Coisinhas divertidas pra se notar em Tomorrowland

(Tomorrowland / 2015) ***

2015-tomorrowland

! Spoilers !

Historinha: existe um lugar em que cientistas podem criar livremente sem intervenções políticas e impedimentos sociais?

:D – eu admito que me diverti demais com este filme, mas que isso provavelmente se deve à minha experiência Disney pessoal. Por exemplo: reconhecer partes do parque ou imaginar que Walt Disney foi com certeza um dos que tinham acesso à tal Tomorrowland, é bom demais. Mais detalhes sobre isso abaixo, na seção de curiosidades ;)

– quando vi que George Clooney e Hugh Laurie, dois caras inteligentes e políticos, estariam no projeto, fiquei imaginando que não poderia ser de todo o mal. E a mensagem de conscientização sobre os caminhos do mundo bem que funciona.

– achei muito corajoso eles bolarem um discurso um pouco mais elaborado do que o comum para um filme sem palavrões (ou seja, para toda a família), como a sociedade poder ser selvagem e não merecer uma Tomorrowland. E corajoso também colocar o protagonista apaixonado por uma inteligência artificial, apesar de tão velho nutrir um sentimento que representa mais do que o corpo físico, mas ideais da juventude.

– o incentivo à imaginação, aos inventores, a buscar a ciência.

– o cão de guarda, o bom humor: Athena tentando vender cookies, num product placement mais divertido; Casey louca percebendo que a menina não era comum, com Athena correndo igual a um T-1000, praticamente um “Exterminador do Futuro” (1984)*** para crianças.

– o visual anos 50/60, as parafernálias que lembram as aventuras dos anos 80, a cidade do futuro com efeitos especiais servindo pra gente realmente ficar maravilhado e querer morar em Tomorrowland.

D: – os pequeninos mais jovens não vão conseguir entender direito, eu acho. Mas tudo bem, um dos primeiros que eu vi foi “De volta para o futuro II” (1989)**, aos 6 anos, não tinha entendido nada, mas tinha achado legal os gadgets e as cenas de ação.

– os clichés de narrativa clássica… a Casey é inteligente, ela tinha mesmo que sair rolando pela escada? E, sim, a gente precisa mesmo de um sacrifício pra fazer o público chorar, né.

– exageraaaado…. tem umas coisas que é forçação mesmo, né.

2015-tomorrowland-disneylogo

Agora, senhoras e senhores, coisinhas divertidas para se notar em Tomorrowland:

– o logo da Disney antes de iniciar o filme foi substituído pela cidade utópica

– e dá pra ver a Space Mountain ali ó!

– Brad Bird dirigiu “O gigante de ferro” (1999)***, uma animação bem delicada e bonita, e também trabalhou por anos como consultor para a série “Os Simpsons”. Na loja “Blast from the Past” que aparece no filme, podemos encontrar diversas referências de filmes, e um cantinho especial só para esses dois exemplos. As referências ao universo “Star Wars” (1977-2015) imagino que seja mais do Damon Lindelof. Aliás, com Michael Giacchino na trilha, só eu senti uns toques de “LOST” (2004-2010)? Giacchino também foi responsável musical por “Planeta dos macacos: o confronto” (2014) e o filme original é referência na loja.

2015-tomorrowland-blastfromthepaststore

– os estúdios Disney costumavam fazer uns filmes de aventura bem legaizinhos, fora as animações. Aqui, temos referência a “Rocketeer” (1991), com a mochila propulsora inventada por Frank, e o chiclete do protagonista é o mesmo que a Casey carrega.

– quando pronunciamos “Casey” ao contrário, vira “Isaac”; o sobrenome é o mesmo: Newton. E, conforme vemos na Torre Eiffel, ele foi um dos primeiros que tinham acesso à Tomorrowland.

– Hugh Laurie ficou conhecido por “Dr. House” (2004-2012) e um monumento cai sobre sua perna, hmmm… piscadela? E quando ele quase fala “Zip-a-dee-doo-dah”? Piscadela!

– nos créditos, diz-se que filmaram no Cabo Canaveral. Mas também em Tomorrowland :)

– muitas referências aos parques Disney! Quando vemos Frank entrando na feira de ciências (que aliás acontecia mesmo em NY nos anos 60), ouvimos “There’s a great big beautiful tomorrow”, tema da atração Carousel of Progress. As armas na loja lembram as de Buzz Lightyear. Athena diz que é um AA (Audio Animatronics), bonecos utilizados em várias atrações dos parques. E, claro, “It’s a small world” é o tradicional ride presente em qualquer Disneylândia do mundo. Tem ainda um coelho da “Alice no país das maravilhas” (1951)**, meio que denunciando que a criança estava prestes a entrar num ride para outro mundo… Euzinha fiquei super feliz de relembrar tanta coisa da minha vidinha lá na Disney World, e imaginei diversas atrações que eles poderiam fazer baseado neste filme – já pensou se aproveitassem a Torre Eiffel do Epcot pra alguma coisa?

tomorrowland-itsasmallworld

– por fim, a mensagem que Walt sempre acreditou: o mundo precisa de mais sonhadores. Faz um tempo que não temos mensagens positivas e otimistas, de esperança – ou é impressão minha? Esse era o lema do próprio criador da Tomorrowland, e para recriá-la, é preciso mesmo recrutar dreamers.

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