Como se faz um filme (segundo as categorias do Oscar): direção e elenco

Enquanto se consegue a verba para realizar o projeto, é preciso contratar uma galera pra que ele tome forma real. Mesmo Woody Allen, que escreve, dirige, produz e atua, ainda precisa de uma galera.

No caso de Hollywood, às vezes, só o fato de determinado nome estar envolvido no projeto já atrai um monte de investidores e outros interessados – pode ser uma celebridade ou um diretor renomado. Mas, deixando isso de lado, a escolha acertada dos atores ou do diretor faz uma diferença danada pra que o resultado final funcione bem. E são as funções mais exibidinhas num filme, que ganham mais louros ou mais vaias, porque todo mundo consegue perceber fácil se foi bem ou não.

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2012-themaster

Como não ficar impressionado com a encarnação de um ícone mítico político por Daniel Day-Lewis em Lincoln? Como não concordar que a produção de Os miseráveis teve muita sorte com Hugh Jackman, bem disposto e versátil? Somos hipnotizados por Phillip Seymour Hoffman em O mestre, nos deliciamos com a polidez de Christoph Waltz em Django Livre.
2012-thesessions

E como não torcer pela louquinha da Jennifer Lawrence (O lado bom da vida)? A gente nota a mudança da Jessica Chastain recém-chegada dos EUA e depois com aquela convicção toda, e finalmente soltando lágrimas… (A hora mais escura). A gente fica com um certo medinho da Amy Adams (O mestre), não? Se Sally Field é teatral (Lincoln), temos o oposto em Helen Hunt, firme e lindíssima em As sessões.

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2012-lincoln

Quanto aos diretores, talvez seja um pouco mais difícil, com o passar dos projetos, acabamos vendo certa assinatura, compreendendo certas escolhas – o que nem sempre é bom. Eu, por exemplo, adoro o jeito cafona com que Spielberg me emociona. E sempre me surpreendo com Ang Lee, que jamais parece ter medo de se arriscar.

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Se eu fosse da Academia…

… melhor ator vai pra Joaquin Phoenix, de quem eu já tinha gostado em Johny & June e se entorta todo neste O mestre. (Concordo que Daniel Day-Lewis está impecável, mas ele já têm 2 estatuetas, né).
… voto de ator coadjuvante foi complicado, tirei no uni-duni-tê, todos já ganharam estatueta, acho razoável o trabalho de todos. Foi pro Robert DeNiro, porque ele não repetiu papel, entendemos esse paizão de O lado bom da vida e, convenhamos, ele mora no nosso coraçãozinho forever.
… melhor atriz para Emanuelle Riva, que aos 86 anos mostra sensibilidade, destreza e coragem em Amor.
… atriz coadjuvante pra Anne Hathaway, não tem jeito, ela é linda, simpática, sabe cantar, nos emocionou e pra mim foi o melhor número de Os miseráveis. (Sim, a Helen Hunt é muito mais decente, merecia mais. Mas pra que resistir? Se querem mais, Pablo Villaça tem outra opinião sobre este assunto…).
… direção: Michael Haneke. Sim, por alguma falha no sistema Ben Affleck ficou de fora dos indicados e a Academia nunca terá uma chance assim (leia-se um filme tão palatável assim) pra premiar esse manipulador do olhar no cinema.

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