Diretor: Mathieu Kassovitz

(03/08/1967 – ), filho do diretor Peter Kassovitz.

12-mathieukassovitz

Eu confesso a vocês que eu nutri uma paixãozinha pelo Mathieu Kassovitz ator – o Nino Quincampoix de O fabuloso destino de Amélie Poulain (sim, ele é o meu tipo, sonhador de sorriso maroto e ainda fala francês [suspiro] Podem me apresentar que com um desses eu caso X)). Este ano eu lembrei que nunca tinha procurado outros filmes dele (como eu geralmente faço com minhas “infatuations” – que vão de Elijah Wood a Ben Stiller). Fora ser coadjuvante em Hollywood – O quinto elemento (1997), Munique (2005) – ele parece ser uma figura bem reconhecida na França, tendo ganhado o César e melhor direção em Cannes por O ódio. Chegou a renegar um trabalho seu na indústria – Missão Babilônia (2008) – alegando que Hollywood poda a criatividade e a liberdade fílmica. Em uma entrevista, declarou:

“As pessoas me perguntam: por que você se interessa por filmes ‘sociais’? E eu me pergunto por que todos não se interessam por filmes sociais.”

E pelo pouco que vi dele como diretor, essa é sua marca. Uma preocupação social, com câmera ávida por conflito entre personagens que nos capturam.

Rios Vermelhos

(Les rivières pourpres / The crimson rivers / 2000) **

Historinha: um encontro de investigações envolvendo uma universidade top.

:D: pela peculiaridade do tema, que envolve a manutenção de uma certa “qualidade genética”, das locações (a universidade, a montanha gelada) e da progressiva intersecção de uma investigação na outra, é um suspense que prende nossa atenção. Embora, os créditos iniciais sejam um pouco nojentos, vai.

A rebelião
2011-lordretlamorale
(L’ordre et la morale / 2011) **

Historinha: negociações na Nova Caledônia e eleições.

:D: o filme mais recente do diretor, com o figurino certo de 1988, homenagem à Apocalipse Now, frases sobre terrorismo e o som pontuante das bombas e dos tambores de guerra. A reconstituição de cena da invasão que leva os reféns ficou bastante interessante, interativa, mostrando habilidade na manipulação da câmera. Ao mesmo tempo em que tenta negociar com os insurgentes, o Capitão busca solução em seu meio político, com a tensão crescente por sabermos das eleições e das motivações dos locais, da confiança que ganharam no Capitão. O ancião emociona e ao final, acabamos com um bom exemplo do caos que a falta de diálogo ou concessões pode causar.

O ódio
1995-lahaine
(La Haine / 1995) ***

Historinha: um bairro da periferia, uma arma, o poder da polícia e de “gangues”.

:D: três jovens do “gueto” (ainda usam essa palavra?) interagindo num dia e numa noite, pelo topo de um prédio com vários jovens “desempregados”, nas ruas, numa delegacia, num hospital. O elemento musical dá energia às cenas, há referência a Taxi Driver e o famoso discurso na frente do espelho, penetras numa galeria de arte, um rosto com tiro ao fundo. A energia pulsante impressa pelo ótimo Vinz (Vincent Cassel), o preto e branco que define uma realidade urbana e o filme acaba por render cenas marcantes.

“O mundo é seu” / “O mundo é nosso”

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s