Mad Max: Fury Road

2015
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2015-madmaxfuryroad-poster
 

Esta não é uma crítica, nem resenha, porque convenhamos, quem sou eu pra falar qualquer coisa de um diretor que aos 70 anos consegue entregar pra gente um filme como Mad Max: Estrada da fúria (2015)? Nada, não tenho nada a comentar. Lembro-me de como Martin Scorsese, da mesma forma, me deixou embasbacada com seu O lobo de Wall Street (2013) ***, aos seus 70 anos também. Os velhinhos dando uma verdadeira aula, mostrando pra essa geração que tem tudo tão fácil como é que se faz cinema de verdade. Todo mundo já falou como este filme é fantástico e fiquei semanas pensando nos pontos ruins dele… na verdade, é difícil mesmo. Então, este texto aqui é só pra deixar registrado tudo que a minha memória tão fugaz não permite existir por muito tempo.

:D – George Miller! E sua direção mais do que competente, inventiva, sem medo, louca, voraz. (E suspeito que este é o Mad Max que ele sempre quis fazer).

– Todo o estilão consagrado pelos primeiros filmes, os carros, os desertos, os figurinos/desenho de produção meio trash, meio punk, totalmente apocalíptico.

– A questão ambiental, a água como poder; a cena em que é jorrada uma cachoeira e as massas desesperadas esperam por ela. A esperança, a cena em que a gente encontra o grupo de motoqueiras e encaramos a realidade, e quase acreditamos que elas iam para um infinito de sal. Um roteiro que não te desperdiça.

– A ação quase ininterrupta, com alguns respiros apenas (porque senão nosso coração não aguenta, né). E todo o baile que a câmera conduz, com a combinação de cortes precisos e direções de olhar e espaço tão bem orquestradas (faz a gente até ficar orgulhoso pelo nosso cérebro conseguir acompanhar tanta coisa!).

– Quase todas as cenas! A bolsa de sangue, a perseguição ao caminhão e como somos apresentados aos kamikazes “imortais” de Immortan Joe; a tempestade no deserto, a beleza estética de suas mulheres em contraste àquele deserto árido; a passagem pelo desfiladeiro, o cara da guitarra de fogo, os caras pendurados em varas, até um indício de romance com Nux, o azul e aquela areia movediça que os atrasam tanto, a decisão de voltarem à Cidadela… Eles têm até direito a uma cena à la Os sete samurais (1954)***, o cara desaparece sob a névoa e volta com o trabalho feito – um beijo estalado em George Miller.

– Furiosa!!!!! Charlize Theron é uma das melhores coisas do universo que Hollywood jamais conseguiria produzir, mas produziu. E ela rouba a cena de boa, sem um braço, sem romance nada a ver, sem piedade hipócrita nem dó.

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2 respostas para “Mad Max: Fury Road”

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