2 filmes de Oscar para chorar

Todos os anos o Oscar inclui algum filme “alternativo” como uma espécie de representante da categoria e um daqueles bem clássicos, de uma época antiga, pra gente chorar. A gente sabe que eles não vão ganhar necessariamente.

Este ano, em particular, achei a seleção de indicados a melhor filme bem morna. Se bem que talvez seja só eu mesmo, que esteja ficando uma velha chata. É, dever ser isso.

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O quarto de Jack
2015-room-poster (Room / 2015)**

Historinha: uma mãe e um menino presos num quarto e sua readaptação ao mundo.

:D– houve um caso conhecido de uma mãe com sete filhos ter passado 24 anos num galpão – mas nem o livro nem este filme são baseados nessa história (autora e roteirista mesma pessoa). Porém, a gente fica mesmo observando aquilo e indagando como faríamos num confinamento daqueles, (spoiler?) e a situação limítrofe é sensível, há um alívio quando conseguem sair realmente. O filme continua, mostrando que a adaptação ao mundo real não é um final feliz tão rápido quanto a mídia, e talvez isso incomode um pouco o espectador que fica achando que o filme já tinha acabado, mas a intenção de mostrar essa relação difícil fica clara, então acho que chegaram no desconforto que queriam.

-Brie Larson competente, e o garotinho Jacob Trambley realmente impressiona. -as cores e opacidade iniciais ajudam a sentirmos a frustração da mãe, aquele não é um mundo certo. Lá fora, manter a sobriedade, apesar do calor de certos ambientes na casa e interações (o menino com Leo, por exemplo) indicam a percebermos que o mundo também tem seus problemas.

-quando ficamos com o coração na mão quando o menino é agarrado pelo Velho Nick, torcendo por que aquele plano meio louco (fingir de morto, tapete, pular da caminhonete!). Ele cortar o cabelo e enviar para a mãe, funcionou mesmo. E pontual ela sendo entrevistada, querer apagar um pai.

D:– se no início nos prendemos à exploração daquela situação, descobrindo como eles vivem e indagando o que aconteceu, a segunda parte se estende demais.

-sim, eu chorei junto com o menininho.

O quarto de Jack foi indicado ao Oscar nas categorias:  melhor filme, diretor, atriz e roteiro adaptado.

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A garota dinamarquesa 2015-thedanishgirl-poster
(The Danish girl/ 2015) **

Historinha: um pintor e a esposa no primeiro caso de cirurgia para transgênero.

:D-os figurinos, a reconstituição de época. Porque tinha quadros do filme que pareciam pinturas de época, sentimos um certo glamour da Paris artista, a casa meio vazia dos pintores nos parece ter sido assim mesmo, design de produção teve pesquisa.

-o tema tratado dá destaque para pessoas que ainda hoje sofrem preconceito, imagina se naquela época ele realmente não seria tachado por vários médicos como insano ou passado por “tratamentos”completamente impertinentes?

-eu chorei com tamanha garra da Gerda (Alicia Vikander)… pra mim, o que resume o filme é ele dizer lá pelo final: “o que eu fiz para merecer tanto amor?”. Realmente, o quê? Amor assim é demais, eu não aguentaria.

D: – Eddie Redmayne se esforça, mas… tanto?

-a música não me parece estar muito certa? (bem, sou bem leiga nisso).

A garota dinamarquesa foi indicado ao Oscar nas categorias: ator, atriz coadjuvante, figurino, desenho de produção.

 

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