A separação

(Jodaeiye Nader az Simin / Irã, 2011) ***
11-aseparation
 

História: um casal em separação envolvido em uma briga judicial.

:D: ai, que difícil escrever este! Assim como é difícil demais tomar partido de alguém. É difícil admitir como o ser humano pode ser essa coisa teimosa e estúpida por querer sempre ter a razão. Sim, temos o pano de fundo político, religioso, mas muito além temos personagens tão verossímeis que nos apertam o peito. Nader é convicto e obstinado, cuida do pai com Alzheimer e preocupa-se com sua filha, ao mesmo tempo em que lhe impõe uma maturidade com sofrimento. E tal qual ele, todos os outros personagens pecam aqui ou ali, com as devidas razões – não importa a realidade ou a crença, todos são humanos. O estourado marido da empregada, o motivo dela para amarrar o pai (e aquela revelação do atropelamento?), a professora que muda o depoimento, a esposa que não acredita mais. É nessas vulnerabilidades que o filme nos toca impetuosamente, com todos os atores em boa forma, novos rumos de roteiro de instante em instante e o plano final em quadro perfeito.

“(…) e ele não me pede pra ficar. Nem para anular o divórcio”.

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