdido e aí falaram “vamos dizer que foi tudo de propósito, é uma comédia”.

Ai, desculpem, este já é um post longo, mas tem coisas que a gente precisa tirar do peito. Eu vejo muita coisa ruim, então, pra estar assim, vocês imaginem…

Ah! E nessas elucubrações sobre a vida, perdendo tempo pensando na própria miséria bem à la Brás Cubas… eis que chega a Mostra! Sim, a Mostra. Quem sabe eu tenha alguma salvação? E eu nem falei do Anima Mundi, que sempre me ajuda um pouquinho, todo ano. Mas é isso, tenho que escrever tão logo posso, sem procrastinar, vamos ver se daqui pra frente eu pratico mais isso.

“I feel pretty” e a dificuldade de cultivar gratidão

Geralmente, nós não ouvimos as histórias daqueles que fracassaram. É claro, são aqueles que foram bem sucedidos que podem nos servir de inspiração e exemplo, motivação para seguirmos em frente, superarmos nossos próprios desafios e também termos esperança, uma chance de vencer. Mas isso não significa que todos aqueles (em número muito maior, creio eu) que tentaram e não conseguiram também não tiveram sua história de esforços válidos.

Confesso a vocês que este ano foi bem difícil. E de tempos em tempos eu me pego naquela espiral de negatividade, deprimida/depressiva com tudo o que eu acho que deveria ter realizado e não consegui. (Embora eu até tenha cumprido alguns objetivos pelo meio do caminho, sim).

E foi um ano bem cansativo. Inclusive a última viagem que fiz ao Japão (acabei de voltar no início da semana). Voltei com a sensação de querer férias das férias, esgotada, e repensando o que realmente eu gostaria de fazer da vida. Será que esse caminho que tenho trilhado até agora, dessa forma, é o que realmente me faz feliz?

Durante o voo de ida, eu assisti a um filme que parece ser bem medíocre, I feel pretty (Sexy por acidente / 2018). Amy Schumer faz uma gordinha que não é feliz consigo mesma, não acredita muito em si e bate com a cabeça um dia, olhando-se no espelho e acreditando que se transformou numa mulher linda e sexy (quem nunca teve vontade de ter encontrado o Zoltar de Big/Quero ser grande, não é mesmo?).

Com essa nova crença, ela muda totalmente de disposição, tendo mais confiança em si, sem achar que é pior que outros só pela aparência. Muda de emprego, anima as pessoas ao redor, inspira até o namorado que arranja por acaso.

Recentemente, em um treinamento espiritual, foi indicado algo semelhante para mim. Por que nós nos comparamos tanto com outras pessoas, nos fechando em nosso mundinho, pensando que somos menos merecedores do que outros, quando na verdade temos tanto potencial? Existem muitas possibilidades para nossa existência, e todas elas estão abertas a nós, mas muitas vezes nos deixamos levar por pensamentos e sentimentos negativos.

Algo que as pessoas tem enfatizado muito é sobre ter gratidão. Sentir gratidão apenas por ter esta vida presente, por cada coisa que nos é possibilitada. Mesmo para o treinamento especial que passei, falamos que o “vazio” na verdade é estar “vazio” de sentimentos negativos que impedem nosso crescimento e evolução. Acredito que isso envolva estar cheio de gratidão.

Pensando bem, se estivermos plenos de gratidão, não teremos essa negatividade nos puxando para baixo, não vamos nos comparar com outros achando que somos piores e não somos suficientes – para acreditarmos em nossos sonhos, em nossas qualidades, para trabalharmos em direção a um mundo melhor, que começa com o nosso redor.

Todos nós somos humanos e temos falhas, problemas. Ainda mais sendo virginiana, no fundo sou levada pelo perfeccionismo e a figura de alguém “ideal”. Mas admitir os próprios erros é também ter compaixão pelo próximo e seus eventuais erros, e isso também é ter gratidão. Pelo que você é e por tudo o que existe ao seu redor.

Cultivar a gratidão não é tão fácil quanto parece, eu bem sei. Não existe uma fórmula, existe? Talvez tenhamos que nos lembrar a cada dia, talvez conseguir dizer “obrigado” todos os dias já seja um começo.  E, talvez, mesmo quando achamos que “fracassamos” em algo, ter compaixão por si mesmo, ter gratidão por todas as possibilidades ainda existentes para nossa vida, talvez seja o primeiro passo para levantarmos de novo.

Retrospectivas, casamentos e mais do que os filmes

Ontem, dia 03 de junho, fizemos um ano de casados! E nos últimos meses teve Retrospectiva do Casamento por este blog aqui, pra quem não pôde estar lá seja qual tenha sido o motivo (e olha que foi como uma trilogia, então você não deve ter visto ou São Paulo, ou Belém, ou NY…), confere lá. Nos últimos dias, inclusive, fizemos uma pequena viagem pro Rio Grande do Norte e pretendemos postar em breve.

Nesse meio tempo em que o blog esteve fora do ar (xenti, dois meses, é tanta coisa que nem sei por onde começar) teve também o casamento do príncipe Harry e da Meghan Markle, lindão, claro… e a gente só comenta aqui porque eu nem sabia que ela era atriz antes de saber do casamento… E eu confesso que eu escolhi no Netflix ver “À beira mar” só porque foi o último com o Brad Pitt e a Angelina Jolie antes de se separarem – e dirigido por ela, e fala de um casal em crise… hmmm

E vi aquele filme em que a Jennifer Aniston quer ser mãe e o eterno Michael de “Arrested Development” (Jason Bates) tem quedinha por ela, e depois ela como mãe naquele filme sobre o Dia das Mães e… é, eu acabo achando que a vida e a arte se confundem e ela não podia ter, então o Brad foi lá e teve um monte com a Angelina, e confesso que nunca torci pra esse casal porque achei ela uma bitch (desculpa aê, sei que é aniversário dela e tal) e todo o embrolho terrível, enfim, quem sou eu, mas acabei vendo esses filmes bem ruinzinhos. E confesso que depois que a Jennifer se separou, fiquei torcendo para voltarem.

Vamos falar de algo bom, um dos destaques do mês de abril foi “Um lugar silencioso” (2018)***. Que filme mais bem aproveitadinho, hein, quem diria que o John Krasinski, eterno Jim do “The Office”, teria uma mão tão boa. E ainda ao lado da esposa, Emily Blunt, pegou um bom gancho com a menina surda e a esposa grávida, que gera complicações arriscadas no cenário estabelecido de aliens que matam pelo som… vários detalhes que somam e alguns momentos de perder o fôlego, valeu o ingresso.

 

Porém, meu grande destaque de abril foi “Ready Player 1” (2018)***! Com certeza! Mais do que “Vingadores: Guerra infinita” (2018) ***? Pff… óbvio, tu não me conheces. Tudo bem, este último filme foi muito esperado pelos fãs, até que conseguiram aproveitar legal tantos supers juntos, e Thanos foi mais interessante do que eu esperava: grandes sacrifícios para salvar a humanidade? Hmm, é meio que um anti-herói, ou não?

E já que estamos falando de super-heróis, eu fui sim conferir “Deadpool 2” (2018)***, que também foi melhor do que eu esperava? Mais do que boca suja e piadinhas, e uma nova integrante com o melhor super poder: a sorte! hahaha Esse poder fez a gente ficar de olhos grudadinhos na tela acompanhando tudo, numa ótima sequência de ação.

Mas o do Spielberg… como os leitores sabem, sempre preferirei o meu padrinho imaginário. Não dava nada pelo trailer, mas passar por essa aventura nostálgica dos anos 80 foi gostoso demais, incluindo a trilha sonora, o T-rex do diretor que é pai dos Parques dos Dinossauros; amigo do Kubrick, com o desafio importante do “Iluminado” (1980) ****, que não estava no livro; direito a ótima trilha sonora e mais uma agradável caracterização do Mark Rylance; Delorian, cubo do Zemeckis (outro amigo); o Gigante de Ferro!, Godzilla e muito mais. Que “Stranger Things” que nada, isto aqui sim é anos 80/90 na veia. Até quis ter feito um post só de coisinhas divertidas a notar, mas não rolou.

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Não rolou porque eu passei quase dois meses doente. Pois é, pois é. Tive piriri, achei que tinha melhorado, gripe, hormônios descontrolados (e sangrar três vezes no mês é demais pra mim; assim como um período prolongado de 10 dias), imunidade baixa, foi triste. Na verdade, tivemos muitas coisas tristes, Nelson Pereira dos Santos (que me lembrou de como eu fiquei embasbacada na época da faculdade, quando descobri que dava para ver filmes inteiros pelo YouTube!), outros jornalistas, incêndio, greve dos caminhoneiros. Mas a gente acaba se concentrando nos nossos próprios problemas, não é verdade?

E o que isso tem a ver com o budismo? A essência geral dos ensinamentos budistas que sigo é buscar sempre a felicidade do próximo. Chega ao ponto de querermos tanto que a outra pessoa seja feliz que esquecemos das nossas próprias infelicidades. Além disso, as adversidades nos fortalecem e podemos sentir felicidade mesmo quando nos deparamos com as dificuldades, porque tudo é motivo para agradecer.

Pois, admito, é mais fácil na teoria do que na prática. Junto com a doença “física” eu me peguei indagando se esses sintomas eram erupções de um interior que não aguenta mais e está para explodir. Porque quando a alma não está sã, o corpo também dá sinais. Há muito sinto-me cansada. Fiz retrospectivas pessoais, do que eu já vivi e dos sonhos que outrora tive. Acredito que luto contra uma leve depressão, que volta de tempos em tempos. Passar meses sem vontade de sair ou sem fazer as coisas com prazer não é lá muito normal.

Embora eu quisesse ser o exemplo perfeito e servir de inspiração, esta é a verdade: eu preciso lutar, todos os dias. Para ir trabalhar. Para buscar contentamento. Para encontrar algo que me dê esperanças de uma vida verdadeiramente feliz. Sei que não existe uma solução fácil. Eu queria poder me conformar, ou desistir de tudo. Mas eu luto. Procuro por pequenas saídas que sejam, pequenos respiros.

Um deles é escrever. Nem que seja aqui, no blog – e agradeço a todos que visitam, porque mesmo eu achando que ninguém lê, acaba me estimulando ver os números de visitantes. Outro é o cinema. Ainda dentro dos ensinamentos budistas, dizem que há alguns sofrimentos típicos pelos quais os seres humanos podem passar, como o de se separar de entes queridos, de não ficar com a pessoa que ama, de não conseguir realizar o que se quer na vida. Há alguns anos eu desisti de fazer cinema e venho entendendo cada vez menos do universo da sétima arte. Desapegando disso, fiquei à deriva pensando o que eu poderia querer mais do que os filmes. Claro que eu ainda gosto deles e continuamos escrevendo. E, na verdade, algo que sempre quis com os filmes era passar mensagens boas e inspirar as pessoas.

Um dia talvez eu tenha uma resposta melhor para este momento que estou vivendo.

Agora, preciso me focar na saúde. Nunca tive um mês tão ruim na diabetes, desde que passei a medir regularmente e tentar um controle. As glicemias em jejum sempre acima de 200. Daí, encontrei um livro sobre saúde pelos alimentos e de forma natural. E inclusive ele fala sobre evitar a depressão suicida com o poder dos alimentos, vejam só. Claro, eu devo procurar a prática de exercícios físicos também. Sobre esse novo desafio, contarei no outro blog.

Eu tinha algumas metas a cumprir até o final de maio que foram cumpridas, para que eu pudesse me renovar. Ainda não sei bem como ter mais gratidão e me sentir mais feliz e contente. Mas estamos na luta. Um passo de cada vez.

 

Polêmicas do Lula e Netflix à parte, eu prefiro é Rick and Morty

Eu não vi “O mecanismo”, e nem vou ver, e nem tenho ganas de. Vamos lá. Pra mim, a prisão do Lula é simbólica; tudo bem, foi bom o povo da nação sair na rua e demonstrar sua insatisfação e tentarmos mudar algo para melhor, mas Lula não foi nem é o último dos corruptos. Teria que mudar tudo, um sistema inteiro, e as pessoas – começa por cada um, mas aí a história não tem fim, e não falo de política porque simplesmente não entendo o suficiente e quem sou eu, né, não sou nenhuma formadora de opinião.

Então, eu prefiro mesmo é… falar de “Rick and Morty”!

Ah é, eu li o texto do Pablo Villaça sobre deixar a Netflix, e ele até tem uns bons argumentos, sendo que alguns deles eu concordo plenamente, o canal de streaming nos deixa bem preguiçosos, por exemplo. Porém, ainda não decidi terminar a conta do Netflix – que nem é minha, eu vejo no perfil do maridão. E eu não comecei a assistir a Netflix achando que seria minha principal fonte de filmes, mas porque tinha uns desenhos legais, uma ou outra série original legal (Arrested Development foi ótima!), era um pacote relativamente barato de passatempo. Até as outras implicações… eu não sei ao certo sobre as outras grandes empresas da indústria do entretenimento (e nem sei se quero saber), mas será que é só a Netflix que está envolvida em algumas polêmicas por aí, que não está muito comprometida com a qualidade do material produzido, que pensa mais nos números do que nas pessoas em si? Hmmm.

Como disse, ainda não me decidi. Mas! Eu tinha ouvido falar que a série animada “Rick and Morty” só estaria no catálogo até dia 01 de abril (pegadinha do dia da mentira? Porque ainda está lá disponível… hmm), e daí fiz uma pequena maratona para ver as temporadas disponíveis.

E é uma série de “pirar o cabeção”. Sério, não sei o quanto fumaram para ter que produzir esse material, são episódios de 20 minutos, com tema de ficção científica e referências a tudo – filmes, até mesmo de terror, cultura pop, política… E cada trama vai se desenvolvendo num crescendo, extrapolando as consequências e a gente nunca conseguiria prever o que vai acontecer. Alguns roteiros são simplesmente geniais, e como tudo é possível nesse universo criado pela mesma mente que nos trouxe “Community” (eu ria muito com essa série, gente!), temos personagens inusitados e implicações das relações entre os personagens principais misturadas aos perigos iminentes numa velocidade bem dinâmica.

É claro que me incomoda o Rick ficar arrotando toda hora (eca!) – e nem dá pra acreditar que é o mesmo dublador do Morty; e esperem por nenhum pudor, seja no palavreado, nas sugestões sexuais, nas explicitações sujas… enfim, não é uma série pra qualquer estômago fraco. Mas se você aguentar, as risadas são garantidas nessas viagens loucas dos caras que valem a pena.

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Season 1

S01E01 – Piloto
O jovem Morty de 14 anos tem um avô que é cientista maluco, Rick (a aparência lembra taaanto o Dr. dos filmes “De volta para o futuro”!), que é um gênio e o carrega para diversas aventuras em diferentes dimensões pela galáxia. Aqui, eles vão atrás de sementes, mas tem que passar pela “alfândega”, matando insetos gigantes que tem coração. Os pais de Morty descobrem que ele vai pouquíssimo à escola, e Rick tem que convencê-los que Morty é uma mente especial e não precisa de escola, mas era só um efeito colateral. :D – Jerry interrompendo Betty no meio da cirurgia do cavalo e Summer chorando pelo crush que se despedaçou depois de ser congelado são boas demonstrações das características dessas personagens.

S01E02 – Cãortador de grama
O pequeno cãozinho Snuffles mija no tapete e Rick acaba dando um capacete para deixar o cão mais inteligente, porque precisa da ajuda de Morty para outra missão. Enquanto o cão ganha cada vez mais genialidade (Summer, cadê meus testículos? Hahaha) e parte para dominar o mundo, Rick e Morty imitam o filme “A origem” para entrar nos sonhos cada vez mais profundos: inicialmente queriam que o professor de matemática desse 10 para Morty, daí entram no sonho erótico da moça da novela, daí tem o meio-cavalo-meio-homem, uma garotinha de filme de terror, até… uma boa referência ao Freddy Krueger, e o sonho do próprio cachorro que só considera Morty digno de seu bichinho de estimação.

S01E03 – Parque das bactérias
É Natal, e Jerry se frustra porque agora os pais idosos tem uma terceira pessoa acompanhando eles, que ainda ajuda Summer a se entender com o namorado – e Jerry só tinha tirado os gadgets de cada um para se “conectarem” aha. Enquanto Morty tem a missão de entrar no parque de diversões dentro de um humano que Rick arranjou para o projeto junto com o Dr. Bloom (também pensaram em Jeffrey Goldbloom?). O trato digestivo lembra o ride de “It’s a small world” da Disney, mas Rick defende os Piratas do Pâncreas (“qual a função do pâncreas?”); tinha até um carinha vestido de cachorro (como um Pluto ou Pateta); o sabotador usa a tuberculose e Hepatite A não é páreo para Hepatite C! haha

S01E04 – Realidade virtual (o título do episódio original faz referência ao diretor M. Night Shyamalan ;)
Rick está buscando uma saída da simulação dos alienígenas que querem uma fórmula sua. Ótima sacada os alienígenas que não se sentem confortáveis com a nudez! E a realidade dentro da realidade? Jerry: “o melhor sexo da minha vida!” hahaha

S01E05 – A revolta dos Meeseeks
Morty faz uma aposta com o avô de que ele consegue liderar uma boa aventura e Rick deixa uma caixa com os carinhas azuis de voz irritante que resolvem os nossos problemas – eles conseguem fazer uma mulher ser mais completa, mas um montão deles não consegue melhorar o jogo de golfe de Jerry!

S01E06 – A poção do Rick (referência ao filme “Poção de amor número 9”! Lembram, com a Sandra Bullock? Alguém viu?)
Morty quer conquistar Jessica e Rick faz uma poção para ele, mas com o Baile da Gripe, tudo sai do controle e a cidade vira louva-a-deus e monstros à la Cronenberg. :D – adoro como eles escancaradamente fazem referência ao Cronenberg! Rick falando de amor: “quebre o ciclo, Morty!”; Jerry: “eu não entendi e não preciso entender”

S01E07 – O pequeno Gazorpazorp
Morty tem um filho (!) com uma robô do espaço e tenta criá-lo da melhor forma; desta vez é Summer quem acompanha o avô para descobrirem a origem do planeta do pequeno monstrinho, encontram um planeta dominado pelas mulheres e o argumento para Summer salvar a pele deles é… Marc Jacobs? :D – quando o filho descobre que sua vida é uma mentira e solta frases verdadeiras, haha.

S01E08 – Realidade alternativa
Rick consegue mudar a TV da família para programas de infinitas realidades, e dá um óculos para os pais de Morty verem como foi a outra realidade caso não tivessem ficado juntos. D: – acho que pra dar mais risada com este episódio teria que entender mais da TV norte-americana, eles parecem tirar boas piadas de seus ícones televisivos. :D – mas eu gostei do Morty convencendo a irmã: “todo mundo vai morrer”, pois é isso mesmo!

S01E09 – Uma loja do diabo (título original com referência a “Something wicked this way comes”)
Morty acaba pedindo ajuda para o pai para o projeto de ciências e Jerry é abduzido para afirmar que “Plutão é um planeta”! (eu também fiquei desolada com essa notícia, haha). Enquanto isso, Rick desamaldiçoa os artigos da loja do diabo para onde Summer está trabalhando – e eles ficam bombados pra bater até no carinha que puxa demais o cachorro quando vai levar pra passear ehe!

S01E10 – Contatos imediatos (do grau de Rick!)
Rick é levado ao mundo de Ricks para ser acusado de ter matado outros Ricks (whaaat?! É, pois é). E em busca do verdadeiro assassino, Morty descobre que ele só serve de “escudo”, enquanto Jerry encontra um Rick com quem ele finalmente consegue se dar bem e passam por universos onde cadeiras comem telefones (hein? Sério, não sei o que eles fumam pra fazer este show)

S01E11 – Negócio arriscado
Rick e Summer decidem dar suas festas enquanto Jerry e Beth saem para um final de semana romântico num simulador da experiência de Titanic – com direito à citação de “Cabo do medo”! Claro que os convidados de Rick são os mais loucos, incluindo uma mistura de Lincoln e Hitler, e a dancinha do Rick? Hahaha Morty tem que pegar uns cristais e Rick para o tempo para limparem a casa…

***

Season 2

S02E01 – Fratura temporal (no título original, a brincadeira misturando “wrinkle” e “rick”)
Depois de descongelar o tempo, Rick, Morty e Summer se viram em linhas de tempo divididas (que difícil acompanhar os quadrinhos!) e um policial do tempo. Enquanto isso, Jerry que adora Coldstone (sorvete! Yey!) ajuda Beth a salvar um cervo.

S02E02 – Expresso da meia-noite
Rick deixa Jerry numa creche de Jerrys (e ele até tenta fugir, mas o espaço sideral é um lugar muito inóspito mesmo), e Morty fica indignado que Rick tenha vendido uma arma só para poder jogar, até “cabeça de engrenagem” entra na confusão de Morty querer salvar uma nuvem que canta igual ao Bowie – com direito a clipe psicodélico do Homem da Lua.

S02E03 – Assimilação autoerótica
Rick reencontra um antigo amor, que na verdade consegue dominar planetas e galáxias, mas fica toda acabada (Rick faz mal a ela! Ai, ai, paixão é paixão em qualquer parte do universo), que inclui guerra entre raças diferentes (porque eles têm mamilos diferentes!). Enquanto isso, Beth e Jerry encontram o laboratório escondido de Rick e não param de discutir, irritando um alienígena que era prisioneiro e poderia até comer bebes ou ser a cura da Aids espacial, mas gosta da porta devagar.

S02E04 – Parasitas invasores alienígenas (título original com referência ao título original do filme “Vingador do futuro” – “Total recall”, sendo que “recall” é “lembrar”… ou seja: “lembrando de tudo” ehehe ;)
Este episódio é genial! Um alienígena que se replica e se instala na memória das pessoas, para poder parasitar; como não se pode confiar nas próprias lembranças, como saber quem é parasita? Os mais diversos personagens vão surgindo e… o Traseirinho sempre esteve lá? (prestem atenção na vinheta do início do episódio! Hahahah)

S02E05 – Planeta música
Um cabeção começa a destruir a Terra, e na verdade é um concurso musical e cada planeta tem que mostrar o que eles têm para ganhar e não ser, literalmente, eliminado. Na confusão, Summer vira uma boa menina que segue a nova religião dos cabeças, e eles amarram balões para “libertarem” o carinha que fala no cinema!

S02E06 – Bateria esgotada
Rick tem um micro universo funcionando só pra gerar energia pro carro dele (!), só que um cientista desse universo também tem outro universo, e dentro desse outro, também tem outro (e só eu lembrei de Avatar com aquela árvore super grande depois que reencontram Morty?)… enquanto isso, o carro/nave espacial tem ordens para manter Summer em segurança – e isso toma proporções terríveis, claro!

S02E07 – Confusão em Little Sanchez (ou no Bairro Proibido? ;)
Beth e Jerry continuam brigando e Rick não aguenta mais, levando-os para um local de terapia para casais intergaláctico – e os dois geram monstros e são co-dependentes! Hahaha Na Terra, Rick se coloca num corpo menor para se passar por adolescente e ajudar Summer a caçar vampiros (!), é o “Tiny Rick”, que é popular e Morty adora ele também, mas nas suas produções artísticas é que aparece sua “verdadeira voz”.

S02E08 – TV interdimensional
Jerry pega um “Jerry Garcia” (que ótimo!) errado – era da prateleira na geladeira do Rick – e vai parar num hospital alienígena (para nós, não para eles), também sendo abordado a doar seu pênis para substituir o coração de um líder da Federação. Na sala de espera, mais uma vez Rick zapeia por programas de TV das galáxias, inclusive “como vim parar aqui?” hahaha

S02E09 – Olha quem está expurgando
Episódio que faz referência ao filme “Uma noite de crime”, com Rick e Morty parando num planeta cuja noite de “expurgo” está para acontecer. Jerry tenta se aproximar de Summer, porque ele está desempregado e sem nada pra fazer, e ela também ajuda a enviar as armaduras pro Rick e Morty aliviarem seus instintos mortais nos ricaços (leia bem a embalagem do chocolate!) – para no final, os próprios camponeses brigarem e recriarem tudo de novo hahaha

S02E10 – Casamento intergaláctico
Awnnn! O Birdman vai casar com a adolescente que roubou da festa na primeira temporada! Festa estranha, com muitas criaturas esquisitas, e a noiva era agente secreta, e a família do Rick acaba fugindo para um planeta fora da jurisdição da Federação, em que o polo sul é logo ali, e Rick percebe que coloca a família em perigo, então decide se entregar – mas a Terra já não é mais a mesma… e que triste o final deste episódio T.T Rick, no…..

 

“Mandou bem”, série nova do Netflix: porque a gente precisa espairecer e rir de vez em quando

O início deste ano não foi tão bom pra mim e depois do Oscar que achei muito chato, fizemos maratona de “Full metal alchemist: brotherhood” que é ótimo e viciante, porque a gente quer saber o que vai acontecer, mas eu precisava de algo pra relaxar um pouco e dar risada sem culpas. Eis que o Netflix me traz de presente… “Nailed it!”

É! Eu assisti ao Master Chefe pela primeira vez ano passado (e não tô acompanhando este ano), mas eu não vejo esses programas de culinária, ou realities do gênero, mas eis que este daqui eu vi e recomendo. Pra começo de conversa, a temporada tem só 6 episódios, de 30 e poucos minutinhos.

O formato é bem fácil de acompanhar: os cozinheiros tem que reproduzir um doce primeiro, pelo qual ganham um prêmio; e depois um bolo, que vai lhes valer 10 mil dólares. Os jurados são sempre a host Nicole (que já fez algumas produções em comédia) e o chefe chocolatier Jacques, além de um terceiro jurado convidado.

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O mais legal do programa é que todos eles estão ali pra dar a cara a bater. Os candidatos ao prêmio sabem que são ruins, no início aparece até uns amigos ou familiares atestando que eles não sabem cozinhar, mas todos parecem gostar da coisa e se divertir genuinamente. Só que realmente, ao final do trabalho a gente vê a comparação entre o profissional e o deles, e essa é a parte mais engraçada! Tem cada coisa que surge, Deus! (e muitos também não são gostosos hahaha) Os jurados às vezes não aguentam e dão risada na cara dos cozinheiros, mas a gente vê que não é por mal.

Os próprios apresentadores/jurados são vítimas de piadas também, Nicole está sempre pronta para exagerar e improvisar. A edição ajuda a dar graça também, e a não perdermos tempo, ainda dá até pra pegar uma dica séria aqui ou ali pra cozinhar. É muito bonito ver como fazem profissionalmente de forma correta, e engraçado as trapalhadas em que os amadores acabam se metendo.

Acho que o que mais faz a gente gostar do show é que tem muita humanidade nele. Não parece falso, não se leva tão a sério, ninguém é metido demais. Todos nós temos falhas, bons momentos ou ruins, mas a gente pode se divertir e dar boas risadas no processo.

***

S01E01 – “Do bar ao altar”

Mini desafio: pirulitos de bolo com vodka

Super desafio: bolo de casamento imitando o da Sylvia Windstock

Eu nem sabia que existiam esses pirulitos! Fiquei surpresa, já num primeiro episódio me pareceu super difícil recriar a “arte”, e o tempo é curto – são duas características que continuam por todos os episódios da série. Aqui, tem o carinha das artes marciais que traz facas japonesas (bem tipo “hein, pra quê”?), tem bolos vazando e caindo, essa velhinha incrível que não perde o bom humor e só vai nos casamentos pela bebida.

 

S01E02 – “Ilha da fantasia”

Mini desafio: donuts de Piratas

Super desafio: bolo de torre da princesa a ser resgatada

Pessoal da edição tá de parabéns com a velhinha achando o Jacques encantador! Hahaha E quem diria que donuts é tão difícil de fazer, com massas cruas por dentro (batatas recheadas? Hahaha). Mas o bolo era coisa demais mesmo, tinha que sair um dragão decapitado.

 

S01E03 – “As águas vão rolar”

Mini desafio: banheiras de chocolate

Super desafio: bolo de tubarão(!!!)

Esse ex-policial foi muito bom! Não queria seguir receita, pra derreter chocolate tava derretendo kitkats, até descansou e sentou ali com os jurados hahaha Mas achei bem difícil o primeiro desafio, ganache vazando, partes de animais – e que vontade de comer esse bolo! Daí a gente acha que não vem nada pior e… um bolo de tubarão? Com direito a perninha do surfista pra fora?

 

S01E04 – “Uma ciência maluca”

Mini desafio: cupcake com cocktail

Super desafio: bolo de vulcão!

Fiquei admirada com a garra da mocinha surda que sempre se desafiou a fazer tudo, e combinar um cupcake com cocktail me pareceu uma ótima ideia! Mas até cupcakes derretem, coitados. O bolo de vulcão parece muito divertido, os dinossaurinhos ficaram até bonitinhos e tivemos direito a árvore queimada pela lava, haha.

 

S01E05 – “Direto do Japão”

Mini desafio: bolo de emoticon

Super desafio: bolo na forma de sushi!

Não sou muito fã desses doces que imitam a forma de coisas salgadas, mas ver o processo de fazer os bolos foi bem legal. Os bolinhos amarelos pareciam fáceis, mas daí vai uma e me perde o bolo todo, outra faz bolo de chocolate em vez de baunilha e bebe álcool e sai um letreiro “beber pode causar reflexos lentos” huahaha

 

S01E06 – “Está na cara”

Mini desafio: cookie com o próprio rosto

Super desafio: bolo busto do Donald Trump

Daí o carinha que me parecia gay total me fala que quer conquistar uma garota pela culinária – e não acha o “buraco” (que piada infame! Hahaa) E quem coloca cheetos como topping de um cookie?  Um dos jurados sai e os outros ficam com medo de que ele não volte. A moça brigando com o bolo como se estivesse criticando o próprio Trump não poderia dar em outra coisa: um bolo de Trump zumbi! Huahahaha Se eles não fosse tão ruins, a gente ia achar que foi de propósito.