Japão 2011 – Passos e mais passos (cont)

(Obs: não tenho fotos aqui, sorry! Mas há mais algumas fotinhos no meu flickr!)

11/10 (ter) – Agora sim, eu passo os dias seguintes servindo no templo… Pela manhã, fico na recepção. Tem cerimônia. O Harashana-san (do Sri Lanka) também tinha ido para Yamanashi e fica ali direto. Ele estudava na universidade com programação de computadores antes de entrar para a secretaria do templo, e apesar do ambiente japonês, diz que gosta bastante do que faz.
     À tarde pego o ônibus e vou conhecer o estúdio de dublagem (em que eles fazem gravações para serem usadas nas cerimônias ou DVDs que enviam para outros templos do mundo). Tem o prédio do Daini ali perto, uma outra unidade do escritório, pra quem faz traduções do inglês e cuida das publicações.
     À noite encontro minha colega de apartamento, a Veronika. Eu já a conhecia do Seminário na França, em 2010. Ela veio da Alemanha, pra treinamento também. E tinha acabado de casar!

12/10 – Hoje é um dia importante de sessão meditativa para elevação espiritual – só que é para mediunidade. E encontro a D. Elza, que chegou depois que eu, do Brasil. Infelizmente ela não conseguiu desta vez, mas continuamos na luta. Fico o dia todo na recepção, ainda converso com o sr. Kyose de Cingapura e Ton-san, da Tailândia. 16h também teve meditação para os funcionários do templo, com algumas informações importantes e mesa redonda com 3 pessoas que conheceram os fundadores da ordem. Hori-san me encontrou e lembrava de mim! (Foi ele que me entrevistou para que eu entrasse para servir no templo do Brasil).
     Eu tinha planejado sair pra fazer compras, mas estou com sintomas de gripe e só vou na farmácia e comprar algo pra comer, pra poder voltar um pouco mais cedo e descansar…

13/10 – Desde manhã vou para o prédio do Daini, onde ficarei o dia todo. Vejo vídeos para o Treinamento de Inverno, os quais vou ter que fazer tradução depois que voltar… E-mails, reunião sobre publicações em português. Hoje sim consegui sair à noite e comprar quase tudo que vou levar de lembrança (família sempre pede algo, né!).

14/10 – Não lembro direito do que fiz neste dia não, hein! Mas D. Elza também estava por lá e ajudamos com preparativos para a cerimônia no dia seguinte…

15/10 – Uma chuva forte cai pela manhã… mas hoje é dia da cerimônia pela qual esperamos o ano todo! E perto do horário de começar, a chuva já ameniza. Eu fico na recepção dos estrangeiros, junto com funcionários de outros templos, reencontro o Ed (New York), o sr. Martin (França), de novo o Carlos Yoshida (Seattle), tem o Fiol (Alemanha), o Gianlucca (Itália), o Ken (Austrália)… Todos vão ajudar a receber o pessoal. Já ali nos corredores encontro com alguns brasileiros, a Clara estava ali de “gohoshi” pra indicar as salas, encontro uma prima distante e suas amigas; com o James, dos EUA, que estava com a família; com o Dimitri da Europa. Lá fora paro um pouquinho pra falar com o Pablo, um argentino que mora no Japão.
     Essa cerimônia é repetida umas 4 vezes no dia, ajudei D. Elza na leitura em português de manhã e depois na gravação à tarde. E depois temos que ajudar a preparar para apresentação do dia seguinte. E conversei com o vice presidente da Associação de Jovens, além de bater papo com Okada-san, sobre o grupo de jovens em São Paulo….. que dia!!!

16/10 – É o dia do “fórum internacional”, com representantes de outros templos fora do Japão. 4 templos foram escolhidos para apresentar suas ideias e sugestões de mudanças para os templos no exterior, para que o ensinamento possa chegar a mais pessoas, para que possamos torná-lo realmente global e aberto a todos. A líder espiritual, Shinso Ito, veio oferecer algumas palavras também. E eu senti algo muito especial ali, naquele momento, que ela realmente se dedica ao máximo para que possamos nos ligar ao seu coração e sobre o que é mais importante nestes ensinamentos – o amor benevolente, como contribuimos para termos mais harmonia no mundo, como é precioso. Lágrimas me vieram aos olhos e com certeza é um momento em que não esquecerei tão cedo.
     Bem, depois do fórum tivemos um almoço delicioso, pudemos conversar bastante. Ajudamos a arrumar tudo e eu me despedi de algumas pessoas que ficaram por ali. Além de mim, algumas outras iriam embora no dia seguinte, e ainda recebemos a oportunidade de visitar a sala de altar em Oyasono (renovada, que ainda não estava aberta a todos). Foi muito bom poder estar ali antes de voltar pra casa.

 

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17/10 – Último dia de Japão! E um dia perfeito… Saí cedo pra encontrar com o Casey, fomos até o Museu Ghibli, sim, dos estúdios de animação de filmes como A viagem de Chihiro, Meu vizinho Totoro, O castelo animado… Já fazia tempo que eu queria visitar esse lugar, e finalmente consegui! Eles incentivam a não tirarmos fotos lá dentro, mas é tudo lindo. É como um lugar secreto mágico perdido no meio da nossa realidade, as paredes tem formas diferentes, há vitrais coloridos com personagens dos filmes, as crianças podem explorá-lo à vontade… Tem uma simulação do ônibus-gato de Totoro, em que você pode sentar e sentir estar viajando nesse gato, com o pelo gostoso e tudo; uma instalação do balcão em que os pais de Chihiro viram porcos (que medo!); uma ala inteira só com desenhos, tintas, livros de arte, itens ganhados (vinho do John Lasseter, da Pixar) simulando as mesas de trabalhos de animadores, ensinando como se faz uma animação; um cinema com curta para crianças (e dentro da cabine tem inscrição do Michel Ocelot, de Kiriku). Tem também livraria, lojinha e restaurante, claro… foi maravilhoso!
     Depois desse passeio, ainda fomos dar uma volta no parque, Casey me mostrou um templo ali para Bezaiten (guardiã celeste) e a sua Starbucks preferida (seu refúgio do stress). Tomamos um lanche conversando sobre uma miríade de assuntos e acho que foi muito bom – tanto pra mim quanto pra ele. E aí, voltei para Tachikawa, comi um lámen delicioso… ajudei a Veronika a limpar o apartamento, tomei banho e deu pra ver um especial do Smap x Smap! (o programa japonês que eu mais adorava quando morava nessa terrinha…).

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Sim, dia perfeito. Depois, no dia 18 éramos nós às 05:30 da manhã pegando o táxi e o ônibus para o aeroporto…. Fiz o check-in, dei umas voltas, procurei algumas coisas que minha mãe pedira, comprei revista, lanche de café-da-manhã no Mac, gastei os últimos yenes e ainda perfume no duty free! Desta vez, dormi menos no voo, vi mais filmes. Mas isso me fez ficar com muito sono na escala em Londres… se bem que esse é o meu normal em viagens – acho que dormi no máximo 4h em 28h… Também, depois que cheguei em São Paulo, foi tomar banho e cair na cama… acordei pra jantar e… dormi de novo! hahaha

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(Lanchinho em Heathrow. 2 libras o suco, 200 yenes a barra de cereal de queijo, balinhas azedas ruins)

É isso aí… acabou! Quer dizer, a viagem ao Japão sim. Depois eu descobri que o treinamento espiritual não. Esse ainda se estendeu por um tempo depois do meu retorno ao Brasil, até recentemente. Mas essa história fica pra próxima. E, na verdade, um treinamento espiritual dura a vida inteira, né…

 

 

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