2 filmes pelos quais eu não tinha dado nada (ah é, o Oscar)

Poucos dias faltam para a maior festa da indústria cinematográfica de Hollywood, e os poucos leitores deste blog devem estar se perguntando: “cadê? cadê os posts sobre os filmes do Oscar?”. Não, eu não fui no show dos Rolling Stones. Bem, eles chegam aqui numa avalanche só, porque vocês sabem que minha única atenção este ano é sobre o Leo :) Ah, claro, e nossa representação brasileira na animação – maior orgulho ever em cerimônias do Oscar, não cansarei de repetir.

E uma das coisas legais de se permitir de vez em quando gastar um pouco mais com cinema é que a gente pode descobrir alguns filmes que provavelmente passariam batido – isso acontece comigo duas vezes por ano, na maratona para o Oscar e na época da Mostra Internacional de Cinema em SP. Estes dois sobre os quais escrevo hoje eu não tinha dado muito valor a princípio, mas quando vi, foi uma boa surpresa!

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Brooklin
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(Brooklyn / 2015) ***

Historinha: uma moça irlandesa  em nova vida nos EUA.

:D – sério, dava nada pra esse filme. Mas com uma premissa tão simples, ele consegue ser tão bem resolvidinho, esteticamente, e ainda faz a gente torcer pelos personagens. Ultimamente só isso já tá difícil.

– adoro os tons de verde! Afinal, ela é irlandesa, essa é a cor do seu país. E se em determinado estado o verde aparece mais escuro, no outro mais vibrante e leve, e as luzes da fotografia realmente valorizam os momentos e sentimentos. Não ficou bonita a cena em que ela consegue passar pela imigração e as portas se abrem com luz? Eu achei bonito.

-sem retoques para os figurinos deliciosos e a ambientação acertada – seja no Brooklyn ou na Irlanda. Que bonito ficou o almoço solidário com canção irlandesa, parece bem daquele jeito mesmo.

-Saoirse me surpreende, porque lembro da menininha talentosa de Desejo e Reparação (2007), ela cresceu e continua talentosa. A dinâmica com o par, a ternura do italianinho, faz toda a diferença, a senhorinha da pensão, a chefe na loja, a mãe triste, elenco acertadinho. E que ano foi esse pra Domhnall Gleeson, hein?! Muito bem como o contraponto na Irlanda, dá uma duvidazinha mesmo sobre o que Eilis deveria escolher.

-acabou o filme e eu comentei com o namorado: “é um filme pra meninas”. Não que homens não possam gostar, mas talvez a gente se identifique melhor com essa trajetória e se emocione em ver como ela amadurece a ponto de ser forte para tomar decisões importantes em sua vida. Aliás, Nick Hornby já tinha nos brindado com Alta Fidelidade (2000) e eu sou uma garota que não achou machista não, apenas os percalços de amadurecer e a sensibilidade existente em pequenos instantes.

Brooklin foi indicado ao Oscar nas categorias: melhor filme, melhor atriz, melhor roteiro adaptado.

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Perdido em Marte
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(The Martian / 2015) ****

Historinha: um astronauta é dado por morto e sobrevive em Marte.

:D – quando este filme estreou nos cinemas, eu pensei “poxa, já fizeram Interestelar (2014), já fizeram Gravidade (2013), acho que o público já cansou, né”. Mas não é que me surpreendi?

-quando o “vilão” não é tão ruim, simplesmente precisa tomar decisões frias.

-quando os cientistas fodões da NASA não sabem o que fazer, ou nas diversas tentativas, nas aparelhagens, nas missões arriscadas – e a gente realmente consegue acreditar em tudo isso. Esse roteiro (embora adaptado) deu trabalho, gente.

-como é indústria, nem precisa comentar que os efeitos especiais dão conta do recado, que o som tá bem colocado, que as câmeras nos dão a visão no ponto certo pra nossa compreensão, que todos os equipamentos e figurinos parecem adequados… precisa?

-Ridley Scott já tá acostumado com tudo isso, areia, naves, grandes cenários, situações limites. E não é que ele conseguiu prender nossa atenção de novo?

-o carisma de Matt Damon e a determinação do seu personagem nos guiam. E me fazem pensar: mesmo que eu tivesse conhecimentos técnicos, será que eu faria tudo aquilo? A capacidade humana é sempre admirável, porque a gente acredita que podem existir pessoas assim mesmo, que lutariam, otimistas.

Perdido em Marte foi indicado ao Oscar para as categorias: melhor filme, ator, roteiro adaptado, mixagem de som, edição de som, efeitos visuais, desenho de produção.

 

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