Notas D – filmes em Janeiro 2012 (1)

E lá se vai a primeira semana de um ano novinho! 2012, aqui estamos nós.

O intuito deste ano é fazer mais do que falar, então vamos dinamizar algumas coisinhas por aqui, shall we?

Apesar de ainda não mudar o nome do blog para “filmes para leigos”, eu continuo a escrever as notas sobre filmes – até porque, vejam só, coisas da idade, eu preciso. Algumas dessas notas são de revisitas, mas não vou mais falar isso toda hora, exceto se relevante (viva! resoluções, elas existem sim). Tudo continua muito subjetivo, às vezes vai bater a vontade de umas pitadas poéticas/ artísticas que não vão vingar, mas vocês vão entender (espero) por que gostei disso ou daquilo e, quem sabe, te incentivem a ver isso ou aquilo em tal obra.

Muito bem, minhas últimas notas davam conta de algumas viagens em dezembro – mês em que me afoguei, por isso esparsas:

*** Minha terra, África (White Material; 2009) = a moça que luta para proteger seu cafezal em meio ao militarismo africano. Por que eu gostei: uma realidade diferente, cenas de força bruta e crua (crianças com remédios, aquela mulher determinada, aquele rapaz doente, o rosto daquela mulher no final escuro).

** O garoto da bicicleta (Le gamin au vélo; 2011) = quem é esse garoto “endemoniado”? Desde aquela correria toda no apartamento, passando pelo muro do restaurante do pai, pela nossa aflição com o “plano mirabolante” dos jovens, até aquela queda da árvore, o negócio é tenso. E é coisa de mulher, eu acho, sentir na pele a dor de mãe, com todo aquele carinho, coragem, dedicação e insensatez.

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E claro, notas de um bom início (acredito):

** Missão Impossível 3 (Mission: Impossible III; 2006) = o agente que resgata pessoas em missões impossíveis. Eu gosto deste, já começar com a mordaça, a “Felicity” morrendo, o Seymour como vilão descarado, as reviravoltas, o pêndulo e o corre-corre na China. Qual o problema? Um pouco de pipoca é gostoso.

* Se eu fosse você 2 = ãhm. meio forçado, né.

** Salve geral = a mãe que busca tirar o filho da cadeia, perto daquela paralisação do “Partido” em São Paulo. Bem estruturado, o enredo não nos deixa quietos por muito tempo, uma Andréa Beltrão séria e real, consternação, compreensão.

*** Tudo sobre minha mãe (Todo sobre mi madre; 1999) = a mãe que busca o pai do filho perdido. A homenagem à mulher “teatral” que reside dentro de todas nós, uma trama audaciosa, deliciosamente conflituosa e colorida em seus percalços.

**** Cópia Fiel (Copia Conforme, 2011) = o escritor inglês que sai pra passear por uma cidade da Itália com a francesa dona de uma loja de artes. O filme que está em 10 de 10 listas dos melhores de 2011 dos críticos (e odeio isso, porque sempre crio expectativas demais. Não assistam só por isso, assistam só por querer viajar, ok?). Cadê aquele diretor das estradas? Ah, bem, há alguns ciprestes. Em uma mistura de sentimentos revirados, eu também entendo a estátua com a cabeça repousando sobre o ombro. O garotinho mangando da mãe com olhar doce, aquelas brigas tão reais entremeio filosofias e teorias sobre arte, o diálogo pertinente no pequeno café, em italiano, Binoche perfeitamente incoerente e de frente para a câmera. O resgate, a cópia que parece autêntica, o original irrestaurável.

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* E… o que estreia este mês e eu quero ver (Só pra ficar no 1 por semana)!

Cavalo de Guerra (já em cartaz), O espião que sabia demais (13), Os descendentes e J. Edgar (27)

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