Selton Mello

Já que, ao que parece, eu nunca vou mesmo fazer essa bendita faculdade de cinema… Inauguro esta nova empreitada de me educar (autodidata meeesmo). A proposta é escolher um diretor ou filme clássico por semana (além de algum outro filme de estreia recente). Às vezes a gente pode pedir ajuda pro tio Torrent também – mas vamos tentar evitar isso, porque ele anda meio ocupado ultimamente.

Fora isso, sei que não tenho propriedade pra falar da parte técnica dos filmes, mas mais como (e por que) eles mexem comigo.

Bem, meu diretor da semana é o Selton Mello!

Lemos por aí que o Selton é esse cara ícone da retomada do cinema brasileiro. De fato, gosto bastante dele, embora eu sempre fique com os trejeitos de Chicó (O Auto da Compadecida) na cabeça… Na verdade, não vi tantos filmes dele, mas há algum tempo atrás eu aluguei:

O Cheiro do Ralo (2006) ***

História: um comerciante de antiguidades e sua paranóia – com o ralo e com a bunda.

:D: bastante irregular, série de personagens estranhos, parece perdido no tempo e no espaço pra fazer alguma crítica contundente. Pena que eu sou preguiçosa demais pra essas teorias, é provocador de fato, mas meio grotesco. O Selton é esse canalha que trata as pessoas de forma horrível. Sim, sarcástico, ousado, mas eu não fiquei feliz (e eu gosto de filmes que me deixam feliz).

Peraí. Vocês devem ter notado que eu disse escolher um “diretor” ou obra importante. E nesse daí o Selton só atua. Calma gente. É aí que tá. Ele faz a transição da frente para trás das câmeras – e isso me deixou feliz.

O palhaço (2011) ***
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História: um palhaço em crise existencial.

:D: é difícil fazer rir, neste não dá pra dar gargalhadas, mas gera alguns bons sorrisos, com direito a momento melancólico também. Muitas participações especiais, Moacyr Franco está fantástico. Vou lembrar do Pangaré descobrindo a verdade da moça em Passos (o Selton nasceu lá!) – “então tá. Tchaaaau”; do delegado que gosta de queijo e do gato, do quadro da cabra, da direção de arte bonita e que Paulo José (desculpem a vulgaridade), mesmo doente, é infinitamente melhor ator do que muitos que ganham milhares de dólares por aí.

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