Walt nos bastidores de Mary Poppins

Eu já vi vários filmes que gostaria de comentar por aqui este ano, mas o caos da minha vida continua Corra, Lola, corra (1998) e é bem capaz que eu não consiga registrar nenhum deles por aqui. De qualquer forma, como pessoa Disney que sou, e que gosta sim de cantar junto Supercalifragilisticexpialidocious, este não pode faltar.

 

poster
Saving Mr. Banks / 2013 *

 

Historinha: a escritora P.L. Travers relembra o passado trabalhando na adaptação do seu livro pela Disney.

:D – Tom Hanks. Ele é realmente o ideal de ator que a Disney poderia contratar para sustentar uma imagem de sonhos de seu criador. E ele até conseguiu incluir uma cena em que Disney fuma.

– coisinhas Disney. Adoro ver o logo a la anos 60; a reconstituição da famosa estátua Disney dos parques em carne viva e cores; o videozinho para TV que Disney protagonizava com a Sininho (Tink! e eles tiveram que animar tudo de novo); foto de Disney com o trem; quando eu trabalhei lá fui no Carousel of Progress, bancado pela GE!; saber que a cabeça do Mickey tá bem mais lindona agora e a direção de arte foi super fiel.

– a cena em que Disney sente-se reconfortado ao som de Feed the birds, que dizem que era sua favorita no mundo real.

– Emma Thompson estirada na grama brincando com gravetos.

– acho que pelo menos mais gente vai saber como os irmãos Sherman foram gênios.

 

D: – filme tão ruim e assim mesmo, lá estava eu chorando emocionada. Talvez por saber que Mary Poppins (1964) realmente se tornou tão querido por tantas crianças e famílias, por saber que o passado de Disney foi realmente triste (apesar de ter contornos obscuros que obviamente o filme não mostra), porque todos nós temos que lidar com perdas e aceitar que as pessoas são falíveis.

– quantos erros de continuidade, a falta de cuidado nessa parte irrita, exatamente por vir de um estúdio tão grande. Ah, tá, então o Mickeyzão que ela tinha deixado de castigo num canto do hotel, depois ela leva para Londres pra fazer companhia.

– que roteiro e direção mais capenga. Dá tanto espaço pra flashback, força piadinhas que nem precisava (claro que tinha que ser a mesma aeromoça! É lógico que faz sol na Califórnia… Secretária gordinha trazendo guloseimas… Aff, se fosse pra numerar todos…). O vermelho tinha mesmo significado? Passou batido. Alguém acredita mesmo que uma senhora com a personalidade de P.L. Travers sairia cantando daquele jeito? Vergonha alheia.

– mas o pior de tudo é… que parece tudo mentira. Porque a gente sabe que o estúdio não deixaria sua própria imagem ser denegrida – não podemos comparar com a vida real e fica a dúvida até sobre o drama da escritora (que, aliás, tinha filhos e já tinha cedido os direitos antes de ir para os EUA. Claro que Disney e P.L. Travers não viraram “amiguinhos” também).

 

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