Um episódio de BoJack para as mamães no puerpério!

Já faz um bom tempo em que eu acho que algumas obras audiovisuais chegam para mim exatamente na hora em que preciso encontrá-las, como se o universo conspirasse comigo pelo cinema ou pelas séries, já que eu gosto tanto disso… E recentemente eu tive minha primeira gravidez, tendo nascido a minha primeira baby.

Sabe, tem várias coisas que eu não fazia ideia, acho que na questão de ter filhos, tem coisa que a gente só descobre passando pela experiência mesmo. Eu fui sentindo e vivendo cada fase procurando na internet pra saber se era normal, não tive “desejos” loucos, tive algum enjoo, mas não saí correndo pra vomitar tanto como mostram os filmes ou séries – geralmente mostram a gravidez e o parto de uma forma que não é bem assim na realidade mesmo… Mas eu tive quase de tudo que uma gravidez tem direito, dor nas costas, azia, refluxo, inchaço nas pernas, vontade de fazer xixi toda hora, incontinência urinária, insônia, falta de ar, pesadelos!

E pouca gente também sabe sobre a fase imediatamente pós-parto que a mulher passa, o puerpério, que pode incluir ali um sentimento de tristeza ou “baby blues”; além das dores pós-cirurgia, no caso da cesárea; hormônios e nervos à flor da pele que faz a gente chorar às vezes sem nem saber por quê. No meu caso em particular foi um pouco pior, pois voltamos ao hospital, teve algo inesperado e passamos dias na UTI e mais alguns internados…

Daí, esses dias eu finalmente estou vendo a última temporada da série que vim a gostar de acompanhar e acabou, BoJack Horseman. E que episódio fantástico foi o segundo da sexta temporada! Até poderia ser o reflexo das mães do nosso tempo… ou das mulheres que acabaram tendo que lidar com tanta coisa, trabalhar fora e cuidar da casa, que acabam ficando sobrecarregadas. Tem uma parte que é bem satírica disso, do encontro das mulheres que “fazem de tudo”.

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O episódio se centra no personagem da Princesa Carolyn, que ficou a temporada anterior inteira atrás de um bebê, porque ela decidiu adotar, apesar de não ter um parceiro e depois de alguns abortos. Só que ela é aquele tipo de mulher que se dedica muito ao trabalho, um trabalho que pode envolver ter que cuidar de muitas coisas diferentes; a chegada de uma nova vida, principalmente por ser ainda recém-nascido, se prova muito mais desafiadora do que ela podia prever.

Como é um desenho animado, eles brincam com a imagem, fazendo ela se desdobrar em várias – ou vemos vários “clones” dela fazendo diversas atividades ao mesmo tempo: trocando fraldas, colocando no bebê conforto, dando leite, brincando, acalentando e protegendo o bebê – e como é um porco espinho, ela tem que usar luvas de forno para não se furar! Hahaha. Também tem vários itens de bebê agora espalhados pelo apartamento, roupas, brinquedos, livros sobre criar os filhos. Quando chega a noite, ela só tem forças para cair na cama; dali a pouco o bebê está chorando de novo…

A organização do evento para as mulheres que conseguem lidar com tudo é outra bagunça na cabeça, e haja memória (e o jogo de palavras dos roteiristas!) – água Fiji para os Fugee, sem queijo fetta pra Greta (Gerwish) nem brie pra Brie (Larson)! As babás não ficam e ainda bem que tem o Todd à disposição, pois quando vai buscar seu “cliente favorito” Mr. Peanutbutter, que foi visitar BoJack na clínica de reabilitação, ela acaba sendo internada sem perceber, até recobrar as energias!

Mr. Peanutbutter está tendo uma crise de remorso por ter traído a pug Pickles (que fica super contente quando ele chega em casa, assim como os cães vem pulando na gente quando chegamos em casa) e pede para o diretor Flea Daniels (voz do Lee Daniels!), que já está trabalhando em outro filme com a Chloe (voz da Grace Moretz!), editar o filme mais recente baseado num cartão de aniversário, mas Princesa Carolyn também precisa editá-lo para que tenha mais força feminina – “menos ‘man’ e mais Leslie Mann”; daí o diretor desiste do projeto. E nesses dias em que esteve com Todd, como chamavam a bebê de “Projeto sem título da Princesa Carolyn”, porque a mãe não consegue se decidir por um nome, ele acaba vendendo como uma série para TV depois de dar as respostas certas ehe, mas vem bem a calhar para Carolyn vender o material do Mr. Peanutbutter e incluindo até a tal de Karen Kitada – que uma vez já foi muito requisitada, mas acabou fazendo uma pausa para a maternidade e daí ninguém queria mais trabalhar com ela!

Finalmente, depois dessa confusão, Carolyn perde o baile de gala evento das mulheres, mas acaba desabafando com Vanessa Gekko, sua antiga “arqui-inimiga”. E esse diálogo seria o exemplo típico do que uma mãe no puerpério poderia pensar – embora Carolyn não tenha passado pelos 9 meses de gestação: ela desabafa que não sabe se realmente ama a sua filha. Porque ela adora o trabalho e isso é algo que ela entende, e embora ela “ame”, não tem certeza. Vanessa faz uma comparação que a gata consegue entender: quando tem algum projeto de algum cliente, mesmo que ela não goste do projeto, ela faz o melhor que pode a cada dia, para que o projeto sobreviva, porque esse é o trabalho dela; então imagine que a bebê é sua nova cliente.

Na vida real, é bem verdade que uma mãe possa passar por isso. Antigamente ninguém falava isso, todo mundo só falava no grande “amor de mãe”, mas nem sempre a mãe sente de imediato aquele amor grandioso e incondicional pelo seu filho, seu bebê. E isso é normal. Tudo bem não sentir o que todo mundo lá fora acha que você precisa sentir. Tudo bem não saber o que fazer às vezes. Tudo bem não dar conta. Tudo bem passar dias só cuidando da bebê, sem conseguir fazer outros afazeres domésticos, ou pensar no trabalho, ou lidar com todas as visitas ou todos os palpites que todo mundo dá. Tudo bem chorar. Todo dia, a qualquer hora. Cada mãe enfrenta circunstâncias diferentes, cada bebê é um bebê (mesmo que seja a mesma mãe!). O que a gente pode é só fazer o melhor que a gente consegue, a cada dia, na tentativa de fazer essa nova vida sobreviver.

E, na verdade, acho que isso pode ser expandido como um conceito geral que essa série animada tem a coragem de jogar na nossa cara, desta sociedade que se preocupa tanto com a imagem e é super-informada, mas perdida. Que está tudo bem. Nós somos humanos e nós podemos sentir tristeza, efêmeras alegrias, sentir dificuldades e errar. A vida não é um comercial de margarina – ou uma série de TV dos anos 90 em que tudo dá certo no final do dia, ou a “vida perfeita” daquela celebridade feliz no Instagram. A gente aprende, a gente muda – ou tenta mudar, pelo menos – e a gente continua. Tudo bem não “cumprirmos” com as expectativas, com o que os outros esperam ou que achamos que exigem de nós. Todos os personagens de BoJack tem que lidar com as suas falhas, com momentos de fraqueza, com a tentativa de fazer algo diferente e com a tentativa de sobreviver, um dia de cada vez.

Agora imagine euzinha, nessa fase delicada do puerpério, ter que ir pra UTI, enfrentar a enorme culpa de ter feito algo errado ou ter deixado acontecer. É claro que chorei. Ou mesmo antes disso, nos primeiros dias após o parto, todo aquele cansaço físico e lidar com coisas que eu achava que tinha que ser e não foram; e eu nunca quis ter filhos, agora já “cumpri” essa missão – só que não? Sim, chorei. Mas a gente sobrevive, porque temos que seguir em frente. Desistir também não faz sentido nenhum, se formos racionalizar.  Então, se por acaso algum leitor perdido por aí estiver se sentindo pra baixo ou “fraco” (de alguma ou outra forma), se tiver alguma mãe no puerpério: tudo bem chorar.

BoJack Horseman – season 03

É, já foi anunciado pela Netflix que esta série animada para adultos acaba na próxima temporada. E bora eu querer terminá-la, porque apesar de ter aqueles episódios meio amargos que podem te deixar melancólico, eu bem que gosto desses episódios meio loucos e não convencionais, que trazem algumas referências pra gente de filmes e séries e essa vida louca de Hollywood. Afinal, se não pude realizar meu sonho de ir viver isso, pelo menos posso dar umas boas risadas sarcásticas, eu acho.

Aliás, um parênteses: Netflix vai acabar falindo mesmo, né não? Já anunciaram vários cancelamentos, tem um montão de dívidas e ainda esbanjam grana por aí em produções originais que nem valem tanto a pena assim… pôxa, que negócio meteórico e mal administrado… talvez eu desista de vez do canal depois que terminar BoJack. (E sim, já comecei Fleabag, sabendo quem é a ganhadora do Emmy, mas eu ainda tava com vontade de ver Veronica Mars, que nunca vi!).

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S03E01 – Start spreading the news

Na corrida para o Oscar, Bojack está em Nova Iorque para uma série de entrevistas, com os típicos jornalistas um atrás do outro fazendo a mesma pergunta e a relações públicas dando “dicas”. Todd é trazido sem querer (ótimo a mala passando na inspeção) e se perde nos corredores do hotel. Greg Kinnear faz a voz do “Greg KingLear” numa peça – o fio da marionete é prontamente reposto, afinal é uma aranha que comanda (Mara Wilson! Gente, ela ainda está no showbiz?!); “I do… little, Miss Sunshine”  hahaha. Princesa Carolyn perde JD Salinger e Mr. Peanut Butter transforma qualquer ideia em um show ehe. E o dilema de na verdade gostar do antigo show de TV, em vez de vender a imagem de estrela? Nem uma recaída regada a álcool numa noite com a jornalista espertinha vai ser páreo para uma massageada no ego.

S03E02 – The Bojack Horseman show

Estamos de volta em 2007, para um episódio cheio de referências para esse ano –  flip phones, a foto na parede de uma adolescente ser do Adam Brody, roteiros dos futuros indicados ao Oscar sendo descartados pelo chefe da então assistente Princess Carolyn que estava em busca de um up na carreira; até o relacionamento da Jessica Biel com Justin Timberlake (“n’sync!” hahaha); o gordinho do LOST sendo perguntado se a ilha era purgatório; Todd rasgando o final de “Sopranos”! uou!  Nesta linha do tempo, Diane trabalhava num café e conhece Mr. Peanut Butter, um produtor e Bojack criam um novo show que a princípio os caras da TV gostam muito.  E neste ep ainda tem umas tiradas legais pelos personagens serem animais: na camiseta do Mr. Peanut Butter: “pega, senta, fica”; o braço de uma anfíbia roubada cresce de volta; o cartaz do filme parece aquele filme do Tom Cruise, mas é um gato, então é “Frisky Business”; em vez de ser “Will” é aquele bichinho, “Krill & Grace”; e o presente da Princess Carolyn é mesmo uma caixa e bola de papel, claro, um presente maravilhoso para gatos hahaha!

S03E03 – Bojack kills

Enquanto BoJack participa de eventos e ações para se promover com familiares dos votantes no Oscar, é incriminado pela morte de uma baleia e acaba reencontrando um ex-colega de série, que agora é dono de um parque de diversões com baleias (alfinetada sobre tratamento dos bichos que servem somente ao entretenimento humano? Hello, Sea World? É claro que eles não iam perdoar, né.) Princess Carolyn ajuda Todd e Mr. Peanutbutter a tirarem o cheiro de gambá deles e da casa antes que Diane volte, não dá pra não rir quando ela pede encarecidamente para Peanutbutter não se sacudir com o molho de tomate, mas ele não resiste!  Ainda temos direito à citação filosófica, “demora pra gente perceber o quanto é miserável e que não precisa ser assim, só depois de desistir de tudo é que começamos a ver um caminho para a felicidade”? Putz, soco na minha cara.

S03E04 – Fish out of water

BoJack deve participar de um festival de cinema subaquático (como tiveram essa ideia, gente?), para promover Secretariat, porque Sundance não dá já que ele brigou com o Robert Redford por causa do Encantador de Cavalos (claro! Hahaha) e em Cannes tem a polêmica francesa. Acaba entrando numa aventura com um bebê cavalo marinho para devolvê-lo ao pai, num episódio diferentão em que, como estão no fundo do mar, ele tem que se virar para se comunicar – e isso tem a ver com um dos próprios temas gerais, já que ele não consegue falar com Kelsey Jannings que foi demitida de Secretariat. Divertidas as sardinhas enchendo os espaços!

S03E05 – Love and/or marriage

Todd tocando o terror que toda celebridade deve passar na première de algum grande filme, hahaha. Para celebrar que é uma estrela de cinema agora, BoJack e Todd entram de penetra num ensaio de casamento, em que palavras genéricas de um brinde levam a reflexões mais profundas, inclusive para o próprio BoJack – mais sentimentos que várias celebridades já devem ter passado? O assistente da Princess Carolyn é muito eficiente e arranja para ela três encontros, sendo que o último com um rato é improvavelmente o que mais dá certo. Mr. Peanutbutter leva Diane na terapia e ela, apesar de ser escritora, não sabe expressar seus sentimentos, até que acaba na festa de um astro de cinema que tem a típica entourage dele (Turtle!) e lhe dá drogas, ela declara seu amor para Mr. Peanutbutter e também acaba no hospital para descobrir…

S03E06 – Brrap Brrap Pew Pew

Diane e Mr. Peanutbutter concordam que ela deve fazer o aborto (balão de apoio moral com “boy” riscado de “it’s a boy!” para “it’s aborted!”), mas como Diane trabalha tuitando no lugar das celebridades, eis que ela envia um tweet no lugar da Sextina Aquafina e a questão do aborto rouba os holofotes, principalmente quando ela viraliza, lança um daqueles clipes pops polêmicos, sem vergonha e com violência, depois decide transmitir à la Argo o aborto – sem estar grávida… E na corrida para o Oscar, BoJack é o quinto indicado de outras premiações menores, perdendo para Jurj Clooners que sempre faz pegadinhas (!) e tem até o Festival do Leonard Maltin onde quem ganha é o Bread Poot – nem aqui Lernernerner DiCarpricorn ganha! Huahahaha Ana ganha novo vigor quando BoJack a demite, e decide dar total atenção a ele… E no final Princess Carolyn e Diane já sabem todas as providências que precisam tomar quando Aquafina anuncia que está grávida de verdade, genial. E só pra lembrar um comentário de apoio do Peanutbutter: “talvez não seja a melhor ideia, se fosse um dos irmãos Dillon, digamos que seria o Kevin e não o Matt”.

S03E07 – Stop the presses

Todd tem uma cabeça gigante de papel machê (what?!); a amiga de Todd está na casa e BoJack se sente desconfortável porque o amigo não sabe que passaram a noite juntos; mas a própria termina numa conversa “simulada” do novo serviço de carro. BoJack também tem uma relação secreta com Ana Spanikopita e a bam-bam-bam de um jornal o ouve para dar conselhos até ele renovar a assinatura do seu jornal. Ótima a reunião para decidir um pôster com as consequências da opção do BoJack num outdoor, hahaha; eE a Margo Martindale estava todo esse tempo morando no barco do BoJack!

S03E08 – Old acquaintance

Rutabaga passou por terapia de casal e junto com Vanessa Gekko tentam dar o mesmo papel para uma zebra que a Princess Carolyn quer que fique com BoJack; as duas procuram a assistente de “David Pincher” (ehe!) para conseguir o que querem. Diane visita o irmão do Mr. Peanutbutter numa cidade de labradores felizes, até que descobrem que ele não está tão bem assim na real. BoJack acaba fazendo um antigo colega que atualmente trabalha numa loja de ferramentas de que ele apoiaria um novo projeto para TV; além de querer aceitar o papel oferecido por Kelsey Jannings que também não dá certo e a empresa de Carolyn está passando por uma crise financeira… e é ano novo. Mas o azar de uns, é o final feliz de muitos coelhinhos do outro.

S03E09 – Best thing that ever happened

Princess Carolyn relembra sua relação com BoJack, desde que acabaram na cama em 2007; e passam um jantar caótico no restaurante do cavalo-ator, com o chefe se demitindo e junto indo embora quase todos os funcionários, e uma crítica gastronômica; Carolyn acaba voltando e ajudando no Elefante a cozinhar um prato para a crítica, e apesar de relembrarem sua amizade, ela é demitida mesmo.

S03E10 – It’s you

Mr. Peanutbutter anuncia os indicados ao Oscar e BoJack está na lista, sem acreditar muito que seja algo realmente bom (e Diane acerta em cheio!), dá uma super festa em sua casa; mas briga com Diane, e Ana deixa BoJack só porque agora é que começa a luta de verdade… Acompanhamos um flashback do que realmente aconteceu, com Todd e Mr. Peanutbutter criando a lista de indicados (oh man!) porque perderam o super precioso envelope, enquanto também tem a história do irmão doente. Ou seja, ele não foi realmente indicado; e todos parecem ter que seguir em frente na vida, Carolyn é aconselhada pelo super eficiente assistente a viver um pouco mais da vida que ela realmente queria, Diane lembra sobre como é ser engajada em alguma causa e não pensar somente em si, Todd também acaba discutindo com BoJack e escancarando a verdade: não são as drogas, nem a bebida, nem os pais e a infância ruim… é simplesmente ele.

S03E11 – That’s too much, man!

Finalmente Sarah Lyn tem um bom motivo para deixar a abstinência – e quanta droga em todo canto da casa! Ela e BoJack começam a sair por aí, e ele tem lembranças em “flashes” do que está acontecendo (em meses!): reveem episódios do antigo show na TV, participam de uma reunião dos AA, quebram a casinha de brinquedo de uma criança, invadem a casa e fingem ser Diane e Mr. Peanutbutter, BoJack também busca redenção com Ana, mas volta três vezes e não consegue se lembrar da história que ela contou – do treinamento para salva-vidas, algumas pessoas não dá para salvar porque elas vão se debater e levar você junto pro fundo… ao que BoJack responde: o que isso tem a ver comigo? Ai, ai, ai! Ele também grita no lado de fora do apartamento da Princess Carolyn, e vão até Ohio para se redimir com a filha do antigo amor, Penny; mais blackouts e referência clara a “Memento” (2000)***, yey. Sarah Lynn encontra a heroína com o nome do BoJack, comentando que isso é mais legal que um Oscar, tem uma viagem que só uma convidada especial salvaria seu show; ele percebe que os dois não querem nada um do outro e por isso podem se entender, quando ligam a TV está passando a festa e Sarah ganha um Oscar, sem estar lá! BoJack a leva ao planetário.

S03E12 – That went well

Lembra que no começo da série revisitamos o ano de 2007? Parece que muitas coisas marcantes aconteceram mesmo para BoJack, inclusive neste ele relembra uma visita ao camarim da já famosa Sarah Lynn para entregar um roteiro – e ela ficar desapontada porque não era por amizade.  Voltando ao ano atual, o noticiário anuncia sua morte aos 31 anos. Margo colide com o navio com o carregamento importante de macarrão para Sandro (que trabalhava no restaurante do BoJack!), o noticiário mostra uma especialista explicando o que poderia salvar o dia, mas Mr. Peanutbutter, que desde o início da série tinha guardado um estoque de escorredores de macarrão sem sabermos pra quê, decide desligar o celular para uma sessão de cinema (hahaha! Eu também faço isso, não devia mais?). Eles acabam salvando o dia e Mr. Peanutbutter recebe muitas ofertas, Princess Carolyn não consegue realmente desligar, até que percebe que sua vocação é ser empresária e não agente (Ralph: “parece a mesma coisa”)! Diane se encontra com um contato indicado por Princess Carolyn para escrever para seu blog. Mr. Peanutbutter e Todd vendem a empresa Cabracadabra (segundo a blogueira feminista, “Hooters on wheels”!), mas Todd perde todo seu dinheiro tomando sorvete com Emily e ponderando que ele não é gay, mas talvez não seja nada, e ela diz que tudo bem. BoJack está super deprê por achar que só causa o mal, acaba deixando o set de filmagem do novo programa com aquele antigo colega… parte na estrada sem destino e observa cavalos correndo livres contra o vento.

 

Os últimos meses, e ai, já chegou a Mostra

Gente… é, já estamos chegando no segundo turno das eleições – e depois de não acreditar que o Trump foi mesmo eleito, o que mais eu poderia esperar deste mundo que virou de cabeça pra baixo?

Os últimos meses foram difíceis e bem cheios, tanto que acabei me afastando dos blogs – e isso me faz uma falta! Mesmo que seja para escrever bobagens, minha terapia é escrever. Eu até consegui alguns objetivos a que tinha me proposto este ano, terminei os livros que há tempos queria publicar, fui para o Japão novamente no último mês de setembro, mas do final de julho até início de setembro estava super atarefada e trabalhando muito para terminar umas aulas para a escola do budismo que frequento, e… fiquei muito esgotada com tudo. Até a viagem não foi tão bem desta vez, foi mais “pesada” do que eu tinha imaginado que seria.

E, claro, como sempre, estou falando do peso na alma. Eu sou uma pessoa que sofre de leve depressão, que de tempos em tempos volta – e acredito realmente que em parte é por esta vida de tempos modernos, que a gente deveria é trabalhar menos e ter mais tempo para fazer o que gostamos, para estar com a família e amigos, ou só pra sentir, pra respirar, mesmo. Mas, enfim, já escrevi muitas vezes aqui no blog como desabafos, e o fato é que voltei do Japão e passei umas semanas bem ruins, realmente sem vontade de fazer nada.

A minha reabilitação é procurar pensar de modo positivo. Procurar pensar em maneiras de manter uma boa saúde – porque, no final, ninguém vai fazer isso por você, você mesmo precisa se cuidar. E uma das questões de saúde para mim, fora a diabetes, é ter menos estresse e me preocupar menos, pensar em coisas boas e me distanciar do que me faz mal, manter a mente e o espírito saudáveis também.

Esses foram meus últimos meses emocionalmente, e acabei não escrevendo por aqui, mas vejamos… o que andei fazendo?

Teve uma época em que eu estava testando vários joguinhos para celular. Por uns dois anos eu só tive um joguinho, que era o da Disney, dos Tsumtsums – acho que eles me pegaram com o evento de personagens do Star Wars (ganhei o Yoda, o Chewie, a Princesa Leia, e derrotamos as invasões do império) e daí não parei mais, até ganhar os personagens de Monstros S.A., Baymax, Toy Story, a Dory, Pocahontas, Mulan, mas… tem uma hora que o jogo em si enjoa. Daí experimentei aqueles jogos de fazer comida, Cooking Mamma dá muito trabalho, desisti; peguei aquele jogo de carrinhos de corrida que roubam dinheiro; aquele que a gente junta florzinhas e vai decorando o jardim; testei vários até chegar naqueles de buscar objetos na cena. E fiquei com June’s Journey. Eu queria até fazer um post sobre como é legal o modo como eles bolaram: a pessoa pode ir passando as “fases” (que são capítulos da história) sem muitas dificuldades, ir decorando a propriedade com o dinheiro que ganha (gosto de imaginar que sou rica milionária e criativamente ir criando os espaços na ilha), tem prêmios recorrentes (os baús que o jogador pode abrir quando preferir, energias inesperadas) e coleções da estação. São várias maneiras prazerosas de manter a gente querendo continuar o jogo.

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E como boa descendente de japoneses, claro que de vez em quando surge algum anime na nossa vida, certo? Ano passado eu gostava daquele de super-herói e da escola de culinária bem competitiva, nestes últimos tempos eu adorei “Hataraku Saibo“. A narrativa é das células do corpo humano como um mundo normal – são como pessoinhas trabalhando aqui e ali conforme sua função, a principal personagem é um glóbulo vermelho que sempre se perde, sem achar o caminho certo pelas regiões do corpo, e a função dela é levar nutrientes… Daí vem uns monstros (tipo vírus, alguma doença) e o mundo fica a perigo, com alguns personagens lutando para salvar o mundo – no caso, o corpo humano. O desenho é muito divertido, com todo o visual das animações japonesas (caprichado) e uma super pesquisa sobre o funcionamento do corpo humano para criar os conflitos, as plaquetas são fofinhas, um simples espirro é como lançamento de mísseis e uma gripe vira uma loucura caótica nesse universo.

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E as séries? Sim, muita Netflix quando a gente não sabe muito o que fazer na vida e não quer pensar nos próprios problemas. Eu vi inteira “O vazio” (The hollow / 2018), sobre uns adolescentes que acordam em um lugar estranho, vão descobrindo poderes, ultrapassando desafios, só que é bem previsível, a gente logo percebe que tudo parece muito com fases de video-game. Vi um episódio só de “Legion”, vi toda a “Fugitivos da Marvel” (2017) que até é interessante, são adolescentes envoltos numa trama que a princípio não faz sentido, tem um culto religioso, uma adolescente que se suicidou, os amigos que voltam a se reunir, um clima meio estranho e a gente quer ver aonde vai dar, até que é bem feitinha. Agora, “The Marvelous Mrs. Maisel” (2017), da criadora de “Gilmore Girls”, pra mim foi excepcional, gostei de verdade e queria escrever um post só pra ela. Tem a mulher que tem talento pra comédia e busca fazer stand up, lidar com a separação do marido, a NY dos anos cinquenta, a vida dos judeus ricos, trilha sonora e visual bem bom da época. Aliás, pretendo dar um post só pra “The good place”, temporada 2, e neste final de ano fazer maratona de “Bojack Horseman”.

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Esta última é mais porque, ultimamente, o que tem me animado é imaginar a vida em Hollywood. Eu sei, eu sei, já sou velha, mas às vezes os sonhos são apenas para serem sonhos, para nos manterem seguindo em frente e não desistir de vez da vida. Sim, nos últimos meses eu tenho pensado muito nos diversos arrependimentos da vida e se eu voltasse no tempo o que teria feito diferente (teria feito o curso de teatro em 2003, teria feito USP Letras japonês, teria procurado trabalhar com dublagem, voltado à Disney, feito Senac audiovisual logo depois).

Já desisti vezes demais do cinema. Não quero mais desistir de mim. Quero fazer mais as coisas que eu gosto – e eu não ligo tanto para dinheiro, para essa questão material, estou falando de felicidade, apesar das adversidades. A gente tem que buscar incluir mais o que a gente ama na nossa vida.

Claro que as coisas nunca vão acontecer do jeito que a gente gostaria ou imagina. E o que deu errado também é a parte importante dos nossos aprendizados. Eu não quero mais fazer uma faculdade de cinema, eu não penso mais em ser diretora. Mas eu ainda gosto do cinema.

Então, os filmes? Ai, ai. Sim, teve os filminhos dos voos de mais de 20h. Teve as Sessões da Tarde, e percebi que hoje em dia isso mudou, né? Não é mais aquelas tardes cheias de aventura, dos filmes “produzidos por Steven Spielberg”, acho que o público desse horário mudou, as crianças e adolescentes de hoje tem cursos à tarde e não tem mais tempo pra bater figurinha, andar de bicicleta ou jogar bola na rua? A maioria dos filmes da Sessão da Tarde agora são comédias românticas… hmmm. Bem, eu fiquei sabendo que Shyamalan vai fazer uma espécie de continuação de “Fragmentado” (2016) *** que resgata o personagem de “Corpo Fechado” (2000) *** e eu revi os dois, foi legal fazer isso, eu já nem lembrava deste último e eu também quis escrever sobre ver os dois filmes juntos, mas… é, percebi que eu tenho que escrever logo, assim que vejo o filme, enquanto ainda está “fresco”, tô realmente pegando idade.

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Um filme que eu vi mais recentemente e me indignou muito foi “Caminhos da Floresta” (2014) – e olha que eu gosto de comédias românticas e contos de fada, mas xenti, que coisa terrível. Terrível, terrível. Tipo, vergonha alheia constante, sabe? Comecei e recomecei umas quatro vezes até que finalmente decidi ir até o final. Procuraram misturar as histórias da Chapeuzinho Vermelho, da Cinderela, da Rapunzel, do João e o Pé de Feijão, já imaginaram a bagunça, né? Me admira que tantos famosos entraram nessa roubada, e a Meryl Streep até foi indicada ao Oscar de novo (pelamor…), a sequência de maior vergonha alheia é quando o príncipe da Cinderella e o da Rapunzel se encontram e debatem quem sofre mais, no meio da cachoeira, abrindo a camisa pra mostrar o peito… Tudo bem, eu admito que eles buscaram incluir momentos cômicos propositalmente, mas simplesmente não deu certo. O filme não sabe o que quer ser, não é infantil, não é romance, é um musical bem capenga, a maquiagem é por vezes ruim, dá impressão que perceberam que já estava tudo perdido e aí falaram “vamos dizer que foi tudo de propósito, é uma comédia”.

Ai, desculpem, este já é um post longo, mas tem coisas que a gente precisa tirar do peito. Eu vejo muita coisa ruim, então, pra estar assim, vocês imaginem…

Ah! E nessas elucubrações sobre a vida, perdendo tempo pensando na própria miséria bem à la Brás Cubas… eis que chega a Mostra! Sim, a Mostra. Quem sabe eu tenha alguma salvação? E eu nem falei do Anima Mundi, que sempre me ajuda um pouquinho, todo ano. Mas é isso, tenho que escrever tão logo posso, sem procrastinar, vamos ver se daqui pra frente eu pratico mais isso.

Bojack Horseman

É muito difícil eu conseguir tirar folga quando o resto do mundo também está de feriado, ainda mais três dias seguidos assim. Decidi que vou aproveitar para “resgatar” alguns posts antigos e neste mês de Abril, que falamos em renascimento espiritual no meu budismo, talvez possamos promover também um “renascimento” do blog?

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Bem, nas últimas férias, eu peguei algumas séries para assistir, conforme eu tinha comentado. Pra começar esta série de posts resgatados do meu limbo, aqui vai o registro de uma série que não é para todos, mas que me divertiu um bocado (e o post era pra ter saído no início de fevereiro).

Bojack Horseman é uma série original do Netflix, em desenho animado, mas bem incorreta, fazendo piada dos bastidores das celebridades de Hollywood.

2014-bojackhorseman

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S01e01 – BoJack é um cavalo meio-homem que foi famoso em uma série há 18 anos e tem que escrever um livro sobre sua vida. :D: o primeiro episódio é regular, humor para adultos, mas aquele negócio norte-americano de fazer humor, meio escatológico (com piada de vômito de algodão-doce e sexo). Ótima referência a editora dos pinguins! ^^ “Quando foi a última vez que você viu um livro?”

S01e02 – BoJack pega os muffins de uma foca que serviu na Marinha, no Afeganistão, e é exposto pela TV, tendo que se redimir por um reality show. Todd tenta namorar uma japonesa online, Diane tenta saber da infância de BoJack. :D: o segundo episódio catapulta a qualidade do sarcasmo e ironia, incluindo crítica social em meio a uma situação absurda, e acho que foi por ele que realmente quis continuar a ver a série. Engraçado como incorporam traços característicos dos animais no comportamento dos personagens (como quando BoJack suspira depois do sexo, as orelhas do Mr. Peanutbutter levantam em alerta quando toca a campainha, a som do Neal choramingando combina com o que as focas fazem). O melhor do episódio é realmente o sensacionalismo da mídia misturado à crítica à exaltação da guerra (que garante a paz?).

“Você nem conseguiu pra mim uma ponta em Cavalo de Guerra

S01e03 – BoJack reencontra uma antiga colega de série que era uma garotinha, mas cresceu nessa cultura de celebridades. :D: como recriaram bem aquele típico visual das séries dos anos 80 pra 90 no início! Ficamos até com dó do Todd, que sempre morou lá, nunca ganhou panquecas de chocolate, e fica recolhendo os cacos do apartamento. Muito gatuna a agente que tenta conseguir representação e escala o muro pra pular – como os gatos fazem mesmo. Ousado colocarem a piada de que são apenas dois estranhos e se envolverem sexualmente (e o Todd disgusted com essa situação é a MINHA reação). A crítica a essas estrelas mirins que depois querem provar que podem ser sexy, se envolvem com drogas e reabilitação – mas a culpa é da “sociedade”!

S01e04 – Wayne, ex-namorado de Diane, está escrevendo um artigo pra revista sobre Mr. Peanutbutter, afirma que como no programa de TV (muito parecido com o de BoJack) todos tem um lado Zoe ou Zelda. BoJack tenta ajudar Todd a realizar sua ópera “Novatopia”, mas Todd era viciado em um video-game e diante da possibilidade de ser um sucesso, BoJack tira vantagem. :D – a crítica ao Halloween como data para incentivar o consumo de açúcar e fantasias que podem gerar preconceito. Os comentários diretos de BoJack sobre como a ópera de Todd é ruim, Todd acha que ele não estava ouvindo, até que eles “pensam a mesma coisa” (e é uma frase enooorme!). A loja de jogos chama “Beast Buy” ^^

S01e05 – O pai de Diane morre e ela volta para casa, sua família disfuncional acaba cortando o pai em iscas. Em LA, Todd finge que a casa é do Boranz (de qual série?) e tenta ganhar uma grana com tours. :D – quando Bojack fala da superficialidade de Los Angeles, e Melissa Leo e esses irmãos me fizeram lembrar de O vencedor (2010).

S01e06 – Todd está na prisão e é disputado por 2 gangues. Bojack ignora o fato completamente, pois está ocupado não admitindo os sentimentos por Diane. Numa disputa infantil com Peanutbutter, ele acaba roubando o “D” de Hollywood, mas o cachorro transforma isso no maior ato romântico e pede Diane em casamento.

S01e07 – BoJack está curtindo a fossa pelo noivado de Diane e tenta reconquistar PC (Princess Carolyn? Pussy Cat?), enquanto Todd acaba com o papel na propaganda de uísque. PC parece estar perdendo profissionalmente para Vanessa Gekko, mas no final do dia ela consegue um filme para Cameron Crowe (piada de corvo!), Cate Blanchett de volta e uma comédia romântica para BoJack – mas a notificação de aniversário não é das mais felizes. :D – os quadros de pintores famosos, mas com animais! Quentin Tarantulino ^ ^. Como mostrar uma humanidade (apesar de serem animais).

S01e08 – BoJack vai até Malibu visitar um antigo amigo que está com câncer e relembra seu passado, quando eram os anos 80, eram comediantes e conseguiram uma série de sucesso juntos. :D – a diferença de estilos entre os anos 80 e 90 (o telefone gigante, a época em que a sociedade ainda não aceitava os gays, quadros semelhantes aos do Keith Heiring). A “conversa” com Angela Diaz explicando que BoJack é uma estrela, mas para o show continuar Herb tinha que ir. Todd sem conseguir manobrar e sendo roubado por duas garotas, e sendo deixado pra trás.

S01e09 – Diane e BoJack preferem não falar do beijo e BoJack decide sabotar o casamento. Ao tentar incriminar Peanutbutter, Todd acaba como seu motorista. Margot é contratada pra fingir que rouba um banco (“Esse é o papel da minha vida!”), e isso só acaba antecipando o casamento. :D – a teia de pensamento completamente louca de Todd até descobrir que BoJack sabotou seu sonho de ópera!

S01e10 – Após o casamento, BoJack está fazendo um filme em que ele faz Peanutbutter – e quem faz BoJack é um “homem careca de 50 anos” (Wallace Shawn). Diane é interpretada por Naomi Watts, que está cansada de fazer “mulheres tridimensionais e complexas”! O diretor é Quentin Tarantulino (adoro os múltiplos braços e a velocidade da voz). O livro de Diane fica pronto, mas traz todo o lado ruim de BoJack.:D – assim como deve acontecer de verdade em Hollywood, um filme simples vai mudando e tomando proporções ridículas!

S01e11 – BoJack não aceita a versão do livro escrita por Diane e decide escrever sua própria. :D – A comum procrastinação: BoJack brincando com as fontes, encontrando desculpas em casa pra não trabalhar (aspiradores de pó!) – será que todos os escritores sofrem disso em algum momento? E a sequência em que estão drogados, a melhor da série! Arma de vassouras, Diane um monstro, correndo pela mente (como em Brilho eterno de uma mente sem lembranças?), o subconsciente com Sarah Lynn, a versão Charlie Brown da Diane – hahaha (e do Mr. Peanutbutter); a vida pacata e agradável que poderia ter sido com Charlotte.

S01e12 – BoJack ganha um Golden Globe por seu livro (?!) ^^ “vocês assistem aos filmes?”. Diane é convidada a escrever sobre um filantropo aventureiro. BoJack quer fazer Secretariat. :D – o verdadeiro filme tem a Margot Martindale! O problema das ideias de Peanutbutter e Todd é que elas não têm um “ground floor” e as pessoas caindo na loja de Halloween… inclusive Garfield! BoJack não larga seu Golden Globe.

* * *

E mais! As principais vozes da série são de atores famosos das séries norte-americanas ^^

Netflix – séries (de férias)

Eu fiz uma conta na Netflix no final de 2013, e confesso a vocês que quem mais vê filmes pelo canal é meu irmão, e que passei 2014 praticamente pagando pra não ver. Mas é claro que por pura falta de tempo. Porque se eu pudesse, ficava o dia inteiro vendo tudo, só pra fazer a Minha Lista de seleção do que ver a seguir, fico horas… Existem alguns pontos bem atrativos no Netflix, entre eles o preço acessível, considerando a quantidade de séries e filmes disponíveis. E eu posso ver pelo Playstation do meu irmão, pelo laptop deitada na cama, pelo celular tomando café da manhã. Outra coisa boa é que eu sou muito preguiçosa ocupada, e não dá pra ficar procurando na internet, depois esperar o tio Torrent chegar, enfim. No Netflix está ali facinho, é só clicar e começar a ver, e se eu não gostar muito, mudo de série, tudo bem. Um dos problemas que o pessoal reclama é que eles não têm títulos muito novos. Mas eu não ligo tanto pra isso, e a variedade é grande, dá pra se divertir bem, sim.

O que me fisgou mesmo no canal nas férias de 2013-2014 foi uma série exclusiva: Arrested Development (2003-). Primeiro, eu tinha visto aleatoriamente uma informação de que a série tinha começado em 2003 e daí ficou em suspensão por anos até voltar em 2014. Fiquei curiosa. Comecei a assistir, e não consegui parar! Vi as 3 primeiras temporadas num supetão, porque acontecia cada coisa louca com essa família sem noção (e, olha hein, isso foi antes do pessoal descobrir The Office (2005-)!). Se vocês acham que A Grande Família da Globo é muito ouriçada, precisam mesmo é ver essa série ácida de pessoas impossíveis, impagável.

2003-arrestedevelopment

Eu gosto das séries de comédia porque são episódios menores. E, nestas férias atuais de 2014-2015, depois de dias cheios de trabalho, nada melhor que um episódio descontraído pra relaxar um pouquinho. A temporada 06 de Friends (1994-) foi legal, mas estou começando outra exclusiva da Netflix, indicação da Ana Maria Bahiana, com um tema que eu gosto é mais (os bastidores de Hollywood): BoJack Horseman (2014-). Tem vozes de nomes conhecidos das séries: o próprio Will Arnet é de Arrested Development, Alison Brie de Community (outra que eu adorava), Aaron Paul da tão falada Breaking Bad.

2014-bojackhorseman

E estou começando a tomar gosto por outra coisa: começar a ver uma série pra ter o “feeling” e ler a sinopse dos episódios seguintes – dá pra saber do que se trata, mas nem sempre a gente quer ver uma série inteira pra ver no que vai dar, né. Exceto se for uma série que realmente me dê vontade de ver cada episódio, eu não preciso continuar uma série inteira (ê, mundo pós moderno, tão difícil de acompanhar…) Fiz isso com Once upon a time (2011-)… embora, bem, talvez eu continue a ver, vai. As princesas e o Robert Carlyle todo maluquete como sempre. Bem, minhas férias não são bem fééérias… mas pelo menos em algum momento do dia eu posso parar pra respirar e relaxar um pouquinho – e o Netflix é uma boa pra isso.