Edukators

(Die fetten Jahren sind vorbei /2004) ***

2004-theedukators

Historinha: três jovens idealistas desordenam a lógica capitalista.

:D – não podia ter sido mais acertada a escolha da TV Cultura para o filme do programa da Mostra na semana que passou, considerando o levante de vários ideais representados pelos protestos em todo o país.

– roteiro bem estruturado, com Jule tendo motivações e ímpeto jovem suficiente, a invasão primeiro divertida, depois a dúvida sobre onde aquilo tudo vai dar, o senhor sequestrado falando do passado (mas a gente fica na dúvida, e depois descobrimos que algumas pessoas nunca mudam…). Conversa pertinente sobre a juventude que duvida conseguir mudar algo, tudo já foi feito, “não deu certo antes, por que daria certo para nós?”.

– os três atores são cativantes, principalmente há química entre Daniel Brühl e Julia Jentsch, nos encantamos com a bonita cena do casal depois de brincar no rio. Mas também entendemos a pequena raiva e depois aceitação de Peter.

– ritmo contagiante, a montagem faz a gente torcer por eles, entender o beijo na piscina, brincadeira de edição ali no finalzinho (polícia/quarto de hotel).

D: – Cunha Jr. falando pra gente esperar até o final dos créditos para uma “revelação”. Não achei graça.

: e o que isso tem a ver com o budismo?

Um dos problemas tratados pelos “educadores” é que alguns têm muito dinheiro enquanto outros têm tão pouco – que seria resultado de capitalismo extremo. Claro que fica no ar a questão de até que ponto estão certos, quando vira anarquia? Eu relaciono isso ao princípio de causa e efeito – determinadas ações levam a determinados resultados. E, se formos além, pensando no viés espiritual, podemos dizer que foram ações passadas que levaram às condições atuais. Nascemos numa família rica ou pobre por pura sorte? Não podemos ver nossa vida anterior para julgarmos se merecemos mesmo nascer em meio à pobreza, mas podemos trabalhar com o que temos, gerando boas causas para bons resultados futuros. Isso servirá para o bem da próxima geração e ao mesmo tempo nos fará bem. Sem nos compararmos tanto com os outros, cada um tem seus próprios problemas para lidar. O que nós temos? O que podemos fazer com esta vida que recebemos?

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