Mostra SP #03 – Matilha Cultural

Nesse último 22, terceiro dia de Mostra pra mim, foi minha folga do serviço e resolvi tirar a tarde toda para conhecer uma sala que eu ainda não tinha visitado em São Paulo: a da Matilha Cultural. Nas sessões da Matilha aparece um videozinho explicando sobre o lugar, como eles prezam pelo meio ambiente, tem um espaço para exposições e um café que oferece lanches vegetarianos, e tudo é mostrado por um cãozinho – quem entende de cinema sabe: animais simpáticos e crianças servem pra nos cativar… como não gostar da Matilha Cultural?

O melhor de tudo é que as sessões lá são de graça. E se você vier de fora de São Paulo e tiver um tempinho, dá para dar uma voltinha e conhecer um pouco do centro velho: nesse dia eu passei pelo Teatro Municipal e Praça do Patriarca, porque eu queria comprar algo numa lojinha de franquia japonesa ali perto do CCBB (!). Pois é, incongruências paulistanas. Ah, sim, o Copan fica logo ali em frente da Matilha também.

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Como descrever uma nuvem

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How to describe a cloud / 2013 **

Historinha: uma moça se dispersa com a mãe ficando cega.

:D – logo de início percebemos a importância do som para a personagem principal, que combina com o dilema da mãe – perdendo o sentido da visão, é como se os outros fossem aguçados. Isso pode ser um “sentido” de superstição, de sonho, de desejo.

– bem colocada a cena da mão percorrendo o corpo dela – com o fundo escuro, exatamente depois do apagar e acender da luz durante o chá, com as mãos dos dois se tocando.

– gosto da visão embaçada enquanto a mãe alega que conhece a casa inteira – até que esbarra em algo.

D: – entendo o propósito, mas considerei excessivo o uso de foco e desfoco.

– o desligamento gradual com o mundo real parece contaminar nosso desligamento com esses personagens: nós realmente nos preocupamos com a ligação deles? E se a resposta é sim, o que acontece se ela acaba na ilha? O que se faz com isso?

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Jogo de Cena

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2007 ***

Intuito: o interpretar pelo interpretar.

:D – Coutinho é o documentarista que entrevista. E eu adoro ouvir causos. Ponto.

– nós acompanhamos o relato de várias mulheres, rimos, nos emocionamos, nos impressionamos e… nos perguntamos o que era real e o que era trabalho de atriz. Existe algo mais verdadeiro e fiel (documental) sobre a arte de interpretar?

– quando a gente ouve a mesma história pela segunda vez, ao invés de ficarmos entediados, ficamos intrigados. Isso é que é edição, gente.

–  e não precisa explicação, a gente vê o “depoimento” da primeira e aí entra a Andréa Beltrão. A Marília Pera fala sobre como chorar em cena, enquanto a senhora que chorou com Procurando Nemo tenta limpar as lágrimas.

– fora a gente se deliciar com relatos das mais diversas mulheres e suas experiências, tem a “Nanda” autenticamente (?) incomodada com a dificuldade de passar um texto…

– e foi só eu ou já tinha ali no finalzinho o vislumbre de um filme futuro de Coutinho?

D: – tem que ter um pouco de paciência, talvez não sejam todos os telespectadores que se interessem por ver esses relatos estáticos e se emocionem.

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