Se Deus vier que venha armado

Na última quarta-feira, eu tive uma oportunidade inusitada – participar de uma sessão para convidados do filme que estreou na última quinta, “Se Deus vier que venha armado”, do Luis Dantas. Foi bastante divertido, e se outros amigos quiserem me chamar pra eventos assim, aceito de bom grado! Ehe.

Na sessão, que foi no Caixa Belas Artes, estava presente parte da equipe: co-roteirista, diretor, produtor, os principais atores (incluindo o Vinicius de Oliveira, que foi do Central do Brasil e está casado com a moça que faz par com ele neste!), e até o pessoal que fez alguns raps que aparecem no filme. Uma amiga da Kelly namora um dos caras e por isso aproveitamos o convite.

Luis Dantas também foi produtor do filme de um dos meus professores, que estava lá também, mas eu não tive coragem de ir cumprimentar! Achei que ele não ia se lembrar de mim… rs

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Um brinde de divulgação do filme, caixinha de fósforos! Gostei. O tema tem mesmo a ver com um fogo pra explodir.
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Na parte de trás da caixinha, o melhor personagem. E ele manda muito bem na dança!

Sobre o filme em si… Se Deus vier que venha armado (2015) ***

Historinha: um presidiário sai temporariamente para o Dia das Mães e tem um problema com a polícia e o irmão.

:D – o melhor personagem da trama é o coadjuvante: o Palito! Palito é manco, apesar de ser o melhor goleiro da comunidade, participa de um grupo de teatro e tem uma queda pela professora. Acompanha o amigo Damião a princípio com a pureza de uma aventura, mas quando as coisas começam a extrapolar, ele fala pra Damião ficar com a “puta” dele e sai andando pela estrada mesmo manco. Esse sim é um cara de coragem, o contraponto do sistema, dizendo pra gente que nem todo mundo precisa se corromper. E nada mais justo ter sua dança fechando o filme.

-a cena do sonho foi engraçada, pegou o pessoal de surpresa, com o piano ao fundo e movimentos de câmera à la Terrence Malick.

-gosto da dignidade do irmão e como isso dá mais impacto ao que acontece a ele e ao Timão (tudo bem que matar cachorro é o golpe baixo que sempre funciona, e o cachorro é lindo demais…). A carteirinha de presidiário foi um ponto acertado do roteiro.

-elenco no geral trabalhando bem; fotografia com destaque pra cena do motel e a cama girando, e o cara vendendo coco de madrugada ficou interessante. Direção de arte muito crível, inclusive para o núcleo dos policiais.

D: – tem um quê de faroeste, que eu não entendi muito bem a quê. E eu, honestamente, não curti muito o final exagerado do clímax com as granadas… me incomodou um pouco, pareceu um pouco fora do tom a que eles tinham se proposto o filme todo.

-e dependendo de como vão divulgar… é um pouco enganoso achar que tem a ver diretamente com o pcc em São Paulo. É um pano de fundo, com conexões à trama, mas alguém menos informado pode se equivocar com expectativas para o filme.

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