Pina

pina
(Pina / 2010) *****

Intuito: sobre a arte da coreógrafa alemã Pina Bausch.

:D: arte pura! Numa época em que encontramos facilmente dados biográficos (sejam figuras de pouco ou grande renome), este documentário me parece transcender o próprio formato e, muito apropriadamente em 3D, nos oferece uma experiência, conhecer pelo sentir. É como se fôssemos transportados pro palco, participamos junto com os dançarinos, quase sentindo seu ofegar, somos mergulhados neste teatro-dança, respirando e sentindo na pele, um espetáculo e várias emoções. Os depoimentos são mais instigações (bem em off), em diversos idiomas homenageando Pina – porque arte não precisa de tradução. Difícil enumerar o que mais marca nossos olhos e nossas sensações: a visceralidade das porradas por aquele vermelho; cenas cotidianas invadidas por estranhamento e beleza (aquele trenzinho engraçado, aquele cruzamento romântico); terra e cordas que nos prendem; refrescância das águas em êxtase; paredes de vidro; o rapaz abrindo espaço entre cadeiras e o outro deixando cair e reembalando a moça; desafios de gravidade ao nosso olhar; salão de baile jovem ou veterano…

“… quando as palavras são insuficientes, aí entra a dança”

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