Natal / Duro de Matar

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Então é Natal!

Aproveitando o clima de feriado (só clima mesmo, porque eu não ganho trégua não!), este ano o blog ganha de presente mais uma página: com a lista de “Todos os filmes deste blog”! Deu um trabalhão, mas tentei juntar a lista dos filmes que ganharam algum comentário por aqui nesses anos de existência deste espaço virtual. São poucos, penso que vi tanta coisa boa que acabou não ganhando menção…

Meus desejos de Natal então é que nos próximos anos este blog consiga se concentrar em filmes mais consistentes, que realmente façam diferença escrever algo. Será que Papai Noel existe mesmo?

* * * * *

Há alguns anos, eu tinha me proposto a uma lista de filminhos para Natal, e neste ano eu decidi realmente ver “Duro de matar” (1 e 2, porque são os “originais”). O terceiro, Duro de matar – a vingança (1995) *** até que é legal, com o Samuel L. Jackson nervoso e eu gosto do Jeremy Irons também, tem um corre-corre numa praça cheia de gente, bombeiros numa escola, tudo continua bem grandioso, com o amigo que também é um “zé ninguém” pra ajudar John McClane contra o resto do mundo. O quarto, foi feito mais de 10 anos depois, Duro de matar 4.0 (2007) ** traz a tecnologia em foco, continua de bom humor e é divertido as interações com os hackers, a filhinha Lucy cresceu. O quinto, com o título Duro de matar: um bom dia para morrer (2013)* até poderia indicar o final de uma série de ação, mas não, e desta vez McClane tem que ajudar o filho, que também é policial, o cenário é a Rússia, as explosões e os absurdos físicos continuam, com um pouco menos de graça. Sei lá, talvez tenha se perdido no meio do caminho aquela primeira “aura” do herói de um homem só contra terroristas, até mesmo contra a polícia, contra tudo, pra salvar alguém que ama e de quebra todo mundo…

Mas o primeiro é realmente uma ótima opção de filme de ação pra aproveitar uma tarde ociosa que, para alguns de nós, massa trabalhadora, só mesmo essa época de festas pode proporcionar. Duro de Matar (1988) *** traz um policial de Nova Iorque que vem encontrar a esposa numa festa da empresa, um prédio que é tomado por terroristas e ele terá que resolver praticamente sozinho. Este é um ótimo filme de ação porque após um início calmo, vamos acompanhando o desenvolver dos conflitos e nada fica sendo explicadinho. Quando Lucy telefona para casa, já entendemos que a situação com o marido não é das melhores, quando eles brigam pessoalmente, parece uma briga de verdade, e nem precisamos saber exatamente o que aconteceu, apenas que ele ainda se importa. Quando o terrorista começa a fingir ser um dos sequestrados que escapou, tememos pelo herói, que talvez esteja se enganando, e comemoramos junto quando ele se mostra mais esperto que o “inimigo”. O policial que visita o prédio e parece tão “bunda mole”, acaba se mostrando um amigo confiável e se supera ao final. Uma ação vai levando a outra, com situações cada vez mais extremas, de frias mortes (sr. Takagi, depois o outro que finge ser amigo de MacClane) à incompetência do FBI, de ouvir conversas entre elevadores a pés ensanguentados por cacos de vidro, um andar inteiro explodindo e helicópteros atirando no herói, até o famoso dependurar-se com uma mangueira de incêndio e se jogar contra uma janela de vidro. O pessoal de efeitos teve um trabalhão, foto e arte competentes, som idem com direito a “ecos” japoneses na trilha. É Natal e o dia é salvo ao som de “let it snow, let it snow, let it snow”… Para sempre, um clássico dos filmes de ação dos anos 80.

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