Divertidamente

(Inside out / 2015) ****

! Este blog não acredita em Spoilers. Uma coisa é saber o fato, do que vai acontecer. Outra coisa é ver, ouvir, sentir, viver a experiência de se emocionar com o cinema.

2015-divertidamente
Dentre tantas sequels e prequels – que a gente fica até perdido em quantas continuações certos títulos ostentam – é muito difícil ver algo novo nos cinemas. Mas, aleluia! Existe a Pixar. Na verdade, tudo o que você possa imaginar o cinema já produziu, mas uma ideia inventiva aliada à maneira sempre especial com que a Pixar concebe seus filmes meio que dá uma lufada de ar novo pros nossos olhares (e coração). Dias se passaram e ainda reconheço quem é o chefe de comando de certas pessoas (o meu é a Tristeza, certeza – cai no chão e se deixa levar). E rio sozinha pensando que toda mulher deve ter seu “piloto carioca”.

Historinha: Riley é uma garota que se muda de cidade e algo dentro de si também está mudando (com um caos pairando na sala de controle das suas emoções).

:D – privilegiada me senti ao poder ver a animação no original em inglês. Não que eu não goste de dubladores, mas eles escalam um elenco com todo o carinho… a voz da Tristeza é a Phyllis do The Office! A Nojinho é a Kelly Kapoor do mesmo seriado (e, sério, escalação perfeita). Alegria é Amy Poehler de Parks & Recreation, o Medo é o Bill Hader do Saturday Night Live… E ainda tem a piada do “train of thought”! Putz.

– os criadores realmente consultaram especialistas para aquele esquema de guardar memórias de longo prazo e descartar outras memórias durante o sono.

– o jingle de propaganda que fica voltando irracionalmente na nossa mente!!!

– os namorados imaginários!

– o “atalho” e a mudança visual dos personagens: “não, 2D! não, agora sou figurativo!”

– a estação de TV que cria sonhos, com suas lentes especiais!

– a sequência em que criam um pesadelo pra acordar Riley, hilária.

– cada emoção tem sua cor e isso foi uma put@ sacada visual, de identificação imediata. A mesa também vai mudando conforme a emoção que a comanda. E a gente consegue completamente se reconhecer em diversas situações, divertindo-se em pensar quando a “nossa” mesa está dominada por certa emoção. O ápice é já no finalzinho, quando vemos o controle de diversas personagens diferentes (até cachorro e gato! <3)

– a intercalação entre o mundo das emoções e o que acontece na vida de Riley funciona muito bem fazendo todo sentido as ligações criadas (por que ela fica triste, por que ela quer fugir de casa, enquanto as ilhas já formadas vão caindo uma a uma).

– o amigo imaginário – e como às vezes a gente precisa perdê-lo pra poder alçar novos voos.

– como a mesa de controle de uma nova fase fica bem mais complexa!

– e o mais legal de tudo: um filme corajoso em sua mensagem. Em época em que se vende tanto “felicidade”, como um ideal comprável, a mensagem aqui é que a gente precisa, sim, da tristeza também.

 

Nota: antes do filme no cinema passa o curta Lava (2014)*** que pode ser muito brega para alguns, mas deixou meu coração aquecido. O vulcão que canta (em tom havaiano, claro! A ilha dos vulcões) acreditando no amor, mas tem que esperar ela ter força para emergir, e o visual é de encher os olhos, quando os dois se unem. Own.

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