Mostra SP #06 – O crítico

Dia 25, se eu soubesse que o Coutinho estaria lá no CineSesc dando autógrafos, com certeza teria ido conferir Cabra marcado para morrer, apesar de ficar tarde.

Mas… como sou essa dummy desinformada, eu saí correndo do serviço para fazer uma loucura: enfrentar o rush de uma sexta-feira paulistana para sair do Ana Rosa e ir até o Cinusp… e não é que eu consegui chegar? Se não fosse eu ter me perdido – porque não era exatamente no Cinusp, era no Auditório da Biblioteca Brasiliana, um local que eu ainda não tinha visitado – eu teria conseguido chegar no horário certo!

Mas… eu perdi alguns minutos de filme, sim… coisa que muito me chateia, fico com a sensação de que não vi o filme, várias vezes eu prefiro nem entrar na sessão se sei que vou perder parte dele… Tudo bem, tá valendo, é de grátis, e eu adorei conhecer o auditório! Achei bem bonitão, com caixinhas de som no teto misturadas a quadrados, poltronas relativamente confortáveis, sala novinha.

E daí, depois do filme, o diretor e o produtor também estavam lá, abriram para algumas perguntas antes da sessão seguinte começar. Os dois parecem ser bem gente boa, modestos e se divertindo. Hernán disse que foi especial ver seu primeiro passando numa universidade e a sala parecia conter alguns estudantes interessados. O pessoal até perguntou se ele não ficou com medo da reação dos críticos… mas se continuar desse jeito, não tem que se preocupar mesmo.

O crítico

2013-elcritico-enamorados
El crítico / 2013 ***
(não consegui encontrar foto do pôster ainda… Fica essa daí, do IG último segundo)

Historinha: um crítico ferrenho vê sua vida se transformar numa comédia romântica.

:D – eu adoro comédias românticas! Apesar de todos aqueles clichês – mostrados aqui em sequências de cenas famosas de filmes do gênero.

– achei que o ritmo funcionou bem… quando menos esperamos somos surpreendidos pelo fator “comédia romântica”: os protagonistas que não se gostam de início, o “clipe”, os fogos de artifício, a chuva… às vezes o clima é cortado para arrancar risadas, como quando ele desliga a música melosa. Mas o riso é instantâneo por sabermos de sua aversão, é a metalinguística funcionando sem a gente nem perceber.

– pra que usar escatologia, situações grotescas? Esse é outro tipo de comédia física e de embaraço que causa riso… A possibilidade de repetir a cena de Titanic (que ninguém aguenta mais) arranca risadas instantaneamente.

– o ator que faz Tellez é bem convincente mesmo, perpassando a fina ironia necessária de seu personagem. Fico sabendo depois que ele é super conhecido no teatro argentino. E que linda é a “Dolô” – combina mesmo com o Gael.

– quando um dos críticos no grupo de Tellez adivinha o que o diretor vai reclamar, “vocês são frustrados por não fazerem filmes!”

– quando o “nerd stalker” usa o recurso de pista e resposta de um jeito bonitinho: primeiro tira da manga o cartão de visitas impertinente, depois as flores no hospital pertinentes.

– não é preciso destruir a “classe” dos críticos de cinema (fazendo Tellez chorar de emoção e ser motivo de piada em todo lugar), não é preciso destruir o “gênero”… mais do que isso, o filme nos faz sentir todo um carinho pela sétima arte, fazendo rir. Quer mais?

– a gente já gosta da cortina branca esvoaçando, mas quando o plano abre pra mostrar a bicicleta… que beleza.

D: – é comédia romântica, né. hahaha.

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