Doutor Estranho

(Doctor Strange / 2016) ***

2016-drstrange

 

E não é que eu dropei legal a 40a Mostra de cinema em São Paulo? Não foi por nenhum motivo nobre (namorado não aguenta ver esses filmes da Mostra?), simplesmente acabei não vendo mais nada, que coisa.

O que não significa que eu não tenha ido ao cinema e me divertido pacas. Pois é, creio que eu não sirvo mesmo para o lado cult do cinema, the force is not so strong in this one. Fui ver Doutor Estranho e me julguem, eu me diverti bastante, adoro os primeiros filmes que explicam como surgem esses heróis.

 

:D – não tinha nos quadrinhos? Tô nem aí. A-do-rei a capa do doutor ter vontade própria, aliás, agora sim uma capa de super-herói que faz sentido ele ter que usar (Super-homem precisa mesmo de capa? Pra quê?).

-no clímax, a cena de ação em que o ambiente dá fast rewind enquanto a gente ainda tem que se preocupar com os mocinhos.

– como eles elevam à enésima potência o mesmo efeito de A Origem (2010)****, da arquitetura quebrando a cidade como um caleidoscópio.

-que esse cara de nome difícil, Benedict Cumberbatch, tenha feito o personagem principal, e não tenha ficado piegas o médico arrogante que perdeu a habilidade nas mãos, mas realmente entendemos seu desespero em querer ir até o fim do mundo (porque existem pessoas que tem um dom pra esta vida). E que o outro cara de nome difícil, Chiwetel Ejiofor, realmente confirmou meus poderes místicos de previsão quando ele se despede, eu disse “ele vai estar na continuação”, e após os créditos…

-também gosto da motivação do Kaecilius, pô descobre que a mestra na verdade drena força do outro lado e imagina uma vida em que tempo não faz diferença? É um vilão legal, vai.

-uma das coisas que gosto nesses filmes que explicam a origem dos heróis é ver o treinamento deles e como nós vamos também conhecendo com eles um outro universo. Gosto que o doutor seja inteligente e devore os livros, gosto de conhecer o universo em que armas são feitas com o poder da mente, gosto daquelas janelas que dão pra ambientes diferentes (tipo O Castelo Animado (2004)****, gira uma alavanca e tá em outro lugar).

-ou seja, não reclamo da direção de arte, nem dos efeitos visuais, nem do ritmo que não cansou e deixou a gente mastigar pipoca e se surpreender a cada cena com alguma coisa (embora aquelas faíscas das armas às vezes atrapalhavam nossa visão das lutas).

D: – mas… confesso que não gostei da mestra anciã. Me lembrou O último mestre do ar (2010)**.

-e confesso que não entendi direito a resolução com o tal Dormammu. O cara não é o tão poderosão que pra ele tempo não faz diferença? Daí ele fica irritadinhu porque caiu num loop infinito? Como ele não consegue desfazer esse loop? Ainda mais quando o Estranho morre? Ele calculou certinho o tempo pro feitiço recomeçar? Ou o feitiço foi posto pra toda vez que ele morresse automaticamente? Como? Como? Ah, sei lá, sou muito burrrrrra pra isso.

-pôxa, o par da Sandra Bullock em Miss Simpatia (2000) *** só tava usando um poderzinho pra jogar basquete, sacanagem.

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