Hitchcock

(Hitchcock / 2012) **

Historinha: a Alma das filmagens de Psicose.

:D: uma das qualidades desse filme é que me deu uma vontade enorme de buscar mais informações sobre Alfred Hitchcock – um dos meus diretores favoritos! (Spielberg só ganha porque é meu padrinho imaginário). Mas, ao mesmo tempo, pra quem nunca viu Psicose e/ou não conhece o diretor, imagino que seja difícil ficar satisfeito com o filme (e se existir uma pessoa assim, espero mesmo que ela desista da ideia de ver este pra ir ver Psicose). Algo que um pessoal reclamou também de Lincoln, que leva o nome do biografado, mas na verdade é um recorte e não mostra a vida toda dele.

E este filme merece também um post mais longuinho porque parece concluir a minha série escrita pro Oscar deste ano, sobre como um filme é feito. Acompanhamos a realização do clássico de suspense Psicose, baseado no livro de Stephen Rebello; e é divertido ver como ele escolhe um roteirista ou os atores (época em que contratos duravam anos), negocia distribuição, dribla a censura, põe pimenta pra divulgação e o que mais me agradou – o papel importante do editor (na época em que se cortava o filme ali “na raça”) e do som (a diferença que faz a trilha de Herrmann! Que causa risos por ser tão bem orquestrada, como um maestro poderia orquestrar reações de uma plateia).

Ainda sobre a narrativa, alternamos com o ciúme pela esposa Alma, vivida pela Helen Mirren, sempre soberba. E um recurso que gostei bastante, o diretor interagindo com a suposta realidade do assassino real, seja em sonhos acordado ou dormindo. Gosto por entender que isso ajuda a visualizarmos o grau de comprometimento às vezes empregado por determinado artista no universo do objeto de seu trabalho. Quando a arte às vezes se entrelaça com acontecimentos da vida real. Não por menos, o filmar da cena do chuveiro, com visões rápidas de quem Hitch poderia estar realmente esfaqueando ficou bem instigante, na minha mera opinião.

O que não rolou? A maquiagem, que foi a única indicação pro Oscar, desculpa aí – não, né, gente. O trabalho de voz e postura de Anthony Hopkins ajuda a amenizar, mas me incomodou horrores.

“É por isso que me chamam de Mestre do Suspense”
2012-hitchcock

E algumas coisinhas legais em Hitchcock:

– como aquele franzino realmente nos lembra o jeito de Anthony Perkins!

– Hitch realmente tinha problemas com a dieta, em um dos seus filmes ele estampou um anúncio de “antes e depois” como propaganda para perda de peso

– quando ele diz que já fez um filme de James Bond = Intriga Internacional. Uma das cenas de Intriga Internacional inspirou Moscou contra 007 ;)

– quando ele se vira pra Vera e diz “Fake it!”. Parece que a Ingrid Bergman já ouviu a mesma coisa…

– o pássaro pousando sobre o ombro enquanto ele diz que não sabe o que vai fazer a seguir. (O filme seguinte dele foi Os pássaros).

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