Frustrações #2014

(Aviso: estrada da melancolia adiante #2)

Mais de mês sem postar, e desculpem vir com este, mas eu precisava desabafar. E onde mais além do blog posso fazer isso hoje em dia, né?

 

Desde que iniciou o segundo semestre do curso, andei pensando seriamente em desistir – e não só do curso, mas de tudo. De vez em quando sou tomada por um sentimento enorme de “pra quê”? “Eu não quero mais ter esse trabalhão todo. Pra que isso? Eu posso simplesmente ir pro trabalho (porque é preciso ter um dinheiro pra poder comer e pagar as contas), ver um filme à noite. Tá bom. Por que eu quero mais?”

E mesmo depois das viagens… eu adoro viajar, mas as últimas tem sido um desafio atrás do outro. E logo que voltei, um cansaço generalizado. Ando sendo tomada por aquela velha tendência depressiva, pela minha velha amiga melancolia. Quando o que eu mais queria! O que eu mais queria era dizer “estou feliz!!! estou fazendo o curso dos meus sonhos, viajei um monte este ano, a vida é colorida!!”

 

Ao invés disso, cá estou resmungando como uma boa virginiana (e não com a altivez sagitariana), sobre Frustrações #2014. Eu sei que tudo isso soa como uma grande bobagem – mas isso passa, “não me dê atenção” (ecos da voz de Renato em Via Láctea).

#1- Frustração de estilo pessoal. Este ano eu pude adquirir algumas peças novas de guarda-roupa, mas… eu comprei tudo errado! Muito arrependimento de algo que parecia bom na minha cabeça naquele instante, se eu pudesse devolveria tudo (o tênis preto que já tá com a palmilha rasgando e nem gosto de usar, o sapatinho que foi uma fortuna e que eu deveria era ter comprado uma sapatilha simples ou uma bota preta que precisava já, aqueles vestidos que me fazem sentir velha, aquelas calças apertadas que eu percebi depois não gostar mesmo, aquela bota que dói o pé e eu deveria mesmo ter comprado um coturno vermelhinho – e eu andei ganhando muita roupa, de gente diversa, mas que não tenho ganas de!). Se eu pudesse não ter gastado com certas coisas e ter ido na Uniqlo, na Muji, ter comprado coisas simples, leves e confortáveis – algo que acabei descobrindo, sempre quis e é muito mais eu.

Eu sempre me considerei uma pessoa simples, que se satisfaz com pequenas coisas e não liga muito pra marcas e essa coisa toda do mundo fashion (mas entendo que a maioria das mulheres gosta. Talvez por eu nunca ter muito dinheiro, ter que gastar somente o necessário e não poder “brincar” tanto com moda).

Se eu pudesse, eu queria mesmo era comprar itens feitos com material orgânico ou que comprovadamente vem de empresas com postura sustentável e ecológica,  e gostaria de usar peças de cores claras e planas.

Fora isso, eu queria mesmo cuidar melhor de mim. Limpar o rosto e estar sempre fresca e cheirosa (não para conquistar ninguém, apenas para me sentir bem!), e a vida toda fico correndo sem deixar tempo pra isso.

Meu cabelo… puxa, eu gosto de deixá-lo curto porque é bem mais prático, mas este ano eu queria deixá-lo crescer um pouco de novo – e não consegui.

Alimentação… queria tanto ter uma alimentação saudável! Sabe, sem comer muitos doces, nem gordura. Viver de saladas e sucos naturais, deixar de comer carne. Mas não… E ainda tenho engordado desde que meus pais voltaram a morar comigo.

 

#2 – Frustração de fazer outra faculdade. Eu saberia que ia ser difícil, mas achava que eu gostava mais disso do que qualquer outra coisa na vida. O primeiro semestre foi marcado pela novidade e por noites sem dormir pra fazer trabalho, tempo nem de respirar. Esse curso é matutino e o ideal seria mesmo se eu tivesse o dia todo pra aproveitar bem – quantas leituras e quantas referências que eu queria poder ir atrás!

Pode parecer exagero, mas a idade também não ajuda. Como eu queria ter feito esse curso aos 20… Agora, meu corpo já não responde do mesmo jeito. Depois de anos parada, não consigo acompanhar direito as informações, desconheço um monte de coisa que faz parte da realidade dessa meninada, as piadas e brincadeiras soariam mais divertida e eu não me sinto incluída em tudo isso.

Sim, eu gosto de cinema. E gosto de ter novas perspectivas, ideias, imaginar novas histórias. Queria fazer coisas que deixassem outras pessoas felizes. Porque, muitas vezes, o cinema me ajuda a caminhar na estrada da vida. Mas o pique não é o mesmo e ando seriamente duvidando se vale a pena tanto esforço…

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Parecia uma boa ideia… não sabia que ia dar tanto trabalho.

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Voltei de viagem e venho tentando recuperar o que perdi. E ontem eu tirei a tarde toda pra fazer um trabalho atrasado de montagem para entregar semana que vem. Fiquei muito mais tempo na faculdade do que eu queria, não consegui terminar, voltei super cansada e pensando tristemente sobre a vida. Quando tive a ideia para realizar esse trabalho, eu estava animada, mas sou muito “burra” e por isso ainda não consegui terminar.

Quero continuar os posts como diários de classe também, e queria escrever mais sobre os filmes… Estou tentando me recuperar, mas ando tão triste…

“Pra que tudo isso mesmo?” Eu já fiz tanta coisa nesta vida… na verdade, eu não queria mais nada. Queria ficar em paz e tranquila. Mas ainda continuo a viver aqui nesta Terra, então tenho que fazer algo.

 

#3 e as frustrações de sempre?

Às vezes fico me perguntando o que aconteceu comigo que não tenho amigos? Queria ter amigos com quem pudesse me encontrar uma vez por semana, jogar conversa fora. Queria ter amigos ao redor do globo com quem pudesse conversar, um por dia que fosse, sobre a vida e tudo o mais. Eu já conheci tanta gente nesta vida… mas sinto falta de ter pessoas mais próximas (e próximas de coração).

Sinto que nos últimos anos me dediquei tanto ao templo e acabei me afastando de tanta coisa… às vezes sinto falta de poder ser alguém “normal”. Toda hora eu fico me cobrando como a pessoa que eu deveria ser, em como tenho que agir, em como me falta isso ou aquilo (mesmo e principalmente no serviço) – e isso é exaustivo. Às vezes eu queria poder simplesmente não ligar pra tanta coisa, queria mesmo ser mais “relax”, deixar a vida fluir e me maravilhar com todas as pequenas coisas, mesmo os percalços e a superação desses. Queria deixar de me cobrar tanto, queria deixar de ter “missões” ou ideais grandiosos, ficar me lembrando das tantas responsabilidades e dor de cabeça. Eu queria mesmo, de verdade, ser alguém mais leve e alegre, e não essa pessoa sempre preocupada e chata.

Queria parar de pensar em como outros, apesar de não seguirem religião alguma, estão tão bem de vida; pra ser feliz com o que eu tenho, apesar de não ser muito. Por exemplo, às vezes ficar me perguntando por que é tão fácil pra algumas pessoas encontrarem o amor e ficarem com essa pessoa certa pela vida inteira… assim como pra algumas é fácil encontrar um bom emprego e pra outras não, algumas conseguem realizar grandes feitos e outras não – eu sei a razão de tudo isso, então por que ficar me atormentando com pensamentos que não trarão nada de bom? E parece tão fácil não pensar nisso, mas é tão difícil…

Por que eu não consigo agradecer pela minha família? Não sei se é porque eu tenho tanta pressão no serviço das “posturas” que devemos ter, que chego em casa e é o único lugar em que não preciso ficar me cobrando? Mas fico reclamando de coisas idiotas (e eu não gosto disso! não mesmo), como agora ter que morar num cubículo e nem ter a privacidade de um quarto próprio. Sei que minha mãe faz muita coisa porque quer, mas acabo levando pro lado que “me atrapalha”. Eu não quero isso! Eu queria poder agradecer todos os dias, queria não estar tão cansada e resmungona sempre, fazer algo que os ajudasse.

 

Queria ser uma pessoa mais tranquila, que não se preocupasse com tanta coisa. Queria amar tudo, incondicionalmente, sem esperar nada (de mim, dos outros, do mundo, da vida). Falta alguns meses até acabar este ano, e eu só queria um pouco menos. Talvez para diminuir o tamanho das frustrações? Ou talvez eu só esteja precisando de umas novas férias – férias de mim mesma. Ou talvez seja mais um novo tempo de mudança e renovação, de tempos em tempos a gente precisa disso também. Será que eu consigo mudar? Espero… não, esse é meu lado neurótica, não quero esperar.

Só quero descansar. Relaxar. Ter paz e amor (a mim mesma, à minha família, à vida).

 

All you need is love… – uma das minhas favoritas.

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