Fome de poder / O mínimo para viver

Fome de poder (The founder / 2016)**

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É o filme que me fez querer parar de vez de comer no Mc Donald’s. Bem, isso já tinha me passado pela cabeça antes, que eu nem gosto taaanto assim dos sanduíches deles, se for pra comer hambúrguer, que seja um bom de verdade (porque tem tanta coisa errada num combo pra gente que tem diabetes…). O maridão também já fez o “voto” de nunca comer porque é uma das empresas gigantes que querem dominar o mundo (hahaha, mais ou menos isso).

Daí este filme conta a historinha não dos irmãos que dão nome à lanchonete, mas do cara ambicioso – que quer dominar o mundo. Então… bem, acho que deu pra entender. Ele foi o cara que transformou uma boa ideia de dois irmãos metódicos e persistentes em um sistema, franquia, máquina de dinheiro. Eu gosto bastante do Michael Keaton, que faz o “fundador” do filme – um nome curioso, já que ele não é o verdadeiro fundador e lá pelo final do filme a gente percebe um certo ponto fraco ali na trajetória dele; ah, se ele tivesse nascido com o nome certo!

Porém, seu personagem deixa esse sentimento ambíguo na gente. Pôxa, gostamos dos irmãos Mc Donald’s, que falharam e se reergueram e queriam entregar um hambúrguer gostoso, pensando na qualidade. Daí vem esse cara e praticamente toma tudo deles, então não queremos torcer por esse personagem. Que também tem sua luta, mas também vai lá e dispensa a esposa que sempre tentou apoiá-lo e sofreu com sua ausência. Não sei. É um filme que não deixa a gente muito feliz quando acaba.

Gostei da escalação dos outros atores também, a cena dos irmãos coreografando funcionários num chão riscado de giz é ótima (e me perguntei se realmente aquilo existiu), nos quesitos técnicos tudo ok, mas o que fica é a sensação de que não quero mais comer no Mac.

***

O mínimo para viver (To the bone / 2017) **

Uma coisa a gente tem que admitir. O Netflix às vezes consegue entregar umas produções que tocam em temas delicados e talvez não ganhariam espaço por um estúdio grande ou outro meio. Teve um outro título, The fundamentals of caring (2016), que toca também numa questão delicada, um garoto cadeirante e a relação com um novo cuidador. E até que conseguiram um trabalho bom, cada personagem tem sua bagagem e contribuição na trama, conseguem nossa afeição e interesse.

Já neste filme, eu não sei se ligo tanto assim pro médico vivido por Keanu Reeves (no início não parece tão controverso assim?) e talvez tenham forçado um pouco a mão na “vontade de viver”. A questão delicada aqui é o tratamento da personagem Ellen, que sofre de anorexia nervosa. A anorexia é um tema controverso, e eu não costumo ver filmes do gênero, então o ponto que achei interessante é como eles mostram alguns aspectos reais da doença. Algumas coisas que eu não sabia, como o corpo produzir mais pelo para compensar a falta de gordura para se esquentar; a obsessão com exercícios físicos (corrida ou abdominais sem limites); a maneira de se preocupar incessantemente nas calorias que devem perder. A atriz emagreceu de dar dó, a maquiagem ajuda. Ou seja, conseguem passar que é uma doença, sim, não é “besteira” e não é bonito de se ver.

Talvez um dos problemas do filme seja alguns momentos bizarros. Tudo bem, a causa para Ellen ser anoréxica não é tão simples e plana, esse é um ponto positivo do filme. Mas a cena em que a mãe amamenta a filha, apesar de tocante, é difícil de descrever. E a construção de uma relação de amizade é aceitável para mim, mas aquele colega que era dançarino querer “ir pros finalmente” ali no quintal também foi meio bizarro. A sequência do sonho talvez um pouco exagerada e não tão necessária? E se era pra chegar ao fundo do poço, o que foi a visita à instalação de arte (que na verdade pra mim foi só chuva falsa, mas era arte, né?).

Enfim, talvez seja eu que esteja de má lua, mas eu definiria o filme como “meio bizarro”.

***

And now, for something completely different. Sobre os ensinamentos budistas.

Eu diria que algo que me fez sentir com ambos os filmes é como às vezes nós subestimamos o impacto de nossa própria vida para as outras pessoas. Até onde nós podemos chegar achando que estamos certos? No filme do fundador do Mac, vemos um cara que tem garra, mas o quanto ele fez a esposa e os criadores originais do Mc Donald’s sofrerem? No filme sobre anorexia, Ellen acha que tem as coisas sob controle, mas o quanto sua família próxima está sofrendo e querendo vê-la feliz?

Os ensinamentos que sigo são da vertente Mahayana do budismo, o que significa que buscamos ter atos altruístas. Pensar no próximo. E não precisa ser algo grandioso, começa com as pessoas ao nosso redor. Lógico que no caso da Ellen é uma doença. Mas e quando nós mesmos temos o controle de “ceder” um pouco, temos a escolha de pensar um pouco mais, ter mais consideração pelo outro?

 

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Pesadelos diabéticos

Eu criei uma conta no Instagram para poder ajudar no controle da glicemia. Mas nas últimas semanas eu dropei porque… bem, simplesmente porque não tenho conseguido manter o controle da diabetes. Nesse meio tempo também passou o Anima Mundi (que eu sempre tento pegar pelo menos uma sessãozinha todo ano) e fiquei pensando como seria uma animação sobre um personagem diabético? Noto que nas últimas semanas eu tenho tido mais sonhos com comidas! Muitos deles pesadelos, na verdade, misturados com vários aspectos desagradáveis da minha rotina – será que todo diabético sonha com comida?!

No final de junho e início de julho eu passei a tentar reduzir o refrigerante, a carne vermelha, ir e voltar caminhando para o trabalho (que bênção, numa cidade como São Paulo!). Daí, fiquei sabendo que íamos trocar o plano de saúde, então fui correndo fazer os exames de umas guias antigas. No mesmo dia 13 de julho eu me permiti então, depois do jejum de 12 horas, um café da manhã especial. Ali perto do meu serviço tem um A Chapa, que tem um cardápio especial de café da manhã. Não é muito barato, mas pra quem tem aquela vontadezinha de um café bem americano, daqueles gordos, esse é um ótimo lugar em São Paulo. E o café é de refil! Igual daqueles de filme, que o atendente vem te servir de novo, se quiser.

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Daí eu senti que a tal panqueca era muito doce, pesou no estômago a massa de farinha refinada, coisas que já não estava mais acostumada a comer com tanta frequência. Então, decidi que logo no dia seguinte já ia continuar com a dieta mais balanceada e saudável – só que não foi bem assim.

No dia 17 de julho eu tava super irritada com a questão da Ibicard (Bradescard, cartão do C&A, chamem do que quiser) e acabei comprando um bolo de floresta negra. Tem um no mercadinho Marukai da Liberdade, que é do jeito que eu gosto, a massa mais molhadinha, chantilly suave… e comi quase que o bolo inteiro.

Glicemia em jejum dia 18? 193. Desastre. No dia 19 de julho, um dia cheio no serviço e que depois eu iria para a casa dos meus pais, que é mais longe, decidi comer no Burger Lab do Shopping Pátio Paulista. Até que um lanche, de vez em quando é permitido, certo?

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Só que depois eu ainda jantei em casa… arroz, feijão, linguiça. E pra arrematar, comi morangos com chocolate derretido! É, pois é. Sem vergonhice total – embora a glicemia tenha ficado em 178 (?) na manhã seguinte.

No dia 22, comi pipoca e um resto de macarrão que tinha feito na noite anterior (com brócolis, tomate). Só que lá pelas 22h tava eu comendo 2 pedaços de bolo de aipim… desta vez a glicemia foi implacável, 191 na manhã seguinte.

No dia 24 aconteceu a preocupação de ver um apartamento do prédio pegando fogo, muito cheiro de fumaça, almoço tarde e acabamos pedindo pizza à noite porque estávamos sem luz. Já sabemos um pouco que estress também influi, né? Também foi o dia em que acabou o remédio glicazida. Glicemia em jejum dia 25: 208.

A janta do dia 25 também foi fora, ainda sem luz em casa. Existe um restaurante japonês chamado New Mimatsu, que fica na frente da casa de lámen Aska – aliás, uma dica, em vez de ficar horas esperando pra entrar no Aska, experimentem um dia a comidinha do New Mimatsu, que é honesta e gostosinha.

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Katsudon (30R$)

Então chegou o Anima Mundi, eu na verdade só consegui pegar uma sessão na quinta e outra na sexta. Na quinta à tarde acabei comendo um x-salada com fritas e suco de maracujá numa lanchonete perto do CCSP, 16 pilas.Já na sexta, acabei jantando batata recheada com bacon e requeijão… o açúcar até que entrou bem, dia 29 de manhã foi 178.

Dia 29 acabamos indo jantar com um rapaz que estava nos ajudando e ia voltar para o Japão. Fomos no Bueno, casa da Alameda Santos cujos proprietários misturaram um pouco do Japão com a Coréia. Às vezes o serviço deixa a desejar, mas fomos lá.

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Butakakuni – barriga de porco de entrada, a gente não dá nada pra aparência, mas é muito saboroso
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Gohan (12R$, meio caro, né?) e espetinho de butabara (costela de porco) com tempero coreano

 

Mais uma vez, açúcar sem perdão. Glicemia dia 30 de manhã? 208.

A esta altura, também tinha deixado de tomar o Glifage da noite, ou seja, alguns dias já sem tomar remédio algum. Até as lancetas acabaram, então fiquei alguns dias sem medir.

Na noite do dia 04/08 eu estava sozinha em casa, acabei comendo um talharim de queijo (daqueles instantâneos mesmo) com queijo ralado, pimenta e cebolinha. A glicemia na manhã dia 05 estava em 202.

Dia 05 à noite, uma comidinha fora? Retornamos ao Dale! Parmegiana. O que pedi foi uma parmegiana de carne, com cebola caramelizada, rúcula, bacon e gorgonzola, acompanhado de chips de batata doce e arroz chop suey (o deles é com ovo mexido, cenoura e cebolinha).

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Fritura, com casca de farinha, arroz, batata, queijo gordo… o que vocês acham? Glicemia em jejum no dia seguinte 245!!! A mais alta de todo o mês…

Como também foi um domingo cheio, dia 06 acabamos comendo no Sukiya, um restaurante popular japonês, com várias unidades da franquia pela cidade. Meu jantar foi um prato mais “gourmet” deles, que vem com vegetais.

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Curry com queijo (22 R$)

Glicemia em 07/08: 214.

Pois é, gente. Eu sou uma pessoa que gosta bastante de pequenas aventuras gastronômicas – como morar nesta cidade que é São Paulo e não querer aproveitar? Mas o fato é que a glicemia não baixa mesmo sem remédios e amanhã eu vou ao médico (é outro novo, por causa da mudança do plano, então vamos ver o que ela vai me receitar desta vez…). Ou será que sou eu que dou escapulidas demais?

Ultimamente tenho pensado que não sei mais o que comer, se eu soubesse viver de luz, adotaria. É claro, na teoria, parece fácil manter uma dieta saudável. Mas e quando tem esses “sociais”? E quando dá vontade de comer algo diferente e sair pra comer? E quando a gente tá cansado ou só quer comer algo que deixa a gente um pouco mais feliz?

Se você tem um amigo diabético, pense duas vezes antes de criticar… você nem sabe, talvez ele tenha pesadelos com comida!

Resgatando o tema “existe vida budista em Matrix?”

Matrix (1999) **** é um dos meus filmes favoritos de todos os tempos. Eu morava no Japão na época em que foi lançado, nem me considerava budista de todo, mas o filme acabou se tornando um dos que mais gosto. Por esses dias é que eu percebi que nunca tinha escrito sobre isso antes aqui, por que o subtítulo deste blog pessoal é a pergunta “existe vida budista em Matrix?”

Este blog surgiu primeiramente como uma via de expressão (quantos desabafos já passaram por aqui!) e também registro de algo dos filmes que vi para a memória fraca desta própria autora (hence, os inúmeros posts com descrições de episódios de novelas e séries que foram inclusos também). E, como um blog pessoal, nada mais justo que combinar os elementos que compõem a pessoa que vos escreve – o que envolve filmes e também budismo.

Tivemos algumas tentativas anteriormente de combinar um pouco dos dois, do cinema, que sempre gostei mesmo sem saber por quê, e serviu de muita inspiração na minha vida; e do budismo, que sempre gostei mesmo sem saber por quê e serve de muita inspiração na minha vida. Talvez daqui pra frente esses posts combinando esses dois lados apareçam mais por aqui.

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E Matrix? Dando uma busca rápida pela internet é possível encontrar vários textos que trazem diversas referências religiosas inseridas no filme, sendo o budismo um tema de destaque. O Budismo que eu pratico, que vamos chamar aqui de “Budismo S” não é daquele tipo em que você precisa raspar a cabeça e ir morar isolado numa montanha para meditar. Nós temos monges também, mas eles são pessoas comuns, que trabalham na sociedade, podem se casar e ter filhos. Os ensinamentos que recebemos devem ser colocados em prática no nosso entorno e qualquer pessoa pode se tornar uma pessoa “desperta” – um termo para a pessoa que entende algumas percepções maiores sobre a vida, algumas verdades que nos ajudam a entender o sofrimento e a condição humana, e nos ajudam a seguir por esta existência.

Na verdade, a palavra “Buda” se refere a esse ser “iluminado” (que despertou). Não sei se vocês se lembram da história de Neo? Era um cara comum, que levava sua vidinha, até que é levado a despertar para a verdadeira realidade. Esse é um dos pontos de cruzamento com o budismo. Neo depois precisa treinar para lidar melhor com a Matrix e lutar contra os caras que querem deixar todos na inércia e no sonho para lhes sugar a força. Ele precisa treinar até descobrir seu verdadeiro potencial e ajudar outras pessoas. E é mais ou menos assim mesmo o treinamento budista.

E pra falar um pouco mais, Morpheus e Neo não apenas despertaram, eles são como bodhisattvas. Aqueles que despertam, mas continuam ajudando outros a despertarem. Tudo, porém, é a escolha da própria pessoa. Morpheus oferece a Neo nada além da verdade, se ele quiser continuar no mundo de ilusões, tudo bem. Morpheus também não pode apenas explicar intelectualmente a Neo, ou caminhar por ele, Neo precisa caminhar por si próprio para entender. Mas qualquer pessoa da Matrix pode despertar.

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Existem muitos outros pontos que eu poderia citar e muita coisa pra conversar… quem sabe num outro post? Na minha humilde opinião, grandes filmes são aqueles que a gente gosta de ver e rever, que sempre vão lançar motivos de reflexão e debate, que vão ficar com cenas emblemáveis gravadas na nossa memória. Além dos efeitos especiais que marcaram uma era e todo o estilo parodiado mil vezes, era um jeito novo de ver e fazer cinema, um filme de ação empolgante com questões filosóficas. E eu adoro o fato de que Keanu Reeves foi Neo e também o Buda – em O pequeno Buda (Little Buddha/1993)**, de Bernardo Bertolucci).

Matrix é um filme que pode fazer a gente até duvidar – se está vivendo mesmo ou apenas sonhando. E não é disso que o cinema é feito? O Budismo pretende ajudar a vermos sem as “ilusões” e a vivermos melhor com isso. E é aqui nesse ponto de cruzamento em que nos encontramos.

Flores de aço e outras incongruências da diabetes

Hoje foi um dia chato. Ruim. NUNCA, NUNCA, NUNCA façam um cartão da C&A! Estou num perrengue porque sei lá o que fizeram com meu cartão, eu já tinha registrado débito não reconhecido e agora estão vindo me cobrar uma dívida de 8 anos atrás! Pra dizer a verdade, eu não sei como vou resolver isso ainda, mas que dor de cabeça.

Outra coisa chata foi conferir os resultados de exames de sangue. Os resultados foram praticamente os mesmos de quando fiz no final do ano passado, quando deixei de tomar todos os remédios, mas tentei fazer dieta – e fiquei revoltada na época, porque eram melhores do que os anteriores desses, mas o médico simplesmente receitou todos os mesmos remédios de novo.

Desta vez, tudo bem, em maio e junho eu não fiz dieta nenhuma e nem tomei remédios, confesso que esbanjei, extrapolei. Mas daí, nas últimas semanas tenho caminhado, tentado cuidar mais da alimentação, tomado os remédios. Honestamente, não sei direito o que pensar. Acho que vou numa médica nova (aproveitar que vai mudar o plano de saúde) e fingir que quero começar a tratar a diabetes, que sei que tenho, mas nunca cuidei. Pronto. Mais fácil.

De todo coração, às vezes eu não entendo a glicemia. E existem algumas incongruências. Fui comprar lancetas e tiras para medir a glicemia na ponta do dedo, 25 lancetas e 50 tiras deu 125 reais. Já li por aí que o melhor seria medir em jejum, após o café, antes do almoço, depois do almoço, antes da janta, depois da janta… seria no mínimo 6 lancetas e 6 tiras por dia! Pra ser diabético tem que ser rico, é?

Incongruências… num dia em que comi rap10 integral com queijo e presunto no café, almocei salmão, salada e risoto de camarão, à tarde tava 180. Num dia que fui na festa julina, comi espeto de carne, arroz, salgadinhos, doces, fui medir à noite tava 110. E no dia que almocei hot-dog, jantei frango do KFC com pão de gorgonzola, e ainda comi pipoca e refrigerante à noite, pela manhã foi 129? Meu medidor tá louco ou quando a gente fica feliz a glicose queima e abaixa?

Vamos falar só um pouquinho de outra incongruência. Eu me lembro de ter indagado por aqui sobre personagens de filmes que tivessem diabetes e esses dias eu vi um filme até bem comentado sobre isso: Flores de Aço (Steel Magnolias/ 1989)***. Ele traz um grupo de mulheres sulistas interpretadas pelas ótimas Sally Field, Shirley MacLaine, Olympia Dukakis, Dolly Parton, Daryl Hannah e uma jovem Julia Roberts em início de carreira. Elas trocam conversas num pequeno salão de beleza e o filme começa com o dia do casamento da Shelby (Julia Roberts), que tem diabetes.

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Fiquei chocada com a crise de hipoglicemia da mulher, pelamordeDeus! Ela começa a ter meio que convulsões, parece até uma crise epiléptica, que sai de si e não quer suco… é terrível e, na minha opinião, exagerado. Ou talvez seja assim e eu que tive a sorte de nunca ter uma crise dessas! Quer dizer, talvez também se deva ao ano em que esse filme foi feito, final dos anos 80 a diabetes não era uma doença tão conhecida assim – o que hoje estão chamando de epidemia.

Então, talvez por causa da época também aquele medo enorme da mãe que ela tivesse filhos e por causa da gravidez, o problema nos rins, e o braço da diálise, que terrível. Hoje em dia nós vemos que o assunto é discutido por muito mais pessoas, acredito que a consciência da doença esteja cada vez maior, e na internet mesmo podemos ler relatos de casos bem sucedidos de gravidez mesmo com a mãe diabética.

Não que o filme em si seja ruim, tem umas tiradas bem divertidas (incluindo Shirley MacLaine perfeita como a velha chata do interior e aqueles penteados gigantes da época); acho que o que mais importa é a relação de amizade entre aquelas mulheres, que veem juntas as mudanças e os ciclos da vida. Impossível não chorar com a extravasão da mãe vivida por Sally Field também, brava com Deus e o mundo. Aliás, a peça que dá base ao filme foi inspirada numa história real, do autor que perdeu uma irmã que também sofria com a diabetes.

É, não é um retrato atual da doença, mas dá pra rir e chorar, e bem que eu me identifiquei com a louca da Ouiser alegando que quanto mais bobagem ingerir melhor, porque menos tempo vai durar o corpo aqui (depois ela fica com remorso por ter dito isso na frente da Shelby). Mas eu já me peguei pensando isso, por que se privar tanto da vida?, todo mundo tem sua hora e eu mesma não tenho interesse em estender minha estada por aqui, quanto antes passar desta pra melhor…

…e quem disse que vai ser melhor, né? Dizem que estamos neste mundo para aprender e evoluir. Quem sabe eu não tenha que enfrentar esta doença pra aprender algo? Entender as pessoas que sofrem de privações diversas. Aprender a prestar um pouco mais de atenção em mim, cuidar de mim, ver o que realmente me faz feliz – e, por consequência, poder trazer mais felicidade ao ambiente ao redor. Aprender a apreciar outras coisas simples, e a dizer não. Aprender a escolher o que é melhor, apesar de ser sofrido. Quem sabe?

Descobri a diabetes MODY e vibes coreanas (cansei dos filmes de heróis?)

Quem é esse tal de Alejandro Amenábar? Em junho tivemos o marco de 20 anos desde o primeiro livro do Harry Potter. Pois não é que eu fui ver um filme que tava dando sopa ali no Netflix, “Regressão” (2015) *, com a Emma Watson e o David Thewlis, fora o Ethan Hawke. Que coisa fraquinha, hein? O cara que entregou pra gente “Os outros” (2001)*** e “Mar Adentro” (2004)*** perdeu a mão? Ou será que simplesmente nunca conheci ele? Sou mais a segunda opção mesmo. Em “Regressão” temos a abordagem de rituais satânicos e a indução da mente, até poderia ser interessante, mas sabia lá pelo meio que podia tudo ser baseado na mentira de uma menina e o detetive meio que enlouquecendo, sem saber se está sonhando, mas no final não temos tão grandes motivações assim (pra gostarmos desse filme).

Nas últimas duas semanas, na realidade, estive numa vibe meio coreana. Acabei pegando sem querer uma série cujos episódios tem 10 minutinhos só, “Culinary Love”. É sobre uma mulher de uns 30 e poucos anos meio perdida, no final de cada episódio tem a receita de alguma comidinha que ela faz durante o ep. Dia 03 fizemos um mês de casados e fomos jantar num restaurante até novinho em São Paulo, o Minga. Ele não é muito em conta, mas o preço tá pau a pau com o Portal da Coreia, por exemplo. Um bibimbap sai por 42 reais, eu pedi um prato na chapa de bugolgi, 42 também. Os pratos estavam bem saborosos e fomos bem atendidos. Pra completar, por esses dias teve também “Invasão Zumbi” (2016) ***, que foi um filme até interessante. Tem uns zumbis frenéticos, que mal se transformam e já pulam na jugular de outros (!). Os personagens principais são um pai que está levando a pequena filha para Busan, onde fica a mãe, e representa no filme o destino final, de esperança. Quase tudo se passa num trem, e o ritmo é intenso nas lutas pela sobrevivência, os zumbis só param no escuro, raivinha do seboso que acha que eles estão infectados (com nenhum sintoma aparente e todo mundo compra aquela história?).

Talvez eu devesse comentar algo sobre os filmes de heróis que andam saindo… um por mês, mais ou menos? Mas, honestamente, talvez eu esteja cansando dos filmes de heróis, os nerds que me desculpem. Vocês não estão? Salvar o mundo, again and again, um montão de efeitos visuais que a gente nem sente mais medinho porque sabe que é tudo falso, piadinhas e… tudo bem, eu vou ver Ragnarok. Mas é por causa do Hulk, não do Thor.

Daí, vi esses dias um que deveria ser de vilã: “Malévola” (2014) **. Mas sabem que não empolguei tanto? Sim, fizeram uma história que seria outra por trás da (realmente, se pararmos pra pensar, insensata) história da Bela Adormecida. E apesar do super visual que tentaram criar pra encher nossos olhos, com tantos efeitos, eu não gostei muito do visual da Malévola em si. Exceto naquele vestidão preto, não gostei das asas com chifre, achei dispensável o trabalho na maçã do rosto da Angelina. Então, na verdade foi ela quem sempre cuidou da menina, e o verdadeiro beijo de amor não é do príncipe, ok. O corvo/lobo/dragão eu até gostei, mas se ela tem tanto poder, que faz até flutuar outros corpos e manipular sonhos, o que são asas?! E, desculpem, eu sei que pra vocês Angelina tem muita presença, mas eu não gosto muito dela (é pessoal mesmo, sorry).

Bem, as últimas duas semanas também foram de muitas pesquisas na internet. Sobre alimentos, sobre diabetes. Descobri um blog muito legal: vivercomdiabetes.wordpress.com E tem uns outros pela rede, tem alguns que não tem posts muito atuais. Mas nessas, eu descobri que posso ter a diabetes MODY. Não é nem tipo 1, nem tipo 2. Aliás, acho que meu irmão também tem esse tipo. A autora do blog conta como ela não tem o perfil que as pessoas normalmente associam à diabetes: ela é magra, não come tantos doces e gorduras, não tem diabetes desde criança, mas descobriu com certa idade (no caso dela, 29 anos), e tem histórico de outras gerações na família. Ela foi uma das primeiras a ter um blog pessoal sobre a doença. E me serve de inspiração.

Como escrevi no último post por aqui, eu tenho que me cuidar. Pra viver melhor. A diabetes também não faz nada bem pra quem já tem tendências depressivas. E eu até criei uma conta no Instagram, porque quem sabe eu consiga um controle melhor. Talvez depois de alguns meses eu possa olhar e analisar melhor a glicemia. Voltando aos poucos à rotina, estive caminhando mais, indo e voltando pro serviço à pé. Acho que isso tem ajudado a melhorar a disposição. Voltei a tomar Glifage (cloridrato de metformina) à noite, e a glicemia medida de manhã, que estava em torno de 180 esteve abaixando. 160, o melhor resultado foi 134. Talvez eu comece a escrever mais aqui também, para me ajudar a entender melhor como meu corpo reage a certos alimentos, ou só para desabafar… Se eu quiser engravidar e ter filhos num futuro não tão distante, eu vou ter que saber controlar essa doença rigidamente… Vamos lá.

 

Eu queria mesmo é falar de American Gods (mas este cansaço é diabetes? Por que o metrô de John Wick 2 é tão bonito? O último episódio de Master Chefe foi pra tirar a Yuko!)

Dois meses sem postar nada e… na verdade, não é que a gente não tenha assunto, é que acabei mais uma maratona e estou naquele momento de não saber o que fazer. Eu, que faço maratona pro Oscar, e maratonas de séries, como seria diferente? – teve a maratona do casamento. 2 meses pra pensar, organizar, preparar, decidir, realizar tudo… foi o civil e uma tarde festiva em São Paulo, o religioso em Nova York, bênção católica e almoço em Belém…

E agora que estou de volta, eu deveria estar super animada para uma nova fase de vida, querendo fazer várias coisas, certo? Só que… não. Eu não sei o que acontece comigo, mas sinto-me exausta, sem vontade de fazer coisa alguma, quero nada. Não tenho disposição para trabalhar, sinto que tenho passado os últimos dias inutilmente, hoje fui ver meu contrato de Fies, se eu tivesse continuado a faculdade, estaria no último ano… mas o que é que eu quero mesmo da vida? Eu já não sei mais.

É tão difícil isso, você passa a vida inteira acreditando que existe um sentido para sua existência, um grande sonho que é sua realização, que é sua missão na Terra. Porém, nada aconteceu, você vira um desses personagens de filmes indies americanos, meio losers, meio perdidos e… e aí?

Talvez isso seja mal do século, percebo ser um tema que vem se tornando recorrente. Outro dia vi “Encalhados” (Laggies/2017), que é mais sobre essa personagem da Keira Knightley que já tem certa idade, não tanto sobre estar encalhado no amor. Ela não tem um propósito e não se encaixa na estabilidade madura das outras de sua idade… E, envergonho-me em dizer, muitas vezes tenho essa vontade de só me deixar fazer qualquer coisa da vida, qualquer emprego que a sociedade vê como “medíocre”, mas o que é que tem? Mesmo as pequenas funções precisam ser cumpridas por alguém, nesta grande máquina do mundo.

Por que existe uma supervalorização da funcionalidade? Não era pra ser assim, progrediríamos na tecnologia pra trabalharmos menos, só o que vejo é mais pressão e pessoas cobrando coisas, você tem que cumprir um status social – o que a gente quer mais não é ter tempo pra fazer o que gosta, pra descansar e ter boa saúde, pra dar atenção aos amigos e à família? Eu já não sei se consigo mais “cumprir o protocolo” e ter que querer me matar pra entregar resultados. Sorry, talvez ter visto as duas primeiras temporadas de “Black Mirror” (2011-) em tão pouco tempo esteja me influenciando demais. Taí uma série que rende muita reflexão, talvez ganhe um post só pra ela.

Talvez seja a diabetes? Eu não tenho feito dieta nem tomado os remédios direito nos últimos meses. Sinto que tenho mais sede, será que esta exaustão, a canseira, é só um sintoma da diabetes? Essa doença que dizem estar virando epidemia, outro dia vi no Netflix o documentário “What the health” (2017), talvez eu devesse me focar nisso agora, levar uma vida mais saudável, exercícios, tentar uma dieta vegana? O doc tem uns momentos um tanto forçosos, mas fatos interessantes também, e dá vontade mesmo de adotar uma dieta com base em plantas, tem o caso daquelas pessoas com ótimos resultados em questão de poucas semanas, e você começa a pensar no impacto ambiental, no mundo. A dureza é pensar se realmente consigo tirar todas essas coisas gostosas da vida; eu amo queijo, gente…

E já que estamos falando de comida, tranquilinha a série “Midnight dinner: Tokyo stories“, que a cada episódio mostra a história de um cliente desse pequeno restaurante japonês que abre de madrugada. Tem muito da cultura japonesa, então acredito que tenha situações que até pareçam estranhas aos olhos ocidentais, mas eu gosto de ver alguns pratos preparados e esses personagens inusitados com questões amorosas, familiares.

Nos últimos meses também estive acompanhando a temporada atual de Master Chefe Brasil, nunca tinha visto esse tipo de programa e me empolguei em ver os pratos que o pessoal cria, as reações dos jurados e os desafios propostos. Só que no último eles meio que forçaram a barra da manipulação (na minha humilde opinião), não dava pra uma tailandesa fazer um PF melhor que duas brasileiras que tiveram um bom desempenho até agora. Eu meio que pensei: “criaram essa prova só pra eliminar a Yuko. Com uma prova dessas, todo mundo vai entender que ela saiu. Ela já ganhou sua popularidade, mais views no YouTube, já tá bom, mas ela é estrangeira e este é Master Chefe Brasil. Já deu”. E foi batata. E eu acho que não vou mais ver o programa, porque fica meio que “marmelada”, meio que induzido demais, sei lá.

Antes de viajar eu também vi de sopetão “Sense 8” e me choquei um pouquinho só quando falaram que foi cancelada (mas imagina os gastos pra se fazer essa série, meu povo!). Só fiquei com pena porque queria ter visto a conclusão que os criadores tinham pensado, mas… eu gostava dos Wachowski quando ainda não eram as irmãs, eu gostei foi de Matrix (1999)…

Aliás, quantas referências à Matrix em “John Wick: chapter 2” (2017), não? O roteirista e/ou diretor devem de adorar o filme. Se bem que foi legal ver o Lawrence Fishburn dividindo o espaço de tela com Keanu Reeves de novo. O que eu lembrava do primeiro filme era de toda uma sociedade secreta, daí o cara aposentado sai matando por causa do cachorro morto… era isso? Nesta continuação, ele ainda é “o cara” lendário e leva umas belas surras, até que gostei da ambientação em Roma, belo quadro da morte na banheira; a gente foi pra Nova York recentemente, dá pra reconhecer, mas esse metrô tão limpo e moderno eu não vi não!; já a exposição com espelhos foi muito demorada e deixa a nossa cabeça meio confusa, eu acho.

Este post não poderia terminar de outra forma exceto com Keanu? Eu não sei se já cheguei a escrever por aqui ou simplesmente falar por aí o quanto gosto desse carinha? É um daqueles mistérios do mundo, né, ele não sabe atuar, sempre tem a mesma cara, não consegue passar emoção ou se impor na presença, mas… continua fazendo filmes e todo mundo parece gostar de vê-lo em cena. Recentemente eu vi “Filha de Deus” (Exposed/2016), que é tão fraquinho… um filme que demora a passar, tem o cara que morreu na guerra, tem o policial corrupto e ficamos um pouquinho perturbados, mas no final, a vida real. Vejo nas escolhas do Keanu sempre um interesse por algo fora do comum e por uma trama intrigante. E ele não tem medo de cenas violentas ou pontos que poderiam ser polêmicos, em personagens que não são infalíveis – ah, como eu achei interessante o “Advogado do diabo” (1997)*** contra Al Pacino! E quantas vezes eu revi “Velocidade Máxima” (Speed/1994)***, aquelas pessoas comuns tentando o extraordinário. E amei ver romances também, repetindo o par com Sandra Bullock e Charlize Theron. O ser humano é triste, falho e complexo – comentário muito profundo para “Caçadores de emoção (Point break/1991)**? No meu caso em particular, talvez eu tenha me afeiçoado porque bem criança ele tenha sido o Buda (Little Buddha/1993)***, e na minha adolescência ele foi Neo. Não tem como, né? Depois a gente fica sabendo da sua história de vida real e se condói. E torce pra que esse cara que é gente como a gente, de boas, consiga ser feliz, apesar de tudo. Acho que deve ser coisa de certos virginianos, que já tem uma aura melancólica imbuída – e eu me incluo nessa categoria. Acho que gostamos de ver é isso, a humanidade de sermos simplesmente nós, mas apesar de tudo, temos que continuar. Não sabemos exatamente pra quê, a vida é uma passagem, uma viagem, transitória; o ser humano é triste, mas estamos aí aprendendo; e todos nós somos os escolhidos, de alguma forma, na nossa própria jornada.

 

Taverna Medieval em São Paulo

Amiguinhos e amiguinhas, eu confesso a vocês que nem era tão empolgada com Caverna do Dragão, nem sou tão fã assim daqueles filmes de Rei Arthur, cavaleiros, Robin Hood… mas posso falar? Visitar essa hamburgueria temática em São Paulo foi muito divertido, mesmo assim!

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A única coisa que não foi tão divertida, e já vou escancarando logo de cara aqui no post, é o tempo de espera… Tudo bem que nós fomos num sábado (mas era meio de feriado prolongado!) e não chegamos tão cedo (foi lá pelas 19h). Mas a moça nos alertou que seria uma hora e meia de espera! E… foi mesmo, ela não mentiu.

Bem, enquanto você espera, pode tentar lançar umas flechas (por 15 reais) ou já escolher algumas bebidas, tem uns barris que servem de mesa ali fora. Não tenho fotos boas da área externa, porque ainda não tinha testado meu celu, e o local só abre à noite, então fico devendo essas fotos. Mas fomos em quatro e o pessoal decidiu rolar o dado – você rola um dado de 20 lados, o número que cair é a bebida em questão. E eles têm o crítico também! (o número 1 é o bartender que vai escolher qualquer coisa pra você, e nem está no menu)

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O hidromel élfico é mais suave (o dos anões é seco) e tava muito bom, docinho, numa taça de caveira. A “poção do Rei Arthur” me supreendeu por não ser tão forte também e as poções vem em frascos como naqueles desenhos animados… Eu pedi um milk-shake de limão, sem álcool, que tava muito bom também, sem ser enjoativo nem acentuado demais no azedo do limão. Numa próxima eu gostaria de experimentar o de amarula, hmmm.

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Outra coisa engraçada que aconteceu é que quando vem chamar o nome da pessoa eles usam uma campainha, daí teve um povo que começou: “shame!” (Hello, Game of Thrones).

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Entrando, as mesas e cadeiras são simples, mas todos os atendentes estão vestidos à caráter, então você vê bobo da corte e donzelas circulando com os pratos. Ah, e tem uns frades… Um deles veio nos atender e ele tinha o broche de “Mão do Rei” (novamente, Game of Thrones). Daí ele comentou: “Isso significa duas coisas: que eu trabalho mais que os outros e que não sei se saio vivo no final do dia” hahaha. Também é bem apropriado que os atendentes usam “milorde e milady” com a gente.

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Vamos às comidinhas, então. Será que é só ambientação caprichada, ou eles capricham no sabor também? Um dos nossos pedidos foi a “Camponesa simples de nobre coração que vai todos os dias ao bosque para recolher lenha” – título enorme, mas que realmente existe no cardápio, tá aqui a prova, ó!

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É, um simples sanduíche de pernil. Mas tava saboroso. E notem que servem rusticamente também, no prato pesado de cerâmica. Aliás, o chopp vem nuns canecões também.

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Quanto aos burguers, eu fui de “Escolha do taberneiro”.

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A escolha do taberneiro tem fondue de queijo e … bacon, claro! E, sim, gente, esse bacon aí não era super tostado e nem grosso e molengão, ou seja, gostei, pra mim esse é o ponto certo.

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Já a pedida de um amigo foi “O Bárbaro” aí em cima. Hambúrguer de javali, que tem uma carne mais branquinha (não sei qual o ponto?) e rúcula e um molho de tomate fresco que formou uma boa combinação, mais leve.

Aliás, os pratos e bebidas são medidos pelo grau de “medievalidade”, com espadinhas. E eles indicam a bebida que melhor combina com o lanche.

De sobremesas, fomos de “Nessie”.

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É um snickers empanado com sorvete. ehe.

E entre uma comilança e outra, você pode ouvir uns menestréis! (é assim que chama?)

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Se der sorte, pode jantar na mesa de barco viking! haha

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Mas o mais legal é que a proprietária do local veio perguntar se estava tudo bem, o que tínhamos achado, e deu a dica que podíamos ir no segundo andar e mexer nas quinquilharias.

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Eu gostei da espada do Frodo, mas tinha várias outras, inclusive a Garra Longa… nhah, não peguei na espada do John Snow! (huahaha, tinha que ter alguma piada infame né). Ah, e uns capacetes viking pra usar e tirar foto.

Mas a minha maior diversão… só quem já deu muita risada com “Monty Python e o cálice sagrado” vai entender.

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Pois é. Com boas e rápidas bebidas, pessoal simpático e capricho no tema, a Taverna Medieval conquista corações. Eu me diverti muito e voltaria outras vezes, se não fosse a espera na fila. Ah! E também é fácil, fácil de gastar ali hein. Mas guardarei a minha via da notinha do cartão que lê “Caverna do Dragão” hihihi.