Aé Sagarana

Rua Aspicuelta, 268

O bairro da Vila Madalena em São Paulo é conhecido pelos seus diversos bares e outras casas diferentonas. Entre as diversas opções, uma tinha chamado a atenção porque figurava aí pela rede como um dos melhores burguers da cidade. Olha, este blog aqui não é pago, a gente escreve só do que a gente gosta, então, jogando a real, já adianto que… nah. Talvez o que eu andei lendo por aí esteja desatualizado, mas num é tudo isso naum.

Pois é, o Empório Sagarana parece ser um lugar trem de bom com inspiração em Minas Gerais, e o irmão mais novinho do outro lado da rua, o Aé Sagarana, tem uma enorme variedade de cachaças e mais de 20 torneiras de chope – parece trem de bom pra quem quer beber, mas aqui eu estou é contando sobre burguers. E era na fachada do Aé Sagarana que vimos escrito “burguer”, então foi pra lá mesmo que fomos.
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Nós chegamos num sábado à tarde, na verdade era quase 19h, mas com o horário de verão, ainda era à tarde. O lugar estava vazio, com várias mesas disponíveis, e pudemos escolher, ficamos na parte de dentro. O menu deles é bem simples, de aperitivos e sandubas, e as cervejas podemos escolher pelo cardápio escrito com giz na parede.

Lembrando que Sagarana é também um livro do Guimarães Rosa, um poeta do sertão de quem gosto muito. Contando isso, legal a decoração inspirada no sertão, com cabeça de boi, um jeitão rústico com mesas de madeira de formas variadas, banquinhos de couro de vaca, uma variedade de cachaças na parede.
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O menu, combinando, tem que ser bem simples. E na verdade, essa parte eu gostei.

Como não tinha muita opção de bebida sem álcool (só suco de laranja), eu pedi uma sidra, que dizia ser de sabor abacaxi com hibisco (não senti nem um nem outro gosto). Como tem tantas opções de cervejas, talvez eles pudessem recomendar algumas específicas pra acompanhar o burguer, hein? Tem casas que fazem isso.

E de entrada nós pedimos uma porção mix de batatas, porque além da batata rústica, vinha a doce e um tal de chips de jiló. Até que era uma porção grande, dá tranquilo pra duas ou três pessoas (mas também, 30 R$ uma porção…). Eu não gostei muito do molhinho vermelho (será que era um ketchup artesanal? Mas era doce demais…)
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E agora, vamos aos burguers?  Os nossos pedidos foram:

1)O Sagaburguer, com queijo canastra, pancetta e ovo, no pão de aipim.

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Por que o ovo vem fora do lanche? Eu não sei. É pra realçar mais o sabor de… eu não sei. Algum chefe aí me explica. A maionese verde nem vem mais em potinho, vem um pouquinho assim no pires. Ela não é ruim, mas já provei melhores, com mais consistência e sabor.

 

2)O Chulé, com blue cheese, pancetta, couve frita.

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O mais gostoso neste sanduba é a couve frita, crocantizinha, e ameniza um pouquinho o sabor forte do blue cheese.

Mas, na real? Achei o pão muito massudo. O pão é alto e deixa o lanche alto, talvez achassem necessário para “segurar” o burguer. João comentou depois que parecia que tinham me dado um pão véio. Nós pedimos a carne “ao ponto”, como sempre, só que pra comer, como o lanche é alto, eu tive que apertar o lanche, e daí vazou um monte de água e sangue… (na foto acho que não dá pra ver direito, mas vazou). Não sei vocês, mas eu já provei lanche ao ponto que não precisa de um pãozão porque vaza, e é suculento e gostoso de comer mesmo assim.
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Ou seja, infelizmente foi meio decepcionante esta experiência. Eu não aprovei muito nem a carne, nem o pão, nem nem a maionese… e era pra ser um dos melhores hambúrgueres da cidade, entendem?

Nós ainda pedimos um pudim de leite com cardamomo (no menu, era a única opção de sobremesa que tinha, depois o atendente veio falando que tinha brownie com sorvete também). Tava bom, mas achei que “cardamomo” era só pra enfeitar um pouco o nome, gosto de pudim comum.

E tinha um charminho para as mesas na parte externa, que ofereciam uma mantinha caso o tempo esfrie. Infelizmente, os diversos “charminhos” não me convenceram, e não quero voltar mais. Mas vá você e experimente, talvez tenha sido um dia ruim, e funciona mais se a pessoa já vai pra beber mesmo, o burguer sendo só uma opção de comida, e não o foco.

 

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