Mostra SP #11 – O grande mestre (só que não)

Pois bem, último dia da 37a Mostra para mim, 31/10. O único filme que eu realmente queria ver nessa Mostra era o clássico Era uma vez em Tóquio, em tela grande, numa sala boa, porque há tempos eu procurava por esse filme (em locadora é impossível, e eu tinha ficado o ano todo sem internet em casa), todo o resto que viesse seria lucro.

Mas aí, quando fui vendo a programação, percebi que teria também a chance de ver O Grande Mestre, do Kar Wai. Era um horário bacana, comprei o ingresso alguns dias antes e estava feliz: o fechamento da minha Mostra este ano seria perfeito! Doce ilusão.

 

Tava eu lá, na fila, toda contente, quando passa um funcionário do Espaço Itaú: “pessoal, estamos com um problema na cópia e vai demorar uns 25 minutos”. Beleza, coisas de Mostra, né. Conversa com um e com outro na fila, dali a pouco vem um monitor da Mostra, avisando que cancelaram a sessão. O carinha da minha frente, puto, faz o monitor admitir que foi falha da produção da Mostra, que eles não estão falando, mas o moço próprio foi averiguar e o problema foi que… a cópia não veio.

As nossas opções? Poderíamos pedir reembolso, ou revalidar o ingresso, que valeria para qualquer sessão deste dia ou da Repescagem. Aí, a pergunta: “O Grande Mestre passa na Repescagem?” E a resposta: “Não temos essa informação” (detalhe: era o último dia de mostra, a repescagem começaria no dia seguinte).

Outra coisa que não tinham me contado: para a Repescagem não dá pra pegar o ingresso antecipado, só no dia. E mais uma, quando saiu a programação da Repescagem: colocaram O Grande Mestre às 21:50, só que pra pessoas que dependem de transporte público e não ganham tão bem pra pagar um táxi até a lonjura em que moram, impossível. Ou por que vocês acham que eu tinha escolhido o horário das 16h? E isso porque é um dos filmes mais concorridos. É, povo: a Mostra não é pra qualquer um, é para poucos.

 

Este post irritadinho é só pra desabafar: não, você, mostreiro de primeiras viagens, aí perdido, não está sozinho. Mesmo quando a gente tenta fazer um programa “livre”, sem se preocupar muito caso perca algum filme ou outro, é praticamente impossível sair ileso da Mostra SP. Alguma coisa, por algum motivo, em algum momento, vai te deixar frustrado, ou simplesmente chateado. É assim mesmo.

É claro que eu vou ver O Grande Mestre. Pelo mesmo motivo que adiei Tatuagem, O menino e o mundo, Inside Llewyn Davis: vai passar no circuito mais cedo ou mais tarde. Mas que foi frustrante foi. Assim como em outras Mostras anteriores – o que me faz lembrar de 2046, quando eu achava que ia para o Japão dentro de alguns meses, estava desesperada (achando que não ia ter uma chance tão logo de vê-lo), fiquei um tempão na fila e faltava só algumas pessoas na minha frente quando veio o monitor dizer que os ingressos tinham acabado. Eita, Kar Wai. Acho que nós temos um carma, hein? Também, tinha que ser, o diretor dos amores irrealizáveis.

Porque como eu disse no post anterior, é tudo um bando de louco, tem que ser muito louco – apaixonado – para passar por esses festivais (vou ver se no ano que vem eu tento o do Rio!).

 

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