Desabafo é cringe? (crush no Tom Hiddleston e um breve comentário sobre a abertura das Olimpíadas)

Senta que lá vem post longo!

Então, nos últimos tempos, nós vimos esse debate sobre o conflito das últimas gerações, Z x Millennials, e eu descobri que sou muito cringe. Tipo, café da manhã? É uma das refeições mais importantes do dia, minha gente, que é que é isso, não ter tempo pra café da manhã? Os emojis? Hmm, na verdade nunca gostei muito de “rs”, sempre usei hahaha, mas depois de descobrir as origens do quiaquiaquiá, incluindo ajuda do Donald para popularizar quaquaqua, me sinto justificada a usar o “kkk” agora. Boletos? Sim, lembro-me dos dias em que eu tinha que ir ao banco passar o código de barras lá; tudo bem, hoje temos inúmeras opções online, mas eles ainda existem e contas para pagar nós temos. Aliás, uma das coisas mais tristes foi descobrir que minha geração é a mais falida da história (xenti!), comparativamente, nossos pais em nossa idade já tinham imóvel e estabilidade financeira em seu nome. Realmente, eu sou um dos exemplares típicos que preferiu gastar com experiências do que com bens materiais (se bem que isso também envolve certas crenças religiosas aí), mas disso não me arrependo não; só pra citar alguns momentos que vão ficar na memória para confortar minha alma apesar de eu não ter um apartamento próprio: o passeio aos 14 por Los Angeles; uma viagem louca de ano novo para o Rio sem hotel para dormir; um evento inusitado em Taiwan cujas horas de voos demoraram muito mais que as reuniões em si; os dois meses que talvez sejam os melhores da minha vida em que trabalhei nos parques da Disney World em Orlando; tirar foto dançando tango no Caminito; comprar rede em Fortaleza; o treinamento num Chateau francês e dias seguintes flanando por Paris; as primeiras lanternas flutuantes minhas em NY; um passeio inusitadamente bom por Chicago à la Ferris Bueller e ao som dos Blue Brothers na cabeça; viagem de trem-bala por lugares do Japão que eu ainda não conhecia; um casamento em três partes que inclui muitas comidinhas em Belém do Pará; dias bons de camarões em Natal – só pra citar alguns destaques.

Bem, sei que estou ficando velha, disso eu sempre reclamo por aqui, e talvez seja cringe até o fato de postar num blog? Mas é parte da minha terapia pessoal, como eu também sempre digo. E vejam vocês, nem fazer isso direito eu consigo. Eu vinha postando uma vez por semana um texto de filme relacionando a algo budista, mas teve um acontecido aí que me desanimou um pouco, daí mais uma pausa ocorreu por aqui. Sei lá, sabe quando você se pega repensando algumas coisas da vida e fica com aquela sensação de “por quê?”; por que eu estou fazendo tal coisa, por que me esforçar ou me dedicar a tal coisa?

Dá vontade de se largar e se contentar (conformar?) com o mínimo que se pode querer da vida. Pra que fazer mais? Buscar outra coisa?

Nesses momentos de automelancolia, contavam com sua astúcia, não? Quem é que vem para me salvar, me confortar, me compreender na alma e me alegrar de novo? O cinema, é claro. Ou, pode ser também o mundo do audiovisual, música ou, neste meu caso atual, uma série (que deriva do cinema, então estou considerando). Já comentei alguma vez por aqui sobre a minha década perdida e talvez o universo cinematográfico Marvel também possa ser em parte incluído nisso aí. Sim, eu gostei do primeiro Homem-Aranha vivido pelo Tobey Macguire, e foi bem divertido o primeiro Homem de Ferro. Mas confesso a vocês que teve uma hora em que eu simplesmente tinha cansado dos filmes de super heróis. Tá, eu vi os filmes, Hulk era um dos meus favoritos apesar de não ser o mesmo ator dos filmes solos, quando Mark Ruffalo encarnou o smash verdão eu aprovei; não me importei tanto com o Capitão América, meio certinho demais pro meu gosto; Gavião Arqueiro e Viúva Negra figuravam meio que como coadjuvantes pra mim (e nem me empolguei muito com o filme solo da vingadora Natasha, pra mim esse deveria ter vindo bem antes); já os Guardiões da Galáxia eu realmente ri e ouvi inúmeras vezes a trilha sonora; Doutor Estranho foi bem legal, vai, com sua capa de vida própria; Homem-Formiga conta com o carisma do Paul Rudd, mas eu nem vi a continuação; Capitã Marvel não me conquistou exceto pelo gato que arranha Nick Fury; o novo Homem Aranha fez sentido como adolescente; Pantera Negra deu uma respirada renovada e adorei todo o conceito de Wakanda; e pra finalizar, eu também não me empolguei tanto com Thor, talvez o Ragnarok tenha sido o mais interessante, mas daí já tava tudo entrelaçado com Os Vingadores.

Isso tudo pra dizer que finalmente agora, neste ano, eu estou redescobrindo um pouco desse universo. Vi toda a série no Disney+ de Wanda Vision, e achei genial a sacada de cada episódio inicialmente simular uma representação de série de cada década diferente. Foi muito interessante, mas chegando ali pro final eu me desapontei um tiquinho só com a “evolução” do Visão e o carinha que fez Pietro numa versão anterior dos X-Men ter dado as caras só pra fazer uma graça extra. Aliás, além da nova heroína negra, uma participação especial que contou foi da Darcy, amiguinha da futura Thor… E, aproveitando o ensejo, senhoras e senhores, a série que salvou mesmo essa euzinha pequena do seu próprio torpor foi: Loki.

(!) Lembrando que este blog não acredita em spoilers. Mesmo que eu soubesse o que ia acontecer, eu teria visto todos os episódios e conferido a reação do Loki a cada passo ;)

Ai, vontade de rever todos os filmes do Thor, só pra conferir a evolução desse personagem. Creio que estou certa em dizer que nenhum outro vilão do MCU ganhou sua própria série, e pelo que pesquisei, nada dela existia nos quadrinhos (bem, algumas referências aqui e ali, mas não como ela vem nos sendo apresentada). Sim, a série veio a existir em grande parte pelo talento, carisma e trabalho dedicado do seu intérprete, Tom Hiddleston. Ele acabou ganhando os corações de um monte de gente, inclusive meu, pois é muito mais interessante acompanhar sua trajetória do que a de um herói, digamos, convencional – pois é, quem diria que eu, que na época do vestibular estudava o anti-herói Macunaíma, que me dava é raiva em vez de torcer por ele, iria acabar gostando tanto de anti-heróis. Daí descubro que Hiddleston gosta de Shakespeare (crush, crush!) e entrou nessa para trabalhar inicialmente com o Kenneth Branagh (diretor do primeiro Thor), que esse cara parece ser super gentil e elegante, sensato e boa praça, humilde apesar de toda a fama alcançada – e aquela aparição numa Comic Con, hein? Sem falar que ele é aquariano, signo que sempre admirei (talvez por ser tudo que eu não consigo ser?), aliás, nasceu um dia antes da data de aniversário do meu esposo. Quem sabe numa outra timeline nós teríamos nos encontrado? (crush, crush, crush!)

Claro que a série não se faz sozinha por ele, um roteiro bem trabalhado é essencial, mas digo que não foi pelos efeitos visuais e fotografia (que pra mim ficavam um pouco confusos e fora do tom até, sei lá, o que é que eu sei, não é?) que continuei vendo os episódios a cada semana. A química com o Mobius do Owen Wilson foi boa, a personagem de Sylvie me deixou contente, bem como ver o jacaré Loki. Desenho de produção também aprovado, apesar dos cenários grandiosos construídos que nem precisava talvez, o figurino da Sylvie, dos guardinhas da TVA, os props como o portal dos timepads funcionaram para esse universo.

É claro que em termos de roteiro, sempre fico com medinho dessas viagens no tempo, de que vai virar tudo uma confusão, quantas produções nós não já vimos eles c@garem tudo, né? Mas acho que era inevitável, sendo que eles pretendem trabalhar com a ideia de múltiplos universos. No geral, são as ficções científicas que tratam do tema, e eu sempre fui muito afeita a elas, portanto, acho bem justo eu ter me empolgado mais com esta série aqui do que as outras coisas que andam saindo por aí da Marvel. Sempre são histórias acompanhadas de questões filosóficas inerentes à humanidade, e foi ótimo o Loki quebrar a cara e ver como ele é tão pequeno. Às vezes a gente se acha tão importante e concentrados em determinada coisa que estamos fazendo, esquecemos que o universo é muito maior. Essa foi a característica que mais gostei, talvez, uma espécie de jornada de redenção, aceitar e ao mesmo tempo redescobrir a si mesmo. Na minha empolgação, fui lá conferir o Making Of (série Avante, no Disney +), com narração do próprio Tom Hiddleston. Recomendo se você gosta de ver essas curiosidades como eu, além de incluir uns pensamentos inspiradores…

“In life we all go through struggles, but we can’t do it alone. If we have people we can trust, it lightens the load and gladdens the heart” (Na vida, todos passamos por dificuldades, mas não podemos fazer isso sozinhos. Se temos pessoas em quem confiar, isso alivia o fardo e alegra o coração).

Talvez Loki esteja fadado não a perder e sim a sobreviver, talvez como todos nós. Nas infinitas possibilidades sendo podado de diversas realidades, talvez ele tenha se encontrado ao conhecer seus comparsas Loki.

Sendo podada em tantas realidades, eu continuo a acreditar. Mais do que nas pequenices e picuinhas, acredito no bem do mundo, pelas pessoas em quem sei que posso confiar.

E aqui meu breve comentário sobre a cerimônia de abertura das Olimpíadas Tokyo 2020, neste 2021. Eu curti, foi muito bonita, na minha opinião. Não consegui ver tudo, mas eu peguei a homenagem aos mortos, a representação da tradição japonesa Obon (festividades para os antepassados). Creio que se fosse um outro país, teria cancelado facilmente o evento, devido à pandemia. Mas esse é um povo perseverante, trabalhador, que respeita as tradições, dá valor aos ancestrais, sabendo que suas vidas não foram em vão pois interferem e se ligam ao futuro. Neste último ano, que foi de tantas mortes, não poderíamos ter tido um país melhor para sediar esses jogos que unem o mundo todo. Achei lindíssima a formação dos drones, formando o símbolo e depois a Terra, iluminando nossos corações junto, seguidos da “Imagine”, de John Lennon. Perfeição.

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Fazendo uma gracinha, essa sim é a timeline sagrada. Quando tudo parece estar em seu lugar. Por vezes temos turbulências, grandes terrores na história; sempre enfrentaremos dificuldades, pois são afinal necessárias aos humanos e sua evolução. Com melhoraríamos, sem o impulso do mal, algo que nos leve a mudar, a ultrapassar? É uma dicotomia inevitável nesta existência.

Nada mais propício também que eu possa comentar sobre isso junto do post sobre a série que traz engendramentos passados e futuros. E quem sabe não seja por isso (como o “mal” e o “bem” estão tão ligados) que seja tão interessante acompanhar Loki (o personagem)? Torcer para que no fundo, no fundo, ele tenha o potencial para mudar. Poder sentir esperanças, apesar de tanta coisa…

Algo que eu destoo dos Millennials é o fato de não substituir filho por pet. Também considero o lado de estabilidade financeira que possibilita isso, e confesso que lá pelos 20 anos eu não queria ter filhos – muita gente já no mundo, que mundo louco, etc. Mas como o nosso olhar pode mudar, não? Eu percebi que dar vida a outro ser humano é também parte desta experiência terrena e o oferecimento de uma oportunidade, para outra alma, para uma nova vida, para o futuro. Quem sabe o quanto podemos melhorar nas próximas gerações, com as vindouras evoluções? Com respeito pelo passado, é claro. Mas se eu posso proporcionar isso, e me oferecer no que puder em prol dessa nova vida, cuidando da melhor forma que posso para que ela possa ser esse futuro brilhante (e não decepcionante e cringe como minha geração?), talvez seja só isso mesmo que eu poderia (querer?) fazer para ter a melhor versão das timelines; para ter uma timeline verdadeiramente sagrada.

BoJack Horseman – season 6

Após mais de um ano de atraso desde que saiu a última temporada e desde que vi todos os episódios, vamos finalmente ao post derradeiro da série animada BoJack Horseman.

O que eu posso dizer pra vocês? Dentre meus sonhos infantis de ser roteirista/diretora/cineasta, sempre coexistiram imaginações sobre minha vida em Los Angeles, como seria viver ali na indústria, como seriam os personagens da vida real de Hollywood que eu conheceria ou com quem eu teria que lidar… e é por isso que eu gostava de Entourage (2004-2011)***, me parecia tão real, que era assim mesmo a vida de uma jovem celebridade e suas relações, profissionais ou pessoais, e com os agentes ou empresários. Daí eu fiquei meio órfã de uma série que me esbofeteasse na cara dizendo “tá vendo só como tudo isso seria demais pra você?”, ao mesmo tempo me surpreendendo por ser tão boa de acompanhar, com personagens que são mais do que figuras moldadas no papel, mas palpáveis e que rendem boas risadas apenas por serem do jeito que são.

Essa série rebound foi BoJack Horseman. De início, euzinha simplória achando meio bizarro, um desenho, o personagem principal é um cavalo beberrão metido a estrela de TV, com aqueles episódios avassaladores que deixam a gente mal mesmo no final, sabe? Mas talvez seja exatamente porque todos nós temos que lidar com nossas próprias neuras, erros do passado, enfrentar problemas imprevisíveis, porque somos todos falhos, bem, talvez por isso tenha dado tão certo. Eu já sou melancólica por natureza, e o final desta série, após seis temporadas, não me deixou muito feliz. Na verdade, fiquei meio triste na época, que BoJack nem tinha ficado sabendo que Diane tinha casado.

(!) Nem preciso dizer nestes posts resumos dos capítulos que este blog não acredita em spoilers, né?

Sem falar que eu mesma enfrentei um momento pessoal meio complicado, além da pandemia, então, este post chega só hoje. E talvez chegue porque eu também estou usando-o como marco de mudança, de outro tempo em minha vida, como um ponto final para algumas coisas que ficaram no passado, nessa(s) última(s?) década(s?). Quem sabe? Apesar de não achar que eu tenha dom para isso, talvez eu vire uma dona de casa noveleira?

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S06E01 – Um cavalo entra numa clínica de recuperação (A horse walks into a rehab)

Este primeiro episódio da última temporada é como um filme queimando… e voltamos exatamente ao ponto em que fomos deixados no final da temporada 05, BoJack entrando na clínica de reabilitação; o recepcionista sempre tira fotos para o mural e o cavalo encontra Sarah Lynn entre elas, mas mesmo assim não é gentil o suficiente para tirar a foto – da primeira vez. Passam-se semanas com exercícios, rodas de conversa, cultivo de plantas; na aula de pintura, ele exercita honestidade ao detonar vários colegas, inclusive “Joan” Tripplehorn (voz da Jeanne Tripplehorn, claro), Jay Hernandez que está vestido de Mário do videogame, viciado em analgésico de tanto dar cabeçada em tijolos, haha, “dirigido por Zack Snyder” (ei, ele já dirigiu vários filmes de heróis, por que não?), e Jameson, cujas garrafas tem a mesma cor de água; e BoJack acaba ajudando a moça a dar uma escapada para ir na festa do namorado que está se agarrando com uma pernilonga (cada chupada!); depois de uma ligação compartilhada com Diane que está na estrada, Todd que está comprando ilegalmente leite de ouriço, Princess Carolyn, Mr. Peanutbutter que está no estúdio alagado porque seu drone derrubou a torre d’água (hahaha e esses trocadilhos, hein, quantas horas será que os autores demoram para bolar eles?), BoJack finalmente acha a mansão do pai Jameson, que contém itens de filmes diversos – carrinho de bebê de Os Intocáveis (1987)***, chapéu do Harry Potter, clave de O clube das desquitadas (1996)***, boneco de um Tubarão (1975)**** e pôster de “Alpocalipse Now” e “2 cat 2 furious”, “Crane” hahaha – e a garota queria bater no carro usado pelo Ferris Bueller em Curtido a vida adoidado (1986)****, mas quem acaba detonando é BoJack mesmo, quebrando a janela de A primeira noite de um homem (1967)***, e descobrimos que o bebê é dela, e esses souvenires são dos caras que ajudam Jameson a fugir! Em cada momento, vamos voltando no tempo em instantes que podem dar a dica de como começou o vício dele, já que o terapeuta comenta que BoJack sempre se esquiva ao ser perguntado da origem, mas entendemos como é doloroso voltar e ver quando provou do álcool, de início aparentemente inofensivo: para melhorar o “desempenho” em uma cena da série de TV com Cindy Crawfish (voz de Cindy Crawford, óbvio!), uma assistente dá um suco batizado e ele consegue um efeito da plateia; adolescente numa festa, não queria beber pela idade, mas acaba sendo induzido e faz piadas maldosas com todos rindo, mas magoando uma colega que tinha consideração por ele (e esses nomes de bebida, hein? Whisky “Jack Spaniels” e vodka “Grey Moose” hehe); quando menino, acabou pegando o pai no escritório com a secretária e o pai embebeda ele para depois fazê-lo prometer que não vai contar nada daquela noite para a mãe; e finalmente ainda bem pequeno, pega os pais caindo de bêbados e vai se aconchegar perto da mãe (gente… deu até vontade de chorar :(.   

S06E02 – O novo cliente (The new cliente)

Este episódio ganhou um post especial só dele!

S06E03 – Matéria para se sentir bem (Feel-good story)

Diane está na estrada junto do cinegrafista Guy, fazendo vídeos para o blog Croosh, e aproveitando para denunciar alguns casos sérios pelo país: tráfico sexual; botulismo aviário – o “Tom Hanks do botulismo”, já que o ator ganhou Oscar dois anos seguido ehe; joias que dão alergia; uma verdade (in?) conveniente da água com uma entrevistada em frente a um “8-12” (e não “7 eleven” aha); inclusive debaixo d’água sobre canudos! – e dentre as outras opções que aparecem no site, tem também uma matéria sobre “global weirding” (o mundo ficando estranho e não só aquecendo? Boa!) Ela e Guy acabam ficando juntos na desculpa esfarrapada que ele não sabia da cama de casal, enquanto a empresa Baleia Branca está comprando tudo e BoJack escreve cartas terapêuticas pra Diane. A chefe Stefani pede para que façam algumas histórias pra gente se sentir bem (feel good stories); a primeira tentativa, de uma loja de brinquedos para qualquer tipo de menina, acaba não dando tão certo, pois a pequena loja que trabalhava com materiais sustentáveis também foi comprada… e inclusive a Croosh é comprada! Diane e Guy vão ver um vídeo de apresentação, ganhando uma bebida sabor água apesar de achar que não precisava; o presidente baleia branca Jeremiah conta com uma animação (dirigida pelo “pássaro” Brad! hahaha) no estilo dos desenhos antigos da Disney, que explica como foram abocanhando empresas de modo semelhante ao pac-man, até o jornal que dizia coisas que ele não gostava! Mas Diane pretende fazer um último vídeo desmascarando algum podre da empresa, encontram-se clandestinamente com Isabel do Tribune, entrevistam sobre uma morte, até descobrirem que Jeremiah já sabe de tudo e esse tipo de notícia na verdade faz ele ganhar mais dinheiro com as ações, e ele tem direito de matar por ser bilionário! Já Chicago, onde estão visitando, é a cidade natal do Guy e fica aquela situação de Diane não ser apresentada como namorada para os amigos, devolver um casaco que é a cara dela (e a gente percebe logo que vê na vitrine! ehe), a despedida na estação de trem e a narração do BoJack sobre um caso aparentemente nada a ver que no final tem muito a ver com o que ela vive, o cavalo até admite que deveria ter passado por reabilitação antes, passou tanto tempo se sentindo miserável que começou a achar que só poderia viver assim.  

Comentário extra: eu já visitei Chicago há alguns anos, e é bem divertido perceber algumas coisas típicas da cidade: eles imitam um dos museus de arte mais famosos quando se encontram com Isabel, com o quadro de pontilhismo famoso contendo alguns animais; logo que chegam Guy comenta do prédio alto, um dos pontos altos (literalmente) da cidade é a Willis Tower; na lanchonete tem um cartaz dos feijões “the Bean”, que é outro ponto turístico, um feijão prateado gigante divertido para tirar fotos! Pessoalmente, Chicago foi uma das cidades que mais gostei de visitar na minha vida, algo inesperado, e vê-la nesta série me traz boas lembranças… isso é que é temporada de despedida, ai, ai!

S06E04 – Surpresa (Surprise!)

Começamos o episódio vendo a evolução dos vídeos da Pickles: em 2013 tem cartaz do “Justin Timberwolf” e do “Bun Direction” no quarto, em 2014 tem a “Iguana Azalea” e ela tem mais viewers e likes no “You Zone”, e os outros vídeos do seu canal também são bem típicos da época, como o vídeo de “abrir uma caixa” ehe; depois vemos seu perfil no “Face-feed” com aquela fotinho típica de uma xícara de café; no “Zoneface” já tem várias estatísticas e bem mais seguidores, finalmente chegamos ao “Tweed Feed”; e se no início eram tutoriais de maquiagem, depois vira comentários de tudo (e quantos youtubers por aí vocês conhecem que são assim, hein?!), sobre o emprego que conseguiu ou a celebridade com quem está saindo… ela estava exatamente numa “live” quando o pessoal está reunido na casa para um “casamento surpresa” preparado por Todd, e Mr. Peanutbutter decide admitir a traição (“pior erro da minha vida, e olha que já joguei Twister com Brian Singer” ehe), Pickles compara à vez em que Lady Gaga não cantou Paparazzi (oh man!), todo mundo tem que sair correndo e continuar escondido enquanto eles brigam, e os convidados ficam bem visíveis, mas os dogs não percebem nada… desde as amigas das redes sociais, passando pelos pais, que ouvem comentários sobre si próprios não muito agradáveis, e Pickles cai em lágrimas defendendo os amigos online por serem solidários e nunca deixarem de segui-la! Quando os dois sobem, é a chance para todos fugirem, mas BoJack e Diane estão discutindo no quarto o porquê de ela querer mudar para Chicago, e Princess Carolyn e Todd tem que subir, porque a bebê sumiu – daí é uma série de malabarismos com os quatro tentando se esconder e pegar a bebê porco espinho e manipular as ações da Pickles comentando no seu perfil de rede social… mas o “t_chavez” sugere um banho só percebendo depois que ele está na banheira! BoJack pergunta se Diane está indo por causa dele, mas de fora da janela ouve Mr. Peanutbutter confessando tudo para Pickles e os dois se passam pelo ordenador de moedas e termostato, dando conselhos para o cão conversar com a ex-noiva, para ele ouvir mais – o que ele faz, e os dois acabam fazendo as pazes no consentimento de que Pickles vai ter sexo com alguém antes de se casarem, para ficarem quites! Finalmente Princess Carolyn chama Todd para ser a babá da Ruthie (ei, não entendi a piada, Cameron Diaz realmente fez uma voz para Shrek, oras), e Todd ainda dá a bebida de bolinhas certa para Pickles na hora de sair, Diane esqueceu a carteira debaixo da cama e inventa qualquer coisa aproveitando para se desculpar, BoJack sai carregando o bode que era sua companhia para se manter sóbrio, mas desmaiava o tempo todo; e tudo bem, Pickles e Mr. Peanutbutter nem desconfiam de nada – como desconfiariam?

S06E05 – Um pouco agitado, só isso (A little uneven, is all)

Dr. Champ acha que BoJack não precisa mais de terapia, quase todas as histórias da vida dele ele já contou. Tem uma festinha de despedida para uma das ex-alcoolatras e brindam (toast) com torradas (toast) hahaha. Quando está saindo, paparazzis estão esperando por Joey Pogo (criado com base em Justin Bieber, como podemos supor) e numa montagem de repetição que vale a pena a piada, BoJack acha que está sendo despachado para que Pogo fique com o quarto chique e mesmo tendo que se repetir, consegue um trocadilho que acha que vale a pena esperar até recuperar o fôlego. No entanto, Pogo diz que sua agenda está cheia e sua terapia é super rapidinha, um minutinho! Quando o doutor expulsa BoJack, ele acaba jogando a vodca escondida na garrafa de água e Champ toma, ficando bêbado, pedindo para ele fique então… BoJack passa o episódio todo se lembrando de momentos, da culpa por Herb ter saído do show, o novo cara Danny Bananas, a cabeleireira que também esconde bebida no set até que Sarah Lynn falta em um dia por ter bebido, numa situação muito parecida com a que BoJack está vivendo…

Pessoal do set de filmagens trata mal o senhor Peanutbutter, após saberem da traição e ele faz analogia de coisas azedas sobre sua situação com Picles enquanto bota o molho no hot-dog. E acabam concordando que Picles pode ter sexo com vários caras até achar um com quem tenha alguma conexão emocional! Princess Carolyn se preocupa com a reputação e o sucesso desse novo trabalho sabendo disso, e até tenta convencê-lo a passar a imagem de um cãozinho triste (piscadela para o meme “sad Keanu”! yehey). Mas Peanutbutter continua acreditando que as pessoas vão superar naturalmente porque tendem a gostar dele, e inclui aí elogios à atriz que está trabalhando com ele mencionando o nome das atrizes de todas as versões de “Nasce uma estrela”! Até que Carolyn consegue fazerem acreditar que Peanutbutter tentou se matar porque na verdade “é muito triste”, e o paparazzi já o chama de herói por quebrar o estigma da depressão!

Diane está enrolando para começar a escrever o livro – a arte da procrastinação! “daí já passou a manhã, a tarde fica improdutiva, melhor começar do zero no dia seguinte”; liga para Princess Carolyn sobre conseguir um acordo com alguma editora, e enquanto falava o nome provisório do título a gata já conseguiu o prazo de 6 meses para Diane escrever! Guy diz que o mais difícil é começar, quando ele volta do trabalho freelance, ela finge que ele estava certo, mas temos a cena que nos lembra “O iluminado” com Diane só escrevendo uma única frase repetidas vezes.

Como Todd queria ir ajudar a lamber o sorvete misturado ao refrigerante num acidente local e não pôde, pois seu trabalho agora é cuidar da Ruthie, ele acaba contratando vários assistentes – não deu para parar em um só, embora ele devesse, assim como os filmes do Deadpool. Tem assistente pro aplicativo de assexuais em que Todd é o único usuário e uma para criar danças desengonçadas, até contrata uma para ser amiga do BoJack. Como o cavalo é muito honesta com ela, percebe que não pode se deixar continuar a ser tratada como lixo e os chefes exagerarem em suas indulgências, e um levante de assistentes está montado!

S06E06 – O rim fica em destaque (The kidney stays in the picture)

O noticiário da vez mostra a greve dos assistentes – e o caos que a cidade pode virar sem eles, quem tem todas as senhas, quem vai chamar a doula ou, pasmem, fazer a reserva no restaurante? Até Pogo e Mr. Peanutbutter não podem marcar uma reunião, apesar de se encontrarem pessoalmente… O bam-bam-bam Turtletaub tem uma ideia ao conversar com Princess Carolyn citando a criação de um personagem da Família Adams (“that’s it!”). Propõe para a líder dos grevistas uma posição de executiva para ler roteiros, ter um cartão de crédito e uma vaga – como ela não aceitaria? Meu dream job também; partindo para o ataque de outros assistentes, até que Carolyn percebe que já foi assistente um dia e impede o Stuart de assinar o acordo coletivo, com falas referentes a Billy Bob Thornton (realmente, muito bom que o tradutor deste episódio acertou o título de todos os filmes citados!). Em seguida, bota o Judah, que é muito sério, competente e meticuloso, para negociar os direitos dos assistentes.

BoJack ajuda o mentor da sobriedade a fugir pela janela, e está de saída da clínica de reabilitação quando para em frente ao bar por ver a van do Dr. Champ (doutor campeão!), conforme ele suga as margaritas, BoJack faz sua terapia que não foi feita em seis meses, odeia a si mesmo, cavalos por causa dos pais, precisa se manter sóbrio para encarar os problemas… Acaba deixando Dr. Champ em outra clínica de nome bem parecido, pois o dr. precisa ser honesto consigo mesmo, que acusa BoJack de machucar as pessoas de quem ele gosta, e ele vai lembrar, porque finalmente está sóbrio e vai para casa.

Todd fica sabendo que a mãe precisa de um rim – e ele nem pode doar, porque vendeu o dele para comprar os fantoches e encenar um tributo a Ang Lee! (aliás, depois que viramos mãe, vemos outras referências, como um dos brinquedos da bebê porco-espinho lembrar de imediato uma girafa famosa da vida real). Junto com o padrasto Jorge vão à loja de órgãos e a cada informação sobre o paradeiro do rim, comprado pelo Baleia Branca, ouvimos o som de órgão, tocado por Todd. Como estavam vendendo anestesia, Jorge é sequestrado assim como no filme “Um morto muito louco” (1989), no plano mirabolante de Todd de resgatar seu rim e salvar a mãe, provando que não é completamente inútil. Podem usar o crachá de Diane, que ainda recebe como se estivesse trabalhando para eles e Guy lhe diz que também não precisa terminar o livro. Claro que Todd não consegue se passar por Diane, mas Jorge os faz entrar se passando por um funcionário que só fala espanhol e o segurança fica indignado que tenham colocado ketchup no hot-dog (ehe! Muuuito Chicago!). Começam a discutir, que o padrasto queria que Todd fosse feliz do jeito dele, mas ele é feliz do seu jeito – e “Sirius” é uma rádio que existe mesmo, não foi só pra rimar com o jeito “serious” do Jorge. Diane não consegue avisá-los porque esqueceram o walkie-talkie na cozinha, mas ela vai pegar um pretzel do shopping cujo estacionamento ela estava “escondida”; o segurança acaba pegando eles, mas Todd só diz a verdade esse dá bem, como sempre dá seu jeito, acreditando que vai dar certo; Jorge acaba pedindo desculpas, pois ele foi sempre muito rígido pela própria história da vida dele em que teve que lutar muito só que não tinha percebido que Todd é branco – simples assim – e as coisas simplesmente dão certo pra ele.   

S06E07 – O rosto da depressão (The face of depression)

BoJack volta para sua casa limpando a bagunça deixada enquanto se lembra da bagunça da sua própria vida, acaba num grupo de alcóolatras em que participa também Sharona, a cabeleireira do antigo show de TV que também bebia escondido no set e acaba assumindo a culpa quando descobrem que Sarah Lynn arranjou bebida. Não consegue falar com ela ao terminar a primeira reunião, encontra Todd no diner, pois sua casa traz muitas lembranças desagradáveis e decide ir viajar, pegando o avião da “AmericanCrane” (crane = garça azul, em inglês).

Na Chicago nevada – e tem animais que nem precisam comprar pá de neve, hah! – Diane acabou recebendo o diagnóstico de depressão, mas não admite e Guy (voz do Lakeith Stanfield) quer desistir do trabalho em Galápagos pra fotografar tartarugas de biquíni ehe, tentando convencê-la a tomar os remédios receitados, não é que Dawson’s Creek ficou ruim. BoJack aparece para visitá-la e no apartamento cuja parede tem pôster de um cartaz bem parecido com “Alta Fidelidade” (2000)***, filmado em Chicago, aliás, está tudo largado e ela sugere irem a uma lanchonete. Afinal ela monologa sobre o vazio embaixo do vazio e BoJack a lembra que ela acreditava nele e o encorajara a aceitar ajuda; na manhã seguinte limpa tudo e voa pela JetMoo (em vez de ser azul, o som da vaquinha!).

A próxima parada de BoJack é visitar Hollyhock, que está cursando a universidade Wesleyan – bem pequenininho ali na placa inclusão de Michael Bae? Vão a um “show” e BoJack se pergunta se música na verdade é assim quando se está sóbrio, Hollyhock está numa pequena briga com a amiga cujas aulas de teatro foram canceladas e usa um gorro chamado chapéu, elas fazem as pazes porque se uma não pede desculpas, como a outra pode desculpar, certo?

Na sala com a pintura no fundo de uma traição e revolução (alguém me lembra o nome desse quadro, por favor?), Turtletaub e Princess Carolyn finalmente estão acertando os últimos termos do acordo para terminar a greve dos assistentes, que não vão mais ser tratados como lixo, e sim como recicláveis!

A visita seguinte de BoJack é a Carolyn, obviamente levando um quadro seu, presente nada a ver, de “chá de bebê”; ele tem a ideia de dar aulas na Wesleyan e pede o favor de Carolyn fazer o que já fez por décadas, mentir para ele conseguir o emprego. Também serve de bom amigo apontando como ela faz e cuida de tanta coisa, precisa de alguém para cuidar dela também. E quando a bebê se enrola e rasga o quadro (mesmo sem ser porco espinho, qual bebê não faria isso?), ela diz que vai colar e dizer que é um Rauschenberg – ei, esta série também é cultura, obras que parecem bricolages gigantes.

No final de outro encontro AA, Sharona deixa BoJack pedir desculpas e ele a deixa mexer no cabelo, agora já não vai mais pintar com a cor “caneta piloto” e os fios ficam grisalhos. A diretora do Wesleyan retorna a ligação de que Raven saiu de cena, e BoJack conseguiu o emprego, vai voando de “Sow West” (suína, em vez de sul), e nas interações com a vendedora de coelhinhos (não é “roll”, é “bun”, mas pequenos, “bunnies” ehe) de canela no aeroporto, já percebe sua personalidade e indica um aplicativo de encontros…

Mr. Peanutbutter está num tour junto de Joey Pogo, como “o rosto da depressão”, sendo que ele não se sente deprimido, mas Pogo diz que os que menos parecem depressivos podem ser os mais. BoJack acaba encontrando Peanutbutter em Washington, o cão vai falar para o congresso, e o cavalo fica incrédulo que justo ele seja o “rosto da depressão”. Mr Peanutbutter leva BoJack a um museu na parte referente à história da TV e tem um suéter usado por ele no seu antigo show em exibição. E também todo o cenário da cozinha do antigo show muito parecido do Mr. Peanutbutter, e BoJack lhe dá o prazer de fingirem que estão num episódio crossover!

Princess Carolyn oferece a Judah um cargo de diretor operacional da sua agência com direito a bolo de aniversário, e ele aceita.

Guy chega de volta e no aeroporto encontra Diane mais gorda – o que significa que ela está tomando os antidepressivos.

Depois de toda essa jornada de redenção, BoJack acaba visitando um local que reconstitui um tempo antigo para os cavalos e o pastor local fala de você mesmo conseguir se perdoar, “que a paz esteja contigo”.

S06E08 – Uma rapidinha enquanto ele não está (A quick one, while he’s away)

Margo Martindale estava num convento, mas foge no Alfa Romeo dizendo que ela não estará no céu, mas seus filmes sim!

O editor-chefe da revista “Holywoo Reporter” – com capas interessantes como uma matéria de encanamento e um cara muito parecido com o Mário dos Super Mario Brothers, e um tal de festival “Canine” (em vez de Cannes?) – quer despachar logo a porquinha que é insuportável mas uma ótima repórter, Paige Sinclair, que está para se casar, só que fica sabendo do caso de uma mãe que liga todos os dias para saber se tem novas em relação à morte da filha que morreu de overdose… Sarah Lynn. Junto com o jornalista que estava recebendo as ligações, Maximilian Banks, ouvem a última ligação para a mãe, em que Sarah se “desculpa” por várias coisas e no início fala em “nós”. Vão procurar o local onde ela ia ao encontro de AA, para ver se descobrem com quem estava bêbada junto, onde, quando, o que estavam fazendo e por quê – e conseguirem sua matéria de capa. Perguntando a alguns frequentadores, pegam a informação de um suposto amigo de Sarah cuja filha é “Penny Carson, podem procurar!”

Hollyhock quer explorar NY, pois Tawny e o não-namorado-somos-descomplicadosassim não querem chegar muito cedo na festa (e no muro ali do fundo entendemos que o blockbuster da vez é o Mario, dirigido pelo Zack Snyder). Vão ao Empire State, prédio do macacão de “Sintonia de amor”, nas palavras da Hollyhock, que imagino não ser fã de Tom Hanks; mas ela quer sim ir à festa com estranhos, sem medo de passar vergonha, nunca bebe por ter medo de perder o controle – influência do BoJack, vocês acham? Quando finalmente chega na festa, abre uma cerveja e tem um ataque de ansiedade, sendo acalmada por Peter, que por acaso tem um histórico ruim com bebida no ensino médio, indo numa festa com a amiga da namorada que tinha um pai estranho que fez ela beber e passar mal e os deixou na emergência para ela ter uma lavagem estomacal…

Enquanto Kelsey Jannings trabalha numa publicidade de frango frito porque filmes indies não dão pra pagar a escola da filha, o diretor de blockbuster Justin Kenyon argumenta com Gina (voz original da Stephanie Beatriz, que faz a Rosa em Brooklyn 99) sobre alterações do roteiro, sua principal estrela do mais novo blockbuster que não quer ser a louca do set, mas reclama da batida na porta e do suspiro do diretor. Kelsey conversa com o agente Rutabaga que diz que o pessoal fala que quer contratar diretoras mulheres, apenas não para esse projeto – todos os projetos, em especial os com Paul Feig (?). Já na agência ele liga contando sobre o novo filme de super-heroína que conseguiu para Kelsey, ao pegar seu copo de café escrito “Rude Bagel” e passar pelos cartazes dos filmes do pegasus com o “Lernerner Dicapricorn” e alguma outra moça! Kelsey não quer ser contratada só por ser mulher, mas como o agente falou em pensar no dinheiro, ela vai na entrevista numa sala cheia de referências a heróis, pintura na parede e bonecos, cartazes dos filmes “Invisibull” e “Shellboy” haha. Ela fala o que gostariam de ouvir, mas depois volta para dar sua verdadeira opinião de como deveria ser e respira aliviada. Justin tem problemas com Gina, que apenas numa cena de dança já lembrou de quase ser estrangulada, e não pode recomendá-la para Kelsey.  

S06E09 – Estudo cênico intermediário com BoJack Horseman (Intermediate scene study w/ BoJack Horseman)

BoJack está começando na universidade, tem uma fala pronta e marca o quadro branco permanentemente, mas até que se dá bem vendo os alunos apresentarem suas cenas e dando alguns conselhos. Chama um dos alunos para conversar em sua sala de professor, que tem um cartaz de “Bleatcar named desire” (clara referência a “Um bonde chamado desejo”, uma das peças mais famosas – e atuações de Marlon Brando), e outro do cinematógrafo “Lumibear” (em vez de Lumiére); o rapaz acha que BoJack acha ele um ator ruim, ele diz que só há professores ruins, BoJack diz que existe Jason Segel em “Bad teacher” (professora ruim, o título do filme na verdade é “Professora sem classe”). E o tal aluno invade a reunião dos AA emprestando a trama de “O voo” (em que o personagem do Denzel Washington rouba garrafinhas do avião para beber…). BoJack quer aproveitar e fazer coisas junto com Hollyhock, até se esforça para entender rugby, pergunta para a melhor amiga Tawny que diz estarem de novo brigadas – como as canções da Adele, tudo tipo a mesma coisa, com alguns detalhes diferentes. Mas a irmã parece não querer que ele se envolva demais e estar evitando-o.

O contador de BoJack diz que ele precisa pagar ainda pela reabilitação e sugere vender o restaurante, Elefante. Mr. Peanutbutter está acertando um acordo com Joey Pogo para ele e Picles ficarem mais íntimos e ela ficar quite, daí podem se casar, acabam também acordando em cuidar do restaurante juntos.

Princess Carolyn aceita dar uma aula para os alunos de BoJack – um tem a blusa da “Abercrombie & Fish” (peixe, não Fitch!), falando de representação. Princess Carolyn quer contratar Stan, o que nem fez nenhuma pergunta e BoJack diz que teve a “A prova” de que era bom ator depois da cena de “Dúvida”, mas que ele precisa terminar os estudos – e os dois competem pela atenção do cachorro, “bom garoto!”.

Enquanto isso, Todd dá uma volta com Ruthie, participam de um experimento de marshmallow, como ele come, acaba indo parar na área de química, surge uma espécie de Willy Wonka da Wesleyan que na verdade era um experimento de LSD… é, essas são sempre as partes do Todd…

Chega então o dia da apresentação do grupo de BoJack, ele acaba indo bater na porta de Hollyhock porque ela esqueceu e não apareceu no teatro. Do lado da porta do quarto dela tem um pôster que lembra o de “Rushmore” (Três é demais) ehe bem apropriado, e também um aviso de que lamber sapos é crime. A garota explica que os dois tinham uma vida antes de se conhecerem e que seria melhor irem devagar.

Charlotte liga para BoJack pedindo para não envolver Penny…

S06E10 – Bons defeitos (Good damage)

Esse painel luminoso nós já sabemos que é de Chicago por causa do Ferris Bueller! Diane e Guy estão no estádio dos bebês humanos e ela se pergunta por que em tudo eles dizem que é o estilo Chicago, reagindo bem negativamente ao uso demasiado de plástico na batata quente aha! Começando uma sequência musicada com várias situações que a deixam irritada, mas depois dá um jeito, estilo antidepressivo da Diane; sem conseguir, no entanto, superar o bloqueio de escritora; iniciando então uma sequência animada de esboços com direito a parecer a Lucy do Charlie Brown, em busca de algo válido para seu livro. BoJack liga para ela, convidando-a para a apresentação dos seus alunos e quando ela menciona que vai surgir alguém para escrever sobre ele de novo, voltamos a seguir os acontecimentos na investigação de Paige Sinclair. Conseguem localizar a filha de Charlotte, que trabalha como garçonete e só lhes diz que faz anos que não vê BoJack. Paige e Max logo lembram que foi ele quem encontrou Sarah morta, mas não mencionou que tinham passado um tempo juntos. Seguem Penny até a casa da mãe, ela acaba contando sobre a amiga que foi induzida ao coma alcóolico.

Vemos como Diane se distrai, começa com um café com um nome de desdém e passa para uma mesa cheia de comida, vai dar uma olhada na loja com descontos que se chama Trauma e acaba falando para Carolyn que o livro se trata disso, como a arte japonesa de peças com rachaduras, no final nos descobrimos pelas nossas falhas e quebraduras. Porém, como vai vagueando pelos devaneios da sua mente, acaba chegando numa história de uma detetive da praça de alimentação de um shopping. Carolyn conta que falou com a produtora do Brad Pitt, Plan B e também o Plano C, e numa empolgação com Judah inventou uma nova versão de Robin Hood, do ponto de vista da mulher e dirigida pela Sofia Coppola! Mas a Sofia já está trabalhando numa versão de Peter Pan contada pelo ponto de vista da Wendy, hah, empoderamento feminino? Diane quer fazer de suas memórias o livro e entregar seu lado triste, mas sem a medicação ela fica estressada e Guy acaba enviando as páginas da detetive para Carolyn, que adora e já fala com alguns estúdios. Diane conversa com a agente após a apresentação de BoJack e explica que pensava que um livro dela ajudaria outras garotas, e os sofrimentos trariam algo de bom afinal, Carolyn a convence que talvez esse livro em que ela se diverte escrevendo também sirva para ajudar outras pessoas.

S06E11 – O preço do passado e tudo o mais (Sunk coast and all that)

BoJack passa mal (ansiedade?) ao receber o telefonema sobre os repórteres que estão investigando a morte de Sarah Lynn e foram procurar Charlotte e Penny; ele explica a situação para Diane, Todd e Princess Carolyn que tinham aparecido para ver a apresentação dos alunos de teatro e socorrido. Quando volta a si, não pode sair porque lá fora tem seus alunos comemorando, a bebê Ruthie brinca com livros de teatro, “King Bear” (em vez de Rei Lear), “Comedy of bearros” (em vez de Comédia dos erros).

Paige e Max estão no restaurado Elefante, que agora tem pequenos pratos para uma “experiência gastronômica”, sugestão da Picles, e bandejas giratórias, sugestão do Pogo, e a cara do cão na capa do cardápio, sugestão de quem mais? Paige fala ao telefone com o noivo – e ela teve que tomar banho junto com Max? Como aquelas desventuras de comédias românticas que a gente já sabe onde vai dar…  com a demissão dos lavadores de pratos, discutem sobre os problemas do restaurante, ao fundo livros de culinária e placa de não usar pratos grandes muito apropriados para a ocasião; como são pratos pequenos, enquanto Picles reclama de Pogo com Mr. Peanutbutter podemos ver que tudo no refrigerador é “baby” ou pequenino, incluindo “chicken fingers”, “baby carrots”, leite de hamster haha. Picles revela que gosta da música, mas acha falso o otimismo do Joey Pogo, ele é como o “oposto” de Peanutbutter? Os repórteres discutem sempre girando a mesa em lados opostos, Max quer focar em Sarah Lynn e Paige quer um artigo de Pulitzer sobre uma pessoa problemática. Quando Peanutbutter explica a tensão entre Picles e Pogo, Max acredita que ela está apaixonada, mas não quer admitir; Paige não acredita que ela deixaria o noivo que é tão porto-seguro, percebendo que estão falando de si mesmos…

Por ideia dos amigos, BoJack começa a enumerar todas as coisas que lembra ter feito errado – praticamente todas encontramos nos episódios das temporadas passadas, acrescentando as que Todd escreve no quadro, e as que Diane também adiciona; mas o cavalo está indignado por ter mudado para ser uma pessoa melhor e mesmo assim vem alguém querendo destruí-lo por algo passado, já que é outra pessoa após a reabilitação, e Todd questiona se ele realmente mudou. Finalmente Diane é abordada pelos entrevistadores por telefone, e fica sabendo que a história é sobre Sarah Lynn. BoJack acaba admitindo para as amigas que ele estava com a garota quando ela morreu, mas como deveria ser uma noite de celebração ele vai lá dar uma palavrinha para a galera do teatro e agradece porque este ano ele pôde ser o que gostaria.

Picles diz que pode mentir sobre criar uma conexão, mas não sobre sexo e avisam Peanutbutter e transam no refrigerador para acabar logo com isso, mas logo percebem que existe uma conexão real, e Pogo ainda precisa de um cuidador de redes sociais. Peanutbutter na verdade fica meio chateado, e num surto em que acha que estão se metendo na vida dele, acaba contando para os repórteres sobre uma noite em que BoJack estava bêbado e tinha lhe confidenciado sobre Sarah Lynn. Eles ficam entusiasmados que tudo se encaixa, e numa virada daquelas de filmes românticos, Max se declara para uma Paige que diz “claro que você me ama, todos me amam”. Ao final, Peanutbutter deixa Picles ir no tour com Joey Pogo e um carinha aleatório consegue tirar foto do “cãozinho triste”.

Paige liga para BoJack que antes já estava discutindo com as meninas o que deveria fazer, Diane opina que o mais difícil ainda seria o melhor, ser honesto e evitar ficar com medo pelo resto da vida, mas o cavalo acaba negando tudo pois não esperava que seria tão rápido! Diane vai embora, BoJack tenta escrever uma resposta digna para a imprensa, se entristece porque não importa quantos novos recomeços ele tenha, acaba mal e sozinho no final. Princess Carolyn conta como ele foi o maior amor da vida dela e primeiro cliente e gostaria que esta história tivesse um final feliz, BoJack então decide contar a verdade para que ela possa dizer à filhinha que o ajudou a fazer a coisa certa.

S06E12 – Xerox de uma xerox (Xerox of a xerox)

A notícia da vez é o envolvimento de BoJack na overdose de Sarah Lynn e ele deve participar de um programa de entrevistas cuja apresentadora, segundo as longas reclamações de Paige para suas damas de honra e irmã, é uma puxa-saco das celebridades. Diane tenta não ligar e diz para Guy que já sabe tudo o que vai acontecer, Carolyn tenta prepará-lo para que não pareça triste demais, Judah lhe dá uma caneca porque gesticular muito é considerado agressivo, Mr. Peanutbutter aparece citando Bruce Springsteen para pedir que cite ou não sua série “Birthday dad”, Todd menciona a nova garota – sim, a coelha que BoJack deu a dica do aplicativo de encontros em que só tinha Todd inscrito! – e Mr. Peanutbutter recebe uma mensagem de término oficial do namoro com Picles. Para a entrevista a tônica é BoJack sendo honesto, então simulam seu apartamento no estúdio para controlar a luz – claro – e ele admite que mentiu e errou, e agora está sóbrio, teve uma criação ruim e projetava personagens da TV como um xerox de outros criadores tão problemáticos quanto, e quando a entrevistadora Biscuits Braxby pergunta sobre a mãe de Sarah explorar sua imagem, o cavalo afirma que foi isso que levou à sua morte, tão assustadora para ele porque ela o lembrou de como ele mesmo era, e se pudesse, diria à mãe que ela nem pode imaginar o quanto ele sente.

Em Chicago, Guy confronta Diane porque ela nunca fala dos amigos famosos e ela fala que ainda não conhece o filho dele, então ele sugere já no dia seguinte. Quando vão na lanchonete de sempre, Guy sai para pegar umas fritas e Sonny diz que o pai gosta de ajudar as namoradas que quando ficam boas acabam deixando-o, e Diane acaba soltando que os pais vivem brigando e não vão voltar a ficar juntos…

Saindo da entrevista, BoJack sente que foi muito bem, que sentiu que podia ver a Matrix, Carolyn não parece tão extasiante, vão ter que esperar algumas horas pra ver o que vão achar; na manhã seguinte, BoJack é um sucesso, todos admiram sua superação, “Tchau Sad Dog, olá, Remorse Horse!”, e quando o pinguim Pinky pede para fazer uma parte 2 porque isso foi ótimo para seus negócios, BoJack gosta da atenção renovada, acha que está ajudando outras pessoas viciadas. Só que Paige Sinclair faz uma visitinha à entrevistadora, que confessa que as celebridades a procuram para aparecerem bem, e Paige afirma que com as redes sociais ela precisa mudar de estratégia e honrar sua profissão como jornalista. Então, nesta outra entrevista, ela pega mais pesado, faz várias perguntas relacionadas a detalhes sórdidos e bem pessoais que necessitariam uma vasta pesquisa (ou ver todas as temporadas da série!), em parte porque Sinclair a ajudou entrevistando um bêbado ex-terapeuta de BoJack. É um desastre, Princess Carolyn não está nada contente, diz para ele aproveitar as poucas horas que lhe restam antes de mudar a vida por completo, ela avisou que uma entrevista era o suficiente…

BoJack para numa casa para comediantes stand-up, relembrando a marca na parede que Herb fez para ele na época em que ainda não tinham começado o show para a TV, que BoJack ficaria imortalizado mesmo sem ter estrela na calçada da fama ou estátua de cera, hehe (e Malibu é para os famosos? Beverly Hills é só para os idiotas?). Muito apropriado que na parede do lugar estejam vários nomes assinados, incluindo Aaron Long, meio que o criador da série – será que os outros são de pessoas reais que ajudaram a fazer a série por todos esses anos? Lá dentro, as fotos de alguns comediantes: Whopi Goldfish (peixinho dourado!), Ali Wong grávida, Sarah Silverfish (referência à Sarah Silverman…), Robin Williams (robin em inglês é um pássaro mesmo, então o nome não muda!), Billy Goat Crystal (transformaram a cara dele em bode, ehe), entre outros, inclusive alguns nomes que fazem parte do elenco de dubladores.

Todd e Maude (fofinhos, os nomes combinam!) estão vendo TV e ela começa a falar que ele não precisa mais ficar à mercê no sofá dos outros, a boa ideia que tem é de comida, mas ela sugere diretamente morarem juntos.

Carolyn volta para casa onde Judah está cuidando de Ruthie – enrolada em plástico bolha e Judah tem uma placa no peito para evitar se machucar com seus espinhos!

Diane acaba não aguentando e vê uma parte da entrevista com Biscuits, em que BoJack finalmente admite que é uma pessoa que sempre colocou suas próprias necessidades em primeiro lugar e no caminho foi machucando outros.

S06E13 – O unicórnio chifrudão (The horny unicorn)

Ficamos sabendo pela conversa não mutada dos atendentes de dhrive-thru de uma rede de burritos que BoJack teve que fazer um acordo com a família de Sarah Lynn pagando milhões e se tornou um dos homens mais odiados da atualidade… Até mesmo no centro comunitário, na reunião de AA, o pessoal demonstra seu desgosto por ele, e surge um cara que quer patrociná-lo, Vance Waggoner, que até Charlie Sheen achou um pouco demais! Ele deixa seu número para BoJack ligar, que de cabeça para baixo dá para ler peitos (?).

Todd tem a ideia de cuidar de outros filhos na empresa da Princess Carolyn e anuncia que vai se mudar e morar com Maude, não existe irmã gêmea cheia de filhos, mas coelhos tem muitos filhos, como vimos os quadros cheios de coelhinhos no episódio passado, hah! Eles se mudam para um prédio chamado “Lapin Place” (lapin = coelho em francês!), Maude brinca que não sabia que o namorado é “butter” e Todd diz que está “on the roll” (que ele está numa onda boa, ai, essas piadas com comida…); Todd liga para Chavez para dizer que não tem mais nada a provar para a mãe e acaba convidando-os para uma festa sofisticada sem ter nem móveis! Judah ajuda Todd explicando que nessas situações, ele sempre pensa o que Todd faria, “Todd, você conseguiu de novo!”

Diane teve seu livro publicado e agora Princess Carolyn quer saber sobre a continuação, embora Diane tenha vontade de escrever algo mais sério. Um coelho cansado passeia com um carrinho cheio de coelhinhos em frente ao prédio em que Diane mora e Sony está lá jogando video-game com os amigos, afirmando que nem liga para o livro estúpido dela para garotas otárias. Mais tarde, Diane mesma está jogando e Sony faz algumas observações sobre o livro, incluindo partes que parecem reais, e pergunta quando sairá o próximo.

BoJack está em casa comendo Boarritos (boar = javali!), vendo o canal T-Bee-S (apresentado por abelha, claro! E a dubladora se chama Samantha Bee haha), quando o contador Jaz e o advogado Chaz ligam, ele está sendo processado pela marca famosa xerox, e não tem os 100 milhões, então venderam a casa dele! Ao sair, vê que recebeu uma carta de Hollyhock, mas tem medo de abri-la, implora por um emprego para Carolyn e acaba indo ficar na casa de Peanutbutter, já que está falido. A única coisa que conseguiu foi ser um extra, corpo morto na cena de guerra da série do Peanutbutter, que conta que depois vai à festa chique do Todd; então o cavalo acaba ligando para Vance, no diner todos olham feio e BoJack ganha um sanduíche mofado, começam a viajar sobre a ideia do pior unicórnio que seria BoJack caso ele tivesse chifre, Vance quer transformar isso num filme, em que o personagem diz tudo o que ninguém tem coragem de dizer e o cavalo precisa do dinheiro mesmo, precisa parar de se auto-castigar.  

Preparando os convidados que são atores sem emprego, Todd menciona algumas frases cosmopolitas como “smartfones tem deixado a gente ainda mais desconectado” haha, e a mobília também é do set da série, Peanutbutter traz a bebida favorita da Picles para a festa, já que não precisa mais dela. BoJack aparece, mas Todd diz que não pode arriscar nesta noite as coisas darem errado…

Ele fica com raiva porque o que ele pode fazer, desaparecer de vez? Dirigindo passando pelo Shark Shack (piscadela para os famosos hambúrgueres Shake Shack), Vance diz que sua filha, a única coisa que o mantém sóbrio, está com problemas, e convence BoJack a levá-lo até a universidade dela. Acaba que Vance só queria reclamar da curtida numa rede social e batendo boca lá fora, um rapaz aborda BoJack simpatizando com sua situação, vão até uma festa e o cavalo conta sobre uma celebridade das antigas, Lindsay Lohan; Vance deveria ser o “apoio” de AA, mas está levando uma garota para outro lugar… BoJack sai para finalmente ler a carta de Hollyhock, já que o celular dela dá número cancelado, acabando por voltar para a festa e com uma garrafa em mãos…

S06E14 – Angela

Angela Diaz, uma pessoa que conseguiu fazer com que BoJack traísse o amigo Herb que lhe deu o papel da sua vida num show que ele tinha criado, entra em contato porque quer conversar sobre algo com o cavalo. BoJack chega na casa de Diaz e ela reclama da idade, nem pode dirigir sua Lamborghini (estacionada na frente da bela casa com a placa “My Miura”), e pede para o cavalo pegar uma caixa que fica em um lugar alto. Dentro da salinha vemos prêmios e cartazes com referências a séries dos anos 90 – “Wool House” (em vez de “Full House”), “Fin City” (barbatana em vez de “Sin”), “Crowing Pains” (corvo em vez de “growing”)… Diaz tem uma caixa cheia de DVDs da série com BoJack e agora nem pode doá-los, ela acha uma pena porque foi um bom show e sente por Sarah Lynn que não será lembrada pelo programa. Depois comenta de uma investida do “The Cosby show” em que reeditaram tirando Cosby (!) e pretendem fazer o mesmo com o “Horsin Around” e para tirar o cavalo para que sejam órfãs ganhando sabedoria de tudo que está em volta (around), precisa dos direitos de BoJack, senão o povo não vai ver achando que ele está lucrando; em troca oferece um bom pagamento de uma vez só. Angela também dá a ele bebida de verdade, deixando-o fazer a dancinha do BoJack e comenta que ela precisava convencê-lo a não sair do show porque tinham descoberto que Herb era gay e precisavam demitir Herb, mas continuar a série. BoJack se enraiva, mas ela argumenta que acabamos fazendo o que dá ou é necessário em dado momento, ele vai embora levando o carro dela, alguns DVDs e bebida. Acaba voltando para sua antiga casa, invade, pega mais vodca, vai ver os extras e seleciona seu teste para o papel na série, quando Herb o acalma e ele faz uma cena boba sobre martinis e Herb comenta que sua vida está para começar…

Turtletaub oferece a Princess Carolyn a direção de um estúdio voltado para projetos feministas, antes que se torne viral um caso polêmico com um dos seus associados – que aparentemente todos sabiam que assediava mulheres; Carolyn é uma frigideira velha (dura, resistente…), de imediato pede ajuda a Judah para pesquisar títulos de filmes e outros dados, apesar de um momento antes estar questionando por que ele não a convidou para ver sua banda tocar, já que o escritório todo vai. Apesar de Judah querer ajudá-la a produzir o filme dos seus sonhos, Carolyn nem se lembra mais dos sonhos que teve um dia; Judah sente falta dela na apresentação, Carolyn vai até lá e ele saiu para trabalhar e a banda vai tocar versão instrumental. A gata volta para o escritório e encontra Judah, continuam trabalhando, mas ela pede que ele cante para ela, e a canção é totalmente a descrição de si próprio e uma declaração de amor (óin!).

Diane vai para uma noite de autógrafos, perto de onde se senta podemos ver ao fundo livros sobre relacionamentos entre animais haha, Guy liga irritado sobre a mulher ter conseguido o emprego que queria e se mudar com o filho para Houston, Diane diz que eles podem se mudar para lá e começam a mencionar coisas típicas de lá. Depois de assinar um livro elogiando os aparelhos de uma leoa marinha, fica sabendo que Mr. Peanutbutter escreveu um livro de memórias, liga para o cão que descobriu que esse negócio de escrever é a coisa mais fácil do mundo haha! Ele pergunta se ela já virou de Chicago e ela conta que vai se mudar com o namorado para Houston, que ele é o melhor “guy”. Diane conversa bastante com Peanutbutter, que percebe que ele nunca a deixou ser quem era, querendo consertar as coisas, e Diane fala que às vezes nos sentimos como a peça que não encaixa no quebra-cabeças e nos acostumamos com essa ideia, mas aos poucos passamos a confiar.

Todd ainda está tentando se reconectar com a mãe, que prepara o jantar, mas não dá as caras, e Jorge diz que ela se sente culpada, se pudesse ser o contrário, Todd ser salvo pela mãe… Então Todd inventa um sequestro, contratando Margo Martindale, e a mãe teria que entregar tortas, mas ela acaba passando mal; no hospital o diagnóstico é de crise de ansiedade e a mãe pede desculpas porque na época achava que estava fazendo a coisa certa ao mandar Todd para fora de casa, só queria que ele amadurecesse, e ele diz que sim, sendo que sua mais nova ideia é um robô para bebês movido à sucção das chupetas.

Enquanto isso, Margo é pega pela polícia, mas se safa no julgamento porque a diretora indie Nicole Holofcener a quer para seu próximo filme, cuja sinopse o juiz gostou.

Uma nota interessante do IMDB: no flashback de Angela, quando ela menciona a compra do canal pela Disney, ela defende Michael Eisner, que na vida real é o fundador da produtora desta série, The Tornante Company.

S06E15 – A vista do meio pra baixo (The view from halfway down)

O título deste episódio é uma referência a Stranger Things?

Estamos numa realidade muito estranha em que BoJack visita a mãe, vestida como ainda jovem, mas crítica como de costume; Sarah Lynn ainda criança o acompanha, uma pássara entrou sem ser convidada, Zach Braff é o mordomo, Herb ainda está saudável, Crackerjack, tio que ele nunca conheceu, também está lá, Curderoy até que morreu enforcado – BoJack ficava tendo sonhos com aqueles que já morreram, e decidiu se juntar a eles! Já no jantar, Sarah Lynn está adolescente, cada um ganha um prato que combina com si, BoJack tem pílulas; Crackerjack e Herb comentam sobre a pior parte da vida e perguntam a BoJack, que nota que a água tem gosto de cloro, além de ver uma mancha no teto pingando lá em cima. Sarah já está com cara de drogada na discussão seguinte, sobre sacrifícios serem bons e comenta a pior parte da vida que foi o tour sexy quando o próprio empresário soltou nudes dela. Herb e BoJack zoam o anúncio de perguntas, Curderoy pergunta da filantropia, Crackerjack diz que nunca matou nazistas, Sarah fala do seu videoclipe no espaço; chega o pai de BoJack na figura do cavalo corredor Secretariat, continuam com o jogo de melhor e pior, BoJack fala sobre o aluno que ele ajudou, o pessoal vai para o show, parte em que BoJack sempre acorda do sonho, só que não desta vez.

Sarah Lynn apresenta uma canção sobre a vida, não parar de dançar, terminando com o habitual gesto de prender o nariz antes de mergulhar. O ato seguinte é de Curderoy Jackson, que também se dependura e cai pela porta de vão escuro. Secretariat vai fumar com BoJack e comenta que não acredita nesse negócio de paz, como se fosse um presente por uma vida virtuosa, mas mesmo quem não faz nada de bom acaba no mesmo lugar… na conversa sobre todos quererem voltar se pudessem, o pai conta que ele se importava com tudo; BoJack comenta sobre acordar, para ver um corpo na piscina e interrompe o show de Zach Braff, de patins ele faz vários trocadilhos com seu nome para cair no vazio negro também. Secretariat também tem o mesmo destino, após declamar um poema sobre a “visão da metade de baixo”. BoJack tenta fugir, todos que sobraram argumentam que de nada adianta, ele pergunta se alguém já voltou desse lugar, Herb explica que é só o cérebro dele trabalhando do modo que acha ser necessário. A apresentação seguinte é uma dança da Beatrice vestida de debutante ao som do trompete de Crackerjack. Chega a vez do próprio BoJack, Herb se despede dizendo que não existe outro lado; BoJack tenta fugir do monte de piche, as hortênsias impedem a passagem como ervas daninhas que cresceram, a pássara de muitas caras me lembrou Coraline, BoJack tenta ligar para Diane, que diz que não importa mais, o que foi feito já foi, e o cavalo só quer então ficar no telefone falando com ela. Tudo escurece tomado pelo piche, enquanto ouvimos um bipe de monitor hospitalar quando a pessoa morre.     

S06E16 – Bom enquanto durou (Nice while it lasted)

Como um clipe musical que começa com o som do bipe, vemos a família chegando na casa arrombada e BoJack na piscina com pílulas, jornais noticiando que ele não morreu, vai ao tribunal, o menininho fica famoso, a mãe de Sarah Lynn ainda explorando a imagem da filha, no jornal que o Pinky lê está a notícia que o menino fechou com uma agência, vai ter um standup, participar de “Dançando com as estrelas” e fazer o tour do livro que conta sua jornada! BoJack vai para a prisão, com direito a organizar até uma peça de teatro com outros prisioneiros. Ao sair, quem vai buscá-lo é o fiel e sempre alto astral Mr. Peanutbutter, claro. Eles passam em um alfaiate para BoJack conseguir um terno, vão comer algo no diner, e desta vez ninguém sabotou o lanche do BoJack, mas pela conversa entendemos que é apenas para o casamento da Princess Carolyn que não perdeu os melhores anos da vida com ele, ela os está vivendo agora. No carro, Mr. Peanutbutter diz que está concentrado em si, seu programa continua o maior sucesso, as mulheres são como nos filmes de Christopher Nolan (doggie doggie what?!), ele conta da terapia e se pergunta se seus problemas são como Jim Carrey em “O máscara” (1995)*** – alguém me segure! No caminho eles param para uma coletiva, pois Peanutbutter ia devolver o “D” para Hollywoo, só que fizeram a letra errada! BoJack quer voltar para a prisão, acha que não conseguirá encarar as pessoas, Peanutbutter pergunta ao “Shawshank” (do título original de “Um  sonho de liberdade”!) o que acha que pode acontecer, o cão promete ficar sempre do lado do amigo, exceto se avistar Erika, haha.

Todd reencontra BoJack e o faz sair para verem os fogos com Todd nos ombros para uma vista melhor; o amigo incentiva a cada dia bater um novo recorde, e fala da canção para as crianças sobre dar uma reviravolta – BoJack não acredita que quem escreveu teve intenção existencialista, mas Todd afirma que a arte é sobre a interpretação das pessoas; BoJack não sabe diferenciar se Todd é um gênio ou fala bobagens, mas ambos concordam que foi “bom enquanto durou”.

Princess Carolyn produziu uma festa e tanto, com fogos de artifício e uma cena de investigação criminal, Judah está vendo papelada porque o casamento real aconteceu na semana anterior e esta é para o pessoal da mídia e para Carolyn se promover como produtora. Apesar de ela dizer que as pessoas tem memória curta quando BoJack comenta que achava que nunca teria chance de novo pois um ano atrás todos o odiavam, Carolyn pede para o amigo ir com calma, dançam e ele conta sobre ter imaginado que poderia acontecer algo desastroso, mas ele salvaria o dia convencendo Princess sobre sua felicidade bem merecida – diante das indagações bem argumentadas da gata, até que ele diz as coisas certas – e que isso demonstraria que ele próprio teria amadurecido; caso volte à cidade e precise de representação, Carolyn pode recomendar bons nomes.

Por fim, BoJack sobe no telhado e encontra Diane fumando. Conversam recapitulando vários assuntos, o que andam fazendo, ela continua com os livros para adolescentes, ele com a vida na prisão; como Diane ficou com raiva dele por muito tempo, ela ouviu a última ligação e achou que ele tinha morrido e se sentiu culpada, mas ele estava vivo; ela conta do então namorado que mudou para Houston e ela ficou em Chicago por um tempo e BoJack pergunta se não é mais namorado, ela mostra a aliança. Ela fala do medo que sentiu antes de voltar para L.A., reencontrar o ex, Mr. Peanutbutter, e BoJack, não reconhecer mais aquela Diane que vivia ali, compreender que algumas pessoas podem não continuar nas nossas vidas, mas ajudam a formar quem somos. BoJack conta de um episódio meio engraçado na prisão, sobre o filme “Tudo em família” (The Family Stone/ 2005) que sempre era o que viam, até que fez um acordo e sugeriu verem “Do jeito que ela é” (Pieces of April/2003) e agora só veem esse… ele sempre criando suas próprias enrascadas. Os dois falam da vida, que é uma droga, mas continuamos. E observam o céu estrelado, pois é uma noite boa afinal.

Como o Mandaloriano me fez querer ver a última trilogia (e não, não valeu a pena)

Ai, tá, tá, tá. Não é esse título que deveria ser o post, porque tem algumas séries que eu andei vendo e achei até bem legal e preciso deixar registrado por aqui para que esta memória frágil possa relembrar num futuro como foi este início de ano – sem maratona de filmes de Oscar encavalando com a vontade de ir pro bloco de carnaval que toca Beatles! Pelo, menos por enquanto, vamos ver como vai se dar essa tal festa lá por abril, toda remodelada (à força) (como sempre muita gente reclamou que queria, que mudassem).

Sim, eu vi Bridgerton (2020), como se estivesse de bobeira, me senti como uma daquelas donas de casa com vida monótona que compra romances baratos cheios de cenas “quentes” e sensuais – só que, não, não me importei de não ter tantas cenas de sexo, pra dizer a verdade, eu nem sabia que era uma série assim soft porn, eu comecei a ver só pra me deslumbrar com a direção de arte, os belos vestidos e a decoração dos bailes… Mas sabem que até que surpreendeu, tem até uma vibe bem feminista, com a personagem principal sempre repetindo que só por ser mulher não significa que ela não possa fazer escolhas, e tem a escritora secreta – se fosse eu, deixaria no ar, no mistério mesmo e não revelaria assim tão cedo quem é a escritora (narradora de voz original Julie Andrews!), acho que eles ficaram com medo que poderia não sair da primeira temporada – nos livros base esse mistério é revelado só lá pelo quarto livro, me parece.

Mas se é pra falar de uma série que me surpreendeu mesmo, tenho que mencionar a recém-chegada brasileira, Cidade Invisível (2021), que mistura trama policial com uma pegada ambiental e o folclore brasileiro numa abordagem mais “adulta” (andaram chamando de Sítio do Pica-pau amarelo para adultos?!). O animador brasileiro nas gringas, Carlos Saldanha, já tinha trazido elementos bem brasileiros em Rio (2011)***, o que casa bem em querer resgatar essa tradição de lendas do folclore, mas de um outro jeito para o público atual; não me admira que ele seja o criador e produtor executivo, me admirou é essa pegada mais visceral, que inclui mais violência e cenas meio obscuras. E a série é bem feitinha mesmo, gosto do roteiro, com as mortes às vezes inesperadas; da direção, que trabalha bem com seus atores e as possibilidades do olhar e imaginação do espectador; os efeitos quase sempre funcionam (o cadáver virando borboletas); a edição também, afinal, temos que montar um mistério, mesmo quando tudo já parece resolvido; Alessandra Negrini com roupitchas que lembram mariposas ou a bela personagem Iara que mesmo em terra usa um casaquinho que lembra escamas ou um top de conchas são pontos de acerto do figurino, embora a ambientação da casa da menina Luna parece meio artificial, com tudo muito novo.

O único adendo é que provavelmente será igual a 3% (2016), que até gostei bastante da primeira temporada, ponto positivo pro Netflix, abraçando aí esses projetos, mas… acabei não continuando. Mas isso é problema particular meu, que não consigo acompanhar séries por muito tempo. Se eu vejo que tem muitas temporadas e ainda não acabou, aí é que eu não vejo mesmo…

Isso aliás me lembra de deixar registrado aqui que venho me divertindo bastante com esta primeira temporada de Wanda Vision (2021). Meu interesse maior em ver foi, é claro, essa proposta inicial de cada capítulo emular um capítulo de série de TV de determinada época. Tivemos da TV dos anos 50, 60, 70, 80, 90… e tudo foi muito divertido!!! Claro que com uma equipe de produção caprichada como da Marvel (Disney), a pesquisa e a entrega de um visual perfeito seriam de se esperar, mas as brincadeiras que eles fazem na situação de cada “época” tentando esconder sua real condição – de super poderes – já vale a pena. Realmente, é um entretenimento de primeira, apesar de que eu provavelmente não vou continuar acompanhando isso por muito tempo; até todos os filmes do universo Marvel no cinema eu não consegui acompanhar muito bem não, já estava cansada dos heróis, acho que perdi o último do Homem-Formiga e não sei quantos mais…

Com isso tudo, incluindo terminar a série Mandou Bem versão francesa (gosto de ouvir o francês e o apresentador gordinho é engraçado, a chefe Noemie também é um doce), até parece que depois do ano maluco que vivi em 2020 estou tirando um hiato, alguns meses de pasmaceira, ficamos semanas mais tranquilas em Curitiba, no final do ano, depois meu esposo tirou uns dias de férias, e por alguma razão parece que eu ainda estou devagar no andor, será verdade aquela minha teoria de que meu ano só começa depois do Oscar?

Ou talvez minha vidinha seja assim daqui pra frente, chega de tanta, tanta coisa, talvez tenha chegado a época da minha vida em que eu possa ficar um pouco mais tranquila, relaxada, parar de sofrer tanto por pouca bobagem, sabe?

O que significa que talvez eu passe alguns anos só vendo filmes leves, e que perfeição receber de presente um canal só da Disney pra alegrar um ano muito, muito difícil, não? Sou muito suspeita, porque adoro muita coisa da Disney e Pixar, então posso dar a desculpa que estou vendo as produções por causa da minha pequena, quando em verdade estou é fazendo uma graça para meu próprio coração. E prometi no post passado, realmente já começamos com Jon Favreau e o ótimo The Mandalorian (2019-), que todo mundo já tinha visto e eu não, mas valeu muito maratonar – aliás, maratona que passou muito rápido! Não só pra me derreter com o baby Yoda, mas as cenas de ação são o forte do diretor e não deixam a desejar. Apesar de que em determinado ponto a gente meio que previu que seria uma aventura por episódio em algum lugar só para ganharmos alguma informação, mas cada aventura foi bem interessante. E a Starbucks do Battlestar Gallactica e a Ming-Na Wen como personagens deste universo são só brindes! Eu me surpreendi é que teve episódio dirigido pela Bryce Dallas Howard (quanto ela era criança presenciou uma conversa entre Lucas e Kurosawa? É isso mesmo, confere produção?), nem tanto pelo Taika Waititi, e claro que gostei mais é de saber que tinha super fã de Star Wars envolvido. Já gostei desde cara do androide inicialmente programado para matar que também se sacrifica à la Exterminador do Futuro (quando ainda era bom), os personagens coadjuvantes também são marcantes à sua maneira e torna tudo mais interessante. A própria história do Mandaloriano e seu povo, conhecer outros cenários dessas galáxias distantes, cada episódio é como um mini filme mesmo.

Antes de começar a ver, cheguei a me arriscar a dizer que poderia gostar mais desta série do que toda a trilogia mais recente que andaram fazendo e… bem, com algumas ressalvas, até posso dizer que funcionou meio assim mesmo, viu. Pôxa, desculpem. É até maldade fazer isso com George Lucas, mas eu só gostei de verdade foi da primeira trilogia, a antigona dos anos 70/80. Era como o encanto de um universo completamente fantástico, novo, era mágica na galáxia. Daí, imaginem minha emoção ao ver aquela sequência no final da segunda temporada, X-wing, sabre de luz verde, mãozinha… (e eu já tinha aquela intuição bem antes, lá no fundo, você pensa “algum Jedi tem que buscar esse pequeno, por que não…?”) e quase toda a internet já sabe, se emocionou, Mark Hamill se emocionou com a emoção dos fãs. Isso sim foi sacada de mestre. Tanto que eu tive vontade de ver a saga da Rey e Kylo Ren, só tinha visto o primeiro filme até então, como seria o treinamento da nova promessa com o último mestre Jedi recluso numa ilha? Poderia ter sido fenomenal. E eu gostei daquele deserto de sal que deixava rastros avermelhados, gostei até da interação do Finn com a Rose, confesso que gosto do BB-8, mas chegou depois a última parte me parece que avacalharam de vez com o Palpatine e a Ray manipulando uma nave inteira, essa personagem meio que coloca por água abaixo o suposto árduo treinamento que se deveria ter para dominar a força. Pra mim, a última trilogia serviu apenas para destruir toda a mitologia, acabar com nossos personagens tão queridos – todos se foram!!! quer dizer, menos o Chewie e o R2-D2. É uma das razões de eu ter ficado tão sentida com Logan (2017)****, apesar de admitir que este sim seja um filme muito bom.

É, eu não sei se vou continuar até mesmo essa série que me divertiu muito, agora que não vou ter mais cuti-cuti do Baby Yoda pra ficar toda hora na frente da TV dizendo “óin” e pensando em como ele parece com a baby Yu – não contando alguns quesitos, claro, como o fato de ele comer sapos ou engolir os ovos que eram para ser salvos (“não, baby, não!” – é uma das frases muito repetidas nos últimos meses aqui em casa!). Mas fato é que eu já me rendi. Que filmes cult que nada. Minha vida sempre foi muito e pode continuar sendo Disney, tudo bem, que mal tem, tô fazendo mal pra ninguém! Ah, sim, este post não contêm comentários dos poucos filmes vistos nesse meio tempo, mas Soul (2020)*** deve ganhar seu post próprio, porque é um assunto muito especial e à parte…

Voltando no tempo com os 30 anos de Esqueceram de mim

Era pra ter escrito um pouquinho sobre Um duende em Nova York (Elf/2003) ***, um filme que ganhou a simpatia de muitas pessoas e não foi senão até esse último dia de Natal quando consegui conferir, e até que é divertido de assistir, né, rende algumas risadas – apesar de eu não gostar tanto do Will Ferrell, muito menos desses filmes que ficam querendo vender a ideia de que Papai Noel existe. Eu nunca acreditei, em nenhum momento da minha infância, e honestamente acredito que foi melhor assim. Mas é bem divertido sim imaginar esse cara que nem tinha noção de que não era um duende ter que enfrentar com toda a inocência a cidade de Nova York na época de Natal. Fiquei feliz de finalmente ter visto, ainda mais depois que soube ser dirigido pelo Jon Favreau, cara que tem se tornado um dos meus parsas nos últimos anos; anda me surpreendendo e este ano pelo jeito vou passar muito tempo com ele, a primeira resolução do novo ano é repor O Mandaloriano.

Nesse final de ano também acabei revendo O Grinch (How the Grinch stole Christmas/2000) *, pra tentar dar uma segunda chance, mas ainda acho muito bizarro e um tanto obscuro para crianças, sendo que, pra mim, a única coisa realmente boa é a questão materialista de como todos só pensam nos presentes, comidas e decoração, mas o espírito natalino de amizade e empatia pode ser maior que tudo isso. (Não, não acho que Jim Carrey esteja bem, é apenas um exagerado e teve outros papeis que lhe caíram muito melhor)

Se é pra pensar em filmes com o tema natalino, o primeiro que me vem à mente, por ser tão presente durante minha infância, ano após ano, é Esqueceram de mim (Home Alone/1990)***, que em 2020 completou 30 anos. E não importa quantas vezes eu revesse, eu sempre ria muito, adorava o fato de Kevin gostar é de pizza de queijo e nada mais, e nos meus anos mais solitários sempre pensava em comer só macarrão com queijo de ceia. Eis que decidi então ver um dos episódios daquela minissérie no Netflix sobre Filmes que marcam época. E foi ótimo saber algumas das curiosidades da produção, percebi como gosto de John Hughes – claro, cresci como jovem nos anos 80! E, pôxa, ele escreveu o roteiro de Curtindo a vida adoidado (1986)*** em 7 dias?!

Sim, eu voltei no tempo, quando fiz 10 anos (em 1990), ganhei o primeiro diário e em vez de escrever brincadeiras de menina, paixonites juvenis, eu usei foi para escrever um esboço de roteiro (que eu nem sabia à época que se chamava roteiro). Meu primeiro filme seria uma produção de Steven Spielberg, e o Macaulay Culkin teria o papel do mocinho, mas a heroína seria mesmo é uma detetive de 13 anos que gostava de ler Agatha Christie, desvendando o mistério de sumiço de grandes monumentos pelo mundo: a torre Eiffel, o Monte Fuji, pirâmides no Egito, o Cristo Redentor… com direito a primeiro beijo em tela (meu e do Mac), efeitos especiais, mistura de desenho animado e live action. Quando a gente é criança, ou simplesmente jovem, a gente acha que pode tudo, não é?

Voltei no tempo em que eu pensava que eu poderia ser uma grande escritora, que poderia escrever roteiros à mão como Tarantino, ou uma roteirista hábil e ávida, como John Hughes. Um desses que nasceu para o ofício.

Daí, meu último filme visto em 2020 me deixa resignada a esta realidade inimaginada, porém impossível de negar, já que é a real. Estou pensando em acabar com tudo (I’m thinking of ending things/2020)*** é uma bela brincadeira com o tempo, com a memória incluindo a sensação – talvez a percepção? Talvez vislumbre ou imaginação futura? – do momento, das possibilidades, do que queríamos que fosse e perdemos. Com personagens que transmutam, de feição, de idade, de disposição, e uma bela dança figurada no final.

É, podem perceber que tive alguns dias mais amenos no final do ano passado, até vi filmes! Eu já tinha ficado um ano inteiro sem ir ao cinema, assim que me mudei para o Japão aos 14 anos, pois vivíamos no interior e era longe uma cidade com sala de cinema. Este ano de pandemia trouxe salas fechadas, mas com nossa atual tecnologia, a disponibilidade de aproveitarmos streamings, até festivais de cinema por esse meio, ressurgiram os drive-ins! Mas eu, com uma baby pra cuidar, acabei ficando mais um ano sem ir ver uma tela grande. Não que o cinema não se fizesse presente, o cinema, as artes, estão sempre vivos ao nosso alcance, nem que seja em pensamento, em sentimentos, em memórias, em sonhos, em esperanças…

Outros animais vivem no presente. Humanos não conseguem, por isso inventaram a esperança. ( a jovem mulher, no filme mais recente do Kaufman).

Ah, tá. Só pra vocês não reclamarem que estou terminando este primeiro post do ano de forma melancólica demais, eu já consegui repor nestes primeiros dias algo que todo mundo viu no ano passado e eu não: O gambito da rainha (que talvez vá ganhar um post só dela, porque é uma série bem boa mesmo).

Tá vendo só? Não apenas começo o ano com muita incerteza – o que vou fazer da minha vida? O que vai ser do meu futuro, do futuro a minha filha do futuro, enfim? Não só de confianças infundadas em vacinas começamos. Começamos com uma garota forte, determinada, diligente e dedicada em sua grande paixão (no caso, o xadrez), que ganha o mundo, apesar de ter que lutar com seus próprios vícios, fraquezas. 2021 está apenas começando, e ainda há muito o que viver, minha gente.

May the 4th, live with you

Ufa, anda bem difícil postar algo aqui no blog, hein… O mês de maio já passou e nem postei mais. Comecei maio terminando de ver todos os filmes da franquia Velozes & Furiosos, porque não tinha assistido a nenhum inteiro e queria ver o que poderia ser que faz o pessoal gostar tanto desses filmes. Até que são mais divertidos do que eu tinha pensado e estava até preparando post sobre isso, mas não saiu.

Daí, como dia 04 de maio é o “dia Star Wars” (que a força esteja com você!), eu pensei em aproveitar que o Amazon Prime Video tinha disponibilizado todos os filmes para pegar e maratonar em ordem cronológica. Porque eu, nascida no início dos anos 80 (mas sem me considerar muito millenial), fui assistindo conforme os filmes foram lançados e nunca peguei na “ordem certa”. Aliás, perdi o último, A Ascensão Skywalker, porque na sessão de Os Últimos Jedi eu passei mal e acabei nem indo atrás para ver o que tinha perdido. Sei lá, depois do Han e da Leia terminarem daquele jeito, eu fiquei ainda mais desinteressada.

Vejam bem, nem de longe sou fã, se bem que eu gostava bastante como entretenimento, principalmente da primeira trilogia lançada, lá pelos fins dos anos 70, quando aqueles efeitos especiais nos empolgavam – e ser um jedi sob a batuta do Mestre Yoda também. Sim, o carinha é baixinho, mas muito poderoso, e quando eu morei na Disney eu até comprei uma camiseta com os dizeres “Size matters not” (tamanho não importa!) – já que sou pequenina também, como um hobbit. Sem falar que há certas coisas da narrativa que tem a ver com budismo. É por algumas dessas coisas que gosto de Star Wars, e quando mais jovem, eu imaginei a minha própria versão de como Anakin teria sucumbido para o lado negro de Darth Vader.

Eis que, apesar de nunca ter acompanhado outros desenvolvimentos relacionados a esse universo – na TV ou pela internet, eu me deparo no final do ano passado com a onda de memes do Baby Yoda. E que vontade de ver The Mandalorian, só por causa dessa figurinha. Jon Favreau continua me surpreendendo, mostrando-se um cara que gosta das mesmas coisas que eu, após ter trazido pro live action heróis, o Balu cantando e nadando no rio e o rei leão, claro. Acabei não assistindo a série, mas é realmente tão fofinho. Então, embora já tenha passado uns seis meses desde o montão de memes e a polêmica do James Gunn comparando forças com o Baby Groot, talvez todos já tenham enjoado, mas eu continuo achando muito divertido. E agora posso incluir a minha Baby na brincadeira, provando mais uma vez que o cinema e seus derivados continuam animando a minha vidinha pessoal, que seria muito mais medíocre se não incluísse essas expressões da sétima arte.

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Aliás, eu postei no Instagram no dia 25 de maio, que só pra deixar registrado por aqui, é o chamado “dia do orgulho geek/nerd”, ou o “dia da toalha”, tributo ao Douglas Adams e seu Guia do Mochileiro das Galáxias. Bem apropriado, não? Sim, a vida pode ter os seus perrengues e não anda lá muito fácil, mas eu sempre me divirto assim!

Fora isso, tantas coisas aconteceram nas últimas semanas no mundo, não? Continuam as polêmicas com o nosso brasileiro presidente e mais trocas de ministros, pessoal já desistiu de levá-lo a sério? Tivemos astros do basquete lançando desafios, modas das máscaras, gente se reinventando para poder ter um dinheirinho e sustento, pessoal que já nem leva a sério mais o isolamento (também, olha a bagunça deste país!), honestamente eu fico envergonhada de ver esses números de casos e mortes pela covid-19 comparando com outros países… mas, como sempre, nós só podemos fazer a nossa parte, né? Continuando a ter esperança pela ampliação de mais consciência e ações.

E isso também vemos aí nesses últimos dias de protestos contra racismo – gente, essa discussão já faz séculos, e não resolvemos isso? Pra ver como a humanidade pode ser devagar mesmo. Eu tive vontade de fazer um meme com o cavaleiro negro de Em busca do cálice sagrado (1975)***, do Monty Python, “Yes, black lives matter!”. Mas sei que ainda é uma questão muito delicada para muita gente e talvez não fosse bem visto, não ousei. Como eu tinha falado num post anterior, eu só estou meio empolgada agora com memes porque perdi esse bonde, mas esta bobagem minha deve passar logo, não se preocupem.

Já os posts da websérie Comedians in Cars Getting Coffee eu até poderia continuar, vi mais episódios, mas acabei dropando. Isso porque nossa “rotina” ficou ainda menos rotineira, a bebê está sem horário para leite ou para dormir, gostaria de fazer ela dormir sem ser no colo, não tenho conseguido dar as papinhas de frutas recomendadas pelo pediatra, tem sido difícil marcar consultas nas condições atuais. Finalmente achamos uma neuro pediatra “decente”, temos que ir atrás ainda de hematologista, fisioterapeuta, cardiologista e ver onde o nosso plano de saúde cobre exames… É bastante coisa, fora que eu também ando precisando ir ver alguns médicos – fazer óculos novos, meio que relaxei por completo em relação à diabetes, e os acompanhamentos de praxe, dentista, ginecologista e o problema no meu braço que já não vira mais pra trás… ai, ai, lástima.

Quanto aos filmes, seria até interessante aproveitar o YouTube para ver clássicos do cinema que estão disponíveis na íntegra por esse meio, não? E como seria legal a gente poder ir num desses drive-in, parece que a moda tá voltando, eu via nos filmes isso e queria tanto que tivesse no Brasil! Mas nem os shows pirotécnicos na Disney que dá pra gente ver agora online eu vi. Então nem me pergunte o que achei daquele lançamento no Netflix, eu vi só A morte lhe dá parabéns (Happy death day/ 2017)***, descaradamente bebendo da fonte de (homenageando?) um filme bem simpático, Feitiço do tempo (Groundhog day / 1993)***, naquele momento em que todo mundo de repente decidiu fazer algo parecido. Até que achei bem aproveitado, o diretor é do mundo dos filmes de terror, tem umas partes engraçadas e atores bem carismáticos, a cada morte a narrativa vai acrescentando mais, claro que a personagem principal vai percebendo que tem que mudar, mas eles não enrolam muito e ela conversando com o carinha legal Carter, aos poucos percebendo como podem se dar bem e tem a questão da relação com os pais, não é chato de ver não; mesmo já prevendo quem era o assassino, até que o filme dá umas boas voltas na gente e nos deixa curiosos, afinal.

Se eu me interessei por Space Force? Oh, man. Eu assisti a várias temporadas do The Office rachando o bico, antes do Michael Scott sair. Mas honestamente, não me pareceu que vai ser tão divertido ver este; quis é ver o Some Good News do Krasinski, que não vi quase nada, talvez ainda confira.

Algo que peguei e fui rapidinho até o final foi Upload, o piloto é mais comprido, mas os outros episódios não duram mais que meia hora. Aliás, também é do Greg Daniels, um dos criadores do The Office norte-americano e do Space Force. A série está disponível pelo Amazon Prime, com a premissa de um dos episódios de Black Mirror que foi um episódio não tão desagradável, sobre a possibilidade de morrer, mas deixar sua mente viva com um avatar em um universo digital. No caso de Black Mirror, brincam com o tempo, com visual anos 90 e outros, por exemplo, e uma mulher procurando outra, mas as duas sendo apenas duas em milhões de pequenas memórias. Em Upload, desenvolvem a ideia, as pessoas podem escolher terem essa versão digital pós-morte em diversos lugares, um negócio lucrativo pra muita gente. Há os “anjos” que são como assistentes técnicos pessoais de cada convidado, o nosso personagem principal é um bonitão cuja namorada paga pelo seu upload em um hotel à beira do lago, aos poucos descobrindo que sua morte não foi acidental, e nós vamos descobrindo diversos detalhes desse universo. Os A.I. são uma ideia interessante, e quem não pode pagar pode ficar paralisado em um outro lugar que só tem capacidade de 2 GB… Ótima sacada um labrador servir de terapeuta; ver memórias num capacete que parece de salão de beleza me lembra outros filmes; há a questão do sexo com uma roupa virtual e como faz quando a pessoa morre ainda criança – todos os outros aqui fora envelhecem, mas ele não; seria possível um romance entre alguém vivo e um upload?; ótimo que o milionário é que vença a caça ao tesouro! O episódio em que vão para a “grey zone” e conseguem códigos ilícitos é outro bem inventivo. O carinha que faz o amigo Luke tem um jeitão bem engraçado mesmo. A atriz que faz Nora é bem bonita à sua maneira, sendo que o contraponto do carinha real que o aplicativo indica uma boa combinação só dá mais sentido para ela acabar se engraçando com seu “cliente”. Assim como em Matrix (1998)****, a vida real pode ser bem cinzenta nas cores, nas roupas, e com uma fotografia não tão perfeitinha de comercial de margarina. Não achei tão interessante a noite do funeral como se fosse uma festa, mas gostei da prima gordinha detetive, no diálogo com o caixa automatizado de uma loja de conveniências. Eu encararia uma segunda temporada, hein!

Bem, este junho não vai ter festa junina pra gente, embora alguns lugares estejam planejando lives por aí… E algo recorrente deste ano continua: não faço muitos planos. Vou encarando as dificuldades conforme surgem e procuro não criar muitas expectativas. Assim, sabe-se lá o que vou conseguir este mês, ver alguma comédia romântica, com certeza, ou tocar uma música no ukulele? Talvez nada, só de conseguir médicos para minha bebê eu devo me dar por satisfeita. Apesar de tudo, o cinema continua a me animar, me acalentar, me acompanhar, da forma que der…

CICGC – week 4

Acabei não postando no último final de semana, mas continuo assistindo aos episódios de Comedians in cars getting coffee. Estou vendo os episódios aleatoriamente, começando por alguns nomes da comédia que já conheço. Todos os carros que o Jerry escolhe são bem únicos e cada episódio começa com uma breve explicação sobre eles. Os locais em que vão tomar café também são diferentes a cada vez, engraçado que Jerry não tem medo de ser franco e se mostrar um chato – no episódio do Kevin Hart ele até reclama que estava tudo errado, veio no copo de plástico e mais gelo do que café, haha. Mas eu tenho a impressão de que o café Lavazza é o patrocinador desta série, porque tem muitos episódios em que eles estão tomando Lavazza, principalmente nos mais recentes.

Já na nossa vidinha ainda com o isolamento físico da Covid-19, nessa semana que passou eu acabei vendo um filme pela Netflix só porque estava entre os Top 10 do dia, essa nova do canal. Código 8: Renegados (2019)** tem a premissa de que pessoas com poderes acabaram marginalizadas e um rapaz que tem a mãe doente acaba se envolvendo com pessoas poderosas de contrabando de drogas. O mais legal foi eu descobrir depois que na verdade era um curta e o pessoal arrecadou dinheiro e conseguiram fazer o filme, além de que é empreitada de dois primos – um atua na série Arrow e o outro já atuou em Flash. Esses exemplos de produção me fazem lembrar sempre que às vezes é a vontade das pessoas “comuns” que faz a diferença mesmo, nessa semana em que continuamos a louvar as diversas iniciativas locais de solidariedade apesar de toda a politicagem e saída de Ministro da Saúde em meio a uma pandemia mundial…

Mais uma vez lembramos daquele velho conceito budista que depende de cada um para termos mais igualdade, harmonia, e consequentemente, felicidade. Cada um tem sua capacidade, seja em doações ou ajudando algum trabalhador autônomo, pode ser uma celebridade que tenha voz para incentivar outros – ai, como eu queria morar nos Estados Unidos e poder participar da doação pra concorrer a um papel num filme e almoço com o Martin Scorsese, Leo e Bob! Ai, ai…

Bem, vamos ver se esses auxílios da caixa e do governo realmente vão funcionar e quanto tempo o povo ainda aguenta a quarentena… me parece que daqui a pouco ninguém mais está respeitando e aí vamos ver essas taxas de mortes… ou será que vão funcionar aquelas teorias da conspiração?

Abaixo, os episódios desta semana da série do Seinfeld, o cara que fez a série sobre nada – o que parece que anda acontecendo em muitas lives por aí. Pelo menos eu dou alguma risada pela manhã com ele.

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Jerry Lewis (Heere’s Jerry! – 2018)

Parece que esta foi a última participação em programa de TV do Jerry Lewis, a maior parte do episódio é eles conversando no que presumimos ser seu escritório em casa, em Las Vegas (?!), com um Oscar bem ali no meio da mesa pra gente ver. Que vontade de ver essas comédias antigas com o Jerry Lewis, que me parece genial em ser um pateta… :) este episódio, aliás, tem bastante cenas dos filmes, achei; por exemplo analisando como surgiu a do telefone em Mensageiro Trapalhão (1960) – aliás, engraçado notar como costumavam usar muito a palavra “trapalhão” nos títulos de comédia mais antigos… Ótima a cena do programa antigo em que chamam por “Jerry” e os dois vão para o palco. Seinfeld demonstra uma admiração genuína pelo rei da comédia, então acho até digno que seja sua última aparição pra TV, com os dois no carro conversando e comentando que não acaba, Lewis não ia parar até o fim dos seus dias…

Jamie Foxx (You gotta get the alligator sweat – 2019)

E eu que nem sabia do histórico “cômico” do Jamie Foxx? Pra mim ele sempre foi o cara de Ray (2004) *** e Django Livre (2012)****, além de vários outros filmes que eu gostei em menor proporção. Puxa, o cara parece ter muita energia e gostar de um estilo diferentão, seja pra vestir ou pra morar – Nova Orleans? Tem alguns momentos bem engraçados, incluindo essa piada da comida servida nessa região quando ele quer só um frango frito, rs.

Melissa Villaseñor (TBA – 2019)

Na verdade eu peguei pra ver este episódio porque na descrição já falaram que visitavam um museu da comida – e essa foi a parte mais divertida! (Na realidade, acho que era só sobre comida chinesa, mas tinha um carinha lá cozinhando na hora para os visitantes!). Não sabia mesmo quem era Melissa, porque não vejo o programa SNL, mas por acaso andei pegando vários episódios com convidados que fizeram vozes em Pets: a vida secreta dos bichos (2016)**, o que não é o caso; embora ela tenha feito vários trabalhos para desenhos. Não achei nada neste episódio tão engraçado, e até me incomoda como ela ri de tudo, ri muito de qualquer coisa que o Jerry fala…

Dana Carvey (Na.. ga.. do.. it – 2018)

Que lugar mais chique esse em que eles vão tomar café… e Carvey pergunta das outras pessoas, se fazem parte do show, há! Sinceramente, eu só lembrava de Quanto mais idiota melhor (1992), mas ele também fez trabalhos de voz para animações e alguns filmes com Adam Sandler, sem falar que sempre me impressiono em como os convidados comediantes, mesmo com certa idade, parecem continuar trabalhando – talvez em apresentações de stand up? Eu não acompanho este universo, então só fico imaginando como deve ser isso, passar a vida trabalhando em bolar histórias engraçadas e esperar por risos. Jerry sempre afirma que não é o tipo fácil, mas ele sempre parece se divertir muito com seus convidados. Neste, ele racha o bico com algumas imitações do Dana e ele próprio comenta que é o cara que não entende nada de música e quer comprar o instrumento mais bonito!

Kevin Hart (You look amazing in the wind – 06 de novembro de 2014)

O próprio Kevin admite que ele teve uma época “baixa” em sua carreira, para depois voltar a decolar de novo. Eu mesma acho que só vi Jumanji (2017) *** recentemente, embora tenha vários filmes no seu currículo que eu tenha visto e não me lembre exatamente do seu personagem neles – No auge da fama (2014) **, É o fim (2013) **, Cinco anos de noivado (2012) **, O grande Dave (2008)**, O virgem de 40 anos (2005) ***, Quero ficar com Polly (2004)***. Legal foi ver Jerry comprar o mesmo tênis azul pros dois, depois de passarem pra pegar um suco verde, ehe.

Ricky Gervais (China maybe? – 2019)

Foi dividido em duas partes, o que vou considerar só um episódio, porque foi um convidado só. A gente já tinha visto um passeio com Ricky cagando de medo no carro com Jerry, desta vez é um carrão o escolhido, mas ficam presos no tráfego sem ter o que conversar, ehe, apesar de parecer que os dois se divertem na companhia um do outro. Na primeira parte, logo no início tem a “bomba” de Jerry responder “na China, talvez?”, o que seria algo politicamente incorreto, mas é o que deve vir na cabeça logo de cara para qualquer ocidental comediante. E daí fica a questão permeando todo o episódio, se devem manter essa piada na série ou não. Ricky parece ser por dentro um cara muito gentil e de bom coração, e tem até dózinha por não ter comprado nada na loja de doces… mas a piada ficou como algo central do episódio, claro.

CICGC – week 3

E cá estamos nós, passando mais uma semana em quarentena – pôxa, eu precisava ir ver alguns médicos e quando completasse 3 meses queria ir passear com a baby em algum parque… mas tudo bem, continuamos firmes e fortes, procurando nos manter saudáveis, limpos e fora de risco. Mas concordo com quem diz que nem tudo vale uma live.

Eu bem que gostaria de estar fazendo algo mais útil também, talvez ajudando alguma ONG a distribuir comida, mas no momento a prioridade é outra. Aliás, faz meses que estou afastada do templo (por acaso caiu bem nesta época da pandemia e todo mundo também está afastado), mas lembro que o mês de abril pra mim sempre foi considerado como de “renascer”, tanto pela escola budista que sigo (o mês de “nascimento” do Buda) quanto pelas celebrações de Páscoa – e é tão estranho não ver as expressões nas ruas da Paixão de Cristo ou mesmo lá no Vaticano. Mas estes são os nossos tempos, de orações dedicadas por cada um à distância – e, talvez, elas possam até ser mais sinceras?

Nem ovo de Páscoa comprei este ano, mas continuo com as manhãs de um episódio por dia do Comedians in cars getting coffee. E a série até tem me dado vontade de pegar de novo pra ver Maravilhosa Sra. Maisel, redescobrindo uma mulher que faz stand up numa época em que nossa função era ser dona de casa e cozinhar o jantar para o marido… quem sabe não me caiba bem neste momento? E quem sabe eu não faça uma maratona de todos os filmes vencedores de Cannes? Já que este ano foi cancelado mesmo o festival, e percebi que vi pouquíssimos vencedores – alguns mais recentes só, e O pagador de promessas, claro.

Como seria o meu renascimento? Não sei, mas acho que esse processo já tem se dado desde há alguns meses, desapegar um pouco do que eu acharia nobre para uma vida e que tenho que fazer algo “útil”, sempre exigindo mais de mim e me deixando pra baixo, para estar contente com tudo o que eu pude realizar já (inclusive nessa onda de pensarmos sobre um possível fim do mundo, outro dia até vi um vídeo sobre os filmes em que o mundo realmente acaba… por mim, tudo bem!). E deixar renascer também esse lado que é o que mais gosto, de ver filmes ou coisas diversas e imaginar muitas outras…

Boa Páscoa a todos, lembrando que após a idade das trevas veio o renascimento!

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Will Ferrell (Mr. Ferrell, for the last time, we’re going to ask you to put the cigar out – 03 de fevereiro de 2016)

Um carro com papa-léguas, divertido! Eu até estava pensando por que não tinha um convidado como Ben Stiller ou Adam Sandler, que são mais recentes, bem populares e tem até seus frat packs, talvez Seinfeld não goste tanto desse estilo de comédia? E pra dizer a verdade, eu nem gosto do Will Farrell – prefiro outros nomes, como o Steve Carell, por exemplo, mas talvez ele seja um chato de galochas na vida real para aparecer numa série destas, rs. Bem, o passeio foi agradável, Will comenta da família e tal, mas não consigo acreditar que ele não assiste a quase nenhum filme! – “eu queria ser o cara que não viu Gravidade (2013) ****”!

 

Chris Rock (Kids need bullying – 18 de julho de 2013)

Só eu acho engraçado que Eddie Murphy faça a voz do burrinho e ele a voz da zebra? Engraçado que depois eu vi o Carl Reiner elogiar o Chris, sabendo que ele tinha potencial, por acaso. No Brasil, faz muito sucesso o seriado Todo mundo odeia o Chris, baseado na vida dele; e olhando para a filmografia, ele já fez muitos trabalhos de ator junto com o Adam Sandler, eu nem tinha percebido antes! O cara realmente parece boa praça, claro que entra a questão dos filhos na conversa, mas quem podia esperar que um policial ia pará-los por alta velocidade! – “se eu não estivesse com você, estaria com medo. Sou famoso, mas sou negro!”

 

Kate McKinnon (A brain in a jar – 06 de julho de 2018)

Não acompanho SNL, então nunca vi seu trabalho no programa e não posso julgar, porém ela tem algumas aparições em filmes como Caça-fantasmas (2016)** ou Meu ex é um espião (2018) **, mas eu fico com a imagem mais recente da sua personagem em O escândalo (2019)** e acabo achando que talvez ela se dê melhor como atriz do que comediante? Bem, o carro é deveras pequenino parecendo um brinquedo, é engraçado imitarem o cachorro pós-defecagem no meio da rua, do nada, e que lugar chique esse onde foram tomar café!

 

Carl Reiner & Mel Brooks (I want sandwiches, I want chicken – 20 de setembro de 2012)

Confesso que eu não sou lá muito fã de comédias, talvez eu tenha visto as mais populares dos anos 90 pra cá, mas eu não conheço tanto, especialmente da época destes dois, dos anos 60, 70. Talvez por serem de mais idade, o próprio episódio tem uma sensação diferente, primeiro Jerry toma café com Reiner e depois eles se encontram para jantar junto com Mel Brooks, e realmente é maravilhoso imaginar que os dois permaneceram amigos após tanto tempo e veem TV ou filmes juntos. Embora eu não entenda muitas referências, então, é bem divertido e Brooks é muito animado – ativo até hoje, com seus 90 e tralalá, fazendo voz para Toy Story 4 (2019)***!, Jerry praticamente não consegue ir embora.

 

Louis C.K. (Comedy, sex and the blue numbers – 02 de janeiro de 2014)

É claro que este episódio foi gravado antes das acusações de assédio contra este comediante, mas é muito interessante como ele passa a sensação de ser um cara super tranquilo e família, até contando o desastre do primeiro passeio de barco com as filhas… O carro que Jerry escolhe é uma graça, mas realmente só consigo imaginar que sirva para ir à praia na Itália, não dá pra ficar rodando na cidade com ele! E o episódio em si é tão legal, tem o olho no barco e de imediato Jerry lembra de Tubarão (1975)****! Louis C.K. já escreveu muita coisa, inclusive pros shows de Chris Rock, Dana Carvey, late nights do Conan, do David Letterman. Após as acusações ele chegou a escrever uma carta aberta pedindo perdão, e espero realmente que ele melhore e supere.

 

Ellen DeGeneres (You said it wasn’t funny – 2018)

Eu admiro a Ellen porque ela foi uma das primeiras pessoas famosas a se abrirem para o mundo como lésbica e isso inspirou várias outras mulheres, mas posso afirmar sem sombra de dúvidas que o trabalho dela que eu mais gosto é da personagem Dory, de Procurando Nemo (2003)****! Também acabei escolhendo este episódio porque outro dia li a repreensão pública de alguns comentários insossos dela em relação à quarentena (o tédio e comparar com estar na prisão…). Na realidade, acho que seu carisma é bem amplo, e ela nunca esperou ser comediante ou entrevistadora; acho que também não esperava que Jerry comentasse que seu bairro é de velhos, haha; e acho ele não esperava uma lição em relação às chaves de carro!

 

Steve Martin (If you see this on a toilet seat, don’t sit down – 06 de janeiro de 2016)

Gente, eu achava que esses carros de colecionador sempre passavam por boa manutenção, mas como quebram nesses episódios… Aqui incluíram várias cenas de stand up antigas do Steve Martin, eles brincam sobre um suicida de cadeira de rodas e eu lembrei de outro episódio em que Jerry comenta que para os comediantes não existe um limite, tudo pode dar vazão ao riso! Eu já vi alguns filmes do Steve Martin, pai de noiva e de um monte de filhos, eu não sei exatamente o que é engraçado nele para se tornar tão famoso (embora não tenha nada contra), mas até hoje ainda nunca vi O Panaca, talvez eu deva riscar da minha lista.

CICGC – week 2

Entramos em mais um mês com a crise do Corona vírus, Covid-19, e parece que o pessoal está começando a relaxar… pronunciamentos inacreditáveis do nosso atual presidente do Brasil (sério, ir contra a Organização Mundial de Saúde?) e o pessoal deve estar achando mesmo que é só uma “gripezinha”, porque já tô vendo muita gente por aí – e olha que eu nem saio de casa!

Pois a minha semana passada começou bem com o episódio do único presidente dos EUA com quem realmente simpatizei até hoje (se bem que não conheço nada dessas coisas de política, né?), e se fosse pra recomendar só um episódio do Comedians in cars getting coffee, bem provável que seria esse, apesar de esse convidado quase nem se classificar como comediante.

Fora isso, bem, nada de muito novo, vi muitos filmes ruins – daqueles tipo “estou em casa mesmo, por que não?”, e a resposta deveria ter sido “simplesmente porque não”. Mas eu já escrevi um post sobre como seria minha utopia de sociedade pós-crise mundial, só para repetir (repetir algo bom nunca é demais): algo que realmente ando gostando de ver é como o planeta vem ambientalmente melhorando com isso tudo e as diversas ações solidárias por toda a parte. Desde doações de pessoas famosas que tem muito mais poder aquisitivo que o restante da população, até pessoas fazendo comida e entregando para os que tem menos condições, como em favelas ou para moradores de rua, ou mesmo merendas para crianças ou caminhoneiros encarregados de entregas. O mundo não seria um lugar melhor se tivesse mais pessoas engajadas e trabalhando com solidariedade, com altruísmo, com ações em benefício alheio e geral? É preciso uma crise desta proporção para a sociedade começar a se balancear melhor? Talvez sim.

Bem, alguns comentários sobre os episódios que vi esta semana que passou do “programa de entrevistas” com o Seinfeld seguem abaixo. E sigamos em frente! Ainda deve ter uns 2 meses de episódios para eu ver, e talvez uns 2 meses até essa crise “passar” também?

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Barack Obama (Just tell him you’re the president – 30 de dezembro de 2015)

Gente, como essas celebridades conseguem, né? Na época o presidente dos EUA, Obama recebe Jerry na Casa Branca, eles são proibidos de sair com o carro que por si só é um escolha ótima, representando uma grande conquista, como a própria chegada à lua! E Obama se qualifica como “comediante” por algumas frases aqui e ali, mas o nível da conversa é um pouco mais elaborado: sobre alguns detalhes surreais de viver essa realidade de ser presidente, sem ter cenas muito embaraçosas ainda; e como saber se não está se deixando levar, está sendo sensato?; Jerry comentando que seu “salário” é muito melhor que o dele… 

Patton Oswalt (How would you kill Superman? – 09 de janeiro de 2014)

Nem sabia que o primeiro trabalho dele tinha sido com Seinfeld, nem que ele conhecia muito de quadrinhos, mas depois fui conferir alguns trabalhos e vi que ele já fez muitos de voz, além do Remy de Ratatouille (2007) ****. Depois que li na sinopse que eles iriam andar num Delorian, imediatamente quis ver este episódio! Pena que o carro quebrou e chamaram um Uber, hahaha. 

Amy Schummer (I’m wondering what it’s like to date me – 13 de novembro de 2014)

Foi por puro acaso que acabei escolhendo mais um episódio em que o carro quebra! Só eles parando depois de muita fumaça já foi divertido, mas acabam tomando café em algum lugar ali do Bronx, parece, e a garçonete pergunta pro Jerry se ele quer torradas logo depois de ele dizer que não quer mais nada no prato! Amy comenta como a relações pública dela dá bronca se ela não aparecer bem na foto, o vestido foi escolhido por alguém – mas depois de uma caminhada, ela tem marcas de suor nas axilas como todo mundo :)

Sarah Jessica Parker (A little hyper aware – 19 de junho de 2014)

Jerry não gosta nada dessa caranga, ehe, mas Sarah é apaixonada por que o carro lhe traz várias lembranças de quando era criança. Comentários sobre o papel de pais, ela pede um pão de centeio e Jerry é “vulgar” na sua gorjeta! Desculpe, mas não acho que Sarah é uma boa motorista…

Matthew Broderick (These people that do these stuff. They stink. – 2019)

Eu quis ver este episódio logo após, pois eles são um casal duradouro, mas Jerry e Matthew parecem ser amigos de longa data e este é um episódio especial (é de uma das temporadas mais recentes, então acho que agora podem investir mais dinheiro em alguns episódios), com os dois visitando o estádio, jogando uma bola, passando pelo vestuário do Mets e comendo hot-dog, com direito a menção ao Curtindo a vida adoidado (1986)****, em que também tem beisebol incluso no passeio. Engraçado como Matthew parece um velhinho gentil e frágil, eu tinha outra ideia dele, e foi engraçado também o carinha da loja se sentindo mal por barrá-los.

Lorne Michaels (Everybody likes to see the monkeys – 14 de julho de 2016)

Confesso a vocês que eu nunca assisti Saturday Night Live (SNL), mas sei que todo comediante reconhecido de alguma forma passa pelo SNL, ou mesmo qualquer alguém que seja meio famoso tem alguma participação nesse show. Imagino que Tina Fey se inspirou nele para fazer a série 30 Rock, que inclusive também é produzida pelo Lorne Michaels. Tem um passeio ali pelo 30 Rockfeller em NY, e ele vai cumprimentar o Jimmy Fallon como parte de sua rotina (vários programas de “late night” são produzidos por este cara!), e a Julia Louis-Dreyfus até pergunta se vai ser paga por isso, haha! Outra coisa legal foi eles falarem do criador do Ceasar Palace (acho que deve ter derivado de pedirem uma salada Ceasar?) e irem ao “Monkey Bar” e terem uma conversa com analogia sobre animais, que as pessoas assistem ao show como vão ao zoológico, primeiro vão ver os leões e por último os macacos :)

Julia Louis-Dreyfuss (I’ll go if I don’t have to talk – 03 de junho de 2015)

Ehe, já gostei da ideia do Jerry de que ela é uma “matadora” na comédia, então o carro pode ser um do James Bond. Eu ando escolhendo os episódios aleatoriamente, mas até parece de propósito: mais um em que encontram uma versão moderna do mesmo carro na rua! Engraçado como eles hesitam em irem reclamar do café (afinal, são famosos e depois os outros vão ficar comentando que são “divas”?), os dois tem admiração genuína um pelo outro, relembram alguns momentos da série e Julia até pega umas dicas com a esposa do Jerry.

Eddie Murphy (I just wanted to kill – 2019)

Dia desses foi aniversário do Eddie Murphy (e é a mesma data do Alec Baldwin!), então cedi à indulgência deste episódio que poderia ser dois em um porque tem uns 40 minutos. De repente eu percebi que não vejo muitas entrevistas com famosos, então não sei como eles falam ou o jeito deles na vida real, eu praticamente deduzo pelos papeis que eles fazem nos filmes – e foi interessante achar que Eddie é mais sério do que eu imaginava, apesar de instantaneamente conseguir se referir a alguém imitando a pessoa ao mudar apenas o tom da voz, seja Tracy Morgan ou Michael Jackson (!). Também descobri que ele e Jerry começaram na cena nova-iorquina de stand up na mesma época, e foi legal ele expor a questão do negro, até mesmo não esconder a antipatia de um colega de profissão por ele.

 

Algo novo para minha rotina: Comedians in cars getting coffee

Metade do mundo em “quarentena” (essa palavra não deveria significar 40 dias?), o que vocês andam fazendo? Eu terminei a última temporada de BoJack Horseman, mas digamos que não tenha ficado muito animada a escrever o último post – se bem que, com essa série animada era de se esperar que eu não ficaria muito feliz ao terminar, por vários motivos…

E euzinha, que já estava de quarentena (pós-parto) antes, poderia estar já enjoada de ficar em casa? Praticamente desde final de janeiro estou vivendo essa realidade meio estranha de não sair para trabalhar, meu trabalho agora é 24h me dedicar à baby, com algum intervalo aqui ou ali para limpar algo em casa, talvez assistir algo na TV, comer, e quando dá, tomar banho.

Muito tem se falado do perigo da depressão de ficar isolado em casa, daí eu fico me perguntando o quanto sou antissocial, porque às vezes parece até que prefiro o isolamento (!). Não sinto falta de ir para o meu serviço, às vezes acho até que eu era mais depressiva indo (!!). Talvez eu não tenha nascido para trabalhar, mas para ficar em casa, vendo filmes e escrevendo – ehe!!!

Mas o fato é que, pensando bem, eu lido muito bem com isolamento, hmmm. Porque eu gosto de ficar com meus pensamentos, gosto de poder ter um tempo para imaginar cenas… e parece até que fazia um tempão que eu não tinha me permitido ter isso.

Tudo bem, eu sei que este é um ano atípico, provavelmente depois de um ano de idade a baby vai exigir menos da minha atenção (ou não?), e como sei que é temporário, estou me deixando curtir o momento. E se antes eu me cobrava tanto – todas as coisas que eu “tenho” que fazer! – , agora eu me deixo viver um dia de cada vez. Assim, apesar de parecer que eu não estou “fazendo nada”, eu não me sinto tão mal… sem falar que cada dia é dedicado a um outro ser, uma outra vida que deve (espero) continuar por esta Terra e ter sua própria experiência desta existência além da minha. Mas eis que me pergunto se não estou vivendo melhor assim, “sem fazer nada”, do que estressantemente me exigir (e achar que as outras pessoas exigem ou esperam) tanto de mim?

Bem, divagações à parte… eu não criei exatamente uma “rotina” em casa, apesar de já ter mais de um mês que voltamos pra casa. Porém, pela manhã, a bebê toma o leitinho, eu tomo café, e algo que tenho incluído ultimamente nessa quase rotina (os horários variam, tem dias que eu vou colocar a roupa pra lavar antes…) é ver um episódio da web-série do Jerry Seinfeld, Comedians in cars getting coffee. São episódios curtinhos, só um ou outro chega a meia hora (o que poderíamos considerar 2 episódios juntos), e em vez de ser um programa de entrevista normal, o Jerry pega algum carro muito estiloso e vai tomar um café com seu convidado, dizendo até que só vai se encontrar com pessoas que ele gosta – comediantes!

Então, eu tomo meu café e enquanto a baby cai no sono no meu peito, eu vejo um episódio, como se eu estivesse me convidando para ir tomar café com Jerry e alguma personalidade. Acho que tem tornado as minhas manhãs um pouco mais interessantes, é uma boa vibe para começar o dia.

Vendo a lista de episódios, tem muitos nomes que eu nem conheço ali, talvez sejam mais conhecidos nos EUA. E como não seguem uma ordem exatamente, decidi ir vendo aleatoriamente conforme as pessoas que eu já conheço (mas pretendo pesquisar no futuro o nome de um ou outro no Google, se chegar a ver todos os episódios).

Eu posso fazer isso, né, se até mesmo a Netflix decidiu pegar tudo o que tinha no Crackle e trazer misturado pra gente… pois é, não seguiram a ordem em que os episódios foram originalmente transmitidos, então tem coisa ali na primeira “temporada” que é de 2012 e tem uns que é de 2019 aparecendo bem antes de 2014… Daí que eu até poderia fazer aqui na ordem, mas não teria a mesma graça, eu acho. Se vocês derem uma olhada no Wikipedia, podem encontrar a lista completa: com a temporada correta, as datas em que cada episódio foi lançado, o carro em que andaram e o restaurante onde foram comer, e ainda o episódio correspondente no Netflix. Então vai lá se quiserem na ordem.

Nesta primeira semana eu tomei café com: Kristen Wiig, Tina Fey, Christoph Waltz, Judd Apatow, Alec Baldwin, Larry David, Ricky Gervais, Seth Rogen. Abaixo escrevo só alguma nota de algo que me chamou a atenção ou gostei em cada episódio.

 

*Kristen Wiig: uma Volvo-sensação (The Volvo-ness – originalmente transmitido em 5 de janeiro de 2017)

Kristen toca ukulele e tem um estilinho meio hipster, hey também quero! Eles dão uma passeada na rua e até param para uma casquinha de sorvete, e para dizer na loja de óculos que a atendente sempre vai dizer que estão ótimos.

 

*Tina Fey: fezes estão na minha jurisdição (Feces are my purview – 30 de janeiro de 2014)

Ela foi a primeira roteirista do SNL e eu adorava assistir a série 30 Rock, embora eu nem tenha visto todas as temporadas. Achei legal ela entendendo que foram fases da sua vida e procurando pensar no que vier a seguir, talvez mais filmes… e quando fala da filhinha fazendo careta pro Alec Baldwin e Steve Carell, já que a mãe passava muito mais tempo com eles do que com o pai!

 

*Christoph Waltz: champagne, charutos e massa de panqueca (Champagne, cigars and pancake batter – 02 de fevereiro de 2017)

Jerry considera este um comediante pelo trabalho em Bastardos Inglórios (2009)**** hahaha! Christoph é pego numa loja de materiais de construção (?!) e fala da diferença do humor em Viena, pedem as panquecas estadunidenses, crepes franceses e waffles belgas… ele parece um cara meio “chato”, mas saem os dois no pedalinho, óin :)

 

*Judd Apatow: fugindo de Syosset (Escape from Syosset – 30 de junho de 2016)

Muuuito legal as fotos antigas, e que caos é esse lugar em que ele trabalha? (xenti, como consegue trabalhar assim?). Confesso que nem gosto tanto assim dos filmes dele, mas o cara pareceu tão humilde, dizendo que depois de Freaks and Geeks (1999) ele se perguntou o que mais podia fazer, e me deu até vontadezinha de ver essa série.

 

*Alec Baldwin: cretino, preguiçoso e sem objetivo (Just a lazy shiftless bastard – 16 de agosto de 2012)

Os dois tem a mesma cidade de origem e Alec acha que ele lutou muito mais na vida para não ser tão famoso quanto Jerry! Eles saem do centro de NY pra tomar esse café e vão ter o que o restaurante tem, “brilhante”!

 

*Larry David: Larry come uma panqueca (Larry eats a pancake – 19 de julho de 2012)

É o primeiro episódio ever. Nossa, não sabia que o Larry David cuidava tanto assim da dieta! Na verdade, eu não sabia nada sobre Larry David, exceto que ele era criador da série Seinfeld junto com Jerry. Eu entendo o ponto dele sobre ser a mesma coisa tomar uma xícara de chá, os dois recordam algumas coisas e é engraçado até que os dois são grandões para andar em um fusquinha… “você conseguiu fazer um show sobre nada!”

 

*Ricky Gervais: louco em uma máquina assassina (Mad man in a death machine – 02 de agosto de 2012)

Puxa, eu nunca tinha imaginado que este episódio seria tão divertido! É hilário o medo genuíno do Ricky andando naquele carro, com o Jerry dando risada ao lado! Muito bom! Interessante também ele mencionar o papel de host do Globo de Ouro (este ano de 2020, segundo ele, foi o último).  – “Até Jack Bauer teve 24 horas!” (pra desarmar uma bomba)

 

*Seth Rogen: nós temos carne! (19 de julho de 2019)

Primeiramente, adorei o carro tipo Os irmãos cara de pau (1980)****! E não sabia que o Seth Rogen tinha começado tão cedo, até mostram uma cena dele fazendo stand up aos 15 anos! Também foi engraçado ver ele suando de nervoso, e que bom que conversaram um pouco sobre Bill Cosby :)

 

Um episódio de BoJack para as mamães no puerpério!

Já faz um bom tempo em que eu acho que algumas obras audiovisuais chegam para mim exatamente na hora em que preciso encontrá-las, como se o universo conspirasse comigo pelo cinema ou pelas séries, já que eu gosto tanto disso… E recentemente eu tive minha primeira gravidez, tendo nascido a minha primeira baby.

Sabe, tem várias coisas que eu não fazia ideia, acho que na questão de ter filhos, tem coisa que a gente só descobre passando pela experiência mesmo. Eu fui sentindo e vivendo cada fase procurando na internet pra saber se era normal, não tive “desejos” loucos, tive algum enjoo, mas não saí correndo pra vomitar tanto como mostram os filmes ou séries – geralmente mostram a gravidez e o parto de uma forma que não é bem assim na realidade mesmo… Mas eu tive quase de tudo que uma gravidez tem direito, dor nas costas, azia, refluxo, inchaço nas pernas, vontade de fazer xixi toda hora, incontinência urinária, insônia, falta de ar, pesadelos!

E pouca gente também sabe sobre a fase imediatamente pós-parto que a mulher passa, o puerpério, que pode incluir ali um sentimento de tristeza ou “baby blues”; além das dores pós-cirurgia, no caso da cesárea; hormônios e nervos à flor da pele que faz a gente chorar às vezes sem nem saber por quê. No meu caso em particular foi um pouco pior, pois voltamos ao hospital, teve algo inesperado e passamos dias na UTI e mais alguns internados…

Daí, esses dias eu finalmente estou vendo a última temporada da série que vim a gostar de acompanhar e acabou, BoJack Horseman. E que episódio fantástico foi o segundo da sexta temporada! Até poderia ser o reflexo das mães do nosso tempo… ou das mulheres que acabaram tendo que lidar com tanta coisa, trabalhar fora e cuidar da casa, que acabam ficando sobrecarregadas. Tem uma parte que é bem satírica disso, do encontro das mulheres que “fazem de tudo”.

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O episódio se centra no personagem da Princesa Carolyn, que ficou a temporada anterior inteira atrás de um bebê, porque ela decidiu adotar, apesar de não ter um parceiro e depois de alguns abortos. Só que ela é aquele tipo de mulher que se dedica muito ao trabalho, um trabalho que pode envolver ter que cuidar de muitas coisas diferentes; a chegada de uma nova vida, principalmente por ser ainda recém-nascido, se prova muito mais desafiadora do que ela podia prever.

Como é um desenho animado, eles brincam com a imagem, fazendo ela se desdobrar em várias – ou vemos vários “clones” dela fazendo diversas atividades ao mesmo tempo: trocando fraldas, colocando no bebê conforto, dando leite, brincando, acalentando e protegendo o bebê – e como é um porco espinho, ela tem que usar luvas de forno para não se furar! Hahaha. Também tem vários itens de bebê agora espalhados pelo apartamento, roupas, brinquedos, livros sobre criar os filhos. Quando chega a noite, ela só tem forças para cair na cama; dali a pouco o bebê está chorando de novo…

A organização do evento para as mulheres que conseguem lidar com tudo é outra bagunça na cabeça, e haja memória (e o jogo de palavras dos roteiristas!) – água Fiji para os Fugee, sem queijo fetta pra Greta (Gerwish) nem brie pra Brie (Larson)! As babás não ficam e ainda bem que tem o Todd à disposição, pois quando vai buscar seu “cliente favorito” Mr. Peanutbutter, que foi visitar BoJack na clínica de reabilitação, ela acaba sendo internada sem perceber, até recobrar as energias!

Mr. Peanutbutter está tendo uma crise de remorso por ter traído a pug Pickles (que fica super contente quando ele chega em casa, assim como os cães vem pulando na gente quando chegamos em casa) e pede para o diretor Flea Daniels (voz do Lee Daniels!), que já está trabalhando em outro filme com a Chloe (voz da Grace Moretz!), editar o filme mais recente baseado num cartão de aniversário, mas Princesa Carolyn também precisa editá-lo para que tenha mais força feminina – “menos ‘man’ e mais Leslie Mann”; daí o diretor desiste do projeto. E nesses dias em que esteve com Todd, como chamavam a bebê de “Projeto sem título da Princesa Carolyn”, porque a mãe não consegue se decidir por um nome, ele acaba vendendo como uma série para TV depois de dar as respostas certas ehe, mas vem bem a calhar para Carolyn vender o material do Mr. Peanutbutter e incluindo até a tal de Karen Kitada – que uma vez já foi muito requisitada, mas acabou fazendo uma pausa para a maternidade e daí ninguém queria mais trabalhar com ela!

Finalmente, depois dessa confusão, Carolyn perde o baile de gala evento das mulheres, mas acaba desabafando com Vanessa Gekko, sua antiga “arqui-inimiga”. E esse diálogo seria o exemplo típico do que uma mãe no puerpério poderia pensar – embora Carolyn não tenha passado pelos 9 meses de gestação: ela desabafa que não sabe se realmente ama a sua filha. Porque ela adora o trabalho e isso é algo que ela entende, e embora ela “ame”, não tem certeza. Vanessa faz uma comparação que a gata consegue entender: quando tem algum projeto de algum cliente, mesmo que ela não goste do projeto, ela faz o melhor que pode a cada dia, para que o projeto sobreviva, porque esse é o trabalho dela; então imagine que a bebê é sua nova cliente.

Na vida real, é bem verdade que uma mãe possa passar por isso. Antigamente ninguém falava isso, todo mundo só falava no grande “amor de mãe”, mas nem sempre a mãe sente de imediato aquele amor grandioso e incondicional pelo seu filho, seu bebê. E isso é normal. Tudo bem não sentir o que todo mundo lá fora acha que você precisa sentir. Tudo bem não saber o que fazer às vezes. Tudo bem não dar conta. Tudo bem passar dias só cuidando da bebê, sem conseguir fazer outros afazeres domésticos, ou pensar no trabalho, ou lidar com todas as visitas ou todos os palpites que todo mundo dá. Tudo bem chorar. Todo dia, a qualquer hora. Cada mãe enfrenta circunstâncias diferentes, cada bebê é um bebê (mesmo que seja a mesma mãe!). O que a gente pode é só fazer o melhor que a gente consegue, a cada dia, na tentativa de fazer essa nova vida sobreviver.

E, na verdade, acho que isso pode ser expandido como um conceito geral que essa série animada tem a coragem de jogar na nossa cara, desta sociedade que se preocupa tanto com a imagem e é super-informada, mas perdida. Que está tudo bem. Nós somos humanos e nós podemos sentir tristeza, efêmeras alegrias, sentir dificuldades e errar. A vida não é um comercial de margarina – ou uma série de TV dos anos 90 em que tudo dá certo no final do dia, ou a “vida perfeita” daquela celebridade feliz no Instagram. A gente aprende, a gente muda – ou tenta mudar, pelo menos – e a gente continua. Tudo bem não “cumprirmos” com as expectativas, com o que os outros esperam ou que achamos que exigem de nós. Todos os personagens de BoJack tem que lidar com as suas falhas, com momentos de fraqueza, com a tentativa de fazer algo diferente e com a tentativa de sobreviver, um dia de cada vez.

Agora imagine euzinha, nessa fase delicada do puerpério, ter que ir pra UTI, enfrentar a enorme culpa de ter feito algo errado ou ter deixado acontecer. É claro que chorei. Ou mesmo antes disso, nos primeiros dias após o parto, todo aquele cansaço físico e lidar com coisas que eu achava que tinha que ser e não foram; e eu nunca quis ter filhos, agora já “cumpri” essa missão – só que não? Sim, chorei. Mas a gente sobrevive, porque temos que seguir em frente. Desistir também não faz sentido nenhum, se formos racionalizar.  Então, se por acaso algum leitor perdido por aí estiver se sentindo pra baixo ou “fraco” (de alguma ou outra forma), se tiver alguma mãe no puerpério: tudo bem chorar.