Como mudou a rotina de ver filmes, e um pouco do Oscar 2021

Estamos nos aproximando da festa do Oscar deste ano e fazia tempo que eu não via tantos filmes indicados assim! Claro, isso foi possível por um ano de pandemia, com a maioria dos títulos disponíveis em streaming e poucas idas aos cinemas (para alguns, no meu caso foi nenhuma ida).

Na verdade, fico pensando em como minha rotina de ver filmes mudou. Não apenas não ter a imersão de uma sala escura e sua total atenção voltada às cenas iluminadas por uma qualidade de imagem e som ideais (segundo o crítico Pablo Villaça, há teóricos que afirmam que o ideal seria ainda além: não ter nem os luminosos indicadores de saída, pra uma imersão ainda melhor). Inclusive, uma amiga comentou que não sentia falta de ir ao cinema – ao passo que eu afirmava dentro de mim que sentia, provavelmente pelo que acabei de descrever acima.

Mas não é só isso, de estar em casa e poder pausar e ir buscar algo pra comer ou beber. Ter distrações ao redor, seja de pessoas ou sons, ou movimentos… Ou não ter muita paciência e parar pra terminar de ver só em outro dia. Se bem que, pra ser mais exata, mais do que a pandemia, esse hábito novo foi mais devido à bebê que corresponde a uma jornada de trabalho diário de quase 12 horas sem direito a férias.

Talvez para quem vê de fora eu não esteja fazendo nada. Ou talvez pra quem tenha vivência de outras realidades – afinal cada bebê é diferente, cada família também. Ainda existe muito dessa ideia também que cuidar da casa e dos filhos não é trabalho – pode até não ser pra você que não sabe, mas que dá trabalho, dá!

E daí, ficamos assim: sim, eu vi muitos filmes nesta maratona para o Oscar deste ano de 2021, mas infelizmente não consigo tecer textos para cada um visto, então faremos o seguinte: vou dividir em três posts meus comentários, junto dos votos que eu daria caso fosse um membro da Academia. Pra não ficar um textão infindável que ninguém tem saco de ler.

Ao mais, estou curiosa pra saber como se dará a apresentação este ano, parece que Soderbergh quer inovar, fala-se de um formato que pareça com um filme, máscaras serão item de destaque – e vocês não acharam também simplesmente muitíssimo apropriado que tenhamos justamente o diretor de Contágio (Contagion / 2011) para nos guiar? Adoro essas “coincidências” do mundo do cinema.

Outro fato muito entusiasmante para esta temporada são as próprias indicações que inovaram, trouxeram uns recordes inéditos aí. Seja em mais presença de mulheres e negros, fico sentindo que depois do ano em que anunciaram o vencedor errado e de “Parasita” (2019)*** surpreender a todos, tudo é possível agora no Oscar!

Nos próximos dias sai um post por dia então, esperando com certa ansiedade pra ver se vai ser uma festa histórica das boas.