Desabafo é cringe? (crush no Tom Hiddleston e um breve comentário sobre a abertura das Olimpíadas)

Senta que lá vem post longo!

Então, nos últimos tempos, nós vimos esse debate sobre o conflito das últimas gerações, Z x Millennials, e eu descobri que sou muito cringe. Tipo, café da manhã? É uma das refeições mais importantes do dia, minha gente, que é que é isso, não ter tempo pra café da manhã? Os emojis? Hmm, na verdade nunca gostei muito de “rs”, sempre usei hahaha, mas depois de descobrir as origens do quiaquiaquiá, incluindo ajuda do Donald para popularizar quaquaqua, me sinto justificada a usar o “kkk” agora. Boletos? Sim, lembro-me dos dias em que eu tinha que ir ao banco passar o código de barras lá; tudo bem, hoje temos inúmeras opções online, mas eles ainda existem e contas para pagar nós temos. Aliás, uma das coisas mais tristes foi descobrir que minha geração é a mais falida da história (xenti!), comparativamente, nossos pais em nossa idade já tinham imóvel e estabilidade financeira em seu nome. Realmente, eu sou um dos exemplares típicos que preferiu gastar com experiências do que com bens materiais (se bem que isso também envolve certas crenças religiosas aí), mas disso não me arrependo não; só pra citar alguns momentos que vão ficar na memória para confortar minha alma apesar de eu não ter um apartamento próprio: o passeio aos 14 por Los Angeles; uma viagem louca de ano novo para o Rio sem hotel para dormir; um evento inusitado em Taiwan cujas horas de voos demoraram muito mais que as reuniões em si; os dois meses que talvez sejam os melhores da minha vida em que trabalhei nos parques da Disney World em Orlando; tirar foto dançando tango no Caminito; comprar rede em Fortaleza; o treinamento num Chateau francês e dias seguintes flanando por Paris; as primeiras lanternas flutuantes minhas em NY; um passeio inusitadamente bom por Chicago à la Ferris Bueller e ao som dos Blue Brothers na cabeça; viagem de trem-bala por lugares do Japão que eu ainda não conhecia; um casamento em três partes que inclui muitas comidinhas em Belém do Pará; dias bons de camarões em Natal – só pra citar alguns destaques.

Bem, sei que estou ficando velha, disso eu sempre reclamo por aqui, e talvez seja cringe até o fato de postar num blog? Mas é parte da minha terapia pessoal, como eu também sempre digo. E vejam vocês, nem fazer isso direito eu consigo. Eu vinha postando uma vez por semana um texto de filme relacionando a algo budista, mas teve um acontecido aí que me desanimou um pouco, daí mais uma pausa ocorreu por aqui. Sei lá, sabe quando você se pega repensando algumas coisas da vida e fica com aquela sensação de “por quê?”; por que eu estou fazendo tal coisa, por que me esforçar ou me dedicar a tal coisa?

Dá vontade de se largar e se contentar (conformar?) com o mínimo que se pode querer da vida. Pra que fazer mais? Buscar outra coisa?

Nesses momentos de automelancolia, contavam com sua astúcia, não? Quem é que vem para me salvar, me confortar, me compreender na alma e me alegrar de novo? O cinema, é claro. Ou, pode ser também o mundo do audiovisual, música ou, neste meu caso atual, uma série (que deriva do cinema, então estou considerando). Já comentei alguma vez por aqui sobre a minha década perdida e talvez o universo cinematográfico Marvel também possa ser em parte incluído nisso aí. Sim, eu gostei do primeiro Homem-Aranha vivido pelo Tobey Macguire, e foi bem divertido o primeiro Homem de Ferro. Mas confesso a vocês que teve uma hora em que eu simplesmente tinha cansado dos filmes de super heróis. Tá, eu vi os filmes, Hulk era um dos meus favoritos apesar de não ser o mesmo ator dos filmes solos, quando Mark Ruffalo encarnou o smash verdão eu aprovei; não me importei tanto com o Capitão América, meio certinho demais pro meu gosto; Gavião Arqueiro e Viúva Negra figuravam meio que como coadjuvantes pra mim (e nem me empolguei muito com o filme solo da vingadora Natasha, pra mim esse deveria ter vindo bem antes); já os Guardiões da Galáxia eu realmente ri e ouvi inúmeras vezes a trilha sonora; Doutor Estranho foi bem legal, vai, com sua capa de vida própria; Homem-Formiga conta com o carisma do Paul Rudd, mas eu nem vi a continuação; Capitã Marvel não me conquistou exceto pelo gato que arranha Nick Fury; o novo Homem Aranha fez sentido como adolescente; Pantera Negra deu uma respirada renovada e adorei todo o conceito de Wakanda; e pra finalizar, eu também não me empolguei tanto com Thor, talvez o Ragnarok tenha sido o mais interessante, mas daí já tava tudo entrelaçado com Os Vingadores.

Isso tudo pra dizer que finalmente agora, neste ano, eu estou redescobrindo um pouco desse universo. Vi toda a série no Disney+ de Wanda Vision, e achei genial a sacada de cada episódio inicialmente simular uma representação de série de cada década diferente. Foi muito interessante, mas chegando ali pro final eu me desapontei um tiquinho só com a “evolução” do Visão e o carinha que fez Pietro numa versão anterior dos X-Men ter dado as caras só pra fazer uma graça extra. Aliás, além da nova heroína negra, uma participação especial que contou foi da Darcy, amiguinha da futura Thor… E, aproveitando o ensejo, senhoras e senhores, a série que salvou mesmo essa euzinha pequena do seu próprio torpor foi: Loki.

(!) Lembrando que este blog não acredita em spoilers. Mesmo que eu soubesse o que ia acontecer, eu teria visto todos os episódios e conferido a reação do Loki a cada passo ;)

Ai, vontade de rever todos os filmes do Thor, só pra conferir a evolução desse personagem. Creio que estou certa em dizer que nenhum outro vilão do MCU ganhou sua própria série, e pelo que pesquisei, nada dela existia nos quadrinhos (bem, algumas referências aqui e ali, mas não como ela vem nos sendo apresentada). Sim, a série veio a existir em grande parte pelo talento, carisma e trabalho dedicado do seu intérprete, Tom Hiddleston. Ele acabou ganhando os corações de um monte de gente, inclusive meu, pois é muito mais interessante acompanhar sua trajetória do que a de um herói, digamos, convencional – pois é, quem diria que eu, que na época do vestibular estudava o anti-herói Macunaíma, que me dava é raiva em vez de torcer por ele, iria acabar gostando tanto de anti-heróis. Daí descubro que Hiddleston gosta de Shakespeare (crush, crush!) e entrou nessa para trabalhar inicialmente com o Kenneth Branagh (diretor do primeiro Thor), que esse cara parece ser super gentil e elegante, sensato e boa praça, humilde apesar de toda a fama alcançada – e aquela aparição numa Comic Con, hein? Sem falar que ele é aquariano, signo que sempre admirei (talvez por ser tudo que eu não consigo ser?), aliás, nasceu um dia antes da data de aniversário do meu esposo. Quem sabe numa outra timeline nós teríamos nos encontrado? (crush, crush, crush!)

Claro que a série não se faz sozinha por ele, um roteiro bem trabalhado é essencial, mas digo que não foi pelos efeitos visuais e fotografia (que pra mim ficavam um pouco confusos e fora do tom até, sei lá, o que é que eu sei, não é?) que continuei vendo os episódios a cada semana. A química com o Mobius do Owen Wilson foi boa, a personagem de Sylvie me deixou contente, bem como ver o jacaré Loki. Desenho de produção também aprovado, apesar dos cenários grandiosos construídos que nem precisava talvez, o figurino da Sylvie, dos guardinhas da TVA, os props como o portal dos timepads funcionaram para esse universo.

É claro que em termos de roteiro, sempre fico com medinho dessas viagens no tempo, de que vai virar tudo uma confusão, quantas produções nós não já vimos eles c@garem tudo, né? Mas acho que era inevitável, sendo que eles pretendem trabalhar com a ideia de múltiplos universos. No geral, são as ficções científicas que tratam do tema, e eu sempre fui muito afeita a elas, portanto, acho bem justo eu ter me empolgado mais com esta série aqui do que as outras coisas que andam saindo por aí da Marvel. Sempre são histórias acompanhadas de questões filosóficas inerentes à humanidade, e foi ótimo o Loki quebrar a cara e ver como ele é tão pequeno. Às vezes a gente se acha tão importante e concentrados em determinada coisa que estamos fazendo, esquecemos que o universo é muito maior. Essa foi a característica que mais gostei, talvez, uma espécie de jornada de redenção, aceitar e ao mesmo tempo redescobrir a si mesmo. Na minha empolgação, fui lá conferir o Making Of (série Avante, no Disney +), com narração do próprio Tom Hiddleston. Recomendo se você gosta de ver essas curiosidades como eu, além de incluir uns pensamentos inspiradores…

“In life we all go through struggles, but we can’t do it alone. If we have people we can trust, it lightens the load and gladdens the heart” (Na vida, todos passamos por dificuldades, mas não podemos fazer isso sozinhos. Se temos pessoas em quem confiar, isso alivia o fardo e alegra o coração).

Talvez Loki esteja fadado não a perder e sim a sobreviver, talvez como todos nós. Nas infinitas possibilidades sendo podado de diversas realidades, talvez ele tenha se encontrado ao conhecer seus comparsas Loki.

Sendo podada em tantas realidades, eu continuo a acreditar. Mais do que nas pequenices e picuinhas, acredito no bem do mundo, pelas pessoas em quem sei que posso confiar.

E aqui meu breve comentário sobre a cerimônia de abertura das Olimpíadas Tokyo 2020, neste 2021. Eu curti, foi muito bonita, na minha opinião. Não consegui ver tudo, mas eu peguei a homenagem aos mortos, a representação da tradição japonesa Obon (festividades para os antepassados). Creio que se fosse um outro país, teria cancelado facilmente o evento, devido à pandemia. Mas esse é um povo perseverante, trabalhador, que respeita as tradições, dá valor aos ancestrais, sabendo que suas vidas não foram em vão pois interferem e se ligam ao futuro. Neste último ano, que foi de tantas mortes, não poderíamos ter tido um país melhor para sediar esses jogos que unem o mundo todo. Achei lindíssima a formação dos drones, formando o símbolo e depois a Terra, iluminando nossos corações junto, seguidos da “Imagine”, de John Lennon. Perfeição.

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Fazendo uma gracinha, essa sim é a timeline sagrada. Quando tudo parece estar em seu lugar. Por vezes temos turbulências, grandes terrores na história; sempre enfrentaremos dificuldades, pois são afinal necessárias aos humanos e sua evolução. Com melhoraríamos, sem o impulso do mal, algo que nos leve a mudar, a ultrapassar? É uma dicotomia inevitável nesta existência.

Nada mais propício também que eu possa comentar sobre isso junto do post sobre a série que traz engendramentos passados e futuros. E quem sabe não seja por isso (como o “mal” e o “bem” estão tão ligados) que seja tão interessante acompanhar Loki (o personagem)? Torcer para que no fundo, no fundo, ele tenha o potencial para mudar. Poder sentir esperanças, apesar de tanta coisa…

Algo que eu destoo dos Millennials é o fato de não substituir filho por pet. Também considero o lado de estabilidade financeira que possibilita isso, e confesso que lá pelos 20 anos eu não queria ter filhos – muita gente já no mundo, que mundo louco, etc. Mas como o nosso olhar pode mudar, não? Eu percebi que dar vida a outro ser humano é também parte desta experiência terrena e o oferecimento de uma oportunidade, para outra alma, para uma nova vida, para o futuro. Quem sabe o quanto podemos melhorar nas próximas gerações, com as vindouras evoluções? Com respeito pelo passado, é claro. Mas se eu posso proporcionar isso, e me oferecer no que puder em prol dessa nova vida, cuidando da melhor forma que posso para que ela possa ser esse futuro brilhante (e não decepcionante e cringe como minha geração?), talvez seja só isso mesmo que eu poderia (querer?) fazer para ter a melhor versão das timelines; para ter uma timeline verdadeiramente sagrada.

Como o Mandaloriano me fez querer ver a última trilogia (e não, não valeu a pena)

Ai, tá, tá, tá. Não é esse título que deveria ser o post, porque tem algumas séries que eu andei vendo e achei até bem legal e preciso deixar registrado por aqui para que esta memória frágil possa relembrar num futuro como foi este início de ano – sem maratona de filmes de Oscar encavalando com a vontade de ir pro bloco de carnaval que toca Beatles! Pelo, menos por enquanto, vamos ver como vai se dar essa tal festa lá por abril, toda remodelada (à força) (como sempre muita gente reclamou que queria, que mudassem).

Sim, eu vi Bridgerton (2020), como se estivesse de bobeira, me senti como uma daquelas donas de casa com vida monótona que compra romances baratos cheios de cenas “quentes” e sensuais – só que, não, não me importei de não ter tantas cenas de sexo, pra dizer a verdade, eu nem sabia que era uma série assim soft porn, eu comecei a ver só pra me deslumbrar com a direção de arte, os belos vestidos e a decoração dos bailes… Mas sabem que até que surpreendeu, tem até uma vibe bem feminista, com a personagem principal sempre repetindo que só por ser mulher não significa que ela não possa fazer escolhas, e tem a escritora secreta – se fosse eu, deixaria no ar, no mistério mesmo e não revelaria assim tão cedo quem é a escritora (narradora de voz original Julie Andrews!), acho que eles ficaram com medo que poderia não sair da primeira temporada – nos livros base esse mistério é revelado só lá pelo quarto livro, me parece.

Mas se é pra falar de uma série que me surpreendeu mesmo, tenho que mencionar a recém-chegada brasileira, Cidade Invisível (2021), que mistura trama policial com uma pegada ambiental e o folclore brasileiro numa abordagem mais “adulta” (andaram chamando de Sítio do Pica-pau amarelo para adultos?!). O animador brasileiro nas gringas, Carlos Saldanha, já tinha trazido elementos bem brasileiros em Rio (2011)***, o que casa bem em querer resgatar essa tradição de lendas do folclore, mas de um outro jeito para o público atual; não me admira que ele seja o criador e produtor executivo, me admirou é essa pegada mais visceral, que inclui mais violência e cenas meio obscuras. E a série é bem feitinha mesmo, gosto do roteiro, com as mortes às vezes inesperadas; da direção, que trabalha bem com seus atores e as possibilidades do olhar e imaginação do espectador; os efeitos quase sempre funcionam (o cadáver virando borboletas); a edição também, afinal, temos que montar um mistério, mesmo quando tudo já parece resolvido; Alessandra Negrini com roupitchas que lembram mariposas ou a bela personagem Iara que mesmo em terra usa um casaquinho que lembra escamas ou um top de conchas são pontos de acerto do figurino, embora a ambientação da casa da menina Luna parece meio artificial, com tudo muito novo.

O único adendo é que provavelmente será igual a 3% (2016), que até gostei bastante da primeira temporada, ponto positivo pro Netflix, abraçando aí esses projetos, mas… acabei não continuando. Mas isso é problema particular meu, que não consigo acompanhar séries por muito tempo. Se eu vejo que tem muitas temporadas e ainda não acabou, aí é que eu não vejo mesmo…

Isso aliás me lembra de deixar registrado aqui que venho me divertindo bastante com esta primeira temporada de Wanda Vision (2021). Meu interesse maior em ver foi, é claro, essa proposta inicial de cada capítulo emular um capítulo de série de TV de determinada época. Tivemos da TV dos anos 50, 60, 70, 80, 90… e tudo foi muito divertido!!! Claro que com uma equipe de produção caprichada como da Marvel (Disney), a pesquisa e a entrega de um visual perfeito seriam de se esperar, mas as brincadeiras que eles fazem na situação de cada “época” tentando esconder sua real condição – de super poderes – já vale a pena. Realmente, é um entretenimento de primeira, apesar de que eu provavelmente não vou continuar acompanhando isso por muito tempo; até todos os filmes do universo Marvel no cinema eu não consegui acompanhar muito bem não, já estava cansada dos heróis, acho que perdi o último do Homem-Formiga e não sei quantos mais…

Com isso tudo, incluindo terminar a série Mandou Bem versão francesa (gosto de ouvir o francês e o apresentador gordinho é engraçado, a chefe Noemie também é um doce), até parece que depois do ano maluco que vivi em 2020 estou tirando um hiato, alguns meses de pasmaceira, ficamos semanas mais tranquilas em Curitiba, no final do ano, depois meu esposo tirou uns dias de férias, e por alguma razão parece que eu ainda estou devagar no andor, será verdade aquela minha teoria de que meu ano só começa depois do Oscar?

Ou talvez minha vidinha seja assim daqui pra frente, chega de tanta, tanta coisa, talvez tenha chegado a época da minha vida em que eu possa ficar um pouco mais tranquila, relaxada, parar de sofrer tanto por pouca bobagem, sabe?

O que significa que talvez eu passe alguns anos só vendo filmes leves, e que perfeição receber de presente um canal só da Disney pra alegrar um ano muito, muito difícil, não? Sou muito suspeita, porque adoro muita coisa da Disney e Pixar, então posso dar a desculpa que estou vendo as produções por causa da minha pequena, quando em verdade estou é fazendo uma graça para meu próprio coração. E prometi no post passado, realmente já começamos com Jon Favreau e o ótimo The Mandalorian (2019-), que todo mundo já tinha visto e eu não, mas valeu muito maratonar – aliás, maratona que passou muito rápido! Não só pra me derreter com o baby Yoda, mas as cenas de ação são o forte do diretor e não deixam a desejar. Apesar de que em determinado ponto a gente meio que previu que seria uma aventura por episódio em algum lugar só para ganharmos alguma informação, mas cada aventura foi bem interessante. E a Starbucks do Battlestar Gallactica e a Ming-Na Wen como personagens deste universo são só brindes! Eu me surpreendi é que teve episódio dirigido pela Bryce Dallas Howard (quanto ela era criança presenciou uma conversa entre Lucas e Kurosawa? É isso mesmo, confere produção?), nem tanto pelo Taika Waititi, e claro que gostei mais é de saber que tinha super fã de Star Wars envolvido. Já gostei desde cara do androide inicialmente programado para matar que também se sacrifica à la Exterminador do Futuro (quando ainda era bom), os personagens coadjuvantes também são marcantes à sua maneira e torna tudo mais interessante. A própria história do Mandaloriano e seu povo, conhecer outros cenários dessas galáxias distantes, cada episódio é como um mini filme mesmo.

Antes de começar a ver, cheguei a me arriscar a dizer que poderia gostar mais desta série do que toda a trilogia mais recente que andaram fazendo e… bem, com algumas ressalvas, até posso dizer que funcionou meio assim mesmo, viu. Pôxa, desculpem. É até maldade fazer isso com George Lucas, mas eu só gostei de verdade foi da primeira trilogia, a antigona dos anos 70/80. Era como o encanto de um universo completamente fantástico, novo, era mágica na galáxia. Daí, imaginem minha emoção ao ver aquela sequência no final da segunda temporada, X-wing, sabre de luz verde, mãozinha… (e eu já tinha aquela intuição bem antes, lá no fundo, você pensa “algum Jedi tem que buscar esse pequeno, por que não…?”) e quase toda a internet já sabe, se emocionou, Mark Hamill se emocionou com a emoção dos fãs. Isso sim foi sacada de mestre. Tanto que eu tive vontade de ver a saga da Rey e Kylo Ren, só tinha visto o primeiro filme até então, como seria o treinamento da nova promessa com o último mestre Jedi recluso numa ilha? Poderia ter sido fenomenal. E eu gostei daquele deserto de sal que deixava rastros avermelhados, gostei até da interação do Finn com a Rose, confesso que gosto do BB-8, mas chegou depois a última parte me parece que avacalharam de vez com o Palpatine e a Ray manipulando uma nave inteira, essa personagem meio que coloca por água abaixo o suposto árduo treinamento que se deveria ter para dominar a força. Pra mim, a última trilogia serviu apenas para destruir toda a mitologia, acabar com nossos personagens tão queridos – todos se foram!!! quer dizer, menos o Chewie e o R2-D2. É uma das razões de eu ter ficado tão sentida com Logan (2017)****, apesar de admitir que este sim seja um filme muito bom.

É, eu não sei se vou continuar até mesmo essa série que me divertiu muito, agora que não vou ter mais cuti-cuti do Baby Yoda pra ficar toda hora na frente da TV dizendo “óin” e pensando em como ele parece com a baby Yu – não contando alguns quesitos, claro, como o fato de ele comer sapos ou engolir os ovos que eram para ser salvos (“não, baby, não!” – é uma das frases muito repetidas nos últimos meses aqui em casa!). Mas fato é que eu já me rendi. Que filmes cult que nada. Minha vida sempre foi muito e pode continuar sendo Disney, tudo bem, que mal tem, tô fazendo mal pra ninguém! Ah, sim, este post não contêm comentários dos poucos filmes vistos nesse meio tempo, mas Soul (2020)*** deve ganhar seu post próprio, porque é um assunto muito especial e à parte…