Arrumação IV – o quarto dos fundos

Aí, no apartamento novo, temos um quarto nos fundos em que colocamos uma máquina de lavar, outras máquinas e utensílios que meu pai usava em seu trabalho no Japão; caixas com livros de costura e cadernos de receitas da minha mãe; mala com sapatos e roupas deles; o guarda-roupa que era do meu avô; a tábua de passar roupas e um varal de chão.

 

Foram dias empurrando coisas pra lá e pra cá, depois mais uma tarde revirando papéis, vendo o que dava pra jogar. Era algo que eu estava esperando o vestibular passar, assim como continuar a ler os mangás de Os Cavaleiros do Zodíaco que um amigo “otaku” me emprestou. Também aproveitei para conferir de uma vez só a tão falada série animada Death Note.

 

Tudo muito japonês, lembrou-me da época em que eu morava lá do outro lado do mundo, quando eu andava de bicicleta todos os dias, fazia meu próprio bentô (marmita para o almoço), ou mesmo do programa de segunda à noite, voltei a ter vontade de ver doramas de novo e tenho saudades das lojinhas de conveniência. Quem sabe finalmente no próximo ano eu não consiga quitar uma “dívida” de mais década: estudar japonês.

 
2006-deathnote
 
Death Note

(2009 / 37 episódios)

Historinha: um colegial descobre um caderno em que as pessoas cujos nomes escrevemos morrem.

:D: para o público acostumado aos animes (animações japonesas, derivado do inglês animation), existem elementos comuns a quase todos: a qualidade gráfica, o visual meio espetaculoso de algum personagem, movimentos dramáticos de câmera, intensidade de emoções, salientada principalmente pelos olhares.

Fora isso, Death Note traz um tema bem polêmico (o rapaz intenta ser um Deus justiceiro de um novo mundo que pretende criar), reviravoltas, nenhum medo de ousar – estamos falando de personagens que tentam antever movimentos da outra parte como num jogo; de cativeiro e tortura de uma moça a determinado ponto, de um rapaz que só manipula e não parece amar (e portanto não tem medo de matar) ninguém, de um pai que quase atira no próprio filho, de deuses da morte que comem maçãs, de manipulação de câmeras de vigilância e programas de TV sensacionalistas…

Particularmente, eu gosto mais do começo da série. Com L sem conseguir provar sua suspeita, destaco também o rapaz do FBI e sua morte calculada, a viúva que quase desvendou Raito (Light?)… a série só pareceu ter se alongado demais com a morte de um personagem importante e consequente inserção de outros 2 (talvez tenham sido os altos níveis de audiência?). Mas é, sim, empolgante, sabendo explorar as regras desse universo criado e dando um certo medo dos jovens aborrecidos demais com a própria realidade (que parecem proliferar com cada vez mais rapidez nos últimos tempos…).

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s