Stan Lee e a “limpa” do próximo mês no blog

Puxa, eu queria escrever um post mais decente no blog, algo bem legal para o Stan Lee. É uma daquelas mortes que a gente não espera, mas na verdade não me surpreendeu tanto assim – 95 anos e pra mim, ele se divertiu um bocado e aproveitou bem a vida aqui na Terra. Horas depois que fiquei sabendo no dia, fui ver e já pipocavam listas na internet das pontas que o criador de quadrinhos mais famoso da atualidade fez nos filmes relacionados à Marvel. E não é? Uma das coisas mais divertidas era ficar esperando pra ver onde é que o Stan Lee ia aparecer!

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Seja como um Larry King, um Hugh Hefner, pra cortar o cabelo do Thor, como DJ…e eu meio que fiz uma “homenagem” à minha maneira revendo “Big Hero 6“, pra mim é o melhor cameo! Ele mesmo é um herói (e não é na vida real mesmo? Só por ter criado tantos supers pra gente) e até ensina o filho a usar a cueca eco-friendly hahaha. Lembro-me quando Robin Williams partiu eu fiz um post especial para ele, desta vez estou menos inspirada, mas com certeza teríamos uma daquelas conversas divertidas que eu costumava fazer anos e anos atrás…

***

Sim, por falar nisso, este mês recebi a notícia de que o Flickr vai mudar. É uma plataforma que eu uso para fazer meu próprio “álbum de figurinhas” com os cartazes dos que vi no cinema, e também ilustram os posts por aqui, eu tava super tranquilona com meu 1 tera de espaço até que… bem, decidiram limitar se não pagarmos por um plano, e com quase 10 anos desde meu registro, eu tenho umas 1.300 fotos por lá… Resultado: vou ter que sair apagando várias coisas.

Este ano também mudaram a questão do compartilhamento dos posts, do WordPress para o Facebook, a vida de blogueira não anda fácil… daí, claro que passa pela cabeça alguns pensamentos existenciais, “pra que eu faço isso mesmo? será que continuo com o blog?”, eu poderia simplesmente largar mão de tudo. Na verdade nunca fui muito de usar o Facebook (e faz anos que não entro), nem na época “áurea” do Orkut eu usava muito Orkut… Hoje em dia tem muita gente que ganha algo por ser blogueiro, o que não é o meu caso. E se depois de tantos anos com sites e blogs ainda estou neste patamar, é porque eu não devo ser muito boa nisso, acho que não sirvo bem pra isso também…

(não me espanta que essa seja meio que a lógica de eu querer largar meu serviço)

E eu confesso a verdade para vocês: tenho medo de largar o serviço e entrar numa depressão ainda mais profunda e pior, com a sensação de ter absolutamente nada para fazer desta vida, que pouco importaria esta existência.

Pois aí é que está. Mesmo sem as fotos pra dar um “tchã” no visual, eu prefiro escrever. Eu preciso escrever. Eu já contei para vocês que quando estava no segundo ano da escola ganhei um prêmio de uma das melhores redações do ano? Depois no quarto ano, a professora também leu uma minha em voz alta e os outros colegas gostaram muito, imaginando quem é que tinha escrito.

Quando eu morava no Japão eu fingia que estava me preparando para escrever roteiros para cinema, quando eu fiz cursinho eu escrevia poemas, quando eu fiz faculdade, não tinha problemas nos trabalhos e eu também me aventurava em alguns contos de vez em quando.

Mesmo que seja a mais ínfima possibilidade de algum leitor perdido por aí no cyberspaço ler algum texto e se comover, só essa esperança já me deixa me sentindo melhor. Mesmo que eu não ganhe nada com isso.

Algumas pessoas, como o Stan Lee, são tão boas e sabem explorar bem os seus talentos, ficam conhecidas e ganham voz no mundo. Mas assim como enfatizam em Nasce uma estrela (A star is born/2018) – quanta gente talentosa existe por aí afora e acaba nunca sendo conhecida, certo? Não significa que cada um de nós não tenha algum talento em especial. Cada um de nós tem uma qualidade única, ou talvez várias – esse é um ensinamento budista em que eu acredito de verdade.

Mesmo que eu nunca ganhe voz no mundo como a Ally, como eu escrevi em algum post recente, é imprescindível que a gente se permita tirar um tempo e fazer algo que gosta.

Tanta ladainha pra…? É, o blog continua. Mas nas próximas semanas vou dar uma “limpa” em alguns posts. Sei que tem pessoas que visitam os posts sobre os lugares de comidinhas, de hambúrgueres, mas como esses posts também ficam defasados, eles vão ser retirados aos poucos. Os comentários dos filmes por um tempo virão sem foto alguma, os posts que já tinham o poster para ilustrar também ficará só o texto. O blog que eu tinha criado só para falar da diabetes já foi desfeito, não só porque eu não estava dando conta de ficar escrevendo, mas o propósito de me ajudar no controle também não estava dando certo. Ainda vou pensar em alguma solução para os relatos de viagens, pois são os que mais me tomam espaço de fotos.

É claro, eu poderia adquirir um plano pago para o compartilhamento de imagens, mas no momento minha situação financeira está um pouco incerta.

O blog continua, mas talvez seja mais um dos sinais dos tempos de que eu preciso mudar. De alguma forma. Mais um ponto de virada na vida, partir para outra grande aventura, porque foi uma longa jornada dos anos de 2007 pra cá, e já faz um tempo que eu venho precisando mudar e me reinventar. Será que vai continuar só na teoria, ou realmente vou conseguir realizar alguma coisa?

Outro dia estava lá esta frase na rua: “Se você não muda, tudo se repete”.

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