Mogli – o menino lobo

(The jungle book / 2016)

2016-thejunglebook-poster

Historinha: um menino adotado por uma alcateia tem de sobreviver na floresta pela ameaça de um tigre que domina a região.

:D – quem diria que o cara de Homem de ferro (2008) e Chef (2014) gostava tanto de Disney? Fiquei sabendo por este filme, e sinto em boa parte dele uma certa homenagem à animação de 1967 do estúdio. Mas, convenhamos, esse de 1967 nem era tãooo legal assim, né? Não ficaram com a gente aquelas cenas memoráveis como acontece com outros clássicos Disney, e eu me surpreendi em como ficou boa essa nova adaptação do livro de Rudyard Kipling!

-pra começarmos a falar desta versão, temos que mencionar os efeitos visuais. Todos os animais são CGI e até a floresta foi criada, mas nunca temos a sensação de que aquele ambiente é falso e parece mesmo que poderíamos conversar com Baguera ou Balu. As cenas de ação ou tensão funcionam bem, a tecnologia realmente ajudou a trazer um filme mais ágil e que prende nossa atenção. Vide a cena da manada no desfiladeiro… O Rei Leão (1994) parece mais tenso ainda, agora?

-aliás, impressionante o impacto do gigante King Louie, pra quem um mamão papaia é migalha, e a “sedução” da cobra Kaa trazendo de quebra parte da história de Mogli pra entendermos melhor os motivos do tigre. A importância da “flor vermelha”, que é um dos diferenciais humanos, faz muito mais sentido. Mudanças bem vindas de enredo.

-escalação idem, não temos nem o que falar de Bill Murray, cuja personalidade casa perfeitamente com a do Balu, né? E tinha que ter algum “indiano”, já que a floresta original supostamente é de lá (Ben Kingsley faz a voz do Baguera).

-e não tem chororô pra quem é meio nostálgico, porque ficou surreal o Mogli sentado no barrigão do Balu, nadando e cantando “The bare necessities”! Era a canção mais legal. Mas aqui e ali tem pequenas homenagens, Favreau soube muito bem respeitar as crianças (hoje crescidinhas) que gostavam daquela outra versão.

***

Claro que Mogli não se comporta como os lobos, mas tem suas características próprias e únicas. O engenho humano, capaz de criar ferramentas para auxiliar em tarefas que parecem impossíveis (buscar aquele mel!), não é de todo o ruim se usado para o bem (elefantinhu fofu. ôpa, me empolguei. Vamos respeitar os elefantes). No Budismo que sigo, diz-se que todos nós possuímos uma natureza como a de Buda, algo de bom em nossa essência e que pode ser expressa ainda melhor se soubermos aproveitar nossas qualidades únicas. Cada um de nós possui talentos e qualidades que talvez outros não tenham – e podem ser muito bons para o mundo ao redor. Já pensou em qual a sua?

 

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