Mostra SP #04 – Alma corsária

Sim, eu sei, meus posts andam atrasados… porque, junto com a Mostra também está acontecendo alguns dias importantes no templo, então fico assim (louca). Bem, no dia 23, que foi meu quarto dia para a Mostra deste ano – a Mostra pobretona – eu até ia na Faap, porque ia ter um debate com um diretor que não conheço. Mas… mesmo saindo no horário, impossível. Acabei voltando até o Vão Livre do Masp, cujo ingresso também é de grátis, para ver um filme bem louco do Carlos Reichenbach. A Renatinha (Almeida), a Sara Silveira e a esposa do diretor/roteirista/professor estavam lá para apresentar o filme pra gente, com muitos agradecimentos e elogios ao Carlão. Aliás, por causa da Sara eu me deparei com este site na net: Mulheres do Cinema Brasileiro. Legal, né?

Alma Corsária

1993-almacorsaria
Alma corsária / 1993 ***

Historinha: o lançamento de um livro e lembranças de liberdade.

:D – como o mote geral do filme se trata do lançamento de um livro por dois poetas, nada mais justo que “poetizar” a película, certo? Com direito a dança, versos libertários, elogio a nudez, bucolismo, aliteração (ah, não, é anáfora)…

– gosto muito do som (que também foi obra do Carlão), com batuques e crescentes envolventes. E Debussy? Qual cineasta não gosta? O problema é usar bem.

– o surgimento inesperado de personagens surrealísticos, compondo a mais diversa fauna – nada mais justo o filme ter como cenário São Paulo (o suicida no Viaduto do Chá, a anã dançando, o halterofilista…).

– o paradoxo: ser abordado por ladrões, ser abordado por policiais da época da ditadura.

– a cena em que cada um na “pastelaria espiritual” tem suas lembranças: a China, o Havaí, o beijo no trem.

– o Oscar para Samuel Fuller.

– a moça misteriosa de preto que o persegue, que dança, que vem buscá-lo.

D: – há muitas marcações – aquelas cenas em que temos que nos conformar: “tudo bem, foi filmado em tal e tal ano… e por tal e tal motivo ficou assim”.

– são tantas passagens diversas, de repente se apinha ali uma coisa louca atrás da outra, que o espectador pode não ter gana de tentar absorver – a cultura, o ditadura, as insinuações, os diálogos, o erotismo. Em certo ponto, começa a ficar tudo muito misturado e atrapalhado e perdido.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s