E os 3 meses de namoro?

-Vai bem, obrigado.

Nós nos olhamos, com tudo aquilo que existe no mundo pairando. E sorrimos. Fazia tempo que não nos encontrávamos daquele jeito. As mesas ao ar livre, uma limonada, um chá gelado, roupas leves ao vento, óculos de sol, o por-do-sol, a praia.

Então é assim que terminava? Toda aquela nossa grande história de amor, com todos os encontros e desencontros, as esperanças, os sonhos, o destino…? Pois é, Leo. Não vamos mesmo ficar juntos nesta vida.

-Ou, talvez, seja como naquela série… porque, puxa, 3 meses? Como pode ter certeza? Como sabe que é com ele que vai ficar?

-Sei que parece uma frase clichê, mas sabe quando tudo parece que se encaixa no lugar…? E você nem consegue acreditar que está vivendo isso, que encontrou a pessoa que realmente dá certo com você, em tantos pontos. Ele me diz que não consegue imaginar a vida junto de mais ninguém. E gosta de mim com sinceridade. Cuida de mim, se preocupa, conversamos sem grandes entraves. Gosto de ficar com ele. Sinto-me contente por ter uma companhia, finalmente, depois de tantos anos. Alguém com quem eu me sinto bem e posso fazer as coisas juntos. E eu achava que era o Max. Mesmo este ano ainda. Achei que poderíamos dar certo. Mas, então, a vida me trouxe outra pessoa. Que é muito boa para mim.

E aquela vida de celebridade? Tudo bem, ninguém tinha mesmo a ver com a vida particular deles, mas mais cedo ou mais tarde, o mundo saberia. E a julgariam?

Principalmente aquele rapaz inglês, que sempre a insultava e se achava melhor que ela. Ela sabia que ele falar mal dela e não concordar, e não ouvi-la nunca, em parte era dor de cotovelo, era despeito, porque ela não quis ficar com ele. Ao mesmo tempo, era só demonstração de como ele estava sofrendo por dentro. E ela queria tanto poder fazer algo para que ele parasse de sofrer! E que não fosse o tratamento de choque que ela mesma vivera, vendo o Max com outras garotas e finalmente percebendo que ele estava bem, apenas ela é quem não estava. Ele sempre com alguém, feliz, fazendo tanta coisa, e ela sempre sozinha. Talvez esse tenha sido o ponto em que ela tenha finalmente decidido se levantar, fazer outras coisas da vida, tentado mudar e viver mais sua própria vida. Mas será que teria que ser assim com o rapaz inglês?

De fato, ela estava bem. E a vontade de se assentar vinha disso também. O desprendimento daquela velha ideia, conseguir realmente renunciar àquele curso que um dia tinha lhe representado a felicidade na Terra. Agora, a felicidade significava outra coisa. Querer diminuir um pouco a velocidade, apreciar que podia fazer algo para o bem da humanidade (mesmo que fosse em uma escala pequena) e agradecer por tudo… pela saúde, pela família, pelos amigos, pelo amor. Tudo aquilo lhe tinha sido proporcionado após muito “treinamento”, muita luta, perseverança e fé. Os budas tinham lhe oferecido tudo aquilo e agora ela só queria retribuir, ser feliz e compartilhar a felicidade.

Sabia que, mais cedo ou mais tarde, o rapaz inglês superaria os pensamentos fixos, aquelas ideias que a gente por um tempo não consegue largar, para mudar. E que encontraria o amor também, a verdadeira felicidade – assim como aconteceu com ela.

E ela sabia que apesar de não ter virado uma celebridade de Hollywood, fazendo grandes feitos ao lado do Leo DiCaprio, ela estava bem, fazendo a sua parte.

-Sim, mas e os 3 meses de namoro?

As brincadeiras do início, o horóscopo favorável, cinema, caminhada, comidinhas, tomar chuva com tiramissu, estratégias e revelações, bistrô francês, ele lembrar do meu remédio, os cafés, o post!, os filmes pra prova, o café-da-manhã de aniversário, bacio di latte, minha mãe dizendo “estou feliz que você está namorando”, o joguinho Disney, Sensorial – “vou falar pra todo mundo do bar”, compras de mercado, Vão livre do Masp, parque verde….. e a gente ainda tem o resto da vida pra muito mais ;)

Piquenique!

-Mas, Leo. Saiba que você sempre terá um lugarzinho no meu coração e de vez em quando a gente vai parar pra conversar nesse lugar imaginário. E quem sabe? Em outras vidas a gente se encontra de verdade?

(November 11: Happy birthday, Leo!)

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