(eu sou uma farsa) De canção em canção

(Song to song/ 2017)*

Eu sou uma farsa. É isso. Por anos eu disse que meu sonho era fazer cinema, mas talvez eu tenha mentido pra mim mesma toda a vida e eu não tô nem aí mais. Eu não gosto de “filmes de arte”, prontofalei. Eu não entendo, eu não tenho mais paciência pra Terrence Malick, acho que eram outros tempos a minha vida em 2011, quando super elogiei “A árvore da vida“. Não reclamo mais se ele quiser ficar 10 anos de novo sem fazer filme. Percebi que gosto mesmo é de um blockbuster, uma comédia romântica só pra espairecer, por isso vou escrever sobre o novo Jumanji, que me apeteceu pacas, e Sing Street, que esse tal de John Carney ganhou meu coração só com 3 filmes. Eu não nasci mesmo pra fazer cinema, então deixa eu ser feliz.

Porque olha… é um teste de paciência, hein? Cansei desses cacoetes de câmera que ele deve chamar de estilo, e as frases soltas em off, e as imagens fragmentadas e neste ainda colocam várias figurinhas famosas que não acrescentam nada de excepcional à filmografia que já tinham antes (vamos ver Val Kilmer em The Doors?). Eu queria ver um filme sobre música, achava até que poderia ser uma ode à isso, mas que nada. E esses casarões e mansões chiques, quer dizer que a pessoa fica rica, num consegue mais sentir nada, perde a noção e a gente também perde empatia por qualquer um deles? Tudo bem, tem algumas cenas aqui e ali plasticamente bonitas, mas o filme se sente muito mais longo do que suas horas de duração. Dropei Malick.

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