Severance e The White Lotus

Vieram as indicações ao Emmy e até parece que estou sendo influenciada por isso pra escolher séries? Hmm, nem tanto.

Ruptura” eu já tinha conferido há algum tempo, tinha uma época que eu era quase fã do Ben Stiller – próximo de uma época em que sofri um desastre de crush num profi da faculdade, quem eu achava parecido com ele. Sendo assim, já vi vários filmes do Ben, sempre achei muito louco que a esposa da vida real era aquela moça do “Zoolander” com quem fez ménage com Owen Wilson (!xenti!), mas esta direção realmente me surpreendeu. Um trabalho mais sério e bem complicadinho, mas ele se sai muito bem. E que legal o Gaveta ter ganhado comentário dele, que Ben queria saber português pra entender o vídeo! O vídeo do Gaveta aborda a direção de arte que, dou mão à palmatória, foi muito bem concebida.

A narrativa geral é sobre um rapaz que aceita trabalhar numa empresa passando por um procedimento de corte da memória: enquanto está no trabalho ele não se lembra da vida pessoal, e quando está em casa, não se lembra de nada do trabalho. Sim, poderia até ser uma solução, não levar o estresse do trabalho para casa, nem deixar suas questões pessoais interferirem no trabalho. Mas é claro que ao desenvolver a ideia nos seus diversos desdobramentos, a coisa não é tão simples assim.

A série vai crescendo com o decorrer dos episódios, conforme vamos descobrindo mais sobre os personagens e alguns podres ou erros, tem algo de muito errado com aquela empresa, aquela família empreendedora dona de tudo tem um quê de culto sinistro, quão horrível seria a “vida” de um “eu” que só vive preso num escritório sem nada além de corredores fechados e brancos, vendo números misteriosos que dão medo o dia inteiro? As tensões vão se acumulando por um ou outro motivo e acabamos a temporada com a curiosidade de querer saber no que todo aquele caos construído vai dar – o que vai ser desses três que saíram, o que vai ser dali pra frente, será que vamos descobrir o que essa empresa faz realmente?

Alguns destaques dos quais me lembro agora:

Ep. 01 – “Good news about hell” – contratam uma pessoa nova, que acorda numa sala e tem de responder a perguntas, confirmando que não se lembra de nada. Na verdade, ficamos sabendo que é a primeira entrevista depois de Mark (Adam Scott) ser promovido, com a saída do seu melhor amigo do escritório. Conhecemos os colegas de trabalho Irving (John Turturro) e Dylan (Zach Cherry) e sua chefe pouco amigável Cobel (Patricia Arquette); lá fora, a irmã de Mark, alguns amigos do casal e…

Ep. 02 – “Half Loop” – Helly (Britt Lower) faz várias tentativas de sair dessa, apesar de ter visto o vídeo da sua “externa” afirmando ter escolhido esse procedimento. O assistente Milchick (Tramell Tillman) propõe um jogo da bola, Dylan conta que seu prazer é ganhar os pequenos brindes por um trabalho bem feito, Irving passa por uma sessão de “bem estar” com frases aleatórias sobre como é o seu “externo”. Mark é solitário após a morte da esposa e sai em um encontro com a doula da irmã, decide faltar e ir encontrar o ex-colega Petey, e…

Ep. 03 – “In perpetuity” – parece que Mark que não vai conseguir descobrir muita coisa com a menteconfusa do ex-colega Petey, que diz ter revertido o processo de “ruptura”. Descobrimos que Cobel também tem que responder a uma supervisora. O grupo faz uma visita a um museu sinistro dos fundadores da empresa, uma família que é dona de muita coisa, há muito tempo… Apesar de ter se livrado de uma primeira vez no “break room”, Helly enfrenta o desgastante castigo de repetir frases até o arrependimento real.

Ep. 04 – “The you you are” – e então o cunhado de Mark é um escritor (subversivo?)! enquanto os três da Macrodata visitam o departamento de “Optics e Design”, Helly acha um cortador e pede uma câmera para gravar um vídeo exigindo sair dessa vida; refutada pela sua externa e aqui começamos a nos perguntar por que Helly “externa” não quer de jeito nenhum desistir desse processo… Lá fora, Mark comparece ao velório de Petey, conhece a filha dele e nós temos a confirmação de que Harmony Cobel (Patricia Arquette) realmente sabe tudo, dentro, fora e mais um pouco (como retirar um “chip” a la Macgyver!). E que raios, Helly realmente conseguiu arranjar um jeito de se suicidar!?

Ep. 05 – “The grim barbarity of Optics and Design” – Mark encontra Helly dependurada no elevador. Aparentemente, todos vão acabar lendo o livro do cunhado de Mark, e só quando sai do trabalho é que fica sabendo que sua irmã já começou o trabalho de parto. É um local com vários chalés e Devon (Jen Tullock) acaba conhecendo uma ricaça em busca de café (! nãooo, grávidas não devem tomar café!). Irving descobre uma imagem aterrorizante, embora, pra falar a verdade, sempre achei todos os quadros muito sinistros… Dylan fala de um mito de que um departamento trucidou o outro na história, e após Irving ter descoberto que há muito mais pessoas nesse departamento de “artes”, decidem tirar a limpo. Aliás, muito interessante essa relação criada, o interesse de Irving por Burt (Christopher Walken). Mrs. Casey é designada a observar Helly e para dar um descanso, Mark diz que vai mostrar as tampas de canetas, e mesmo terminada a temporada não descobrimos do que se trata esse departamento de filhotinhos que encontram…

Ep. 06 – “Hide and seek” – Cobel não gosta dos passeios do pessoal, que visita novamente “Optics & Design” e começam a trocar informações para descobrir mais sobre o que está acontecendo na empresa. Apesar de Mark ter sentido pela sra. Casey, ele também acaba ganhando uma visita à “sala de intervalo”. Lá fora, Cobel se passa por uma senhorinha que sabe cuidar de bebês para ajudar Devon, e em um novo encontro, Mark acaba num show meio punk da filha de Petey, do pessoal que é contra a “ruptura”. Após ter jogado fora, Mark recupera o celular de Petey (que ainda funciona!) e vai encontrar uma pessoa que poderia ajudá-lo a entender.

Ep. 07 – “Defiant Jazz” – num encontro inesperado, a mulher acaba matando o capanga de segurança da empresa, sr. Graner (Michael Cumpsty), Mark tem que limpar os vestígios e faz como orientado, de deixar o cartão de segurança no bolso para seu “interno”. Novos elevadores com trava são instalados. Dylan fica perturbado pois foi “acordado” enquanto estava fora da empresa por Milchik e descobriu que tem um filho. Como recompensa por um bom trabalho, os colegas podem ter um momento de “jazz”, que não acaba bem, mas com o novo cartão podem ir ver como é a sala de segurança, conseguem um livro de instruções para poderem “acordar” alguém lá fora. Burt vai ser aposentado e estão dando uma festa no departamento. À noite, a ficante de Mark o deixa, ele recompõe uma foto da ex-esposa e descobrimos que ela também está na tal empresa Lumon (e por que euzinha já tinha adivinhado quem era? Engraçado).

Ep. 08 – “What’s for dinner?” – Helly precisa bater uma meta e consegue, com uma animação bizarra no final do Kier como um Deus que a parabeniza. Mark vai para uma última sessão com sra. Casey, que foi despedida, e o mais estranho é o interesse de Cobel pelo casal, e ainda na sessão usam a vela que a chefe roubou da casa de Mark… É a noite dos waffles em comemoração e Mark escolhe Dylan para o tratamento especial – que é uma apresentação de dança bem bizarra, algo tipo seita erótica do mal. Todos se prepararam para serem “acordados” e procurarem alguém de confiança, com um esquema de Dylan fugir e ir até a sala de segurança. Cobel é mandada embora após descobrirem que ela escondeu vários fatos. Lá fora, Mark vai para um jantar de leitura do livro do cunhado, e conta para a vizinha (Sra. Selvig/Cobel) que está querendo mudar de vida.

Ep. 09 – “The we we are” – fantástico descobrir finalmente quem é Helly fora da empresa! E essa Helena está justo numa festa aparentemente importante, com gente importante (incluindo aquela grávida esposa de um senador). Irving também descobre que seu externo fica assombrado pelo corredor do “break room”, pintando essa imagem todos os dias, e vai atrás de Burt, descobrindo que ele tem um parceiro. Mark continua na festa e tem que perspicazmente descobrir quem é a irmã, quem é o bebê, e tal… mas quando ele responde “…sra Cobel”! a gente solta aquele “ai…..!”. E todos estão prestes a serem “desligados” em momentos desesperadores.

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Já “The White Lotus” realmente foi uma escolha movida pelo Emmy, e tô com vontadezinha de também fazer maratona de “Succession”, que cheguei a ver alguns episódios da primeira temporada, tinha curtido, mas acabei não continuando. Esta aqui se passa em um hotel de luxo no Havaí, nós acompanhamos a estadia de um grupo de hóspedes e sua interação entre si e com alguns funcionários. Não me empolguei muito, diria até que pode ser considerada chata por alguns, tem o lado cômico, mas não é um riso fácil, exige um pouco do espectador.

Porque a série trabalha com aquela sensação de vergonha alheia, mas não é do tipo absurda e fofa, como em “Quem vai ficar com Mary?” (1998) ***, nem tão divertida quanto “The office” (2000)****, é uma vergonha do tipo: “como esse cara pode conversar disso com o filho?”, “como esse gerente de hotel pode fazer isso?”, “como essa personagem pode pensar assim?” – e o pior é que pode, sim, existem pessoas que são assim mesmo como nos é mostrado, e é horrível, se pararmos pra pensar.

Eu não devo assistir a temporadas futuras – até porque, a princípio, ela foi planejada para ser uma mini-série ou limitada a uma temporada mesmo. Mas devo admitir que tem uns diálogos bem afiados, conta com um elenco que está muito bem, cada um em seu papel e representatividade – de verdade, não consigo pensar em nenhum ator que esteja mal, principais ou coadjuvantes; tem uma fotografia linda (aula de foco naquela palmeira!) e a paisagem exuberante do Havaí pra nos embalar; tem uma trilha maravilhosa também contando com canções havaianas. É um achado de série, diferentona, que cutuca feridas sociais, bem feita, mas como disse, não é algo que quero ver sempre (aliás, apesar dos elogios, o mesmo vale para “The boys”, pra mim).

Alguns destaques que me lembro agora:

Ep.01 – “Arrivals” – aquela moça grávida no primeiro dia de trabalho, meldels, como? O gerente Armond tendo que lidar com um hóspede mimado cuja mãe tinha reservado outra suíte (supostamente a melhor do hotel); a Tanya (Jennifer Coolidge) que precisa desesperadamente de uma massagem.

Ep. 02 – “New Day” – o pai da família Mossbacher, Mark (Steve Zahn!), descobre que não tem câncer testicular; a jovem jornalista Rachel tem seu texto detratado pela mulher que admirava, a empreendedora Nicole (Connie Britton, que realmente estudou cultura asiática e fala chinês na vida real!), que achou o texto ofensivo como se ela não tivesse lutado para chegar em sua posição. Olivia (Sydney Sweeney) e Paula, filha e sua amiga, ficam doidonas e acabam deixando a mochila cheia de “medicinais” na praia.

Ep. 03 – “Mysterious Monkeys” – agora Mark fica perturbado por descobrir que o pai morreu de AIDS e não de câncer; Armond (Murray Bartlett) se vinga arranjando um passeio de barco “romântico” junto da senhora que vai jogar as cinzas da mãe no mar.

Ep.04 – “Recentering” – e não é que a mãe de Shane (Jake Lacy que já foi rival do Andy no “The Office” e usa um boné de Cornell ;) veio “visitar” a lua de mel? Belinda (Natasha Rothwell) finalmente estava com esperanças de ter um negócio próprio, mas Tanya está mais interessada num outro hóspede do hotel. E não é que Armond conseguiu drogas, Dillon do coque de cabelo sua tara e ainda ser pego por trás – ou, enfim, sem trocadilhos infames.

Ep.05 – “The lotus-eaters” – o título e Armond fazem referência a um poema que tem a ver com um poema sobre um pessoal que come uma planta e fica meio “letárgico”, meio que no mundinho próprio – bem apropriado para o pessoal retratado nesta série, né? Paula (Brittany O’Grady, muito bonita) arma contra os Mossbacher para seu ficante local ter uma chance de ir contra o sistema; mas justo quando vão finalmente mergulhar, aquela confusão – muito engraçado o Kai na hora se passando por ladrão!

Ep.06 – “Departures” – Rachel (Alexandra Daddario, realmente uma beldade) decide desistir do casamento por não querer ser esposa troféu, enquanto Armond chuta o balde geral sabendo que será demitido e caga pro Shane (literalmente!). Mas finalmente descobrimos de quem é o corpo embarcando no avião, visto no início da série. E tudo acaba como tinha que ser, praticamente todos os ricaços brancos ilesos – enquanto os “subalternos”… Apenas Quinn (Fred Hechinger), que aprendeu à força a largar os eletrônicos, decide por uma mudança.

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E o que isso tem a ver com budismo?

Talvez o mais óbvio seria eu mencionar e falar sobre a flor de lótus, que é símbolo budista. Mas existem outros pontos que achei mais curiosos. Quando Kai, um dos locais havaianos, conta algo da sua história, eu me deparei surpresa por já ter ouvido falar do tal rei Kamehameha em uma das palestras do nosso fundador e mestre… Mas algo mais divertido ainda foi a personagem da Tanya interessada num cara e ter explicado para Belinda sobre ser um processo demorado e cansativo até a outra pessoa descobrir realmente o que tem lá no fundo, passando todas as camadas externas – como um cebola. E não é que em outra palestra dos meus estudos budistas, houve uma comparação com a cebola e suas camadas? Que poderíamos imaginar nossos níveis de consciência como as camadas, que vão da mais interna até a mais profunda, o âmago, o cerne, que talvez ninguém consiga ver, é difícil descamar/descobrir. Temos a consciência dos sentidos, moldada pelo nosso mundo físico e nossas impressões pelos nossos cinco sentidos corporais (visão, audição, olfato, paladar, tato); mas existem o “sexto sentido”, o “sétimo sentido”, que se referem a outros tipos de consciência… é algo meio complicado, mas fica aí o pensamento.

Tudo em família – season 7

Aproximando-me de um marco na idade desta vida terrena, decidi fazer uma retrospectiva de alguns trabalhos do Leonardo DiCaprio. Quem já me conhece há muito tempo sabe que sempre me moveu um grande amor pelo Leo, quase que inexplicavelmente, afinal, já faz quase 30 anos que acompanho sua trajetória, praticamente desde que me entendo por gente. E apesar de tantos acontecimentos – profissionais, pessoais, são tantos momentos melancólicos meus e tantas modelos dele – sempre continuei tendo o Leo como “companhia” para meus próprios devaneios. Talvez isso continue até o fim da minha vida, bem como as imaginações de fazer cinema em Hollywood que provavelmente nunca acontecerão concretamente, mas sempre existirão enquanto eu viver, aparentemente. Portanto, nada mais apropriado esta “retrospectiva”, como se eu revesse assim minhas próprias desventuras; além de se configurar num projeto pessoal meu que não cabe (não sei?) muito bem explicar por aqui.

Desse modo, lá no início da carreira, ainda adolescente jovenzinho, Leo participou de muitos testes, chegou a fazer propagandas, algumas pontas em séries como “Roseanne” e teve um papel em “Parenthood” (a primeira versão em série), e um outro em destaque na última temporada de “Growing Pains”. Essa série fez muito sucesso em seu canal, mas depois de 6 temporadas naturalmente já tinha perdido muito da audiência e decidiram incluir um personagem novo. Porém, o próprio ator que faz o Ben (Jeremy Miller) admitiu uma vez que não via sentido em inserirem outro da mesma idade que ele – e pra mim fica claro que ele deve ter reclamado na época, porque depois de um grande destaque de Luke, tem aquele episódio que é todo voltado para Ben, e tem até mesmo diálogo explícito de Ben reclamando que o garoto veio e estava ganhando atenção que deveria ser dele.

Enfim, a série terminou na sétima temporada – esta última; e eu realmente pulei todas as outras temporadas porque eu queria ver o Leo, haha. Eu já tinha visto alguns episódios perdidos aqui e acolá na época em que morava no Japão e passava num canal aberto. Aliás, interessante que eles tinham já o sistema SAP lá, e eu ouvia em inglês, sem legendas. Mas agora eu realmente consegui ver todos os episódios da última temporada inteira. E como é tudo bem situacional, a gente nem precisa ter visto as outras temporadas para entender a série e a dinâmica da família.

Acho que o Leo está bem, seu personagem é até bem denso para uma série familiar dos anos 80/90, ele faz o filho adotivo da família Seaver, um garoto que vivia nas ruas. Lá pelo final, a produção deixou ele sair para poder fazer o primeiro filme importante na carreira dele, “O despertar de um homem” (This boy’s life/1993)***.

A série sempre tratou sobre as dificuldades de criar os filhos, mas com bom humor; com a mãe Maggie (Joana Kerns) que era jornalista e nesta temporada volta à carreira; o pai Jason (Alan Thicke, que no Canadá já era conhecido e me surpreendi com sua veia para comédia física também); o irmão mais velho que só apronta, Mike (Kirk Cameron, que foi o que ficou mais popular com a série); a irmã inteligente demais, Carol (Tracey Gold, que no final desta temporada ficou afastada de alguns episódios para tratar da anorexia); o irmão mais novo Ben e a caçulinha Chrissy (Ashley Johnson).

Parece que o diferencial desta série é que o casal principal realmente aparecia como um casal afetuoso, em que um ama e respeita o outro. Li uma curiosidade de que na China fez muito sucesso porque era bem diferente da realidade dos casais de lá e foram tidos como um casal modelo, pais que todos queriam ter. Isso me lembrou até “Friends”, que também o pessoal fala que são os amigos que gostaríamos de ter em NY. Bem, não sei se posso dizer isso, mas é uma série leve, agradável e tranquila de ver, com algumas pequenas surpresas aqui e ali. Os atores principais fizeram duas outras “reuniões” como os Seaver anos depois.

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Ep. 01 – Back to school

Carol está de mudança para morar no dormitório da faculdade, é o primeiro dia de aula para Chrissy e Ben tenta dar umas dicas, Mike aceita a oferta do pai em dar aulas em vez de pegar o crédito em Psicologia como o pai. No final do dia todos reclamam com a mãe que foi o pior dia, inclusive Ben na linha de frente dos nerds comendo gelatina verde, e Mike quer largar o serviço de professor, porque os alunos fizeram ele de bobo ao falar de gravidade. Porém, no dia seguinte ele consegue entender como uma pena pode cair na mesma velocidade de uma moeda provando o experimento junto com o garoto que o desafiara várias vezes no dia anterior, Luke (Leo!!! Yey!).

Ep. 02 – Stop, Luke and Listen

Mike tem um jantar marcado com a família e a namorada modelo, a mãe está desde as 5 da manhã preparando um pão e a namorada até interrompe uma aula em dúvida sobre o melhor vestido, que acaba sendo igual ao da mãe dele (aliás, que vestidos horríveis usavam nessa época, hein). Mas Mike acaba envolto com outro problema, descobre que Luke não tem onde morar e estava dormindo na escola, roubando comida com avental de uma lanchonete; perde o jantar, em que a namorada acaba tendo uma dieta estranha de não comer nada, nem o pão com fermento nem água da torneira, nem nada que tenha rosto (e eu pensei: “e aquelas batatas smiley?” hahaha) – mas foi engraçado a irmãzinha mais nova perguntando de onde vem os alimentos. Também engraçado o diálogo em que o diretor da escola está falando do gato, e comenta “mas aqui é uma escola, não podemos ter crianças aqui!”. Mike acaba levando Luke para a casa dele, acordando Carol, que ainda não consegue entrar no próprio quarto da faculdade.

Ep. 03 – In vino veritas

Apesar de ser contra a princípio, Carol tem coração mole e acaba deixando Luke ficar uns dias na casa, até que encontre pais adotivos novos. Luke faz panquecas, lava bem o carro, e nós testemunhamos o ataque de Ben ao cão de pelúcia da Carol, sendo que a cada interação com um membro da família, ele conta uma história diferente sobre sua infância; até que encontram várias garrafas de vinho vazias no lixo… Enquanto Ben tenta entrar numa sessão de cinema proibida pra sua idade, vão ter uma conversa com Luke, que finalmente é sincero ao contar sobre o padrasto alcoólatra e abusivo (xenti! Dá até vergonha, ver o Leo novinho fazendo uma cena tão gratuita assim!)

Ep. 04 – Paper Tigers

Jason aparece na TV por ter participado de um caso famoso e recebe a proposta de uma coluna no jornal. Acontece que Maggie conhece o editor e quando vai negociar melhor os termos do contrato de Jason, Doug oferece a ela uma coluna sobre eletrodomésticos. Devido a problemas de orçamento só um dos dois vai poder ficar com a coluna e a competição acaba deixando-os nervosos a ponto de cada um dormir do seu lado da cama no chão! Enquanto isso, Ben experimenta o charme de Clark Kent de óculos, a família tem que comer um montão de waffles  porque Maggie tem que experimentar os aparelhos para escrever.

Ep. 05 – The young and the homeless

Mike tem um pequeno papel numa novela na TV e está prestes a conseguir um papel maior, com falas. Surpreendentemente, Ben acompanha a novela, como Carol nem liga, Mike pede para ela opinar sobre sua atuação, e quando as meninas amigas da colega de quarto que gostam de novelas ficam sabendo, Carol acaba espalhando o nome do assassino que era para ser secreto. Depois de conhecer os Kimball, que parece ser um casal ótimo para adotar Luke, o garoto tenta fugir para a Flórida (escondido no banheiro do ônibus!), porém Mike prefere perder sua chance na TV do que o amigo, e vai até ele, procurando convencer a mãe que Luke deve ficar – e estragando todo o esquema de Carol levando as amigas pra ver a gravação do episódio da novela.

Ep. 06 – Jason sings the blues

Luke tem medo de médicos e Jason descobre que tem hérnia, precisando passar por uma cirurgia justo no final de semana em que precisa organizar um jantar de gala para um médico que ele admira muito e deve ser o homenageado da noite. Mike fica encarregado de ligar para todos os fornecedores, por sua vez passando as tarefas para Ben e Luke – que quase se esquecem no empreendimento de se barbearem! ha! Mesmo com Jason de volta em casa, ele não consegue ligar, pois Maggie faz questão que ele descanse e todos jantam na sala após seu show de comédia física. Desse modo, os músicos clássicos são substituídos por mariacchis que também sabem se apresentar em bar mitzvahs, apesar dos smokings e vestidos longos, a comida é costeletas com milho e purê de batatas; e pra completar a noite desastrosa, Jason toma dose dupla do remédio e fica todo tonto, canta e faz piadas idiotas no palco…

Ep. 07 – The kid’s still got it

os garotos estão se preparando para um final de semana livre de todos assistindo a qualquer bobagem na TV e comendo porcarias, quando… a irmãzinha mais nova é “devolvida” por ter contraído piolhos e daí eles ficam com a missão de limpar a casa toda e inclusive lavar e girar cada ovinho dos cabelinhos cacheados dela… Enquanto isso, Maggie tem como companhia Carol, pois Jason não quis visitar um retiro “para velhos” sobre o qual a esposa precisa visitar e avaliar; e justo neste final de semana está acontecendo um encontro para jovens, então Maggie é paquerada por um jovem tímido, mas que é muito bom de dança. Carol quase cai na lábia de um conquistador barato e Jason se lembra de que às vezes temos que fazer coisas que não gostamos muito para vermos quem amamos felizes.

Ep. 08 – There must be a pony

Os Seaver estão com novos vizinhos, que parecem ser bem de vida – e arrogantes, mas mesmo com a vizinha não sabendo que fogão tem que ser limpo, Maggie diz a Jason para irem na festa à fantasia que vão dar. É o primeiro dia de Luke numa escola regular e Mike pede a Ben para ficar de olho, enquanto precisa aprender a fazer um monte de doce até o final de semana. Eis que Luke é bem popular, ganhando sorriso da Sasha (Hillary Swank!) e parça do valentão da escola que questiona Ben sobre seu voto para o baile na escola, sendo que ele é o presidente do clube de xadrez e não está muito animado com sua posição nessa festa. Chrissy reclama com os pais que ela quer ficar acordada, tem até um pesadelo em que todos se divertem muito com roupas de boneca, comendo bobagem e um pônei (!), então Jason tem a ideia de deixá-la acordada para ver que nada demais acontece à noite. O problema é que justo na noite em que ela fica acordada, tudo casa de acontecer: Mike percebeu que fez doces demais e o evento era em outra data; os vizinhos com fantasias da festa ao lado vem pedir para usar o banheiro (inclusive fantasia de pônei!); Luke acabou armando para que o pessoal concorrendo à vaga de show de talentos na escola viesse para ganhar voto do Ben… e pelo jeito Chrissy nunca mais vai dormir cedo!

Ep. 09 – The big fix

Jason lembra Ben de sua obrigação em limpar o quintal de casa das folhas, mas como quer ir com o amigo ver um filme pela sexta vez, decide usar um aspirador de pó que sua mãe trouxe para testar e escrever sua coluna – claro que vai dar ruim. O amigo ajuda a consertar o aspirador, mas quando Maggie vai testar, a potência é muito fraca e nem consegue sugar uma bola de boliche nem tirar o pó do carpete. Enquanto isso, Mike tenta dar um conselho a Luke, que está interessado numa garota, mas nunca teve um encontro antes na vida. Na sorveteria, o garoto acaba inventando várias mentiras – de dono de iate a príncipe da Mongrávia. Até que Jason faz Mike perceber que Luke não precisa se esconder do passado e ter orgulho de quem pode se tornar. Mais uma vez o amigo de Ben mexe num aspirador, mas era um novo que Maggie tinha pegado e a potência fica tão forte que destrói a parede da casa. O editor do jornal explica que não pode explicar a crítica negativa de Maggie e ela decide participar de um programa de TV para denunciar essa grande empresa, finalmente Ben percebe que não tem jeito e conta a verdade para Maggie, que acaba transformando a reportagem em uma propaganda do aspirador.

Ben: que este poder nunca seja usado para o mal!

Ep. 10 – Home Malone

A família está na casa da mãe de Maggie, para arrumar as coisas para venderem a casa, contando com a “assombração” do falecido marido. Enquanto Jason se atrapalha com os vários consertos pela casa, Carol fica procurando um lugar sossegado pra dormir, Mike tenta levar a namorada para passear (com Jason percebendo logo de cara que ele não se machucou) e ela se magoa ao saber que a carta escrita pelo avô não era real; a mente da avó parece estar muito bagunçada até mesmo para morar sozinha na Flórida. Até que Luke prova que ela consegue consertar uma torneira sozinha e a avó toma coragem e se sente confiante para continuar na casa.

Ep. 11 – Bad day cafe

Mike fica sabendo que o pai de Luke reapareceu e quer levar o garoto para rodar as estradas com ele; depois da tentativa de Ben se passar por um frágil rapaz e uma conversinha com o pai, Mike leva Luke para ver o pai. Luke tinha criado uma imagem de um agente secreto, ou algo do tipo, alguém que tinha algo importante para fazer e não apenas um inconsequente (é ótimo ver Leo tendo a chance de atuar trabalhando com algo mais complexo, falando de como tinha medo nas ruas e então recusando ir com o pai).

Ep. 12 – B=MC2

Ben fica chateado que ninguém o acha inteligente o suficiente para tentar uma espécie de teste mais avançado para uma futura universidade; incluindo o diretor da escola, o próprio pai e Carol, num ataque de nervos infundado por causa de Dwight, o carinha que dançava bem naquele hotel que ela visitou com a mãe. O rapaz se mudou para ficar na mesma vizinhança de Carol e eles se dão super bem, até ela levar muffins na manhã seguinte e dar de cara com uma bela moça na porta (que era a irmã do rapaz). Mike consegue tirar foto do diretor em roupa colante amarelo banana, enquanto Luke se prepara para ficar com o quarto de Carol, cuja colega de quarto decidiu ir trabalhar na África. E Ben consegue afinal fazer o teste – que não tinha a ver com strippers, mas bombas?

Ep. 13 – It’s not easy being green

Carol fica com ciúmes da nova assistente do Dwight, e entre outros comentários, leva Mike a ficar com ciúmes de Kate e o fotógrafo para uma capa de revista, com sessão vestindo biquini – a conversa de Ben e Luke: “queria ser é esse cara que passa óleo”/”queria ser esse óleo”! Jason é muito meticuloso em relação à árvore de Natal, engraçado a mãe dizendo pra Chrissy que ela fala que quer salvar o mundo, com a pequenina podem plantar depois (sim, um pensamento mais ecológico no Natal, gostei, mães sempre tentam, né). Mike acaba indo pra Jamaica e ganha um soco do fotógrafo, enquanto o outro da escola terá que enfrentar crianças com serras elétricas (!? whaat? que horror!). Mas finalmente o doutor Seaver cede nas decorações para unir a família e Carol e Mike fazem as pazes com os respectivos parceiros.

Ep. 14 – The call of the wild

Mike não quer deixar Kate pagar pela viagem para esquiar e acaba concordando em pegar um lugar para 20 pessoas por um quarto de graça; com a ajuda de Ben ele acha que conseguiu o time de xadrez e faz Dwight concordar em dirigir um ônibus levando Carol com ele. O problema é que Ben na verdade chamou um outro grupo pra se divertir que é super bagunceiro, Carol torce o pé e não pode ajudar a cuidar do pessoal, não há neve suficiente para esquiar, e tem um carinha da língua verde que dá em cima de Kate! A vigília de Mike nos dormitórios com o abre e fecha das portas com meninos e meninas querendo cruzar o corredor e ir para os outros quartos até que é engraçada, mas Kate definitivamente não conseguiu seu final de semana diferente e romântico… Pra completar, no dia seguinte neva um monte e não conseguirão voltar, sendo que por mais uma noite o hotel vai cobrar e Mike vai ter que pedir dinheiro emprestado pra Kate…

Ep. 15 – Honest Abe

Por acaso, Luke encontra na estação de trem um conhecido da época das ruas, e os outros rapazes da família descobrem que ele fará aniversário (mesmo dia do Abraham Lincoln!). Então a família decide dar uma festa, apesar da relutância do garoto: Chrissy  escolhe uma faixa do pequeno pônei, Jason arranja uns chapéus em promoção nada a ver, Mike traz de presente o amigo das ruas como convidado. Barney mostra um truque de cartas, ia sair correndo pra fazer as necessidades quando Maggie diz que pode usar o banheiro no segundo andar; Luke o peta mexendo na caixinha de joias e se envergonha por acusar o amigo de algo. No início do episódio vimos Chrissy brincando com um anel para sua baleia, então fica a dúvida, mas quando some o anel da família de Maggie, Luke não tem dúvidas e diz até que vai chamar a polícia, Barney diz que ele não é um filho verdadeiro, nem vai conseguir ir pra faculdade, vai acabar voltando pras ruas. Luke ganha o anel de volta no jogo de cartas, sendo esperto e desbancando o trapaceador de modo que a família não perceba a trapaça. Ao final, depois de vários presentes legais, incluindo fitas do Ben, walk-talk (ah, os anos 90!), um desenho da família de Chrissy, um livro filosófico de Dwight (que passa o episódio com saudades de Carol, que viajou para pesquisas na Inglaterra), e… uma poupança para guardar grana pra faculdade.

Ep. 16 – Vicious cycle

Luke começa um novo emprego e o “chefe” dá carona com sua moto rock’n’roll; como anda chegando tarde os Seaver estabelecem um limite de horário para ele chegar à noite. Usando metáfora de cavalos, Mike tenta ajudar os pais a entenderem que essas proibições não estão com nada, até que ele acaba por ajudar Luke a fugir do castigo para ir a uma festa e o próprio Mike fica só imaginando os perigos do que pode acontecer. Engraçado eles encenarem mesmo: Luke no hospital coberto por penas, num bar todo bad guy bebendo cerveja e jogando sinuca, na prisão falando com o padre que entrou pra uma vida de crimes… Quando volta, Mike o deixa de castigo de verdade, por um mês, enquanto os próprios pais que voltam de um jantar teatral deixariam só 2 semanas; mas todos ficam com dó: Maggie traz sobremesa a mais, Jason uma TV portátil, Mike aparece na janela!

Ep. 17 – Menage a Luke

Ben idolatra Sasha, uma garota da escola, quem gostaria de levar ao baile, enquanto despreza outra garota, Cheryl, com quem deve fazer um trabalho de história. Mas quando Luke se dá bem com Sasha conversando sobre Cristóvão Colombo (! é até engraçado mesmo, imaginar um talk-show), e ela diz para Ben que prefere ir ao baile com Luke, e Sasha o dispensa na frente da escola toda, Ben fica com ciúmes e começa a brigar com Luke até por cogumelos – até que Luke ouve Ben reclamando que finalmente achava que iria sair da sombra do irmão e surge esse carinha que é mais inteligente, parece melhor no suéter e ganha conselho de Mike… Quando Cheryl aparece novamente e Ben fica sabendo que Luke a dispensou, os dois garotos conversam e fazem as pazes, Ben diz que Luke não precisa retribuir, que é parte da família. Enquanto isso, Chrissy também tem sua primeira tarefa escolar, de contar sobre a profissão dos pais, e claro que faz uns desenhos e muita confusão!

Ep. 18 – The five fingers of Ben

Ben está cansado de ser importunado por um valentão que ficou com seu boné, Razor, e decide fazer aulas de karatê – só não entendi por que a bandeira da Coréia?! O legal deste episódio é que vai imaginando Ben em cenas parecidas com aqueles filmes de luta asiáticos cuja dublagem sempre fica fora de sincronia! E daí tem umas lutas com efeitos bem podres, ou parodiando mesmo. É engraçado também quando Maggie realmente dá um soco e acaba machucando Ben, que quase desiste, mas depois de continuar as aulas, e o tal do Razor querer azucriná-lo e roubar sua jaqueta, Ben consegue se controlar sem parecer um covarde e também sem ceder à violência.

Ep. 19 – Don’t go changin’

Ben ficou encarregado de fazer um vídeo para enviar a Carol, que está passando alguns meses na Inglaterra. Ele filma Maggie fazendo comida e Chrissy contando que foi ver “A bela e a fera”, mas a primeira versão do vídeo fica cheia de cenas inseridas de clássicos (bem legal, pra quem gosta de edição!). Daí a mãe pede para ele ler a carta de Carol. Mike também está recebendo um amigo de adolescência, Eddie, com quem já aprontou muito. Só que agora Mike já fica temeroso por ele ser uma má influência para Luke. Quando conseguem entrar numa boate com identidades falsas, Mike vai buscar Luke e acaba ofendendo Eddie, que mais tarde admite, numa conversa mais séria, que gostaria de já ter se encontrado na vida… Os dois acabam jogando basquete só com roupa de baixo num super frio, e Ben faz um vídeo mais afetuoso para Carol.

Ep. 20 – The truck stops here

O pai de Luke decide vir visitar o filho, após muitos cartões postais não respondidos; Mike receia que George queira levar Luke embora, mas o próprio desdenha bastante o pai. Quando as costas de George emperram, fazendo a família descobrir que ele não deveria mais dirigir caminhões, por um lado Jason e Ben saem pra entregar a carga de tomates; e por outro, Luke tem a chance de botar tudo pra fora conversando com o pai: o que havia de errado, que George estava fugindo da realidade assim como fez com o filho… Na manhã seguinte, após Jason e Ben terem retornado do seu banho de tomate, Luke anuncia que convenceu o pai a vender o caminhão e trabalhar numa parada na estrada, contanto que Luke passe alguns meses junto. E a família se despede do filho adotado.

Ep. 21 – Maggie’s brilliant career

Maggie vê uma notícia de que uma ex-colega vai ganhar o prêmio Pullitzer e se enraivece porque não entende como chegou tão longe enquanto ela não conquistou nenhuma realização “importante”. Decide pegar um item de uma lista antiga com objetivos que ela tinha quando jovem, para sair da sua zona de conforto: rapel na montanha! E vai levar Jason com ela! Enquanto estão fora, Mike quer aproveitar para ganhar dinheiro alugando a casa para uma equipe de filmagem, e Ben quer dar uma super festa… Nesse embate dos irmãos em enganar os pais (Mike sem sucesso também em ganhar grana do pai para cobrir um livro perdido porque Ben chegou primeiro), nenhum consegue o que quer. Luke liga contando um pouco do café na estrada que o pai está arrumando – sem falar a verdade, que a espelunca está desabando… E depois de se agarrar na rocha com medo, se enroscar e Jason ter que descer para ajudar, Maggie consegue afinal descer a montanha; para chegar em casa e admitir que, diante da morte, o que lhe é mais importante ela tem de tudo – carreira e família.

Ep. 22 – The wrath of Con Ed

Carol está de volta e conseguiram convencer Mike a um jantar dos dois casais, quando chegam na casa de Dwight, é tema medieval. A babá de Chrissy cancela e Ben tem que ficar para cuidar da irmã em vez de uma corrida num carro irado. Maggie e Jason saem para uma noite romântica, só que cada um preferia ficar em casa com seus devidos afazeres, mas não querem magoar o outro. Nessas, ocorre um blackout e cada par fica preso tendo que lidar com suas diversas situações. Kate não pode comer o prato principal do jantar, apesar de Dwight ter cortado a cabeça fora quando Carol disse que ela não comia nada com um rosto, acaba comendo muita sobremesa cheia de álcool e adormece; está ficando frio e vão pendurar cortinas de tecido, Mike e Carol discutem por que um não pode aceitar o parceiro do outro; Dwight vai tocar algo e todos cantam juntos até que volta a luz e a porta elétrica se abre. No caso de Ben, Chrissy o culpa pela falta de energia e não entende que o aquecedor não pode ser ligado, nem a Tv, Ben a enche de roupas, mas ela precisa ir ao banheiro; mas quando a luz volta, ela prefere continuar perto do irmão. E os pais ficam presos na estrada, brigam porque nenhum dos dois queria sair, relembram o primeiro encontro e finalmente aproveitam o tempo sozinhos…

Ep. 23 – The last picture show – Part I

Penúltimo episódio da série toda! A conclusão foi dividida em duas partes. Nesta primeira, Maggie conta a Jason sobre uma proposta que ela recebeu, para uma senadora, que seria uma chance única na vida; porém, para aceitá-la, eles precisarão se mudar para Washington DC. Jason fala para ela que ela já se dedicou por muitos anos à família e que agora talvez seja a hora de se dedicar em algo para si. Eles vão conversar com toda a família para ver a opinião dos filhos. E assim, conforme cada um pensa sobre a situação, vão relembrando alguma cena engraçada do passado. Ben é o primeiro a ser contra a mudança, diz que vai ficar na casa do amigo Stinky até terminar o ensino médio, quando Mike vem conversar que numa escola nova ninguém já vai conhecer os “esquemas” que o próprio Mike já aprontou. Carol diz para Chrissy que elas ainda vão se ver muito, mas depois admite para a mãe que é uma mentira e provavelmente vão se distanciar na realidade até que elas vão até esquecer do aniversário! Entre outros comentários, além da negação inicial de Ben, Maggie fica sentindo que não está pensando na família, somente nela própria, apesar de Jason argumentar para que ela aceite, fica balançada sobre a decisão.

Ep. 24 – The last é o último episódio da série, Maggie realmente decide pela mudança – com Ben ganhando um carro!? Com a notícia, Mike meio que surta e pede Kate em casamento pelas razões erradas, tendo que se desculpar depois vestido de presente! Ele e a irmã Carol também conversam e sabem que apesar das picuinhas podem contar um com o outro. Dentre todos os momentos relembrados, pudemos rever cenas de Ben, Mike e Carol mais jovens ou ainda criança. E na casa já vazia, os Seaver vão ter sua última refeição juntos naquela sala, as meninas estendem um pano no chão e os garotos trazem pizza, cada um relembra algum momento vivido ali. É a despedida, da casa e dessa família quem o público da época acompanhou por vários anos.

“Hello, there”; The umbrella academy; Starstruck… e Dix pour cent!

E lá se foi o mês de junho e eu também queria ir ao cinema vestida de terno preto, posso? Mesmo sendo velha? Aliás, que delícia saber que o primeiro filme visto pelo filho do Tarantino é do Gru e seus amiguinhos amarelos, eu também já vi Peppa Pig com minha filhinha, Taranta.

Por incrível que pareça, nesse mês que passou deu para eu ver algumas séries! Honestamente, não sei como, não sei explicar o que aconteceu. Porque a minha filhinha ainda continuou doente com as viroses, foi pouco na escola, teve até infecção de ouvido e um exame de eletroencefalograma que tivemos que ir quatro vezes lá, porque a criança precisa estar dormindo e ela não dorme mais tão fácil não… E, mesmo assim, consegui ver algumas séries. Não vou deixar todos os detalhes de cada episódio aqui, mas só alguns breves comentários, como registro particular mesmo.

(! E, portanto, lembro mais uma vez que este blog não acredita em spoilers)

Obi-Wan Kenobi – season 1

Ai, meus santinhos, que os fãs de Star Wars sempre podem querer me linchar, mas eu não sou tão entusiasta assim desses derivados de Star Wars. Tudo bem, adorei as duas primeiras temporadas do Mandaloriano, minha pequena de 2 anos e meio já sabe falar “Grogu”. E talvez o problema seja que eu estava com uma expectativa mais alta quanto a esta série, porque ia contar com o Ewan McGregor – que me parece não ter sofrido alterações digitais de idade. Daí, já viu, desgostei bastante. Pra mim, tem vários buracos aqui e ali na trama, não entendo como um senador pode ter a filha sequestrada e não poder contar com nenhum exército ou mais ninguém para resgatá-la exceto um exemplar de uma classe banida e perseguida… E por que o poderoso Vader deixaria de realmente matar algumas pessoas, por que a Terceira Irmã não concordou com Obi-wan se o que ela queria era atacar Vader, por que ela foi atrás do filho e como ela sabia exatamente qual e onde estava o fazendeiro, por que várias coisas… ai, que preguiça.

Sim, achei graça do Haja do Kumail Najiani se passar por jedi, gostei da garotinha que faz a Leia (e fiquei com invejinha porque eu bem que queria ter passado uma infância naquele lugar espetacular), gostei de finalmente Obi-Wan entender que Anakin estava morto e que foi morto por Vader. Ou seja, não foi uma perda total. Mas digamos que eu poderia dizer que o melhor da série pra mim foi ver ele dizer para o jovenzinho Luke, “Hello, there” – pra felicidade geral da legião de memes também.

The umbrella academy – seasons 2 e 3

Nem lembro se cheguei a comentar por aqui sobre a primeira temporada desta série, porque tem algumas que a gente vê de supetão e daí nem tiramos nota. Mas desta vez eu me superei e vi praticamente seguidas as duas últimas temporadas. O que eu lembrava da primeira é que tinha uns personagens muito interessantes – Cha Cha e Hazel (que fofo, apaixonado pela senhorinha das rosquinhas!), Cinco garoto velhinho super descolado, Pogo macaco que superou a minha decepção com “Planeta dos macacos”, irmãos adotados poderosos; tinha viagem no tempo, mas era legal, não uma bagunça generalizada que o tema pode causar, e lembrava da Vanya com seu violino e o fim do mundo.

Daí, a segunda temporada também foi uma belezura, ótimas cenas de ação, e apesar de uma repetição no tema de fim do mundo, todo o modo como foi contada e mostrada a trama para nós valeu a pena: no contexto da luta dos negros por um lugar (muuito boa a noite do protesto na lanchonete onde vimos Allison chegar e ver a plaquinha de que só serviam brancos ali); Klaus como um guru espiritual (e quem não era nos anos 60? hahaha) e deixando Ben “possuí-lo”; Diego encontrar uma doidinha pra fazer par com ele e, por que não, já que voltaram no tempo, evitar o assassinato de um grande líder?; o tema da homossexualidade com a descoberta de uma Vanya sem memória (e isso conversa muito com a vida real da ex-Ellen, hoje Elliot Page); as lutas clandestinas de um desacreditado Luther; um personagem novo louquinho – o carinha da loja de TV; outro que ganha nossa torcida – Herb; um reencontro com o pai (que tinha falecido na primeira temporada); paralelos às tramóias da The Handler pelo poder, com seus segredos; e claro, Cinco espetacular – xenti, aquela matança do conselho diretor! Pra, no final, os irmãos desandarem todo o acordo… O final da temporada também foi merecedor de palmas, com a surpresa dos poderes de Lila, os acontecimentos e de repente a pequena volta, um monte de agentes e suas maletas espalhados pelo chão…

Temporada boa demais, até os irmãos suecos foram bem aproveitados. Pra então chegar agora em 2022 e desandar o caldo. Pois é, né, é o que ficou pra hoje. A terceira temporada teve muito mais enrolação, e nem sempre por boas causas. Os irmãos vão parar em outra realidade, onde existe outra academia de heróis, os Sparrow (e todos os créditos iniciais agora incluem os símbolos para as duas casas), o pai ainda está vivo e mais tarde, descobrem que eles nunca nasceram. Parece uma boa premissa, mas não apreciei tanto a condução. Aqui gasta-se bem mais tempo em certas situações e me pareceu ter mortes gratuitas, os temas abordados de contexto também não são tão interessantes.

Allison tá uma louca porque só sofre perdas (e não se cansam de fazer ela repetir isso a temporada inteira); não existe mais o Ben pelo sacrifício do outro, daí nos sobrou um Ben dos Sparrow bem mais chatinho e que só irrita a gente, não acrescenta muito; Lila dropa um filho falso pra Diego por bobagem – se bem que gostei dela punk; Luther encontra o amor (tudo bem, até que é bonitinho mesmo e eles querem unir os irmãos e talz); alguns cortes de cabelo pra mostrar transformação interna de personagem, Vanya->Victor; um buraco negro que a mãe robô crê ser Deus, o que mais? Ah, o treinamento do pai com Klaus até que foi legal, claro que ele sempre teve poderes e potencial pra fazer mais, oras. Teve o personagem do Harlan que era bom e morreu inutilmente. Como outros irmãos Sparrow também. Sério, olha minha desanimação, até Cinco parecia estar de férias, com a cena mais interessante dele encontrando ele próprio velhíssimo numa câmara (e sem um braço, notem!). Ah, claro, a direção de arte foi acertada trabalhando os elementos dos dois hotéis, do Oblivion e os samurais guardiões. O embate de dancinha Footloose no início foi uma piada, mas já deu a deixa pra todo o resto: divertido, mas sem tanta graça quanto pretendiam.

E quase esqueci de comentar! Como achei fantástico que as ilustrações das HQs originais são de um brasileiro, Gabriel Ba! Lembrei de um outro artista que conheci anos atrás, que chegou a fazer animação até e fui atrás pra saber como andava, está é mochilando pelo mundo, fazendo tatuagens na Tailândia! Xentiii! Que tudo, ele sempre fez várias coisas que eu queria ter feito (inclusive trabalhar numa videolocadora), living the dream.

Starstruck – season 1

Só para dar uma aliviada no baixo astral que a terceira temporada me deixou, deixa eu comentar um pouquinho desta série de comédia romântica – sim, elas existem! É diferente de novela, é série, mas não é sério, é comédia, mas é… romântica, hehe.

Acho que a atriz que faz a protagonista Jessie, Rose Matafeo, deve também ser comediante standup? Ela também é a criadora da série, que se passa na Inglaterra, e sua personagem também é neozelandesa (ou estou confundindo? Porque a atriz é, mas em certo episódio ela avalia um sotaque australiano – e, euzinha, tão humilde, nem consigo identificar a diferença dos sotaques… T.T).

Só por esses detalhes eu já acho interessante acompanhar, mas a narrativa fala comigo por um motivo de projeto meu particular. A historinha é de uma garota que se apaixona por uma celebridade do cinema; ela trabalha como babá e num cinema – e como assim não reconheceu então o famoso ator, não é mesmo? Culpando o álcool… O tema já foi tratado em “Um lugar chamado Notting Hill” (1999)**, que eu até gosto, só não gosto muito da Anna ser meio que casada e não ter muita explicação sobre isso, o personagem do Hugh Grant vai lá no set de filmagem e ela nem aí, ao que parece.

Nesta série, o assunto é abordado com boa dose de realidade, e muito humor, o que torna acompanhar os episódios bem mais prazeroso. Os diálogos são bem divertidos e reais, a protagonista não tem nada de padrões de beleza hollywoodianos, e gosto que o ator seja famoso e confrontado pela agente por essa expectativa da sociedade. Os personagens coadjuvantes também tem um quê cômico acertado, como a colega de apartamento e o carinha que trabalha junto e tem uma paixão platônica pela Jessie – muito bom a solução de ele listar todos os defeitos dela!

A série é curtinha, 6 episódios de 20 poucos minutos na HBO Max, dá pra ver de boinhas. Por falar nisso, adoro esta onda atual de menos episódios – eu não tenho mais paciência pra 20 e tantos episódios de 1 hora ou mais para uma temporada – sim, senhoras e senhores, não vi e nem verei a última de Stranger Things, pelo menos por ora.

Dix pour cent – um episódio!

Outra indulgência da semana passada, como estou planejando pegar um pouquinho só do Festival de Gramado este ano (50 anos!), queria ver algo de festivais de cinema, e vi um vídeo do Pablo Villaça em Cannes, daí pensei: por que não? Por que não pular a temporada toda que trata de uma agência de talentos para um episódio que mais me chamou a atenção? Eu vi o “Juliette”, sexto da segunda temporada. É uma série francesa, não sei, mas parece que já tem até versão em inglês da série (assim como “Betty, a feia” já foi refeita múltiplas vezes em diferentes idiomas e países). Eu quis ver a original, pelo simples gosto de ouvir esse outro idioma que acho lindo, o francês. Neste episódio, o pessoal da agência vai a Cannes, e nesse suposto ano Juliette Binoche, super dama do cinema francês e internacional, é quem vai abrir o festival. Bem engraçado, no IMDB é um dos episódios mais bem avaliados. Nem conheço direito os personagens, mas deu pra sentir alguns dos dramas deles, da agente grávida do chefe que não sabe o que fazer à secretária que desiste de uma viagem e sofre porque a esposa estará na área, da jovem recepcionista que só quer saber de aproveitar ao máximo a croisette à jovem assistente encorajada pelo pai a encontrar seu caminho de volta, todo o burburinho desse que é um dos mais importantes festivais (senão “o” mais), é um deleite. E Juliette está maravilhosa como sempre, até como ela mesma, que preferia um terninho, tem que defender o papel das mulheres nesse mundo e dar um discurso digno de estrela. Merveilleuse!

Joe contra o vulcão

(Joe versus the volcano/1990)**

Historinha: Joe descobre que só tem 6 meses de vida e aceita a proposta de um milionário para pular em um vulcão.

Taí um filminho meio bizarro, que às vezes erra o alvo nas suas tentativas cômicas, mas também consegue gerar algumas risadas – melhor do que muitas das comédias românticas que já vi por aí…

No início, a realidade patética de Joe (Tom Hanks) me fez até acreditar que aquele seria um futuro distópico, com aquele monte de gente vestida igual deixando rastros de lixo. E todo o decorrer da trama sempre me deixou com um pé atrás se no final da jornada ele não acordaria em sua cama – muitos momentos parecem indicar coisas fora da realidade que só aconteceriam num sonho – mas cabe ao espectador concluir isso por conta própria, se quiser.

Fora alguns momentos bobos (como aquela cena da pescaria), até que é bem divertido acompanhar essa aventura: o motorista dando dicas enquanto o leva às compras por Nova York, e quem compraria aquelas malas trombolhos, mesmo tendo dinheiro? (é que elas viriam a calhar!); Joe comentar com a amada que parecia já conhecê-la antes – engraçado porque as garotas principais são todas interpretadas pela mesma atriz, Meg Ryan; um diálogo com uma jovem meio perdida na vida, “não sei o que te responder”; o fato da tribo da ilha gostar de refrigerante de laranja (?!) e ter Nathan Lane dando gritos de guerra em um idioma incompreensível; Joe afirmando que nunca teve um ato corajoso assim em vida e precisa pular, Patricia querendo casar à beira do abismo e os dois sendo expelidos pelo vulcão!

Aliás, um ponto que é engraçado, mas imprevisto à época, como hoje que conhecemos a carreira de Tom Hanks, vejo relação com outros de seus trabalhos; ele à deriva com queimaduras do sol me lembrou “O náufrago” (Cast away/2004)***; e fiquei imaginando Nora Ephron vendo esse filme e descobrindo que esse seria um casal ideal para “Sintonia de amor” (Sleepless in Seattle/1883)***.

O diretor e roteirista John Patrick Shanley é bem artístico em algumas cenas, como a da grande lua, ou no quadro na saída da consulta com o dr, também já estabelecendo elementos aqui e ali, como o abajur e os romances que antecipam os acontecimentos futuros, e o constante raio que atinge o “average Joe”.

E o que isso tem a ver com budismo?

Em uma cena no barco, numa conversa entre Joe e Patricia, ela comenta sobre um pensamento do pai dela, de que todos estão dormindo e apenas algumas pessoas estão despertas e elas vivem em constante e total “perplexidade” (amazement). Associei essa fala ao estado de um Buda, que é alguém que ,”despertou” para algumas verdades do mundo e busca um estado de “nirvana”, uma espécie de felicidade plena, ainda neste mundo.

Taí, não é que eu surpreendentemente gostei um bom bocado desse filme mais antigo e menor?

Coisinhas divertidas pra se notar em “Tico e Teco: Defensores da Lei”

Todo ano é a mesma coisa… depois da maratona para o Oscar eu fico sem vontade alguma de conferir os novos filmes de Hollywood e quero é ver algum filme bom, mas divertido, que talvez seja mais antigo, mas eu acabei deixando passar.

Mas não é que um lançamento do canal de streaming Disney+ me deixou animadinha pra vir aqui e registrar algo? Que filmes de super-heróis que nada, minha gente, eu tô ficando velhinha – será que vem por aí outra crise de meia-idade? – e não tenho vergonha de me entregar à nostalgia. Se alguém por aí me conhece bem, sabe que um dos meus filmes favoritos é “Uma cilada para Roger Rabbit” (Who framed Roger Rabbit? / 1988)****, e como esse filme, que traz de volta a turminha de pequenos detetives aventureiros sensação para as crianças dos anos 90, bebe daquele – e também homenageia, que bom! O próprio Roger Rabbit estava no auge da fama nessa época e aparece dançando num clube, mas essa não é a única referência…

Aliás, que abundância de referências!!! Imagino que eles conheçam o pessoal que faz vídeos mostrando detalhes e easter eggs dos filmes, que devem pausar frame a frame… Meu povo, pra quem gosta de Disney ainda por cima, como estazinha aqui, e como a Disney hoje é dona de metade do mundo do entretenimento (incluindo aí Fox…), haja olhar para perceber e identificar tudo! Por isso, nada mais justo do que este post – mas com certeza vai faltar ainda coisas que não notei (ou não soube o nome), então se você estiver passando por aqui e lembrar de algo, deixe nos comentários que eu quero relembrar!

***

(Chip n’ Dale: Rescue Rangers/2022) ***

Historinha: assim como no filme do Roger Rabbit, imaginamos um mundo em que os desenhos convivem com os humanos, e Tico e Teco são atores que tiveram muito sucesso com sua série de detetives algumas décadas atrás, mas muita coisa mudou, e se veem envoltos num mistério para salvar um amigo em comum.

-primeiramente, os dubladores de Tico e Teco daquela época também trabalham aqui, embora nas vozes de outros personagens (se bem que a Geninha era mesmo dublada pela Tress MacNeille e o Corey Burton também fazia o Zipper). Aqui, os esquilos são atores velhos, então ganharam vozes de homem (kkk), dos comediantes Andy Samberg e John Mulaney.

-aliás, o diretor deste longa já teve outros trabalhos com Andy Samberg e estabelece logo de cara o tom de comédia para a produção.

– na vinheta da Disney, o castelo sofre umas transformações de algumas partes, em referência à máquina de transformar os estilos de animação – ah, se fosse fácil assim mudar os estilos das animações, né? kkk

-Teco (ou Dale, em inglês) acaba optando por uma série em que ele estrearia como espião; existiu mesmo uma possível série semelhante, que acabou sendo cancelada (mas não para o personagem do Teco).

-muito divertida a convenção à la Comic Con, mas com a possibilidade de encontrarmos os desenhos – gostei que o Balu é uma estrela (com o reboot em CG e por isso mesmo Teco fez uma cirurgia pra passar de 2D para 3D… não gostei muito, pra ser honesta, tem muita coisa que sou antiquada e prefiro em 2D) e ri muito quando apareceu o Sonic feio! (se bem que a piada repetitiva dos dentes não funcionou tanto pra mim).

-as comidinhas no congelador do Tico! Tem a comida congelada do herói Gelado (ou Frozone), de “Os Incríveis” (2004) ***, e sorvete da Frozen…

-que bela sacada de trama, alguém sequestra desenhos antigos para fazer versões “falsificadas” de animações famosas! Existem tantas dessas por aí que penso existir mesmo um público que consome isso, mas sempre me perguntei por quê, “no, God, no, why? No!”

-quando Tico anda pela calçada da fama, podemos ver estrelas com nomes como Lula Molusco e Chun Li. E o outdoor com o novo filme da Meryl Streep? Uma versão dela homem, assim como Robin Williams fez “Mrs. Doubtfire” (“Uma babá quase perfeita”) e ela fez um filme chamado “Dúvida” (Doubt).

-mas por que um filme Batman x ET? Competem pela lua?

-a recriação da Main Street (referência aos parques da Disney) como uma aparência de fachada! Com negócios escusos por trás, como briga de Muppets!

-“Monterey Jack é o nome de um queijo!” kkk Para o rato que não pode comer queijo…

-os gatos do detestado “Cats” no “Uncanny Valley”! E os “olhos do Expresso Polar”! kkk E olha, filme do mesmo diretor do Roger Rabbit, hein (Robert Zemeckis).

-eu podia jurar que o vilãozão Sweet Pete seria aquele vilão do Mickey (Bafo de Onça, em português, que até tem uma ponta numa das produções falsificadas), mas daí eles quebram nossa perna trazendo um Peter Pan velho! Tá, uma pergunta: desenhos não envelhecem – eles também não morrem… – como que Peter envelheceu? Voz de outro comediante: Will Arnett.

-são espertos em fazer piada com alguns clichês – como Tico querer limpar a privada antes de cair nela; querer que bichinhos fofinhos façam rap; fazer a gente desconfiar da policial;

-o banho do tio Patinhas é em moedinhas, claro!

-ponta do Paul Rudd como se ele fosse fazer um filme como “aunt man”.

-na convenção; o urso da Coca animado com o colega urso; Tico voltando ao look da série após tomar banho de loja do Indiana Jones (é claro que o visual dele é baseado no Indy, Spielberg foi produtor de vários desenhos, inclusive o deles e do Roger Rabbit); quando o capanga viking cai aparece Pumba versão CG, que também tinha a voz do Seth Rogen (aliás, nessa cena ele faz a voz de todos que aparecem).

-se como no universo do Roger a morte de um desenho seria água rás, uma borracha deve servir para tortura mesmo!

-os fogos de artifício formam uma carinha de Mickey! (hidden Mickey)

-engraçada a luta da policial com o chefe, que é feito de massinha

-após transformado, Pete fica com a cara de gato (na série o vilão era o Gatão, Gato Gordo), braço de Detona Ralph, pé de Transformer, calça do Mickey(?) e sei lá mais o quê.

-a piada dos passarinhos! No filme do Roger Rabbit, o coelho ganha pancada na cabeça, mas precisa de estrelas ; aqui os passarinhos são chamados ao trabalho!

-ok, algo meio bizarro foi a Geninha com Zipper (Bzum) e 42 filhos…mas fazer o quê

-créditos finais legais, a voz do Darkwing Duck é do Jim Cummings, que fez aqui e fazia a voz do Gato Gordo. Darkwing é o que resultou do cancelamento de uma série de pato espião, pois os direitos de “double-0” pertenciam a Ian Flemming (criador do 007).

No geral, o filme em si acaba não sendo tão original, assim como eles próprios apontam das tantas produções atuais. Aproveitam-se da nostalgia mesmo, então talvez um público novo nem vá gostar muito (e eu não recomendaria para crianças pequenas, apesar da indicação Livre), mas pra mim foi bem divertido tudo isso!

Modern Family – season 1

No final de 2021 eu me propus a fazer maratona de alguma série de comédia bacana. Como o Netflix ia tirar do catálogo “Modern Family”, foi a escolhida. Embora, realmente eu não tenha conseguido, pois afinal são onze temporadas, fica aqui o registro ao menos da primeira, que eu estava anotando enquanto via.

Aliás, aquele meu plano de ver “Fresh Prince of Bel Air” em homenagem ao Will Smith foi por água abaixo depois do Oscar, como vocês devem imaginar, depois daquele vexame desanimei total. E tinha cogitado maratona de “Todo mundo odeia o Chris”, o que também perdi a vontade no momento… Estou pensando em “Brooklyn 99”, porque Terry Crews é muito bom! Ou “A Maravilhosa sra Maisel” – mas eu já vi a primeira temporada, daí teria que rever tudo e me dá uma preguiça… Ai, ai.

Daí também chegaram as segundas temporadas de “Upload” e ” Boneca Russa”, mas eu também tô com uma preguiça de lembrar como foram as primeiras… Ai, ai. Sim, desde sempre eu soube que meu maior pecado é mesmo a preguiça – e depois a gula.

Bem, ficamos com este post só pra desovar os rascunhos inacabados e não postados!

Conhecemos uma família moderna. Um pai, Jay, é casado com uma imigrante colombiana bem mais jovem, Gloria, que já tem um filho de outro, Manny. Jay já tem outros filhos mais velhos do primeiro casamento: Mitchell, gay que já está há 5 anos com o parceiro Cam e estão adotando uma bebê do Vietnã, Lily; e Claire, casada com Phill há 16 anos, que por sua vez tem três filhos. A mais velha de 15 anos, Hailey, que só quer saber de curtir; a do meio, que é muito inteligente e estudiosa, Alex; e o mais novo, Luke, que apronta trapalhadas inusitadas.

S01e01 – Piloto

Manny quer deixar o futebol e se declarar para uma menina mais velha enquanto Jay é confundido com a velha guarda que caminha no shopping. Phil usa óleo de bebê para tirar a cabeça de Luke do corrimão e acaba se acidentando ao tentar bancar um pai ameaçador diante do primeiro garoto que Hailey traz pra casa. Destaque para a apresentação de Lily à família no estilo Rei Leão, depois de comentarem que Cam é dramático!

S01e02 – Ladrão de bicicleta

A confusão de roubos da bicicleta para Luke, e Cam não se aguentando e querendo dançar no grupo de pais.

S01e03 – Venha voar comigo

Jay acertando Phil de propósito com o aeromodelo, e Manny sendo melhor ouvinte do que um terapeuta para Claire.

S01e04 – O incidente

A mãe de Mitchel e Claire aparece dizendo que quer se desculpar com Gloria. E a canção do Dylan que ficou na cabeça de todo mundo no final!

S01e05 – Golpe do baú

As bobagens do Luke que ousa perguntar “por que não?”. O embate entre Claire e Gloria durante o churras em que Jay e Cam adoram futebol (adorei! Ele é gay e pode gostar de futebol sim)

S01e06 – Corra pela sua mulher

Baby Lily vestida de famosos pop e o desespero dos dois para abrir o carro! O poncho e a flauta sendo demais. A Hailey não conseguindo parar para a polícia.

S01e07 – Em guarda

Claire e Mitchell fazendo a rotina de patinação artística, Luke ajudando e depois arruinando uma venda do pai, Manny sendo encorajado a vencer a final da esgrima até que os pais descobrem que a oponente é órfã, tem amigas de cadeiras de roda e é diabética!

S01e08 – Grandes expectativas

A amiga loucona de Mitch e Cam, Sal, com ciúmes do jeito dela (afinal, eles a carregavam dormindo, ouviam ela chorar…). Claire tentando compensar Phil pelas surpresas de aniversário de casamento, contrata um músico (Edward Norton, minha gente!) da suposta banda que toca a canção do primeiro beijo deles. Manny a fim de Hailey tomando um expresso enquanto ela quer ir pra festa, e Jay sabe de todas as táticas e Luke acha que o avô está pra morrer.

S01e09 – Fizbo

Várias possibilidades de riscos para um membro da família estar no hospital: querendo recompensar Luke pelos aniversários anteriores muito ruins, Phil contrata um muro de escalada, Jay dá de presente um arco e flecha que acaba atingindo o pula-pula inflável, Hailey solta um escorpião venenoso com ciúmes do namorado, e tem ainda a tirolesa que Manny usa para ir salvar seu crush e o cachorrinho de bexiga que Fizbo (Cam vestido de palhaço) fez. Aliás, Phil tem medo de palhaço embora não tenha medo de muita coisa e tenha visto muitas vezes filmes assustadores como “Os caça-fantasmas”! Mas foram mesmo as miçangas de Claire na sua proposta de artesanato que fizeram Luke escorregar e quebrar o braço, ganhando um gesso e seu melhor aniversário!

S01e10 – Desenfeitando tudo

Episódio de Natal, Cam e Mitchell acabam fazendo um papai-noel feio ser demitido, com remorso o convidam para jantar, ele fala para Cam perdoar seu antigo grupo de coral, mas dá um soco no cara ruim e foge. Jay tem dificuldades em incluir tradições colombianas, mas cede com os fogos de artifício. Uma marca de queimado no sofá quase faz os Dunfy cancelarem o Natal.

S01e11 – Noite em claro

O pai aventureiro de Manny acaba “seduzindo” Jay com o baseball. Phil está com pedra nos rins e Claire se arruma após chamarem os bombeiros sexy; no hospital ele faz truques de mágica com cartas. Mitch e Cam discordam de deixar Lily chorando até dormir, mas concordam em chamar os bombeiros.

S01e12 – Na minha casa, não

Luke foi quem leu o diário de Hailey e Phil quem tinha foto de mulher pelada no computador, e o menino perguntando do tempo no final? Cam é altruísta demais e até promove uma reconciliação de casamento, eu particularmente acho também que Lily é muito nova pra um show de fantoches russos, e os dois levam embora o mordomo cachorro de Jay que Glória odeia, com as orelhas ao vento…

S01e13 – Quinze por cento

O encontro de Manny é uma garota bem mais velha que recebe uma repaginada de Glória. Claire não sabe usar eletrônicos e Phil acaba apostando que consegue ensinar Hailey (o filho mais bobo?). Mitch se vinga porque o pai chamou Cam só de um “amigo”, e Jay perde 20 mil quase insultando o amigo Shorty que parece muito gay.

S01e14 – Alunissagem

Claire vai se encontrar com uma antiga colega (Minnie Driver!) que parece ter se tornado muito bem sucedida, e ela quer lhe mostrar a família, encontrando: Phil preso no banheiro químico com bigodão após terem pichado sua propaganda, Hailey e Dylan no meio de uma briga e reconciliação, Luke após ter se sujado de bebida e Alex atrás de um rato saído das garrafas doadas pra reciclagem… Jay e Cam competem no racketball e tem um pequeno incidente no vestiário, enquanto Manny disfarça pra dedurar para Mitch sobre a péssima motorista que é a mãe. Phil faz referência ao filme do John Cusack, mas Dylan continua “dizendo qualquer coisa”! Mas a referência de Claire na troca de sapatos e “Working girl” é a minha favorita.

S01e15 – Dia dos namorados

É o dia do Santo Valentino, romance no ar para Cam, mas Mitchell está preocupado demais com um caso que ele perde, recompensando sua frustração ao defender Manny na lanchonete de milk-shakes onde seu amor platônico da vez está com o garoto que roubou seu poema. Ao ver o grande quadro que Dylan dá pra Hailey, Phil decide fazer algo diferente e brincam de fingirem serem estranhos que se conhecem num bar, até que as coisas vão mal, quando o casaco de Claire fica preso na escada rolante e eles encontram um monte de gente. A salvação é o casaco de Gloria, que acaba de sair de uma apresentação de comédia que Jay tinha insistido em ir, até que ele próprio vira o alvo dos risos pela diferença de idade.

S01e16 – Medos

A cara do Cam depois de dizer algo romântico e não ser correspondido; e como eles ficam sentidos que Lily diz “mamãe” para a médica asiática! Gloria leva Jay e Manny para pescar e vão na montanha-russa. Hailey desesperada no teste de habilitação deixa o carro sem pará-lo. Phil e Luke imaginando o que tem no porão e Phil afirmando ser um herói.

S01e17 – Que a verdade seja dita

A ex-namorada do Phil realmente dando em cima dele e passando as coordenadas do hotel; Alex sendo ruim de novo e fazendo Luke acreditar que seria levado pela mãe “verdadeira”. Mitch pedindo demissão e depois entrando em pânico. Jay dizendo que a tartaruga perdoa Manny no funeral e depois dando o fatídico quadro do que te faz mais forte para Mitch.

S01e18 – Noite estrelada

Alex descrevendo sintomas de TDHA para Luke e a gente vendo Phil se distrair até se acidentar. Ótimo corte de Van Gogh para Mitch gritando desesperado (e de novo o guaxinim ataca!?), também o vestido que ele acaba usando. Sabíamos que Cam não ia aguentar a pimenta colombiana, né. E Hailey tentando armar para a mãe?

S01e19 – Virada de jogo

É o aniversário do Phil e claro que Claire acaba dormindo de novo no sofá, e justo quando achava que ia conseguir, Mitch tenta imitar a técnica do pai num fura-fila, sendo expulsos. Gloria é muito melhor no xadrez do que Jay! Cam ouve o caso de um vizinho pela babá eletrônica. Dózinha do Phil dando risada sem ligar pra mais nada depois de uma festa surpresa no campo de beisebol da história que ele sempre conta, mas afinal ele consegue seu ipad.

S01e20 – No banco

Mitch não aguenta mais a vida doméstica e quer matar Dora, a exploradora! E Cam não quer admitir, mas sente muita falta de ser quem cuida da casa; acabam numa festinha de um ricaço arrebentando o carrão com a pista giratória e aceitando o emprego. Ninguém gosta do técnico de basquete e Jay gosta de se intrometer, mas acaba cedendo o lugar de técnico para Phil. As crianças crescem, até Alex já está adolescente, enquanto Gloria e Claire paparicam Lily e vão tomar sorvete.

S01e21 – Viagem com Scoug

O pai de Phil, que adora ficar fazendo piada, traz consigo um cachorro que vem pra abalar Claire, e como conseguiram colocar Luke naquela grade!? Jay leva Manny para ver o filme de um antigo amigo do filho, só que é terror e Manny fica muito impressionado, ainda mais com a campainha quebrada e o ator batendo na janela mostrando o facão! A banda de Dylan precisa de um baterista substituto para não perder o próximo show, Cam se empolga e fica muito tempo no seu solo…

S01e22 – Aeroporto 2010

A técnica cômica de repetir realmente funciona com Gloria até o final falando “surpresa” para Jay, tornando os planos de viagem de aniversário dele cada vez mais frustrantes; “e de onde as pessoas acham que vem o dinheiro da Gloria?”. Mitch esquece a carteira e Phil o leva, e ainda descobrem que esqueceram a chave – não é que conseguem mesmo abrir, inclusive seu coração, não tinha ficado claro que estava pedindo ajuda a Cam? Enquanto Hailey se engana com um rapaz que parecia charmoso na espera para o embarque, Dylan tem que fugir da casa dos Dunphy.

S01e23 – Havaí

Phil quer fazer da viagem a lua de mel que não tiveram, mas Claire não consegue relaxar, para ela é só trabalho. Manny expulsa Luke do quarto, cada um com suas manias, e o paletó todo amassado do garoto? Hailey acaba saindo com amizades desconhecidas e fica bêbada, Mitch quer ver o campo de lavandas e Cam admite que não é aventureiro, ensinando o parceiro a relaxar com drink e massagem, mas os dois perdem Lily no elevador! (E depois no bananal onde ela vai relembrar o Vietnã!?) O irmão de Jay liga falando que agora é da idade do pai e Jay quer se cuidar, mas acaba entravado numa rede com Phil… A renovação dos votos foi bem fofinha.

S01e24 – Retrato de família

Claire tenta consertar o degrau da escada que Phil está desde o início da temporada repetindo que vai consertar, quebra de vez e precisarão tirar a foto na casa de Jay. Mitch acaba sozinho em casa enquanto Cam vai cantar Ave Maria num casamento, lutando contra um pombo. Gloria e Phil são pegos de surpresa que o jogador famoso responde, levando Manny e Alex num jogo de basquete, e aparecem na câmera do beijo. Luke aceita a versão do Elvis sobre a vida do avô nos anos 60 – e adorei que os roteiristas brincaram com a própria fórmula deles para alguns episódios, zoando essa de terminar com alguma reflexão mais emotiva…

94th Academy Awards

(!) Este post foi atualizado em 03 de abril, bem depois da cerimônia do 94th Academy Awards no domingo 27/03… (comentários atualizados em laranja) Os que levaram o Oscar estão com asterisco na frente.

Ufa! Este ano até que consegui fazer vários posts para o Oscar – teve um feriado de Carnaval aí no meio que me ajudou a ver os filmes com antecedência, teve a minha filhinha que voltou à escolinha e eu pude tirar algumas semanas para escrever, coisa que sinto falta, nem sempre consigo, e me desafiei mesmo, porque eu queria ver se consigo escrever um pouco todos os dias. Como já andei comentando tudo antes, vou deixar os links para redirecionarem aos devidos posts aqui do blog e aqui vai como ficou a lista final: meus votos sublinhados. Mais uma vez lembrando que não são minhas apostas, são aqueles em que eu votaria. E na categoria de melhor filme estão por ordem de preferência (como fazem os membros da Academia): 1 o que menos gostei, 10 o que mais gostei (minha opinião pessoal mesmo). Boa festa para todos nós! E será que vai ter mesmo clipe da “Cinderella” com a Camila Cabello? Pessoal da Academia vai se contorcer e dizer “tá vendo o que dá, termos um voto popular?” hahaha

***

MELHOR ANIMAÇÃO EM LONGA METRAGEM
* Encanto
Flee
Luca
A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas
Raya e o Último Dragão

MELHOR ANIMAÇÃO EM CURTA METRAGEM
Affairs of the Art
Bestia
Boxballet
Robin Robin
* The Windshield Wiper

MELHOR CURTA METRAGEM EM LIVE-ACTION
Ala Kachuu – Take and Run
The Dress
* The Long Goodbye
On My Mind
Please Hold

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM CURTA METRAGEM
Audible
Lead Me Home
* The Queen of Basketball
Three Songs for Benazir
When We Were Bullies

MELHOR DOCUMENTÁRIO EM LONGA-METRAGEM
Ascension
Attica
Flee
* Summer of Soul (… ou Quando a Revolução Não Pode Ser Televisionada)
Writing with Fire

MELHOR FILME INTERNACIONAL
* Drive My Car (Japão)
Flee (Dinamarca)
A Mão de Deus (Itália)
Lunana: A Yak in the Classroom (Butão)
The Worst Person in the World (Noruega)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
* Kenneth Branagh, Belfast
Adam McKay, Não Olhe Para Cima
Zach Baylin, King Richard: Criando Campeãs
Paul Thomas Anderson, Licorice Pizza
Eskil Vogt & Joachim Trier, The Worst Person in the World

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
* Siân Heder, No Ritmo do Coração
Ryûsuke Hamaguchi & Takamasa Oe, Drive My Car

Jon Spaiths, Denis Villeneuve & Eric Roth, Duna
Maggie Gyllenhaal, A Filha Perdida
Jane Campion, Ataque dos Cães

MELHOR DESIGN DE PRODUÇÃO
* Patrick Vermette, Duna
Tamara Deverell, O Beco do Pesadelo
Grant Major, Ataque dos Cães
Stefan Decbant, A Tragédia de Macbeth
Adam Stockhausen, Amor, Sublime Amor

MELHOR FIGURINO
* Jenny Beavan, Cruella
Massimo Cantini Parrini & Jacqueline Durran, Cyrano
Jacqueline West & Robert Morgan, Duna
Luis Sequeira, O Beco do Pesadelo
Paul Tazewell, Amor, Sublime Amor

MELHOR CABELO & MAQUIAGEM
Um Príncipe em Nova York 2
Cruella
Duna
* The Eyes of Tammy Faye
Casa Gucci

MELHOR FOTOGRAFIA
* Greig Fraser, Duna
Dan Lautsen, O Beco do Pesadelo
Ari Wegner, Ataque dos Cães
Bruno Delbonnel, A Tragédia de Macbeth
Janusz Kominski, Amor, Sublime Amor

MELHOR SOM
Belfast
* Duna
007 – Sem Tempo Para Morrer
Ataque dos Cães
Amor, Sublime Amor

MELHOR TRILHA SONORA
Nicholas Britell, Não Olhe Para Cima
* Hans Zimmer, Duna
Germaine Franco, Encanto
Alberto Iglesias, Mães Paralelas
Jonny Greenwood, Ataque dos Cães

MELHOR CANÇÃO ORIGINAL
“Be Alive”, King Richard: Criando Campeãs
“Dos Oruguitas”, Encanto
“Down to Joy”, Belfast
* “No Time to Die”, 007 – Sem Tempo Para Morrer
“Somehow You Do”, Four Good Days

MELHOR EDIÇÃO
Hank Corwin, Não Olhe Para Cima
* Joe Walker, Duna
Pamela Martin, King Richard: Criando Campeãs
Peter Sciberras, Ataque dos Cães
Myron Kerstein & Andrew Weisblum, Tick, Tick… Boom!

MELHORES EFEITOS VISUAIS
* Duna
Free Guy: Assumindo o Controle
007 – Sem Tempo Para Morrer
Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis
Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Jessie Buckley, A Filha Perdida
* Ariana DeBose, Amor, Sublime Amor
Judi Dench, Belfast
Kirsten Dunst, Ataque dos Cães
Aunjanue Ellis, King Richard: Criando Campeãs

MELHOR ATOR COADJUVANTE
Ciarán Hinds, Belfast
* Troy Kotsur, No Ritmo do Coração
Jesse Plemons, Ataque dos Cães
J.K. Simmons, Apresentando os Ricardos
Kodi Smit-McPhee, Ataque dos Cães

MELHOR ATRIZ
* Jessica Chastain, The Eyes of Tammy Faye (é a que deve levar)
Olivia Colman, A Filha Perdida
Penélope Cruz, Mães Paralelas
Nicole Kidman, Apresentando os Ricardos
Kristen Stewart, Spencer

MELHOR ATOR
Javier Bardem, Apresentando os Ricardos
Benedict Cumberbatch, Ataque dos Cães
Andrew Garfield, Tick, Tick… Boom!
* Will Smith, King Richard: Criando Campeãs (é o que deve levar)
Denzel Washington, A Tragédia de Macbeth

MELHOR DIREÇÃO
Kenneth Branagh, Belfast
Ryûsuke Hamaguchi, Drive My Car
Paul Thomas Anderson, Licorice Pizza
* Jane Campion, Ataque dos Cães
Steven Spielberg, Amor, Sublime Amor

MELHOR FILME
1 – O beco do pesadelo

2 – Belfast

3 – King Richard: criando campeãs

4 – Licorice Pizza

5 – Não olhe para cima

6 – Amor, sublime amor

7 – Ataque dos cães

8 – Duna

9 – Drive my car

* 10 – No Ritmo do Coração

Xenti… que coisa horrível esse Oscar. Demorei até pra voltar aqui e comentar alguma coisa, porque perdi total a vontade. Mas como estes posts ficam na verdade como registro para minha própria memória, então tive que reunir algumas forcinhas extras para últimos comentários.

Nem vou falar dos meus votos que não vingaram, porque eu já sabia que ia “errar” muita coisa, praticamente todos os prêmios técnicos foram para “Duna”, mas eu fiquei feliz com as estatuetas pro Riz Ahmed, pro documentário “Summer Soul”, pra maquiagem (porque ouvi falar que contribui muitíssimo para ver a trajetória da personagem). Os que acertei eram previsíveis de levar, dessas coisas eu não reclamo não.

A cerimônia, no geral, realmente não foi agradável. Ainda não acho que é necessário ter um “host”, aqui trouxeram 3 mulheres, sendo que nem foi assim tão engraçado. Tiraram categorias para serem entregues antes, pra então ter um número musical de canção que não foi indicada (embora eu tenha gostado bastante de todo o colorido e uma versão animadinha feita só pra festa do Oscar), e mostrarem a cena do Flash do Zack Snyder como um dos momentos de tirar o fôlego do cinema (mas não era pra ser só filmes de 2021!?). Que coisa mais chata foi o DJ cortar o diretor japonês – imaginem, voar do outro lado do mundo, provavelmente nunca mais na vida vai ter a chance de estar num palco daqueles… pôooxa.

O que salvou a noite foram algumas homenagens – reunindo atores de alguns filmes icônicos para apresentar (“Homens brancos não sabem enterrar”, “Pulp Fiction”); montagens para 007 e “O poderoso chefão”. Foi muito belo o momento em que Troy Kotsur sobe ao palco e discursa, anunciado pela “vovó” de “Minari”; a Lady Gaga e a Liza Minelli pra apresentar o último, e posso falar? Gostei sim que “CODA” ganhou, apesar de tanta gente reclamar e já comentei porque eu mesma gostei bastante desse.

Mâs….. claro que o Oscar 2022 vai ficar na nossa lembrança como aquele do tapa do Will Smith no Chris Rock (por uma piada idiota que envolveu a saúde da esposa do Will). Nem preciso dizer que isso, pra mim, além de toda a bagunça da noite, foi uó. Que coisa terrível – nunca, nunca, nunca vou ser a favor de qualquer tipo de violência, não foi pra isso que evoluímos.

E é isso, viu. Eu sou o reflexo do público em geral, que veio diminuindo a audiência do Oscar nos últimos anos vertiginosamente, caso vocês queiram ver gráficos, há por aí. Talvez, em parte esses números baixos se devam ao próprio desenvolvimento tecnológico, tanta coisa acontecendo no mundo, dá pra ver live com comentários no dia seguinte, ou as partes mais legais da cerimônia em qualquer outro dia, pra quê ficar varando madrugada? Bem, taí, pra mim sempre foi uma diversão, tipo final da Copa pra maioria dos brasileiros, saca? Mas tô ficando desanimada. E reconsiderando se sequer vou acompanhar assim nos próximos anos (muito provável que não).

Oscar 2022 – o das famílias

Aieee, finalizando a série de posts sobre o Oscar deste ano, aqui venho falar dos últimos dois filmes e as duas últimas categorias que faltavam para eu votar. Só pra vocês não dizerem que só penso nisso, deixa eu recomendar duas séries Netflix que andei vendo esses tempos para desanuviar e são bem divertidas: “Murderville” e “Is it cake?”; uma temporada só, episódios curtinhos, curiosas e de risos garantidos, se der, faço algum post futuro sobre elas.

***

Ataque dos cães (Power of the dog/2021)***

Indicado a melhor roteiro adaptado, desenho de produção, fotografia, atores e atriz coadjuvantes, ator principal, direção, som, trilha sonora original, montagem e filme. (Ufa! 12)

Não sei exatamente definir por quê, mas senti ecos de “Trama Fantasma” (Phantom Thread/2017)*** quando assisti a este aqui. Talvez a trama inesperadamente perversa, passada numa época passada, com personagens meio tiranos ao seu modo e outros personagens aparentemente inofensivos que descobrimos ter um interior meio maligno. Do mesmo modo que tinha me impressionado com o filme do PTA e último do Daniel Day-Lewis antes de se aposentar, esta incursão da Jane Campion na alma da terra sem lei de oeste norte-americano (porém filmado na Nova Zelândia devido à pandemia da Covid) impressiona. E do mesmo modo, não acho que vai levar melhor filme. Sim, tecnicamente temos ótimos trabalhos, de fotografia, direção de arte, atores – não à toa todos os principais foram indicados, praticamente – e não vejo um roteiro que defenda cowboys peladões e todos gays, como Sam Elliott vulgarizou. Vejo uma trama bem costurada, que deve aproveitar os pontos altos do livro para nos guiar até revelações.

A direção conta com ótimas cenas; nós entendemos tudo quando George vai ajudar aquela senhora que virá a ser sua esposa, e nos comovemos quando ele respira e agradece por não estar mais sozinho; a entrega dessa Rose ao álcool parece exagero a princípio, mas sua deterioração é crucial para as ações tomadas pelo filho, que parece tão frágil de tão magro – mas que susto quando a empregada o pega dissecando um coelho! Phil, o irmão mais velho que espezinha o irmão “gordo” e a cunhada, especialmente com seu banjo, nos surpreende ao nos ser revelado que ele é estudado, sim, de como existe mais por trás da sua admiração por outro cavaleiro, e quando baixa a guarda admirado pelo magricela que não tem vergonha de ser quem é – e que travelling ótimo empregado ao seguirmos o rapaz andando por entre outros zombeteiros com toda a segurança. Pessoas são sempre muito mais do que podemos imaginar – isso vale para qualquer um, mas aqui principalmente para Phil e também Peter; é o grande trunfo do filme, que nos dá o prazer de descobrirmos isso.

***

  • Melhor direção

1)Jane Campion – muita gente já disse isso e repito: nem dá pra acreditar que com todos esses anos de cinema, só esta diretora é que conseguiu ser indicada duas vezes ao Oscar. Mas também seria inacreditável que Hitchcock nunca tenha ganhado um, e no entanto foi assim, só sei que foi assim. Merece? Claro que sim, já veio arrebatando outros da temporada de premiações e concordo em dar meu voto para ela (que ganhou antes por roteiro, “O piano”, mas não direção).

2)Kenneth Branagh – se eu fosse escolher um dos Oscares para os quais ele já foi indicado, acho que eu daria por “Hamlet”. Taí um cara multifuncional, atua, escreve, dirige, adapta obras literárias, dá planos fechados nos atores, destaca o brilho deles no olhar, tem uma visão mais ampla pra caber revoluções na tela e cadência musical, ou brincadeiras ou anseios de criança; mas não acho que vai levar este ano não.

3)Paul Thomas Anderson – vocês sabem que tenho apreço por este cineasta, que na minha mera opinião não tem tantos filmes pra mostrar no portfolio, mas quase sempre acerta. “Licorice Pizza” é um pouco mais tradicional do que o costume, e embora mais pessoal, conta com bons momentos. Pena que este não seja o momento dele ganhar o Oscar – e se eu fosse escolher um, teria dado por “Magnólia”.

4)Ryusuke Hamaguchi – confesso que não vi outros filmes desse diretor. Mas a condução que ele faz nesse “Drive my car” é digna da motorista competente do dramaturgo. Deixar nós espectadores observarmos as conversas de bar e no táxi, abrir os comentários de alguns atores que ensaiam pra peça, não ter receio de iniciar o filme com as cenas de sexo e nem de deixar a gente parar pra ver a estrada, ou deixar os dois jogarem mais bolas de neve do que necessárias. Mesmo que ganhasse, não acho que teria a reação que virou meme do Bong Joon Ho.

5)Steven Spielberg – já declarei inúmeras vezes que este é um dos meus diretores prediletos de todos os tempos. Nem tem o que falar, mesmo com alguns momentos exagerados de grandiosidade, sempre gosto dos seus trabalhos. Já foi indicado muitíssimas vezes, principalmente a melhor filme, não precisa de outro Oscar pra continuar a adorá-lo.

***

A família Mitchell e a revolta das máquinas (The Mitchells vs the Machines / 2021)***

Que belezinha de longa animado, hein? Tudo bem que ele não tem o poderio do “Homem-aranha no Aranhaverso” (2018)***, mas me lembrou bastante essa produção, sendo bem dinâmico, com uso de diferentes técnicas de animação, bem humorado e falando realmente à geração jovem atual. Na historinha, uma moça que está para ir para a faculdade dos seus sonhos para fazer o que gosta precisa se entender com a família, principalmente o pai, quando descobrem que a sociedade está em perigo por robôs liderados por inteligência artificial.

Nessa jornada que serve também de homenagem a todos os artistas e animadores (engraçado que de certa forma tem um curta indicado este ano com temática semelhante), tem tanta curiosidades interessantes e piadas boas que eu poderia fazer um daqueles posts “coisinhas divertidas para se notar”… por falta de tempo, só digo que é um entretenimento de primeira, considera mesmo seus personagens como possíveis na realidade – como o menino que adora dinossauros e ainda tem vergonha de falar com meninas, a mãe que acaba comparando sua vida com uma colega no Instagram (casal dublado pela Chrissy Teigen e o John Legend!), e a jovem que se acha incompreendida e faz vídeos postando nas redes sociais (aliás, primeira personagem homossexual em animações desse estúdio, sendo que não é algo que a define ou limita, quase que sabemos intuitivamente) – incluindo até crítica ao uso da tecnologia. É divertido o pai não saber usar nem o celular (como tantos!) e querer um jantar sem eletrônicos (parece eu que nem queria telas para a minha pequena, afinal, ela ainda é muito pequena). Apesar de ter um personagem “fofinho” (sempre algum animalzinho…), é realmente engraçado ver o cãozinho, inclusive sendo usado como arma contra os robôs. Os robôs que têm defeito, algumas reações da I.A. que é a vilã (voz da Olivia Colman), tudo com ótimos efeitos e trilha contagiante; talvez o que destoe seja os “super poderes” que a família meio que adquire do nada no final, mas como é tudo pontuado por comédia, até entendo essa escolha. E até me emocionei junto com a Katie, quando ela vê que seus pais sempre quiseram seu bem e fizeram sacrifícios pelo bem da família no passado também.

***

  • Melhor animação em longa metragem

Esta é a última das categorias para eu votar, e aproveito para antes comentar algumas coisinhas. Primeiro, dentre todas, foi a que mais indicados eu já tinha visto durante o ano passado, deveria ter sido o primeiro post desta leva, mas ficou por último porque acho que acaba abrangendo o tema geral dos filmes deste ano. Dentre todos estes indicados existe pra mim o tema em comum de família. Relações familiares. Dificuldades em encontrar ou aceitar ou expressar quem você realmente é. Talvez seja um dos efeitos da pandemia também, muitas pessoas tiveram seu cotidiano estreitado com os mais próximos, e creio que na maioria dos casos, esses sejam os familiares. Contudo, nem sempre sentimos que os mais próximos nos entendam verdadeiramente, que compreendam ou aceitem quem realmente somos.

E digo mais: não são apenas nas animações que isso se apresentou, mas em todos os indicados a melhor filme. O amor que é proibido aos familiares em “Amor, sublime amor”; a difícil relação em família de “Ataque dos cães”; o dilema de se mudar com a família do bairro natal em “Belfast”; a impossibilidade de uma família em “Drive my car”; as responsabilidades e querer proteger a família em “Duna”; a fé no sucesso de sua família em “King Richard: criando campeãs”; ser aceito como se é e acolhido pela família (sim, estou considerando a personagem de Alana Haim como principal); apoiar a família, mas também poder ser o que é em “No ritmo do coração”; com quem nós somos realmente para o fim do mundo em “Não olhe para cima”; a falta que faz entendermos que os que nos apoiam no caminho como uma família são o que realmente importa, em “O beco do pesadelo”.

Não sei se concordam comigo, sim, pode ser “viagem” minha, mas cada um pode ver como quiser. E eu vejo como algo positivo, um reflexo deste tempo louco em que vivemos, que paramos para olhar um pouco mais para quem realmente importa – para nossa essência, e para aqueles com quem nos deparamos nesta jornada pela Terra que nos apoiam, apesar de nós mesmos. (Vejam que considero aqui não apenas os familiares biológicos, sejam ancestrais, amigos, bem como outras vidas, pensem em tudo que poderíamos considerar família de verdade).

1)”A família Mitchell e a revolta das máquinas” – comentado acima, perceber como a família a abraça como é. “Vocês são minha tribo!”

2)”Encanto” – acho que vai ser muito difícil não levar a estatueta deste ano, né? A família Madrigal, com seus poderes e falhas também, e anseios de poderem ser o que são.

3)”Flugt” – o melhor de todos na minha opinião, mas já dei o voto para documentário. A família que precisa fugir e o rapaz que redescobre quem pode ser.

4)”Luca” – outro Disney/Pixar, o peixe fora da água que também descobre uma família que pode aceitá-lo como é (a da água e a da terra).

5)”Raya e o último dragão” – mais um Disney/Pixar (sério que não tinha nenhuma animação japonesa sobrando por aí?). As famílias que precisam salvar o mundo de novo.

Quando a gente quer cuidar, e as indicações ao Oscar de melhores coadjuvantes

Empatia é uma das palavras chave para a humanidade. Qualquer ser humano consegue senti-la e todos podem acabar se afeiçoando por uma pessoa ou outra em sua jornada pela Terra, pode ser alguém próximo, um familiar ou amigo, ou até mesmo um povo, outras formas de vida, alguém que acabamos de conhecer, mas nos identificamos de alguma forma. Talvez, com a pandemia tenha ficado ainda mais latente esse sentimento de considerar o outro e a vontade de cuidar de pessoas queridas. Ou não, sou só eu divagando, mas gosto de acreditar que sim.

E esse querer cuidar é algo em comum que vejo em todos os personagens presentes aí entre os indicados deste ano ao Oscar na categoria de atores coadjuvantes. Antes, porém, vamos falar um pouco do filme que se tornou um dos meus favoritos exatamente por expor esse cuidado, trabalhar a empatia.

***

CODA (ou no título em português, “No ritmo do coração” – que com certeza já vi como subtítulo de alguns filmes de dança ou algo assim) 2021 ***

Gosto do título original do filme, que se fôssemos traduzir a sigla seria algo como “filho de surdos”. E se fôssemos ver superficialmente, a narrativa é sobre uma menina de pais surdos que quer ser cantora e precisa acreditar em si e lutar para realizar seu talento. A típica história da busca pelo sonho? No entanto, passado esse primeiro panorama geral, não é que a gente passa a gostar mais, ressentindo o filme?

Notem que existe uma diferença entre sentir empatia e “ter dó”. Nós não precisamos sentir dó da menina que é a única da família de surdos-mudos e não pode correr atrás de sua paixão. Mas podemos nos colocar no lugar deles e entender por que o irmão diz, a determinado ponto, que as outras pessoas tendem a achar que eles não podem fazer coisas como as pessoas “normais”. Conseguimos compreender a pequena revolta dele e finalmente invertermos o olhar e pensar, por que eles é que tem que se adaptar, por que seu grupo social, a comunidade com quem convivem, não pode também aprender a linguagem de sinais por sua vez, aprender a se comunicar com eles? Essa é uma baita metáfora para muitos grupos em nossa sociedade, e não especificamente apenas para os surdos-mudos.

Quanto à garota, claro que existe essa metáfora de “encontrar a sua voz”, aceitando, mas principalmente abraçando sua condição e família, porém sem essa questão de “coitada”, o que fica muito bem pontuado pela figura do professor que também precisa ser firme. Lembrei-me de quando, no auge da pandemia, alguns jovens saíam para fazer compras para os mais velhos. É claro que queremos ajudar, sempre que possível, é o que nos faz humanos. Mas existe sim a possibilidade de todo um movimento, mudanças possíveis, às vezes até necessárias. Cada um tem sua parte possível para que haja uma movimentação e mudanças, na sociedade ou pessoais, de tempos em tempos.

Tecnicamente, o roteiro traz alguns obstáculos convencionais, em relação ao que ela precisa superar, a vaga para a qual tem um teste; mas nos ganha em alguns momentos, como quando o garoto que ela conhece denota a diferença dos pais, às vezes pessoas “com voz” não conversam e não sabem se comunicar (e quantas vezes isso não acontece, hein?). Os atores estão todos bem colocados, e devemos destacar que aqui a família realmente é interpretada por surdos-mudos, algo que não aconteceu na versão francesa na qual se baseia este. A direção e montagem tem um bom ritmo, aproveitando do carisma e talento de seus atores, timing cômico e até com mais tensão nos pega – a ausência da garota naquele barco pesqueiro se mostrando crucial e nos deixando aflitos…

A cena que mais me emocionou foi mesmo a do ganhador do Oscar de coadjuvante deste ano (sim, já sabemos quem vai ganhar), quando o pai pede para a filha cantar e ele consegue “ouvi-la” pela vibração…

Como mencionei antes, um espectador poderia simplesmente ver uma história de praxe, ou pode aproveitar a chance para sentir um pouco mais do que uma obra tem a oferecer (e geralmente os bons filmes sempre tem algo a mais a oferecer), esta daqui têm fôlego pra isso. Ou talvez seja porque eu virei mãe e sei bem o que é querer cuidar de uma outra vida, sem saber muito bem como às vezes, daí acabo ficando mais sensível e sentimental em relação a esse querer cuidar compartilhado por tantos personagens…

***

  • Melhor atriz coadjuvante

1)Ariana DeBose, por “Amor, sublime amor” – cuidar às vezes exige força e coragem, buscar proteger ou enfrentar. Acreditando no SAG, ela leva, e eu também voto nela, que rouba a cena de todos, diria que é uma das melhores coisas do filme. Seja cantando ou atuando, tem carisma, vigor, presença, nos convence nos timbres certos.

2)Aunjanue Ellis, “King Richard” – uma mãe que olha pelas filhas.

3)Jessie Buckley, “A filha perdida” – mais uma mãe, que quer cuidar, mas sente o peso dessa responsabilidade. Esta atriz é fantástica, também um destaque de atuação com sentimentos intensos em “Estou pensando em acabar com tudo” (2020).

4)Judi Dench, “Belfast” – essa dama a gente já conhece há tempos, aqui uma avó direta, mas nem por isso insensível.

5)Kirsten Dunst, “Ataque dos cães” – adoro o fato de que o casal está concorrendo no mesmo ano, mesma categoria! A esposa atormentada pelo cunhado, a mãe que teme pelo filho quando ele sai pra cavalgar.

***

  • Melhor ator coadjuvante

1)Ciarán Hinds, “Belfast” – uma boa inclusão no elenco de Brannagh, bonita a cena no hospital em que ele conversa com o neto, cuidando para não deixá-lo triste demais.

2)J.K. Simmons, “Apresentando os Ricardos” – nem sei muito bem por que a indicação, sendo o que me parece um papel bem pequeno e simples (pelo menos para o talento deste). Acho que fica em destaque a conversa do amigo de Lucille, muito mais do que as picuinhas com a colega coadjuvante, mostrando que compreende a estrela muito bem.

3)Jesse Plemmons, “Ataque dos cães” – o esposo da Kirsten Dunst (acho que eles realmente formam um ótimo casal!), também julgo um papel menor aqui, comparando com tanta coisa boa que ele já fez e é capaz. Fica na memória a cena em que ele “desabafa” sobre estar feliz por não estar mais sozinho. No entanto, no querer cuidar, nem ele próprio sabe muito bem, insistindo naquele piano.

4)Kodi Smith-McPhee, “Ataque dos cães” – outra indicação dentro do mesmo filme, mas nenhum dos dois deve levar. Jovem filho que precisa cuidar da mãe, protegê-la… De uma atuação mais enigmática, mas que tinha que ser assim.

5)Troy Kotsur, “No ritmo do coração” – o que dizer deste ator que já tem mais de 20 anos de carreira? Está perfeito no seu personagem neste filme, encantando as plateias e merecendo nosso voto.

Flugt e Drive my car, e suas indicações ao Oscar

Aí, agora sim! Venho registrar um pouquinho hoje dos meus favoritos na seleção de filmes do Oscar deste ano (só faltou CODA, que vai entrar em outro post). Temos alguns recordes de indicações engraçados neste ano – como o primeiro dos filmes de James Bond indicado a efeitos visuais!? Mas “Flugt” (“A Fuga”? IMDB ainda não me deu um título permanente) conseguiu a proeza de ser indicado, pela primeira vez na história, como melhor filme internacional, animação e documentário – e posso dizer que realmente representa muito bem todas as três categorias. “Drive my car” veio do Japão e também conseguiu indicações para melhor filme, melhor filme internacional e roteiro adaptado. Eu poderia dizer que esses dois são os meus mais caros, que mais me apeteceram em vários aspectos: seja na criação das cenas e imagens apresentadas; pela parte técnica que inclui efeitos, atuações, montagem; no desenrolar e na condução dos acontecimentos; emocionalmente tocam em algo profundo; e não tem medo algum em se apresentarem naturalmente como são. Como é muito improvável que a Academia tenha a mesma coragem do ano de “Parasita”, eu aposto que “Flugt” fique com um prêmio só, que é o de documentário; e “Drive my car” (que apesar de ser oriental, e me dar essa satisfação de ver mais presença oriental na premiação, não tem o hype e a campanha de “Parasita”) deve levar melhor filme internacional. Daí, nem vi os outros candidatos – um pouco por falta de tempo e disposição, ou simplesmente falta de ganas.

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Flugt (2021) ***

Poderia ser considerado uma das melhores animações do ano? Poderia. A maior parte da narrativa é mostrada por personagens animados – que aqui fazem muito sentido serem animados, já que imagino ser até perigoso se fossem reconhecidos, pois estamos falando de uma história real. E que belo recurso quando a animação fica menos definida, exatamente para mostrar uma memória também meio incerta, ou mais brutal.

Poderia ser considerado um dos melhores filmes internacionais do ano? Poderia. Trazendo um personagem principal e sua família que foge do Afeganistão, sofrendo na Rússia – como conversa bem com a realidade atual de guerra e intolerância, hein? – depois ganhando morada na Europa, ainda lida com questões pessoais e tem a representatividade de gênero, de descoberta e opção sexual.

Acredito que vai ganhar documentário não só porque tascar da Disney um troféu seria proeza demais… Em doc eles têm mais chance. E figura sim entre os melhores do ano, porque realmente é baseado em fatos reais, também conta com algumas imagens de arquivo e denúncia. É uma trajetória única, que não ganha voz assim tão frequente e eu me surpreendi a cada momento dela. Gosto de citar algumas cenas memoráveis para registrar, mas aqui são tantos os momentos; talvez o menino fugindo pela cidade achando que pegaram o irmão; a travessia com a mãe na neve para então encontrarem aquele barco; quando entendemos por que é tão difícil se empolgar junto com o parceiro sobre uma nova casa. E como sentimos medo, tantas vezes junto com esse protagonista, e também por nós mesmos.

Poderia ser o melhor filme do ano? Poderia, sim. Mas nem foi indicado porque Oscar é Oscar, vocês sabem, né.

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Drive my car (2021)***

Talvez ele não represente tanto a inclusão quanto CODA (No ritmo do coração), única razão para não ter dado o meu voto para este belíssimo roteiro, mas até nisso daria pra competir, com uma personagem também muda e seu esposo, e a cena de jantar reveladora e ao mesmo tempo bem terna, que também inclui a motorista designada. Em sua história, acompanhamos um dramaturgo que perde a esposa e vai trabalhar na escalação da adaptação de “Tio Vânia” de Tchécov. Ele têm um carro muito querido, mas para evitar problemas jurídicos, é designada uma jovem motorista para levá-lo aos lugares. O modo de trabalhar dele é bem especial, com cada personagem da peça falando em um idioma diferente – incluindo aí chinês, inglês, japonês. No início da projeção somos apresentados à relação com a esposa, o modo particular dela em criar, e digamos que sua presença é sentida por todo o resto do filme, na gravação ouvida no carro, no ator jovem que sabemos ter sido um dos que ela o traiu com, e até na figura da motorista tão garota que teria a mesma idade da filha perdida. Nós vamos descobrindo aos poucos cada um desses pontos e reavaliando como pensávamos antes. Depois de uma fria e longa busca por redenção ao revisitar o passado da motorista e admitirem seus “crimes”, o que nos resta é a estrada à frente (no caso dela, talvez uma completamente inusitada e nova, tomando corpo na Coréia, que aliás é o idioma daquele amigo que também aprendeu linguagem de sinais). Será que realmente conseguimos compreender os sinais daqueles que amamos ou com quem nos relacionamos mais proximamente? Um destaque pessoal a mim foi a locação de Hiroshima (que só foi escolhida devido à pandemia), cidade a qual visitei e acho tão significativa, com o museu e marcos pela paz. Adoro que mostrem uma fábrica de lixo, para começar a tratar o histórico passado da garota. De vez em quando eu mesma me pego precisando rever os meus “lixos” antes de fazer outra coisa.

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  • Melhor documentário em longa metragem

1)”Attica” – aborda a rebelião mortal de uma prisão no estado de Nova Iorque no início dos anos 70. Honestamente, não fiquei com vontade de ver.

2)”Summer of soul (…ou quando a revolução não pode ser televisionada)” – provavelmente é só picuinha minha, mas fica me parecendo que é só pra preencher lacuna como um doc que mostre a luta dos negros. Bem, eu não vi, então nem posso reclamar, mostra um festival que aconteceu no mesmo ano de Woodstock que nem ficou conhecido porque apesar de grande era sobre a cultura negra.

3)”Ascensão” – parece que até pouco tempo era difícil vermos uma realidade mais contemporânea da China, não é mesmo? Pelo menos eu tenho essa sensação. Este doc parece tratar do tema com belas imagens e por um viés mais objetivo, incluindo questões do capitalismo, avanços tecnológicos, consumo.

4)”Escrevendo com fogo” – esse realmente parece relevante, mostrando o primeiro jornal comandado por mulheres na Índia, abordando a questão tão atual das novas tecnologias substituindo o jornalismo tradicional em meio a esse contexto político e social único.

5)”Flugt” – meu voto!

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  • Melhor filme não falado em inglês (internacional para os norte-americanos)

1)”A felicidade das pequenas coisas” (Lunana: a yak in the classroom)- ah! O que eu mais queria ver dentre os indicados nesta categoria deste ano. Tava nos cinemas, mas não deu para eu ir conferir, em algum momento com certeza verei. É a primeira indicação do Butão, mais do que aquele típico filme de professor que tem dificuldades com os alunos ou as condições da escola e acaba ganhando todos, parece que realmente trata do que seria felicidade verdadeira (muito apropriado para o lugar do mundo com mais pessoas felizes!) além de dar sim um elogio ao papel da educação para um grupo social.

2)”A mão de Deus” (É stata la mano di Dio) – disponível no Netflix, mais um daqueles filmes que um cineasta revê um pouco de sua própria história. No caso, o diretor e roteirista Paolo Sorrentino na Itália de sua juventude. Parece que fala de futebol e família – como tinha que ser. Comecei a ver, fiquei com preguiça.

3)”A pior pessoa do mundo” (Verdens verste menneske) – candidato norueguês premiado em Cannes, parece expressar uma voz feminina atual que encontra identificação em muitas jovens. Uma personagem que quer se encontrar, entre amores e caminhos profissionais, dizem que subverte um pouco a comédia romântica. Esse com certeza verei, concorre também em roteiro, mas acho que não leva nenhuma estatueta.

4)”Flugt” – comentários acima, até daria meu voto, mas se for pra escolher, dou um Oscar pra cada um.

5)”Drive my car” – meu voto!