Um episódio de BoJack para as mamães no puerpério!

Já faz um bom tempo em que eu acho que algumas obras audiovisuais chegam para mim exatamente na hora em que preciso encontrá-las, como se o universo conspirasse comigo pelo cinema ou pelas séries, já que eu gosto tanto disso… E recentemente eu tive minha primeira gravidez, tendo nascido a minha primeira baby.

Sabe, tem várias coisas que eu não fazia ideia, acho que na questão de ter filhos, tem coisa que a gente só descobre passando pela experiência mesmo. Eu fui sentindo e vivendo cada fase procurando na internet pra saber se era normal, não tive “desejos” loucos, tive algum enjoo, mas não saí correndo pra vomitar tanto como mostram os filmes ou séries – geralmente mostram a gravidez e o parto de uma forma que não é bem assim na realidade mesmo… Mas eu tive quase de tudo que uma gravidez tem direito, dor nas costas, azia, refluxo, inchaço nas pernas, vontade de fazer xixi toda hora, incontinência urinária, insônia, falta de ar, pesadelos!

E pouca gente também sabe sobre a fase imediatamente pós-parto que a mulher passa, o puerpério, que pode incluir ali um sentimento de tristeza ou “baby blues”; além das dores pós-cirurgia, no caso da cesárea; hormônios e nervos à flor da pele que faz a gente chorar às vezes sem nem saber por quê. No meu caso em particular foi um pouco pior, pois voltamos ao hospital, teve algo inesperado e passamos dias na UTI e mais alguns internados…

Daí, esses dias eu finalmente estou vendo a última temporada da série que vim a gostar de acompanhar e acabou, BoJack Horseman. E que episódio fantástico foi o segundo da sexta temporada! Até poderia ser o reflexo das mães do nosso tempo… ou das mulheres que acabaram tendo que lidar com tanta coisa, trabalhar fora e cuidar da casa, que acabam ficando sobrecarregadas. Tem uma parte que é bem satírica disso, do encontro das mulheres que “fazem de tudo”.

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O episódio se centra no personagem da Princesa Carolyn, que ficou a temporada anterior inteira atrás de um bebê, porque ela decidiu adotar, apesar de não ter um parceiro e depois de alguns abortos. Só que ela é aquele tipo de mulher que se dedica muito ao trabalho, um trabalho que pode envolver ter que cuidar de muitas coisas diferentes; a chegada de uma nova vida, principalmente por ser ainda recém-nascido, se prova muito mais desafiadora do que ela podia prever.

Como é um desenho animado, eles brincam com a imagem, fazendo ela se desdobrar em várias – ou vemos vários “clones” dela fazendo diversas atividades ao mesmo tempo: trocando fraldas, colocando no bebê conforto, dando leite, brincando, acalentando e protegendo o bebê – e como é um porco espinho, ela tem que usar luvas de forno para não se furar! Hahaha. Também tem vários itens de bebê agora espalhados pelo apartamento, roupas, brinquedos, livros sobre criar os filhos. Quando chega a noite, ela só tem forças para cair na cama; dali a pouco o bebê está chorando de novo…

A organização do evento para as mulheres que conseguem lidar com tudo é outra bagunça na cabeça, e haja memória (e o jogo de palavras dos roteiristas!) – água Fiji para os Fugee, sem queijo fetta pra Greta (Gerwish) nem brie pra Brie (Larson)! As babás não ficam e ainda bem que tem o Todd à disposição, pois quando vai buscar seu “cliente favorito” Mr. Peanutbutter, que foi visitar BoJack na clínica de reabilitação, ela acaba sendo internada sem perceber, até recobrar as energias!

Mr. Peanutbutter está tendo uma crise de remorso por ter traído a pug Pickles (que fica super contente quando ele chega em casa, assim como os cães vem pulando na gente quando chegamos em casa) e pede para o diretor Flea Daniels (voz do Lee Daniels!), que já está trabalhando em outro filme com a Chloe (voz da Grace Moretz!), editar o filme mais recente baseado num cartão de aniversário, mas Princesa Carolyn também precisa editá-lo para que tenha mais força feminina – “menos ‘man’ e mais Leslie Mann”; daí o diretor desiste do projeto. E nesses dias em que esteve com Todd, como chamavam a bebê de “Projeto sem título da Princesa Carolyn”, porque a mãe não consegue se decidir por um nome, ele acaba vendendo como uma série para TV depois de dar as respostas certas ehe, mas vem bem a calhar para Carolyn vender o material do Mr. Peanutbutter e incluindo até a tal de Karen Kitada – que uma vez já foi muito requisitada, mas acabou fazendo uma pausa para a maternidade e daí ninguém queria mais trabalhar com ela!

Finalmente, depois dessa confusão, Carolyn perde o baile de gala evento das mulheres, mas acaba desabafando com Vanessa Gekko, sua antiga “arqui-inimiga”. E esse diálogo seria o exemplo típico do que uma mãe no puerpério poderia pensar – embora Carolyn não tenha passado pelos 9 meses de gestação: ela desabafa que não sabe se realmente ama a sua filha. Porque ela adora o trabalho e isso é algo que ela entende, e embora ela “ame”, não tem certeza. Vanessa faz uma comparação que a gata consegue entender: quando tem algum projeto de algum cliente, mesmo que ela não goste do projeto, ela faz o melhor que pode a cada dia, para que o projeto sobreviva, porque esse é o trabalho dela; então imagine que a bebê é sua nova cliente.

Na vida real, é bem verdade que uma mãe possa passar por isso. Antigamente ninguém falava isso, todo mundo só falava no grande “amor de mãe”, mas nem sempre a mãe sente de imediato aquele amor grandioso e incondicional pelo seu filho, seu bebê. E isso é normal. Tudo bem não sentir o que todo mundo lá fora acha que você precisa sentir. Tudo bem não saber o que fazer às vezes. Tudo bem não dar conta. Tudo bem passar dias só cuidando da bebê, sem conseguir fazer outros afazeres domésticos, ou pensar no trabalho, ou lidar com todas as visitas ou todos os palpites que todo mundo dá. Tudo bem chorar. Todo dia, a qualquer hora. Cada mãe enfrenta circunstâncias diferentes, cada bebê é um bebê (mesmo que seja a mesma mãe!). O que a gente pode é só fazer o melhor que a gente consegue, a cada dia, na tentativa de fazer essa nova vida sobreviver.

E, na verdade, acho que isso pode ser expandido como um conceito geral que essa série animada tem a coragem de jogar na nossa cara, desta sociedade que se preocupa tanto com a imagem e é super-informada, mas perdida. Que está tudo bem. Nós somos humanos e nós podemos sentir tristeza, efêmeras alegrias, sentir dificuldades e errar. A vida não é um comercial de margarina – ou uma série de TV dos anos 90 em que tudo dá certo no final do dia, ou a “vida perfeita” daquela celebridade feliz no Instagram. A gente aprende, a gente muda – ou tenta mudar, pelo menos – e a gente continua. Tudo bem não “cumprirmos” com as expectativas, com o que os outros esperam ou que achamos que exigem de nós. Todos os personagens de BoJack tem que lidar com as suas falhas, com momentos de fraqueza, com a tentativa de fazer algo diferente e com a tentativa de sobreviver, um dia de cada vez.

Agora imagine euzinha, nessa fase delicada do puerpério, ter que ir pra UTI, enfrentar a enorme culpa de ter feito algo errado ou ter deixado acontecer. É claro que chorei. Ou mesmo antes disso, nos primeiros dias após o parto, todo aquele cansaço físico e lidar com coisas que eu achava que tinha que ser e não foram; e eu nunca quis ter filhos, agora já “cumpri” essa missão – só que não? Sim, chorei. Mas a gente sobrevive, porque temos que seguir em frente. Desistir também não faz sentido nenhum, se formos racionalizar.  Então, se por acaso algum leitor perdido por aí estiver se sentindo pra baixo ou “fraco” (de alguma ou outra forma), se tiver alguma mãe no puerpério: tudo bem chorar.

BoJack Horseman – season 04

Eu passei algumas semanas no hospital acompanhando a minha bebê, que estava na UTI, depois passou uma semana em outro leito, e finalmente voltamos para casa. A sensação que tenho é que este ano tenho visto muito mais TV – que ficava ligada lá só para fazer algum barulho de fundo, mas eu acabei acompanhando alguns capítulos da reprise de uma das telenovelas de maior sucesso na história do Brasil, Avenida Brasil. E também acabei pegando um episódio de Betty em Nova York, uma versão super renovada daquela novela de sucesso colombiana que ganhou diversas outras versões em diversos outros idiomas. De vez em quando pegando um noticiário aqui e ali, também voltei para casa em um sábado ou domingo (um deles para ver o Oscar…) e acabei testando o recurso da Netflix de ver alguns títulos offline. Com isso, acabei com vontade de finalmente terminar esta série, já teve seu fim decretado e publicado no Netflix. Na verdade, a temporada 04 eu já tinha visto inteira, quando estava grávida – e justo nesta a Princesa Carolyn tem essa questão de ser mãe… sempre digo que o cinema entende muito bem a minha vida. Eu não tinha feito post, e como fazia muito tempo, acabei revendo tudo de novo. E incrível como a questão de ser mãe faz mais presença pra mim agora, neste momento em que vivo: está não só na Princess Carolyn (será mesmo que dá pra trabalhar tão duro e ser mãe sozinha?), na própria história da mãe do BoJack (que viu seus sonhos se esvaírem?) e no próprio protagonista, que não acredita que poderia ser um bom pai…

Bem, mas tirando meus próprios momentos pessoais, incrível que mesmo rever episódios é bem interessante. Melhor do que metade das novas séries que toda a semana a Netflix inventa.

Na vinheta desta quarta temporada, BoJack bebe dessa mistura louca de ideias e remorsos envolvendo (ex?) amigos, e no seu apartamento tem novos inquilinos, pelo menos por um tempo. Revisitamos passados, como de praxe temos aquelas situações absurdas e inusitadas, conhecemos e sentimos pelos personagens, sempre com aquele texto afiadíssimo e muitas referências e cutucadas.

Só para não perder o costume: (!) este blog não acredita em spoilers, e a gente também não liga se você acredita, porque BoJack é muito mais do que descrições em palavras…  

S04E01 – Sr. Peanutbutter para governador (See Mr. Peanutbutter Run)

BoJack sumiu e Diane continua ligando para ele contando o que tem acontecido, sentindo a falta do amigo. Mr. Peanutbutter está atrás de assinaturas para poder ser governador da Califórnia mesmo sem qualificações, e logo no início do episódio vemos como Katrina está certa ao dizer que todo mundo sempre gostou dele naturalmente, dando-lhe “ossos”, pois ele ganha instantaneamente o carisma da plateia do show que querem fazer copiando Horsin’ Around e é contratado no lugar do Vicent D’Onofrio (what!? Que casting foi esse, hahaha). Princess Carolyn sempre recebe cartões de Ralph, que propõe que morem juntos, ela não aceita bem a princípio, está grávida, mas ele a convence no final de que não deveria ser por acidente, que eles podem tentar ter um bebê de propósito. Todd ainda toma lanche com Emily (e a vaca que ganhou milhões de gorjeta ainda trabalha lá!?), ele tem mais uma ideia mirabolante sobre um drone com assento e ela quer fazer um app para encontrar bombeiros gostosões – e não é que Emily dá de presente o “drone com trono” para Todd se divertir, e ele rouba um sacão de pipoca doce, perdendo-se nos céus… Diane não esperava que esse negócio de governador iria longe, mas não é que ao conversar com ela Mr. Peanutbutter decide não desistir e convocar o atual governador castor Woodchuck para um duelo de esqui (com direito a imagem do labrador igualzinho à da campanha do Obama); vemos as repercussões na mídia – no programa de entrevista, no noticiário (com aquelas manchetes correndo embaixo, uma delas dizendo que Margot Martindale continua perdida no mar…); o castor não quer denegrir seus antecessores (incluindo um deles que fez o Mr. Freeze em um filme do Batman – ehe sabia que ia ter alguma cutucada no Arnold!), publicamente mostra como é inconstitucional, mas ele próprio dá a Katrina a ideia de convencer senadores para que exista uma emenda na constituição, com muitos subsídios prometidos e aprovação da ponte para o Havaí! Parece que política não é assim tão diferente de um país para outro? Woodchuck acaba aceitando encontrá-lo na Montanha do Diabo, e é hilário descobrirmos que Peanutbutter na verdade não sabe esquiar, nem tinha imaginado que isso chegaria tão longe, tendo que fazer algumas aulas; o professor dá um livro de poesias que era um teste e logo lhe dá um diploma antes de virar casulo. Na corrida em si, Woodchuck é excelente, pois desde jovem já era bom no esqui, Peanutbutter só sai rolando, e Todd entra confusamente na corrida depois de soltar o saco vazio de pipoca, voando ao encontro da linha de chegada e sendo nomeado governador – só que como está com dificuldades de aceitar rótulos (asexual?), renuncia e terão que fazer uma nova eleição para governador… e claro que Peanutbutter vai concorrer, hahahah (doggie doggie what!? Diane Diane what!?)

S04E02 – A casa velha do sr. Sugarman (The Old Sugarman Place)

Que sacada musical maestral, tendo ao fundo a canção “A horse with no name”, para traduzir exatamente a “fuga” pelo “deserto” de BoJack, que quase atende as ligações de Diane, mas se deixa não atender (como eu entendo isso, sou acometida sempre por esse sentimento! Vontade zero de atender alguém); acaba indo para a casa do lago da família, uma casa de veraneio – em um lugar de férias antes de existirem os voos para lugares mais emocionantes, heh. É a casa do avô Sugarman, empresário do açúcar, logo de início vemos um flashback (?) da mãe ainda criança despedindo-se do irmão que iria para a guerra (voz de Lin-Manuel Miranda!) ao tirar uma foto com os pais. Na atualidade a casa está caindo aos pedaços e por uma série de atrapalhamentos vemos que BoJack não tem nenhum talento para consertos; as meninas da loja de ferramentas logo o reconhecem e por elas ficamos sabendo de uma mini-série sobre Sarah Lynn em que BoJack é interpretado por Paul Giamatti – haha; depois de passar outono e a porta continuar quebrada no inverno que traz fantasmas, a mosca que é o vizinho decide consertar; passando mais algumas estações, reformam a casa toda. Porém, falta ainda o cata-vento, a mosca Eddie revê o vídeo de casamento e sabe que os irmãos caranguejo roubaram, vão até lá e temos um número musical que mistura a avó de BoJack (voz da Jane Krakowski, que sempre adora cantar) com o piano de Eddie, uma confusão ao pegarem o cata-vento e fugirem, enquanto a mãe de Beatrice bebe e deixa a filha dirigir, acabando em um acidente – e o pai (voz do Matthew Broderick) toma medidas drásticas para que ela não se deixe levar mais pelas emoções, fazendo Beatrice prometer que nunca amará alguém do mesmo modo que amava o filho Crackerjack. BoJack faz Eddie voar, quando a mosca se casou foram muito alto e a esposa morreu, desta vez BoJack o salva de um afogamento; na manhã seguinte quer demolir a casa que ficaram 8 meses reconstruindo!, afinal o tempo não para, apenas marcha para frente.

S04E03 – Todd é o cara (Hooray! Todd Episode!)

No início vemos o músico leão contando sobre como Todd salvou a esposa e a ajudou a dar à luz sobrevivendo no mar, ehe; enquanto ninguém percebe, ele dá o remédio para Mr. Peanutbutter, faz o almoço de Diane e omelete com rostinho, mas Katrina diz que ele nunca faz nada, então pede para Todd ir buscar os óculos na agência da Princess Carolyn, VIM – ele nunca sabe se é apto para qualquer coisa, mas é o que torna sua vida tão interessante – poxa, acho que preciso desse novo lema em minha vida também! Carolyn propõe a Todd que ele finja estar saindo com Courtney Portnoy porque o público precisa vê-la como alguém mais humilde, com quem possam se identificar, para ela estrelar no filme “Mis-taken” (seria um Busca Implacável versão feminina?), ele só tem que almoçar com a estrela e deixar que os paparazzi tirem algumas fotos – e Todd adora tirar fotos, prova sua existência! Hahaha Eis que surge uma tal de Hollyhock, que tem oito pais adotivos, usa o clorofórmio do kit espionagem em Todd após ler no livro de BoJack que eles moravam juntos, ela acredita que pode ser seu pai biológico, “que coisa horrível para se dizer a um bebê!”, “ei, acho que vi um fio de cabelo!” – e Todd descobre que BoJack tinha voltado, dormindo de ressaca no sofá. Eles fingem que Hollyhock é uma empregada, leva o fio de BoJack para o laboratório que dá resultados de DNA em uma hora, mas falta a amostra de Hollyhock; consegue almoçar com Courtney, mas ela sai correndo diante da possibilidade de almoçar em uma lanchonete de franquia; quando volta até BoJack, tem que limpar todo o apartamento porque Hollyhock não fez/faz nada (“acho que nem precisamos do teste”!); como ele acabou assinando um documento porque Katrina tinha dado bronca que ele não tinha assinado para receber um pacote na casa do Mr. Peanutbutter, Todd recebe a missão de distrair Diane para que ela não veja que agora eles são a favor do “fraturamento” – mesmo depois do discurso convincente do candidato “sou a favor de vocês, dos fatos”- e Todd lhe dá a ideia de incluir o que interessa junto com alguma fofoca que queiram ler, daí inventa que Channing Tatum pode ter uma filha perdida, está com as amostras de cabelo e pede para Diane ligar assim que souber se são compatíveis! Em seguida, corre para o desfile do Shark Jacobs (voz do Marc Jacobs mesmo!) para aparecer ao lado da Courtney, acaba entrando errado pela passarela, “onde está o olhar vazio de quem é obrigado a passar fome para cumprir as expectativas do que deveria ser considerado bonito?”, mas acaba defendendo que a moda deveria ser para todos – e seu modelito vira alta costura; Courtney é finalmente fotografada com ele, mas agora já é considerado um modelo famoso! Ao mesmo tempo, Diane confirma que as amostras de DNA são compatíveis, Todd fala para Hollyhock que BoJack não é o pai, mas Diane vem falar com Channing Tatum e admite que não quer ser esse tipo de jornalista, e Todd se passando por ele dizendo o que ela quer ouvir, mas para BoJack ele vai contar que é o pai. Conversam sobre o que aconteceu com Emily, Todd finalmente recebe um pouco de reconhecimento por ser bom e atencioso com todos, pela amizade, e se assume assexual.

S04E04 – Vamos fraturar (Commence Fracking)

Anteriormente Hollyhock já havia comentado que não precisava de outro pai, já tem 8, mas ela gostaria de saber quem é a mãe, pedindo para BoJack pensar com quem teve sexo em dezembro de 1999… o que não se mostra uma tarefa tão fácil. A primeira era a presidente do fã clube dele, que logo de cara diz que foi ela sim, mas ela continuou obcecada com um álbum de todas as garotas com quem BoJack saiu e Hollyhock procura saber por que usava um vestido de verão para a estreia de um filme chamado “Outono em Nova York”, sendo que as datas não batem; com o tal livro em mãos, podem ir atrás da mãe de verdade. A segunda possível mãe que vão ver é uma tal de Tilda (parece a Tilda Swinton em forma de gato!), que está fazendo uma série em que é uma médium que viaja no tempo, só que ela relembra que realmente fez o aborto, e Hollyhock fica chateada porque BoJack diz que seria melhor não ter descendentes dele por aí, decide continuar sozinha “have a bad life!” / “joke’s on you, I already have!”. BoJack acaba indo atrás de todas as mulheres também, até que reencontra Hollyhock após visitar 23 mulheres… e começa a chorar porque os pais já são suficientes, não precisa de uma mãe, e BoJack não é bom em consolar, então acaba dizendo que existe uma que não estava na lista da fanática – vemos de cara da onde surgiu o nome inventado (Mercedes Marrom!). Diane está tendo problemas em ter relações com Peanutbutter por causa da campanha (e no quadro acima da cama deles não são só frutas, tem chinelos e um jornal – um cachorro realmente teria um quadro desses! Há); Katrina tem uma agenda cheia e nem deixa Peanutbutter terminar suas referências – mas a gente pega fácil a do “breakfast club” (Clube dos cinco ****). Mesmo no escritório do blog – um daqueles modernosos com frases de autoajuda e áreas para exercícios, a chefe Stefani comenta para ela cuidar de si. Princess Carolyn vai ao médico, que diz que ela tem “mais óvulos que filmes do Harry Potter e menos que do 007” hahaha, e ela recebe um kit que inclui um relógio (com voz do Harvery Fierstein!) para saber a melhor hora da cópula; nisso o policial “miau miau” quer multá-los por velocidade; como Ralph diz que tem um bom advogado, eles não querem desperdiçar o momento e se engajam ali mesmo no banco de trás da viatura. Mr. Peanutbutter aparece no noticiário, é confrontado pela opinião contrária da esposa sobre “fraturamento” e acaba tendo que concordar que façam a obra no quintal da sua casa; Diane discute com Katrina (e o cereal do Todd é “DiCapricornflakes”! ahhh, eu quero!), mas ou ela apoia, ou o casamento vai para o ralo… ela escreve outro texto para o blog, pedindo para Peanutbutter deixar a corrida eleitoral, ele se recusa, brigam, quebram coisas, acabam se pegando (literalmente).

S04E05 – Solidariedade (Thoughts and prayers)

Devido à notícia de um tiroteio em massa em um shopping, o filme de Courtney e produzido por Lenny Turtletaub (voz do JK Simmons) pode não ser bem recebido, além de ter outras cenas de tiroteios – eles conversam vendo o que pode ser feito, e inclusive Todd que está “saindo” com Courtney, e considera a vida curta para não terem reuniões em um parque aquático! Apesar de ser contra armas, de repente Diane tem uma sensação de empoderamento ao atirar, incentivada por Courtney, e acaba levando a arma sem nem perceber, escreve um post poderoso sobre como as mulheres se sentem vulneráveis em vários locais (ei, isso é bem real), e no ranking de posts mais clicados para o blog Croosh (cujo escritório agora tem as autoras escrevendo equilibrando-se numa espécie de pogobol!), ela consegue subir seu post na lista que incluía post sobre a descrição do pênis do Liam Hemsworth (e do Chris Hemsworth!). Isso gera conflito com Mr. Peanutbutter – e ultimamente todas as brigas acabam em sexo…; levando também às mulheres portando armas no geral; bem quando Princess Carolyn tenta transformar a violência do filme em algo positivo, sobre o empoderamento feminino, acontece um tiroteio que foi uma mulher atirando, e vários homens fazem declarações descaradas; finalmente chega ao senado, acabando no voto de banir as armas da Califórnia… Enquanto isso, BoJack e Hollyhock visitam a mãe de BoJack, Beatrice, no asilo – ele se desculpa com Carolyn, mas quer é a informação do nome do lugar, que já tinha esquecido; o médico diz que a demência está aumentando e seria bom que visitassem (“é como ver um Terrence Malick, em dez anos é suportável, menos que isso é chato”);  BoJack acha que a mãe está fingindo, mas ela não o reconhece, chamando-o de Henrietta, uma empregada; quando assistem a episódios da série dos anos 90 ela reconhece o filho na TV e BoJack inventa de fazer um teatrinho; ela surta, a clínica os expulsa e o médico diz que ela tem pouco tempo de vida, então Hollyhock faz BoJack aceitar levá-la para sua casa, consolando-o também que ele poderá jogar na cara da mãe o quanto sofreu e a odeia em algum momento em que ela estiver lúcida…

S04E06 – Seu estúpido de m***a (Stupid Piece of Sh*t)

Ouvimos a vozinha na cabeça de BoJack que fica se xingando, dizendo como ele é um merda, desde quando sabe que tem que parar de comer biscoito e continua, passando pela dúvida de ir comprar leite e a mãe ficar envenenando Hollyhock contra ele, parando no bar e ficando até de noite; depois que joga o suposto bebê pela janela, pensando em quem poderia ajudá-lo, antes de encontrar Diane Mr. Peanutbutter se dispõe a ajudar com seu faro e acabam na casa morro abaixo da Felicity Huffman (voz dela mesmo!) que reclama de todo o lixo que já caiu no seu quintal. Enquanto isso, Princess Carolyn, como empresária, tem que ajudar a montar o casamento do ano, ideia do novo agente de Courtney, Rutabaga; para isso eles precisam fazer até com que Meryl Streep não se aposente, porque a festa ia cair na mesma data, e mesmo se ela quiser ser diretora, o sonho dos diretores é trabalhar com Meryl Streep, então supõem um filme com várias Meryl Streeps, ehe. Ao final das contas, Todd também procura os conselhos de Diane – que acaba nem ouvindo a outra amiga e fala sobre si mesma em relação ao casamento, mas Todd encontra na metáfora do pirulito o motivo para não se casar, afinal. E quando BoJack retorna com o “bebê”, explica para Hollyhock que se ele é um merda é porque ele é assim, não é culpa dela, e ela pergunta se aquela vozinha na cabeça que deixa a gente pra baixo, fazendo a gente não acreditar que mereça algo bom, sempre vai existir…

S04E07 – Subsolo (Underground)

BoJack finalmente decidi procurar Diane e vai até a casa do Mr. Peanutbutter onde estão dando uma festa para arrecadar fundos para sua campanha, e é 20 mil dólares o prato; com as obras de “fraturamento” da casa, o que parecia ser um terremoto na verdade afunda a casa inteira, e se no início acham que alguém logo vai tirá-los dali, passam dias no subsolo. Em determinado ponto, a marmota (não era castor!) Woodchuck consegue cavar para salvá-los, mas o pessoal grita para celebrar, liderados por Peanutbutter, e desaba mais terra ferindo as mãos dele; naturalmente  Woodchuck toma a posição de líder sabiamente racionando alimentos, mas sob a influência de Katrina, Peanutbutter decide tomar a liderança e faz com que o povo prenda a marmota no ventilador do teto, libera a comida para todos, mas quando chega em 7 dias está todo mundo desesperado, Zach Braff continua querendo validar o ticket de estacionamento e Jessica Biel finalmente tem sua chance de queimar alguém (o próprio Zach Braff), instaurando a adoração ao fogo hahaha. Enquanto isso, Princess Carolyn, que tinha ido usar o banheiro na casa da piscina, junto com Todd, que morava na casa da piscina e tinha descoberto que o banho era sua festa, encontram uma colônia de super formigas. Carolyn ajuda a mediar uma negociação com a rainha (voz do RuPaul! hahaha), para que elas tenham seus desejos sexuais satisfeitos; quando a rainha fica sabendo das pessoas de Beverly Hills no subsolo, ela decide com sua força tarefa expulsar esses intrusos. De volta aos escombros, antes de botar fogo no Mr. Peanutbutter, BoJack e Diane que estiveram todo o tempo bebendo tudo que existia lá – e divagando sobre a vida, como sempre – acertam um cano e encontram água, o que não é exatamente bom, porque vai subindo, estão quase para se afogar, quando finalmente chegam as formigas para salvar.

S04E08 – O juiz (The Judge)

Para devolver o bebê boneco, Felicity Huffman tinha feito BoJack prometer que ia aparecer no seu show; como eles usam apenas as iniciais, BoJack achava que seu personagem de “juiz” ia ser em um âmbito policial, mas é para julgar as melhores bundas! Ele tem muitas horas para gravar, alguém pergunta se Hollyhock não deveria estar na escola, mas ela se adiantou e pode tirar esse tempo, acaba saindo com o estagiário, e BoJack não acredita que o cara tenha boas intenções, fazendo a garota acreditar que ele não a acha bonita o suficiente. Sem ter onde morar, Mr. Peanutbutter e Diane estão em um hotel, e ele decide sair da corrida política dando apoio a Woodchuck; procura Todd para ter mais alguma ideia mirabolante e eles decidem “criar” palhaços/dentistas – “os adultos não gostam de palhaços, se as crianças não adoram, por que existiriam?” hehehe; e Diane só fica nas massagens, mesmo para dar conselhos a BoJack. Princess Carolyn vai passar alguns dias de feriado com Ralph e a família, incluindo Stefani do Croosh, mas ela não pode dizer ainda que está grávida – e logo que chega já a bombardeiam com coisas proibidas para grávidas: beber álcool, fumar, café super cafeinado, montanha russa proibida para crianças pequenas e grávidas! hahaha O pior é o festival celebrado pela família que é toda de ratos, encenando com tiaras de orelhas de gato para ridicularizarem os felinos; mas antes de irem embora, Ralph a defende e conta para a família que é um caso sério e terão um filho. Tendo fraturado as mãos, Woodchuck acaba com pés de gorila e depois pinças de lagosta para substituí-las, e acaba concordando com a ajuda de Peanutbutter para sua campanha, já que Jessica Biel decidiu se candidatar… No final das contas, depois de fazer uma das candidatas ter sexo com um assistente errado, BoJack estava certo sobre o estagiário que não perderia a oportunidade de deixar Hollyhock de lado se tivesse algo a ganhar, só que estar certo neste caso não o faz se sentir melhor, com a garota mudando de canal na TV sem parar e ordenando moedas.

S04E09 – Ruthie

A tataraneta da Princesa Carolyn (voz da Kristen Bell!) está no futuro fazendo uma apresentação sobre alguém da família que admira, começando a contar sobre o dia terrível de Carolyn. De manhã, quebra seu colar precioso, que ela acreditava ter passado por gerações de sua família através de muitas dificuldades (com uma outra forma de animação para a família de gatos cantando canções do velho continente!). Ela o deixa para conserto e descobre que na verdade era uma bijuteria barata dos anos 60. Neste dia também descobre que o eficiente assistente Judah não a consultou para recusar uma oferta do sapo desengonçado Charlie, sobre uma fusão da sua agência, e ao final da noite acaba demitindo o rapaz de coque. Vai ao médico e descobre que sofreu aborto espontâneo, não quer contar ao Ralph no restaurante porque estavam tão felizes… – e o chefe falando que pensava que o vinho tinha se popularizado pelos italianos, não pela Kerry Washington, para então receber várias Careys, Mulligan e aquela cujo primeiro nome é Mariah!. Mas acaba não voltando para a casa de Ralph (estilo oriental, gostei!) e encontra um badauê no apartamento, com Todd e os palhaços-dentistas, discutindo depois com Ralph, que queria ver outras opções, depois de ela comentar que já foram 5 abortos, e acaba por dispensá-lo. Quando BoJack liga mais tarde, ela lhe conta o que gosta de imaginar quando tem um dia ruim…

S04E10 – Adorando a Califórnia! (lovin that cali lifestyle!!)

O episódio começa com o final da corrida para governador, em que as pesquisas mostram que por detalhes ridículos um ou outro candidato toma a liderança: primeiro são contra as mãos falsas de Woodchuck, depois contra porque as novas mãos pertenciam a um pedófilo e assassino, mas quando Stefani pede para Diane um artigo no blog sobre coisas femininas da primeira governadora na história, é porque Jessica diz que odeia abacate ao pedir um “avocado toast” (sem torrada e sem abacate) que ela perde as eleições. Aliás, um dos entrevistados está na frente do “Parrotmount studio” ;) Princess Carolyn recebe um aspirante a roteirista, Flip (voz do Rami Malek!), e ele tem a sorte de seu projeto se chamar Philbert, o nome que ela daria para seu bebê; mas como ela anda muito bêbada para os negócios, Todd a ajuda com o grupo de palhaços, que fazem vários malabarismos para ela conversar com Turtletaub, que sugere vincular uma estrela, e mais especificamente, BoJack, para quem ela insistia em dizer que não trabalhava mais, mas falsifica a assinatura. Todd ainda tem que fazer uma bela apresentação para Yolanda, inspetora que pode desmantelar seu negócio; como ela não gosta (é um público difícil), Todd vai soltar seus palhaços no bosque perto de um hospício e escola… Já BoJack leva um grande susto com Hollyhock indo parar no hospital; finalmente conhecemos os 8 pais dela, cada um com um estilo louco diferente, todos sem querer deixar o cavalo vê-la novamente; o diagnóstico foi overdose e ele não entende como pode não ter percebido; voltando para sua casa percebe que foi o café que a mãe Beatrice sempre oferecia, ela estava colocando remédio para emagrecer… BoJack dá um basta nessa história de ela fingir que não lembra de nada, leva a mãe para uma espelunca de asilo, cuja única janela dá de frente para um lixão.

S04E11 – Viagem no tempo (Time’s arrow)

O ponteiro do relógio não para, não vai para trás, só marcha para a frente? Bem, no caso da memória e dos sentimentos da mãe de BoJack, na verdade tudo se mistura para nós espectadores descobrirmos algumas coisas a mais… quando Beatrice era criança, ela sofreu com outras meninas zombando dela e até o pai dizia que ela era gorda (daí entendemos por que ela colocava emagrecedor no café?); ela era erudita, estudada, sempre lendo, e por isso um baile de debutante não era charmoso para ela, nem um casamento apropriado cuja parceira seu pai (voz do Matthew Broderick) gostaria: açúcar Sugarman e creme Creamerman… nesse baile ela conhece Butterscotch, com papo de admiração pela geração Beat, sonhos de ele se tornar escritor, quando ela engravida os dois se casam, mas ele acaba tendo que aceitar um emprego com o pai de Beatrice para se manterem; aquele romance ele nunca termina, mas acaba engravidando a empregada – Henrietta, que aparece com o rosto todos riscado, assim como alguns rostos não importantes estão todos apagados. Ótima a sequência que traz em paralelo Beatrice ainda criança perdendo os livros pela escarlatina e o “seu bebê” no fogo, o nascimento de BoJack e enquanto Henrietta tem sua filha égua (e aqui nós descobrimos finalmente a relação real entre BoJack e Hollyhock!) que elas tinham acordado que será dada para adoção, para que Henrietta termine os estudos e tenha uma boa vida, diferente do que aconteceu com Beatrice. Voltando à realidade, Beatrice tem um segundo de lucidez, mas BoJack tem palavras bonitas para que ela se sinta bem num cenário imaginário.

S04E12 – Que horas são? (What time is it right now)

Princess Carolyn e Flip vão apresentar seu projeto para ganhar o patrocínio do website que diz as horas (pra que existiria isso? Bem, nesta série poderíamos fazer essa pergunta repetidas vezes, mas sempre aceitamos, por que nada seria louco demais para Hollywoo), e eles definitivamente só aceitarão se tiver BoJack. Diane e Mr. Peanutbutter veem uma nova casa com óculos 3D e se movem como se fosse real, mas quando decidem por uma casa para o resto da vida deles, Peanutbutter tem vontade de viajar e decidem ir para o Havaí; porém a famosa ponte está super congestionada e eles acabam ficando numa pousada na beira da estrada, Peanutbutter fica sabendo que Diane sempre quis ter um “Belle room” (que não é uma sala cheia de sinos, mas a biblioteca de A bela e a fera **** óinn, eu também!); acaba indo tirar “shellfies” pois ele é uma celebridade debaixo d’água também, como vimos em outro episódio, e quando voltam para casa, a reação de Diane ao Belle Room que ele construiu não é a esperada; ela compara seu casamento com os quadros de ilusão de ótica, e que está cansada de procurar a imagem perfeita que existe por trás. Todd convence Yolanda de que precisam tornar aquilo dos palhaços raivosos na floresta algo melhor; primeiro tentam armadilhas, mas tem que correr pelas suas vidas – e o bosque se torna então um espaço para quem quer se exercitar correndo de verdade, com direito a vacina antirrábica; Yolanda revela que também é assexual e por isso está chamando Todd para sair. BoJack vai até a casa dos 8 pais de Hollyhock e lhes conta sua saga até descobrir a mãe verdadeira de Hollyhock; tudo começa com Matthew Perry (sim, o Chandler de Friends aparentemente fez uma lista em um episódio do SNL) no comentário da Hollyhock, ao escrever a carta para a pessoa registrada como quem lhe entregou para adoção, e essa carta acabou retornando para a casa do BoJack, no nome de Beatrice; BoJack foi até o cartório, mas Hollyhock não tinha nascido em Los Angeles, e sim em San Francisco, endereço anterior de Beatrice, e lá encontra dados sobre Henrietta, procurando no Facebook consegue o número dela (há!) e os pais de Hollyhock aceitam dar essa informação para a filha, falando no idioma de pais. Antes de resolver a corrida dos palhaços, Todd tinha amarrado Princess Carolyn para uma conversa motivacional, e ela percebe que tem que enfrentar seus desafios, que ela pode fazer tudo, inclusive criar um filho sozinha; e ela vai até BoJack, assume que pisou na bola, mas ele não pestaneja e aceita fazer o papel na série Philbert sem problemas. BoJack recebe uma ligação de Hollyhock que o agradece por achar a mãe dela, conversam (“Jared Leto das frutas”!?) e o conforta pois se não precisava de mais um pai, um irmão ela nunca teve.

 

Feliz 2020 e Globo de Ouro (mas… e a maratona do Oscar?)

Não dá nem para acreditar que já estamos no final do primeiro mês de mais um novo ano! Sinto que um milhão e um turbilhão de coisas já aconteceram e nem cumprimentei ninguém direito com os habituais agradecimentos e felicitações de ano novo, a passagem de ano foi comemorada de um modo diferente desta vez, com uma pequena viagem em família para Águas de São Pedro, para já dar início com alegria, boa comida, diversão e também um pouco mais relax, mais tranquilidade.

E parecia que meu ano cinematográfico também ia começar mais cedo, já que anteciparam a festa do Globo de Ouro e por conseguinte a temporada de premiações, inclusive o nosso tão popular Oscar. A festa do Globo de Ouro é sempre bem mais descontraída, com as celebridades comendo e bebendo (Joaquin Phoenix estava bêbado já ao fazer seu agradecimento, não estava?). Este ano ainda naquele clima de festas e esperança de ano novo, o último de Rick Gervais como apresentador e ele falando tu-do o que queria, e tinha ou não direito, até pedindo pro pessoal maneirar nos discursos políticos porque a gente não sabe de nada mesmo!

Alguns prêmios já eram de se esperar, pelo menos da Phoebe Waller-Bridge, do Joaquin, da Renée, do Brad Pitt, Chernobyl e obviamente Parasita (este ano não tem pra mais ninguém, tem?). Pra mim a surpresa ficou na trilha para Coringa, na animação Link Perdido levando e, principalmente no número de prêmios pra Netflix! Com tantas indicações, era de se esperar mais, não?

Mas achei legal o Elton John subindo lá e contando pra gente que finalmente tinham esse trabalho juntos. Também um momento gostoso a Charlize falando da admiração que tinha por Tom Hanks e a gente poder imaginar que o cara é gente boa na vida real também, é claro.

Gostei dos terninhos até mais do que o vermelho impactante da Scarlett Johanson, e aquela mesa de O Irlandês, hein? Fiquei imaginando esses velhos amigos se reunindo de tempos em tempos para jogar papo fora – e que altos papos sairiam não? Já dá até saudades deles juntos, porque assim como o próprio filme recente deles nos filosofa, logo logo não estarão mais por aqui… como é o destino de todos.

Certo, certo, sentiram uma certa nota melancólica neste último parágrafo, né? É, 2019 foi um ano difícil pra muita gente, com o novo governo nos golpeando no estômago a todo momento, digamos, entre outros. Já eu, estive mais ocupada dedicando-me à nova empreitada de vida (ser mãe!) e senti menos impacto em relação aos assuntos externos, digamos.

E este 2020 já começa cheio de desafios, já nasceu minha bebê! Ano novo, vida nova, literalmente! E uma nova vida pra mim também, vida de mãe – que, confesso, sou 0% apta a isso, sempre soube, desde os 15 anos de idade, por isso sempre disse que não ia ter filhos; porém, a vida acontece e então tudo o que podemos fazer é enfrentar. Um dia de cada vez.

Estes primeiros dias de puerpério não estão sendo nada fáceis, na verdade, o que vejo é uma coisa atrás da outra dar errado, desde o parto… e eu nem estou reclamando das dores pelo corpo todo, essas dores físicas eu aguento. A pressão psicológica e outros restos… já é outra história. Sério, foi MUITA coisa que aconteceu nas últimas semanas, mas este não é o post pra isso.

Daí, sempre que me sinto triste e estou sofrendo, pra onde corro? Qual é meu porto seguro? Meu alívio de alma, meu conforto? O cinema, é claro. Então isso quer dizer que está de pé a nossa tradicional maratona para o Oscar? Oh, well. Não acredito que vá conseguir ver 1917 e Jojo Rabbit na tela grande, mas… vamos ver alguns dos indicados e ter nossa diversão anual de votar e ver no que dá. Afinal, é uma das poucas coisas na vida que realmente gosto… que a gente possa se permitir, pelo menos um pouco, este ano.

Não tenho grandes expectativas pra este 2020 não, é só isso. E é o que desejo a todos também. Apesar das dificuldades, que possamos encontrar uma luzinha de alegria e nos permitirmos.

Então bora aproveitar que o Oscar nunca teve tantos indicados disponíveis em streaming, hein! Até curtas vai dar pra ver alguns por aí. Boa festa do cinema e até dia 09!