Mais posts a resgatar e repensando o cinema

Mais de dois meses sem escrever no blog e, como de praxe, chega a Mostra Internacional de Cinema em SP e me dá vontade de escrever de novo… Embora este ano eu esteja bem enrolada, com muitas atividades no templo. Gravações pro projeto, seminários, trabalhos e mais uma lista de 14 filmes para uma prova da faculdade no início de novembro. TUDO caindo exatamente nestas próximas semanas. Se tá osso? Osso fóssil.

Eu sinceramente não sei o quanto da Mostra vou conseguir acompanhar, talvez eu vá em um ou dois dias, talvez eu compre uma bolsa ou caderninho (porque o poster deste ano é do Martin Scorsese, quem eu amo), mas não garanto nada.

Também muitos posts a resgatar, aniversário, comidinhas por São Paulo, queria comentar os filmes vistos nos últimos meses, queria registrar os semestres da faculdade – honestamente, não garanto nada mesmo.

E, mais uma vez, ô vontade de largar esse curso, hein… Fazer cinema fazia muito mais sentido pra mim quando eu tinha meus 20 anos, mais tempo livre, aquela vontade de mudar o mundo, fazer arte… hoje, tenho um emprego e responsabilidades, como dizia um dia desses a professora de filosofia, aquele rito de passagem pra vida adulta eu já passei. Eu deveria estar pensando em comprar uma casa própria e, na verdade, penso mesmo. Que na verdade eu não sei o quanto deste curso eu vou realmente aproveitar pro resto da minha vida, que eu não vou fazer cinema realmente, grandes filmes que vão inspirar o mundo. E tudo bem, eu sinto contentamento com meu trabalho e estou feliz por tudo o que tenho (não é muito, mas vivo bem). Este é o lugar em que me encontro agora. Lembro de uma conversa que eu estava tendo com um amigo, sobre um outro amigo dele, que tinha se acomodado, casado, com filhos e tinha deixado os estudos. Meu amigo criticava, mas às vezes a gente não precisa do “estrelato” pra ser feliz. Mesmo pequenas coisas podem ser grandes, porque a gente pode ser feliz assim, sim. Acho que é algo que nem todo mundo entende. Que nós podemos, sim, sermos felizes sem ficarmos querendo mais e mais. Com esta sociedade de consumo, em que se é incentivado a ter coisas, status, poder, é difícil entender que é possível nos sentirmos felizes sem ter tudo… Claro que sempre enfrentaremos problemas e desafios, mas acredito que estamos nesta vida pra isso mesmo. Pra sermos felizes e possibilitarmos a outros isso também. O contentamento não é exatamente acomodação, é aprender a ser feliz. Ser feliz com o que se tem, com as pessoas na sua vida, com o que se pode fazer nesta existência.

Eu nunca vou desistir do cinema, porque sempre fez parte do meu lugar feliz. E eu gosto de ver filmes, das ideias e inspirações que o cinema pode me trazer. Mas talvez eu não precise realmente fazer cinema pra ser feliz, ou terminar este curso. Porque hoje eu consigo ver e aceitar outros caminhos também a seguir. Mas sempre vou continuar a ver os filmes e escrever por aqui…

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