38a Mostra SP #2 – Acima das nuvens

Para a sexta 17, eu tenho que deixar registrado aqui, eu até queria ver “Leviatã” (2014). Mas a única sessão da Mostra que eu poderia já tava esgotada, pelo menos pelo site do Ingresso.

Daí, na tarde do dia anterior, a sessão pro Reserva que eu queria de segunda à tarde ainda não estava “disponível para venda”. Entro de novo às 02 da madrugada e… estava “esgotada”! Alguém me explica essa lógica?!

Mas os deuses do cinema estão bonzinhos comigo este ano (talvez por eu estar teimando em fazer este curso e continuar amando o cinema apesar de tudo adverso). Fui na cara e coragem aproveitar que agora tenho carteirinha de estudante de novo, o que me possibilita ter meia em salas Cinemark também… e qual não a minha surpresa, a sessão pro Assayas com uma tranquilidade inédita (pelo menos para as minhas experiências pessoais na Mostra), não encheu metade da sala. Talvez porque o povo vá todo para a Paulista mesmo, já que a maioria das salas da Mostra se concentram por lá. Bem, “#fikadika”? rs

* * *

 

Acima das nuvens

(Clouds of Sils Maria / 2014) ***
2014-cloudsofsilsmaria
Historinha: uma atriz veterana trabalha em um texto que revisita o passado junto de sua assistente.

:D – o que eu mais gostei foi definitivamente como não damos nada pro filme no início, numa descrição superficial – e tem tanta coisa ali! Nós sentimos o que está rolando, não precisa ser explícito, isso é uma força fílmica que não é simples de se conseguir.

– o roteiro envolve o espectador com o paralelo entre a peça teatral e a situação em que Maria (Juliette Binoche) se encontra. Lida com a questão do envelhecer, da profissão de atriz e a relação com o personagem, da experiência versus a energia da juventude, de lembranças e a relação com as próprias crenças desafiadas. Não toma partido nem de uma geração ou de outra, e isso é um ponto a favor.

– as brincadeiras que criticam a exploração da mídia atual, os novos ídolos jovens. A própria Kristen Stewart (lembremos que ela fez a saga “Crepúsculo”) comentando pré-adolescentes já dá uma reviravolta na cabeça.

– luzes aconchegantes aqui e ali, a montanha fria numa leve “tempestade” de neve, o contraste das nuvens no filme antigo (e fascinantes do mesmo jeito) e a visão “ao vivo e em cores”.

– o trabalho das duas atrizes principais que realmente estão à vontade entre si. E melhor ainda, como a câmera contribui para o filme, dando destaque à elas, cada uma com sua beleza e sedução naturais.

– quando Kristen olha diretamente para a câmera, para Maria, com a sensação de que não estamos vendo ela ler um texto, mas realmente tendo aquela discussão.

– montagem, o estranhamento que sentimos com a nova assistente, com Maria usando aquelas roupas…. – aquelas semanas em Sils Maria foram reais ou parte da imersão da atriz no seu personagem?

D: – tá. Confesso que achei um pouco exagerado os recursos na estrada e na tontura da Val. Mas entendo a vontade de se fazer algo ali.

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