Ano Novo e Globo de Ouro

Cá estou eu acompanhando o Globo de Ouro pela primeira vez na vida (é, gentem, eu nunca tive TNT antes). Este início de ano foi tão corrido que nem consegui cumprimentar as pessoas direito pelo Ano Novo, trabalhei desde o dia 1º e tenho trabalhado até tarde, se eu já estava cansada e querendo férias antes, imaginem como estou quebrada.

E eu trabalhei hoje? Claro que sim. E cá estou eu. Tenho quase certeza de que se os caminhos do mundo tivessem sido diferentes, eu não ligaria de ficar trabalhando muitas horas fazendo edição de filmes, simplesmente porque amo o cinema.

Não que o Globo de Ouro dê muita “credibilidade” para esse amor, se é que vocês entendem. O Ligado em série passou vários artigos pelo twitter sobre como os votantes dos globos podem ser comprados, e são só uns 80 votantes contra uns 6.000 do Oscar… por aí vocês veem.

Mas depois de semanas bem cansativas, acho que eu merecia tirar um pouquinho de tempo para algo que gosto, ver o que anda acontecendo na TV e cinema, e imaginar que este ano eu vou conseguir acompanhar melhor. Estive tão distante deles quanto dos amigos, e neste 2017 eu só quero um pouquinho mais dessas coisas que fazem bem ao meu coração.

Depois desta noite é claro que vou ter que ver “La la land”. Mas como foi bom ver Hugh Laurie falando um pouco de política – como tem que ser. E até gostei da sequência musical que Jimmy Fallon fez no início, embora Steve Carell e Kristen Wiig falando de animação tenha sido mais engraçado (em silêncio!) do que qualquer outra coisa que o apresentador tenha feito. Steve Carell forever no coração. E gostei de ver Warren Beatty e Annette Bening, ainda juntos, um casal de compostura – Goldie Hawn e Kurt Russell ainda juntos também, mas sem tanta elegância. Até gostei do vestido da Emma Stone e como Verhoeven se derrete por Isabelle Huppert – e a animação dela ao ganhar, hein? Gostei que decidiram homenagear Meryl Streep, que realmente fez trabalhos notáveis e vemos que usa seu reconhecimento adquirido para uma consciência maior.

Também gosto que os globos tenham categoria separada entre comédia e drama. Ah! E até da propaganda da Heineken eu gostei, com o Benicio fazendo uma dancinha.

É isso aí, pessoal. Independente das diversas metas para 2017, só espero que este ano seja um pouquinho menos triste e depressivo que foi 2016 (pra mim). E acho que nisso a festa do Globo de Ouro deste ano (com um ano de eleição de Trump e todo o mais) está combinando com meus sentimentos, de querer uma esperança renovada, uma cura e alívio, um momento mais alto astral. Que venha 2017.

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