Eu tô perdida

Tem um post que era pra publicar aqui ontem à noite.

Escrevo, escrevo, escrevo. Preciso e quero fazer um monte de coisas, mas… a verdade é que eu tô perdida.

 

Não olhei nos olhos da minha mãe pra não chorar. Enquanto eles faziam as malas, a gata branca veio se aconchegando aos meus pés, como se soubesse que havia algo de estranho no ar. Antes de chegar em casa eu andava pela rua de asfalto, chuvinha fina, nuvens – tudo cinza, só meu guarda-chuva tinha uma corzinha, mas clara. Pior do que personagem de filmes indies.

 

Sou transportada nessa fenda temporal, como numa cápsula… as coisas se repetem. Por quê? Eu não aprendi as lições que acreditei ter aprendido? Ou é só “revisão”, pra passar por novas provas? É estranho. Tem algo de estranho no ar e eu não sei o que fazer – desisti de tentar decifrar.

Teve o rapaz… a prova em que passo com louvor e o curso que não vou seguir. Tudo o que ainda quero fazer, como há anos. O convite de natal. Ter que mudar. Não fazer o que ama. Eu e meu avô. Eu ainda preciso dos olhos azuis? Todas as situações são simples, nada demais. E, no entanto, lágrimas me vem, por quê? Nem sei se é preocupação, não é medo, é preguiça?

 

Tudo vem com novas combinações, mas é tudo parecido. Repetido. De novo. E eu não sei o que fazer.

A verdade é que eu não quero fazer nada. Mas alguém disse que a gente tem que viver. E eu não sei. Perco o chão. Eu tô perdida.

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