BoJack Horseman – season 6

Após mais de um ano de atraso desde que saiu a última temporada e desde que vi todos os episódios, vamos finalmente ao post derradeiro da série animada BoJack Horseman.

O que eu posso dizer pra vocês? Dentre meus sonhos infantis de ser roteirista/diretora/cineasta, sempre coexistiram imaginações sobre minha vida em Los Angeles, como seria viver ali na indústria, como seriam os personagens da vida real de Hollywood que eu conheceria ou com quem eu teria que lidar… e é por isso que eu gostava de Entourage (2004-2011)***, me parecia tão real, que era assim mesmo a vida de uma jovem celebridade e suas relações, profissionais ou pessoais, e com os agentes ou empresários. Daí eu fiquei meio órfã de uma série que me esbofeteasse na cara dizendo “tá vendo só como tudo isso seria demais pra você?”, ao mesmo tempo me surpreendendo por ser tão boa de acompanhar, com personagens que são mais do que figuras moldadas no papel, mas palpáveis e que rendem boas risadas apenas por serem do jeito que são.

Essa série rebound foi BoJack Horseman. De início, euzinha simplória achando meio bizarro, um desenho, o personagem principal é um cavalo beberrão metido a estrela de TV, com aqueles episódios avassaladores que deixam a gente mal mesmo no final, sabe? Mas talvez seja exatamente porque todos nós temos que lidar com nossas próprias neuras, erros do passado, enfrentar problemas imprevisíveis, porque somos todos falhos, bem, talvez por isso tenha dado tão certo. Eu já sou melancólica por natureza, e o final desta série, após seis temporadas, não me deixou muito feliz. Na verdade, fiquei meio triste na época, que BoJack nem tinha ficado sabendo que Diane tinha casado.

(!) Nem preciso dizer nestes posts resumos dos capítulos que este blog não acredita em spoilers, né?

Sem falar que eu mesma enfrentei um momento pessoal meio complicado, além da pandemia, então, este post chega só hoje. E talvez chegue porque eu também estou usando-o como marco de mudança, de outro tempo em minha vida, como um ponto final para algumas coisas que ficaram no passado, nessa(s) última(s?) década(s?). Quem sabe? Apesar de não achar que eu tenha dom para isso, talvez eu vire uma dona de casa noveleira?

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S06E01 – Um cavalo entra numa clínica de recuperação (A horse walks into a rehab)

Este primeiro episódio da última temporada é como um filme queimando… e voltamos exatamente ao ponto em que fomos deixados no final da temporada 05, BoJack entrando na clínica de reabilitação; o recepcionista sempre tira fotos para o mural e o cavalo encontra Sarah Lynn entre elas, mas mesmo assim não é gentil o suficiente para tirar a foto – da primeira vez. Passam-se semanas com exercícios, rodas de conversa, cultivo de plantas; na aula de pintura, ele exercita honestidade ao detonar vários colegas, inclusive “Joan” Tripplehorn (voz da Jeanne Tripplehorn, claro), Jay Hernandez que está vestido de Mário do videogame, viciado em analgésico de tanto dar cabeçada em tijolos, haha, “dirigido por Zack Snyder” (ei, ele já dirigiu vários filmes de heróis, por que não?), e Jameson, cujas garrafas tem a mesma cor de água; e BoJack acaba ajudando a moça a dar uma escapada para ir na festa do namorado que está se agarrando com uma pernilonga (cada chupada!); depois de uma ligação compartilhada com Diane que está na estrada, Todd que está comprando ilegalmente leite de ouriço, Princess Carolyn, Mr. Peanutbutter que está no estúdio alagado porque seu drone derrubou a torre d’água (hahaha e esses trocadilhos, hein, quantas horas será que os autores demoram para bolar eles?), BoJack finalmente acha a mansão do pai Jameson, que contém itens de filmes diversos – carrinho de bebê de Os Intocáveis (1987)***, chapéu do Harry Potter, clave de O clube das desquitadas (1996)***, boneco de um Tubarão (1975)**** e pôster de “Alpocalipse Now” e “2 cat 2 furious”, “Crane” hahaha – e a garota queria bater no carro usado pelo Ferris Bueller em Curtido a vida adoidado (1986)****, mas quem acaba detonando é BoJack mesmo, quebrando a janela de A primeira noite de um homem (1967)***, e descobrimos que o bebê é dela, e esses souvenires são dos caras que ajudam Jameson a fugir! Em cada momento, vamos voltando no tempo em instantes que podem dar a dica de como começou o vício dele, já que o terapeuta comenta que BoJack sempre se esquiva ao ser perguntado da origem, mas entendemos como é doloroso voltar e ver quando provou do álcool, de início aparentemente inofensivo: para melhorar o “desempenho” em uma cena da série de TV com Cindy Crawfish (voz de Cindy Crawford, óbvio!), uma assistente dá um suco batizado e ele consegue um efeito da plateia; adolescente numa festa, não queria beber pela idade, mas acaba sendo induzido e faz piadas maldosas com todos rindo, mas magoando uma colega que tinha consideração por ele (e esses nomes de bebida, hein? Whisky “Jack Spaniels” e vodka “Grey Moose” hehe); quando menino, acabou pegando o pai no escritório com a secretária e o pai embebeda ele para depois fazê-lo prometer que não vai contar nada daquela noite para a mãe; e finalmente ainda bem pequeno, pega os pais caindo de bêbados e vai se aconchegar perto da mãe (gente… deu até vontade de chorar :(.   

S06E02 – O novo cliente (The new cliente)

Este episódio ganhou um post especial só dele!

S06E03 – Matéria para se sentir bem (Feel-good story)

Diane está na estrada junto do cinegrafista Guy, fazendo vídeos para o blog Croosh, e aproveitando para denunciar alguns casos sérios pelo país: tráfico sexual; botulismo aviário – o “Tom Hanks do botulismo”, já que o ator ganhou Oscar dois anos seguido ehe; joias que dão alergia; uma verdade (in?) conveniente da água com uma entrevistada em frente a um “8-12” (e não “7 eleven” aha); inclusive debaixo d’água sobre canudos! – e dentre as outras opções que aparecem no site, tem também uma matéria sobre “global weirding” (o mundo ficando estranho e não só aquecendo? Boa!) Ela e Guy acabam ficando juntos na desculpa esfarrapada que ele não sabia da cama de casal, enquanto a empresa Baleia Branca está comprando tudo e BoJack escreve cartas terapêuticas pra Diane. A chefe Stefani pede para que façam algumas histórias pra gente se sentir bem (feel good stories); a primeira tentativa, de uma loja de brinquedos para qualquer tipo de menina, acaba não dando tão certo, pois a pequena loja que trabalhava com materiais sustentáveis também foi comprada… e inclusive a Croosh é comprada! Diane e Guy vão ver um vídeo de apresentação, ganhando uma bebida sabor água apesar de achar que não precisava; o presidente baleia branca Jeremiah conta com uma animação (dirigida pelo “pássaro” Brad! hahaha) no estilo dos desenhos antigos da Disney, que explica como foram abocanhando empresas de modo semelhante ao pac-man, até o jornal que dizia coisas que ele não gostava! Mas Diane pretende fazer um último vídeo desmascarando algum podre da empresa, encontram-se clandestinamente com Isabel do Tribune, entrevistam sobre uma morte, até descobrirem que Jeremiah já sabe de tudo e esse tipo de notícia na verdade faz ele ganhar mais dinheiro com as ações, e ele tem direito de matar por ser bilionário! Já Chicago, onde estão visitando, é a cidade natal do Guy e fica aquela situação de Diane não ser apresentada como namorada para os amigos, devolver um casaco que é a cara dela (e a gente percebe logo que vê na vitrine! ehe), a despedida na estação de trem e a narração do BoJack sobre um caso aparentemente nada a ver que no final tem muito a ver com o que ela vive, o cavalo até admite que deveria ter passado por reabilitação antes, passou tanto tempo se sentindo miserável que começou a achar que só poderia viver assim.  

Comentário extra: eu já visitei Chicago há alguns anos, e é bem divertido perceber algumas coisas típicas da cidade: eles imitam um dos museus de arte mais famosos quando se encontram com Isabel, com o quadro de pontilhismo famoso contendo alguns animais; logo que chegam Guy comenta do prédio alto, um dos pontos altos (literalmente) da cidade é a Willis Tower; na lanchonete tem um cartaz dos feijões “the Bean”, que é outro ponto turístico, um feijão prateado gigante divertido para tirar fotos! Pessoalmente, Chicago foi uma das cidades que mais gostei de visitar na minha vida, algo inesperado, e vê-la nesta série me traz boas lembranças… isso é que é temporada de despedida, ai, ai!

S06E04 – Surpresa (Surprise!)

Começamos o episódio vendo a evolução dos vídeos da Pickles: em 2013 tem cartaz do “Justin Timberwolf” e do “Bun Direction” no quarto, em 2014 tem a “Iguana Azalea” e ela tem mais viewers e likes no “You Zone”, e os outros vídeos do seu canal também são bem típicos da época, como o vídeo de “abrir uma caixa” ehe; depois vemos seu perfil no “Face-feed” com aquela fotinho típica de uma xícara de café; no “Zoneface” já tem várias estatísticas e bem mais seguidores, finalmente chegamos ao “Tweed Feed”; e se no início eram tutoriais de maquiagem, depois vira comentários de tudo (e quantos youtubers por aí vocês conhecem que são assim, hein?!), sobre o emprego que conseguiu ou a celebridade com quem está saindo… ela estava exatamente numa “live” quando o pessoal está reunido na casa para um “casamento surpresa” preparado por Todd, e Mr. Peanutbutter decide admitir a traição (“pior erro da minha vida, e olha que já joguei Twister com Brian Singer” ehe), Pickles compara à vez em que Lady Gaga não cantou Paparazzi (oh man!), todo mundo tem que sair correndo e continuar escondido enquanto eles brigam, e os convidados ficam bem visíveis, mas os dogs não percebem nada… desde as amigas das redes sociais, passando pelos pais, que ouvem comentários sobre si próprios não muito agradáveis, e Pickles cai em lágrimas defendendo os amigos online por serem solidários e nunca deixarem de segui-la! Quando os dois sobem, é a chance para todos fugirem, mas BoJack e Diane estão discutindo no quarto o porquê de ela querer mudar para Chicago, e Princess Carolyn e Todd tem que subir, porque a bebê sumiu – daí é uma série de malabarismos com os quatro tentando se esconder e pegar a bebê porco espinho e manipular as ações da Pickles comentando no seu perfil de rede social… mas o “t_chavez” sugere um banho só percebendo depois que ele está na banheira! BoJack pergunta se Diane está indo por causa dele, mas de fora da janela ouve Mr. Peanutbutter confessando tudo para Pickles e os dois se passam pelo ordenador de moedas e termostato, dando conselhos para o cão conversar com a ex-noiva, para ele ouvir mais – o que ele faz, e os dois acabam fazendo as pazes no consentimento de que Pickles vai ter sexo com alguém antes de se casarem, para ficarem quites! Finalmente Princess Carolyn chama Todd para ser a babá da Ruthie (ei, não entendi a piada, Cameron Diaz realmente fez uma voz para Shrek, oras), e Todd ainda dá a bebida de bolinhas certa para Pickles na hora de sair, Diane esqueceu a carteira debaixo da cama e inventa qualquer coisa aproveitando para se desculpar, BoJack sai carregando o bode que era sua companhia para se manter sóbrio, mas desmaiava o tempo todo; e tudo bem, Pickles e Mr. Peanutbutter nem desconfiam de nada – como desconfiariam?

S06E05 – Um pouco agitado, só isso (A little uneven, is all)

Dr. Champ acha que BoJack não precisa mais de terapia, quase todas as histórias da vida dele ele já contou. Tem uma festinha de despedida para uma das ex-alcoolatras e brindam (toast) com torradas (toast) hahaha. Quando está saindo, paparazzis estão esperando por Joey Pogo (criado com base em Justin Bieber, como podemos supor) e numa montagem de repetição que vale a pena a piada, BoJack acha que está sendo despachado para que Pogo fique com o quarto chique e mesmo tendo que se repetir, consegue um trocadilho que acha que vale a pena esperar até recuperar o fôlego. No entanto, Pogo diz que sua agenda está cheia e sua terapia é super rapidinha, um minutinho! Quando o doutor expulsa BoJack, ele acaba jogando a vodca escondida na garrafa de água e Champ toma, ficando bêbado, pedindo para ele fique então… BoJack passa o episódio todo se lembrando de momentos, da culpa por Herb ter saído do show, o novo cara Danny Bananas, a cabeleireira que também esconde bebida no set até que Sarah Lynn falta em um dia por ter bebido, numa situação muito parecida com a que BoJack está vivendo…

Pessoal do set de filmagens trata mal o senhor Peanutbutter, após saberem da traição e ele faz analogia de coisas azedas sobre sua situação com Picles enquanto bota o molho no hot-dog. E acabam concordando que Picles pode ter sexo com vários caras até achar um com quem tenha alguma conexão emocional! Princess Carolyn se preocupa com a reputação e o sucesso desse novo trabalho sabendo disso, e até tenta convencê-lo a passar a imagem de um cãozinho triste (piscadela para o meme “sad Keanu”! yehey). Mas Peanutbutter continua acreditando que as pessoas vão superar naturalmente porque tendem a gostar dele, e inclui aí elogios à atriz que está trabalhando com ele mencionando o nome das atrizes de todas as versões de “Nasce uma estrela”! Até que Carolyn consegue fazerem acreditar que Peanutbutter tentou se matar porque na verdade “é muito triste”, e o paparazzi já o chama de herói por quebrar o estigma da depressão!

Diane está enrolando para começar a escrever o livro – a arte da procrastinação! “daí já passou a manhã, a tarde fica improdutiva, melhor começar do zero no dia seguinte”; liga para Princess Carolyn sobre conseguir um acordo com alguma editora, e enquanto falava o nome provisório do título a gata já conseguiu o prazo de 6 meses para Diane escrever! Guy diz que o mais difícil é começar, quando ele volta do trabalho freelance, ela finge que ele estava certo, mas temos a cena que nos lembra “O iluminado” com Diane só escrevendo uma única frase repetidas vezes.

Como Todd queria ir ajudar a lamber o sorvete misturado ao refrigerante num acidente local e não pôde, pois seu trabalho agora é cuidar da Ruthie, ele acaba contratando vários assistentes – não deu para parar em um só, embora ele devesse, assim como os filmes do Deadpool. Tem assistente pro aplicativo de assexuais em que Todd é o único usuário e uma para criar danças desengonçadas, até contrata uma para ser amiga do BoJack. Como o cavalo é muito honesta com ela, percebe que não pode se deixar continuar a ser tratada como lixo e os chefes exagerarem em suas indulgências, e um levante de assistentes está montado!

S06E06 – O rim fica em destaque (The kidney stays in the picture)

O noticiário da vez mostra a greve dos assistentes – e o caos que a cidade pode virar sem eles, quem tem todas as senhas, quem vai chamar a doula ou, pasmem, fazer a reserva no restaurante? Até Pogo e Mr. Peanutbutter não podem marcar uma reunião, apesar de se encontrarem pessoalmente… O bam-bam-bam Turtletaub tem uma ideia ao conversar com Princess Carolyn citando a criação de um personagem da Família Adams (“that’s it!”). Propõe para a líder dos grevistas uma posição de executiva para ler roteiros, ter um cartão de crédito e uma vaga – como ela não aceitaria? Meu dream job também; partindo para o ataque de outros assistentes, até que Carolyn percebe que já foi assistente um dia e impede o Stuart de assinar o acordo coletivo, com falas referentes a Billy Bob Thornton (realmente, muito bom que o tradutor deste episódio acertou o título de todos os filmes citados!). Em seguida, bota o Judah, que é muito sério, competente e meticuloso, para negociar os direitos dos assistentes.

BoJack ajuda o mentor da sobriedade a fugir pela janela, e está de saída da clínica de reabilitação quando para em frente ao bar por ver a van do Dr. Champ (doutor campeão!), conforme ele suga as margaritas, BoJack faz sua terapia que não foi feita em seis meses, odeia a si mesmo, cavalos por causa dos pais, precisa se manter sóbrio para encarar os problemas… Acaba deixando Dr. Champ em outra clínica de nome bem parecido, pois o dr. precisa ser honesto consigo mesmo, que acusa BoJack de machucar as pessoas de quem ele gosta, e ele vai lembrar, porque finalmente está sóbrio e vai para casa.

Todd fica sabendo que a mãe precisa de um rim – e ele nem pode doar, porque vendeu o dele para comprar os fantoches e encenar um tributo a Ang Lee! (aliás, depois que viramos mãe, vemos outras referências, como um dos brinquedos da bebê porco-espinho lembrar de imediato uma girafa famosa da vida real). Junto com o padrasto Jorge vão à loja de órgãos e a cada informação sobre o paradeiro do rim, comprado pelo Baleia Branca, ouvimos o som de órgão, tocado por Todd. Como estavam vendendo anestesia, Jorge é sequestrado assim como no filme “Um morto muito louco” (1989), no plano mirabolante de Todd de resgatar seu rim e salvar a mãe, provando que não é completamente inútil. Podem usar o crachá de Diane, que ainda recebe como se estivesse trabalhando para eles e Guy lhe diz que também não precisa terminar o livro. Claro que Todd não consegue se passar por Diane, mas Jorge os faz entrar se passando por um funcionário que só fala espanhol e o segurança fica indignado que tenham colocado ketchup no hot-dog (ehe! Muuuito Chicago!). Começam a discutir, que o padrasto queria que Todd fosse feliz do jeito dele, mas ele é feliz do seu jeito – e “Sirius” é uma rádio que existe mesmo, não foi só pra rimar com o jeito “serious” do Jorge. Diane não consegue avisá-los porque esqueceram o walkie-talkie na cozinha, mas ela vai pegar um pretzel do shopping cujo estacionamento ela estava “escondida”; o segurança acaba pegando eles, mas Todd só diz a verdade esse dá bem, como sempre dá seu jeito, acreditando que vai dar certo; Jorge acaba pedindo desculpas, pois ele foi sempre muito rígido pela própria história da vida dele em que teve que lutar muito só que não tinha percebido que Todd é branco – simples assim – e as coisas simplesmente dão certo pra ele.   

S06E07 – O rosto da depressão (The face of depression)

BoJack volta para sua casa limpando a bagunça deixada enquanto se lembra da bagunça da sua própria vida, acaba num grupo de alcóolatras em que participa também Sharona, a cabeleireira do antigo show de TV que também bebia escondido no set e acaba assumindo a culpa quando descobrem que Sarah Lynn arranjou bebida. Não consegue falar com ela ao terminar a primeira reunião, encontra Todd no diner, pois sua casa traz muitas lembranças desagradáveis e decide ir viajar, pegando o avião da “AmericanCrane” (crane = garça azul, em inglês).

Na Chicago nevada – e tem animais que nem precisam comprar pá de neve, hah! – Diane acabou recebendo o diagnóstico de depressão, mas não admite e Guy (voz do Lakeith Stanfield) quer desistir do trabalho em Galápagos pra fotografar tartarugas de biquíni ehe, tentando convencê-la a tomar os remédios receitados, não é que Dawson’s Creek ficou ruim. BoJack aparece para visitá-la e no apartamento cuja parede tem pôster de um cartaz bem parecido com “Alta Fidelidade” (2000)***, filmado em Chicago, aliás, está tudo largado e ela sugere irem a uma lanchonete. Afinal ela monologa sobre o vazio embaixo do vazio e BoJack a lembra que ela acreditava nele e o encorajara a aceitar ajuda; na manhã seguinte limpa tudo e voa pela JetMoo (em vez de ser azul, o som da vaquinha!).

A próxima parada de BoJack é visitar Hollyhock, que está cursando a universidade Wesleyan – bem pequenininho ali na placa inclusão de Michael Bae? Vão a um “show” e BoJack se pergunta se música na verdade é assim quando se está sóbrio, Hollyhock está numa pequena briga com a amiga cujas aulas de teatro foram canceladas e usa um gorro chamado chapéu, elas fazem as pazes porque se uma não pede desculpas, como a outra pode desculpar, certo?

Na sala com a pintura no fundo de uma traição e revolução (alguém me lembra o nome desse quadro, por favor?), Turtletaub e Princess Carolyn finalmente estão acertando os últimos termos do acordo para terminar a greve dos assistentes, que não vão mais ser tratados como lixo, e sim como recicláveis!

A visita seguinte de BoJack é a Carolyn, obviamente levando um quadro seu, presente nada a ver, de “chá de bebê”; ele tem a ideia de dar aulas na Wesleyan e pede o favor de Carolyn fazer o que já fez por décadas, mentir para ele conseguir o emprego. Também serve de bom amigo apontando como ela faz e cuida de tanta coisa, precisa de alguém para cuidar dela também. E quando a bebê se enrola e rasga o quadro (mesmo sem ser porco espinho, qual bebê não faria isso?), ela diz que vai colar e dizer que é um Rauschenberg – ei, esta série também é cultura, obras que parecem bricolages gigantes.

No final de outro encontro AA, Sharona deixa BoJack pedir desculpas e ele a deixa mexer no cabelo, agora já não vai mais pintar com a cor “caneta piloto” e os fios ficam grisalhos. A diretora do Wesleyan retorna a ligação de que Raven saiu de cena, e BoJack conseguiu o emprego, vai voando de “Sow West” (suína, em vez de sul), e nas interações com a vendedora de coelhinhos (não é “roll”, é “bun”, mas pequenos, “bunnies” ehe) de canela no aeroporto, já percebe sua personalidade e indica um aplicativo de encontros…

Mr. Peanutbutter está num tour junto de Joey Pogo, como “o rosto da depressão”, sendo que ele não se sente deprimido, mas Pogo diz que os que menos parecem depressivos podem ser os mais. BoJack acaba encontrando Peanutbutter em Washington, o cão vai falar para o congresso, e o cavalo fica incrédulo que justo ele seja o “rosto da depressão”. Mr Peanutbutter leva BoJack a um museu na parte referente à história da TV e tem um suéter usado por ele no seu antigo show em exibição. E também todo o cenário da cozinha do antigo show muito parecido do Mr. Peanutbutter, e BoJack lhe dá o prazer de fingirem que estão num episódio crossover!

Princess Carolyn oferece a Judah um cargo de diretor operacional da sua agência com direito a bolo de aniversário, e ele aceita.

Guy chega de volta e no aeroporto encontra Diane mais gorda – o que significa que ela está tomando os antidepressivos.

Depois de toda essa jornada de redenção, BoJack acaba visitando um local que reconstitui um tempo antigo para os cavalos e o pastor local fala de você mesmo conseguir se perdoar, “que a paz esteja contigo”.

S06E08 – Uma rapidinha enquanto ele não está (A quick one, while he’s away)

Margo Martindale estava num convento, mas foge no Alfa Romeo dizendo que ela não estará no céu, mas seus filmes sim!

O editor-chefe da revista “Holywoo Reporter” – com capas interessantes como uma matéria de encanamento e um cara muito parecido com o Mário dos Super Mario Brothers, e um tal de festival “Canine” (em vez de Cannes?) – quer despachar logo a porquinha que é insuportável mas uma ótima repórter, Paige Sinclair, que está para se casar, só que fica sabendo do caso de uma mãe que liga todos os dias para saber se tem novas em relação à morte da filha que morreu de overdose… Sarah Lynn. Junto com o jornalista que estava recebendo as ligações, Maximilian Banks, ouvem a última ligação para a mãe, em que Sarah se “desculpa” por várias coisas e no início fala em “nós”. Vão procurar o local onde ela ia ao encontro de AA, para ver se descobrem com quem estava bêbada junto, onde, quando, o que estavam fazendo e por quê – e conseguirem sua matéria de capa. Perguntando a alguns frequentadores, pegam a informação de um suposto amigo de Sarah cuja filha é “Penny Carson, podem procurar!”

Hollyhock quer explorar NY, pois Tawny e o não-namorado-somos-descomplicadosassim não querem chegar muito cedo na festa (e no muro ali do fundo entendemos que o blockbuster da vez é o Mario, dirigido pelo Zack Snyder). Vão ao Empire State, prédio do macacão de “Sintonia de amor”, nas palavras da Hollyhock, que imagino não ser fã de Tom Hanks; mas ela quer sim ir à festa com estranhos, sem medo de passar vergonha, nunca bebe por ter medo de perder o controle – influência do BoJack, vocês acham? Quando finalmente chega na festa, abre uma cerveja e tem um ataque de ansiedade, sendo acalmada por Peter, que por acaso tem um histórico ruim com bebida no ensino médio, indo numa festa com a amiga da namorada que tinha um pai estranho que fez ela beber e passar mal e os deixou na emergência para ela ter uma lavagem estomacal…

Enquanto Kelsey Jannings trabalha numa publicidade de frango frito porque filmes indies não dão pra pagar a escola da filha, o diretor de blockbuster Justin Kenyon argumenta com Gina (voz original da Stephanie Beatriz, que faz a Rosa em Brooklyn 99) sobre alterações do roteiro, sua principal estrela do mais novo blockbuster que não quer ser a louca do set, mas reclama da batida na porta e do suspiro do diretor. Kelsey conversa com o agente Rutabaga que diz que o pessoal fala que quer contratar diretoras mulheres, apenas não para esse projeto – todos os projetos, em especial os com Paul Feig (?). Já na agência ele liga contando sobre o novo filme de super-heroína que conseguiu para Kelsey, ao pegar seu copo de café escrito “Rude Bagel” e passar pelos cartazes dos filmes do pegasus com o “Lernerner Dicapricorn” e alguma outra moça! Kelsey não quer ser contratada só por ser mulher, mas como o agente falou em pensar no dinheiro, ela vai na entrevista numa sala cheia de referências a heróis, pintura na parede e bonecos, cartazes dos filmes “Invisibull” e “Shellboy” haha. Ela fala o que gostariam de ouvir, mas depois volta para dar sua verdadeira opinião de como deveria ser e respira aliviada. Justin tem problemas com Gina, que apenas numa cena de dança já lembrou de quase ser estrangulada, e não pode recomendá-la para Kelsey.  

S06E09 – Estudo cênico intermediário com BoJack Horseman (Intermediate scene study w/ BoJack Horseman)

BoJack está começando na universidade, tem uma fala pronta e marca o quadro branco permanentemente, mas até que se dá bem vendo os alunos apresentarem suas cenas e dando alguns conselhos. Chama um dos alunos para conversar em sua sala de professor, que tem um cartaz de “Bleatcar named desire” (clara referência a “Um bonde chamado desejo”, uma das peças mais famosas – e atuações de Marlon Brando), e outro do cinematógrafo “Lumibear” (em vez de Lumiére); o rapaz acha que BoJack acha ele um ator ruim, ele diz que só há professores ruins, BoJack diz que existe Jason Segel em “Bad teacher” (professora ruim, o título do filme na verdade é “Professora sem classe”). E o tal aluno invade a reunião dos AA emprestando a trama de “O voo” (em que o personagem do Denzel Washington rouba garrafinhas do avião para beber…). BoJack quer aproveitar e fazer coisas junto com Hollyhock, até se esforça para entender rugby, pergunta para a melhor amiga Tawny que diz estarem de novo brigadas – como as canções da Adele, tudo tipo a mesma coisa, com alguns detalhes diferentes. Mas a irmã parece não querer que ele se envolva demais e estar evitando-o.

O contador de BoJack diz que ele precisa pagar ainda pela reabilitação e sugere vender o restaurante, Elefante. Mr. Peanutbutter está acertando um acordo com Joey Pogo para ele e Picles ficarem mais íntimos e ela ficar quite, daí podem se casar, acabam também acordando em cuidar do restaurante juntos.

Princess Carolyn aceita dar uma aula para os alunos de BoJack – um tem a blusa da “Abercrombie & Fish” (peixe, não Fitch!), falando de representação. Princess Carolyn quer contratar Stan, o que nem fez nenhuma pergunta e BoJack diz que teve a “A prova” de que era bom ator depois da cena de “Dúvida”, mas que ele precisa terminar os estudos – e os dois competem pela atenção do cachorro, “bom garoto!”.

Enquanto isso, Todd dá uma volta com Ruthie, participam de um experimento de marshmallow, como ele come, acaba indo parar na área de química, surge uma espécie de Willy Wonka da Wesleyan que na verdade era um experimento de LSD… é, essas são sempre as partes do Todd…

Chega então o dia da apresentação do grupo de BoJack, ele acaba indo bater na porta de Hollyhock porque ela esqueceu e não apareceu no teatro. Do lado da porta do quarto dela tem um pôster que lembra o de “Rushmore” (Três é demais) ehe bem apropriado, e também um aviso de que lamber sapos é crime. A garota explica que os dois tinham uma vida antes de se conhecerem e que seria melhor irem devagar.

Charlotte liga para BoJack pedindo para não envolver Penny…

S06E10 – Bons defeitos (Good damage)

Esse painel luminoso nós já sabemos que é de Chicago por causa do Ferris Bueller! Diane e Guy estão no estádio dos bebês humanos e ela se pergunta por que em tudo eles dizem que é o estilo Chicago, reagindo bem negativamente ao uso demasiado de plástico na batata quente aha! Começando uma sequência musicada com várias situações que a deixam irritada, mas depois dá um jeito, estilo antidepressivo da Diane; sem conseguir, no entanto, superar o bloqueio de escritora; iniciando então uma sequência animada de esboços com direito a parecer a Lucy do Charlie Brown, em busca de algo válido para seu livro. BoJack liga para ela, convidando-a para a apresentação dos seus alunos e quando ela menciona que vai surgir alguém para escrever sobre ele de novo, voltamos a seguir os acontecimentos na investigação de Paige Sinclair. Conseguem localizar a filha de Charlotte, que trabalha como garçonete e só lhes diz que faz anos que não vê BoJack. Paige e Max logo lembram que foi ele quem encontrou Sarah morta, mas não mencionou que tinham passado um tempo juntos. Seguem Penny até a casa da mãe, ela acaba contando sobre a amiga que foi induzida ao coma alcóolico.

Vemos como Diane se distrai, começa com um café com um nome de desdém e passa para uma mesa cheia de comida, vai dar uma olhada na loja com descontos que se chama Trauma e acaba falando para Carolyn que o livro se trata disso, como a arte japonesa de peças com rachaduras, no final nos descobrimos pelas nossas falhas e quebraduras. Porém, como vai vagueando pelos devaneios da sua mente, acaba chegando numa história de uma detetive da praça de alimentação de um shopping. Carolyn conta que falou com a produtora do Brad Pitt, Plan B e também o Plano C, e numa empolgação com Judah inventou uma nova versão de Robin Hood, do ponto de vista da mulher e dirigida pela Sofia Coppola! Mas a Sofia já está trabalhando numa versão de Peter Pan contada pelo ponto de vista da Wendy, hah, empoderamento feminino? Diane quer fazer de suas memórias o livro e entregar seu lado triste, mas sem a medicação ela fica estressada e Guy acaba enviando as páginas da detetive para Carolyn, que adora e já fala com alguns estúdios. Diane conversa com a agente após a apresentação de BoJack e explica que pensava que um livro dela ajudaria outras garotas, e os sofrimentos trariam algo de bom afinal, Carolyn a convence que talvez esse livro em que ela se diverte escrevendo também sirva para ajudar outras pessoas.

S06E11 – O preço do passado e tudo o mais (Sunk coast and all that)

BoJack passa mal (ansiedade?) ao receber o telefonema sobre os repórteres que estão investigando a morte de Sarah Lynn e foram procurar Charlotte e Penny; ele explica a situação para Diane, Todd e Princess Carolyn que tinham aparecido para ver a apresentação dos alunos de teatro e socorrido. Quando volta a si, não pode sair porque lá fora tem seus alunos comemorando, a bebê Ruthie brinca com livros de teatro, “King Bear” (em vez de Rei Lear), “Comedy of bearros” (em vez de Comédia dos erros).

Paige e Max estão no restaurado Elefante, que agora tem pequenos pratos para uma “experiência gastronômica”, sugestão da Picles, e bandejas giratórias, sugestão do Pogo, e a cara do cão na capa do cardápio, sugestão de quem mais? Paige fala ao telefone com o noivo – e ela teve que tomar banho junto com Max? Como aquelas desventuras de comédias românticas que a gente já sabe onde vai dar…  com a demissão dos lavadores de pratos, discutem sobre os problemas do restaurante, ao fundo livros de culinária e placa de não usar pratos grandes muito apropriados para a ocasião; como são pratos pequenos, enquanto Picles reclama de Pogo com Mr. Peanutbutter podemos ver que tudo no refrigerador é “baby” ou pequenino, incluindo “chicken fingers”, “baby carrots”, leite de hamster haha. Picles revela que gosta da música, mas acha falso o otimismo do Joey Pogo, ele é como o “oposto” de Peanutbutter? Os repórteres discutem sempre girando a mesa em lados opostos, Max quer focar em Sarah Lynn e Paige quer um artigo de Pulitzer sobre uma pessoa problemática. Quando Peanutbutter explica a tensão entre Picles e Pogo, Max acredita que ela está apaixonada, mas não quer admitir; Paige não acredita que ela deixaria o noivo que é tão porto-seguro, percebendo que estão falando de si mesmos…

Por ideia dos amigos, BoJack começa a enumerar todas as coisas que lembra ter feito errado – praticamente todas encontramos nos episódios das temporadas passadas, acrescentando as que Todd escreve no quadro, e as que Diane também adiciona; mas o cavalo está indignado por ter mudado para ser uma pessoa melhor e mesmo assim vem alguém querendo destruí-lo por algo passado, já que é outra pessoa após a reabilitação, e Todd questiona se ele realmente mudou. Finalmente Diane é abordada pelos entrevistadores por telefone, e fica sabendo que a história é sobre Sarah Lynn. BoJack acaba admitindo para as amigas que ele estava com a garota quando ela morreu, mas como deveria ser uma noite de celebração ele vai lá dar uma palavrinha para a galera do teatro e agradece porque este ano ele pôde ser o que gostaria.

Picles diz que pode mentir sobre criar uma conexão, mas não sobre sexo e avisam Peanutbutter e transam no refrigerador para acabar logo com isso, mas logo percebem que existe uma conexão real, e Pogo ainda precisa de um cuidador de redes sociais. Peanutbutter na verdade fica meio chateado, e num surto em que acha que estão se metendo na vida dele, acaba contando para os repórteres sobre uma noite em que BoJack estava bêbado e tinha lhe confidenciado sobre Sarah Lynn. Eles ficam entusiasmados que tudo se encaixa, e numa virada daquelas de filmes românticos, Max se declara para uma Paige que diz “claro que você me ama, todos me amam”. Ao final, Peanutbutter deixa Picles ir no tour com Joey Pogo e um carinha aleatório consegue tirar foto do “cãozinho triste”.

Paige liga para BoJack que antes já estava discutindo com as meninas o que deveria fazer, Diane opina que o mais difícil ainda seria o melhor, ser honesto e evitar ficar com medo pelo resto da vida, mas o cavalo acaba negando tudo pois não esperava que seria tão rápido! Diane vai embora, BoJack tenta escrever uma resposta digna para a imprensa, se entristece porque não importa quantos novos recomeços ele tenha, acaba mal e sozinho no final. Princess Carolyn conta como ele foi o maior amor da vida dela e primeiro cliente e gostaria que esta história tivesse um final feliz, BoJack então decide contar a verdade para que ela possa dizer à filhinha que o ajudou a fazer a coisa certa.

S06E12 – Xerox de uma xerox (Xerox of a xerox)

A notícia da vez é o envolvimento de BoJack na overdose de Sarah Lynn e ele deve participar de um programa de entrevistas cuja apresentadora, segundo as longas reclamações de Paige para suas damas de honra e irmã, é uma puxa-saco das celebridades. Diane tenta não ligar e diz para Guy que já sabe tudo o que vai acontecer, Carolyn tenta prepará-lo para que não pareça triste demais, Judah lhe dá uma caneca porque gesticular muito é considerado agressivo, Mr. Peanutbutter aparece citando Bruce Springsteen para pedir que cite ou não sua série “Birthday dad”, Todd menciona a nova garota – sim, a coelha que BoJack deu a dica do aplicativo de encontros em que só tinha Todd inscrito! – e Mr. Peanutbutter recebe uma mensagem de término oficial do namoro com Picles. Para a entrevista a tônica é BoJack sendo honesto, então simulam seu apartamento no estúdio para controlar a luz – claro – e ele admite que mentiu e errou, e agora está sóbrio, teve uma criação ruim e projetava personagens da TV como um xerox de outros criadores tão problemáticos quanto, e quando a entrevistadora Biscuits Braxby pergunta sobre a mãe de Sarah explorar sua imagem, o cavalo afirma que foi isso que levou à sua morte, tão assustadora para ele porque ela o lembrou de como ele mesmo era, e se pudesse, diria à mãe que ela nem pode imaginar o quanto ele sente.

Em Chicago, Guy confronta Diane porque ela nunca fala dos amigos famosos e ela fala que ainda não conhece o filho dele, então ele sugere já no dia seguinte. Quando vão na lanchonete de sempre, Guy sai para pegar umas fritas e Sonny diz que o pai gosta de ajudar as namoradas que quando ficam boas acabam deixando-o, e Diane acaba soltando que os pais vivem brigando e não vão voltar a ficar juntos…

Saindo da entrevista, BoJack sente que foi muito bem, que sentiu que podia ver a Matrix, Carolyn não parece tão extasiante, vão ter que esperar algumas horas pra ver o que vão achar; na manhã seguinte, BoJack é um sucesso, todos admiram sua superação, “Tchau Sad Dog, olá, Remorse Horse!”, e quando o pinguim Pinky pede para fazer uma parte 2 porque isso foi ótimo para seus negócios, BoJack gosta da atenção renovada, acha que está ajudando outras pessoas viciadas. Só que Paige Sinclair faz uma visitinha à entrevistadora, que confessa que as celebridades a procuram para aparecerem bem, e Paige afirma que com as redes sociais ela precisa mudar de estratégia e honrar sua profissão como jornalista. Então, nesta outra entrevista, ela pega mais pesado, faz várias perguntas relacionadas a detalhes sórdidos e bem pessoais que necessitariam uma vasta pesquisa (ou ver todas as temporadas da série!), em parte porque Sinclair a ajudou entrevistando um bêbado ex-terapeuta de BoJack. É um desastre, Princess Carolyn não está nada contente, diz para ele aproveitar as poucas horas que lhe restam antes de mudar a vida por completo, ela avisou que uma entrevista era o suficiente…

BoJack para numa casa para comediantes stand-up, relembrando a marca na parede que Herb fez para ele na época em que ainda não tinham começado o show para a TV, que BoJack ficaria imortalizado mesmo sem ter estrela na calçada da fama ou estátua de cera, hehe (e Malibu é para os famosos? Beverly Hills é só para os idiotas?). Muito apropriado que na parede do lugar estejam vários nomes assinados, incluindo Aaron Long, meio que o criador da série – será que os outros são de pessoas reais que ajudaram a fazer a série por todos esses anos? Lá dentro, as fotos de alguns comediantes: Whopi Goldfish (peixinho dourado!), Ali Wong grávida, Sarah Silverfish (referência à Sarah Silverman…), Robin Williams (robin em inglês é um pássaro mesmo, então o nome não muda!), Billy Goat Crystal (transformaram a cara dele em bode, ehe), entre outros, inclusive alguns nomes que fazem parte do elenco de dubladores.

Todd e Maude (fofinhos, os nomes combinam!) estão vendo TV e ela começa a falar que ele não precisa mais ficar à mercê no sofá dos outros, a boa ideia que tem é de comida, mas ela sugere diretamente morarem juntos.

Carolyn volta para casa onde Judah está cuidando de Ruthie – enrolada em plástico bolha e Judah tem uma placa no peito para evitar se machucar com seus espinhos!

Diane acaba não aguentando e vê uma parte da entrevista com Biscuits, em que BoJack finalmente admite que é uma pessoa que sempre colocou suas próprias necessidades em primeiro lugar e no caminho foi machucando outros.

S06E13 – O unicórnio chifrudão (The horny unicorn)

Ficamos sabendo pela conversa não mutada dos atendentes de dhrive-thru de uma rede de burritos que BoJack teve que fazer um acordo com a família de Sarah Lynn pagando milhões e se tornou um dos homens mais odiados da atualidade… Até mesmo no centro comunitário, na reunião de AA, o pessoal demonstra seu desgosto por ele, e surge um cara que quer patrociná-lo, Vance Waggoner, que até Charlie Sheen achou um pouco demais! Ele deixa seu número para BoJack ligar, que de cabeça para baixo dá para ler peitos (?).

Todd tem a ideia de cuidar de outros filhos na empresa da Princess Carolyn e anuncia que vai se mudar e morar com Maude, não existe irmã gêmea cheia de filhos, mas coelhos tem muitos filhos, como vimos os quadros cheios de coelhinhos no episódio passado, hah! Eles se mudam para um prédio chamado “Lapin Place” (lapin = coelho em francês!), Maude brinca que não sabia que o namorado é “butter” e Todd diz que está “on the roll” (que ele está numa onda boa, ai, essas piadas com comida…); Todd liga para Chavez para dizer que não tem mais nada a provar para a mãe e acaba convidando-os para uma festa sofisticada sem ter nem móveis! Judah ajuda Todd explicando que nessas situações, ele sempre pensa o que Todd faria, “Todd, você conseguiu de novo!”

Diane teve seu livro publicado e agora Princess Carolyn quer saber sobre a continuação, embora Diane tenha vontade de escrever algo mais sério. Um coelho cansado passeia com um carrinho cheio de coelhinhos em frente ao prédio em que Diane mora e Sony está lá jogando video-game com os amigos, afirmando que nem liga para o livro estúpido dela para garotas otárias. Mais tarde, Diane mesma está jogando e Sony faz algumas observações sobre o livro, incluindo partes que parecem reais, e pergunta quando sairá o próximo.

BoJack está em casa comendo Boarritos (boar = javali!), vendo o canal T-Bee-S (apresentado por abelha, claro! E a dubladora se chama Samantha Bee haha), quando o contador Jaz e o advogado Chaz ligam, ele está sendo processado pela marca famosa xerox, e não tem os 100 milhões, então venderam a casa dele! Ao sair, vê que recebeu uma carta de Hollyhock, mas tem medo de abri-la, implora por um emprego para Carolyn e acaba indo ficar na casa de Peanutbutter, já que está falido. A única coisa que conseguiu foi ser um extra, corpo morto na cena de guerra da série do Peanutbutter, que conta que depois vai à festa chique do Todd; então o cavalo acaba ligando para Vance, no diner todos olham feio e BoJack ganha um sanduíche mofado, começam a viajar sobre a ideia do pior unicórnio que seria BoJack caso ele tivesse chifre, Vance quer transformar isso num filme, em que o personagem diz tudo o que ninguém tem coragem de dizer e o cavalo precisa do dinheiro mesmo, precisa parar de se auto-castigar.  

Preparando os convidados que são atores sem emprego, Todd menciona algumas frases cosmopolitas como “smartfones tem deixado a gente ainda mais desconectado” haha, e a mobília também é do set da série, Peanutbutter traz a bebida favorita da Picles para a festa, já que não precisa mais dela. BoJack aparece, mas Todd diz que não pode arriscar nesta noite as coisas darem errado…

Ele fica com raiva porque o que ele pode fazer, desaparecer de vez? Dirigindo passando pelo Shark Shack (piscadela para os famosos hambúrgueres Shake Shack), Vance diz que sua filha, a única coisa que o mantém sóbrio, está com problemas, e convence BoJack a levá-lo até a universidade dela. Acaba que Vance só queria reclamar da curtida numa rede social e batendo boca lá fora, um rapaz aborda BoJack simpatizando com sua situação, vão até uma festa e o cavalo conta sobre uma celebridade das antigas, Lindsay Lohan; Vance deveria ser o “apoio” de AA, mas está levando uma garota para outro lugar… BoJack sai para finalmente ler a carta de Hollyhock, já que o celular dela dá número cancelado, acabando por voltar para a festa e com uma garrafa em mãos…

S06E14 – Angela

Angela Diaz, uma pessoa que conseguiu fazer com que BoJack traísse o amigo Herb que lhe deu o papel da sua vida num show que ele tinha criado, entra em contato porque quer conversar sobre algo com o cavalo. BoJack chega na casa de Diaz e ela reclama da idade, nem pode dirigir sua Lamborghini (estacionada na frente da bela casa com a placa “My Miura”), e pede para o cavalo pegar uma caixa que fica em um lugar alto. Dentro da salinha vemos prêmios e cartazes com referências a séries dos anos 90 – “Wool House” (em vez de “Full House”), “Fin City” (barbatana em vez de “Sin”), “Crowing Pains” (corvo em vez de “growing”)… Diaz tem uma caixa cheia de DVDs da série com BoJack e agora nem pode doá-los, ela acha uma pena porque foi um bom show e sente por Sarah Lynn que não será lembrada pelo programa. Depois comenta de uma investida do “The Cosby show” em que reeditaram tirando Cosby (!) e pretendem fazer o mesmo com o “Horsin Around” e para tirar o cavalo para que sejam órfãs ganhando sabedoria de tudo que está em volta (around), precisa dos direitos de BoJack, senão o povo não vai ver achando que ele está lucrando; em troca oferece um bom pagamento de uma vez só. Angela também dá a ele bebida de verdade, deixando-o fazer a dancinha do BoJack e comenta que ela precisava convencê-lo a não sair do show porque tinham descoberto que Herb era gay e precisavam demitir Herb, mas continuar a série. BoJack se enraiva, mas ela argumenta que acabamos fazendo o que dá ou é necessário em dado momento, ele vai embora levando o carro dela, alguns DVDs e bebida. Acaba voltando para sua antiga casa, invade, pega mais vodca, vai ver os extras e seleciona seu teste para o papel na série, quando Herb o acalma e ele faz uma cena boba sobre martinis e Herb comenta que sua vida está para começar…

Turtletaub oferece a Princess Carolyn a direção de um estúdio voltado para projetos feministas, antes que se torne viral um caso polêmico com um dos seus associados – que aparentemente todos sabiam que assediava mulheres; Carolyn é uma frigideira velha (dura, resistente…), de imediato pede ajuda a Judah para pesquisar títulos de filmes e outros dados, apesar de um momento antes estar questionando por que ele não a convidou para ver sua banda tocar, já que o escritório todo vai. Apesar de Judah querer ajudá-la a produzir o filme dos seus sonhos, Carolyn nem se lembra mais dos sonhos que teve um dia; Judah sente falta dela na apresentação, Carolyn vai até lá e ele saiu para trabalhar e a banda vai tocar versão instrumental. A gata volta para o escritório e encontra Judah, continuam trabalhando, mas ela pede que ele cante para ela, e a canção é totalmente a descrição de si próprio e uma declaração de amor (óin!).

Diane vai para uma noite de autógrafos, perto de onde se senta podemos ver ao fundo livros sobre relacionamentos entre animais haha, Guy liga irritado sobre a mulher ter conseguido o emprego que queria e se mudar com o filho para Houston, Diane diz que eles podem se mudar para lá e começam a mencionar coisas típicas de lá. Depois de assinar um livro elogiando os aparelhos de uma leoa marinha, fica sabendo que Mr. Peanutbutter escreveu um livro de memórias, liga para o cão que descobriu que esse negócio de escrever é a coisa mais fácil do mundo haha! Ele pergunta se ela já virou de Chicago e ela conta que vai se mudar com o namorado para Houston, que ele é o melhor “guy”. Diane conversa bastante com Peanutbutter, que percebe que ele nunca a deixou ser quem era, querendo consertar as coisas, e Diane fala que às vezes nos sentimos como a peça que não encaixa no quebra-cabeças e nos acostumamos com essa ideia, mas aos poucos passamos a confiar.

Todd ainda está tentando se reconectar com a mãe, que prepara o jantar, mas não dá as caras, e Jorge diz que ela se sente culpada, se pudesse ser o contrário, Todd ser salvo pela mãe… Então Todd inventa um sequestro, contratando Margo Martindale, e a mãe teria que entregar tortas, mas ela acaba passando mal; no hospital o diagnóstico é de crise de ansiedade e a mãe pede desculpas porque na época achava que estava fazendo a coisa certa ao mandar Todd para fora de casa, só queria que ele amadurecesse, e ele diz que sim, sendo que sua mais nova ideia é um robô para bebês movido à sucção das chupetas.

Enquanto isso, Margo é pega pela polícia, mas se safa no julgamento porque a diretora indie Nicole Holofcener a quer para seu próximo filme, cuja sinopse o juiz gostou.

Uma nota interessante do IMDB: no flashback de Angela, quando ela menciona a compra do canal pela Disney, ela defende Michael Eisner, que na vida real é o fundador da produtora desta série, The Tornante Company.

S06E15 – A vista do meio pra baixo (The view from halfway down)

O título deste episódio é uma referência a Stranger Things?

Estamos numa realidade muito estranha em que BoJack visita a mãe, vestida como ainda jovem, mas crítica como de costume; Sarah Lynn ainda criança o acompanha, uma pássara entrou sem ser convidada, Zach Braff é o mordomo, Herb ainda está saudável, Crackerjack, tio que ele nunca conheceu, também está lá, Curderoy até que morreu enforcado – BoJack ficava tendo sonhos com aqueles que já morreram, e decidiu se juntar a eles! Já no jantar, Sarah Lynn está adolescente, cada um ganha um prato que combina com si, BoJack tem pílulas; Crackerjack e Herb comentam sobre a pior parte da vida e perguntam a BoJack, que nota que a água tem gosto de cloro, além de ver uma mancha no teto pingando lá em cima. Sarah já está com cara de drogada na discussão seguinte, sobre sacrifícios serem bons e comenta a pior parte da vida que foi o tour sexy quando o próprio empresário soltou nudes dela. Herb e BoJack zoam o anúncio de perguntas, Curderoy pergunta da filantropia, Crackerjack diz que nunca matou nazistas, Sarah fala do seu videoclipe no espaço; chega o pai de BoJack na figura do cavalo corredor Secretariat, continuam com o jogo de melhor e pior, BoJack fala sobre o aluno que ele ajudou, o pessoal vai para o show, parte em que BoJack sempre acorda do sonho, só que não desta vez.

Sarah Lynn apresenta uma canção sobre a vida, não parar de dançar, terminando com o habitual gesto de prender o nariz antes de mergulhar. O ato seguinte é de Curderoy Jackson, que também se dependura e cai pela porta de vão escuro. Secretariat vai fumar com BoJack e comenta que não acredita nesse negócio de paz, como se fosse um presente por uma vida virtuosa, mas mesmo quem não faz nada de bom acaba no mesmo lugar… na conversa sobre todos quererem voltar se pudessem, o pai conta que ele se importava com tudo; BoJack comenta sobre acordar, para ver um corpo na piscina e interrompe o show de Zach Braff, de patins ele faz vários trocadilhos com seu nome para cair no vazio negro também. Secretariat também tem o mesmo destino, após declamar um poema sobre a “visão da metade de baixo”. BoJack tenta fugir, todos que sobraram argumentam que de nada adianta, ele pergunta se alguém já voltou desse lugar, Herb explica que é só o cérebro dele trabalhando do modo que acha ser necessário. A apresentação seguinte é uma dança da Beatrice vestida de debutante ao som do trompete de Crackerjack. Chega a vez do próprio BoJack, Herb se despede dizendo que não existe outro lado; BoJack tenta fugir do monte de piche, as hortênsias impedem a passagem como ervas daninhas que cresceram, a pássara de muitas caras me lembrou Coraline, BoJack tenta ligar para Diane, que diz que não importa mais, o que foi feito já foi, e o cavalo só quer então ficar no telefone falando com ela. Tudo escurece tomado pelo piche, enquanto ouvimos um bipe de monitor hospitalar quando a pessoa morre.     

S06E16 – Bom enquanto durou (Nice while it lasted)

Como um clipe musical que começa com o som do bipe, vemos a família chegando na casa arrombada e BoJack na piscina com pílulas, jornais noticiando que ele não morreu, vai ao tribunal, o menininho fica famoso, a mãe de Sarah Lynn ainda explorando a imagem da filha, no jornal que o Pinky lê está a notícia que o menino fechou com uma agência, vai ter um standup, participar de “Dançando com as estrelas” e fazer o tour do livro que conta sua jornada! BoJack vai para a prisão, com direito a organizar até uma peça de teatro com outros prisioneiros. Ao sair, quem vai buscá-lo é o fiel e sempre alto astral Mr. Peanutbutter, claro. Eles passam em um alfaiate para BoJack conseguir um terno, vão comer algo no diner, e desta vez ninguém sabotou o lanche do BoJack, mas pela conversa entendemos que é apenas para o casamento da Princess Carolyn que não perdeu os melhores anos da vida com ele, ela os está vivendo agora. No carro, Mr. Peanutbutter diz que está concentrado em si, seu programa continua o maior sucesso, as mulheres são como nos filmes de Christopher Nolan (doggie doggie what?!), ele conta da terapia e se pergunta se seus problemas são como Jim Carrey em “O máscara” (1995)*** – alguém me segure! No caminho eles param para uma coletiva, pois Peanutbutter ia devolver o “D” para Hollywoo, só que fizeram a letra errada! BoJack quer voltar para a prisão, acha que não conseguirá encarar as pessoas, Peanutbutter pergunta ao “Shawshank” (do título original de “Um  sonho de liberdade”!) o que acha que pode acontecer, o cão promete ficar sempre do lado do amigo, exceto se avistar Erika, haha.

Todd reencontra BoJack e o faz sair para verem os fogos com Todd nos ombros para uma vista melhor; o amigo incentiva a cada dia bater um novo recorde, e fala da canção para as crianças sobre dar uma reviravolta – BoJack não acredita que quem escreveu teve intenção existencialista, mas Todd afirma que a arte é sobre a interpretação das pessoas; BoJack não sabe diferenciar se Todd é um gênio ou fala bobagens, mas ambos concordam que foi “bom enquanto durou”.

Princess Carolyn produziu uma festa e tanto, com fogos de artifício e uma cena de investigação criminal, Judah está vendo papelada porque o casamento real aconteceu na semana anterior e esta é para o pessoal da mídia e para Carolyn se promover como produtora. Apesar de ela dizer que as pessoas tem memória curta quando BoJack comenta que achava que nunca teria chance de novo pois um ano atrás todos o odiavam, Carolyn pede para o amigo ir com calma, dançam e ele conta sobre ter imaginado que poderia acontecer algo desastroso, mas ele salvaria o dia convencendo Princess sobre sua felicidade bem merecida – diante das indagações bem argumentadas da gata, até que ele diz as coisas certas – e que isso demonstraria que ele próprio teria amadurecido; caso volte à cidade e precise de representação, Carolyn pode recomendar bons nomes.

Por fim, BoJack sobe no telhado e encontra Diane fumando. Conversam recapitulando vários assuntos, o que andam fazendo, ela continua com os livros para adolescentes, ele com a vida na prisão; como Diane ficou com raiva dele por muito tempo, ela ouviu a última ligação e achou que ele tinha morrido e se sentiu culpada, mas ele estava vivo; ela conta do então namorado que mudou para Houston e ela ficou em Chicago por um tempo e BoJack pergunta se não é mais namorado, ela mostra a aliança. Ela fala do medo que sentiu antes de voltar para L.A., reencontrar o ex, Mr. Peanutbutter, e BoJack, não reconhecer mais aquela Diane que vivia ali, compreender que algumas pessoas podem não continuar nas nossas vidas, mas ajudam a formar quem somos. BoJack conta de um episódio meio engraçado na prisão, sobre o filme “Tudo em família” (The Family Stone/ 2005) que sempre era o que viam, até que fez um acordo e sugeriu verem “Do jeito que ela é” (Pieces of April/2003) e agora só veem esse… ele sempre criando suas próprias enrascadas. Os dois falam da vida, que é uma droga, mas continuamos. E observam o céu estrelado, pois é uma noite boa afinal.

Daí vieram as Wachowski e estragaram tudo

Muito calor já antes da primavera e ninguém mais liga pra pandemia, que nada, vamu pra praia e fazer churrasco, e beber e talz. Algumas vezes na minha vida julguei que nasci em país errado. Eu queria ver Tenet, mas não sei se vai dar. Eu gostei do Festival de Veneza acontecer. E nem sei se cheguei a comentar por aqui, mas quando da partida de Ennio Morricone deste mundo, fiquei triste, sim.

Acho que durante essas quarentenas teve muita gente que conseguiu ver várias séries e filmes, principalmente por streaming, alguns conseguiram ir a algum Cine Drive-in (eu bem que queria, no meu aniversário, mas não achei um filme interessante o suficiente, fora outros fatores). Eu me pergunto se eu não tivesse a bebê pequenina justo nestes tempos o que eu estaria fazendo? Teria eu conseguido ver todos os filmes da lista interminável de filmes que preciso ver antes de morrer? Ou maratonado séries que sempre acabei deixando pra lá? Nos últimos meses a única coisa que consegui ver foi Crazy Delicious – uma série em que os competidores precisam de muita criatividade para trabalhar com pratos e ingredientes inusitados, e tudo fica tão fantástico, eu gostei bastante. Mas é isso. Não consigo mais ver um filme inteiro de “uma tacada só”, eu vejo agora por partes. Calma, não estou reclamando. Sei que este tempo passará e tenho que aproveitar ao máximo meu tempo com a baby agora, pois logo ela crescerá e nem vai querer mais saber de mim. Será que a gente vai ver algum filme junto algum dia?

Na verdade, teve umas semanas aí em que eu estava pensando sobre o arrependimento. Será que eu deveria mesmo ter me casado e ter tido uma filhinha? Eu nunca fui uma pessoa “querida” pelas crianças, talvez a vida do meu esposo tivesse seguido por caminhos melhores com outra pessoa do lado. Talvez eu não sirva pra isso. Talvez eu devesse ter tido coragem e escolhido ficar sozinha, só vendo filmes, trabalhando com qualquer coisa, sonhando até a morte em fazer cinema um dia?

Bem, eu não tenho muita escolha agora, tudo o que posso é fazer o melhor que posso. E talvez eu tenha que me conformar que o cinema funciona mais para mim como um alento, um conforto, um carinho para a alma. Nunca vou trabalhar com isso, mas de vez em quando pode me trazer inspiração.

Outro dia fiquei muito chateada com uma das irmãs Wachowski comentando que o filme Matrix tinha a ver com essa questão de gênero. Este blog tinha como capa a cena do gatinho preto, do déjavu, que eu sempre brincava comigo mesma, “alguma coisa mudou na Matrix”. Era um dos meus filmes preferidos na história do cinema, e daí, de repente, pra mim, vieram elas e estragaram tudo. Eu não ligo que elas tenham optado por outro gênero sexual (ou você pode me considerar aquele tipo de pessoa que não acha que é preconceituosa, mas é, e também não vou ligar). É que pra mim Matrix era muito mais que isso, sabe? Eu até escrevi um post considerando algo do budismo que eu relacionava ao filme. Pra mim, era algo transcendente, tinha a ver com nossa própria existência, constituição como seres humanos, era muito maior do que a questão de gênero.

Tudo bem, vai acabar ficando só como mais um filme. É parecido com o George Lucas que, pra mim, estragou a trilogia original do Star Wars. 10 anos atrás eu me empolguei muito com A origem do Christopher Nolan, talvez eu me arrependa de querer ver Tenet. Os tempos mudam, nós também, provavelmente. Ou simplesmente fazemos certas escolhas e daí não tem mais jeito, tem que lidar com o que tudo isso envolve.

Daí eu estava vasculhando os arquivos da minha memória afetiva para encontrar um filme que sempre morou no coração e nunca serviu de capa pra este blog. Algo que me fez pensar que a seção de Top 5 também precisa de atualização, e eu preciso ser mais honesta comigo mesma. Não vai ser Um corpo que cai que vou querer ver empolgada junto com a minha filha.

Eu quero que ela veja Hayao Miyazaki, O fabuloso destino de Amelie Poulain (quando já for adolescente), as aventuras do Spielberg ainda criança. O tempo pode ter passado, mas eu ainda continuo sendo uma comédia romântica. E o E.T., ao que parece, nunca vai deixar de ser um dos que mais me encantam (acho que o Spielberg não vai conseguir mais estragá-lo, será que vai?).

Repensando um trabalho audiovisual

Nem dá pra acreditar que já faz cinco anos que acabei largando aquela graduação em audiovisual. Esses dias eu estava de TPM, só pra contribuir com o que chamam de inferno astral, e repensando por que tanta exasperação na minha vida. Tipo, e se eu soubesse que nunca faria filmes, nem ganharia Oscar nenhum, que talvez eu simplesmente tivesse que me conformar que o cinema não é pra mim mesmo, como tantas frustrações já me demonstraram e eu nem quis ver (a última, um concurso para a canção Here comes the sun, mas eu nem fiquei pra baixo, não esperava nada mesmo, só foi divertido imaginar um clipe para essa que é uma das minhas favoritas dos The Beatles). Talvez, se eu pudesse voltar em algum momento do passado, eu diria “calma aí com o andor, que nem precisa de tudo isso não”. Eu acho que escolheria o ano de 2003, pra não fazer outro ano de cursinho para tentar vestibular para o curso de audiovisual na USP, e escolher fazer o curso de teatro e ir trabalhar com dublagem – o que imagino que seria um trabalho que eu realmente gostaria de fazer, e teria escolhido fazer o curso de Letras em japonês, não tendo que pagar a faculdade e aprendendo um idioma que, sozinha, não consigo mesmo aprender, para poder trabalhar com traduções nessa área. E não me exasperaria para ter aquela vida dos sonhos hollywoodianos, simplesmente me contentaria com isso mesmo, por que mais?

Sabe, eu não me arrependo de ter largado a facu de audiovisual, porque sei que não ia conseguir aproveitar bem mesmo, e não dava pra desistir do emprego, porque daí não daria pra pagar o curso, enfim. Mas lembrei de um dos primeiros trabalhos que um dos professores pediu pra gente, fazer um vídeo curto mostrando quem você é. Dia desses eu estava flertando com a ideia de fazer vídeos para postar no YouTube, e daí lembrei. Na época, fiz algo que a maior parte dos outros alunos tinha feito, mostrando coisas que eu gostava, no meu quarto, que pra mim também significavam momentos da minha vida.

Mas se eu fosse refazer esse trabalho, acho que pensaria diferente. Talvez abriria com um close numa tela de computador como se estivesse sendo escrito um roteiro.

INT. ESTÚDIO DE PROGRAMA DE ENTREVISTAS – DIA –

E então eu mesma apareceria, imaginando estar sendo entrevistada, “Tá brincando, né, me definir em uma palavra?” Porque não existe só uma palavra que possa definir a gente, não é mesmo?

Entraria então um cantarolar “You may say I’m dreamer, but I’m not the only one” – sim, essa famosa Imagine do John Lennon é uma das minhas canções prediletas, junto com What a wonderful world do Louis Armstrong, eu posso ser bem piegas assim. Ou, digamos, bem clichê. Mas me define bem: uma eterna sonhadora.

Talvez poderia aparecer eu abraçando minha gata, ou meditando ao lado de uma imagem de Buda, não muito mais do que isso.

Pensando bem… Mesmo depois de tantos anos acho que continuo sendo essa mesma pessoa (isso é triste?). Claro que a gente vai ganhando experiência com o tempo e tem que ceder em alguns pontos, claro que eu não imaginava a minha vida assim aos 38. Mas ainda choro com alguns filmes, ainda sou bem “na minha” – muito gente por aí entediada com tanto tempo em casa. Eu gosto, na verdade. Minha aflição maior é de não ter tempo pra fazer algumas coisas que eu gosto. No meu aniversário, por exemplo, eu só queria ver um filme, escrever e comer um pedaço de bolo de chocolate. Não consegui nenhum dos três. E pra “ajudar” eu ainda estava sofrendo com resfriado no dia anterior!

É que agora eu tenho que cuidar de uma outra pequena, né… Pra quem vê de fora, pode parecer algo simples, mas ela me toma o dia inteiro, e entre fazer os exercícios (inclusive de fisio), fazer e dar papinha, fazer e dar o leite, trocar fralda e dar atenção – não, ela ainda não fica sozinha brincando, se sente abandonada apenas com 5 minutos! – fico bem cansada no final do dia.

Tudo bem, eu já havia pensado anos atrás que não podia querer mais nada desta vida. Significa que eu estou de sobrevida, que deverá servir para me dedicar tão somente à essa nova vidinha que trouxemos a este mundo. Para que ela fique bem e seja capaz de aproveitar esta experiência terrena da melhor forma.

Então fica aqui meu post aniversário. Não pude sair por aí como em outros anos, e não foi só por causa da quarentena, não tentei coisas mirabolantes ou aproveitar ao máximo numa auto indulgência tirando o dia só pra mim e pra fazer só coisas que gosto. Mas tudo bem. Esta já não é a idade pra isso. Entro na minha era de sobrevida, algumas coisas a gente tem que deixar, se desapegar, pra cuidar de outras que também importam muito.

Ainda sonho? Claro que sim. Ainda acredito que cada um pode fazer sua parte para vivermos num mundo bom. E gostaria de compartilhar coisas boas, contribuindo para expandir a positividade nesse sentido de um mundo melhor. Mas calma aí nesse andor, tenho consciência de que a gente acaba fazendo o que dá, né. E tudo bem.

Orgulho LGBTQI+ e uma comédia romântica

Então parece que este mês é do orgulho LGBTQI+ – e confesso a vocês que eu, na minha perdida da década, tinha é parado no LGBT e nem sabia que a sigla tinha crescido. Este mês de junho geralmente São Paulo seria uma cidade que veria a famosa parada, que já foi cenário até daquela série de grande produção das (hoje) irmãs Wachowski, Sense 8. Série que tem umas cenas bem picantes, por falar nisso, tem personagem lésbica e trans, e tudo o mais, e levanta a bandeira com todo o orgulho, o que não é de se admirar, considerando as criadoras. Este ano não vai ter parada, mas me peguei, através do cinema, relembrando desta época de uma maneira um tanto inusitada: por uma comédia romântica! Quem diria!

Eu adoro comédias românticas, deveria escrever um longo post só sobre as minhas favoritas, quem sabe, mas admitamos que a maioria dos exemplares desse “gênero” pode trazer uma narrativa bem convencional. Na maioria das vezes é o cara e a garota, que se conhecem, tem algo que impede ficarem juntos e no final, é claro, ficam juntos. Dentro do panteão das comédias românticas, tem uma que eu queria rever e por acaso quando eu fui procurar ia passar no Telecine e eu pude assistir – assim, de gracinha, ó deuses do cinema, vocês devem se divertir ao me ver ganhar de presente os filmes assim e ficar tão feliz.

Só tinha uma vaga lembrança dos tempos de pré-adolescente, mas Alguém muito especial (Some kind of wonderful / 1987) ***  me surpreendeu agora que sou bem adulta. E não é que os diálogos não são os habituais previsíveis, nem soam forçados ou elaborados demais. E o filme não envelheceu mal em seu tema, sendo mais sensível do que poderíamos esperar. Tem uma garota que é um estilo meio punk-rock, mas que se apaixona pelo melhor amigo, que por sua vez se interessa pela garota mais linda e popular da escola. Sim, a trama é a mais velha do mundo, mas é um filme escrito pelo John Hughes, minha gente! Esse cara que teve ótimos momentos de roteirista, principalmente retratando a juventude de uma forma mais real, relacionável e não menos cool do que muitos por aí, gerando alguns dos melhores filmes para esses jovens anos 80 (incluindo eu) – hello, Curtindo a vida adoidado (1986)****, Clube dos cinco (1985)***!

Daí, hoje eu estava vendo uma lista de frases que provavelmente a gente já ouviu alguém dizer, ou talvez nós mesmos digamos, nesse tema LGBTQI+… que nós temos que parar de dizer. Não é que me lembrei dessa comédia romântica dirigida pelo Howard Deutch. Aliás, um adendo divertido a se notar: o cara se casou com a Lea Thompson, que faz a menina mais linda do filme (e a mãe do Marty Mcfly, só pra constar), e eles tiveram uma filha que hoje em dia… faz comédias românticas! hahaha. Voltando ao filme e ao tema em questão, a personagem da Mary Stuart Masterson (a melhor amiga Watts) é questionada em determinado ponto sobre usar cuecas, no vestiário feminino. E o próprio amigo vivido pelo Eric Stoltz comenta com o pai que ele não é lá muito popular, tendo uma amiga homossexual. Ou seja, ele mesmo acha que a menina, com esse jeito dela, não sentiria atração por um homem.

Não é quase que uma subversão que Watts realmente seja apaixonada pelo amigo? É John Hughes jogando (mais uma vez?) na cara de todo mundo que não importa os estereótipos que possamos ter inculcado na nossa convivência social, jovens são (e devem ser) livres para experimentar e para se descobrirem, se divertindo no caminho. E daí que ela se veste como um menino, fora do padrão para a época?

Por trás daquelas frases que a gente tinha que parar de dizer na lista havia exatamente esse conceito. Temos que parar de esperar um “padrão” para aprender a respeitar a liberdade de escolha e orientação de cada um. Tinha aquelas frases típicas, como parar de falar “voz de traveco”, ou mesmo que “só porque é gay não precisa dar pinta”, “você não parece gay”, “que desperdício!”, entre outras. Diz aí, John Hughes já cantava essa bola muito tempo atrás.

E o filme ainda tem alguns outros pontos a favor. Aquele carro velho da Watts é ótimo! E a menina popular pode sim ser sua amiga. E a irmã chata pode sim se sensibilizar quando parece que você vai se dar mal. E o valentão pode sim ser um artista. É um filme de comédia, mas seus personagens não são planos, o que faz toda a diferença. Taí, eu nunca ligaria esse filme à esse tema, mas são por esses momentos surpreendentes que mais nos divertimos no cinema, e na vida, não?

May the 4th, live with you

Ufa, anda bem difícil postar algo aqui no blog, hein… O mês de maio já passou e nem postei mais. Comecei maio terminando de ver todos os filmes da franquia Velozes & Furiosos, porque não tinha assistido a nenhum inteiro e queria ver o que poderia ser que faz o pessoal gostar tanto desses filmes. Até que são mais divertidos do que eu tinha pensado e estava até preparando post sobre isso, mas não saiu.

Daí, como dia 04 de maio é o “dia Star Wars” (que a força esteja com você!), eu pensei em aproveitar que o Amazon Prime Video tinha disponibilizado todos os filmes para pegar e maratonar em ordem cronológica. Porque eu, nascida no início dos anos 80 (mas sem me considerar muito millenial), fui assistindo conforme os filmes foram lançados e nunca peguei na “ordem certa”. Aliás, perdi o último, A Ascensão Skywalker, porque na sessão de Os Últimos Jedi eu passei mal e acabei nem indo atrás para ver o que tinha perdido. Sei lá, depois do Han e da Leia terminarem daquele jeito, eu fiquei ainda mais desinteressada.

Vejam bem, nem de longe sou fã, se bem que eu gostava bastante como entretenimento, principalmente da primeira trilogia lançada, lá pelos fins dos anos 70, quando aqueles efeitos especiais nos empolgavam – e ser um jedi sob a batuta do Mestre Yoda também. Sim, o carinha é baixinho, mas muito poderoso, e quando eu morei na Disney eu até comprei uma camiseta com os dizeres “Size matters not” (tamanho não importa!) – já que sou pequenina também, como um hobbit. Sem falar que há certas coisas da narrativa que tem a ver com budismo. É por algumas dessas coisas que gosto de Star Wars, e quando mais jovem, eu imaginei a minha própria versão de como Anakin teria sucumbido para o lado negro de Darth Vader.

Eis que, apesar de nunca ter acompanhado outros desenvolvimentos relacionados a esse universo – na TV ou pela internet, eu me deparo no final do ano passado com a onda de memes do Baby Yoda. E que vontade de ver The Mandalorian, só por causa dessa figurinha. Jon Favreau continua me surpreendendo, mostrando-se um cara que gosta das mesmas coisas que eu, após ter trazido pro live action heróis, o Balu cantando e nadando no rio e o rei leão, claro. Acabei não assistindo a série, mas é realmente tão fofinho. Então, embora já tenha passado uns seis meses desde o montão de memes e a polêmica do James Gunn comparando forças com o Baby Groot, talvez todos já tenham enjoado, mas eu continuo achando muito divertido. E agora posso incluir a minha Baby na brincadeira, provando mais uma vez que o cinema e seus derivados continuam animando a minha vidinha pessoal, que seria muito mais medíocre se não incluísse essas expressões da sétima arte.

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Aliás, eu postei no Instagram no dia 25 de maio, que só pra deixar registrado por aqui, é o chamado “dia do orgulho geek/nerd”, ou o “dia da toalha”, tributo ao Douglas Adams e seu Guia do Mochileiro das Galáxias. Bem apropriado, não? Sim, a vida pode ter os seus perrengues e não anda lá muito fácil, mas eu sempre me divirto assim!

Fora isso, tantas coisas aconteceram nas últimas semanas no mundo, não? Continuam as polêmicas com o nosso brasileiro presidente e mais trocas de ministros, pessoal já desistiu de levá-lo a sério? Tivemos astros do basquete lançando desafios, modas das máscaras, gente se reinventando para poder ter um dinheirinho e sustento, pessoal que já nem leva a sério mais o isolamento (também, olha a bagunça deste país!), honestamente eu fico envergonhada de ver esses números de casos e mortes pela covid-19 comparando com outros países… mas, como sempre, nós só podemos fazer a nossa parte, né? Continuando a ter esperança pela ampliação de mais consciência e ações.

E isso também vemos aí nesses últimos dias de protestos contra racismo – gente, essa discussão já faz séculos, e não resolvemos isso? Pra ver como a humanidade pode ser devagar mesmo. Eu tive vontade de fazer um meme com o cavaleiro negro de Em busca do cálice sagrado (1975)***, do Monty Python, “Yes, black lives matter!”. Mas sei que ainda é uma questão muito delicada para muita gente e talvez não fosse bem visto, não ousei. Como eu tinha falado num post anterior, eu só estou meio empolgada agora com memes porque perdi esse bonde, mas esta bobagem minha deve passar logo, não se preocupem.

Já os posts da websérie Comedians in Cars Getting Coffee eu até poderia continuar, vi mais episódios, mas acabei dropando. Isso porque nossa “rotina” ficou ainda menos rotineira, a bebê está sem horário para leite ou para dormir, gostaria de fazer ela dormir sem ser no colo, não tenho conseguido dar as papinhas de frutas recomendadas pelo pediatra, tem sido difícil marcar consultas nas condições atuais. Finalmente achamos uma neuro pediatra “decente”, temos que ir atrás ainda de hematologista, fisioterapeuta, cardiologista e ver onde o nosso plano de saúde cobre exames… É bastante coisa, fora que eu também ando precisando ir ver alguns médicos – fazer óculos novos, meio que relaxei por completo em relação à diabetes, e os acompanhamentos de praxe, dentista, ginecologista e o problema no meu braço que já não vira mais pra trás… ai, ai, lástima.

Quanto aos filmes, seria até interessante aproveitar o YouTube para ver clássicos do cinema que estão disponíveis na íntegra por esse meio, não? E como seria legal a gente poder ir num desses drive-in, parece que a moda tá voltando, eu via nos filmes isso e queria tanto que tivesse no Brasil! Mas nem os shows pirotécnicos na Disney que dá pra gente ver agora online eu vi. Então nem me pergunte o que achei daquele lançamento no Netflix, eu vi só A morte lhe dá parabéns (Happy death day/ 2017)***, descaradamente bebendo da fonte de (homenageando?) um filme bem simpático, Feitiço do tempo (Groundhog day / 1993)***, naquele momento em que todo mundo de repente decidiu fazer algo parecido. Até que achei bem aproveitado, o diretor é do mundo dos filmes de terror, tem umas partes engraçadas e atores bem carismáticos, a cada morte a narrativa vai acrescentando mais, claro que a personagem principal vai percebendo que tem que mudar, mas eles não enrolam muito e ela conversando com o carinha legal Carter, aos poucos percebendo como podem se dar bem e tem a questão da relação com os pais, não é chato de ver não; mesmo já prevendo quem era o assassino, até que o filme dá umas boas voltas na gente e nos deixa curiosos, afinal.

Se eu me interessei por Space Force? Oh, man. Eu assisti a várias temporadas do The Office rachando o bico, antes do Michael Scott sair. Mas honestamente, não me pareceu que vai ser tão divertido ver este; quis é ver o Some Good News do Krasinski, que não vi quase nada, talvez ainda confira.

Algo que peguei e fui rapidinho até o final foi Upload, o piloto é mais comprido, mas os outros episódios não duram mais que meia hora. Aliás, também é do Greg Daniels, um dos criadores do The Office norte-americano e do Space Force. A série está disponível pelo Amazon Prime, com a premissa de um dos episódios de Black Mirror que foi um episódio não tão desagradável, sobre a possibilidade de morrer, mas deixar sua mente viva com um avatar em um universo digital. No caso de Black Mirror, brincam com o tempo, com visual anos 90 e outros, por exemplo, e uma mulher procurando outra, mas as duas sendo apenas duas em milhões de pequenas memórias. Em Upload, desenvolvem a ideia, as pessoas podem escolher terem essa versão digital pós-morte em diversos lugares, um negócio lucrativo pra muita gente. Há os “anjos” que são como assistentes técnicos pessoais de cada convidado, o nosso personagem principal é um bonitão cuja namorada paga pelo seu upload em um hotel à beira do lago, aos poucos descobrindo que sua morte não foi acidental, e nós vamos descobrindo diversos detalhes desse universo. Os A.I. são uma ideia interessante, e quem não pode pagar pode ficar paralisado em um outro lugar que só tem capacidade de 2 GB… Ótima sacada um labrador servir de terapeuta; ver memórias num capacete que parece de salão de beleza me lembra outros filmes; há a questão do sexo com uma roupa virtual e como faz quando a pessoa morre ainda criança – todos os outros aqui fora envelhecem, mas ele não; seria possível um romance entre alguém vivo e um upload?; ótimo que o milionário é que vença a caça ao tesouro! O episódio em que vão para a “grey zone” e conseguem códigos ilícitos é outro bem inventivo. O carinha que faz o amigo Luke tem um jeitão bem engraçado mesmo. A atriz que faz Nora é bem bonita à sua maneira, sendo que o contraponto do carinha real que o aplicativo indica uma boa combinação só dá mais sentido para ela acabar se engraçando com seu “cliente”. Assim como em Matrix (1998)****, a vida real pode ser bem cinzenta nas cores, nas roupas, e com uma fotografia não tão perfeitinha de comercial de margarina. Não achei tão interessante a noite do funeral como se fosse uma festa, mas gostei da prima gordinha detetive, no diálogo com o caixa automatizado de uma loja de conveniências. Eu encararia uma segunda temporada, hein!

Bem, este junho não vai ter festa junina pra gente, embora alguns lugares estejam planejando lives por aí… E algo recorrente deste ano continua: não faço muitos planos. Vou encarando as dificuldades conforme surgem e procuro não criar muitas expectativas. Assim, sabe-se lá o que vou conseguir este mês, ver alguma comédia romântica, com certeza, ou tocar uma música no ukulele? Talvez nada, só de conseguir médicos para minha bebê eu devo me dar por satisfeita. Apesar de tudo, o cinema continua a me animar, me acalentar, me acompanhar, da forma que der…

Avenida Brasil

No último dia 1º de maio terminou a reprise da novela “Avenida Brasil” da Rede Globo. Por acaso, a novela foi exibida originalmente em 2012, e foi em 2012, dia 1º de maio, que meu avô materno faleceu. Fiquei pensando se talvez tenha sido parte da razão de não ter acompanhado a novela na época. Essa foi uma das novelas de maior sucesso do canal, imagino eu, muito popular, a ponto do país parar para vê-la – coisa que eu me lembro de ter visto só no último capítulo de “A próxima vítima” (mas devem ter existido outras ocasiões semelhantes, sendo os brasileiros noveleiros como são).

A bem da verdade, no entanto, desde que eu comecei a faculdade eu perdi o hábito de ver TV. Já não me era muito interessante na época do cursinho pré-vestibular, daí eu trabalhava e ia direto pra faculdade à noite, sem tempo algum. Depois de formada, simplesmente não me interessava mais, eu preferia ver algum filme no pouco tempo disponível. Mas este ano parece que eu me reaproximei da TV, estando lá no hospital o dia inteiro, só indo pra casa algum dia do final de semana, e cansada até para ver as coisas baixadas no computador para ver offline. Não que eu acompanhasse algo realmente, às vezes tinha alguns minutos livres e daí comecei a ver algumas cenas do “Vale a pena ver de novo”. Xenti, aquela cena em que a Nina é enterrada viva, hein?!

Voltando para a casa, continuei assistindo aos episódios, exatamente porque eu tinha perdido da primeira vez. E que sorte a Globo tem de passar um sucesso desses em épocas de quarentena! Com certeza deve ter marcado mais uma vez uma alta audiência noveleira desses últimos tempos, em que imagino que muita gente prefere mesmo é os canais de streaming – que dá pra pausar e voltar quando quiser, e nem precisa perder tempo com as propagandas. Embora, aham, eu sou como a Lorelai, aproveito esses tempinhos pra ir ao banheiro ou pegar algo pra comer…

A Globo sempre tem uma produção caprichada, mas a impressão que me ficou foi que esta novela, em particular, foi uma das primeiras a parecer com coisa de cinema. Talvez principalmente por uma fotografia mais rebuscada; hoje já virou lugar comum de todas as outras novelas, mas lembro que na época eu tinha me impressionado com isso. No modo de usar a câmera, os enquadramentos e as luzes. Pra mim era como uma pequena revolução, assim como foi The Office (a versão americana) pra mim, bem diferente das sitcoms dos anos 90, hein.

Revendo essa fase final da novela, constato essa primazia, e como a direção de arte é bem feita também, com poucos deslizes. Talvez os brasileiros nunca tenham ido ao lixão antes numa novela, e por que não acompanhar um ex-craque de futebol e outros futuros promissores jogadores, no chamado país do futebol? Super bola dentro. Fora a trama principal de vingança, que cria aquele suspense e faz o público torcer – o melhor cenário para uma novela – o autor conseguiu criar personagens memoráveis, se aproveitando do carisma de diversos bons atores. A direção foi acertada naquela dinâmica familiar dos jantares na mansão, com um falando em cima do outro; diversas cenas em que um não deixa barato para outro personagem; e apesar de um ou outro estereótipo, como foi divertido acompanhar! Até mesmo o núcleo mais cansativo, na minha opinião, do Cadinho e suas três mulheres. Todo mundo sempre vai lembrar que, caretices à parte, a maria chuteira podia ficar com um suposto gay filho de uma ex-atriz pornô e um rapaz simples do interior formando um “casal de três”… E o pessoal do salão da Monalisa; a Tessália, morenaça que é claro merece o Leleco ou o rapazinho sonhador lutando por ela; o bar do Silas, como tantos bares existem neste país pra ver um jogo de futebol; as empregadas Zezé e Janaína, cada uma com seu jeitinho e que também representam a classe trabalhadora – aliás, uma empregada se vingando da patroa perua bruaca? Como não dar certo?; a Lucinda mãe do lixão e o Nilo loucão que poderia muito bem representar um mendigo que você aí já viu por alguma rua de cidade grande, meio louco, com barba e cabelo por fazer; o casal de pilantras Max e Carminha menos melhores que Bonnie e Clyde. Claro que a Carminha da Adriana Esteves foi um show à parte, o Brasil vibrou com ela, para o bem ou para o mal, mais até do que torcer pra Nina conseguir se vingar e ficar com o Jorginho – aliás, ouso dizer que teve uma hora que a gente até já se irritou com a Nina, por não acabar logo com tudo, mas daí valeu a pena porque vimos a Carminha rebatendo nas suas jogadas estratégicas e virando o jogo, haha.

Da trilha sonora nem precisamos falar, porque música de novela vai tocar direto nas rádios, lembro bem essa época em que todo mundo cantava o “oi, oi, oi”; “tchu tchu tcha”; “assim você mata o papai”… Por falar nisso, a outra versão, “Vem dançar kuduro” está na trilha sonora de “Velozes e Furiosos 5” (2011)***, o filme da franquia que se passa no Rio!

Com uma narrativa cheia de reviravoltas e um monte de casais formados (mesmo na vida real!), o autor foi abençoado com atuações boas e marcantes, e conseguiu mesmo levar o público, prender a atenção, apesar da longa duração das novelas no Brasil. Quando fui para o Japão, em que as novelas, os “dorama”, tinham a duração das estações, é que percebi como são longas nossas novelas!

Eu costumava acompanhar mais delas quando era criança, talvez por ter mais tempo pra gastar diante da TV, então é difícil eu defender novelas por aqui. Lembro de ter gostado muito de “Rainha da sucata”, “Mulheres de Areia”, “O Rei do Gado”, “Quatro por quatro”, entre uma ou outra das 7 também, além de Ana Raio e Zé Trovão do rodeio e a Juma do Pantanal, e as mexicanas do SBT, claro. Mas esta daqui realmente valeu a pena ver de novo, dentro desses anos mais recentes, em que nem acompanho nada, valendo assim um registro. Pra provar que quando uma história é bem contada, bem apresentada, é como a magia do cinema acontecendo, mesmo que seja para a telinha.

A perdida na década (e alguns pedidos de desculpas)

Talvez por estar assistindo à web-serie do Seinfeld, esses dias eu estava pensando em como parece que eu me perdi nesta última década. Quer dizer, me parece que houve um momento de boom dos comediantes stand up no Brasil e eu perdi (ou sempre existiram de monte e eu é que só notei depois de surgirem várias apresentações em canais na internet e shows no Netflix? Talvez, né, principalmente no Ceará. Só ainda não se chamava stand up).

Tenho a sensação estranha de que em algum momento eu fui congelada ou paralisada quase que como numa dessas máquinas de filmes de ficção científica, pra de repente acordar e ver que várias coisas mudaram. Como se eu tivesse perdido a última década. O que foi que aconteceu entre meus 25 e 35 anos, quando supostamente eu deveria estar no auge físico e intelectual da minha vida?

Eu perdi a época em que todo mundo começou a fazer seus próprios vídeos e postar online. Eu perdi a transição da popularidade do Orkut pro Facebook e então Twitter e Instagram. Eu perdi os 7 gols da Alemanha numa Copa no Brasil (!) e as Olimpíadas no Rio!

É claro que entre 2010 e 2020 eu devo ter tido alguns momentos importantes aqui e ali (no meu mundinho), mas sinto como se eu estivesse acordando pro mundo de novo, ao ver mais notícias e poder pesquisar mais sobre cinema, por exemplo, ler, até estou vendo alguns vídeos no YouTube, gente!

Este realmente está sendo um ano muito atípico, mas sinto que me fechei em um casulo por muitos anos e o que aconteceu? Por que eu não consigo seguir e postar em redes sociais como todo mundo? Já não conheço tantos nomes de diretores e atores na ativa. Eu caí do bonde que seguiu e agora peguei outro querendo sentar na janelinha.

Na verdade, o título deste post deveria ser um pedido de desculpas. A todos os amigos de quem acabei me afastando e todos os novos conhecidos com quem acabei não aprofundando a amizade – simplesmente por não ter conseguido acompanhar as redes sociais, não ter conseguido equilibrar o trabalho e dedicação no templo com a vida “aqui fora”.

Sei que o Keanu Reeves é uma das celebridades que não tem contas em redes sociais, então talvez eu também não deva me preocupar muito? Simplesmente aceitar que sou essa pessoa meio ermitã? De fato, se eu conseguisse casar com o DiCaprio, acho que faria igual à esposa do Walt Disney ou ao Terrence Malick e não daria entrevistas.

Também poderia pedir desculpas ao grande amor da minha vida (sim, o cinema), se bem que no meio desses últimos dez anos teve o momento de tentar realizar aquele velho sonho de estudar cinema – que não foi lá muito bem sucedido, exceto pra eu achar que realmente não dou pra coisa.

Mas por quê, não é mesmo? Eu desisti do curso porque vi que não conseguiria me dedicar aos projetos e contribuir em equipe, devido ao trabalho. Mas era um impasse: se eu não trabalhasse, não poderia pagar e continuar o curso.

Então por que raios fiquei com a sensação de que tinha desistido da minha vida? Foi apenas algo que (não) aconteceu. Eu também podia pedir desculpas por todos os textos que não escrevi, sendo que é algo que gosto muito, mas estava sempre ocupada e cansada…

Não que tenha sido de todo ruim, nesta última década eu viajei e tive boas experiências. E agora que já até casei e tive filhos, completando o que acho que seriam as principais experiências que eu deveria viver nesta vida humana, fico pensando que não preciso realmente fazer mais nada, posso ter um emprego qualquer pra me sustentar e passar o resto dos meus dias contente por tudo que já tive oportunidade de viver.

E quem sabe, me deixando relevar a mim mesma, relaxando e estando mais tranquila, finalmente eu chegue a escrever aqueles roteiros? É, como eu disse, o cinema é o grande amor da minha vida, posso me afastar um tempo, mas até o final dos meus dias vai sobreviver essa vontade no coração de imaginar, inventar e contar histórias. Só que agora sem sentir que “preciso” fazer isso, simplesmente fazer isso porque é algo que gosto.

Nossa passagem aqui é tão rápida, pra não fazer o que gostamos. Nem sei bem onde foram parar os últimos anos, entre momentos de depressão e conformismo. Cá estou, nesta crise de meia idade para esta última década. E pra você? Como foi 2010-2020?

Quando criança, sonhava com uma vida tranquila, sem passar necessidades, escrevendo histórias. Também sonhava com o dia em que a sociedade daria mais valor aos profissionais de saúde e educadores, que pensássemos mais no meio ambiente e começássemos a salvar o planeta, que mais pessoas pensassem mais no próximo, inclusive com ajuda aos mais necessitados, e aos poucos poderíamos ter uma sociedade mais justa e menos desigual, por conseguinte, com menos crimes e violência – me pergunto se agora com as quarentenas as taxas de criminalidade também diminuíram?

Na verdade, surpreendentemente, me encontro hoje ainda com muita esperança! Que venham as próximas décadas e o futuro. E que venha um futuro melhor.

CICGC – week 4

Acabei não postando no último final de semana, mas continuo assistindo aos episódios de Comedians in cars getting coffee. Estou vendo os episódios aleatoriamente, começando por alguns nomes da comédia que já conheço. Todos os carros que o Jerry escolhe são bem únicos e cada episódio começa com uma breve explicação sobre eles. Os locais em que vão tomar café também são diferentes a cada vez, engraçado que Jerry não tem medo de ser franco e se mostrar um chato – no episódio do Kevin Hart ele até reclama que estava tudo errado, veio no copo de plástico e mais gelo do que café, haha. Mas eu tenho a impressão de que o café Lavazza é o patrocinador desta série, porque tem muitos episódios em que eles estão tomando Lavazza, principalmente nos mais recentes.

Já na nossa vidinha ainda com o isolamento físico da Covid-19, nessa semana que passou eu acabei vendo um filme pela Netflix só porque estava entre os Top 10 do dia, essa nova do canal. Código 8: Renegados (2019)** tem a premissa de que pessoas com poderes acabaram marginalizadas e um rapaz que tem a mãe doente acaba se envolvendo com pessoas poderosas de contrabando de drogas. O mais legal foi eu descobrir depois que na verdade era um curta e o pessoal arrecadou dinheiro e conseguiram fazer o filme, além de que é empreitada de dois primos – um atua na série Arrow e o outro já atuou em Flash. Esses exemplos de produção me fazem lembrar sempre que às vezes é a vontade das pessoas “comuns” que faz a diferença mesmo, nessa semana em que continuamos a louvar as diversas iniciativas locais de solidariedade apesar de toda a politicagem e saída de Ministro da Saúde em meio a uma pandemia mundial…

Mais uma vez lembramos daquele velho conceito budista que depende de cada um para termos mais igualdade, harmonia, e consequentemente, felicidade. Cada um tem sua capacidade, seja em doações ou ajudando algum trabalhador autônomo, pode ser uma celebridade que tenha voz para incentivar outros – ai, como eu queria morar nos Estados Unidos e poder participar da doação pra concorrer a um papel num filme e almoço com o Martin Scorsese, Leo e Bob! Ai, ai…

Bem, vamos ver se esses auxílios da caixa e do governo realmente vão funcionar e quanto tempo o povo ainda aguenta a quarentena… me parece que daqui a pouco ninguém mais está respeitando e aí vamos ver essas taxas de mortes… ou será que vão funcionar aquelas teorias da conspiração?

Abaixo, os episódios desta semana da série do Seinfeld, o cara que fez a série sobre nada – o que parece que anda acontecendo em muitas lives por aí. Pelo menos eu dou alguma risada pela manhã com ele.

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Jerry Lewis (Heere’s Jerry! – 2018)

Parece que esta foi a última participação em programa de TV do Jerry Lewis, a maior parte do episódio é eles conversando no que presumimos ser seu escritório em casa, em Las Vegas (?!), com um Oscar bem ali no meio da mesa pra gente ver. Que vontade de ver essas comédias antigas com o Jerry Lewis, que me parece genial em ser um pateta… :) este episódio, aliás, tem bastante cenas dos filmes, achei; por exemplo analisando como surgiu a do telefone em Mensageiro Trapalhão (1960) – aliás, engraçado notar como costumavam usar muito a palavra “trapalhão” nos títulos de comédia mais antigos… Ótima a cena do programa antigo em que chamam por “Jerry” e os dois vão para o palco. Seinfeld demonstra uma admiração genuína pelo rei da comédia, então acho até digno que seja sua última aparição pra TV, com os dois no carro conversando e comentando que não acaba, Lewis não ia parar até o fim dos seus dias…

Jamie Foxx (You gotta get the alligator sweat – 2019)

E eu que nem sabia do histórico “cômico” do Jamie Foxx? Pra mim ele sempre foi o cara de Ray (2004) *** e Django Livre (2012)****, além de vários outros filmes que eu gostei em menor proporção. Puxa, o cara parece ter muita energia e gostar de um estilo diferentão, seja pra vestir ou pra morar – Nova Orleans? Tem alguns momentos bem engraçados, incluindo essa piada da comida servida nessa região quando ele quer só um frango frito, rs.

Melissa Villaseñor (TBA – 2019)

Na verdade eu peguei pra ver este episódio porque na descrição já falaram que visitavam um museu da comida – e essa foi a parte mais divertida! (Na realidade, acho que era só sobre comida chinesa, mas tinha um carinha lá cozinhando na hora para os visitantes!). Não sabia mesmo quem era Melissa, porque não vejo o programa SNL, mas por acaso andei pegando vários episódios com convidados que fizeram vozes em Pets: a vida secreta dos bichos (2016)**, o que não é o caso; embora ela tenha feito vários trabalhos para desenhos. Não achei nada neste episódio tão engraçado, e até me incomoda como ela ri de tudo, ri muito de qualquer coisa que o Jerry fala…

Dana Carvey (Na.. ga.. do.. it – 2018)

Que lugar mais chique esse em que eles vão tomar café… e Carvey pergunta das outras pessoas, se fazem parte do show, há! Sinceramente, eu só lembrava de Quanto mais idiota melhor (1992), mas ele também fez trabalhos de voz para animações e alguns filmes com Adam Sandler, sem falar que sempre me impressiono em como os convidados comediantes, mesmo com certa idade, parecem continuar trabalhando – talvez em apresentações de stand up? Eu não acompanho este universo, então só fico imaginando como deve ser isso, passar a vida trabalhando em bolar histórias engraçadas e esperar por risos. Jerry sempre afirma que não é o tipo fácil, mas ele sempre parece se divertir muito com seus convidados. Neste, ele racha o bico com algumas imitações do Dana e ele próprio comenta que é o cara que não entende nada de música e quer comprar o instrumento mais bonito!

Kevin Hart (You look amazing in the wind – 06 de novembro de 2014)

O próprio Kevin admite que ele teve uma época “baixa” em sua carreira, para depois voltar a decolar de novo. Eu mesma acho que só vi Jumanji (2017) *** recentemente, embora tenha vários filmes no seu currículo que eu tenha visto e não me lembre exatamente do seu personagem neles – No auge da fama (2014) **, É o fim (2013) **, Cinco anos de noivado (2012) **, O grande Dave (2008)**, O virgem de 40 anos (2005) ***, Quero ficar com Polly (2004)***. Legal foi ver Jerry comprar o mesmo tênis azul pros dois, depois de passarem pra pegar um suco verde, ehe.

Ricky Gervais (China maybe? – 2019)

Foi dividido em duas partes, o que vou considerar só um episódio, porque foi um convidado só. A gente já tinha visto um passeio com Ricky cagando de medo no carro com Jerry, desta vez é um carrão o escolhido, mas ficam presos no tráfego sem ter o que conversar, ehe, apesar de parecer que os dois se divertem na companhia um do outro. Na primeira parte, logo no início tem a “bomba” de Jerry responder “na China, talvez?”, o que seria algo politicamente incorreto, mas é o que deve vir na cabeça logo de cara para qualquer ocidental comediante. E daí fica a questão permeando todo o episódio, se devem manter essa piada na série ou não. Ricky parece ser por dentro um cara muito gentil e de bom coração, e tem até dózinha por não ter comprado nada na loja de doces… mas a piada ficou como algo central do episódio, claro.

CICGC – week 3

E cá estamos nós, passando mais uma semana em quarentena – pôxa, eu precisava ir ver alguns médicos e quando completasse 3 meses queria ir passear com a baby em algum parque… mas tudo bem, continuamos firmes e fortes, procurando nos manter saudáveis, limpos e fora de risco. Mas concordo com quem diz que nem tudo vale uma live.

Eu bem que gostaria de estar fazendo algo mais útil também, talvez ajudando alguma ONG a distribuir comida, mas no momento a prioridade é outra. Aliás, faz meses que estou afastada do templo (por acaso caiu bem nesta época da pandemia e todo mundo também está afastado), mas lembro que o mês de abril pra mim sempre foi considerado como de “renascer”, tanto pela escola budista que sigo (o mês de “nascimento” do Buda) quanto pelas celebrações de Páscoa – e é tão estranho não ver as expressões nas ruas da Paixão de Cristo ou mesmo lá no Vaticano. Mas estes são os nossos tempos, de orações dedicadas por cada um à distância – e, talvez, elas possam até ser mais sinceras?

Nem ovo de Páscoa comprei este ano, mas continuo com as manhãs de um episódio por dia do Comedians in cars getting coffee. E a série até tem me dado vontade de pegar de novo pra ver Maravilhosa Sra. Maisel, redescobrindo uma mulher que faz stand up numa época em que nossa função era ser dona de casa e cozinhar o jantar para o marido… quem sabe não me caiba bem neste momento? E quem sabe eu não faça uma maratona de todos os filmes vencedores de Cannes? Já que este ano foi cancelado mesmo o festival, e percebi que vi pouquíssimos vencedores – alguns mais recentes só, e O pagador de promessas, claro.

Como seria o meu renascimento? Não sei, mas acho que esse processo já tem se dado desde há alguns meses, desapegar um pouco do que eu acharia nobre para uma vida e que tenho que fazer algo “útil”, sempre exigindo mais de mim e me deixando pra baixo, para estar contente com tudo o que eu pude realizar já (inclusive nessa onda de pensarmos sobre um possível fim do mundo, outro dia até vi um vídeo sobre os filmes em que o mundo realmente acaba… por mim, tudo bem!). E deixar renascer também esse lado que é o que mais gosto, de ver filmes ou coisas diversas e imaginar muitas outras…

Boa Páscoa a todos, lembrando que após a idade das trevas veio o renascimento!

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Will Ferrell (Mr. Ferrell, for the last time, we’re going to ask you to put the cigar out – 03 de fevereiro de 2016)

Um carro com papa-léguas, divertido! Eu até estava pensando por que não tinha um convidado como Ben Stiller ou Adam Sandler, que são mais recentes, bem populares e tem até seus frat packs, talvez Seinfeld não goste tanto desse estilo de comédia? E pra dizer a verdade, eu nem gosto do Will Farrell – prefiro outros nomes, como o Steve Carell, por exemplo, mas talvez ele seja um chato de galochas na vida real para aparecer numa série destas, rs. Bem, o passeio foi agradável, Will comenta da família e tal, mas não consigo acreditar que ele não assiste a quase nenhum filme! – “eu queria ser o cara que não viu Gravidade (2013) ****”!

 

Chris Rock (Kids need bullying – 18 de julho de 2013)

Só eu acho engraçado que Eddie Murphy faça a voz do burrinho e ele a voz da zebra? Engraçado que depois eu vi o Carl Reiner elogiar o Chris, sabendo que ele tinha potencial, por acaso. No Brasil, faz muito sucesso o seriado Todo mundo odeia o Chris, baseado na vida dele; e olhando para a filmografia, ele já fez muitos trabalhos de ator junto com o Adam Sandler, eu nem tinha percebido antes! O cara realmente parece boa praça, claro que entra a questão dos filhos na conversa, mas quem podia esperar que um policial ia pará-los por alta velocidade! – “se eu não estivesse com você, estaria com medo. Sou famoso, mas sou negro!”

 

Kate McKinnon (A brain in a jar – 06 de julho de 2018)

Não acompanho SNL, então nunca vi seu trabalho no programa e não posso julgar, porém ela tem algumas aparições em filmes como Caça-fantasmas (2016)** ou Meu ex é um espião (2018) **, mas eu fico com a imagem mais recente da sua personagem em O escândalo (2019)** e acabo achando que talvez ela se dê melhor como atriz do que comediante? Bem, o carro é deveras pequenino parecendo um brinquedo, é engraçado imitarem o cachorro pós-defecagem no meio da rua, do nada, e que lugar chique esse onde foram tomar café!

 

Carl Reiner & Mel Brooks (I want sandwiches, I want chicken – 20 de setembro de 2012)

Confesso que eu não sou lá muito fã de comédias, talvez eu tenha visto as mais populares dos anos 90 pra cá, mas eu não conheço tanto, especialmente da época destes dois, dos anos 60, 70. Talvez por serem de mais idade, o próprio episódio tem uma sensação diferente, primeiro Jerry toma café com Reiner e depois eles se encontram para jantar junto com Mel Brooks, e realmente é maravilhoso imaginar que os dois permaneceram amigos após tanto tempo e veem TV ou filmes juntos. Embora eu não entenda muitas referências, então, é bem divertido e Brooks é muito animado – ativo até hoje, com seus 90 e tralalá, fazendo voz para Toy Story 4 (2019)***!, Jerry praticamente não consegue ir embora.

 

Louis C.K. (Comedy, sex and the blue numbers – 02 de janeiro de 2014)

É claro que este episódio foi gravado antes das acusações de assédio contra este comediante, mas é muito interessante como ele passa a sensação de ser um cara super tranquilo e família, até contando o desastre do primeiro passeio de barco com as filhas… O carro que Jerry escolhe é uma graça, mas realmente só consigo imaginar que sirva para ir à praia na Itália, não dá pra ficar rodando na cidade com ele! E o episódio em si é tão legal, tem o olho no barco e de imediato Jerry lembra de Tubarão (1975)****! Louis C.K. já escreveu muita coisa, inclusive pros shows de Chris Rock, Dana Carvey, late nights do Conan, do David Letterman. Após as acusações ele chegou a escrever uma carta aberta pedindo perdão, e espero realmente que ele melhore e supere.

 

Ellen DeGeneres (You said it wasn’t funny – 2018)

Eu admiro a Ellen porque ela foi uma das primeiras pessoas famosas a se abrirem para o mundo como lésbica e isso inspirou várias outras mulheres, mas posso afirmar sem sombra de dúvidas que o trabalho dela que eu mais gosto é da personagem Dory, de Procurando Nemo (2003)****! Também acabei escolhendo este episódio porque outro dia li a repreensão pública de alguns comentários insossos dela em relação à quarentena (o tédio e comparar com estar na prisão…). Na realidade, acho que seu carisma é bem amplo, e ela nunca esperou ser comediante ou entrevistadora; acho que também não esperava que Jerry comentasse que seu bairro é de velhos, haha; e acho ele não esperava uma lição em relação às chaves de carro!

 

Steve Martin (If you see this on a toilet seat, don’t sit down – 06 de janeiro de 2016)

Gente, eu achava que esses carros de colecionador sempre passavam por boa manutenção, mas como quebram nesses episódios… Aqui incluíram várias cenas de stand up antigas do Steve Martin, eles brincam sobre um suicida de cadeira de rodas e eu lembrei de outro episódio em que Jerry comenta que para os comediantes não existe um limite, tudo pode dar vazão ao riso! Eu já vi alguns filmes do Steve Martin, pai de noiva e de um monte de filhos, eu não sei exatamente o que é engraçado nele para se tornar tão famoso (embora não tenha nada contra), mas até hoje ainda nunca vi O Panaca, talvez eu deva riscar da minha lista.

Algo novo para minha rotina: Comedians in cars getting coffee

Metade do mundo em “quarentena” (essa palavra não deveria significar 40 dias?), o que vocês andam fazendo? Eu terminei a última temporada de BoJack Horseman, mas digamos que não tenha ficado muito animada a escrever o último post – se bem que, com essa série animada era de se esperar que eu não ficaria muito feliz ao terminar, por vários motivos…

E euzinha, que já estava de quarentena (pós-parto) antes, poderia estar já enjoada de ficar em casa? Praticamente desde final de janeiro estou vivendo essa realidade meio estranha de não sair para trabalhar, meu trabalho agora é 24h me dedicar à baby, com algum intervalo aqui ou ali para limpar algo em casa, talvez assistir algo na TV, comer, e quando dá, tomar banho.

Muito tem se falado do perigo da depressão de ficar isolado em casa, daí eu fico me perguntando o quanto sou antissocial, porque às vezes parece até que prefiro o isolamento (!). Não sinto falta de ir para o meu serviço, às vezes acho até que eu era mais depressiva indo (!!). Talvez eu não tenha nascido para trabalhar, mas para ficar em casa, vendo filmes e escrevendo – ehe!!!

Mas o fato é que, pensando bem, eu lido muito bem com isolamento, hmmm. Porque eu gosto de ficar com meus pensamentos, gosto de poder ter um tempo para imaginar cenas… e parece até que fazia um tempão que eu não tinha me permitido ter isso.

Tudo bem, eu sei que este é um ano atípico, provavelmente depois de um ano de idade a baby vai exigir menos da minha atenção (ou não?), e como sei que é temporário, estou me deixando curtir o momento. E se antes eu me cobrava tanto – todas as coisas que eu “tenho” que fazer! – , agora eu me deixo viver um dia de cada vez. Assim, apesar de parecer que eu não estou “fazendo nada”, eu não me sinto tão mal… sem falar que cada dia é dedicado a um outro ser, uma outra vida que deve (espero) continuar por esta Terra e ter sua própria experiência desta existência além da minha. Mas eis que me pergunto se não estou vivendo melhor assim, “sem fazer nada”, do que estressantemente me exigir (e achar que as outras pessoas exigem ou esperam) tanto de mim?

Bem, divagações à parte… eu não criei exatamente uma “rotina” em casa, apesar de já ter mais de um mês que voltamos pra casa. Porém, pela manhã, a bebê toma o leitinho, eu tomo café, e algo que tenho incluído ultimamente nessa quase rotina (os horários variam, tem dias que eu vou colocar a roupa pra lavar antes…) é ver um episódio da web-série do Jerry Seinfeld, Comedians in cars getting coffee. São episódios curtinhos, só um ou outro chega a meia hora (o que poderíamos considerar 2 episódios juntos), e em vez de ser um programa de entrevista normal, o Jerry pega algum carro muito estiloso e vai tomar um café com seu convidado, dizendo até que só vai se encontrar com pessoas que ele gosta – comediantes!

Então, eu tomo meu café e enquanto a baby cai no sono no meu peito, eu vejo um episódio, como se eu estivesse me convidando para ir tomar café com Jerry e alguma personalidade. Acho que tem tornado as minhas manhãs um pouco mais interessantes, é uma boa vibe para começar o dia.

Vendo a lista de episódios, tem muitos nomes que eu nem conheço ali, talvez sejam mais conhecidos nos EUA. E como não seguem uma ordem exatamente, decidi ir vendo aleatoriamente conforme as pessoas que eu já conheço (mas pretendo pesquisar no futuro o nome de um ou outro no Google, se chegar a ver todos os episódios).

Eu posso fazer isso, né, se até mesmo a Netflix decidiu pegar tudo o que tinha no Crackle e trazer misturado pra gente… pois é, não seguiram a ordem em que os episódios foram originalmente transmitidos, então tem coisa ali na primeira “temporada” que é de 2012 e tem uns que é de 2019 aparecendo bem antes de 2014… Daí que eu até poderia fazer aqui na ordem, mas não teria a mesma graça, eu acho. Se vocês derem uma olhada no Wikipedia, podem encontrar a lista completa: com a temporada correta, as datas em que cada episódio foi lançado, o carro em que andaram e o restaurante onde foram comer, e ainda o episódio correspondente no Netflix. Então vai lá se quiserem na ordem.

Nesta primeira semana eu tomei café com: Kristen Wiig, Tina Fey, Christoph Waltz, Judd Apatow, Alec Baldwin, Larry David, Ricky Gervais, Seth Rogen. Abaixo escrevo só alguma nota de algo que me chamou a atenção ou gostei em cada episódio.

 

*Kristen Wiig: uma Volvo-sensação (The Volvo-ness – originalmente transmitido em 5 de janeiro de 2017)

Kristen toca ukulele e tem um estilinho meio hipster, hey também quero! Eles dão uma passeada na rua e até param para uma casquinha de sorvete, e para dizer na loja de óculos que a atendente sempre vai dizer que estão ótimos.

 

*Tina Fey: fezes estão na minha jurisdição (Feces are my purview – 30 de janeiro de 2014)

Ela foi a primeira roteirista do SNL e eu adorava assistir a série 30 Rock, embora eu nem tenha visto todas as temporadas. Achei legal ela entendendo que foram fases da sua vida e procurando pensar no que vier a seguir, talvez mais filmes… e quando fala da filhinha fazendo careta pro Alec Baldwin e Steve Carell, já que a mãe passava muito mais tempo com eles do que com o pai!

 

*Christoph Waltz: champagne, charutos e massa de panqueca (Champagne, cigars and pancake batter – 02 de fevereiro de 2017)

Jerry considera este um comediante pelo trabalho em Bastardos Inglórios (2009)**** hahaha! Christoph é pego numa loja de materiais de construção (?!) e fala da diferença do humor em Viena, pedem as panquecas estadunidenses, crepes franceses e waffles belgas… ele parece um cara meio “chato”, mas saem os dois no pedalinho, óin :)

 

*Judd Apatow: fugindo de Syosset (Escape from Syosset – 30 de junho de 2016)

Muuuito legal as fotos antigas, e que caos é esse lugar em que ele trabalha? (xenti, como consegue trabalhar assim?). Confesso que nem gosto tanto assim dos filmes dele, mas o cara pareceu tão humilde, dizendo que depois de Freaks and Geeks (1999) ele se perguntou o que mais podia fazer, e me deu até vontadezinha de ver essa série.

 

*Alec Baldwin: cretino, preguiçoso e sem objetivo (Just a lazy shiftless bastard – 16 de agosto de 2012)

Os dois tem a mesma cidade de origem e Alec acha que ele lutou muito mais na vida para não ser tão famoso quanto Jerry! Eles saem do centro de NY pra tomar esse café e vão ter o que o restaurante tem, “brilhante”!

 

*Larry David: Larry come uma panqueca (Larry eats a pancake – 19 de julho de 2012)

É o primeiro episódio ever. Nossa, não sabia que o Larry David cuidava tanto assim da dieta! Na verdade, eu não sabia nada sobre Larry David, exceto que ele era criador da série Seinfeld junto com Jerry. Eu entendo o ponto dele sobre ser a mesma coisa tomar uma xícara de chá, os dois recordam algumas coisas e é engraçado até que os dois são grandões para andar em um fusquinha… “você conseguiu fazer um show sobre nada!”

 

*Ricky Gervais: louco em uma máquina assassina (Mad man in a death machine – 02 de agosto de 2012)

Puxa, eu nunca tinha imaginado que este episódio seria tão divertido! É hilário o medo genuíno do Ricky andando naquele carro, com o Jerry dando risada ao lado! Muito bom! Interessante também ele mencionar o papel de host do Globo de Ouro (este ano de 2020, segundo ele, foi o último).  – “Até Jack Bauer teve 24 horas!” (pra desarmar uma bomba)

 

*Seth Rogen: nós temos carne! (19 de julho de 2019)

Primeiramente, adorei o carro tipo Os irmãos cara de pau (1980)****! E não sabia que o Seth Rogen tinha começado tão cedo, até mostram uma cena dele fazendo stand up aos 15 anos! Também foi engraçado ver ele suando de nervoso, e que bom que conversaram um pouco sobre Bill Cosby :)