Notas D – filmes em Janeiro (2)

Hellboy II – o exército dourado (Hellboy II – the golden army, 2008) **

O filho de Satã está de volta contra um monte de monstrengos. Fiquei insistindo em meus pensamentos, tentando lembrar de algo que tinha gostado. A “fada do dente”, a semente verde gigante, a velhinha que é um monstro, o aquático apaixonado, as brigas do casal principal? NADA. Exagerado, previsível, não emociona, nem o quê de mundo fantástico ajuda.

Poesia (Shi, 2010) ***

Uma senhora tentando escrever um poema e negar um crime. Até onde podemos fingir que não vemos? Até onde podemos ir para proteger, para libertar? O detetive descarado, a cena da banheira com o velhinho doente, nada denunciou o entrelaçamento final – sequência que por si só é poesia.
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Um filme falado (2003) ***

Uma professora de história e sua pequena filha em viagem de navio pela própria história. Que delicioso e perspicaz acompanhar este filme! Ouvir fatos da história contados candidamente, viajar por todo aquele antigo mundo e depois sentar pra jantar com grandes civilizações ocidentais (de revoluções culturais, políticas). O capitão só fala português porque esteve no Brasil? Uma crítica bem humorada, com direito a canção à grega. E Portugal… ficou pra trás.

Cavalo de Guerra (War Horse, 2011) **

Um jovem e seu amigo cavalo na luta, na guerra. Ah, Spielberg, meu padrinho imaginário, fico tão contente que você volte a fazer coisas que gosta e não só pra ganhar Oscar. Assim até fico com esperança no do Scorsese. Um de guerra, voltando aos seus 15 anos, vontade de ser grandioso, cenas belíssimas, algumas daquelas bem improváveis mas que arrancam aquela lágrima (essas que eu guardo só pra você). O lavrar sob chuva, o velhinho e sua neta cuja “guerra tudo leva”, contra luz e por do sol, a breve trégua e amizade entre trincheiras sob o azul – tava com saudades, padrinho.

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O espião que sabia demais (Tinker Tailor Soldier Spy, 2011) ***

Um veterano procurando pelo informante soviético inserido na “cúpula”. Que vontade de ler o livro de John Le Carré! Gosto muito dessa reconstituição de época, dos atores todos, do ritmo (que não nos deixa entediados), da trama que faz a gente “maquinar” e não nos subestima. Já começar com a Hungria, a paixão Irina, a história de não poder ver impassível.

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Tio Boonmee, que pode recordar suas vidas passadas (THAI, 2010) ***

Um senhor recebe visitas antes de morrer. Tudo bem, minhas descrições “contidas” de filmes sempre são injustas. Viajamos para esse lugar ermo fantástico, em que o sobrenatural é natural. Envoltos pela natureza, convivendo com lendas (macacos de olhos vermelhos, a princesa e o peixe, um monge saindo de si), deixando a gente com cara de bobo.

 

Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids, 2011) **

Mulher em crise e madrinha. Sabe aqueles filmes que a gente fala “ai, que besta”? Mas tirando algumas partes, digamos, “explícitas” demais, fico com algumas sequências de dar gargalhadas e ainda foi catártico ver a amiga (e ele era federal mesmo!) batendo na outra: “eu sou a vida!”. Adorei o policial e as várias formas de burlar regras de trânsito.

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3 respostas para “Notas D – filmes em Janeiro (2)”

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