Férias! (?)

Sexta-feira dia 04 eu achei q sairia pulando, “aeee, férias!!!”. Mas então, tivemos que ir também na quarta seguinte pra avaliação de um dos professores que não pôde comparecer na sexta… E foi uma aula aleatória – até recitação de poesia teve! Meio que um resumo do que foi o semestre pra mim.

Um semestre em que eu me senti boiando num vácuo espacial, em que fiquei bem triste por não conseguir ajudar mais no projeto integrador, em que tive muitas dúvidas e a constatação, mais uma vez, de que conciliar tudo o que eu gostaria não é possível e que talvez eu não sirva mesmo pra cinema, e que talvez nem faça mais sentido seguir com isso. Às vezes, a gente tem que saber se desprender de certas coisas. E o ponto de interrogação no início deste post é porque talvez não sejam férias, talvez realmente esse tempo da minha vida tenha acabado.

Investir tanto sacrifício, energia, até dinheiro, teria que ter uma compensação, mas o outro lado da balança não parece ser suficiente para equilibrar. Tenho um amigo que também fez cinema e se frustrou com a profissão, diz que prefere apenas ver os filmes. E eu acabei me encaixando com essa descrição.

Gosto de ver filmes. Mas, honestamente, acho que nunca virei a trabalhar com isso.

É possível que eu esteja cansada e mude de ideia até janeiro?

Hmmm.
Eu diria que um dia, quem sabe, seja possível que eu realmente escreva roteiros. Depois que me aposentar e já tenha mais sabedoria, mais tempo pra me dedicar a ler mais e, assim, escrever mais.

Mas o audiovisual realmente me faria sentido se eu não tivesse um outro emprego, ou tivesse largado tudo pra me dedicar a isso, e teria ainda mais gosto se eu tivesse 20 e poucos anos, com aquela vontade de mudar o mundo…

Daí, pra chutar o balde mesmo – de que me adianta os super filmes profundos? – fui ver uma comédia romântica com o Hugh Grant.

Nesse, quem faz par com ele é a Marisa Tomei. Uma personagem inesperada, é bem mais velha, tem 2 filhas já e tem 2 trabalhos diferentes, e está cursando a universidade (me desculpe, mas isso é completamente irreal e impossível, ou então, coitadas das filhas dessa mulher). Mas nem isso me motivou ou acendeu a centelha de querer continuar.

E nem é porque estou suuuper feliz com meu trabalho. Secretamente, confesso que acho que nosso mundo tá todo errado e as pessoas deveriam trabalhar só 4 horas por dia. Deveríamos ter mais tempo pra dormir, passar com os amigos e a família, fazer algo pelo mundo (plantar árvores, sei lá). A gente trabalha tanto pra quê? Por que é que tem que ser tão sacrificado ter dinheiro sequer para comer? Digo que este mundo tá todo errado. Mas somos bilhões que já aprenderam que é assim e pronto.

Enfim. Penso em parar por aqui e começar um novo tempo da minha vida – vai ver é a idade – em que eu pare um pouco. Parar de querer fazer tanta coisa e ficar louca querendo fazer tanta coisa. Parar um pouco e simplesmente agradecer pela vida. Parar um pouco e ter mais tempo pra conversar mais com os amigos, parar pra ouvir um parente, parar pra ficar só abraçadinho com seu amor.

Para muitos hoje em dia deve ser difícil entender que ser realizado na vida nem é cumprir um grande objetivo, aparecer na mídia, consumir coisas “top”. A realização pode ser simplesmente… viver.

Tudo bem se eu nunca ganhar um Oscar.

O personagem do Hugh Grant, aliás, ganhou um. Mas o mais importante é o que aquele roteiro significava pra ele, o sentimento que tocou outras vidas.

O que eu queria com os filmes era poder levar às pessoas inspirações, histórias que pudessem fazer refletir para que melhoremos como humanos (porque, como já disse, o mundo tá todo errado) e fôssemos mais felizes, e o mundo ficasse um pouquinho melhor. De uma outra forma, eu posso fazer isso. E, por isso, tudo bem se eu não ganhar um Oscar…

 

Virando a página (The rewrite) *** 2015-therewrite

Historinha: um roteirista decadente vai dar aulas em uma universidade.

:D: o diretor Marc Lawrence já fez várias comédias com Hugh Grant, é engraçadinho, tem uns personagens rasos (mesmo o do JK Simmons, apesar de ser engraçado), gosto da agente, que parece genuinamente querer ajudar, da sequência que mostra fatos curiosos da cidade, bem montada, e não muito mais…

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