Eu queria mesmo é falar de American Gods (mas este cansaço é diabetes? Por que o metrô de John Wick 2 é tão bonito? O último episódio de Master Chefe foi pra tirar a Yuko!)

Dois meses sem postar nada e… na verdade, não é que a gente não tenha assunto, é que acabei mais uma maratona e estou naquele momento de não saber o que fazer. Eu, que faço maratona pro Oscar, e maratonas de séries, como seria diferente? – teve a maratona do casamento. 2 meses pra pensar, organizar, preparar, decidir, realizar tudo… foi o civil e uma tarde festiva em São Paulo, o religioso em Nova York, bênção católica e almoço em Belém…

E agora que estou de volta, eu deveria estar super animada para uma nova fase de vida, querendo fazer várias coisas, certo? Só que… não. Eu não sei o que acontece comigo, mas sinto-me exausta, sem vontade de fazer coisa alguma, quero nada. Não tenho disposição para trabalhar, sinto que tenho passado os últimos dias inutilmente, hoje fui ver meu contrato de Fies, se eu tivesse continuado a faculdade, estaria no último ano… mas o que é que eu quero mesmo da vida? Eu já não sei mais.

É tão difícil isso, você passa a vida inteira acreditando que existe um sentido para sua existência, um grande sonho que é sua realização, que é sua missão na Terra. Porém, nada aconteceu, você vira um desses personagens de filmes indies americanos, meio losers, meio perdidos e… e aí?

Talvez isso seja mal do século, percebo ser um tema que vem se tornando recorrente. Outro dia vi “Encalhados” (Laggies/2017), que é mais sobre essa personagem da Keira Knightley que já tem certa idade, não tanto sobre estar encalhado no amor. Ela não tem um propósito e não se encaixa na estabilidade madura das outras de sua idade… E, envergonho-me em dizer, muitas vezes tenho essa vontade de só me deixar fazer qualquer coisa da vida, qualquer emprego que a sociedade vê como “medíocre”, mas o que é que tem? Mesmo as pequenas funções precisam ser cumpridas por alguém, nesta grande máquina do mundo.

Por que existe uma supervalorização da funcionalidade? Não era pra ser assim, progrediríamos na tecnologia pra trabalharmos menos, só o que vejo é mais pressão e pessoas cobrando coisas, você tem que cumprir um status social – o que a gente quer mais não é ter tempo pra fazer o que gosta, pra descansar e ter boa saúde, pra dar atenção aos amigos e à família? Eu já não sei se consigo mais “cumprir o protocolo” e ter que querer me matar pra entregar resultados. Sorry, talvez ter visto as duas primeiras temporadas de “Black Mirror” (2011-) em tão pouco tempo esteja me influenciando demais. Taí uma série que rende muita reflexão, talvez ganhe um post só pra ela.

Talvez seja a diabetes? Eu não tenho feito dieta nem tomado os remédios direito nos últimos meses. Sinto que tenho mais sede, será que esta exaustão, a canseira, é só um sintoma da diabetes? Essa doença que dizem estar virando epidemia, outro dia vi no Netflix o documentário “What the health” (2017), talvez eu devesse me focar nisso agora, levar uma vida mais saudável, exercícios, tentar uma dieta vegana? O doc tem uns momentos um tanto forçosos, mas fatos interessantes também, e dá vontade mesmo de adotar uma dieta com base em plantas, tem o caso daquelas pessoas com ótimos resultados em questão de poucas semanas, e você começa a pensar no impacto ambiental, no mundo. A dureza é pensar se realmente consigo tirar todas essas coisas gostosas da vida; eu amo queijo, gente…

E já que estamos falando de comida, tranquilinha a série “Midnight dinner: Tokyo stories“, que a cada episódio mostra a história de um cliente desse pequeno restaurante japonês que abre de madrugada. Tem muito da cultura japonesa, então acredito que tenha situações que até pareçam estranhas aos olhos ocidentais, mas eu gosto de ver alguns pratos preparados e esses personagens inusitados com questões amorosas, familiares.

Nos últimos meses também estive acompanhando a temporada atual de Master Chefe Brasil, nunca tinha visto esse tipo de programa e me empolguei em ver os pratos que o pessoal cria, as reações dos jurados e os desafios propostos. Só que no último eles meio que forçaram a barra da manipulação (na minha humilde opinião), não dava pra uma tailandesa fazer um PF melhor que duas brasileiras que tiveram um bom desempenho até agora. Eu meio que pensei: “criaram essa prova só pra eliminar a Yuko. Com uma prova dessas, todo mundo vai entender que ela saiu. Ela já ganhou sua popularidade, mais views no YouTube, já tá bom, mas ela é estrangeira e este é Master Chefe Brasil. Já deu”. E foi batata. E eu acho que não vou mais ver o programa, porque fica meio que “marmelada”, meio que induzido demais, sei lá.

Antes de viajar eu também vi de sopetão “Sense 8” e me choquei um pouquinho só quando falaram que foi cancelada (mas imagina os gastos pra se fazer essa série, meu povo!). Só fiquei com pena porque queria ter visto a conclusão que os criadores tinham pensado, mas… eu gostava dos Wachowski quando ainda não eram as irmãs, eu gostei foi de Matrix (1999)…

Aliás, quantas referências à Matrix em “John Wick: chapter 2” (2017), não? O roteirista e/ou diretor devem de adorar o filme. Se bem que foi legal ver o Lawrence Fishburn dividindo o espaço de tela com Keanu Reeves de novo. O que eu lembrava do primeiro filme era de toda uma sociedade secreta, daí o cara aposentado sai matando por causa do cachorro morto… era isso? Nesta continuação, ele ainda é “o cara” lendário e leva umas belas surras, até que gostei da ambientação em Roma, belo quadro da morte na banheira; a gente foi pra Nova York recentemente, dá pra reconhecer, mas esse metrô tão limpo e moderno eu não vi não!; já a exposição com espelhos foi muito demorada e deixa a nossa cabeça meio confusa, eu acho.

Este post não poderia terminar de outra forma exceto com Keanu? Eu não sei se já cheguei a escrever por aqui ou simplesmente falar por aí o quanto gosto desse carinha? É um daqueles mistérios do mundo, né, ele não sabe atuar, sempre tem a mesma cara, não consegue passar emoção ou se impor na presença, mas… continua fazendo filmes e todo mundo parece gostar de vê-lo em cena. Recentemente eu vi “Filha de Deus” (Exposed/2016), que é tão fraquinho… um filme que demora a passar, tem o cara que morreu na guerra, tem o policial corrupto e ficamos um pouquinho perturbados, mas no final, a vida real. Vejo nas escolhas do Keanu sempre um interesse por algo fora do comum e por uma trama intrigante. E ele não tem medo de cenas violentas ou pontos que poderiam ser polêmicos, em personagens que não são infalíveis – ah, como eu achei interessante o “Advogado do diabo” (1997)*** contra Al Pacino! E quantas vezes eu revi “Velocidade Máxima” (Speed/1994)***, aquelas pessoas comuns tentando o extraordinário. E amei ver romances também, repetindo o par com Sandra Bullock e Charlize Theron. O ser humano é triste, falho e complexo – comentário muito profundo para “Caçadores de emoção (Point break/1991)**? No meu caso em particular, talvez eu tenha me afeiçoado porque bem criança ele tenha sido o Buda (Little Buddha/1993)***, e na minha adolescência ele foi Neo. Não tem como, né? Depois a gente fica sabendo da sua história de vida real e se condói. E torce pra que esse cara que é gente como a gente, de boas, consiga ser feliz, apesar de tudo. Acho que deve ser coisa de certos virginianos, que já tem uma aura melancólica imbuída – e eu me incluo nessa categoria. Acho que gostamos de ver é isso, a humanidade de sermos simplesmente nós, mas apesar de tudo, temos que continuar. Não sabemos exatamente pra quê, a vida é uma passagem, uma viagem, transitória; o ser humano é triste, mas estamos aí aprendendo; e todos nós somos os escolhidos, de alguma forma, na nossa própria jornada.

 

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