Porque somos pobres, mas o cinema é rico

Dá pra acreditar que já estou há mais de 1 ano com este blog? Considerando todos os outros que já tive, acho que posso até fazer planos. Então, convido vocês para acompanhar um novo empreendimento. Que tal deixarmos um pouco os comercialismos de lado e buscarmos novas imagens, novas formas de contar histórias? Esta nova jornada é meio hippie (aventureira e sem dinheiro). Porque, 1 ano depois, continuo pobre. Mas o cinema é rico.

 

Este post é continuação do “Como pobre pode ir ao cinema“, voltando a frisar que eu não compro piratas em estações de trem. E que a gente é pobre de matéria, mas não de espírito. A sétima arte encanta muita gente, pelo mundo todo, e eu sinto a necessidade de conhecer melhor este que eu amo tanto – o cinema. Meus próximos comentários de filme pretendem ser mais “educativos” (sou virginiana e preciso fazer coisas úteis). E meu guia de viagem vai incluir lugares mágicos aqui em São Paulo que servem a “vagabundos” como eu; como Chaplin ensinou, nós também amamos.

Bem, meu amigo Alain já tinha cantado a bola lá atrás. Um jeito muito barato de ir ao cinema em São Paulo é acompanhar festivais e mostras especiais, em que os ingressos são baratos, quando não de graça, e vejam só a ironia: podem oferecer experiências bem mais tocantes do que aqueles filmes de shopping center – basta estar aberto a isso. Ou seja, é preciso espírito aventureiro, mas não precisa de dinheiro. Quer coisa melhor?

 

Aí vai a minha lista especial (fiquem à vontade pra indicarem a sua!):

CCSP = gosto porque posso ir andando do meu trabalho (mas é pertinho do metrô Vergueiro), as sessões são de 1R$, de vez em quando tem umas apresentações musicais bacanas também – e se tudo der errado, você tem uma biblioteca enooorme logo ali.

R. Vergueiro, 1000

Cinemateca = que sala maravilhosa! E o ambiente fora da sala também. A primeira vez que visitei esse prédio, quis me mudar e morar ali. Também tem acervo, com umas raridades. Pena que fica um pouco fora de mão se você não tiver carro.

Largo Senador Raul Cardoso, 207

Cine Sesc = eles têm um café de onde dá pra ver o filme =) Pertinho da Paulista, a pé do metrô Consolação, integrante de quase todos os festivais que acontecem em São Paulo. Onde vi o Daniel Rezende – e o seu ótimo curta.

R. Augusta, 2075

MIS = Quando li “museu da imagem e do som”, eu não pude resistir – e o passeio valeu, pena que não dá pra ir sempre, sempre tem eventos de grátis.

Av. Europa, 158

CCBB = Bem no centrão velho de Sampa, pra quem trabalha na região deve ser indispensável. No prédio tem exposições de arte interessantes, a primeira vez em que fui era ano em que o Anima Mundi ainda era de grátis… pena que a sala é pequenina, né.

R. Álvares Penteado, 112

Cine Olido = filmes de grátis sempre também. Admito que não costumo ir muito, neste e no outro de cima, porque o centro de São Paulo me dá medo (só a imagem da moça andando sozinha à noite, com possíveis bandidos e mendigos por perto…). Mas este é pertinho do metrô República, se for à tarde dá pra esticar até a Galeria do Rock, ou o Cine Marabá. Talvez eu não devesse ter visto filmes de terror nesta sala, só isso.

Av. São João, 473

 

E vocês? Passem aí seus endereços cinemágicos em São Paulo!

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2 Replies to “Porque somos pobres, mas o cinema é rico”

  1. Show! Meu favorito continua o Centro Cultural Vergueiro.

    No Senac tem uma biblioteca, e como é um curso de gente “jovem”, a biblioteca conta com games e… Filmes! Dá pra assistir lá mesmo, mas a salinha é quase que uma sala de aula. Acho que é só levar o RG, pegar o DVD e assistir lá.

    Tive um professor de cinema que dizia que o charme do cinema está na sua baixíssima taxa de frames por segundo (ou cadência, mas não gosto desse termo) de 16 quadros (uma tevê fica em média de 29 por sec). Mas volta e meia jornais lançam colêtaneas boas. A Folha tá com um excelente de cinema Europeu (tem até Almodóvar).

    14 pilas e tenha um filme clássico, bom, e livrinho pra sempre. Eu estou tentando colecionar.

    Mas a minha paixão não é tanto a sétima arte, mas acho que a atuação. Pra quem gosta de teatro existe próximo da Praça Roosevelt um teatro, com peças de atores simples onde a entrada é entre 2 ou 5 reais. Dá pra sentir aquele gosto de “a arte pela arte”. Chama-se “Teatro do Ator” (Rua Martinho Prado). Tem peças dos mais diversos temas e gostos. Fui uma vez prestigiar uma velha amiga que é atriz lá. Queria ir mais vezes… Teatro é outro esquema, atuação totalmente diferente do cinema, mais expressivo, mais presença, enfim. E os preços lá são muito bons, e as peças parecem ser de qualidade.

    1. Valeu, a PUC também tinha filmes pra ver ali mesmo na biblioteca – mas acho que não tinha games! ?o
      Vc tá colecionando da Folha? Empresta uns aí! ^^ (com os livrinhos!)
      Não sabia que vc gostava mais de teatro… hmmm interessante, mas eu ainda prefiro o cinema =D

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