Globo de Ouro 2021 e a maior variedade entre os indicados

Esta semana foram anunciados os indicados ao Oscar, mas estou aqui registrando algo sobre o Globo de Ouro somente para aproveitar a deixa e comentar rapidinho sobre algumas indicações que já estão aí, na corrida pelo ouro mais conhecida do cinema mundial. Assim meio sem querer querendo, já comecei minha maratona anual devido ao Globo de Ouro (tudo bem, eu sei que nem se compara o número de votantes de cada um), já estou na metade do caminho!

Aliás, como teríamos um intervalo maior aí entre os Golden Globes e o Oscar, meio que fui indulgente e me permiti até tentar ver o Critics’ Choice Awards (dormi no meio), apenas para me decepcionar um pouco, porque não sabia que tem vários prêmios que eles nem entregam na hora, só anunciaram numa lista. E achei que tenta ser engraçadinho mas não consegue – bem, talvez isso seja simplesmente porque eu acompanhei com a interpretação em português, e por mais que os tradutores se esforcem, piadas realmente são muito difíceis de funcionar transpostas nessas condições.

Algo que senti falta ao ver o Globo de Ouro este ano, pra mim sempre era meio que uma oportunidade de a gente participar de uma festinha junto das celebridades, nada para se levar muito a sério; daí, como a festa teve que ser virtual devido à pandemia que vivemos (e revivemos, e revivemos), acho que faltou um pouco desse climinha mais descontraído, com a plateia dando risadas das piadinhas. Bom que teve pelo menos um ganhador que brindou com champanhe – e direito a Bill Murray brindando de volta com seu próprio drink (onde ele estava? Relaxando em Miami?).

Desta vez também não teve “olha que vestido espetacular!”, mas pelo menos euzinha fiquei é gostando de observar as casas ou pelo menos o fundo escolhido por cada um para a ocasião. Uma graça a Jodie Foster e a companheira vestidas de pijamas e o cãozinho com lencinho combinando. E eu imaginava que a família era grande, mas ao ver Goldie Hawn, Kurt Russell e Kate Hudson compartilhando o momento, xenti, isso é aglomeração, hein! Jason Sudeikis também fez muito sentido com seus moletonzinhos (look tão aprovado que foi usado também no Critics).

Sim, adorei o discurso da Catherine O’hara (querida desde Esqueceram de mim, nem vou contar Beetlejuice), com o marido cortando-a levantando a música como se fosse uma grande premiação temporizada pela orquestra, meu favorito da noite. Um prêmio que me deixou contente, também levando o Critics’, foi para O gâmbito da rainha, porque realmente foi uma série inusitada, bem cuidada, muito primorosa.

Tina e Amy fizeram uma boa apresentação inicial, sem insultos gratuitos, e foi ótimo já ter partido deles um compromisso por mais diversidade entre os membros da Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood. A questão da “corrupção” eu nem sei se realmente vale a pena a gente se exaurir, né, presentinhos e cada um tem sua consciência, sei lá, pra mim é como política, melhor não mexer muito no andor porque eu nem domino tanto assim do caldo. Cinema e séries pra mim são meu lugar feliz, então deixo essas conversas pra quem realmente influencia opiniões.

Um ponto que achei bem interessante é que entre os indicados me parece que há um reflexo de todo o movimento em defesa dos negros, todos os protestos #blacklivesmatter parece que deram resultados por aqui também. Embora tenha me incomodado um pouco ter 4 candidatos de melhor elenco no Critics’ compostos por negros e o vencedor ter sido Os 7 de Chicago – claro, esse conjunto de atores trabalhou muito bem, só estou pontuando… e, bem, esse filme também inclui o tema.

Realmente sinto que há mais representatividade e variedade entre os indicados, um novo fôlego aí pra gente acreditar que finalmente poderemos ver reconhecimento de qualquer filme, são os filmes para todos. Adoro ver diretoras mulheres e mais presença asiática também. Não sei por quê, mas sinto que a inclusão de Minari por aí também tenha ligação com o surpreendente e histórico Oscar para Parasita ano passado.

Quando eu era criança e sonhava em ser diretora de cinema, imaginava que seria uma exceção, uma pioneira, espécie de desbravadora, porque quase nem ouvia falar de mulheres diretoras de cinema. Daí outro dia eu tava até vendo uma comédia romântica pra ver algum trabalho anterior da Jac Schaeffer, e não foi o primeiro caso de uma mulher que tem no histórico comédia romântica, euzinha mesma me imaginei que poderia era começar por aí. Hoje em dia eu já nem acredito que um dia vou conseguir fazer cinema, mas dá pra acreditar em diretoras/produtoras/escritoras ganhando Oscar, sim!

Já sabem então que minha torcida vai pra Chloé Zhao este ano, né? Apesar das polêmicas chinesas, porque os EUA também é um país misto como o nosso e deveria mesmo é aproveitar a oportunidade e mostrar pro mundo que a gente não precisa ter só uma cor ou uma etnia pra nos identificar. E o cinema, como todas as artes, é muito maior que tudo isso.

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