(Sem retrospectiva) Um feliz 2014!

Talvez esse ritual se repita em todos os próximos anos por vir, mas chegou Dezembro e eu tinha muito trabalho em minhas mãos, fora a vontade de limpar tudo (a casa, o blog, as pendências). Pois bem, estava em meus planos fazer uma retrospectiva com os filmes que, por um motivo ou por outro, acabaram passando batido por aqui (basicamente, falta de tempo. Como diz Frances Ha, eu não sou largada, eu sou ocupada). Porém.

De modo que não teremos retrospectiva. E olha que 2013 foi para mim inesperadamente bom, muito bom. Evolução espiritual, Chicago, New York. Consegui ver alguns filmes muito bons, alguns clássicos que faz tempo que não via / queria ver. Meu ano com a tela grande, aliás, termina com “Um corpo que cai”, com legendas em português de Portugal, o que me fez perceber que os títulos de lá não são iguais aos nossos, lá se chamou “Uma mulher de duas vidas” ou algo assim.

E as resoluções? Ah, sim. Continuar desenvolvendo o projeto de escrever sobre pelo menos uma das estreias da semana – por aqui e também relacionando com budismo. Quando começar a nova faculdade (loucuuuura, que medo de eu não entender ninguém e ninguém me entender, eu tô velha demais pra isso? Danny Glover, I still remember you), compartilhar um pouquinho por aqui.

E as estrelinhas? É, eu dei uma modificada pra poder comparar com a maioria de todos os lugares por aí, que se baseia em 5 ou 10 qualquer coisa como notação. Aí, fazendo uma revisão dos filmes aqui do blog, descobri que sou uma pessoa muito condescendente, acho que é esse grande amor que faz a gente ficar meio cego às vezes: eu geralmente dou 3 estrelinhas pros filmes, acho que são pouquíssimos os filmes que eu desgosto por completo – gente, eu sou virginiana, só porque eu critiquei, não quer dizer que não gostei, criticar é inevitável.

E a virada de ano? Super tranquila. Deu tão certo ano passado que resolvi repetir.

 

* * *

A TV tem sido boa comigo, outro dia estava passando “Up – altas aventuras”, que me faz lembrar que nunca é tarde para voar até seus sonhos. Também é muito engraçado, adoro o garotinho fofo, o cachorro falante, o velhinho que vê seu sonho e sua amada ir embora de sua vida. E pouco antes dos fogos há pouco, “O amor não tira férias”. Sei que não é um super filme, mas eu sempre paro pra ver, adoro a cena do Jack Black fazendo as trilhas sonoras na locadora, simplesmente não resisto à Kate Winslet colocando um ponto final corajosamente numa relação que só lhe faz mal, amo o velhinho roteirista.

E fiquei pensando em pessoas solitárias. Quer dizer, hoje acho que há muitas delas no mundo – por isso tantos filmes e obras tratam do assunto? Na novela mostraram um núcleo do pessoal que tem que trabalhar na noite de Reveillon (um hospital), uma personagem que passaria sozinha e tal. Voltando do serviço ontem eu me peguei pensando nisso. Em pessoas que precisam trabalhar ou não tem muitos amigos ou parentes para passar a virada juntos. Em como, há alguns anos, eu provavelmente ficaria triste nesta época de Natal e Ano Novo, quando familiares e amigos se reúnem e eu sempre ficava me sentindo só – e triste por isso.

E se há algum leitor perdido por aí com essa sensação, acho que posso afirmar: não, você não está sozinho. Alguém no mundo também já teve essa sensação.

Mas a verdade é que, hoje, eu já não me sinto tão pra baixo e melancólica com isso. Talvez seja a idade. Eu, particularmente, credito muito ao treinamento espiritual que, de forma indireta, me trouxe até este ponto, de mais paz de espírito. Saber aceitar certas circunstâncias e ver e interagir com o mundo de forma mais positiva. Nesta época do ano nós ficamos pensando em todas as coisas que gostaríamos de ter ou que acontecesse no novo ano, mas será que esses pedidos realmente nos fariam felizes? O que nós realmente precisamos para estarmos mais contentes e satisfeitos? Talvez não seja preciso muito.

Talvez não seja preciso responder às convenções, ao que “todo mundo” aparentemente tem ou faz, às expectativas do que supostamente deveríamos ter ou fazer. Talvez já seja muito ter um ou outro amigo (se ele for verdadeiro, é um grande tesouro), talvez já seja muito ter um ou outro parente que se preocupa com você ou por quem você tem certa consideração, talvez já seja muito comer umas uvas ou deixar o corpo descansar um pouco.

No trajeto do trem para casa, fiquei observando as nuvens azuladas, inundada por uma felicidade interna, lembrando que às vezes eu simplesmente gosto do silêncio, de contemplar a natureza e a vida, sem necessidade de ter alguém pra dizer qualquer coisa. Fiquei contente comigo mesma por não ficar pra baixo, mesmo se eu nunca casar nem ter filhos (como mandam as convenções), mesmo se muitas coisas não darem certo, mesmo se eu tiver que seguir sozinha. Fiquei contente por verdadeiramente apreciar tudo o que a vida me oferece e estar feliz comigo.

* * *

 

Feliz 2014!

:D

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