Scott Pilgrim contra o mundo

 

(Scott Pilgrim vs. The World / 2010) ***

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(Scott Pilgrim vs the World)

A história: Scott Pilgrim, baixista da banda Sex Bob-omb, quer namorar Ramona Flowers, mas precisa derrotar seus 7 ex do mal.

:D – Senti um mal estar (literalmente) depois de ver esse filme. De certa forma, toca em algumas feridas antigas, e até imaginei meu ex vendo o filme e sentindo que sua vida estava passando na tela… Eu seria Knives (e só quem já foi Knives da vida sabe como é difícil. Os Scotts da vida nunca vão entender…)

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Mas o filme é um entretenimento tão bom, mas tão bom, que usei uma vida e passei por cima dessa fase. Não tem como um jovem que cresceu nos anos 80/90 não curtir. Já tachado como o melhor filme de video-game que não foi baseado em video-game, do nada surge um vilão do mal e parece que a gente tá jogando Street Fighter. O herói magrinho e inocente consegue sair com a garota misteriosa e bater um monte de dublês de uma super celebridade. Um embate entre baixistas tem a nota musical traduzida por animação e o super ex Vegan (meu ex do mal favorito!) é abatido pela polícia – “Frango não é vegan?” hahahahaha

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A princesa Peach muda de cabelo igual a Clementine de Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças… Até os personagens menores são únicos e fortes, a realidade é invadida por um milhão de efeitos e desenho animado, embalados por uma trilha pop-rock, traduzindo pra tela todos os sentimentos, sem medo de ser diferente e sem enrolação. Por que não fez sucesso? Eu sei lá, mas fazia tempo que eu não ria e me divertia tanto no cinema…

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His Yoko


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Originally uploaded by D Suzuki

Eu não vou ver o Paul esta noite. Eu também não fui ver o Mika, nem o Kevin Costner.

Ai, saudades de tudo que ainda não foi!!!

* * *

Aí estavam lá, naquela mesa de bar, já a altas horas, embalados por goles de diferentes etílicos. Ficara sabendo que há um ano existiu uma tal aposta, em que o objetivo era saber de quem ela estava a fim. Acharam que nunca teriam a resposta do ganhador da aposta. Ela não acreditou que não sabiam realmente essa resposta. “Mas não é óbvio?”

A  única pessoa a quem ela havia escrito. Explicou que a primeira vez que viu a banda tocar, adorou o som deles porque fez ela ressuscitar em si o amor pela banda original… Aos poucos ficou sabendo um pouco de cada um, mas o que mais lhe chamou a atenção foi os escritos fantásticos e algumas coincidências. Destino?

A garota argumenta que se afastou depois porque sabia que ele estava comprometido, e ela não era esse tipo de garota. Explicou o que admirava tanto nele e que ela própria não se considerava um bom par para ele, pois ele é extrovertido, “boa pinta”, o cara que todo mundo adora, engraçado, inteligente, culto, sensível e divertido. (Tudo bem, não diria tudo isso. Especialmente a parte do “e tão fofo!”). E ela se considera tímida e reservada, séria e chata demais.

Ah! Lembrando que esta conversa se daria no meio do próximo ano… ela já teria uma noção bem maior de outra língua e saberia uma ou outra música em violão. Re argumentaria que ela já sabia do Chico e que gostava de Beatles – então seria mais do que suficientemente, não precisava de mais nada pra fazer o Thi feliz. “Rose” quase que o repreenderia, mas sabia que Re sempre achou que o Thi merecia mais do que a atual. Com as brigas e picuinhas infelizes e cada vez mais constantes de ultimamente. “Quem sabe? E se… imagina. E se, na verdade, Ana não é realmente a garota certa pra ele? E se ele estiver deixando ir embora da vida dele a mulher do destino, sua alma gêmea, a pessoa com quem realmente pode ser feliz?”.

(…) “Pensa! Você pode ser a Yoko dele.”

E aí estava. De repente, tudo fazia sentido, tudo se encaixava mais uma vez. Outra coincidência. Ou… destino?

Como treinar o seu dragão


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Originally uploaded by D Suzuki

(How to train your dragon / 2010) ***

História: um garoto viking descobre que não precisa matar dragões, tornando-se amigo de um.

Sei que parece um roteiro bobinho, mas me surpreendi ao alugar este filme ontem, até chorei. Não vou falar da trilha sonora de John Powell, do primor técnico, das boas cenas de ação e interação entre diferentes personagens. Tudo isso vocês lêem em outras críticas de cinema.

Vou dizer que quero um Fúria da Noite pra mim!!! Quero voar além das nuvens… Há momentos cômicos com ótimo timing, mas uma coisa que adorei foi que as falhas dos personagens não são reprimidas, mas abraçadas. Não importa o quanto você seja diferente dos outros – aquela velha premissa de que, acreditando e tentando nosso melhor, podemos fazer coisas incríveis.

Determinação

Ontem à noite meu irmão recebeu uma mala direta da Metodista, faculdade em que eu estava planejando fazer Cinema Digital (caso meu pai estivesse empregado…). Aí eu descobri que eles não vão mais oferecer este curso a partir do ano que vem (!). Pronto. Comecei uma busca desenfreada pela internet sobre cursos de cinema… sim. O eterno dilema, meu “carma”. Já cheguei a pensar que, se eu pudesse escolher só uma coisa na vida antes de morrer, seria fazer cinema ?(…

E ultimamente tenho pensado mesmo que talvez o que tenha me faltado lá atrás, na época do cursinho, foi mais determinação. Me veem à mente uma imagem de Buda, sendo tentado por várias artimanhas do demônio Mara… e mantendo-se resoluto em seu propósito. Talvez o meu carma seja esse: se é algo que realmente quero, eu deveria ter determinação e ir atrás.

Parte de mim sempre foi insegura e, na verdade, acho que sempre tive medo. De não ser boa suficiente pra fazer esse curso, pra fazer projetos e realmente estar num set, na prática. E esse “boa” inclui não só a falta de inteligência, não ser culta (conhecer mais sobre artes, música, tecnologia e o mundo em geral), mas também a inaptidão social. Será que um dia eu vou conseguir me libertar, dar a cara a bater e realmente “me jogar” no que eu passei a chamar de sonho?

Raios e trovões. Chove agora – e eu adoro a chuva. Propício para uma nova resolução?

Sei que, se eu realmente quiser fazer alguma coisa, eu vou ter que me matar de estudar. Faz dois anos que estou parada, sem estudar nada. E faz quase 10 anos (!!) que fiz cursinho pré-vestibular… Mas, como não tenho dinheiro, eu só tenho 2 opções:

1) Me matar de estudar e passar entre os 5 primeiros na classificação geral da FAAP, pra poder cursar cinema à noite (com bolsa de 60 a 100% na mensalidade).

– e como o curso é noturno, eu poderia continuar a servir no templo budista.

– mas pra isso dar certo, também estou contando que meus pais já vão estar mais estabilizados financeiramente até o final do ano que vem.

 2) Me matar de estudar e passar na fuvest, pra fazer audiovisual na USP.

– o que implicaria eu sair do templo, ou tentar um acordo de meio período.

(porque a Unip todo mundo diz que é ruim demais, a Anhembi é cara e dizem não ser tão boa, a Ufscar não compensa mudar de cidade, nem a UFF ou a UFRJ, PUC-RS, UFSC, Unisul. O Senac é só de dia. E os cursos de 6 meses não são completos como eu gostaria…)

É isso aí. Ontem: projeta brasil no cinemark. R$2,00 p/ ver “Lula, filho do Brasil”. Adoro a Glorinha Pires. E quase até chorei. Hoje: como vou me matar de estudar??? Se eu não trabalhar mais no templo, o que vou fazer da vida?

Novo, de novo

Descobri que logo não teria mais o meu espaço no Windows Live. Tive que salvar tudo em uma pasta e me despedir. E decidi então criar um novo blog – de novo.

Em verdade, acho que é até bem apropriado. Vamos entrar em uma nova década, e este ano de 2010 foi um novo começo na minha vida, talvez o início de novos tempos.

É claro que ainda continuo com ideais malucos que talvez eu já deveria jogar pro alto e tudo o mais… Entre outros itens da lista: estudar pra tentar fazer uma faculdade de cinema, estudar japonês, francês, espanhol, tentar um curso de kung fu, natação, aulas de violão, tratamento para cordas vocais, fazer mochilão pela Europa, ver a aurora boreal em algum lugar, viajar de balão, ter uma dieta saudável (meio vegetariana, mas ainda incluindo queijo e sorvete), me vestir bem, mas com roupas simples; fazer animação, contribuir para melhorar o mundo, escrever livros, continuar com hábitos conscientes para com o meio ambiente… puxa! Até parece que viajei no tempo e voltei a 10 anos atrás! Pois é, tudo isso sou eu. São coisas que eu sempre quis e ainda gostaria de realizar (incluindo casar com o Leonardo DiCaprio). E pra admitir a verdade, não sei se um dia eu realmente vou conseguir tudo isso.

Mas taí outra característica desta que vos lhes escreve: esperança. Uma romântica incurável. Talvez eu esteja dando o primeiro passo para trilhar uma nova estrada. Ou talvez não. Mas garanto a vocês que vamos nos divertir no caminho. :D