A teoria de tudo

(The theory of everything / 2014) ***

2014-thetheoryofeverything

Historinha: o primeiro casamento e trajetória de Stephen Hawking.

:D – finalmente um filme com um ator competente para homenagear esse exemplo de vida e pensamento que é Stephen Hawking! O ponto mais forte é definitivamente a atuação de Eddie Redmayne, e nem estou falando tanto de deixar o corpo todo torto na cadeira de rodas, mas na vivacidade e alegria apesar de tudo que está num olhar, num pequeno movimento da boca. Jamais colocando-o como vítima, mas enfatizando seu bom humor e carisma, embora os passos tropeçando e muitas cenas (aquelas escadas!) deve ter sido um desafio e tanto também.
– apesar de ser bem complicado, até o público mais leigo consegue entender um pouquinho de física aqui.
– direção de arte que consegue replicar os adventos com o progresso da tecnologia – a gente vê as diferentes cadeiras, o aparelho para ele falar, a mudança nos figurinos demarcando tempos diferentes, as olheiras na esposa Jane (imagina se nós não ganharíamos olheiras tendo que passar por tudo aquilo!).
– como eu me coloquei no lugar daquela mulher, será que eu aguentaria tudo aquilo?
– “são sistemas diferentes”
– saber que o Stephen Hawking verdadeiro aprovou o filme.
– para alguns pode nem ser tão legal, mas eu gosto da cena de “voltar no tempo” e depois ao final, porque as lembranças que guardamos são realmente uma forma de voltar no tempo, não?

D: – tá, entendi que a lente diferente no hospital é pra enfatizar como aquela notícia foi monstruosa. Mas na maior parte do filme eu não entendi (gostei) da fotografia, que me pareceu criar algumas cenas bonitas (como eles dançando na ponte), mas incoerente no todo.
– saber que o filme se baseou no livro escrito pela Jane verdadeira dá a sensação de que ela só queria uma voz pra se defender, de que ela sempre fora fiel e trabalhou duro pelo marido. Isso não atrapalha o todo, mas me atrapalha um pouco pra gostar mais dessa personagem.
– eu sabia que iria chorar, é claro, mas tem um discurso que foi um pouco autoajuda demais ali, ou foi só eu?

 

A teoria de tudo concorre ao Oscar por trilha sonora, roteiro adaptado, melhor atriz, melhor ator e melhor filme.

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